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Original subtitles

ANTERIORMENTE EM MR. ROBOT

Vocês estão a agir

como se caminhássemos para o Apocalipse.

De facto, diz aqui "Festa do Fim do Mundo".

- Ele morreu. - Alguém te viu?

Começámos um movimento!

Volta para o terminal de computador!

Precisamos de encontrar quem saiba fazer

a migração de que ele falou.

Jogas xadrez?

Procuro um bom adversário.

Como é que não rebentas os miolos

por estares casada com ele?

Queres beber qualquer coisa?

Não devemos ser vistos juntos.

Estacionaste aqui há dois dias.

Quanto tempo dormiste?

Aí está ela... Um raio de luz

no vazio escuro da minha existência.

O escândalo dos resíduos tóxicos de Washington Township.

Quer levar bisbilhotices da Internet a tribunal federal

e lançá-las ao conglomerado mais forte

da história da civilização.

O Jim e o Saul estavam os dois na sala com o Colby

a encobrir a fuga na sua terra-natal.

As suas vidas serão destruídas.

Mas assim que remover as emoções disto,

ficará bem.

Doçura ou travessura?

Encontrei-a numa loja na Chinatown.

Não sabia que tinham feito uma máscara

desse filme, tu sabias?

Quando voltaste à cidade?

Bem, é Halloween.

Como costumava ser a nossa cena,

pensei em vir ter contigo.

"Porreiro, Darlene, também já não te vejo há que tempos.

Vou gostar de estar contigo."

Da próxima vez, telefona primeiro.

Vou sair.

Então...

Tu não sais.

Não estou a dizer por sacanice.

Só quero dizer, sabes como é,

tu és tu.

Se o que precisas é de um sítio para ficar,

podes abancar no sofá.

Init 1.

Não dizia isto se não estivesse a falar a sério.

Por favor.

Fica comigo esta noite.

A sério. Estou a precisar.

Tens de usar essa máscara velha?

- É mesmo desagradável. - É do pai.

Usou-a no iate há cinco passagens de ano.

Estávamos a quilómetro e meio de Catalina?

Foi na noite em que o tio Conrad se lançou borda fora.

Só porque o pai ficou com o negócio.

O que este filme faz é desmascarar a noção

de que a sociedade americana não tem classes.

Meritocracia, o tanas.

Longa vida à oligarquia!

Quero lá saber, podes tirar essa máscara?

Está a assustar-me.

Deus.

Nós e os três seeders fomos os únicos idiotas

a ver isto enquanto crescíamos.

Isto é definitivamente a raiz

das nossas disfunções psicológicas.

- Atrasado como sempre. - Que se lixe.

Odeio os nossos amigos.

Ainda os tens?

Porque é que tens sempre de falar nisso comigo?

Acredita, neste dia e nesta época,

é mais doentio não ter ataques de pânico.

Desde quando fingir que está tudo bem

passou a ser a norma todo-poderosa?

Posso passar-te um cheque.

Não costumo dizer estas coisas,

mas tenho de meter isto no Instagram.

As pessoas têm de saber que este filme existe.

Tenho estado numa de paparis.

E tu? Queres comida indiana?

Entrei no proxy da Postmates que suporta o nome do ponto de acesso

do operador de telemóvel do meu namorado.

Agora reescreve o endereço e envia cada pedido

para o meu link afiliado,

o que significa que ganho dez dólares em vales

sempre que um idiota encomenda alguma coisa.

Que se passa?

Aquele trabalho foleiro na Infosec assustou-te?

Não.

Fui despedido.

Tenho andado no psicólogo.

Espera lá.

Que tem o psicólogo a ver com isto?

Eu estava num projeto-teste.

Sempre a descobrir buracos no sistema.

Não tinha culpa daquilo ser uma porcaria,

mas o meu trabalho era continuar até ser à prova de hacker.

Foi numa noite de fim-de-semana do Memorial Day.

Toda a gente queria ir para casa.

Para as festas, os clubes,

as férias.

Mas não podiam.

Por minha causa.

Como não podiam fechar os servidores,

decidiram fechar-me a mim

na sala dos servidores.

Depois de algumas horas, adormeci.

Acordei.

Todos os servidores na sala estavam destruídos.

Não me lembro de o ter feito.

O juiz obrigou-me a entrar numa terapia

para lidar com a raiva.

Acho que é oficial.

Sou maluco.

Queres saber quem são os malucos?

Aqueles psicopatas de Wall Street.

Vais encontrar melhor.

A Angela está a tentar arranjar-me trabalho na Allsafe.

Tens visto a mãe?

Nem por isso. E tu?

Foda-se, não.

Diz sempre mal do pai quando falo com ela.

Gostava de me lembrar melhor dele.

Queres ver uma coisa?

C'um caraças!

Isto...

Veste-o.

Veste-o!

Está bem, espera.

Põe isto também.

Porquê?

Porque te pedi.

Se calhar devia aceitar o trabalho na Allsafe.

Podia ser um cavalo de Troia.

Uma boa maneira de os deitar abaixo.

Quem?

Evil Corp.

Com essa máscara, não percebo se estás a brincar.

Com os acessos certos,

instalando o malware correto,

deitando os backups deles para o lixo,

podíamos corromper-lhes os dados.

Aposto que não seria assim tão difícil.

Não.

Não, a parte difícil seria depois,

durante as repercussões.

Essa é a chave.

O que viria a seguir.

Teriam uma oportunidade de reinicializar,

reconstruir a base de dados.

Não poderíamos deixá-los.

Seria tentador largá-los depois,

mas seria aí que voltaríamos para mais.

A confiança pública neles

teria de ser completamente destruída

de forma a acabar com eles de vez.

Só assim poderia resultar.

Rapaz, estás a assustar-me.

Não me leves a mal.

Deitá-los abaixo seria...

Mudar o mundo.

Pensaste mesmo nisto?

Estás aí?

Tradução: Marco@Bitaites www.Bitaites.org

Deus.

Nunca vou perceber porque fizeste isto.

Pedir ajuda nunca foi o forte da Darlene.

Por outro lado, é o de alguém?

Uma admissão da fraqueza.

Mas não se pode evitar uma simples verdade.

A única forma de corrigir uma vulnerabilidade

é expô-la primeiro.

Estou bem aqui.

Melhor que na minha casa.

Tudo bem.

Não percebo,

mas não tenho de perceber.

O outro lado da moeda é que expor uma vulnerabilidade

deixa-te, também, exposto.

Tenho de dizer-te uma coisa.

Mas é um bocado pesado

e eu não sei se consegues lidar com isso

depois da cena com o Gideon.

Sei o que tens feito, Darlene.

Eu vejo as notícias.

Não chega sequer a metade.

Tens de parar.

É demasiado perigoso.

Não venhas com essa.

As coisas que estamos a fazer, Elliot...

As coisas que estou a fazer para completar a nossa missão...

Ficarias orgulhoso, se soubesses.

Temos uma coisa em grande planeada para a votação do resgate.

Não.

Mais, não.

Estamos do outro lado de algo

com o qual nunca nos comprometemos.

O meu patrão foi morto.

Que esperavam vocês

que acontecesse?

Pensavas que ia ser tudo um mar de rosas?

Que acabaria em sossego?

Tu próprio o disseste antes de começarmos.

A parte difícil seria depois, não durante ou antes.

Isso não fui eu.

Isso foi ele.

Talvez precise dele agora,

porque o que vejo diante de mim

não está a ajudar.

Há alguma coisa que ela não está a dizer-me.

Ela quer a minha ajuda,

mas não está a ser honesta em relação ao quê.

É o que ela faz.

As coisas que estamos a fazer, Elliot...

É a sua predefinição.

Está bem, vou mostrar-lhe uma coisa primeiro.

Achei curioso que ele só tenha imprimido

algumas páginas da lista do FBI.

Afinal havia um nome em cada página

dos escritórios de Nova lorque, incluindo o meu.

Um traço comum entre os nomes

é o de todos termos interrogado Gideon Goddard.

Ainda não sei o que significa.

Estavam a roubar eletricidade.

Encontraram um cabo ligado a uma fonte de energia municipal.

Ainda estamos à procura na Internet.

A festa apareceu toda nas redes sociais.

Gosta mesmo deste sítio para o nosso pessoal?

Uma sala de jogos com um sinal lá fora?

São hackers. Descarados.

Escondem-se à vista de todos.

Isto é...

Demasiado estúpido.

Que diz isso sobre nós, então,

que só agora o descobrimos?

Estamos a trazer todas as pessoas nestas fotos,

a verificar as redes sociais, Facebook, Twitter.

Eles deram uma festa. E depois?

Toda a gente deu uma dessas

festas do fim do mundo nessa noite.

E o panfleto?

Verificámos o nome do DJ, Mobley.

Ao que parece, é um DJ de Vegas.

Normal, mediano.

Ninguém notável.

Estava a dar um espectáculo no Caesar, nessa noite.

Corresponde. Não percebo a ligação.

Porque não nos explica de uma vez, Dom?

Que provas temos realmente?

Encontrei isto enfiado

naquele jogo "Mallard Murder", ali.

Como sabe que ninguém a seguiu?

Pensam que estou na aula de ioga.

Confie em mim.

Ele é muito bom nisto.

Isto não é maneira de se viver.

Estão a fazer-me perguntas,

vezes sem conta.

Não param de voltar.

Prometo-lhe. Está seguro.

Não sinto isso.

Não sinto isso.

Nunca devia ter concordado com isto.

Kareem, diga-me o que realmente se passa.

Paguei-lhe muito bem todas as semanas.

De que me serve isso se estiver morto?

Veja o que aconteceu ao tipo do Allsafe.

Podem matar-me também!

Nunca devia ter-me envolvido consigo.

Devia ter dito a verdade desde o princípio.

O meu marido regressará em breve

e tudo isto estará acabado.

Oiça.

Eu vou continuar a contar a sua história.

Mas se isto der merda e eu for apanhado,

eu não vou ficar preso.

Percebe?

Baixaram o limite permitido para 50 dólares por dia.

Isso não é maneira de viver. Não posso viver assim.

Fale.

Estamos a ficar sem verbas.

Não sei quanto mais tempo poderemos suportar.

A E Corp ainda não pagou

o acordo de rescisão do seu marido.

Foi dito ao FBI para não reter

nenhum desse dinheiro...

Não é o FBI, minha senhora.

Não conseguimos manter este tipo calado.

Este assunto está encerrado.

Coloco-me em alinhamento com as coisas que quero.

Coloco-me em alinhamento com as coisas que quero.

Dissolvo todas as falsas mensagens.

Dissolvo todas as falsas mensagens.

As minhas convicções criam a minha própria realidade.

As minhas convicções criam a minha própria realidade.

Todos os meus sonhos estão a concretizar-se agora.

Todos os meus sonhos estão a concretizar-se agora.

Não vou mentir.

Precisas de praticar.

É a tua vez.

Conheces a definição de insanidade?

Claramente, ele não sabe com quem está a falar.

Em vez de repetires os teus erros,

devias desenvolver um bocado o teu jogo.

E não vais ensinar-me?

Não.

Vais tu.

Leva o tabuleiro.

Joga sozinho.

Pratica.

Talvez consigas derrotar-te.

Qual é o objetivo disso?

Porque há alguma coisa na tua cabeça.

Tem lá estado desde que te conheci.

O quê?

Como se fosse responsável pelo maior hack do mundo,

o qual também conduziu à morte do meu...

Consigo perceber que pensas nisso neste momento.

E sobrecarrega-te.

Olha que merda, sobrecarrega-me.

Mas estou encurralado, não é?

Não sou católico, mas acredito na confissão.

Fiz muita merda

e foi preciso uma verdadeira

limpeza

para o superar.

Posso ajudar, se quiseres.

O que me disseres não passa daqui.

Falar não me ajuda.

Não podes manter a conversa dentro da tua cabeça, mano.

A uma dada altura, isso tem de começar a fazer sentido.

E se eu lhe disser

tudo sobre o que fiz?

Nem a Krista sabe muito.

E se eu pudesse falar com alguém sobre isto?

Talvez ele tenha razão.

Talvez pudesse ajudar.

Remover finalmente este fardo...

Se lhe disseres alguma coisa,

eu vou descobrir o edifício mais alto desta cidade

e obrigo-te a mergulhar.

O Ray tem alguma razão.

Não aguento isto mais tempo.

Está a comer-me por dentro.

Confessas, ele vai à polícia.

E depois?

Estou habituado a andar na corda bamba.

Fá-lo-ei sozinho.

E talvez consiga impedir a Darlene

de fazer mais maluquices de merda.

A este ritmo, ela acabará como o Gideon...

O que pensas que o Dark Army fará

com o conhecimento de que vocês são todos uns vira-casacas?

Não há nenhuma solução, aqui.

Queres descarregar?

Bate uma pívia.

Isto... é apenas uma estrada pavimentada

com os teus amigos e familiares mortos.

Precisas desse jogo muito mais do que pensava.

Jim Chutney, Diretor da B.A.

e Saul Weinberg,

Diretor-Executivo das Operações,

foram presos em plena luz do dia nos escritórios da E Corp.

Os dois homens...

Tipos como este apostam a longo prazo.

Eu dou-lhe a informação que ele me deu

e no dia seguinte faz com que eles sejam presos,

o que significa que em cada passo

acompanhou tudo o que ofereceu.

Deu-me tudo o que queria.

Tenho um bom apartamento, um bom emprego.

Antes ele não tinha vantagem sobre mim,

por isso criou-a.

Então tudo o que ele tem feito

é para poder usar contra si?

E aquilo que você disse sobre valorizarem-na?

Foi você que achou suspeito

eles terem-me oferecido trabalho.

Estou a dar-lhe uma explicação.

Ele está a tentar negociar.

Se está a criar vantagem,

significa que precisa de alguma coisa de mim.

O rascunho das negociações do acordo... Trouxe-os?

Vamos vê-lo juntas.

Talvez haja alguma coisa que nos esteja a escapar.

Eu não confio nesses vigaristas

da Divisão de Gestão de Riscos da E Corp

mais do que você, por isso garanto-lhe

que se há algo suspeito, os nossos advogados terão...

Eu sou a coisa que está em falta.

Há algo acerca de mim nesse acordo.

É por isso que não o encontraram.

Queres resolver esta coisa de uma vez por todas?

Um jogo.

Até te deixo fazer a primeira jogada.

Um jogo para terminar todos os jogos

entre nós.

Jogamos

e o vencedor fica com tudo.

O vencedor fica com tudo de quê?

De nós.

Ganhas... e até podes confessar

o assassinato do Kennedy, pouco me importa.

Partirei e nunca mais voltarei.

Que acontece se eu perder?

Perdes

e fico eu a mandar,

de uma vez por todas,

E tu?

Eu o quê?

Lembras-te da noite do hack?

Lembras-te do que te aconteceu?

Só me lembro que acordei no carro do Tyrell Wellick

três dias depois.

E o que aconteceu nesses três dias?

Não sei.

É isso.

A ausência de conhecimento.

Perder tempo para sempre.

Um profundo, negro vazio

do qual nunca regressarás.

Sem pensamentos.

Sem corpo.

Sem memórias.

Um nada absoluto.

Falas a sério?

Pensas que eu quero isto, Elliot?

Esta fútil batalha que travamos?

Duas metades numa guerra perpétua?

Quero paz tanto quanto tu.

Como não encontramos uma base de entendimento...

Vamos jogar.

Que estás a pensar?

Estou a pensar na sua oferta.

Ele é a única pessoa com quem interages?

Não te preocupes.

Estás seguro.

Sim.

Elliot...

Achas que posso falar com ele?

Não.

Porque não?

Iria legitimá-lo.

Neste momento, temos de aceitar

que ele é uma existência legítima na tua vida.

Isso é dar-lhe demasiado poder.

Para podermos perceber isto,

temos de reconhecer...

Que quer de mim?

Sabe tudo.

Quer que eu me repita?

Que lhe diga que vejo o meu falecido pai?

Que falo com ele?

Que às vezes perco a noção do tempo?

Que há lacunas na minha vida

durante as quais eu não sei o que acontece?

Que estou a perder o juízo?

Que nem sequer reconheci a minha própria irmã?

Que não sei como controlar isto?

Que não sei pará-lo?

Muito bem!

Sim.

Muito bem.

Reconheço-o.

Vamos passar à parte em que realmente me ajuda.

O jogo que concordaste em jogar é perigoso, Elliot.

Concordaste em destruir uma parte de ti próprio,

ganhes ou percas,

portanto, sim, interessa

bastante, na verdade.

Para o bem ou para o mal, ele é uma parte de ti

que te faz ser o que és.

A aniquilação não é a resposta.

A Krista está enganada.

A aniquilação é sempre a resposta.

Destruímos partes de nós mesmos todos os dias.

Corrigimos os nossos defeitos com o Photoshop.

Editamos as partes que odiamos em nós próprios,

modificamos as que pensamos que as pessoas odeiam.

Curamos a nossa identidade,

esculpimo-la, destilamo-la.

A Krista está enganada.

A aniquilação é tudo o que somos.

Não entendo a lógica.

Porquê depositar toda a nossa fé nela quando temos outras opções?

Sim, sim.

Podíamos rebentar todo o Hemisfério Ocidental,

mas você conhece-me.

Sou antiquado.

Escolho sempre o caminho mais simples.

A lâmina de Occam e tudo isso.

Seja como for, é um caminho mais lento

e o tempo é a essência, Phillip.

Recordo-lhe que fechar a fábrica

não é uma opção.

E quantos minutos concedeu você

a esta chamada?

Não comecei este jogo.

Começou você.

Tenho sido pressionado a demitir-me.

A confiança do mercado está no nível mais baixo de sempre

e que tem feito você?

Não está a fazer nada para ajudar.

Estou a tratar disto.

Tal como disse que faria.

Falou com a administração?

Ainda não chegámos lá.

O Presidente não está suficientemente desesperado.

Precisamos que a pressão cozinhe um pouco mais.

Assegurou-me o voto das Nações Unidas.

Você é o mestre do Tempo.

Já devia saber que embora Roma tenha ardido num dia,

não foi construída num.

Isto vai levar tempo,

por mais doloroso que lhe seja ouvir.

Parece que ele está a escolher a estratégia E-coin.

Que tipo esquisito.

Temos de ver a segunda fase da nossa agenda.

Seis meses. No mínimo.

Exigirá muita paciência.

E sabes como eu detesto isso.

Mostra-me.

Analisa isto. Temos de saber o que eles sabem.

Qual deles gostas?

O do lado direito.

Que faria eu sem ti?

Olá, Scott.

Que raio está você a fazer na minha casa?

A sua empregada deixou-me entrar.

Parece que há um problema com o acordo de rescisão do meu marido.

Isso parece um problema dos Recursos Humanos.

Sim.

Já falei com eles.

Várias vezes, na verdade.

Dizem que ainda não podem libertar o pagamento.

Também tenho estado com um problema...

Parece que não consigo encontrar a pessoa que matou a minha mulher.

A burocracia é uma cabra, certo?

Quer o meu marido.

Posso perceber isso.

E eu quero o dinheiro que me é devido.

Portanto, porque não nos ajudamos um ao outro?

Eu testemunharei que o meu marido não regressou a casa

na noite do crime.

Deixei a festa sozinha...

Não o vi até ao dia seguinte.

Concordarei em fazê-lo se libertar o pagamento.

Preciso desse dinheiro.

Tenho um bebé.

O bebé de Tyrell Wellick tem o que merece.

Nada.

- Cuidado! - Que raio!?

Dá-me o teu telefone ou vou-me embora.

Credo, foda-se!

Telefone, agora!

Sobe dois quarteirões até ao Looking Glass.

Que parvalhão.

Tinha de me certificar que não eras seguida.

Que raio estás tu a falar?

Ninguém me está a seguir.

O FBI descobriu o teu salão de jogos.

Isso não faz sentido.

- Como é que eles sabem... - Não sei.

Talvez alguma coisa a ver

com o hacker morto que encontraram no outro dia?

Sim, também sei disso.

Tens de dizer-me, e dizer-me agora.

É o Dark Army?

Prometo-te que pelas comunicações que tenho visto...

Não há hipótese que sejam eles.

Não há nada para eles aí.

Quem tem o Elliot a dizer disto?

Ele não sabe do Romero.

Está num estado frágil.

Já estamos para além de frágeis.

A merda em que estamos partiu-se

em milhões de pequenas peças.

Tens de lhe dizer.

Que estás a fazer aqui?

Queria ter a certeza que estavas bem.

Sou o oposto de quem está bem,

por isso é uma merda tramada.

Queres ajudar?

Sê um homem e deixa-me estar chateada.

Há mais.

Os nossos contactos descobriram que o Romero investigava o FBI

quando foi morto.

Sabes que ainda estás dentro de mim?

Tens de perceber, Darlene.

Não parece nada bom.

O FBI está envolvido.

Está a tornar o Dark Army nervoso.

Pensam que alguém se chibou.

Atina-te, rapaz.

Ninguém falou com o FBI.

Podes dizer aos teus amiguinhos para irem comer piças.

Sai daqui.

Não sejas parva.

Encontraram o teu sítio.

O sítio não tem problema.

Fizemos uma limpeza completa.

Não vão encontrar nada.

Bem, eles têm alguma coisa

e o Romero deve ter descoberto.

Tinha imprimido uma lista

de agentes do FBI numa coisa

chamada Operação Berenstain.

E parecia segredo de Estado,

possivelmente com vigilância intensa.

Merda.

O quê?

Então é isso?

Conhecem-nos? Têm-nos sob vigilância?

Não. Não estou a dizer isso.

Tenho de sair da cidade.

Espera.

Tu ou alguém da tua equipa fugir

é uma maneira de garantir que te matam.

Isso vai fazer-te parecer culpada

e sabemos a regra geral do Dark Army:

se pensam que o FBI anda a meter o nariz,

as coisas ficam mesmo feias.

Ao menos uma vez, para de ser a durona

e deixa-me ajudar-te.

Como é que isto aconteceu?

Estás mesmo a perguntar isso?

Preciso lembrar-te o que fizeste?

Chamaram-lhe a Lei do Bom Samaritano

por conta, tipo,

de ajudares as pessoas

em dificuldades.

Como se fosse o teu dever e assim.

E se não o fizesses, eras preso.

Mas não só os manos não fizeram corno,

como ainda se riram de um tipo gordo

enquanto era assaltado.

E não vou mentir... Foi fodido,

mas também foi muito engraçado.

Estás a olhar para esta coisa. Queres jogar?

Não.

Não é para ti.

Então é para quem?

Ninguém.

Sabes, durante o Iluminismo

os cabrões usavam o xadrez

como uma forma de auto-aperfeiçoamento,

pois nesse tempo não havia DVDs do Tony Robbins.

Era isto.

Então jogas para quê?

Se não há ninguém, então é o quê?

Para que é?

Existência.

Que passanço.

Riscos elevados, logo ali.

Então de que estás à espera?

O quê?

Sonhas, Elliot?

Estás aí todo pressionado,

como se nunca te tivesses perguntado o mesmo.

Eu disse: queres estar aqui agora?

E não é do tipo aqui-aqui,

mas mais num sentido cósmico, mano.

Tipo, a existência pode ser bela

ou feia, mas isso é contigo.

Como é que eu sei qual é a minha?

Sonha.

Tens de descobrir o futuro pelo qual lutas.

Às vezes fechas os olhos

e consegues visualizar essa merda, mano.

Se gostas, então é bela.

Se não gostas?

Então mais vale desapareceres daqui agora.

Tu, eu, em Madrid,

a caminhar na Rua Atocha,

sentados no Café Rollerie a beber um garoto.

Tenho uns amigos com uma vinha na costa.

Iam adorar-te.

Durante a colheita, toda a gente vai lá.

É lindo nessa altura do ano.

Que se passa?

Alguma coisa que eu disse?

Madrid.

Achas mesmo que alguma vez

vais poder pagar isso?

Bem, talvez agora não,

mas, sei lá,

assim que a minha carreira de DJ arrancar,

muitas vezes

dão-te viagens à borla.

Quando se vai em trabalho...

Posso levar-te.

Derek, sabes porque estou contigo?

Porque ando a sair contigo?

És um empregado de bar.

Ganhas 15 dólares por hora.

Nunca poderás levar-me a Madrid.

Nunca poderás levar-me a nenhum sítio.

Nunca poderás dar-me nada do que eu quero na vida.

Mas eu já tive todas essas coisas

e nunca me fizeram feliz.

É por isso que te amo.

Não és nada disso.

E eu não preciso que sejas mais do que já és.

Se eu fechar mesmo os olhos,

que imaginarei eu daqui a uns anos?

Como disse o Leon,

não será necessário perceber isso

antes de se estar preparado para lutar pela existência?

Como se desenrolará o conto de fadas do meu futuro?

Conseguirei ligar-me a quem profundamente me importa?

Reunir-me-ei com velhos amigos há muito desaparecidos?

Verei felizes aqueles que amo?

Talvez este futuro inclua pessoas

das quais nunca sonhei aproximar-me.

Talvez até possa fazer as pazes com quem injustamente enganei.

Um futuro que não seja tão solitário.

Um futuro preenchido com amigos e família.

Até tu estarias lá.

O mundo que eu sempre desejei.

E sabes uma coisa?

Gostava muito de lutar por isso.

No xadrez, a ajuda não é permitida.

Essa é a beleza do jogo.

Estás preso numa série de jogadas

determinadas pelas tuas escolhas anteriores.

As opções dramaticamente mudando a cada decisão.

Não há nenhuma tábua de salvação.

Nenhuma força externa em jogo.

É uma pura batalha entre dois oponentes...

Ou, neste caso,

um.

Empate.

Outra vez.

Precisamos de um vencedor. Vamos recomeçar.

Lembras-te quando começaste a ensinar-me a programar?

Nem por isso.

Era um jogo de xadrez em computador.

Sempre disseste que eu teria de saber mais jogadas por antecipação

do que o jogador ou utilizador.

Parece um bom conselho de um bom pai.

A não ser por uma coisa.

Não és o meu pai.

Nem sequer estás aqui.

Outro empate.

Quais as possibilidades?

Vamos recomeçar.

Não ficas doente por estares aqui

a batalhar-me, enquanto lá fora há pessoas

magoando todos aqueles que gostamos?

Toda a gente está a sofrer por nossa causa.

Andamos em círculos.

É a última vez que o fazemos.

Tenho andado a pensar no que disseste.

Podes pensar nas jogadas que quiseres,

mas, no fim de contas,

as jogadas que faço são aquelas

que me dizes para fazer.

Ele tem razão.

Há mais de nove milhões de possíveis posições diferentes

depois de três jogadas cada.

Há mais de 288 mil milhões de possíveis diferentes posições

depois de quatro jogadas.

O número de movimentos em 40 jogos

é maior do que o número de eletrões

no universo visível.

Não precisas de conhecer esses resultados.

Só precisas de ver mais à frente que o teu oponente.

Mas como fazê-lo, quando o oponente...

és tu próprio?

Empate.

Três de seguida.

As possibilidades disso são...

Impossíveis.

Outro?

Não posso vencer-te.

E tu não podes vencer-me.

Podíamos jogar outra vez, mas...

Estaremos sempre neste impasse.

E sempre soubeste.

Era a única forma de te mostrar que lutar contra mim

é uma perda de tempo.

Não.

Não, jogamos outra vez. Consigo ganhar-te.

Consigo ganhar-te.

Quando perceberás finalmente que estou aqui por uma razão?

Isto é evasão!

A nossa luta por aquele futuro que desejas

não é comigo no xadrez!

É o que fazes lá fora, com eles.

Quero estar aqui, Elliot.

Contigo.

Eu quero um escritório no vigésimo andar.

Quero o cargo da Melissa, e não é negociável.

Continue.

Eu vi o padrão.

Em cada versão do acordo de resolução

do processo Washington Township,

havia um pequeno item com o qual a vossa equipa não concordava.

Permaneceu igual, mesmo no caso original.

Que uma empresa independente deve fazer as inspeções

à fábrica Washington Township.

Continua a ceder poderes em todas as outras provisões

que parecem mais dispendiosas e importantes,

numa tentativa de deixar cair este pequeno item.

Sei porque fez prender aqueles tipos

e porque me deu este emprego.

Quer que eu convença a classe

a remover a contingência,

e eu estou disposta a fazer tudo isso,

porque você vai dar-me

exatamente o que eu quiser em troca.

Estes são os meus termos.

Devo dizer...

Você é impressionante.

Mas lamento, minha querida,

está tudo na sua cabeça.

Não tome isto como uma desfeita.

É sempre bom ter sonhos.

Espere.

Não estou enganada.

Vá para casa.

Foda-se.

Lembras-te do primeiro comando

que me ensinaste e o computador estava sempre a crashar?

Era o init 1.

Isso tornou-se a nossa cena e, digo-te já,

estou a crashar

e tu também, e preciso da tua ajuda.

Preciso que vás ao mesmo canal que costumávamos entrar.

Não te pediria isto se não fosse um assunto de vida ou morte.

Desta vez estamos em apuros, Elliott.

Todos nós.

Aqui não tenho acesso.

Não é como se eu estivesse a voltar para casa.

Tem de acontecer o mais depressa possível,

por isso descobre uma forma.

Podemos ter sido apanhados.

O quê?

Porquê?

Bem, não sei, mas precisamos...

Elliot?

Elliot, diz qualquer coisa.

Estavas a falar a sério?

Que o querias a ele, não a mim?

Falavas a sério, Darlene?

Preciso de saber.

Eu quero-te a ti.

Só a ti.

Não te preocupes.

Eu sei o que fazer.

Porque voltámos aqui?

Não podes fazer isto.

Não podes confessar.

Isto não a salvará.

Vão destruí-la.

Quem ganhou?

Ninguém.

Que mais posso fazer por ti?

Dizes-lhe seja o que for e é suicídio.

Estou a implorar-te, Elliot, sai daqui agora.

Estou aqui para...

ajudar-te com aquele problema no computador

que tens tido.

Eu perguntava o que te fez mudar de ideias,

mas é melhor desistir enquanto posso.

Anda cá.

Sabias...

que o Moisés ouviu vozes também?

Abraão,

João,

Paulo,

Jesus.

Na verdade, muitos profetas confessaram ter ouvido vozes.

Pessoas como tu...

O que têm...

Pode ser divindade, Elliot, se permitires.

Isto foi o que os últimos técnicos me disseram que tinha de fazer.

Parece que é apenas uma simples migração de site.

Desde que um de nós perceba.

Eu trato disto.

Elliot, antes de começares,

deves saber de uma coisa.

O meu negócio online é muito importante para mim.

Sou como tu. Um tipo reservado.

Prefiro discrição.

Portanto estou a pedir-te se podes ajudar

nesta tarefa

sem olhar para onde não precisas.

Porque está ele aqui?

Precisas de ajuda,

alguma coisa corre mal...

Lone Star estará ali.

Ele tem o meu número e pode contactar-me num instante.

Obrigado, mais uma vez.

Eu sei.

Eu sei.

Já está outra vez a fazer-me comichão naquela parte do cérebro,

mas é essa parte que agora tenho de começar a ignorar.

Que está a Darlene a dizer?

O FBI.

Encontraram a sala de jogos.

Pode haver um programa de vigilância.

O Romero morreu.

Que achas?

O Ray tem razão?

Devo ouvir a voz?

Será que me faz especial?

Como Moisés?

Não tenho muitas opções.

A minha irmã está em apuros.

Alguém está a apertar-nos o cerco e, pelo menos para o bem dela,

tenho de descobrir o que sabem.

Talvez seja assim que eu luto pelo tal futuro que desejo.

Que estás a fazer?

Estou a hackear o FBI.

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