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Minha doce e querida marquesa...
Pede not�cias do meu sobrinho...
ou devo dizer, de sua aposta.
Como madame de Tourvel n�o respondeu �s cartas dele,
Valmont decidiu encontr�-la,
pela mais extraordin�ria das coincid�ncias,
na loja de Dalbert e Contini.
Tinha planejado uma de suas declara��es ardentes e secretas...
Com licen�a.
- Mas sua presa fugiu. - Com licen�a.
- Antes que ele pudesse abrir a boca. - Madame?
Boatos sobre seus fracassos se espalharam por Paris,
encantando seus inimigos,
e temo que sua reputa��o n�o sobreviva a isso.
Deve estar satisfeita,
Tourvel resiste.
A vit�ria � sua.
E em breve, nosso orgulhoso visconde n�o ter� escolha
sen�o admitir a derrota.
C�cile!
N�o quis interromper.
Mais m�s not�cias do pobre Valmont.
Parece encantada.
Deveria estar ainda mais feliz.
O orgulho de Tourvel � insuport�vel
e ao mesmo tempo...
Gostaria que Valmont tivesse �xito?
Sob minhas condi��es, sim.
Acha que ela gosta dele?
Essa mulher gosta de homens.
Cuidarei disso.
Marquesa.
Que coincid�ncia maravilhosa.
Preciso falar com a senhora, e temi que recusasse meu convite.
J� estive em sua casa antes.
Observei-a h� pouco.
Achei-a sincera.
Eu fui.
Falta-me sua devo��o, madame.
Mas tive certa forma��o,
e Deus...
Deus permanece para mim um parceiro ocasional.
Ent�o, madame,
posso contar com sua presen�a ao meu lado?
Conceda-me esse favor
e darei o que sempre neguei ao seu marido.
O qu�?
Minha confiss�o.
MERTEUIL JOGOS DE SEDU��O
Eu acrescentaria que,
sem jamais se vangloriar, Valmont sempre foi
extremamente generoso
com os menos afortunados.
Estou entediando-a, madame?
Pelo contr�rio.
Mas j� que estamos a s�s, de mulher para mulher...
Pensei que...
me contaria algumas de suas outras qualidades.
Ele � realmente o mais maravilhoso dos amantes?
N�o achei que a chocaria.
Espero que n�o se ofenda.
Estou aprendendo a jogar como a senhora.
Meu "jogo"?
N�o � assim que a senhora e os outros de sua tribo escolheram viver?
Jogando?
Mas h� um limite para esse jogo,
e at� diria que h� uma regra.
Uma regra...
e apenas uma.
Por favor.
Reconhecer a derrota.
Mas uma derrota muito agrad�vel,
pois trata-se de ceder ao pr�prio desejo.
J� que parece pensar que...
resistir ao Valmont � uma luta para mim...
� a �ltima linha de defesa de Deus contra a corrup��o.
Sempre santa, madame de Tourvel.
Ser� que, um dia,
cansar-se-� de representar essa nobre figura?
E n�o se cansa de usar essa coroa,
princesa libertina?
Meu status oferece alguns prazeres encantadores.
N�o acredito, marquesa.
Porque n�o acredita no prazer.
Porque n�o acredito no poder.
Sua beleza � uma arma formid�vel, mas passageira,
pode vencer algumas batalhas, mas perder� a guerra no fim.
Estou t�o feliz!
Concordamos no essencial:
h� uma guerra secreta em curso.
Voc�, uma santa,
eu, uma prostituta.
Usamos armaduras e m�scaras para manipular melhor os homens.
� uma vis�o bastante sombria da humanidade.
Pelo contr�rio, engana-se:
amo minha era,
abra�o-a...
e quero conquist�-la por completo.
Mas o que espera?
Que perder minha f� me leve direto ao Valmont?
� uma dessas pessoas que...
precisam amar loucamente
e ser amadas.
E se seu marido j� n�o lhe basta, Valmont...
saber� tom�-la e revel�-la.
Ama a si mesma mais do que a Deus, madame.
E precisa de experi�ncias proibidas.
Fui como a senhora antes de ser quem sou.
E digo-lhe,
somente cedendo aos desejos ter� a chave de si mesma.
Desculpe.
Minha resposta � sua pergunta foi longa.
Minha pergunta?
Valmont � o mais maravilhoso dos amantes?
Senhor conde de Gercourt, madame.
Madame.
Que doce surpresa, caro conde.
Venho em nome da paz.
Paz?
Uma paz libertina.
Estou cansado de nossas discuss�es
e sinto falta do tempo em que �ramos amigos.
N�o vem mais me ver,
e minha casa parece t�o vazia sem voc�.
Que exagero.
Mas continue, � muito agrad�vel.
Sabe o que todos dizem em Versalhes?
Que o rei est� entediado.
� mesmo?
Que tristeza.
Dizem que ele deseja deixar o pal�cio e ir � cidade.
Mas n�o posso fazer nada sozinho.
Preciso da sua ajuda.
Deixe-me servi-la como antes.
N�o fizemos grandes coisas, n�s dois? Paris estava a nossos p�s.
Gostaria que se lembrasse de quem fomos,
de quem voc� foi...
N�o havia figura poderosa cujos segredos n�o soub�ssemos.
Voc� destruiu isso para sempre.
N�o,
ainda h� tempo.
Se ao menos pud�ssemos reviver os dias dourados de Paris.
Sim.
Por�m...
preciso ter certeza de que sua lealdade � paz libertina � sincera.
N�o posso acreditar s� em suas palavras, preciso de um gesto,
ou melhor, de um sacrif�cio.
Esque�a sua pequena protegida, a marquesa de Merteuil.
As pessoas est�o cansadas de sua arrog�ncia e desejo de dominar.
N�o posso ajud�-la se n�o se afastar dela.
Era s� isso que queria de mim.
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Isabelle � como uma filha para mim.
Ela n�o pode vencer.
O �dio a deixou louca.
Logo suas maldades ser�o conhecidas na corte.
Se n�o a detivermos agora,
acabar� nas m�os dos fan�ticos de Versalhes.
Eles a usar�o como pretexto para nos atacar.
E ser� o fim, madame,
o fim da liberdade pela qual lutamos com tanto ardor.
Falso...
O qu�?
Ouviu bem.
Como ousa falar comigo sobre liberdade?
Sente isso, n�o �? A mar� virou.
Cada vez que tentou prejudic�-la,
Isabelle o humilhou,
e em breve o derrotar� de vez.
Chega!
Como ousa?
Estou tendo o cuidado e o trabalho de falar-lhe com respeito.
N�o me obrigue a feri-la.
N�o!
N�o!
N�o!
Seu cheiro, sua pele...
H� apenas uma forma de fazer as pazes.
Entre!
A carruagem est� pronta, madame.
Muito bem.
Terminei com o senhor conde.
Madame.
Lembra-se do senhor cavaleiro de Danceny?
O jovem noivo da senhorita de Volanges.
Noivo?
Nada oficial ainda.
O pobre rapaz nem tem o pr�prio instrumento
e precisa se preparar para uma audi��o.
Tinha me esquecido de que o convidei para ensaiar aqui hoje.
Espero que n�o se importe.
Obrigada.
Estou exausta,
vou dormir,
mas, por favor, fique.
Vou subir tamb�m.
Boa noite, madame.
Gosta dela?
Madame, s� aceitei vir aqui por amizade.
Que amizade?
Somos parceiros, meu caro cavaleiro.
Tem sido assim desde o primeiro dia.
Voc� precisa de dinheiro e eu, de seu charme.
Esquece o mais importante, madame: desde que nos conhecemos, C�cile...
Sim, eu sei.
A partir de amanh�, voltar� a ter a alegria de am�-la at� a morte.
E pode estar certo, contar� comigo como parceira
e amiga.
Mas, por esta noite...
Bater� � porta de madame de Tourvel.
Explicar� suas d�vidas.
E esse profundo sentimento de confus�o que ela lhe causa,
como se odeia por esquecer C�cile.
Deixe que ela fale com voc�,
explique que deve voltar-se para Deus
ou outra coisa pueril.
Ou�a-a,
vez ap�s vez...
por muito tempo.
Seja apenas voc� mesmo. Perfeito.
Enquanto estiver no quarto dela, tudo � poss�vel.
E acredito:
antes do amanhecer, ser� sua.
Lembre-se, cavaleiro,
ao me ajudar, ajuda C�cile.
Sem mim,
C�cile j� seria esposa de Gercourt.
Agiu por bondade, madame, agrade�o-lhe.
Agi como sempre ajo:
porque era necess�rio.
Vamos, essa mulher � um verdadeiro deleite,
e eu poderia ter pedido um favor bem menos agrad�vel.
Vamos.
N�o, madame, prefiro perder C�cile a tra�-la.
Como quiser.
Minha querida marquesa,
seu sil�ncio confirma meus piores temores.
Acreditei que estivesse apaixonada, mas me enganei.
� a presa do mais violento dos venenos:
o orgulho.
Seu �nico foco deveria ser Gercourt.
Devemos preparar sua defesa,
e ainda assim desperdi�a aten��o com Tourvel, que nada importa.
Tudo por orgulho,
por vaidade, joga, madame,
quando deveria lutar.
Nem voc� nem Valmont t�m mais controle.
Vejo ambos perdidos no pr�prio labirinto que criaram.
Madame.
Como est�?
N�o quero mais jogar.
Voc� venceu.
E est� bem assim.
N�o a reconhe�o.
Valmont apostou comigo que poderia seduzi-la.
E eu mesma sou o pr�mio dessa aposta.
N�o entendo.
Ent�o, se ele me quer,
� porque ama voc�.
Ama-me?
Est� mesmo cega assim?
Ele nunca me amou.
Mas ama voc�.
� injusto, mas � assim.
Acha que o libertinismo � s� um jogo?
N�o para o Valmont.
N�o mais.
A filosofia de vida dele tornou-se
sua pris�o e seu inferno.
Esconde-se do mundo, envergonhado do que � agora:
fraco e apaixonado.
Ent�o inventou essa aposta rid�cula
com o �nico prop�sito de esconder seus sentimentos.
Pode escolher n�o am�-lo, madame,
mas, por favor,
n�o finja que n�o v� isso.
Minha Rosemonde, meu anjo da guarda,
tinha esquecido:
a arte da manipula��o nada � sem o uso adequado da verdade.
Sei o que estou fazendo.
Por isso arrisquei contar � madame de Tourvel
sobre a aposta entre mim e seu sobrinho.
E assim consegui transmitir-lhe aquela louca ilus�o,
sem a qual ela permaneceria inacess�vel para sempre:
o amor absoluto de Valmont por ela.
"Quando sai de casa,
seus olhos se encantam com o que � agrad�vel,
quando entra,
encontra coisas ainda mais doces,
v� em toda parte o que agrada ao cora��o,
e essa alma, t�o insens�vel ao amor-pr�prio..."
Mas, para aceitar tornar-se o que foi feita para ser,
ela, como tantos seres med�ocres,
precisava acreditar que era amada.
Recebi em casa uma mulher triunfante.
E deixei partir uma mulher sem apoio nem rumo,
consumida pelo mais temido dos v�rus:
o medo de perder a si mesma.
� �timo rev�-la.
Disseram-me que Danceny a preocupa.
Eu o amo tanto.
Senhorita C�cile de Volanges.
Esque�a-o.
- Como disse? - Seu cavaleiro.
Esque�a-o.
D�-lhe seu corpo ou use o dele sempre que desejar,
mas n�o o deixe ocupar sua mente nem por um segundo.
Danceny � um garoto.
Enquanto voc�,
� uma mulher,
senhorita C�cile de Volanges.
Amo-a tanto, madame.
Se ao menos eu pudesse mostrar minha gratid�o.
Um dia, talvez.
O qu�?
O �dio dele por voc� � como nada que j� vi.
Gercourt?
N�o me importo com isso.
O que ele pode fazer comigo?
Acredite,
ele pode pedir ao rei a sua cabe�a.
Isabelle.
Amanh� bem cedo, escreva ao seu marido.
Diga que sente muita falta e suplique.
Que precisa dele. Da prote��o dele.
Se o marqu�s voltar, perco tudo.
Seu ex�lio ser� curto.
E garantir� seu futuro.
O meu futuro ou o seu, madame?
N�o posso me proteger?
Cheguei a uma idade em que se busca paz.
Lutei muito por minha reputa��o. N�o cedo.
Consegue se ouvir?
Isso � absurdo, madame.
Quer que eu sacrifique minha liberdade?
N�o � a pr�pria defini��o de covardia?
J� n�o a reconhe�o.
Voc� foi a primeira.
Filosofia n�o nos salvar� agora.
Nunca abrirei m�o da liberdade, ouviu?
Nunca!
Madame.
Por favor.
Isabelle me contou tudo.
Sua aposta.
N�o quero mais esconder nada de voc�.
Meus respeitos, madame marquesa.
Estamos com a senhora em seu luto.
Todo o regimento partilha sua dor.
Seu marido foi exemplo e luz a todos.
O que aconteceu?
At� o fim, seu magn�fico marido seria...
Um exemplo. E uma luz para todos n�s.
Como ele morreu?
�s v�speras de combates terr�veis,
nas margens do Livingstone,
tra�ou um plano, mesmo em desvantagem,
permitiu conter a ofensiva brit�nica.
Prepara��o?
Seu marido foi exemplo e luz a todos.
Madame.
Chamem madame de Rosemonde.
Tire este quadro da parede e ponha...
em outro lugar.
Minha dor � grande demais.
Talvez com o tempo...
Sim, madame.
Madame, alegra-me rev�-la.
Soube agora de seu marido, o marqu�s.
Consola-me saber que foi exemplo e luz.
Claro.
N�o me fa�a fingir luto por tal canalha.
Deixe-me olhar para voc�.
O sucesso lhe cai bem.
Conte-me.
Ontem � noite, mal cruzei o limiar,
estava ansioso por saborear a vit�ria,
com medo de v�-la escapar,
que devorei minha presa depressa,
em poucas mordidas breves e vorazes.
Arrependi-me na hora da pressa,
certo de que, passado o prazer,
a vergonha abateria nossa santa Tourvel
e a faria sumir para sempre.
Mas n�o foi assim.
O fogo seguiu no meu quarto,
enquanto as horas passavam na noite.
Horas atr�s, ainda estava em meus bra�os.
Como se...
madame de Tourvel nascesse para amar.
Ent�o a ama?
Naquela noite, amei-a como um dem�nio.
Mas nunca deixei de pensar em voc�.
Voc� estava l�, em todo lugar, sempre.
O que houve, madame?
Ainda n�o terminou.
"...por isso, madame, n�o se repetir�.
Desejo-lhe o melhor,
Voc� merece.
Guardarei sempre esta lembran�a."
N�o.
N�o, visconde.
Essa hist�ria de lembran�as eternas.
Coitada, � capaz de manter esperan�as.
N�o, precisa tir�-la desse mart�rio.
Fiz crer que a ama sem rem�dio. Errei. Mas, fazer o qu�? Ela precisava disso.
Escreva.
Escreva!
"...que o que amei em voc� foi pureza.
Voc� me decepcionou.
Adeus."
Admita.
S� a amou porque ela resistia.
Ent�o escreva.
Muito bem.
Assine.
Envie esta carta a madame de Tourvel.
Tire a roupa.
O que h� com voc�?
Quero observ�-la por um tempo antes.
Quero olhar seu corpo.
Antes de v�-la chegar ao prazer.
J� n�o superamos aquela aposta insana?
Se eu tivesse vencido, iria se trancar em um mosteiro?
De todo modo, madame, voc� perdeu, eu venci.
Voc� n�o venceu.
E eu n�o perdi.
Fui eu quem conquistou madame de Tourvel.
Gostou, n�o foi?
Fico feliz em ouvir isso.
Voc� � meu amigo.
Farei qualquer coisa para ajud�-lo de novo,
no que estiver ao meu alcance.
Deu sua palavra, madame, n�o tem honra?
Minha palavra?
O passado me ensinou a desconfiar de palavras e promessas.
Ent�o era tudo por vingan�a?
Depois de tudo o que passamos juntos.
Foi tudo por isso?
Por essa humilha��o.
Por essa crueldade.
N�o acredito.
Voc� � como a pobre madame de Tourvel.
Acredita em uma coisa, depois em outra, e em outra...
No fundo, � um sonhador.
Vamos, S�bastien, foi s� um jogo.
Deveria procur�-la.
A menos que tema que ela n�o o perdoe pela carta.
"Ao despertar desta �ltima vez, o terror foi t�o forte
que n�o consegui super�-lo ao acordar.
Joguei-me da cama, sem saber o que fazia.
Comecei a andar pelo quarto, assustada como uma crian�a nas sombras da noite,
achando-me cercada por fantasmas,
e meus ouvidos ainda tomados por aquela voz triste
cujo som nunca ouvi sem emo��o.
Quando o amanhecer come�ou a clarear as coisas,
tudo se transformava conforme minha mente perturbada.
O medo se duplicava e tirava-me o ju�zo.
Com dificuldade, achei a porta e fugi do quarto..."
SENHORA, HOJE COMPREENDO QUE O QUE AMAVA EM V�S ERA VOSSA PUREZA.
V�S ME DECEPCIONASTES. ADEUS. VALMONT
Entre, por favor.
Conhece o marechal Castelet?
Madame.
Senhor.
Meu amigo est� prestes a ser promovido
ao Conselho de Justi�a do Rei.
Devo-lhe muito, senhor.
Como sabe, o Reino da Fran�a n�o � a Inglaterra.
O poder parece sempre acabar nas m�os do rei.
A not�cia da conquista de Valmont com madame de Tourvel
j� se espalhou por Versalhes,
e os religiosos est�o indignados,
reclamando alto o bastante para perturbar o rei.
Valmont deve ser punido publicamente.
Meu sobrinho est� acima de suspeitas.
Claro, o visconde � um homem sagaz.
Certamente tentou esconder todas as falhas
e garantir o sil�ncio das testemunhas.
Exceto desta vez.
Est� mentindo.
N�o, madame. Receio que o assunto tamb�m a envolva.
Falo do casamento do visconde com Isabelle Dassonville.
Que se tornou marquesa de Merteuil.
O caso foi tratado pelo juiz de Tourvel.
Devo adverti-la, madame,
temos provas que a incriminam diretamente.
Por�m, se concordar em depor,
posso garantir que n�o haver� consequ�ncias.
Mas se n�o...
ser� humilhada e exilada. Quanto ao seu sobrinho...
Senhor.
Em nome de nossa antiga amizade...
N�o se preocupe,
podemos imaginar um julgamento discreto, t�o modesto que...
seu sobrinho sair� com uma pena suport�vel,
como um retiro de meses em pris�o confort�vel
proporcional � sua posi��o.
Ao mesmo tempo, ficar� provado que Isabelle,
ao casar-se com o marqu�s de Merteuil,
foi culpada de bigamia,
e que essa nobre alian�a foi pura farsa.
Isabelle perder� o t�tulo e todos os bens.
Ao menos podemos nos alegrar que o pobre marqu�s
n�o veja essa desgra�a.
Quer que eu traia meu sobrinho e minha amiga.
N�o lhe pe�o nada.
O que lhe oferecemos aqui...
� sacrificar o prest�gio de sua preciosa amiga.
Uma mulher que nem conhecia h� poucos meses.
Por uma �nica causa:
salvar sua situa��o
e a pr�pria vida de seu sobrinho.
Como se chama seu cavalo?
C�sar.
� muito bonito.
Minha querida C�cile, voc� est� linda.
Isabelle?
A marquesa mandou-me.
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