All language subtitles for the.miracle.(1959).pob.1cd.(3508781)

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian Download
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

O MILAGRE

H� MAIS DE UM S�CULO AS TROPAS VITORIOSAS...

DE NAPOLE�O INVADIRAM A ESPANHA.

SOMENTE A INTERVEN��O DAS FOR�AS INGLESAS...

PODERIA SALVAR AQUELE PA�S DA COMPLETA DESTRUI��O.

DESTA CRISE DESESPERADA...

SURGIU A LENDA DA DIVINA MISERIC�RDIA...

QUE SE MANT�M ILUMINANDO NOSSO MUNDO PROBLEM�TICO...

SEM ESMAECER COM O TEMPO, AT� OS DIAS DE HOJE.

TUDO COME�OU NO CONVENTO DO VALE DE MIRAFLORES...

PERTO DE MADRI...

Paquita!

Fernando, chegou cedo para a b�n��o dos animais.

Minha Paquita est� mal.

Quero que o padre a aben�oe, se n�o, ela morre.

Ali est� o Padre Alonzo. Venha.

- N�o � bonito? - Carmelitas, assistam a b�n��o.

- Irm� Domenica! - Sim, filha.

Onde est� Teresa? O que ela faz?

Cumprindo sua penit�ncia, lavando a capela.

Salvador, � um belo dia para a b�n��o.

E que colheita! Por todo lado da Espanha, n�o se v� igual!

Gra�as �Madona de Miraflores, a colheita � sempre boa!

Com sua permiss�o, Santa M�e, vou parar para ver a b�n��o.

Mas j� volto!

Deus Pai, que estes animais recebam Sua b�n��o.

E, com a ajuda de Santo Ant�nio, livrai-os de todo o mal

Por Cristo, Nosso Senhor, am�m.

- Obrigado, padre! - Pepito...

Carlito...

Angelita...

Maria

Paulo...

Manuel, Maria...

Que vergonha! J� basta!

Por que est� aqui e permitiu que dan�assem em dia santo?

Irm�, sua B�blia n�o fala do Rei Davi, de Israel...

Que, de alegria, dan�ava para seu povo?

Como ousa?

- Teresa, venha comigo! - Mas n�o � minha culpa!

Explique-se para a Madre Superiora.

E, agora, vamos at� � capela, e com gra�a nos cora��es...

daremos gra�as � Nossa Senhora de Miraflores e ao seu Divino Filho.

E, humildemente, rezemos para que a fartura continue.

Julio! Veio at� Miraflores! Que bom. Senhora.

Bom crian�as! Bom!

- R�pido! � melhor irmos embora! - Com t�o boas oportunidades?

- O que fazem aqui? - Devo��o.

Vamos rezar agora. Venham, crian�as.

Perd�o, Reverenda Madre, mas isso n�o � tudo.

Ela roubou uma vela da sacristia para ler obras profanas.

Dormiu e quase incendiou a cama!

Gra�as a Deus e ao nariz da irm� Maria, que sentiu...

n�o morremos dormindo!

Que obra profana era essa que lia, Teresa?

"Romeu e Julieta", Reverenda Madre.

Chorei de tanta tristeza e beleza que cont�m.

Frases como: "Mas j� vais? Ainda nem amanheceu".

- Foi o rouxinol..." - E n�o a cotovia que cantou."

Eu sei. Tamb�m chorei quando li, aos 17 anos.

As circunstancias eram diferentes, claro.

Irm� Domenica, deixe-a comigo. Vou trat�-la como merece.

Eu apenas...

muito bem, madre.

Teresa, olhe para mim.

Perdoe-me s� desta vez, tentarei me comportar.

Acredite, sinto muito.

Eu acredito. Mas, �s vezes isso n�o basta.

Eu sei. Pretendia voltar � minha penit�ncia. Verdade.

Sei que pretendia.

Mas n�o posso ignorar tantas reclama��es sobre voc�.

- Nem pretendo faz�-lo. - Sim, Reverenda Madre.

Como novi�a deve se esmerar em alcan�ar...

a perfei��o exigida de um freira.

O primeiro passo � obedi�ncia � Lei Sagrada.

- Lembre-se disso, filha. - Vou me lembrar.

Vou considerar seu comportamento com cuidado.

Eu a amo tanto! Quase tanto como amo a Virgem Santa!

Teresa, depois que fizer seus votos...

n�o poder� mais cantar sobre amantes guerreiros...

e cavaleiros de armadura. Ali�s, eles nem existem mais.

Pelot�o!

Alto!

Sr. Baker, d� �gua aos cavalos.

- Quer lhe dar �gua? - Sim, senhor.

Ao po�o!

Isto � para o senhor.

Para mim? Quanta gentileza.

Este � meu irm�o, Manuelo. Vai para Madri ser matador.

- Quando for mais velho, claro.

Obrigado pelas flores.

Manuelo!

N�o est� machucado. As irm�s cuidar�o dele.

Um matador tem coragem, n�o chora! Touro, touro!

- Tome irm�. - Irm� Francesca, leve-o e cuide dele.

- N�o se machucou, foi s� um susto. - Agrade�o sua gentileza.

Capit�o, v�o mesmo combater o ex�rcito de Napole�o?

Sim, vamos enfrent�-lo em Salamanca.

- Isso trar� a guerra at� n�s. - Acalme-se, senhora.

O Marechal Wellington est� aqui para evitar isso.

- Deus os aben�oe. - Obrigado, senhora.

- Vamos partir. - Companhia, montar!

Pelot�o, preparar para a partida!

Marcha acelerada!

Avante!

A� est�o os seus cavaleiros de armadura, Teresa.

Eu sei, M�e. Todas as almas s�o iguais aos olhos de Deus.

At� nossos inimigos franceses.

Mas n�o poderia ajudar mais os ingleses?

Especialmente aquele jovem oficial?

N�o sei o nome dele, mas n�o preciso lhe dizer.

Pode ver tudo em meu cora��o.

Eu estava rezando pela vit�ria inglesa.

Eu ouvi, minha crian�a. E suas preces foram ouvidas.

Os brit�nicos obtiveram uma grande vit�ria.

Mas com muitas perdas.

Como v�, senhora, tivemos muitas baixas.

Temos pouco a oferecer.

Mas pode usar o refeit�rio e as celas vagas.

� muito gentil e generosa. Eu agrade�o.

Carreguem os homens! Mandarei preparar tudo, madre.

Os mais graves primeiro! Os outros, por aqui.

A irm� Domenica precisa de sua ajuda. Eu cuido disso.

A respira��o dele est� irregular.

Tem sorte de estar respirando com a bala alojada no pulm�o.

Ser� uma sorte, se n�o houver hemorragia.

Leve isto e queime.

N�o ouviu? Mandei levar e queimar.

Fiz tudo o que sei.

Irm� Domenica, este jovem vai precisar de suas ora��es.

Gazes, por favor.

M�e, n�o o deixe morrer!

Por favor, fa�a que ele fique bem e forte!

Prometo ser uma boa freira, com a sua ajuda, claro.

Prometo servir ao Senhor com todo o meu cora��o.

Ave Maria, cheia de gra�a...

Precisam de voc� na cozinha.

Tem mesmo que ir?

Sim.

Meu t�nico. Pode pegar?

A� diz que eu preciso tomar meia hora antes das refei��es.

Que horas s�o agora?

� uma pe�a de fam�lia. Soa os quartos de hora tamb�m.

Basta apertar este bot�o.

Desde que estou aqui, n�o me importo com a hora.

Eu lhe dei muito trabalho? Qual � o seu nome?

Teresa.

Dei muito trabalho, Teresa?

N�o para mim, mas � irm� Domenica.

Queria lev�-la � Corte Marcial por insubordina��o.

� mesmo?

Que linguagem usei?

Achou que ela fosse seu sargento.

Perd�o.

N�o pe�a a mim, mas � irm� Domenica.

N�o se v�!

"Um momento", como dizem. "Um momento", por favor?

Irm� Domenica n�o espera mesmo que eu v�, quando chama.

- Onde fica Devon? - Como.

Tamb�m balbuciava sobre Devon, enquanto dormia.

Claro! � o lugar mais lindo do mundo!

Fica na Inglaterra. Foi onde nasci.

L� tem vinhais e oliveiras?

N�o. Em geral � �mido e chuvoso.

Mas quando sai o sol...

At� quase verde demais para olhar.

Eu gostaria de ver isso.

Gostaria?

Eu adoraria lhe mostrar.

Voc� � muito jovem para ser capit�o.

� merecimento. Uma s�rie de promo��es...

gra�as � minha dilig�ncia, engenhosidade t�tica...

lideran�a e o Lorde Wellington � meu tio!

- Obrigado. - Teresa, ainda est� aqui?

A culpa foi minha. Eu estava com sede.

- Ser� que � a febre? - N�o creio que seja.

Soube que a acusei de insubordina��o.

Devo-lhe desculpas. Eu lhe devolvo a patente.

Obrigada.

Capit�o Stuart, tenho boas novas.

O m�dico disse que poder� levantar, em uma semana.

A recupera��o � quest�o de tempo. � hora do rem�dio.

Mas eu j�...

- Como a Madona apareceu aqui? - Quisera eu saber.

Ningu�m sabe como nem quando a Virgem chegou at� n�s.

Mas gra�as a ela, o povo tem prosperado.

Os campos e as vinhas d�o boas safras.

Apesar de n�s, este lugar mant�m a paz e a serenidade.

Sua Madona � muito bonita.

Que bom que gostou. � minha melhor amiga.

Tem sido minha m�e. A �nica que eu tive.

Fui abandonada.

� o �nico lar que conhe�o. Sou muito feliz aqui.

Sempre quis fazer voto e me dedicar somente a Deus.

O que foi?

Nada.

Agora tenho mais um motivo.

Qual?

Pedi � Virgem Santa que me concedesse algo.

Algo especial.

E ela concedeu?

Sim.

Veja!

Um visitante!

Ciganos!

Fora! Como ousa roubar as laranjas?

Com todo respeito, irm�, n�o estamos roubando.

Apenas tirando dos ricos para alimentar os pobres.

- Que pobres? - N�s mesmos!

Sua religi�o crist� tem muita preocupa��o com a caridade.

Virtude admir�vel. Permita-me dar-lhe a chance de pratic�-la!

V�o embora! Voc�s s�o ladr�es!

Uma profiss�o honrada.

At� sua religi�o fala do bom ladr�o...

- que morreu na cruz ao lado... - Meu burro! Alto l�!

� o antigo dono deste animal que deu por falta dele.

Vamos!

Quem sabe? Talvez seja um parente meu.

Como?

Quando deixo a irm� Domenica brava, ela me chama de cigana.

E � freq�ente!

Como ser� sua vida quando fizer os votos?

A Madre acha que tenho dom musical.

J� ensino as outras novi�as.

N�o colha!

Por que n�o?

Ela vai murchar e morrer.

Queria lhe dar uma flor.

N�o posso usar um adorno mundano!

- Teresa? - Sim, Michael?

Em Roma, h� uns mil anos, existiu um fil�sofo...

que deixou uma heran�a a todos os amantes do mundo.

" Amar cabe a n�s.

Mas n�o nos cabe deixar de amar ".

" Ent�o, Michael, diga �s irm�s do convento e � Madre...

que os candelabros s�o uma mostra de nossa gratid�o."

O resto � assunto familiar.

Mas que belo presente!

Mas exageram ao dizer que fizemos tanto por voc�.

Far�amos o mesmo para qualquer um.

Mas eu lhe devo a vida, Reverenda Madre.

Irm� Domenica, sempre me lembrarei de sua bondade...

e do amor infal�vel. E, ainda que n�o seja o modo...

de dizer adeus a um "sargento", permita-me.

- O que � isso? - As tropas desejam dizer adeus.

Meu filho.

Adeus, Michael.

Deus os aben�oe e proteja todos voc�s!

Virar a direita!

Avante, marchem!

- Teresa? - Est� partindo, n�o �?

Este � o momento no qual tentei n�o pensar.

Que lugar ador�vel. Como o tempo passou!

O que foi?

N�o quero me lembrar de voc� dizendo adeus.

Quero s� a lembran�a de quando o conheci.

Pelo port�o, junto � fonte.

Voc� olhou para mim e sorriu. Um sorriso t�o amig�vel.

Como em Devon, quando a neblina se vai e o sol surge.

� como sempre me lembrarei.

Seu lindo rosto, Teresa.

Mas sempre escondido neste v�u!

Pode tir�-lo?

V�o cortar seu cabelo.

- Ele ser� raspado. - Por favor!

N�o feche as portas entre n�s.

N�o tenho escolha.

N�o vou tentar persuadi-la.

Esperava demais que pudesse ser diferente...

que me aceitasse sem duvidas...

sem arrependimentos, feliz.

Poder�amos nos casar.

� hora de partir.

Pe�a que deixem minhas coisas na hospedaria de Miraflores.

- Qual � o nome do lugar? - La Pasada de San Diego.

Diga que partirei pela manh� para assumir o posto.

Michael!

Santa M�e, poder� me perdoar?

Coloquei o amor de Michael acima do seu.

Por favor, me oriente!

O que devo fazer?

Devo ficar aqui, penitente, e fazer meu voto...

ou devo me casar com Michael, que est� me esperando?

Por favor, me d� um sinal!

Santa M�e de Deus, mostre-me um sinal!

Como pode deixar para mim essa decis�o?

Minha crian�a, precisa dormir. Venha descansar.

Entregue seus problemas nas m�os de Deus.

- Senhor! - O qu�?

Este � o caminho para a Pasada de San Diego?

Sim, mas n�o pode ir! Lutam pela cidade! Vamos!

O que houve?

Os franceses incendiaram a cidade! V� embora daqui!

Solte-me!

Socorro!

Roca, aqui est� seu espinho.

Faz tempo que ele n�o recebe.

Eu j� vi voc�.

- Muito agradecida! - Por qu�?

N�o pense que eu me preocupei com voc�.

Este animal era um franc�s!

Odiamos os franceses mais que os "businets".

"Businet?"

Os espanh�is e todos que n�o s�o ciganos.

Ent�o, sou "businet".

N�o, n�o � "businet".

- Aonde vai? - Preciso encontrar uma pessoa.

Est� louca? J� a tiramos do fogo e quer pular em outro?

Venha comigo.

Acorde!

Tome, cubra-se.

Os homens est�o voltando! Precisam comer. Ande!

J� chegamos, pessoal!

Guido!

Mam�e, com os cumprimentos de Napole�o! Para voc�.

O que � isto?

Um presente. O dono j� n�o tem a cabe�a para us�-lo.

- Para que serve? - Espere e ver�s!

Pronto. Viu? Uma dama! Uma duquesa!

Mais que duquesa, uma rainha!

Pare!

- E meu irm�o? - A� vem o Carlitos...

contando como derrotou o ex�rcito franc�s sozinho.

Carlitos!

Quero crocante, suculento e bem cozido por dentro.

Para voc�, mam�e! Os bot�es de tr�s franceses!

Devia ter trazido as orelhas!

- Veja s� o botim! - Foi bom?

Vimos o comboio franc�s: seis carruagens.

Estavam confiantes na vit�ria.

Roub�-los foi mais f�cil que na Batalha de Salamanca!

Belas recompensas.

O que foi? V� buscar alho! E voc�! Corte o p�o!

Conte sobre as carruagens.

Eu estive magnifico, mam�e! Devia ter me visto.

Com o primeiro cocheiro, fui como uma sombra.

Com o segundo...

Todos sabem que ele mata os franceses de tanto falar!

Algu�m com tantos m�sculos e t�o pouco c�rebro...

devia conhecer suas limita��es.

Carlitos! Guido! Parem com isso!

Est� melhorando, mano.

Hora da comida, venham!

Viu que unhas limpas?

E que pele clara!

As pernas s�o longas mas n�o demais.

Traga o leite.

S�o pernas fortes. As costas dela tamb�m. Viu os dentes?

� uma "businet". Eles escovam os dentes com escovinhas!

Todos os dias.

Mas dentes s� importam em cavalos, n�o em uma mulher.

Largue isso.

- E os ingleses? - Coitados.

Aqueles que n�o foram mortos, fugiram para o mar.

Veja o que eu peguei de um ingl�s morto.

Ou�a a melodia.

Tome. Um presente meu.

Que ladr�o! Eu ia dar para ela!

- Ele estava morto mesmo? - Por uma baioneta.

- Como sabe que ele era ingl�s? - Como reconhe�o todos eles!

Pelas botas! S� os ingleses fazem t�o belas botas.

Pena que n�o tive tempo de peg�-las.

De onde ela veio? Quem � ela?

Tive a honra de conhec�-la no laranjal do convento.

J� sentia que era uma de n�s.

Uma cigana crist�, que piada!

Est�o enganados! N�o sou crist�.

O Cristianismo � uma f� que trai seus seguidores!

N�o sou crist�!

N�o sou crist�!

Bravo!

Teresa, j� sofreu muito. Basta esta vivo para morrer!

Vamos dan�ar!

J� chega.

Chega! Volte para sua mulher.

Ainda lavando?

As "businets" sempre trabalham tanto?

Ora, o mundo � um belo lugar! N�o est� me ouvindo.

A� est� ele, est� ouvindo? O sino do convento.

� o Carlitos!

Um dia, os m�sculos dele v�o estourar!

Teresita, o luto n�o � natural.

At� os pequenos animais, quando perdem o parceiro...

Foi o que Carlitos disse.

Esse Carlitos! � um insens�vel! S� esperou uma semana, e eu...

Nunca vi tanta teimosia na vida!

Ou�a...

At� procuro um padre para fazer o casamento.

Por voc�, faria at� isso.

N�o, Guido.

Se pudesse amar novamente, talvez fosse voc�.

Mas n�o consigo.

Eu sei. Era o ingl�s do rel�gio.

Mas ele est� morto.

E voc� est� solit�ria, e eu, infeliz.

Seu cora��o ainda bate! O sangue corre em voc�!

Seu rosto � para se beijar!

Talvez, no in�cio, possa me aceitar por pena de mim.

Como os "businets" mant�m gatinhos em casa. E d�o leite.

N�o me importa.

Quem importa se aceito ou n�o?

Tire a Teresa de sua cabe�a. Guido j� a deseja.

E, se Guido quer, que chance voc� tem?

Essa Teresa! Como sabemos que n�o vai nos trair?

Expulse-a antes que nos destrua!

Calada!

Ficando ou partindo, e da�? O mal j� est� feito.

Aquele Guido! Sempre tirou tudo de mim!

Agora � essa Teresa. Voc� sempre lhe deu tudo.

- Por que ele � o favorito? - Ou�a, Carlitos.

H� s�culos, n�s ciganos, temos sido odiados...

perseguidos e mortos como animais.

Apenas unidos sobreviveremos. Sozinhos, seremos destru�dos.

Entendeu?

O que andaram fazendo?

Permiti que Teresita me molestasse com seu amor.

N�o fique t�o orgulhoso. Talvez o ame pelo dinheiro.

- Meu dinheiro? Hombre! - � muito rico.

S� a cabe�a vale 30 moedas de ouro.

Com este c�rebro? � uma pechincha!

- Do que est� falando? - Disto.

Peguei na cidade, est� em todos os muros.

Um "businet" leu para mim. Est� escrito, bem claro.

Oferecem uma bela recompensa pela captura do cigano Guido.

Vivo, ou do outro modo.

Quando arrumou este interessante papel?

Recentemente. H� algumas horas.

- E n�o me contou? - Por que deveria?

Talvez eu devesse receber esta recompensa.

Sem risco nem esfor�o.

Bastaria contar ao comandante; e eu seria rico, e voc�...

Mas tenho alma nobre e resolvi que n�o.

� uma piada, n�o?

Isto n�o � piada? � coisa s�ria!

- Por que n�o contou antes? - Acabei de chegar de l�.

Qual a diferen�a? H� meses, engano os franceses...

e ainda est�o atr�s de mim!

Tanto faz. Partimos amanh�.

Mas, antes, o casamento!

Um homem rico e famoso deve ter um verdadeiro casamento!

- Com ela? - Claro! Com quem mais?

Carlitos, amanh� v� � cidade e me traga um padre.

Que tipo? Um alto e magro? Baixo e gordo?

- Ou qualquer um? - N�o fique triste!

Deve haver uma mulher que ame m�sculos!

Reverenda Madre.

Capit�o Stuart?

O que houve? Conte-me!

- Escapamos. - O qu�?

Da pris�o.

Matamos os guardas e fugimos.

Ent�o, nos separamos.

Estou sendo ca�ado como um animal, fugindo...

mas sempre nesta dire��o e com um s� pensamento.

Sente-se.

- Vou lhe trazer comida. - N�o, n�o h� tempo.

Est� seguro aqui. Dou-lhe direito de asilo.

Rezamos por voc�.

Disseram que havia morrido no inc�ndio da vila.

Quase morri. E merecia ter morrido.

Eu dormia quando os franceses invadiram a cidade.

Meu ordenan�a fugiu com todas as minhas coisas

Botas, uniforme, dinheiro...

Onde est� Teresa? Preciso v�-la.

Lamento, � imposs�vel.

Como, se ela est� aqui?

Ela est� aqui, n�o est�?

Sim, ela est� aqui.

Espero que entenda, mas n�o posso permitir.

- Sinto muito. � tarde demais. - Tarde demais?

Como pode ser tarde demais, se ela est� aqui?

Tarde demais, para recome�armos nossa vida?

Sou sua amiga. Mas n�o pode ver Teresa.

O que acha que me manteve vivo?

Que me deu for�as para fugir? Para chegar at� aqui?

N�o v�!

Com ou sem permiss�o, eu a verei agora!

Reverenda Madre, por Deus, eu imploro!

S� pe�o para v�-la por alguns instantes.

- Algumas palavras. - N�o, Michael.

- Teresa ser� minha noiva! - Ela � noiva de Cristo agora.

Tentei poupa-lo disto. Voc� a viu?

Eu a vi. Teresa...

t�o linda, t�o radiante.

Mas parecia mudada.

T�o diferente.

O que planeja fazer? Para onde vai?

Para Portugal, encontrar meu regimento.

� uma longa viagem.

Descanse um pouco. Venha comer.

Meu Bonito, sempre empacando, n�o?

Flaco, r�pido! N�o atrase a cerim�nia!

Voc�s v�o por l�!

Voc�s, por aqui! Voc� vai na frente!

Dolores, Maria! Tirem Teresa da �gua antes que ela se dissolva!

R�pido.

Ramon! Prepare os cavalos! Esteja pronto.

Com belas roupas ainda � uma bela mulher.

Por que est� triste?

Ontem � noite, sonhei com a morte de Carlitos.

- Bobagem! - Mas foi estranho.

N�o o vi morto na cidade. Mas ali, naquelas rochas.

Estendido.

Guido, meu filho, venha c�.

Voc� est� chorando?

Vamos comemorar! Venha, mam�e.

Vamos comemorar!

- � esse a�? - � Guido, o cigano.

- Morto? - Est�, capit�o.

Chame os homens. Vamos embora.

Carlitos...

me ajude.

Ajude...

a levantar.

O franc�s idiota se enganou!

Como um homem pode morrer num dia destes?

Guido!

Pegue seu dinheiro.

Voc�, "businet"!

Agora n�o tenho filhos. Destruiu ambos.

N�o tem raz�o para ficar aqui.

N�o tive culpa! N�o pedi nada a seu filho!

- Nem a voc�! - V� embora.

- Por que me segue? - Quem sabe?

Talvez pela cigana desconhecida que foi sua m�e.

E mais: para uma mulher s�, mesmo cigana...

a viagem at� Madri � longa e perigosa.

- E quem vai para Madri? - N�s vamos.

Voc� � um tolo.

Dou azar para quem � carinhoso comigo.

Vou me arriscar.

Ou�a. Os bolsos madrilenhos s�o cheios de ouro.

Com seu talento para chamar a aten��o e meus dedos �geis...

vamos pegar alguns.

Isso engorda.

V�o embora, ciganos! Sumam daqui!

Muito obrigado! Galinha assada!

Quer galinha?

N�o gosta? Galinha assada! Bonita!

Saia daqui!

N�o precisa fazer isso.

O melhor vinho da Espanha!

- Vinho, senhor? - N�o. Olhe!

O que � isso? Pare! Bandido!

Bandido! Roubaram meu vinho!

- Quem � ele? - Cordoba, o grande matador.

Deixa ouro por onde passa!

Vamos comer fais�o.

"LA MIRAFLORES" ESPET�CULO CIGANO

Ol�! � assim que se dan�a! Muito bem!

Nem com essa can��o eu o fa�o sorrir?

Sabe quando vou sorrir: no dia em que me amar.

Voc� � a minha sorte.

N�o trago sorte a ningu�m.

Por isso tem medo de me amar? Que mal me traria?

O pior que pode me trazer � a morte.

E n�o tenho medo dela. Ganho a vida com a morte.

Portanto, Teresa, voc� me d� sorte.

Bons touros, dias sem vento...

a espada que mata, o p�blico que aplaude...

N�o, Cordoba.

Voc� n�o sabe o que diz.

Meu bom amigo! Pode nos apresentar?

Permita-me, ent�o, matador.

- Casimir, Conde de Altamira. - Eu sou Teresa.

De Miraflores, Vale de Salamanca.

Permita-me explicar a intrus�o.

A m�sica � minha jurisdi��o.

M�sica para o povo. Noite ap�s noite, eu a ouvi cantar.

Mas este lugar � pequeno demais para sua voz.

Com a ajuda de algu�m influente...

uma cantora cigana de taberna...

se tornaria t�o famosa quanto nosso belo matador.

Com sua permiss�o...

j� fiz planos para sua bela voz.

TEATRO DE BARCELONA: MIRAFLORES, A CIGANA

CORTESIA DE CASIMIR, CONDE DE ALTAMIRA.

TEATRO DE SEVILHA: MIRAFLORES, A CIGANA

TEATRO DE MADRI: O RETORNO TRIUNFANTE...

DE MIRAFLORES, A CIGANA

Nossa!

N�o disse que Madri favorecia as pessoas talentosas?

- Tire o chap�u. - Desculpe-me.

Juntos, depenamos muitas aves.

Nenhum de t�o belas penas como este velho peru.

- Ele n�o � t�o velho, Flaco. - E nem t�o jovem, Teresita!

O interessante � que o matador tem que lutar por dinheiro.

J� Casimir inala ouro a cada inspira��o.

Mas, ambos ricos...

pensei que a cigana de sangue quente iria preferir o jovem...

de rosto bonito e bra�os fortes.

Seria mesmo um prazer escolher o jovem forte.

E acabar me apaixonando por ele.

Seria f�cil tamb�m.

T�o simples como cavar seu t�mulo.

Entre.

Conde! Chegou cedo.

As ruas est�o cheias de gente bonita...

mas nenhuma como voc�.

Veja s�.

O que achou?

N�o gostei.

S�o os olhos. H� um qu� de demon�aco neles.

Imagine! Meu amigo Goya captou sua ess�ncia!

S�o maravilhosos.

Devia cobrar para que o vissem.

- Voc� � t�o gentil para mim. - Gentil?

Isso n�o.

Quando eu era jovem, tinha uma estranha mania.

Achava que um homem, aos 40 anos...

devia ser misericordiosamente libertado.

Quando cheguei aos 40 anos, n�o pensava mais assim!

Descobrira a idade das belas mulheres.

Mas conquistas f�ceis me entediavam.

achava que, em algum lugar...

haveria uma mulher mais desej�vel que todas.

Algu�m me traria juventude e felicidade. E fui atr�s dela.

No teatro, usava os �culos n�o para ver os atores...

mas para captar algum belo perfil.

Pelas ruas, reparava nas mo�as e me perguntava...

"Ser� esta?" Mas nunca era. At�...

Mas encontrar tal mulher implicaria algo desastroso.

O risco de perd�-la, seria insuport�vel.

Encontrar juventude e felicidade...

e depois perd�-las?

Eu n�o ousaria viver.

Quem sabe? Talvez um dia a encontre.

Talvez.

Eu n�o lhe disse, n�o �?

Vi Cordoba na arena ontem.

� verdade o que dizem: n�o tem sorte com os touros.

Ele � muito corajoso, mas os touros s�o desajeitados.

O coitado est� sem sorte. Adeus.

TOURADAS O GRANDE CORDOBA

Matador, a senhorita gostaria de lhe falar.

Fernando!

Soube que os touros andam ruins e que tem se arriscado muito.

� minha profiss�o.

Disse-me que eu era sua sorte. Comigo aqui, talvez ela volte.

- E n�o precise arriscar a vida. - N�o quero favores.

Mas � verdade

Os dias em que me assistia, eram os melhores para mim.

Os touros eram �timos, a capa tinha gra�a.

Mas n�o preciso de voc�. Quanto ao risco...

farei o necess�rio para matar os touros, com ou sem voc�.

Eu lhe devo tanto! Achou-me faminta nas ruas de Madri.

- Sem voc�... - N�o me deve nada.

- Ama Casimir? - N�o.

- Voc� me ama? - N�o.

Tem certeza? Uma vez, vi l�grimas em seus olhos...

e uma mulher n�o chora por quem n�o ama.

Eu disse a verdade, acredite.

Boa sorte.

Apenas lamento nunca t�-lo feito sorrir.

Nunca mesmo.

Matador, est� ventando. Mas n�o � nada.

Com ela assistindo, isso n�o importa.

N�o sejamos ambiciosos.

Os touros de Andaluzia parecem raios!

Matador, est� ventando. �gua!

Ele est� dedicando o touro a voc�.

Saia, senhorita!

Teresita!

Mas encontrar tal mulher implicaria em algo desastroso.

O risco de perd�-la, seria insuport�vel.

Eu n�o ousaria viver.

TEATRO DELLA VALLE: LA MIRAFLORES, A CIGANA

TEATRO DE L'IMPERATRICE: LA MIRAFLORES, A CIGANA

TEATRO DE AMASTERD�: LA MIRAFLORES, A CIGANA

BRUXELAS

TEATRO DE L'OEVRE: LA MIRAFLORES, A CIGANA

Vamos.

Brit�nicos! Pegaram Napole�o, por que n�o o enforcaram?

Agora, ele escapou de Elba e ter�o que recaptur�-lo.

Esse Napole�o � mal para os neg�cios.

Michael!

Alto!

Por favor!

Pensou que este rel�gio fosse meu obitu�rio?

Claro! Os ciganos disseram que era de um ingl�s morto.

E era. Como ia saber que ele era meu ordenan�a?

Coitadinha.

Era para ele morrer, n�o voc�.

Devemos muito a ele.

Hoje, vi uma bela igreja. Ser� que podemos nos casar l�.

O que foi?

O vermelho em minhas m�os e em meu vestido.

� apenas reflexo!

N�o posso me casar com voc�!

Todos que amei morreram em minhas m�os.

- N�o farei isso com voc�. - Pare, Teresa.

Que absurdo! N�o pode se casar comigo por causa do vermelho?

N�o importa o que aconteceu durante nossa separa��o.

Nada aconteceu.

- Aconteceu sim, Michael! - Ent�o, n�o quero saber.

N�o deixe que fantasmas destruam nossa felicidade.

J� a perdemos antes, em Miraflores.

N�o vamos perder de novo!

- Preciso ir. - J�?

�! O baile esta noite! N�o vou conhecer seu tio?

Claro!

Gostar� do Lorde Wellington, o "Duque de Ferro".

- Ele vai se derreter por voc�! - E se ele n�o gostar de mim?

Ora! N�o se preocupe, eu o conhe�o bem.

Estou atrasado. Ele convocou uma reuni�o �s 19:00h.

- Tenho 30 minutos. - Reuni�o?

�! Esqueci-me de lhe contar. Agora sou oficial superior.

Se Napole�o ficar sabendo, ele volta r�pido para Elba.

Consegue correr?

Napole�o, raposa velha.

N�o subestimemos sua ast�cia.

Se soubesse que os despachos chegaram a Blooker.

Despachos para o Duque de Wellington.

Espere l� fora.

Senhores, deteremos Napole�o bem aqui.

Se falharmos...

vamos lutar e derrot�-lo em Waterloo.

- Quando partimos? - � meia-noite.

Vamos tomar um xerez.

- E quanto ao baile de hoje? - O senhor quer cancel�-lo?

Pelo contr�rio. Bruxelas est� cheia de espi�es franceses.

Qualquer indica��o de nossa atividade seria fatal.

O baile deve acontecer normalmente.

Na hora certa, todos os oficiais ser�o notificados.

Partiremos r�pido, sem alarde, para surpreender o inimigo.

Quero lembr�-los da miss�o amanh�.

Sejam moderados e divirtam-se.

Senhores, um brinde.

Ao rei e � vit�ria

Receio que seja melhor em batalha que na dan�a.

- Dan�a bem, general. - Deixo-a em melhores m�os.

Coronel! Entrego-lhe a prisioneira.

Obrigado, senhor.

Procurei-o a noite toda, para apresentar meu "proteg�".

Senhora, a noite toda, s� tomei a��es evasivas.

- Ent�o? - Eu disse que ele a adoraria.

Feliz?

N�o sabia que podia ser t�o feliz.

Vamos l� fora.

- Diga que me ama. - Eu a amo.

� verdade que nada que houve durante esse tempo importa?

Nada importa.

- � agora. - O que houve?

Lamento a intromiss�o. Avise os oficiais que partiremos j�.

- Uma coisa me intriga. - O qu�?

Por que n�o me disse que quando n�o me encontrou...

- voltou e fez seus votos? - Est� brincando?

Se quer que diga que sim, que seja.

Se me ama tanto, por que n�o foi me procurar?

Eu fui. Na noite em que fugi do campo de prisioneiros...

fui ao convento.

Quando a vi l�, quando eu soube...

achei que minha vida tinha acabado.

Mas soube o qu�?

A madre disse que voc� tinha feito os votos.

� t�o estranho.

� dif�cil contar isto.

Vai me achar demente.

Eu estava na igreja, naquela noite.

Pensei t�-la visto de h�bito branco.

Meu querido.

A brutalidade do campo de prisioneiros...

e sua sofrida fuga...

devem t�-lo deixado exausto e delirante.

� verdade. Na noite da fuga, j� estava t�o fraco...

que nem sei como consegui.

Foi tudo sua imagina��o. N�o foi, Michael?

N�o foi?

Claro que foi, querida.

Deve ter sido porque voc� n�o saia da minha mente.

Tudo aquilo me parecia meio irreal.

Seu vale castigado pela seca, a madre me contando...

que a bela est�tua da Madona desaparecera.

A Madona se foi? Essa n�o!

Com licen�a, senhora. Cel. Stuart, estamos prontos.

- J� vou, capit�o. - Sim, senhor.

O que foi? Para onde vai?

N�o sabemos.

Reze por mim.

Entregue nas m�os de Deus. Tudo que podemos fazer � orar.

N�o posso rezar por ele!

Amado Deus...

eu lhe imploro: proteja Michael na batalha...

para que volte a salvo...

n�o para mim...

mas para sua fam�lia...

e para que viva em harmonia e felicidade.

Santo Deus, me ajude! Ajude-me a me redimir.

E, em Sua miseric�rdia, me perdoe.

Pai nosso que estais no C�u...

- Padre! - Sim, minha filha?

Padre, preciso de sua ajuda.

Coronel Stuart!

Mande as baterias cessarem fogo. A cavalaria vai atacar.

Comandantes de pelot�o, cessar fogo!

Cessar fogo!

Primeiro regimento de cavalaria, atacar!

Inacredit�vel!

Gra�as a Deus.

Teresa?

- Teresa, onde est� voc�? - Coronel Stuart?

- Teresa partiu hoje. - Partiu?

Que absurdo! Para onde?

De volta � Espanha. Espere!

Ela n�o quer que voc� a siga.

Ela me procurou por ajuda.

Estava convencida que destru�a todos aqueles que amava.

- E temia por sua vida. - Uma supersti��o boba!

Claro que era. Eu mesmo disse.

Mas ela orou pelo senhor. E parece que foi atendida.

Espere.

Leia isto antes.

"E assim, Michael, meu amado...

pelo amor que me tem, pe�o que me d� for�a e coragem...

para que siga meu rumo.

Eu lhe imploro...

n�o me siga! Deixe-me ir em paz.

Meus pensamentos e preces estar�o sempre com voc�."

"N�o me siga." "Deixe-me ir em paz."

Devia saber.

A todo momento, eu recebia avisos...

mas me recusei a perceber.

Padre...

me ajude a fazer o correto.

Ser� imposs�vel prosseguir, senhor. N�o d� mais.

Sinto muito, pensei que estivesse abandonado.

E est�. Abandonado pelo Senhor e pela Virgem Maria.

- Podemos beber �gua? - N�o serve nem para o cavalo.

Vejo que s�o forasteiros.

Estivemos fora.

- Já faz 4 anos. - 4 anos?

Foi por essa �poca que ela, a Virgem Santa, nos deixou.

Desde ent�o, n�o tivemos mais chuva.

Os campos ficaram �ridos, o gado padeceu e morreu.

Agora, nosso vale morre tamb�m.

- Mas e essas nuvens? - S� que nunca chove.

Dizem que a Virgem se foi de raiva...

porque o povo se afastou de Deus.

Coitadinho. Est� faminto.

Vamos, Flaco.

Adeus, meu amigo.

Meu mais querido amigo.

Perdoe-me.

A seca passou. Gra�as a Deus.

Irm�s, vamos dar gra�as ao Senhor.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.