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Hã. Encontrei.
O cinto mágico de Peter Stump.
Sabe, acho que esse cinto mágico ficaria bem em mim.
É, eu não colocaria isso se fosse você,
a menos que queira virar um lobisomem.
- Não. - Obrigado.
Ok, isso faz oito
dos artefatos perdidos que encontramos até agora.
Como o Vikram pôde ser tão irresponsável?
Bem, não é à toa que chamam ele de "O Bibliotecário Renegado".
Verdade, mas alguns desses artefatos perdidos
são os que trouxemos pra cá:
A Foice do Tempo, o Cristal de John Dee...
...
Uh, sabe, você poderia nos ajudar.
A Sra. Astolat disse que tínhamos
que terminar o inventário hoje.
Bem, veja, eu sou a guardiã. Não guardo inventário.
Eu guardo as pessoas que fazem o inventário.
- Gente. - Hã.
Foice do Tempo.
Nós colocamos ela numa caixa de aço no Escritório de Escrita.
Eu sei. Acabei de verificar.
Não está lá. Sumiu.
É melhor vocês acharem esses
itens antes que a Sra. A fique irritada.
Como vamos saber a diferença?
Ah! Seja legal.
Tenho certeza que a Sra. Astolat tem um lado doce.
Em algum lugar sob aquela casca grossa tem um...
Interior sombrio, malvado e horrível.
O que é isso no seu pescoço?
Lindo, não é?
Não é.
Saiba que
o vendedor me garantiu que combinava
com o minha "vibe", porque é tão "extra".
Não, tá ótimo. Sério. Pode desligar?
Usa pilhas?
Vikram Chamberlain, suba aqui agora.
Ah, alguém está encrencado.
Ela provavelmente quer saber onde comprar um lenço tão requintado.
Sem demora...
É melhor você ir.
Considerando tudo o que tem acontecido recentemente?
Não culpe a Sra. A por apertar o controle
sobre o armazenamento dos artefatos.
Por que você acha que o Vikram
tá tão relaxado em trazer os artefatos pra biblioteca principal?
Bem, ele é conhecido por quebrar regras e usar magia.
O que foi isso?
Você acha que ela matou ele?
Isso é completamente inaceitável!
Você escondeu isso de mim por meses!
Você sabia no momento em que cheguei,
e mesmo assim esperou até hoje pra me contar!
Por quê, Sra. Astolat? Por que está fazendo isso comigo?
Oh, duplicidade, teu nome é Elaine Astolat.
Ah, isso não é bom.
Ei, está tudo bem?
Vikram? Ei, eu vou com você.
Não. Dessa vez eu vou sozinho.
O que você disse pra ele?
Eu disse que sei que ele tem os artefatos desaparecidos.
E também sei que ele está usando eles pra criar uma máquina do tempo.
O quê? Pra ir aonde?
Até ela, receio. Ele está voltando para 1847.
Mas ele não pode fazer isso.
É, o Sr. Stone disse que se ele voltar
no tempo e mudar qualquer coisa,
absolutamente qualquer coisa,
essa linha do tempo deixa de existir.
Assim como todos nós.
Ele está bem ciente das consequências.
Mas mesmo assim escolheu nos abandonar
para voltar para sua amada Anya.
Temos que impedi-lo.
A Foice do Tempo.
Cristal de John Dee.
Só mais um pouco.
Como você sabe?
Sabe o celular que o Connor convenceu o Vikram
a carregar com ele?
Eu coloquei o "Rastrear Amigos".
Que amigo... Ele mentiu pra gente o tempo todo.
Não acredito que ele trairia a Biblioteca assim.
A Biblioteca? E a gente?
Eu pensei que estávamos nos tornando um...
- O quê? - Nada.
Ele está ali.
Vikram, pare! Você não pode fazer isso!
Posso e devo!
- Você não entende. - Não, você que não entende!
Meu dever exige isso!
E o seu dever com a Biblioteca?
- Com a gente! - Eu tenho uma obrigação maior.
Solte a máquina! Podemos conversar de volta...
- Não há nada pra discutir! - Seu egoísta egocêntrico!
Você não liga pra nenhum de nós!
Solte a máquina! Eu ordeno.
Você se importou com a gente alguma vez?
Você pode destruir tudo!
É minha decisão final!
Uma dupla de dois apresenta: Capítulo 10... e a Ida para a Idade Média
Acho que 1847 não era assim.
Oi, tudo bem?
Volkhv!
Volkhv?
Ah, acredito que seja
um termo eslavo antigo para "feiticeiros".
Ok, então eles não gostam muito de feiticeiros por aqui.
Onde diabos estamos?
Aparentemente, enquanto brigávamos pela máquina,
a data-alvo mudou.
Errei meu alvo por mil anos.
Ótimo.
Por que não reinicia pra voltarmos pra casa?
Bem, como você pode ver pela fumaça saindo dela,
não vou conseguir fazer nada até que esfrie.
Ótimo. Então estamos presos na Idade das Trevas
da Europa medieval?
Tenho certeza que nada de ruim pode nos acontecer aqui.
Só melhora.
Você devia ter me deixado em paz.
Bem, agora, graças à sua teimosia,
estamos numa prisão medieval, presos no tempo.
Só Deus sabe que tipo de doença e bicho tem nessas celas.
Acredite, não era meu plano.
Isso parece alguma variação de albanês.
Bem, existem várias línguas balcânicas antigas
que antecedem o sérvio-croata.
Ele acabou de me dizer que temos muita sorte de não termos ido parar
na câmara de tortura,
que fica dentro da Fortaleza de Pedra.
Aparentemente, esse lugar é como um spa romano em comparação.
Então, nem tudo são más notícias.
- Ótimo. - Ele realmente disse tudo isso?
Sim.
Senhor, trago notícias.
Melhor que sejam boas para você interromper minha refeição.
Acredito que sim, senhor. Tem a ver com magia.
Você tem minha atenção.
Eu estava explorando a vila local,
fazendo como ordenou,
procurando por sinais de atividade sobrenatural.
- E? - Algo incrível aconteceu.
O chão tremeu, e um som furioso surgiu.
De repente, quatro estranhos apareceram do nada,
chegando magicamente numa nuvem de fumaça azul.
Fumaça azul, você diz?
Sim, senhor. Ah, e eles falavam inglês.
Minha busca de vinte anos pode finalmente ter acabado.
Hmm, essas grades não estão tão fundo no chão.
Talvez se a gente pudesse...
Não. Não, você não vai fazer isso.
Você não vai agir como se fosse tudo normal,
não depois do que você fez.
E você está ridículo.
Estou tentando nos tirar daqui.
Você nos colocou aqui.
Não vai adiantar se a gente...
Ele está pensando em nos levar pra câmara de tortura.
Ele acha que somos feiticeiros.
Não, não, ah, ele não pode fazer isso. Houve um engano.
Não deveríamos estar aqui.
Se você nos soltar, a gente vai embora.
Vocês são da Britânia?
- ... Elinore!
Elinore? Muito bom.
Bom trabalho disfarçado.
Desculpe pela situação,
mas obrigado por vir nos buscar.
Quem são vocês? E por que vieram aqui?
Ah, acompanhe o jogo.
Ah, tá bom.
Uh, não somos bruxos nem feiticeiros.
Somos apenas humildes... viajantes.
Vocês estão mentindo.
Sra. Astolat! O que você está fazendo?
Finalmente. Agora nos tire daqui.
Ninguém num raio de mil milhas me chama por esse nome.
Vocês devem ser verdadeiros feiticeiros e conjuradores.
Vocês vieram aqui para me causar algum mal?
Bem, eu sou o Vikram da Biblioteca,
da qual você é curadora.
Aqui estão Connor, Charlie, Lysa.
Você conhece todos nós, então se recomponha, mulher!
Ah. Agora entendi.
Ele mandou vocês.
Vocês estão a serviço de Lancelot Dulaque.
Vocês vieram aqui para trazer a vingança dele sobre mim.
O quê? Não.
Nós viemos do futuro, e você também.
Ah, espera aí.
Você não veio do futuro, né?
Certamente que não.
Ela não é a Sra. Astolat que conhecemos.
Ainda não, pelo menos.
Você não é Elaine Astolat.
Você é Elaine de Astolat, de Camelot.
Cale a boca. Ninguém aqui sabe meu segredo.
O quê, que você é imortal?
Imortal? Eu?
Não. Essa é a última coisa que eu seria.
Só a ideia me dá calafrios.
É por isso que fiz o que fiz,
para impedir que aquele canalha alcance a imortalidade.
E por canalha, você quer dizer Sir Lancelot da Távola Redonda?
Vocês falam como se não estivessem aqui por ordem dele.
Não. Estamos aqui pela Biblioteca.
Bem, mais ou menos.
Que Biblioteca? Não acredito em vocês.
Ele mandou vocês aqui para recuperá-lo.
- Recuperar o quê? - O escudo, é claro.
O Escudo de Lancelot. Isso explica tudo.
Eu li sobre ele num livro que libertei
da Coleção Real Privada na Torre de Londres.
A Torre? Em Londres?
Ela vai ser construída daqui a uns 200 anos.
Mas enfim, o escudo supostamente
oferece invencibilidade em batalha.
Mas se usar seu poder, o portador se torna imortal.
Por isso seu mestre o quer,
e por isso ele nunca pode tê-lo.
Um Lancelot poderoso e imortal seria um perigo para o mundo.
Ele pode não se importar mais com os votos que fizemos em Camelot,
mas eu me importo.
Não, não, não, não, não, não!
Temos motivos para acreditar que há magia nesta vila.
Viemos pelo meu escudo, o Escudo de Lancelot.
Entreguem-no a mim, e iremos embora.
Espere. Não sei de tal escudo.
Ah, acredito que esta cidade tem uma câmara de tortura notável
com os mais recentes instrumentos de punição.
Leve-o lá. Descubra o que ele sabe.
O resto de vocês, revistem a vila!
Ele está aqui.
Se ele encontrar o escudo,
ele vai usá-lo com todo seu poder corruptor.
E isso, minha querida Elaine de Astolat,
é exatamente o motivo da existência da Biblioteca.
Nossa única missão é impedir
que magia perigosa e corruptora,
de cair nas mãos de malfeitores.
Você precisa nos soltar. Podemos ajudá-la.
O que vocês me contaram é absurdamente inacreditável.
Do futuro? Como posso acreditar em vocês?
Você me contou uma vez, quando trocamos histórias.
Você me falou dessa cicatriz de batalha,
em forma de meia-lua,
bem no alto da parte de trás da sua perna esquerda,
logo abaixo da sua...
- Bunda! - Isso.
Impossível. Acabei de conhecê-los.
Você me contou isso no futuro.
Por que eu contaria algo tão pessoal?
Talvez exatamente por esse momento. Para que confie em nós.
Ah, isso faz doer a minha cabeça.
Por isso viagem no tempo é horrível.
Se eu libertar vocês,
vocês juram solenemente
que levarão o escudo para o futuro?
Para sua Biblioteca?
Tens nosso juramento solene.
Nossa máquina do tempo está
do lado de fora da praça, perto dos portões.
Certo. Você, venha comigo.
Vamos recuperar o escudo
e encontrar o resto de vocês na praça.
Vikram! Vikram! Vikram!
A máquina do tempo.
E nosso único caminho para casa.
Se entendi direito,
eles estão levando a máquina
para a câmara de tortura.
Ainda há dois guardas lá fora.
Quatro guardas escoltando a máquina, e aposto
que há mais homens de Lancelot lá dentro.
Só estou dizendo o óbvio,
mas se não recuperarmos a máquina,
ficaremos presos aqui.
Precisamos passar pelos guardas.
Entrar lá sem ser detectados,
pegar a máquina e sair, tudo sem sermos pegos.
E como vamos fazer isso?
- Hmm. - "Hmm", você tem um plano?
Ou, "Hmm", precisa pensar em um plano?
Ah, talvez devêssemos bolar um plano,
porque se deixarmos com o Vikram,
vamos parar na Era do Gelo.
Ha.
Hmm, belo quarto você tem aqui.
Ser conselheira
do Cacique tem suas vantagens.
Sabe, você nunca me disse que fez parte de Camelot.
Vai me contar.
Não é uma parte da minha vida de que me orgulhe.
Sabe, a maioria das pessoas usa o termo Camelot
para descrever uma época mágica.
E foi. Por um tempo.
Até que o uso da magia e a busca
por poder corromperam tudo, mudaram tudo.
Você poderia?
Sabe, não sou especialista no assunto, mas...
Elaine de Astolat, quer dizer, você...
Não era amante de Lancelot?
Foi mais que isso. Eu era uma cavaleira.
Igual a Galahad, Bedivere ou Lancelot.
Mas isso parece ter sido esquecido
convenientemente com o tempo.
Ah, Camelot foi uma promessa não cumprida.
Significou mais para mim do que posso dizer.
Mas esse sonho azedou. Agora só me resta arrependimento.
Entendo. A Biblioteca é meu sonho.
E representa tudo que é nobre e bom.
Não sei por quanto tempo
poderei servir à Biblioteca, mas... vou aproveitar cada momento.
- É magnífico. - É perigoso.
Tanto que dediquei vinte anos
da minha vida para mantê-lo escondido.
Bem, não foi em vão.
Juro devolvê-lo à Biblioteca, onde estará seguro.
Você pode poupar muita dor
se apenas me disser onde está meu escudo.
Juro que não sei nada do seu escudo.
- O que é isso? - Isso era usado por feiticeiros.
Achei que gostaria de ver.
Esse estranho aparelho é a fonte do poder deles.
Não sei, senhor.
Feiticeiros? É deles que você precisa, não de mim.
Eles têm seu escudo.
E onde estão esses feiticeiros?
Estão em nossa prisão.
Mandei prendê-los assim que chegaram.
Ok, você nos meteu nessa. Qual é o plano?
Ah! Já sei!
Você achou um jeito de pegar a máquina sem ser pego?
Não eu. Vocês dois.
O que você vai fazer?
Eu, meu caro, serei a distração.
Vou manter o foco noutro lugar,
para que vocês entrem lá.
E como você vai fazer isso?
Vou me deixar ser capturado.
Convencê-los a me levar para a câmara de tortura.
Com todos os olhos em mim,
vocês podem entrar e pegar a máquina.
Todos os olhos em você sendo torturado.
Esse é um péssimo plano.
Bobagem.
Fui criado na Índia pelos Fakirs para deitar
em espinhos e andar sobre brasas.
Aguento mais dor que qualquer ser humano normal.
Eles não conseguirão me torturar.
Os feiticeiros escaparam.
Senhor, eles escaparam.
Eles não vão fugir.
Quero todas as saídas fechadas!
Não será necessário.
Eu sou quem vocês procuram. Sou um feiticeiro.
Onde estão os outros?
Ah, uma de minhas muitas ilusões.
Sempre fui só eu. Ninguém mais.
- Você está mentindo. - Estou?
Onde está meu escudo?
Eu o tenho.
Leve-nos até ele.
- Nunca. - Então você morrerá.
Então nunca achará seu escudo.
Vá em frente.
Passe sua espada por mim,
e o paradeiro do seu escudo morrerá comigo.
Não disse que você morrerá agora. Não.
Você morrerá após muitas horas horríveis
de tortura terrível, e eu vou adorar vê-lo sofrer.
Ah, safadinho.
Leve-o para a câmara de tortura. Não o deixe escapar!
Ah, guardem isso para a câmara, rapazes.
Isso deve ser um teatro do Vikram.
Preciso levar o escudo daqui.
Não, espere. Dê tempo a ele.
Tenho certeza que o Bibliotecário tem um plano.
Pelo visto, não muito bom.
Desculpe.
Todos para dentro para vigiá-lo!
Quem sabe que feitiçaria ele pode fazer!
Vamos.
Deixe-me apresentar Viseslav.
Disseram que ele é o homem mais cruel da tortura
em toda a terra.
Ah, encantado.
Diga-me agora onde meu escudo está.
Não vai tirar informação de mim, garanto.
Quando eu voltar, se ainda estiver vivo,
Viseslav terá destruído sua vontade,
e garanto,
que vou conseguir todas as informações que tiver.
Olha, você parece um jovem razoável e bonito.
Que tal me soltar e deixar eu lidar com esses dois guardas?
Ah, isso está bem apertado, velho.
Isso dói mais do que imaginei.
Ok, ok, ok, pare. Isso dói demais.
Por favor, pare. Ai!
Tá tudo bem. É só um teatro.
Ele só está distraindo.
Ai! Ok, ok.
Tem certeza que é teatro?
Sim. Ele só está fingindo.
Não tô fingindo! A dor é muito real!
Não é teatro!
Ok, vou contar tudo que quiserem!
Temos que fazer algo.
Olha, eu conto onde o escudo está.
Só por favor, pare! Você é surdo?
O quê? Ah, sério.
Qual é a graça de um torturador que não
ouve as confiss...
Tive uma ideia.
É meio medieval, mas preciso criar um superímã.
Posso usar essas barras de ferro ali,
e preciso que você revire o penico
e raspe o que encontrar.
Como é?
Salitre, ou nitrato de potássio,
pode ser usado para criar uma explosão
que pode energizar um ímã.
Urina contém nitrogênio, e fezes contêm potássio.
- Vá.
Guardas! Vocês podem me ouvir.
Me soltem, hein?
Vou confessar qualquer coisa que quiserem.
Digam a Lancelot que têm o escudo.
Ok, aqui está.
Ah, não preciso mais.
Vou usar a fonte de energia da máquina do tempo
para ativar o ímã.
Você está prestes a ficar muito decepcionado.
Ei, você está bem?
Bem, estou um pouco mais alto, mas sem danos.
Bem, me solta.
Ah, desculpe. Sim, sim.
Sabia que seus colegas feiticeiros tentariam
vir te resgatar.
Agora vocês podem queimar juntos na fogueira.
Está feliz agora?
Tem mais alguma ideia brilhante pra tentar?
É importante manter a calma.
Recriminações não vão nos ajudar agora.
Vamos ser ajudados, sim.
Talvez até bem passados.
Sabe qual é a pior parte disso tudo?
Confiamos em você, e você traiu essa confiança.
Você sabia que viajar no tempo acabaria em desastre.
Ainda não entendo por quê.
Você está certa. Fui egoísta.
Consumido pelas emoções, e por isso me desculpo.
Mas aprendi algo.
Isso me cegou para tudo, exceto minha necessidade de voltar
para minha vida anterior.
- O quê? - Comecei a acreditar
que tinha encontrado um lar com vocês.
Até que descobri...
Vikram Chamberlain, suba aqui agora.
Ah, alguém está encrencado.
Ah, isso aqui é lindo. É novo?
Tem algo que preciso te contar.
Quando você veio de 1847, naquela bolha temporal,
sua amada Anya não foi a única que você deixou para trás.
E quem mais eu deixei?
Uma criança. Seu filho.
Grávida?
Está me dizendo que Anya estava grávida quando a deixei?
Sim, Vikram.
Do meu filho?
Ela deu à luz seu filho sete meses e meio
depois que você desapareceu naquela bolha.
Eu tinha um filho. E o abandonei.
E ela. Isso é completamente inaceitável.
Acalme-se, Vikram.
Acalmar?
Você escondeu isso de mim por meses.
Sabia desde o momento em que cheguei,
e mesmo assim esperou até hoje para me contar.
Por quê, Sra. Astolat? Por que está fazendo isso comigo?
Oh, duplicidade, teu nome é Elaine Astolat.
Espere, se... Anya estava...
grávida de você, e eu sou parente dela,
isso não faz de você, tipo,
meu tatara-tatara-tataravô?
Não. Talvez um "tatará" a menos.
Meu Deus.
E o que podemos fazer sem a palavra "avô"?
Parente distante, talvez?
Eu tenho família.
Isso é ótimo, Lysa.
Mas se o seu velho não pensar num jeito de nos tirar
dessa enrascada, vamos acabar na mesma família que Joana d'Arc.
Temos que voltar e resgatar meus amigos.
Se o sacrifício deles mantiver o escudo longe
das mãos de Lancelot,
então esse é o preço a ser pago.
Como pode ser tão cruel?
Talvez no seu tempo a vida seja menos brutal.
Mas aqui, no meu, há pouco espaço para piedade ou misericórdia.
Não vou deixar você levar esse escudo.
Não me force a demonstrar minha habilidade com a espada.
Eu era igual a qualquer cavaleiro de Camelot.
Certo. E como membro da Távola Redonda,
você fez o Juramento Pentecostal.
E como você sabe do Juramento Pentecostal?
Porque você me contou. Vai me contar.
Você jurou nunca cometer assassinato ou traição.
E dar misericórdia a quem a pedir.
Sob pena de perder minha honra e meu título como cavaleiro
do Rei Arthur, para sempre.
A Biblioteca representa os mesmos ideais que Camelot.
Eu jurei defendê-los.
Elaine, use o escudo e podemos derrotar Lancelot facilmente.
Não posso. Não me tornarei uma imortal.
Mas talvez você tenha me dado outra forma de acabar com isso.
Nunca vou me perdoar enquanto viver.
"Nunca" pode não ser muito tempo.
Imploro, senhor. Liberte meus amigos.
Eu os trouxe para esta situação.
Só eu mereço sofrer este destino.
Não me importo com você ou seus amigos.
Só quero meu escudo. Diga-me onde está.
- Não posso. - Eu tenho seu escudo.
Elaine, foi você?
Sim. Fui eu quem levou seu escudo.
E suponho que planeje usar seu poder contra mim.
Não, espere. Você nunca faria isso, não é?
Não a Elaine de Astolat que eu conhecia tão bem.
Não com seu ódio pela magia.
Estou aqui para propor uma troca.
Este escudo pelas vidas desses três jovens
e do nosso chefe da vila.
Por que acha que honraria tal acordo?
Minha opinião sobre você não é das melhores.
Mas também sei que você, assim como eu,
fez o Juramento Pentecostal.
E recentemente fui lembrada do poder
desse juramento.
Você está certa. Estou vinculado pelo juramento.
Honrarei qualquer acordo que fizer
com quem compartilha este compromisso.
Independente do nosso passado.
Lembra das consequências de quebrar o juramento?
A perda da minha honra e título como cavaleiro
do Rei Arthur, para sempre.
Eu invoco o poder do escudo!
Você jurou!
Você é uma tola. Sempre foi uma tola.
Eu esperava que você fosse um homem melhor.
Tão facilmente enganada.
Não vê que sua obsessão
com magia o corrompeu?
Que está roubando sua própria alma?
E substituiu-a pela de um imortal.
Maldito seja Rei Arthur. Maldita seja Camelot!
Viva, não... Viva para sempre, Dulaque!
Ateiem fogo à fogueira.
Por que você não usou o escudo?
Poderia tê-los derrotado facilmente.
Você, mais que ninguém, conhece o custo de usar esse escudo.
E eu teria pago com prazer se você o tivesse me dado.
Lancelot já foi um cavaleiro bom e honrado.
Eu esperava que ainda restasse algum traço de decência nele.
Eu estava errada.
Juntos, ainda podemos resgatá-los.
Não, Charlie. Esta luta é minha.
Você pode ter me dado a ideia de como vencê-lo.
Ah, Vikram, faça algo!
Estou pensando, pensando!
Pense mais rápido! Meu Deus.
- Uh... - Oh, oh!
O que diabos você está fazendo?
Assobio palatal romano.
Acreditava-se que esse tipo de assobio invocaria Éolo,
o deus romano conhecido coma guardiã dos ventos.
Lancelot Dulaque, pegue sua espada.
Uma piada muito valente.
Não estou brincando. Você me conhece melhor que isso.
Desafio você para um combate aqui e agora, diante desta vila
e de seus homens.
Ou você me teme?
Não seria cavalheiresco matar uma mulher,...
...especialmente de sua idade.
Da última vez que lutamos, eu o derrotei.
É por isso que apagou meu cavalheirismo
dos contos e da memória?
Nunca perdi uma batalha. Você é delirante.
Então prove que estou errada. Pegue sua espada.
Você não é tola o suficiente para achar que pode me derrotar
e meu escudo.
Se precisa da magia desse escudo para me vencer,
então meu ponto já está provado.
Protejam isso com suas vidas.
Aceito seu desafio, Elaine de Astolat.
Prepare-se para sentir minha lâmina!
Estou ficando tonto.
Você está hiperventilando por causa do assobio.
Vikram, você não pode continuar isso para sempre!
Você sabe que não pode me matar agora, sou imortal.
Você, por outro lado, não tem essa vantagem.
Você me amou uma vez.
O homem que eu amei morreu há muito tempo.
Sua obsessão por poder e magia o destruiu.
Mate-a! Mate-a agora!
Eu invoco o poder do escudo!
Mantenham suas posições! Agora, homens!
Voltem, eu ordeno! Mantenham suas posições!
Voltem, eu ordeno! O que você fez?
Você só tem a si mesmo para culpar.
Sua ganância, sua arrogância. Você destruiu nosso amor.
Destruiu Camelot.
E destruiu qualquer memória que alguém teve de mim
como cavaleira.
Mas o que você nunca pôde destruir foi minha integridade.
Isso não acabou.
Sim, acabou.
Quando seus homens voltarem ao acampamento,
a notícia de sua humilhação se espalhará.
Você não terá exército. Não terá mais o escudo mágico.
Você não tem nada. E quebrou seu juramento.
Então você nem mesmo é mais um cavaleiro.
Você não é nada.
Eu sou imortal.
E sozinho.
Não consigo pensar em punição pior para você.
Eu me levantarei novamente.
Ele está certo, sabe. Ele nunca vai desistir.
A Biblioteca estará pronta.
Sei que a imortalidade era a última coisa que você queria.
Então, obrigada.
É, você fez um grande sacrifício para nos salvar.
E você já perdeu tanto.
Deixando sua terra natal, todos que conhecia na Inglaterra.
Ou melhor, na Britânia.
Eu fiz o juramento.
Era meu dever como Cavaleira da Távola Redonda.
Mas não contava com vocês.
O que é isso?
Um mapa.
Minha melhor estimativa da localização atual da Biblioteca.
Eles devem estar esperando por você.
Você se encaixará lá.
Como eu disse, vocês compartilham os mesmos ideais.
Pergunte por Jenkins.
- Jenkins? - Ele é o guardião
da chama da Biblioteca.
Você e ele têm um passado.
Com Lancelot. Ele se chamava Galahad.
É complicado, eu sei, mas confie em mim.
É hora de partir.
Não vamos irritar ainda mais os deuses do tempo.
- Boa viagem. - Até nos vermos novamente.
Para que não nos esqueça.
Não sei se conseguiria, mesmo que quisesse.
Obrigada. Todos vocês.
Certo, consegui reconstituir a máquina do tempo,
mas só temos uma última chance de fazê-la funcionar.
Espere. Você programou isso para casa, certo?
Nossa casa?
Você vai ter que confiar em mim.
Vikram?
Vikram, diga que não estamos em 1847.
Ah, que bom que voltaram. Agora, por favor, me soltem.
Ah, desculpe.
Agora, vamos levar essa máquina infernal
para a Biblioteca imediatamente, por favor.
Sem mais esconder artefatos no anexo, se não se importam.
Então, desde que nos conhecemos nos anos 1830,
você me conhecia de mil anos antes e não disse nada.
Como eu poderia?
Poderia ter mudado o curso de todos os nossos destinos.
Bem, considerando o quanto
você detesta a ideia da imortalidade,
você poderia ter evitado tudo simplesmente
não me contando sobre a gravidez de Anya.
Se eu não soubesse, não teria tentado voltar.
Então você não teria se tornado imortal.
Tem sido uma boa vida. Até agora.
Eu não mudaria nada.
Tudo precisava acontecer exatamente como aconteceu.
Por que hoje?
Você poderia ter me contado a qualquer momento desde meu retorno.
Porque hoje, você entrou usando este lenço ridículo.
O mesmo que você usava no dia em que nos conhecemos.
Eu não esqueci.
Não entendo.
Stone disse que se você viajar no tempo
e mudar qualquer coisa,
esta linha do tempo deixaria de existir,
e ainda assim aqui estamos.
Aparentemente, não mudamos nada.
Tudo aconteceu exatamente como estava destinado.
Sempre foi um momento fixo no tempo.
Ah. Então...
Era para voltarmos para esta época?
Sim, Lysa.
Este é exatamente o lugar onde devemos estar.
Sabe, quando meus pais morreram no acidente de carro,
achei que tinha perdido minha família.
Que não tinha mais ninguém.
Achei que tinha abandonado a minha. Mas eu estava errado.
Eu tenho minha família. Aqui e agora.
Obrigada.
Vovô.
Não me chame de vovô.
Que tal Vovozinho? Opa?
- Chega. - Vô.
Vovôzão. Vovô pentelho.
Vovô Chatinho. Oh, Vovô Chatinho.
Quer dizer que eu estava shippando parentes? kkkk Eca!
Legendado por: ARKeiroVesgo Revisado e Sincronizado por: EvandroNight
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