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Um filme de
Vamos!
Atenção, meninas, cá vamos!
Remem!
Lá vem a mamã. Estás a vê-la?
Mamã!
- Olá, pessoal! - Olá, Jessie!
Foi fantástico!
- lsso, Paul. Puxa-a para fora. - Pronto. Apanhei-te.
- Estás bem? - Estou.
Está um gelo. Nem sinto os dedos.
Jessie...
Vem cá.
Vá lá, Jessie, está um gelo. Vamos voltar para o carro.
Vai com o teu pai. Vou só ajudar as miúdas.
Não faz mal, podes ir. Nós arrumamos isto aqui.
De certeza? Obrigada, vemo-nos no hotel.
Até já.
Jessie, quando voltarmos para casa, ligo à mãe da Rachel,
para ver se ela quer vir jantar na quinta-feira.
Sim? Está bem.
Quando ela vier, pode ajudar-nos a planear a tua festa de anos.
Vais convidar rapazes, desta vez?
Estás bem? Pareces distante.
Estou óptimo.
Produção
Argumento e Realização
Jessie!
Jessie!
Lamento muito. Ela morreu.
Não! Não! Não!
Está morta, Sarah.
A DESClDA
MONTANHAS DOS APALACHES, ESTADOS UNlDOS DA AMÉRlCA
UM ANO MAlS TARDE
Ou é porcaria, ou não presta, ou então é religião.
Bestial. Desliga essa porcaria.
Que assustador.
Ouve, não temos de fazer isto.
Podemos voltar e ficar na cidade.
Apanhamos uma bebedeira. Vamos a um baile da província.
Não, isso é que é assustador.
Tens razão, não temos de fazer isto.
Mas não vou ser eu a contar à Juno.
Ela é cá uma peça... !
Traz-nos sempre para o meio de... vê só.
Ela veio para a Escócia o ano passado.
Pois, e partiu à pressa.
Sarah! Beth!
Juno!
Estás fantástica.
Vem cá.
Deixa-me olhar para ti.
Vai tudo correr bem. Melhor ainda... vai ser bestial.
A Becca e a Sam estão mortas por te ver. Não queres entrar?
Dá cá isso.
Muito bonito.
- Como está ela? - Bom, está aqui.
Um passo de cada vez.
- Estás a chamar batoteira a quem? - Estou a chamar-te a ti.
Viva!
- Estás mesmo com óptimo aspecto. - Obrigada.
- Estás fantástica! - Sam.
Que bom rever-te.
Estou esfomeada. Têm comida?
Bom, temos um bocado de...
Sam, obrigada pela tua carta. Foi muito importante para mim.
Lamento muito não ter lá estado. Sabes como é... exames e...
A Sam vai ser a Dra. Van Ney daqui a um ano.
Por favor, digam-me que vai levar mais do que isso...?
- Tenho muito orgulho na minha mana. - Quem quer uma bebida?
- Conhaque? - lsso, isso.
Então, Beth...
... soube que começa tudo a desmoronar-se depois dos 25?
É isso que ensinam na Faculdade de Medicina?
A gozar? Cabra do caraças!
Alguém me faz sentir mais nova?
- Vamos lá. Viva... - Olá. Deves ser a professora...?
Beth, Sarah... esta é a Holly. A protegida... da Juno.
A sério? Sempre achei que a Juno as comia bem mais novas...
Que lindo!
Sei tomar conta de mim. Muito obrigada.
Já ouvi falar de ti. És a tal tarada que salta dos prédios.
Salto de base. Devias tentar. A sério.
Então agora vives na América?
Já não há mais prédios de onde saltar, em Galway.
Ando sempre à procura do próximo grande desafio.
- Já deves saber tudo isso. - Perdão?
A Juno mostrou-me uma foto de quando escalavam juntas.
- Não? - Encontrei esta foto clássica.
- Olha só para o nosso estado! - Meu Deus!
- lsto é mau. - Sensual.
Amar cada dia...
... era o que o Paul costumava dizer.
Seja como for... saúde!
À nossa aventura!
Vá lá, acende, sacana!
Então, já tinham explorado cavernas em Boreham?
Certa vez vi-as num livro.
lsso é para turistas. Não é aventura.
Até podia ter corrimões e uma loja de recordações.
As cavernas, os saltos, as escaladas...
... fazem-se sem querer saber.
Ou então somos apanhados por algo maior do que nós.
Queres aventura, Holly? Alguma vez te desiludi?
- Que foi? - Nada.
Holly, amanhã vai ser fantástico. Certo?
Leva isto. Vais precisar.
E o Josh, Sam? Ainda estão juntos?
Mais ou menos.
Turnos... diferentes.
Meu Deus.
Minha Nossa!
Nem uma palavra, certo?
Foi um presente de Natal.
Caluda.
E tu, Holly? Tens homem?
Sou tarada por desporto, como a Juno.
- O quê? - A Rebecca também, acho eu.
Mas quando for mais velha, quero ter muitos bebés.
Beth, a Sarah disse-te que...
Acordar!
Acordar!
Até parece que fui atropelada... dá-me cinco minutos.
Cinco minutos.
Bom dia, pequeninas. Vamos a acordar!
Bom dia!
Achas? Está um frio de rachar!
Holly!
Saímos às 7. Não se atrasem.
Experimenta fazer isto.
A Rainha está morta.
Longa vida... ao raio da Rainha!
Beth, não vais conduzir. Se fores, nunca mais lá chegamos.
Muito bem... papel, tesoura, pedra.
- Vá lá. - És mesmo idiota!
- Continua. - Está bem.
- Pronto. - Não, espera. À melhor de três.
Eu conduzo.
Muito bem, meninas... foto de grupo.
É melhor despachares-te. Estamos muito atrasadas.
- Estou com péssimo aspecto. - Estamos todas. Sorri.
- Chapéu? Sem chapéu? - Nada de chapéus.
Boa! Corre, corre...
- Diz ''salsicha''! - ''Salsicha''!
Sarah, abranda um bocadinho.
- Estou a curtir! - Ela está a curtir.
- Vira ali. - É fora da estrada!
Bestial!
Devias beber água.
É impossível acertar este relógio. Os botões são pequenos de mais.
- Então deixa estar. - Deixa, nem sequer vais levá-lo.
Foi o meu namorado quem mo deu. É uma questão sentimental.
É uma taradice do caraças.
Se um tipo me desse uma coisa dessas, largava-o na hora.
Juno, de certeza que vamos no caminho certo?
- Calma, nunca me perdi na vida. - Que maravilha!
Já estiveste nestas cavernas?
Não, mas são apenas de nível 2. Muito seguras, não te preocupes!
- Não estava preocupada. - O único perigo é eu adormecer...
Cavernas de Boreham... parecem mais as cavernas ''enfadonhas''.
- Bem estacionado. - Obrigada.
Uma vez, em Galway... quando escalei a catedral,
um padre perseguiu-me por todo o andar térreo.
Foi brilhante!
Mas não valeu o esforço.
Rebecca, deixa-a em paz.
Gente, vamos a despachar. Estamos atrasadas.
Vá lá, continuem a subir!
- Holly, espera aí! - Mexe-te, minorca.
- Carter, vai para trás. - Vá lá, preguiçosas do caraças.
Finalmente apanhaste-me.
- Juno, já lá estamos? - Há um rio cerca de 1 km adiante.
Quando lá chegarmos, seguimo-lo até à boca da caverna, certo?
Como é que ela sabe que há um rio adiante? Não oiço nada.
Deve sentir-lhe o cheiro.
Ela veio cá a semana passada para verificar o caminho.
É a regra nº 1 , elaborar um plano e segui-lo à risca.
- E a regra nº 2? - Não nos desviarmos da rota.
Quando pensamos que está escuro e apagamos as luzes...
... lá em baixo está escuro como breu.
Podemos ficar desidratadas, desorientadas...
- Pois, pois... - ... claustrofóbicas...
... ataques de pânico, paranóia, alucinações,
deterioração visual e auditiva...
Lindo, Holly. Um verdadeiro momento para mais tarde recordar.
- Não lhe toques! - Não vais querer chateá-lo.
Que achas que fez aquilo, Sam? Um urso?
O que é isto? Os Detectives da Natureza?
Cá para mim até podia ter sido o Abominável Homem das Neves.
Sam, pára de lhe mexer com o raio do pau. Vamos.
É aqui.
- Estás a brincar! - Receio que não.
Sou professora de lnglês, e não a Lara Croft!
Não tem importância.
Muito bem... Sarah, Beth, são a seguir.
Sam, fica com a Becca. Faz como ela e não há crise.
Holly, segurança em primeiro lugar. Nada de proezas desta vez.
- Estão bem? - Não!
Vemo-nos lá em baixo.
Vê se o teu cabo está trancado ali e ali.
- Agarra isto assim. - Ouve, já fiz isto antes, sabias?
- Só estou a cuidar de ti. - E eu agradeço...
... desde que seja em doses pequenas.
Têm de ver isto.
É lindo.
Não vais acreditar nisto, Beth.
Merda... merda!
Meu Deus... vou morrer.
Foi canja.
Meu Deus!
É incrível.
Caminho livre!
- É a Holly. - Merda, afasta-te!
Holly, vais fazer isto pelo seguro, como deve ser, e segues-me. Certo?
Com calma e devagar.
Juno?
Espertalhona!
Tudo bem. Já se foram.
Já se foram. Olha!
Um morcego. Dois morcegos.
50 morcegos.
Holly... deixa-te de merdas.
Para que lado?
Esta câmara só tem uma saída. É através do túnel.
Muito bem.
É uma descida.
Holly, atira-nos o teu saco.
Meu Deus!
- Encontraste alguma coisa? - Minha Nossa Senhora!
Vá lá, vamos comer.
- Holly, podes fazer um intervalo? - Só quero tirar mais umas fotos.
Esta caverna é bem mais fixe do que eu pensava.
Não tenho fome.
Estás bem?
Juno, não me vou abaixo. Estou bem.
- Eu pedi-te isto. - Eu sei.
Sarah?
Ainda não tive oportunidade de dizer
que lamento muito não ter ficado mais tempo depois do acidente.
Seja como for,
agora estamos todas aqui para te ajudar, certo?
Sim. Ouve, desculpa. Estou um pouco cansada.
Deve ser do ''jet lag'' ou assim. Vou só dar uma vista de olhos, sim?
Está bem.
Por que não tentas encontrar uma passagem?
Não te afastes muito.
Que tem ela?
- Até parece que viu um fantasma. - Está óptima.
Encontrei a passagem seguinte.
É isto? Pequenina, não?
- Não percebo isto. - O quê?
Não foi isto que imaginei quando li o livro.
Por isso não confio nos livros. Dependem muito da interpretação.
- Passa-se alguma coisa? - Não, nada.
Vou à frente, pessoal.
Tem cuidado.
Procura uma passagem. Nós esperamos aqui.
Mas que raio...?
Pronto, já passei.
Sarah?
Merda.
- Continuas atrás de mim? - Sim.
Merda!
Sarah...
Pessoal, é a Sarah. Acho que deve estar presa.
Eu estou presa.
Muito bem, Sarah. Tem calma.
Não posso ter calma, porra!
Pronto, Sarah. Tens de ficar calma.
E só podes acalmar-te se respirares, certo?
Pronto, respira devagar. Continua a respirar.
Não consigo...
Não consigo...
Não consigo respirar, porra.
Sarah, ouve-me. Ouve a minha voz.
Sarah, vou voltar para trás, certo?
Sarah, está bem?
Ouve-me... continua a respirar. Está bem?
Olha para mim, Sarah.
Por que estás tão preocupada, Sarah?
Olha para mim. Respira.
Respira.
Ouve-me.
- De que tens medo? - Não consigo mexer-me, porra.
Consegues, sim. Sarah, olha para mim!
O pior que podia acontecer-te já aconteceu, entendes?
E ainda aqui estás.
É apenas uma caverna manhosa e já não há nada a recear.
Garanto-te. Está bem?
Ouve, vais adorar esta.
Como fazes um limão ter um orgasmo?
Raios partam, diz lá! Como fazes um limão ter um orgasmo?
Que fazes? Mexes-lhe no ''caroço''.
Pronto, assim está melhor. Vá lá.
Agora vamos avançar. Agarra o meu braço, certo?
Vamos avançar devagar. lsso mesmo, agarra o meu braço.
lsso, vá lá.
Devagar. Agarra-te a mim. lsso.
O saco das cordas...
Pronto, que se lixe o saco das cordas. Agora mexe-te!
Agora, vamos lá.
Sarah!
Sarah!
- Estás bem? - Tudo bem.
Estão todas bem?
- Estão todas bem? - Não me toques, porra! Estou óptima!
Estou aqui, estou bem.
- Beth, estás ferida? - Não, estou bem.
Ninguém se mexe até a poeira assentar.
Não te preocupes, Juno. Não vamos a lado nenhum.
Porra! Podes ter razão nisso.
Meu Deus!
Então qual é a história agora?
Segundo o guia, o sistema de cavernas tem três entradas e saídas...
Esta é apenas uma delas. Não é assim, Juno?
Juno, é assim, não é?
Viste no livro?
- Não o trouxe. - O quê?
Não valia a pena.
Por amor de Deus, Juno...
Eu sabia que isto não estava bem.
Apresentaste um plano de salvamento aéreo na montanha.
Se não dermos notícias, eles vêm à nossa procura.
Era assim que devia ser, mas...
... o plano era para as cavernas de Boreham,
e isto não são as cavernas de Boreham, pois não, Juno?
- Estamos na caverna errada? - A Holly tem razão.
As cavernas de Boreham eram uma armadilha para turistas. Eu...
Não me deites as culpas em cima!
lsto não é exploração de cavernas. É uma viagem egocêntrica.
Vá lá, Rebecca. Não sabia que isto ia acontecer.
É exactamente nisto que acreditamos.
Sempre pensámos que, sem risco, isto não valia a pena.
Não tentes justificar isto.
Onde estamos nós?
Não tem nome. É um sistema novo.
Queria que fôssemos nós a descobri-lo.
- Nunca ninguém esteve aqui antes. - Estás a gozar...
Meu Deus!
- Como raio vamos sair daqui? - lsto pode não ter nenhuma saída.
Oiçam, agora não podemos recuar.
Temos de encontrar uma saída desta câmara e continuar para diante.
Que raio pensas estar a fazer?
Confiámos todas em ti. Disseste que isto ia ser bom para a Sarah.
Fazes ideia do que ela passou?
Não, porque fugiste o mais depressa que pudeste, cabra egoísta.
Sabes que mais, Beth?
Todas perdemos alguma coisa naquele acidente.
Tira-nos mas é daqui.
Oiçam, os sistemas de cavernas por vezes vão dar à superfície.
É uma hipótese remota... mas se ficamos aqui, morremos.
Vamos.
- Espera. - Que foi?
Não te mexas, Sam! Não te mexas!
Fica aí quieta!
Merda, mais não.
Obrigada, Beth. Agora sei qual a profundidade disto.
Então, e agora?
Uma de nós tem de ir por ali
e prender uma corda para vocês.
Tenho 3 grampos, preciso de pelo menos mais 3.
Onde está o outro saco de cordas?
Onde está?
Perdemo-lo quando a caverna cedeu.
Lamento.
Vamos, Becca.
lsso mesmo.
Continua, Rebecca.
Vamos, Rebecca. Estás à espera de quê?
- O quê? Porra! - Estás bem? O que se passa?
Não é nada. Estou bem.
Pronto, mais folga.
Mais folga, obrigada.
Muito bem.
Pronto.
Atira a corda.
Vamos.
lsso! Contigo até parece fácil.
Pois, mas contigo parece difícil.
Não olhes para baixo, Beth. Continua.
Está tudo bem. Estás segura.
Óptimo.
Pronto.
lsto tinha a ver comigo ou contigo?
Tem a ver connosco... em voltarmos a ser como dantes.
Queria que reclamássemos este sítio, que lhe déssemos um nome.
Pensei até no teu nome.
Ou talvez no teu.
Estás a ir bem. Vamos.
Vá lá.
Pronto. Vá, dá-me a mão.
Juno?
Vamos precisar de todo o material.
Puxa a corda.
Porra!
Estica-te! Estica-te!
Juno!
Juno, tudo bem, apanhámos-te.
Pronto, puxa!
Deixa-me passar. Holly, deixa-me passar.
Rebecca, mostra-me a mão.
Vá, larga.
Que quer dizer?
Quer dizer que não somos as primeiras.
- É uma fossa, não há dúvida. - Se já estiveram aqui exploradores,
há melhores hipóteses de sairmos daqui, não?
Este equipamento deve ter pelo menos uns cem anos.
Já ninguém usa estas coisas.
Além disso, se alguém tivesse estado aqui e tivesse conseguido sair,
já lhe deviam ter dado um nome.
Becca, estás bem?
Sobrevivo.
Holly, que te parece?
É de novo apertado, mas consigo passar.
Muito bem, continua. Vamos atrás de ti.
Há algo aqui em baixo.
Gente, é espantoso. Mas vamos ficar sem pilhas nas lanternas.
- Por isso sugiro que continuemos. - Espera aí.
Que foi, Beth?
- Juno, acende um dos teus archotes. - Beth, não há tempo para isto.
Acende um archote.
Lindo, Beth. Mas não serve para porra nenhuma.
Não, olha. Que vês?
Tens a montanha... a caverna.
E há duas entradas.
- És um génio, porra. - Tenho os meus momentos.
- Quer dizer que há outra saída? - Vamos descobrir.
Vamos!
Sacana!
- Por onde? - Holly, dá-me o teu isqueiro.
- Vá lá. - Toma.
Porra!
Vá lá! Vá lá!
Merda.
Aquele!
Holly!
Holly, abranda!
Holly!
Cuidado!
Luz do dia. Vejo a luz do dia!
Holly! Cuidado! Mais devagar!
Holly, não é a luz do dia.
- Socorro! - Aguenta!
Gente!
Holly!
Sam! Vem cá.
Holly!
Holly!
Holly! Responde!
Acho que parti a perna!
Não te mexas! Vamos descer até ti.
Porra!
É melhor vir alguém aqui abaixo.
Que nojo.
Beth! Aqui e agora não! Precisamos de ajuda.
Agarrem todas um canto. Temos de a tirar da água.
Com calma e devagar.
E... levantar.
Cabronas!
- Arranjem algo para fazer uma tala. - Tudo bem, eu seguro-a.
Juno, usa um dos machados do gelo.
Vais ficar bem, querida.
Sarah!
Juno, preciso da tua ajuda.
Sarah! Juno!
Segura-lhe no braço. Vais ter de segurá-la.
Que vais fazer?
Tenho de ligar a ferida e pôr uma tala,
mas não posso fazê-lo com o osso à mostra.
Tenho de o empurrar para dentro.
- Odeio-te. - Eu sei.
Fá-lo.
Morde isto!
Segura-a.
Morde isso, está bem?
Continua a morder, querida.
Pronto, tragam-me o kit médico.
Calma. Está tudo bem.
- Que estás a fazer? - Vi algo no túnel, mais adiante.
Sarah... juro que vou tirar-te daqui.
Mas não posso fazê-lo sem a tua ajuda.
Sarah?
Sarah!
Sarah, olha para mim.
Não há nada ali.
É o melhor que consigo fazer.
Vai doer-te muito e não podes apoiar-te,
mas ao menos podes mexer-te.
Vasculharam estas montanhas há mais de um século.
Se alguém tivesse ficado aqui preso, já seria esqueleto nesta altura.
- Mas é mesmo o que parecia. - Parecia o quê?
- A Sarah acha que viu uma pessoa. - E depois?
Não acho que vi... eu vi mesmo alguém.
Não, ouviste algo e viste o que quiseste ver.
É a escuridão. Prega partidas às pessoas.
Posso descrever-te exactamente o que vi.
- O que viste? - Um homem. Vi um homem.
- Tens a certeza? - Sim! E não foi a primeira vez.
Pensei ter visto alguém antes, mas agora tenho a certeza.
Se estiver alguém aqui em baixo, podem ajudar-nos a sair.
Sarah, não há ninguém aqui. Esquece.
Temos de tirar a Holly daqui.
Pronto, agora é o mais importante.
Beth!
Tudo bem.
Achas? Porra!
Por que estamos a afastar-nos? Havia luz do dia lá atrás.
Não era luz do dia. Era fósforo na rocha.
Estamos 3 kms abaixo da superfície. A única luz aqui é a nossa.
Bom, a mim parecia-me luz do dia.
Túnel da direita.
Estou a agarrar-te. Está bem?
Meu Deus! Que lugar é este?
Holly, onde é o botão de infravermelhos?
Animais mortos.
- Centenas deles. - lsto não é nada bom, gente.
Podemos sair daqui? Para que lado?
Vá lá.
- Não sei. - Não sabes como?
Não há brisa. Pode ser qualquer um dos túneis. Escolhe.
Porra!
Por favor.
Está aí alguém?
Está ali! Lá em cima.
Está lá em cima, no tecto!
Que foi aquilo?
Que raio foi aquilo?
Não sei, moveu-se tão depressa que mal consegui ver!
Nunca vi ninguém escalar assim!
- Eu disse que tinha visto alguém! - Aquilo não era humano!
Que se lixe. Vamos arriscar e escolher um túnel. Mexam-se!
Que se passa?
Merda! Está a cercar-nos.
Onde está?
Por aqui! Depressa!
Temos de nos despachar. Depressa.
Vamos! Mexam-se!
Vamos, Holly! Mexe-te!
Vão!
Juno, o archote... livra-te dele.
Holly, continua, vamos!
Sarah!
Sarah!
Corre!
Larga-a! Larga!
Larga! Larga! Desaparece, cabrão!
Não me deixes.
Onde estão elas?
Que aconteceu às outras?
Não acredito que consigamos sair daqui.
Vai, vai!
Mamã.
Mamã.
Mamã. Se estás mesmo pronta...
Porra, porra...
Desliga a luz.
Sarah!
Não consegue ver-nos.
Becca... Sam... Becca...?
É a Juno.
Com aquele barulho, vai atrair aquelas coisas todas.
Desde que não as atraia para mim.
Becca!
Sam!
Sam!
Rebecca!
Ninguém?
Desculpa. Desculpa.
Desculpa...
Tudo bem.
Tudo bem.
Caminho livre.
Sam, foge.
Ouvimos-te gritar pela Sarah.
Onde estão as outras?
Levaram... a Holly.
A Beth...
A Beth morreu.
Sam...
... que coisa é aquela?
Não sei.
Bom, parece humano.
Vamos, temos de procurar uma saída,
antes que estas coisas nos encontrem. - Não.
Sam, diz-nos o que estamos a combater.
São totalmente cegos.
E a julgar pelo que vimos, diria que usam o som para caçar.
Como um morcego.
E evoluíram perfeitamente para viverem aqui no escuro.
Sejam o que forem, vão à superfície para caçar.
E trazem comida cá para baixo por uma entrada qualquer.
Oiçam, se ficarmos em silêncio e evitarmos estes cabrões...
... acho que encontrei uma saída. - Achas...?
O equipamento de escalar que encontrámos...
... quem o trouxe marcou o caminho.
Encontrei essas marcas.
- Estamos à espera de quê? - A Sarah.
Não saio daqui sem a Sarah.
Sarah!
Meu Deus.
Sarah...
Vou tirar-te daqui.
Não! Não me toques.
Ouvi a Juno chamar-me. Vou à procura dela...
... depois voltamos e tiramos-te daqui.
- Não, afasta-te dela. - O quê?
- Foi ela quem me fez isto. - O quê?
Ela... abandonou-me.
Nada disso.
Sarah...
... não confies nela.
Procura a saída sozinha.
Tudo bem. Está tudo bem.
Não vou abandonar-te, Beth. Não vou abandonar-te.
Não vou deixar-te aqui, está bem?
Beth!
É da Juno.
É do Paul.
Não...
''Ama cada dia''
Desculpa.
Por favor...
São eles.
Por favor, vem comigo. Beth, por favor.
Não me deixes assim.
Não, por favor, não me peças isso.
Não sou capaz. Não sou capaz.
Por favor.
Fecha os olhos.
- Depressa! - Vamos, mexam-se.
Sarah?
Ela morreu, Juno! Não podemos esperar por ela.
Vamos!
Sarah!
Sarah!
Sarah?
Fujam!
Porra!
Porra!
- Vamos! - Juno, não pares. Estou mesmo atrás.
Sam...
... que estás a fazer?
Volta.
Becca!
Não tens corda suficiente...
Sam! Volta para trás!
- Que estás a fazer? Volta para trás. - Sam, querida...
Sam, volta para trás. Tu és capaz de voltar.
Por favor, ouve-me, querida! Por favor!
Sam!
Não!
Que estás a fazer?
Sam!
Que te aconteceu?
A Rebecca?
E a Beth?
Não conseguiu.
Viste-a morrer?
Vamos.
Vá lá... vá lá.
Tradução Carlos Valentim
Adaptação Carmen Cabrita
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