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Assim termina a hist�ria dos tem�veis Karnstein.
Que Deus nos livre de mais acontecimentos sobrenaturais. Joachim von Hartog.
Em mem�ria de Isabella von Hartog 1775 - 1794
Coloco esta lembran�a nas p�ginas de minha hist�ria.
E o livro se fecha, eu espero, para sempre.
Contarei a hist�ria em detalhes de como minh� irm� morreu.
De como eu, o bar�o Hartog, vinguei sua morte.
Os inimigos que procurava n�o eram simples mortais.
Eram assassinos do al�m morte.
Este castelo em ru�nas, de onde eu observava,
pertencia a fam�lia Karnstein.
�s vezes,
seus esp�ritos sa�am de suas tumbas enferrujadas
e adotavam a forma humana
para perambular pelos campos
em busca de v�timas para saciar suas necessidades,
suas paix�es, sua sede de sangue.
A vezes, cortejavam a v�tima e a saboreavam com prazer.
Outras vezes, a estrangulavam e acabavam com ela em um banquete.
Soube que o espectro ao se saciar,
voltava a sua tumba.
Tamb�m soube que sem a mortalha,
na qual se enterrava e e envolvia o corpo,
n�o haveria noite de repouso para nenhum vampiro.
Meu cora��o palpitava de tanto medo
enquanto observava a criatura procurar ao redor de sua tumba.
Meu corpo quase n�o me obedecia
mas eu desafiei o monstro ou o que seja
a recuperar sua mortalha.
Para acabar com o vampiro
� preciso cravar um estaca no cora��o ou decapit�-lo.
Eu esperei, espada na m�o.
DUCADO DE STIRIA
- Srta. Emma, tem que ir? - Temo que sim.
Nos veremos de novo. Sr. Morton.
- General, que festa encantadora. - Estou contente que tenha gostado.
Obrigado, Laura. Adorei a festa.
Acho que Carl � muito bonito.
Tem que ir mesmo? � cedo ainda.
O volta para casa � longa.
Feliz anivers�rio. Lembre-se que ela vir� para ficar muito em breve.
N�o vejo a hora.
General.
Adeus.
Com licen�a.
Minha querida condessa, que honra.
General Spielsdorf, foi muito am�vel em convidar-nos.
Posso...? Posso apresentar-lhe minha filha, Marcilla?
- Quem �? - Acabaram de se mudar a 5 km daqui.
Onde vivia a baronesa.
Bem, vamos dar as boas vindas, Kurt.
- Dan�a, condessa? - Encantada.
- Carl, te adoro. - O que?
Todos os outros jovens est�o olhando para aquela garota, menos voc�.
Acho que ela gostaria de leva-lo longe de mim.
Te olha fixo.
Que bobagem. Est� te olhando tamb�m.
Com licen�a, general.
M�s not�cias?
- Um amigo meu est� morrendo. - Sinto muito.
Me desculpe sair deste jeito?
H� algo que posso fazer?
Bem, n�o me atrevo pedir-lhe
mas minha filha, Marcilla.
� uma longa viagem.
Devemos galopar a noite toda.
Minha querida condessa, lhe garanto
que ser� um prazer cuidar de tua filha, sim assim desejar.
Ser� uma boa companhia para Laura.
- General, � muito gentil. - N�o � nada.
Vou dizer a Marcilla.
- Sinto muito. - Adeus e tenha uma boa viagem.
Gostou que ela vai ficar conosco?
- Sim, claro, t�o. - Bem.
Aonde ela est�?
Nos deu um bom susto ontem a noite.
Fui dar um passeio.
A propriedade de seu tio � t�o grande que me perdi.
Durante horas. Todo mundo estava te procurando.
E, de repente, apareceu, como por m�gica.
N�o se preocupe comigo.
�s vezes gosto de andar por a� sozinha.
Querida Laura, acho que seremos boas amigas.
J� somos.
- Como voc� � linda. - Est� passando a m�o no meu cabelo,
como Carl sempre faz.
Que aconteceu? Calma.
Era... Era um gato.
Um gato enorme.
Estava me encarando.
Calma. Foi s� um pesadelo.
Volte para cama e durma tranquilamente.
Isso.
Assim.
Desculpe.
N�o foi nada. Mas nos deu um bom susto.
Achei que fosse um ladr�o.
Tente descansar.
Boa noite, querida.
Agora ficar� bem.
Muito bem, obrigado.
Que gritos.
Quase acorda os mortos.
Marcilla deve ter morrido de medo.
- Vamos ver como est�. - Sim.
- Deixe que durma. - Muito bem.
- Boa noite. - Boa noite, senhor.
Preocupa-me, doutor. A menina est� cada vez mais debilitada.
� anemia. N�o come, s� pensa na figura.
� comum entre jovens, lhe garanto. E algumas mais velhas tamb�m.
E estes pesadelos que tem frequentemente...
O corpo se debilita a mente fica mais ativa.
Precisa de ferro, � isso. Verduras, carne.
Algo que reforce o sangue.
Talvez um pouco de vinho do porto, � noite.
Estou feliz de que ache que n�o � grave.
Ficar� bem.
- Voltarei em um ou dois dias. - Ficarei grato.
Adeus, doutor. Obrigado.
Marcilla, � t�o boa comigo.
Juro que morrerei quando se for.
Nunca te deixarei,
minha querida Laura.
Fui � fazenda dos Wollheimer. O est�bulo novo est� pronto.
�timo.
Como est� Laura, Sr.? Posso v�-la?
N�o. N�o estou entendendo.
N�o quer ver ningu�m, exceto...
Sim.
Parece gostar dela.
Mas ficarei contente quando a condessa voltar para busc�-la.
N�o, por favor, n�o.
N�o, v� embora.
Chega. Pare.
N�o, por favor, nao.
Doutor.
Doutor, deve vir imediatamente.
V� cham�-la.
Estar� aqui logo.
Onde diabos est�?
N�o sei, senhor. Seu quarto est� vazio, eu...
Estou aqui.
N�o conseguia dormir.
Fui a capela
rezar.
Podem abrir as cortinas.
J� � dia.
Est� morta.
N�o.
Doutor, por favor, depressa.
N�o.
Pobre Laura.
E o general?
O general saiu, senhor, para visitar um amigo, o bar�o Hartog.
Sim, n�o quis ficar nessa casa. O entendo.
Mademosele Perrodot cuidar� dela.
- Est� tudo bem? - Sim.
- Tem algu�m ferido?
Minha sobrinha.
Minha casa est� perto. Podem descansar um pouco.
N�o, eu preciso continuar minha viagem.
- R�pido. R�pido. - Papai.
Est� em choque. Dever�amos lev�-la para casa conosco.
N�o posso. Meu irm�o morreu. N�o posso me atrasar.
Me chamo Morton.
posso sugerir que sua sobrinha...
Carmilla.
Carmilla ser�a muito bem vinda em nossa casa
- enquanto continua sua viagem. - N�o, � imposs�vel!
Meu filha apreciaria a companhia.
� muito am�vel.
Voc� ficar� conosco!
N�o consigo dizer.
A sobrancelha.
Em alem�o � muito dif�cil.
- Mas voc� deve tentar. - Tentarei amanh�.
Muito bem. Prepare-se para o jantar.
- Seu pai chegar� logo. - Sim.
- Quem �? - Sou eu, Emma.
Entre!
Estes vestidos s�o muito bonitos!
- Pode vestir um se quiser. - Jura!?
Emma, me passe a toalha, por favor.
Sim.
Obrigada.
Seu vestido � muito bonito, mas � para garotas do campo.
Na cidade tem que ser mais sofisticada.
Tem que tirar tudo!
Prove.
- Bom. - N�o se veste por cima do colete.
Arruina a forma.
Nunca vesti algo assim. Me sinto t�o ousada.
O que meu pai diria?
Adoraria, como qualquer homem.
- Acho que n�o vai servir, ficar� grande. - N�o, com certeza n�o.
Vou te mostrar.
Olhe, Carmilla.
O que te disse?
- Vista o outro vestido. - N�o!
Para mim est� pequeno. Deve experimentar.
Toma o outro vestido!
- Quero que experimente. - N�o!
- Toma o outro vestido! - N�o!
- Sim! - N�o!
- Boa noite, Sr. Morton. - Boa noite.
Est� muito bonita.
Obrigada.
- Tinto ou branco, Srta.? - Tinto, por favor.
Emma, querida, o que aconteceu? O que aconteceu?
- Devo ter sonhado. - Sonhado com o qu�?
Um gato grande, estava ali.
Foi um pesadelo.
N�o! Estava com os olhos abertos. Juro que o vi.
Era cinza e grande como um lobo. Tinha os olhos enormes.
Para te ver melhor.
N�o tire sarro de mim.
Desculpe.
Brinquei para que se sinta melhor.
Mas � natural.
Teve um pesadelo acordou e viu um gato.
Um gato grande e cinza!
Est� bem. Olhe. � s� Gustav.
Voc� � um gato malvado, Gustav.
Emma ficou aterrorizada.
Mas mademoiselle Perrodot, n�o era Gustav.
Era um gato enorme! Cinza!
Quer que transforme Gustav em um gato grande e cinza?
L� est�. Est� vendo?
N�o deixe que a imagina��o a domine.
Desculpe.
- Dormir� agora? - Tentarei.
Bem.
O problema com esta parte do mundo � que existem muitos contos de fadas.
Deixei Emma continuar dormindo. Teve outro pesadelo.
Estou come�ando a me preocupar. Todas as noitem tem um.
Est� p�lida e ap�tica. Acho que est� deprimida por causa de Laura.
- Bom dia. - Bom dia.
Terei que ir para Viena hoje.
Mas me avisar� como est�?
Claro.
Por que n�o chama um m�dico?
Um t�nico faria bem, com certeza s�o s� os nervos.
- Estar� a salvo em suas m�os. - Claro.
Cuidarei de Emma. Como se fosse minha pr�pria irm�.
Verei como ela est� antes de ir.
Vou com voc�.
N�o, obrigada. N�o estou com fome.
Estou contente em te ver, senhor. Como voc� est� Emma?
�ltimamente n�o muito bem
Um pouco angustiada, acredito, por causa de Laura.
Vou a Viena em viagem de neg�cios.
Pode ficar de olho enquanto eu estiver fora?
Sim, com certeza, Sr. Sim, posso.
Sei que est� ocupado, mas tente. Esta semana.
- Farei isto, senhor. - Devo ir.
Est� com uma amiga. Assim que voc� tem duas lindas garotas para visitar.
Talvez se recupere logo.
Espero estar boa para quando meu pai voltar.
Claro que sim. N�o � nada, n�o se preocupe.
Tento n�o fazer isto mas tenho esses sonhos horr�veis.
Aconteceu ontem a noite de novo.
Vi...
Veja, Emma,
n�o deixe que sua pr�pria imagina��o te aterrorize.
Suponho que foi o gato de novo.
Sim.
Mas mademoiselle Perrodot,
devo dizer que,
se n�o vejo essas coisas, ent�o estou ficando louca!
N�o fale assim.
Deve ter sido o pobre Gustav outra vez.
Sim, � s� minha imagina��o.
Claro. Agora sente e descanse.
Sua mente � muito f�rtil, � isso.
"Chegando com delicadeza ele,
"cubriu seu lindo rosto de beijos".
Que livro tonto.
Mas � uma hist�ria muito bonita.
N�o gostaria de conhecer um garoto, aposto?
N�o. Nem voc�, espero.
Gostaria de ver um. Deus Carl veio de novo.
- � muito lindo. - Quem?
Carl Ebhardt. O administrador da propriedade do general Spielsdorf.
- Conhece o general? - N�o.
Sua sobrinha era minha melhor amiga. E morreu.
As vezes fala como uma camponesa velha!
Sempre a morte e a trag�dia.
Carmilla, voc� � cruel.
Sabe que n�o gosto.
Desculpe.
- Me perdoa? - N�o. Perdoe a mim.
N�o devia ter sido t�o rude.
Voc� � muito sens�vel.
S� com algumas coisas.
- E com voc�. - Tonta! Por que comigo?
Porque gosto de voc�!
N�o quero que ningu�m nos separe.
Nos separe? O que quer dizer com isso?
Sabe que sempre seremos amigas.
N�o se referia a isto aposto?
Acho que est� com ci�mes!
Por que n�o deveria estar?
Por qu�? Porque n�o � a mesma coisa.
� diferente.
Desejo que me ame pelo resto da vida!
Vamos. J� falaram bastante por esta noite.
Boa noite, Emma.
Boa noite, mademoiselle Perrodot. � muito am�vel.
Carmilla, por que voc� se senta sempre na sombra?
O sol est� muito forte para mim. Me faz mal aos olhos.
Ent�o feche eles. � maravilloso.
Pode-se sentir o calor penetrando.
� como a vida.
A vezes voc� diz cada bobeira...
Basta! Basta!
Que houve?
Nada. S� esse barulho terr�vel.
O funeral? Mas � a filha do lenhador!
Odeio funerais! Odeio!
Para mim parece triste, mas, �s vezes, bonitos.
Voc� vai morrer! Todo mundo vai!
Mas ela era muito jovem.
Est�o acontecendo muitas trag�dias na cidade ultimamente.
A mulher do ferreiro morreu semana passada.
Meu pai disse...
Voc� est� muito alterada.
Est� dizendo um monte de besteiras.
Vamos, vamos para casa.
Abrace-me.
Estou te pedindo, me abrace forte.
"Apertou entre seus bra�os
"e este abra�o selvagem lhe produziu �xtase".
Pronto.
Vamos ler outro cap�tulo. Voc� l� de uma maneira apaixonante.
Amanh�.
N�o v� embora.
Devo ir.
Sinto muito.
Causou de tanto ler.
Talvez.
Deus n�o estou cansada.
De noite nunca estou.
- Fico excitada. - Voc� est�?
Sim, e n�o durmo. � muito dif�cil dormir.
E me sinto mal e cansada durante o dia.
- Sonha? - Sabe que sim.
Sonhos horr�veis,
t�o estranhos e t�o reais.
Me conte.
N�o contei isto a ningu�m. N�o tudo.
N�o posso.
Conte para mim!
Chega um gato,
se senta em frente a minha cama e me olha.
Logo vem para cima de mim.
Eu tento gritar.
Mas minha voz n�o sai.
Se deita em cima de mim,
quente e pesado,
sinto seu p�lo em minha boca.
Me arrepio de medo!
E ent�o...
E ent�o?
Se transforma em voc�.
Em mim!
E voc� ent�o me abra�a e me beija.
De repente, todo est� bem e eu estou muito feliz.
Mas quando voc� me abra�a, sinto uma dor,
como agulhas afiadas me perfurando.
Sinto que a vida se acaba,
como se estivesem tirando meu sangue.
E...
Acordo e grito.
Probre menina.
Sabe que sempre estar� segura enquanto estiver comigo?
Mademoiselle Perrodot, estava ali!
Me mordeu! Veja!
Foi minha culpa.
Dei-lhe um broche. Falei para tomar cuidado.
N�o! N�o! Foi o gato!
Durma.
Todo est� bem agora.
Durma.
Eu tamb�m tenho um.
Veja como os alfinetes s�o afiados?
Sim.
- Deixa eu te dar. - N�o posso aceitar.
Por favor, quero que fique.
Agora ficar� tranquila.
Apague a luz.
Bom dia, Sr. Ebhardt.
Bom dia, mademoiselle.
O Sr. Morton me pediu que viesse ver Emma.
Quando?
Quando foi para Viena.
Emma n�o est�. Foi a um picnic. Estar� fora o dia todo.
- Com sua amiga. - Que amiga?
O Sr. Morton disse que tinha uma amiga em casa.
N�o, n�o h�.
Talvez volte mais tarde. Amanh�?
Amanh� estaremos ocupados.
Volte na semana que vem, Sr. Ebhardt.
Sr. Renton, � a Srta. Emma. Parece muito doente!
Mademoiselle Perrodot sabe disto?
N�o sabe, senhor. Supunha que sim.
Me pediu para trazer uma bandeja.
Muito bem, Gretchin.
- Desculpe, mademoiselle. - Sim, Renton, o que h�?
� a Srta. Emma.
Se me permite o atrevimento, acho que ela precisa ver um m�dico.
Mandarei cham�-lo se achar necess�rio.
Muito bem, mademoiselle.
Lindo. N�o tanto quanto voc�, querida.
J� bebeu mais que suficiente por est� noite.
Tem raz�o.
N�o ficaria bem para um homem na minha posi��o me verem b�bado.
N�o tem problema, enquanto seu patr�o n�o est�.
Eis a quest�o, Kurt. Eis a quest�o.
Ele me deixou cuidando da Srta. Emma e ela est� muito doente.
O que ela tem, Sr. Renton?
Como vou saber? N�o sou m�dico!
Por que aquela vaca n�o me deixou ir busc�-lo?
Gostaria de saber.
Mandarei busc�-lo se achar necess�rio.
Age como se fosse um vampiro!
� s� uma piada!
N�o � isto, por estes lados
tivemos tr�s mortes ultimamente,
nenhuma delas por causas naturais.
S� um grito � noite,
e as encontraram mais p�lidas que a morte.
Mais p�lidas que a morte.
Sangrando.
Meu Deus!
Boa noite, Sr. Renton.
Doutor.
O que houve querida?
Estou morrendo?
Sim.
Viverei at� meu pai chegar?
Talvez.
- Boa noite. - Boa noite.
H� um vento muito frio esta noite, Renton.
Acho que o Sr. Morton n�o est�.
Sim, eu sei. Recebi uma mensagem dele.
Me pediu para vir ver a Srta. Emma.
- Foi voc�, Renton? - Sim.
N�o se sentia bem, mas garanto que n�o � nada.
Ent�o posso ficar mais tranquilo.
- Est� morta? - Ainda n�o, gra�as a Deus.
O que tem a�?
Flores de alho, senhor. Tem um cheiro antis�ptico.
- Tem escutado fofocas? - N�o, senhor.
As doen�as s�o assunto da ci�ncia moderna, n�o da bruxaria.
Sim, senhor.
Tire essas flores imediatamente.
Mademoiselle, � minha paciente pe�o que n�o interfira.
Suponho que lhe far�o bem. Pode trazer mais, Renton?
Sim, senhor.
- Onde est� mademoiselle Perrodot? - N�o sei, senhor.
Muito bem. Asegure-se que n�o incomode a Srta. Emma.
Que uma criada se sente ao seu lado a noite toda.
- Muito bem. - Voltarei pela manh�.
Muito bem, senhor. Mandei chamar o Sr. Morton, senhor.
Bem. Aconte�a o que acontecer ela n�o deve se aproximar da Srta. Emma.
Sim, senhor.
- Boa noite, doutor. - Boa noite.
- Quem te disse para colocar isso a�? - O Sr. Renton.
- Tire tudo. - Mas ele...
Tire!
Sim, mademoiselle.
Lembre-se que eu estou no comando na aus�ncia do Sr. Morton.
Claro.
Por que mandou colocar essas hervas em seu quarto?
Eu n�o, mademoiselle. O doutor.
Sem d�vida estamos de acordo que ele toma conta da paciente.
- Leve de volta, Gretchin. - Senhor...
Leve-as daqui.
Por que n�o leva voc�?
Vamos, Jupiter. Vamos.
Vamos, Jupiter.
O que houve?
Jupiter, volte!
- Bom dia, senhor. - Bom dia. Como est� Emma?
Est� dormindo tranquilamente, senhor.
Se n�o fosse o doutor e esses rem�dios...
� rid�culo.
N�o acredito.
A princ�pio, nem eu, senhor. Mas deixe que o taverneiro lhe conte tudo.
� a volta dos Karnstein.
Daquele castelo em ru�nas? Disse que foram aniquilados.
Sim, Sr. Era o que ach�vamos.
Tinha um jovem nobre cuja irm� fora assassinada por eles.
Este nobre, um tal bar�o Hartog,
entrou no castelo no come�o da noite e esperou.
Viu uma mortalha e soube que sem ela
n�o haveria lugar de repouso para nenhum vampiro.
O bar�n Hartog pegou a mortalha e esperou.
Cortou a cabe�a do vampiro
e colocou o resto nos t�mulos.
Ent�o, como pode estar aqui agora? S�o tolices.
Pe�o que escute. Pense na Srta. Emma.
Se n�o acredita em mim, senhor, pergunte ao general Spielsdorf.
O general Spielsdorf?
O general saiu senhor, para visitar a um amigo, o bar�o Hartog.
Sim, agora me lembro. O general. L� que ele foi.
Onde est� o m�dico? Disse que viria esta manh�.
- Mando busc�-lo? - N�o, eu mesmo irei.
- Gretchin? - Sim, senhorita?
N�o incomode a Mademoiselle Perrodot hoje, por favor.
Est� doente e precisa ficar em seu quarto.
- Sim, Srta. - Como est� a Srta. Emma?
N�o melhorou, mas teve uma noite tranquila.
- Vai entrar para v�-la? - Talvez.
Mas odeio o cheiro dessas flores. Pode tir�-las?
N�o me atrevo. O Sr. Renton disse para n�o remove-las em nenhuma circust�ncia.
- Onde est� o Sr. Renton? - N�o sei, senhorita.
Obrigada, Gretchin.
N�o posso demorar, preciso encontrar o doutor.
O m�dico est� conosco, Sr. Morton.
- O qu�? Onde?? - Aqui.
Viajei muitos kilometros para encontrar o bar�o Hartog.
Estou encantado de ter feito a viagem de volta com ele.
Voc� �, como um cavaleiro ingl�s, Sr. Morton,
n�o se deu conta da necessidade de encontrar estes dem�nios imediatamente
e de acabar com eles.
Ent�o, acha que � verdade esta hist�ria sobre uma fam�lia de vampiros?
Sei que � verdade.
Perguntou onde n�s estamos indo.
Depois de te contar pode ir se desejar.
Nosso destino � o castelo de Karnstein.
Estava decidido vingar a morte de minha irm�.
Sabia da onde sa�ram estes monstros.
E sabia o que fazer para livrar o mundo deles.
Mas, quando fiquei cara a cara, meu corpo parecia paralizado.
Pedi a Deus que me desse coragem.
Mas quando chegou o momento n�o pude me mexer.
Esse momento tem sido meu eterno pesadelo.
O que me salvou foi uma cruz que carregava.
Ao ver a beleza que tinha na minha frente,
senti uma descarga de maldade.
Deus, em sua misericordia, conferiu poder ao meu bra�o.
Era uma mulher?
Uma mulher muito linda.
Obrigado.
Ficarei com a Srta. Emma um pouco.
Sim, senhorita.
- Sim, senhorita? - Pode tirar as flores de alho?
Incomodam a Srta. Emma.
Desculpe, Srta. N�o posso fazer isso, o doutor deixou muito claro.
Que bobeira. Tem um cheiro horr�vel.
N�o gostaria de incomodar a Srta. Emma?
Desculpe, Srta. N�o posso tir�-las.
Por que n�o? Por que est�o l�?
- N�o posso explicar, Srta. - Por que n�o?
N�o sou uma crian�a.
- �s vezes �. - Quando?
� melhor que n�o se aproxime do quarto da Srta. Emma
e fique longe de Mademoiselle Perrodot.
Por que mademoiselle Perrodot?
� uma mulher m�, isso se for humana.
- Quer dizer que...? - Sim.
Ah, n�o!
Todos foram maus em vida
e continuaram sendo maus depois de morrer.
Aquela noite, desenterrei seus corpos um a um.
Cavei at� encontrar seus caix�es e fiz o que tinha que ser feito.
Trabalhei a noite toda
at� ficar t�o cansado que n�o pude cavar mais.
N�o consegui encontrar um caix�o. De uma jovem garota.
Depois dos horrores daquela noite,
n�o pude passar mais um s� momento neste lugar.
Mas aqui est� sua doce e gentil face.
Mircalla.
Marcilla!
Essa garota esta hospedada em minha casa.
Seu nome � Carmilla. E minha filha est� morrendo!
Morton, espere!
Ebhardt conhece cada cent�metro desta floresta.
Chegar� a sua casa na metade do tempo.
Pelo amor de Deus, salve ela!
Essa cruz. Ela est� fazendo marcas no pesco�o dela.
Coloque de volta na caixa.
- N�o est� lhe deixando marcas, Sr. - Faz o que te disse, garota.
N�o. Nada aqui.
Temos que encontrar esse caix�o imediatamente.
E leve as flores.
- Mas voc� mesmo disse... - Fa�a o que digo!
Aqui! Est� aqui.
Nada da mortalha?
Abra o caix�o.
Pode levantar agora.
Acho que estou muito fraca.
N�o. Eu te darei for�a.
- Venha. - Aonde?
Vou te levar comigo.
- Mas meu pai... - Vamos. Depressa.
- N�o est� no caix�o. - Por Deus, onde estar�?
Em qualquer lugar deste castelo.
Mas ainda h� tempo. Duvido que volte.
N�o voltar� at� que tenha se saciado com o sangue de mais uma v�tima.
Como tem certeza?
Os vampiros s�o seres inteligentes.
Sabem quando as for�as do bem est�o unidas contra eles.
Vai querer descansar durante muito tempo em seu caix�o.
Precisamos encontrar essa mortalha.
Venha comigo... � minha casa.
N�o � muito longe daqui. Pode descansar l�.
Me leva com voc�.
Por favor!
Santa M�e de Deus me proteja.
Sagrado Cora��o de Jesus, salve-me.
S� agora posso ver a maldade em seus olhos.
General!
Para a capela.
Segurem as al�as.
Agora.
Eu farei.
Reze para que sua filha esteja viva.
J� que Laura est� morta.
Meu Deus, n�o!
N�o tem outro jeito.
Roguemos a Deus que Stiria tenha se livrado destes dem�nios para sempre.
Acabou. Acabou.
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