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Estou perdido E à procura da minha miúda
Pergunto-me porque não encontro
A minha miúda
Estou perdido
ESTAÇÃO CENTRAL DE BERLIM
E à procura da minha miúda
Deus sabe que a minha miúda Não está por estas bandas
Portanto, estou perdido
E chamo pela minha miúda
Querida, por favor, volta para casa
Estou perdido
E chamo pela minha miúda
- Desculpe. Com licença. - Preciso de ti porque estou
Eu ajudo-o.
Tão sozinho
Obrigado.
É a primeira vez que saio com ele. Desculpe.
Não faz mal. Está a sair-se bem.
Saiam!
- Caramba! - Então? Tem lá calma. Anormal!
Olá, fala o Sam Nelson.
Deixe mensagem, e eu devolvo a chamada.
Sam, é a Olivia, outra vez.
A reunião das 10 horas
com alguém do Escritório Federal de Justiça continua de pé?
Desculpe estar a maçá-lo,
mas não tenho notícias suas desde que aterrou.
Adiante, imagino que esteja a caminho.
EMBAIXADA BRITÂNICA
HÖNOW EM 3 MIN
Saiam! Saiam da frente!
SAÍDA
O próximo metro chega daqui a três minutos.
Foram beber café ou quê?
Sim, está bem.
- Vamos! - Vamos!
Polícia armada! Mostre-se!
Livre.
Livre.
Livre.
Desliga essa porcaria.
Livre.
Não está cá ninguém.
Como esperado.
Porque são as denúncias madrugadoras todas falsas?
Na verdade, a informação estava certa.
Nós é que chegámos tarde.
Onde está o suspeito?
Vamos!
Acabou o turno.
Vamos embora.
Vens connosco?
Estou noutro turno.
A tua identificação?
Está bem. Tem cuidado.
Certo.
POLÍCIA
O Justiceiro.
Uma luta sombria no perigoso mundo de um homem que não existe.
BERLIM
- Tudo bem? - Sim.
Sam?
Sam Nelson?
Sim.
Sou a Mei Tan.
Não se deve lembrar de mim.
Singapura.
Eu era a estagiária do acordo do AmBank.
Ia sobretudo buscar café a quem trabalhava de noite.
- Doppio espresso. - Sim.
Eu lembro-me.
O senhor era impressionante.
Não vem?
Caros passageiros, o metro com destino a Hönow vai partir…
Sam?
Eu…
Quero ir mais para trás.
Afastem-se, por favor.
Ergo a cabeça Apenas o suficiente para ver o céu
E avançamos, sem abrandar
Vamos dar luta
E um dia serás exatamente quem és
Ergue a cabeça
Beija o punho e toca no céu
É demasiado tarde Para salvar o mundo da perdição
Um dia
Todos lá chegaremos
Sim, sim, sim
SEQUESTRO
Não podemos ligar a eletricidade enquanto estão lá em baixo.
Já sabe.
Temos de voltar a ligar a rede.
Agora.
Percebido. Acho que os estou a ver.
Mexam-se! Temos de ir.
Confirmo que saíram todos.
Ótimo.
Muito obrigado.
Pronto.
Chefe.
Se estás doente, estás doente. Não venhas.
Eu trato do teu turno.
Não, descansa e vê se melhoras.
Adeus.
Primeiro turno da noite?
Hás de te habituar.
- Sim, quem precisa de ter vida social? - Exato.
Já agora, podes ficar mais uma hora?
A Paula está doente, e tenho de controlar o U8.
É só uma hora.
E nunca acontece nada de especial no U5.
- Está bem. - Max.
O U8 está online.
Certo. Boa.
Maquinistas, fala do centro de controlo.
Estamos com bom serviço em todas as linhas.
Vagão 2600?
Devido à neve, reduza a velocidade para 25 km/h, no máximo.
Tudo bem. Entendido.
Atenção, passageiros.
Vamos ter de reduzir a velocidade.
A viagem pode demorar mais tempo do que o normal.
EMBAIXADA BRITÂNICA
Como vai o dia?
Passaporte perdido? Multas de estacionamento do embaixador?
Não, tenho o Sam Nelson.
Isso calhou-lhe a si?
Há meses que ele nos chateia.
Ele está em Berlim.
Convidou-o a vir cá?
Sim.
Vamos reunir-nos com alguém do Escritório Federal de Justiça.
Bem me pareceu ter visto o Arnold Goth.
Boa sorte com isso.
A Alemanha nem sempre é tão eficiente como se diz.
Então, que está a fazer em Berlim?
Eu…
… vim para uma reunião.
- A sério? - Sim.
A fusão do Commerzbank?
Não pode dizer.
Sigilo profissional.
Eu compreendo.
Não me quero intrometer.
Li o artigo no FT.
O sequestro do Kingdom, o inquérito.
Passou por muita coisa.
Eu compreendo.
Eu estaria um caco.
Nunca passei por algo assim, mas tive maus momentos.
Uma relação que acabou mal.
Ele foi um sacana.
Deu-me cabo da vida. Agora, aqui estou eu.
Marsha Nelson?
Marsha Smith-Nelson.
Como sabia…
Recebi estas flores por engano.
Ele é que calculou.
Fez-nos andar até aqui.
Vai passar aqui a semana?
Só uns dias.
Queria estar sozinha?
Foi uma sorte tê-la encontrado.
Ou não.
Obrigada por ter vindo.
De nada.
Faz anos? Ou é de um namorado?
Não.
É uma data especial.
Isto está cheio.
A minha agência fez uma campanha para que mais gente usasse o metro.
E tu?
Qual é a tua profissão?
Deixa-me adivinhar.
Organização não governamental? Ajuda humanitária?
Certo? Não.
Acertaste. Sou médica voluntária.
Eu sabia.
Sim. Boa.
Gosto dessa tatuagem, já agora.
POLÍCIA
Sim.
É uma lembrança da minha juventude rebelde.
Que giro.
Dá-lhe uns trocos.
- Ou uma pastilha. - Fran.
- Credo! - Desculpa.
As pessoas dizem que Berlim não é barata,
mas acho que as casas são grandes para o que se paga.
Para onde vai?
Saio daqui a duas paragens.
Desculpe. Com licença.
Com licença. Desculpe.
Desculpe.
Desculpe.
Por favor. Deixem passar.
Não devia ter falado nas coisas pessoais.
Só queria falar consigo porque…
- Com licença. - … preciso de uma oportunidade.
Se me pudesse dar conselhos
ou, e estou a arriscar, se tiver vagas…
Envie-me o seu currículo.
Ótimo!
Espere. Não tenho o seu email.
Lukas, aqui.
Mais devagar.
- Força. - Sim.
Estes são os meus. Rebecca!
Sê parte da solução, não da poluição.
Apanha-a, já.
Viram…
Parece que tens tudo controlado.
- Obrigado. - Sim.
A que horas abre o museu?
Às 10 horas, mas a fila já estará enorme às e meia.
E com este tempo…
Vá lá! Os britânicos gostam tanto de filas como de se queixar do tempo.
Está bom. Vamos.
Estás bem?
George, que se passa?
- Podemos ir a pé? - São só três paragens.
Quase nem precisas de respirar. Vamos.
- Vamos. - Podemos…
Veja por onde anda, por favor.
Sim! É o nosso metro.
Vamos lá! Depressa.
Mantenham-se em pares. Vamos.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete…
Mais devagar. Oito, nove, dez, 11, 12, 13, 14, 15…
Que foi? É o metro?
- Que se passa? - Não consigo.
Claro que consegues, George. Anda.
Pode esperar um pouco?
George, podes entrar?
Entra no metro.
Entra lá!
- Merda! - Que vergonha!
- Meninas! - Vai-te lixar, Rebecca.
- Estás bem? - Sim, estou ótimo.
É só o George, como de costume.
Vamos lá.
Professor, fiquei sem dados. Que faço?
Não sei. Conversem entre vocês.
Deus vos livre de praticarem alemão.
Isto é um pesadelo.
Falas inglês, certo? Sim.
Bem me parecia.
Não faças nenhuma parvoíce.
Amigo?
Desculpe.
Tudo bem?
Sei o que estás a fazer.
- Tens alguma coisa na mochila? - Vai-te lixar.
Tens algo na mochila?
- Sim. Vai-te lixar! - O quê? Que tens na mochila?
Não me toques!
- Relaxa. - Há algum problema?
Não é nada contigo.
Deviam revistar este tipo. Ele está estranho.
- O da mochila? - Sim, ele.
Ele?
Cuidado. Raios!
Desculpe!
Pode parar, por favor?
Saiam da frente, por favor. Estou a falar consigo.
Pare de se afastar.
Porquê? Não fiz nada de mal.
Pode mostrar-nos o seu bilhete, por favor?
Estão a parar-me porque não tenho bilhete ou porque não sou branco?
Que tem na mochila?
Vá à merda!
Acalme-se, sim?
Nós estamos calmos. Que tem na mochila?
Meninas, os telemóveis.
Merda! Devia ter carregado o telemóvel.
- Que tem na mochila? - Isto é uma treta.
- Estou só a tentar falar consigo. - Isto é um erro.
- Estamos preocupados. - Não fiz nada de mal.
Só queremos saber o que tem na mochila.
Não vos diz respeito. Deixem-me em paz.
Certo.
- Saia do metro. - Não vou sair.
Saia para a plataforma.
- Perceberam tudo mal. - Agora. Ouviu?
- Largue a mochila. - Vá à merda!
- Meu Deus! - Acalme-se!
Ele não fez nada.
Larguem-me!
- Perceberam tudo mal! - Acalme-se.
Não resista.
Vai ficar tudo bem. Pare.
Por favor! Não fiz nada de mal!
Para trás.
Tire a mochila, devagar.
Devagarinho.
Nada.
- Então, que tem ele? - É requerente de asilo.
Não há nada para ver. Mexam-se!
Desculpe o mal-entendido.
Ele fez alguma coisa?
Não. A polícia estava a ser racista.
Não foi a única.
Centro de controlo?
Fala do Vagão 2600.
Código 700, é urgente.
Max.
Que é um "código 700"?
Ele tem de ir à casa de banho.
Quer que avise o chefe de estação na Unter Den Linden?
Certo.
Certo.
Zero Zero, ouviu?
Otto?
Que fazes aqui?
Otto?
O número para o qual ligou não está disponível…
- Atende, Marko. - O número para o qual ligou…
Por favor, deixe mensagem.
Sou eu. Não consigo fazer isto.
Liga-me.
Merda!
Caros passageiros, o metro ficará parado alguns minutos.
Se quiserem, podem sair para continuar a viagem.
Acho que devíamos sair aqui. O George não está com boa cara.
Já foi difícil que chegue pô-lo no metro.
Vamos esperar.
Nada como um pouco de drama para começar a semana.
Desculpe? Vi que o maquinista saiu. Está tudo bem?
- O maquinista está bem, não há problema. - Ele não me pareceu bem.
Se calhar, podia ir ver dele?
Obrigado.
De nada.
HÖNOW EM 1 MIN HÖNOW EM 3 MIN
SERVIÇO INTERROMPIDO
SERVIÇO INTERROMPIDO
Otto?
Otto?
Otto?
Que foi?
Está tudo bem?
Sim. Só tive de ir à casa de banho.
Pensava que tinhas sido suspenso.
- Podes falar comigo? - Qual é o teu problema?
Deixa-me em paz.
Peço desculpa, centro de controlo.
Fala do Vagão 2600.
Podemos partir.
Afastem-se.
O Sam deve ter motivos para não estar aqui.
Ouça, eu percebo. É nova aqui e quer causar boa impressão.
Mas esta reunião é mesmo necessária?
E, caso seja, onde está o Sr. Nelson?
O Sam queria que visse isto.
Que é isso?
Imagens de segurança do controlo de fronteiras de Hamburgo.
- Como arranjou isto? - Veja.
O Sam acha que é este o homem que quer apanhar.
O homem responsável pelo sequestro do Kingdom.
Controlo, devíamos substituir o maquinista do Vagão 2600.
- Vou passar a informação. - Pode não avisar o chefe?
O Otto já tem problemas suficientes.
Ele nem devia estar a trabalhar.
Digamos apenas…
… que ele não se sente bem.
Entendido.
Vagão 2600, soube que não se sente bem.
Estamos a arranjar outro maquinista para o substituir.
Centro de controlo, fala do Vagão 2600.
Não é necessário. Sinto-me muito melhor.
Que se passa?
Já está tudo tratado, Otto.
- Sim, mas eu… - Será substituído na próxima estação.
Merda! Não pode ser!
Muito bem, é a nossa paragem.
Vamos.
Vamos. Olá!
Muito bem! Saímos na próxima estação.
Levantem-se e peguem nas mochilas. Não se esqueçam de nada.
Não vamos voltar.
ILHA DOS MUSEUS
- Carrega no botão. - Que achas que estou a fazer?
- Podes… - George, já tentámos isso.
- Professor, a porta não abre. - Professor.
- Professor, não abre. - A porta não abre.
Abre.
Vais ser substituído.
Abre as portas.
Interessante.
Era a nossa paragem.
Vagão 2600, responda, por favor.
Vagão 2600, responda, por favor.
Tudo bem. Saímos na próxima.
Voltem a sentar-se.
Tenham cuidado. Rebecca.
Vamos sentar-nos.
George.
Estás bem?
Saímos na próxima, sim?
Vagão 2600, tem de parar na próxima estação.
Zero Zero, que se passa?
Fale comigo.
Vagão 2600?
Zero Zero?
ILHA DOS MUSEUS
Maquinista, passou um sinal vermelho.
HÖNOW EM 3 MIN
CÂMARA MUNICIPAL
Otto? Responda, por favor.
Certo.
Sentem-se.
Eu disse para se sentarem.
Não sei. Vamos descobrir.
Tenho de passar. Obrigado.
- Deem-lhe espaço. - Vá lá! Acordem.
- Não consigo fazer isto. - Professor? O George está a passar-se.
- Colin? - Estou a tentar.
George. George, não!
- Deixa o alarme. Que estás a fazer? - Quero sair.
George, que estás a fazer?
Vai-te lixar, idiota! Desaparece!
Otto? Otto, responda, por favor.
- Olha para mim. - Não parou.
Porque não parou?
Abra a porta.
Abra a porta, raios partam!
Otto, tem de parar o metro.
Max! Que faço?
Vá lá!
Que está a fazer? Está a ir demasiado depressa. Abrande!
Abrande.
Abrande!
Estás bem?
- Sim. - Sim?
Sim?
Estão bem? Sim?
Porque estava a ir tão depressa?
Não percebe. Há um plano em ação.
- Eu sei. - Eu não…
Não quero fazer mais isto.
Não se pode ir embora.
Temos de chamar ajuda. Estavam polícias no metro.
- Eu queria… - Eu sei. Eu tratei dos polícias.
Espere. Como entrou aqui?
É o Otto, certo?
Quem é o senhor?
Otto, ouça-me.
Vou sequestrar este metro.
Estás muito longe de casa
Não consegues dormir à noite
Pega no telefone
Algo não está bem
É o mal
É o mal que está aí
Só te estou a avisar, irmão
É bom que cuides da tua casa
Muito longe de casa
Não consegues dormir
Parece que outra mula Anda aos coices por aí
É o mal
É o mal que está aí
Legendas: Lara Kahrel
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