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- Oi. - Não pare.
Adoro te ver pintando.
Não consigo pintar quando não está aqui. Não dá.
Em poucos meses, fiquei viciado em você.
- Estou sujo de tinta. - Não importa.
Espera, vou só…
Desculpa.
Oi.
Scarlett, calma, está muito afobada.
Sério?
Que mara… Sim, eu…
Sim, eu ligo pra ele. Claro que sim.
Também te amo. Tchau.
Notícia boa?
O amigo da Scarlett quer expor meus quadros.
Você não entende, isso é incrível. Ele é importante na região.
Ele é fantástico.
Sempre sonhei com isso. A vida toda.
E é bom pra gente.
Vou terminar com ela.
Ei.
Se der certo e eu vender meus quadros,
vamos poder fazer o que der na telha. Entendeu?
Só você e eu.
Vamos recomeçar.
TROCA SUSPEITA
Helene!
Helene!
Sim, estou correndo!
- Helene! - Sim, estou indo!
- Você demora demais. - Tinha muita coisa pra guardar na mala e…
- Ai, não… - O quê?
- Só um segundo. - O quê?
- Meu carregador. - Não é possível.
- Estão vindo pra cá? - É.
- Você… - Ele não pode ficar no poço.
Porra!
- Deixa que eu falo com eles. - Tá.
- Oi. Buongiorno. - Buongiorno.
Obrigado por virem logo.
- Onde está o corpo? - Por aqui, por favor. Por aqui.
Vem, pessoal.
- Vocês sabem quem é o cadáver? - Sim, ele estava com a carteira.
Tom Harris, um norte-americano que morava na Sicília.
Carl, quando foi à casa pela primeira vez?
Carl?
- Dia 24 de agosto… - Espera, amor.
Desculpa. Já não conversamos disso?
- Sim. - Certo.
- Mas precisamos da hora exata. - Foi à noite.
- À noite. - Sim.
Podemos dar uma olhada no seu celular pra verificar?
Não.
Por que não? Entrega o celular pra eles pra acabar com isso logo.
É questão de integridade, tá?
Com licença. Legalmente, vocês têm o direito de nos manter aqui?
Sim, são testemunhas importantes. Devem ficar pelo bem da investigação.
E o anel?
- Que anel? - O anel que o Carl encontrou.
- Será que é dele? - Onde está esse anel?
Temos o direito de revistar seus pertences.
Isso é loucura. Que loucura.
Calma.
- O celular. - Não podem sair pegando celulares!
Podemos, para evitar destruição de provas.
Não temos nada a ver com isso. Investiguem os donos!
- Investigaremos. - Então vão atrás dos donos.
Calma.
Seu celular.
Mas que merda…
Alô.
Sim, sou eu.
Não, meu marido está aqui comigo. Por quê? O que houve?
Scarlett?
Quem é?
Quando vocês…
Quando foi isso?
Então não têm certeza absoluta.
Não têm e não deviam dizer isso se não têm certeza.
Porque vocês precisam…
Precisam de alguém pra identificar
pra terem certeza de que é ele, então não digam que é o Tom.
Pode…
Mas, amor,
faz sentido ir agora?
Sim.
- Não tem nenhum voo. - Vou de jatinho.
Dizem que ele passou semanas lá.
Tenho que ir ver.
Tá bom.
Você não vai sozinha. Não nesse estado.
Eu vou com você. Ligo pra galeria e peço pra marcarem outra data.
Vou tentar…
Tem certeza?
Se quiser muito ir, a gente vai.
Está bem.
Vamos dormir e amanhã a gente fala disso.
Ótimo. Cuidado com esse aí. E precisam subir com ele.
Cuidado com esse. Tem que subir com ele. Ótimo.
Não, não podem virar. Isso, bem melhor.
Ei, cuidado com as bordas.
Tira esse e pendura esse aqui.
Obrigado.
Tenta alinhar aquele ali.
Bem melhor.
Oi, amor. Oi, tudo bem?
- Sim, ficou incrível! - Não é?
- Parabéns! - Obrigado.
O Tom ligou, e eles vão pra Taormina.
- Que horas você fica pronto? - Acho melhor você ir sem mim.
- Você prometeu. - Mas tenho que terminar aqui.
- Faz semanas que não te vejo. - Eu sei.
Desculpa mesmo. Preciso terminar aqui.
Pode colocar esse na parede lá atrás? E esse ali.
Obrigado. Isso, na parede lá atrás.
Isso.
- Adam. - Isso, ótimo.
Posso falar com você?
- Posso falar com você? - Claro.
Este está torto. Pode arrumar?
Escuta. Amanhã não vai importar onde cada quadro está pendurado.
O importante é os amigos da Scarlett virem e comprarem alguns.
Acho que alguns quadros meus falam por si só, não?
Quer que isso seja frequente?
Claro que sim.
Uma exposição não vai te transformar numa estrela.
Esta aqui vai te levar a mais uma, depois fazemos uma maior, internacional.
Eu posso te ajudar, mas demora anos.
Precisa de alguém nessa jornada.
E ajuda ser alguém com dinheiro. Até o Michelangelo precisava de patrono.
Sim, eu entendo.
Então não ignore a mão que te alimenta.
Põe um anel nela.
Querida!
Oi.
Eu só queria saber se está tudo certo pra exposição.
Me liga quando puder.
Beijo.
- Meu Deus, que lindo! - Não é? Obrigada.
É bem modesto.
"Modesto", era essa a palavra. "Modesto".
Cala a boca, Tom.
Pelo menos parece ser de verdade. Deixou ele usar seu cartão?
Não, e todo mundo te odeia. Sai.
O Ricardo me deu um adiantamento pra eu comprar o anel.
Ele estava aqui quando cheguei. Não pude recusar.
Vocês sabem que sou romântico.
Verdade, você é romântico mesmo.
Obrigado, irmão.
Ei, você não é a…
Você é a garçonete do Bar Lebo, não é?
- Sou. - É, você é a garçonete.
- Sou o Tom. Prazer. - Me dá um vinho?
Ela trabalha no Bar Lebo!
- Quê? - Ela trabalha no Bar Lebo.
Oi! Nossa, é verdade!
- Acho que te vi algumas vezes. - É.
Eu… A gente adora aquele lugar, né, amor?
Vamos três vezes por semana. Obcecados.
- Eu ouvi… Parabéns, que maravilha. - Obrigada! Pois é, ainda estou em choque.
- Agora eu te pago uma bebida. - Não.
Tequila.
- Eu estava de saída, mas obrigada. - Sério?
- Parabéns de novo. - Se cuida, tchau!
- Aonde vai? - Acho que ela precisou ir.
- Pauline! Eu vou ali… - Tá.
- Pode ser? - Claro. Vou tomar um ar.
Não devia ter vindo.
Não vai terminar com ela.
É melhor entrar.
Tchau.
Com licença!
Carl, calma.
Vou ligar pro nosso advogado. Deixa conosco.
Tá, obrigado!
Desculpa, que porra está acontecendo?
Está preso pelo homicídio de Thomas James Harris.
- O quê? - Por quê?
Espera. Isso está errado.
Vire-se.
- Seu marido está ligado à cena do crime. - Que absurdo!
- Com licença. - Espera, pode…
Eu não fiz nada!
Vocês podem fazer isso? Com licença.
Carl!
Carl, pode dizer alguma coisa?
O que está acontecendo?
Por que não diz nada?
Por favor! Oi!
Desculpa, não entendo por que acham que ele matou o Tom.
Vimos os dados de localização dele antes da prisão.
Ele estava na casa quando seu irmão morreu.
Adam, pode contar o que fez no dia 24 de agosto?
Foi nesse dia que ele morreu?
Sim.
Foi quando o Carl visitou a casa, certo?
Sim.
Eu fui para o hotel lá pelas 18h, 18h30.
Deixei a chave do carro na recepção e fiquei no saguão
até receber um e-mail dizendo que ele tinha voltado.
Podem ver a localização no meu celular.
Chave do carro? Por que ele pegou seu carro?
Fazia parte da troca. Acho que para ver como era.
E você, Sra. Harris? O que fez naquele dia?
Desculpa, mas vocês sabem por que ele mataria meu irmão?
Estamos tentando entender.
O Adam passou aqui mais cedo. Ele nos contou.
Sinto muito.
Eles…
Eles desconfiam do Carl.
Fiquei sabendo.
Você trabalhava na polícia.
E conhece ele, né?
Será que você pode
me dizer o que acha?
Porque eu…
Eu não entendo.
Então a polícia acha que o Carl matou o Tom quando ele foi visitar a casa?
Sim. E que ele jogou o Tom no poço
e voltou semanas depois pra ficar lá com a Helene.
O negócio é que não faz sentido. Por que o Carl voltaria?
Bom…
Pois é.
Por que ele voltou?
Seria interessante ver a comunicação de vocês com eles.
Você está bem?
Falou com o Carl? Sabe onde ele está?
Está detido na delegacia porque ele é estrangeiro.
Você não precisa responder nenhuma pergunta que não quiser.
- Você tem vinte minutos. - Certo.
Amor, eu não matei ninguém.
É importante você saber disso.
Claro que não matou.
Não sei do que estão falando!
Disse pra eles que deve ter acontecido muito antes de visitarmos a casa?
Respira fundo. O importante agora é tirar você daqui.
Vem cá.
Como descreveria seu marido?
Não sei…
Trabalhador.
Organizado. Leal.
Muito leal.
- Violento? - O quê? Não.
Vimos o vídeo. Vimos o que ele fez com os funcionários.
É…
Mas precisam entender
que foi numa época de muito estresse para o Carl e…
Eu entendo, mas talvez o estresse tenha retornado recentemente.
- Não. - E por isso ele precisou de férias?
Ele nunca mais fez nada daquilo.
Seus óculos.
Pode tirá-los, por favor?
Por quê?
Tire os óculos, por favor.
Interrogatório com Carl Wester, caso número 426-25.
Dia 5 de setembro, 14h24.
Bateu na sua esposa?
O quê?
O quê?
- Não. - Ela disse que bateu.
- Ela disse isso? - Sim.
Vocês não entendem.
Talvez uma vez.
- Não lembro. Foi logo depois… - Que encontraram o corpo.
Ela queria chamar a polícia.
- E bateu nela. - Não é o que estão pensando.
O celular da vítima.
Como vê, foi totalmente destruído, provavelmente por um impacto violento.
Entendi.
Estava ligado na hora,
então podemos ver exatamente quando aconteceu. O exato segundo.
Também analisamos seu celular, Sr. Wester.
Para ver quando saiu para inspecionar a casa.
Foi quando o celular da vítima foi destruído.
Os dados de localização dos donos mostram que eles não estavam lá.
Eu não sei por quê.
Estava neste carro.
Está vendo isso?
É luminol.
Havia vestígios de sangue aqui. Do sangue da vítima.
Isso significa que limparam o carro.
Você o atropelou, né?
- Não. - Estava estressado.
Ele deve ter aparecido do nada. Você achou que estivesse sozinho.
Não! Por que eu voltaria para a casa? Não faz sentido!
Você fez esta compra um dia depois de chegar.
Está vendo? Desentupidor de ralo.
Se ferver o bastante, vira ácido sulfúrico concentrado.
Com o tempo, isso dissolveria um corpo.
Por favor…
Voltou para limpar tudo e se livrar do corpo.
Minha esposa me pediu pra comprar.
Ela não sabe por que você comprou o desentupidor.
Carl…
Se confessar agora, pode conseguir redução de pena.
- Não! - Então terminamos por aqui.
Pode comprar uns produtos de limpeza?
E desentupidor de ralo.
Minha esposa me pediu pra comprar.
Você ficou bravo porque eu quis chamar a polícia, aí…
Amor, você veio visitar a casa. Você esqueceu?
Falei com o advogado dele.
Sem querer ser pessimista, pode ser que o Carl seja condenado.
Merda. Não fala uma coisa dessas.
Se acontecer…
você e o bebê estarão amparados.
As ações do Carl estipulam que, se ele
perder o controle, por algum motivo, elas irão para o seu nome.
O que isso significa?
Que você nunca mais precisará se preocupar com o futuro.
Ragnar, só quero ele solto.
Obrigada por cuidar de nós.
Oi!
Achei você.
Onde estava?
O Carl e a Helene…
O que sabe sobre eles?
Nada. Achei a casa deles na internet.
Que tipo de contato vocês mantinham antes?
Só trocamos e-mails.
Posso ler os e-mails?
Esquece isso e come alguma coisa.
Estou tentando entender o que houve. Eu preciso entender. Por favor.
Vou dar uma corrida. Mais tarde a gente lê junto, tá?
Já volto. É uma corrida rápida, tá?
Adam…
Desculpa não ter acreditado que o Tom estava na casa.
Não se preocupe.
- Quanto tempo fica submersa? - Isso não importa.
- Então pra que fazer isso? - Você vai me achar maluca.
Vai, me conta.
Quando meus pulmões começam a doer,
e eu continuo segurando a respiração,
eu me acalmo.
Todo o resto desaparece.
Pode nos dar licença?
- Tenho boas notícias. - O quê?
Quer saber aqui ou enquanto tomamos um drinque?
Os babacas mexeram no seu celular antes de conseguirem um mandado do juiz.
O quê?
Foi no meio da noite. Eles deviam estar com pressa.
Está entendendo?
Eles não podem usar o que descobriram.
A única coisa que eles tinham que provava sua ida à casa era o celular.
Então vão me liberar?
Não podem te manter aqui. Já se passaram 48 horas.
Ei…
Vamos fazer um comunicado à imprensa. Você precisa descansar.
Aí precisamos pensar no melhor ângulo pra história.
Cadê a Helene?
Ainda não contei a ela. Achei melhor você fazer as honras.
Eu não sei de mais nada. A Helene disse…
Ei, vem cá.
Não. Não pode ser verdade, quer dizer…
- Ele ainda pode ser culpado. - Vamos achar mais provas.
Que bom.
Mas e se tiver outra explicação? Têm certeza de que foi ele?
Foi ele.
Mas vocês acham que ele atropelou o Tom com o nosso carro, né?
- Exatamente. - Achamos que o Tom estava fraco.
- Como assim? - Recebemos uns resultados hoje.
Enviamos o cabelo dele para análise.
Nos últimos meses, ele andou tomando doses cada vez maiores de benzodiazepinas.
Achamos que tinha a ver com as finanças dele.
O que querem dizer?
Ele estava muito endividado.
Sei que é difícil de aceitar, mas pode ter sido um acidente trágico.
Desculpa, gente. É muita informação.
- Nós entendemos. - Certo.
- Muito obrigado. - Tchau.
Está tudo bem.
- Você devia usar smoking mais vezes. - Você ia adorar, né?
- Sério? Scarlett, posso falar com você? - Agora?
- É. - Tá bom.
E aí? Há quanto tempo você e a Scarlett são casados?
Faz quase três anos.
- Nossa, que legal! - Obrigado.
- Com licença, vou ao banheiro. - Sim, tudo bem.
Ainda mora aqui?
Não.
Voltei pra casa. Mas meu marido tem um hotel aqui.
E você?
Ainda pinta?
Não consigo pintar sem você. Lembra?
Que triste.
Parabéns.
Pelo quê?
Parece estar bem.
Tenho que ir.
- Achei você! - Oi.
Oi! Você é a garçonete, né? Da primeira exposição dele.
- Quem? - Como é?
Estava na exposição dele.
Desculpa, devo ter um rosto comum.
Com certeza.
- Boa noite. - Igualmente.
Adam.
Obrigado.
Oi.
Que foi?
Eu te vi no bar com aquela garota.
- Não sei do que está falando. - Qual é!
- Do que está falando? - Olha…
Preciso de um favor, tá? De irmão pra irmão.
Tá bom.
Diz pra Scarlett que viu meu investimento,
que acha uma boa ideia e que ela deveria investir comigo.
Beleza.
Isso aí.
Você me ajuda, e não destruo seu casamento.
Que coincidência te ver de novo! Que loucura, né?
- Tom. - Oi. Carl.
Linda esposa. Deveria pôr uma coleira nela.
Algum problema?
Problema nenhum.
- Tá… - Bom resto de noite.
Que merda foi essa?
Ele ia ao restaurante. É um babaca.
Não sei qual é a dele.
Boa!
Então tá.
- Amor, eu… - Sim?
Eu dei uma olhada no projeto do Tom. É bastante promissor.
- Sério? - É, sim.
Valeu, Adam.
O projeto do Tom?
Ele fez o dever de casa dele, e não é nada de outro mundo.
E, só por curiosidade, o Tom te pediu pra dizer isso?
- Quê? Não pediu. - Tom…
- Claro que não. - Tom, já falei que não. Pode respeitar?
Eu respeito. Mas ele só leu agora, então…
- É uma boa. - Ele não pediu.
- Que papo é esse? - Adam, não precisa proteger ele.
Passei a vida toda fazendo isso. Está ficando cansativo.
Você me ama, Alface.
Sim, mas você quer usar meu marido pra chegar ao meu dinheiro. Qual é a sua?
Como assim? Ele que quis ler…
Não quero ouvir. Eu vou dormir.
Alface… Qual é!
- Alface. - Não.
O Adam está te traindo.
Se alguém aqui está usando seu dinheiro, é ele, não eu!
Por que disse isso?
O Adam está te traindo.
- Qual é o seu problema? - O meu problema?
É, qual é o seu problema? Você acha isso engraçado?
- Estou rindo? - Vaza!
Ele vai me expulsar do nosso apartamento?
- Alface… - Vai embora.
Vai se foder, Adam.
O que está fazendo?
Como pode estar aqui?
Eles não tinham provas suficientes.
Mas o que está fazendo?
Esse biquíni é novo?
Não.
Mas andou fazendo compras?
Eu…
Senti tanta saudade!
Carl, eu morri de medo.
Fiquei com tanto medo.
HERDEIRO RICO ENCONTRADO MORTO NA SICÍLIA; SUSPEITO FOI PRESO
Reconhece ele?
Não.
Bom, eu vi fotos dele depois…
Porque nós já vimos ele. Lá na ópera em Palermo.
O quê?
Você disse que ele ia ao seu trabalho e que ele era um pé no saco.
Me lembro dele porque ele foi muito irritante.
- Tem certeza? Você estava puro estresse. - Sim.
- Oi! Pode entrar. - Buongiorno.
Parece ansiosa.
Não.
No dia em que fui ver a casa…
É estranho, porque não lembro de nada.
- Foi um dia perdido. - Quer falar disso agora?
Onde eu peguei a chave do carro?
Deixaram pra você na recepção, então eu fui lá buscar.
Engraçado, porque a polícia disse que fui eu que busquei.
Bom…
É possível. Posso estar me confundindo.
Até agora, sua memória estava perfeita.
Se eu não tivesse sido solto,
sabe o que seria das minhas ações da empresa?
Não, o quê?
Eu te contei no dia do nosso casamento.
Pelo jeito, também não me lembro disso.
Você disse que era a coisa mais gentil que já tinham feito por você.
Preciso ir ao banheiro.
Ragnar?
Você ligou para Ragnar Severin. No momento, não posso atender à chamada.
Deixe um recado.
Ragnar, eu…
Eu preciso falar com você. Eu acho
que a Helene está mentindo.
Estou com muito medo. Eu…
Eu nunca bati nela. Não sei o que ela está fazendo.
Amor?
Helene?
- Por favor, para de me bater. Por favor… - Qual é a emergência?
Helene?
Que porra é essa? O que está fazendo?
Desculpa.
Legendas: Raissa Duboc
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