All language subtitles for The.Curse.of.Frankenstein.1957.1080p.BluRay.H264.AAC-RARBG

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Original subtitles

H� MAIS DE 100 ANOS, NUMA VILA NAS MONTANHAS DA SU��A...

VIVEU UM HOMEM CUJAS BIZARRAS EXPERI�NCIAS COM OS MORTOS...

TORNARAM-SE UMA LENDA. ELA AINDA � CONTADA COM HORROR...

EM TODO O MUNDO. � A LENDA SOBRE...

"A MALDI��O DE FRANKENSTEIN"

- Ajude-nos, padre, ajude-nos! - Queremos comida!

- Est�o nos matando de fome. - Foi preso, padre?

O homem est� delirando.

Tem certeza de que quer ficar a s�s com ele?

Visita para o senhor, bar�o Frankenstein.

Se precisar de algo, estarei l� fora.

Disseram-me que queria me ver.

Quer conforto espiritual, meu filho? � isso?

Guarde seu conforto espiritual para aqueles que precisam.

Eu o chamei porque n�o me ocorreu mais ningu�m.

As pessoas confiam no senhor.

Ouvem o que diz a elas.

Agora ou�a-me. E, quando eu terminar, conte-lhes tudo.

Assim, talvez acreditem em mim.

- Preciso dizer que... - Eu preciso falar, apenas ou�a!

Desculpe. Se pensa que minha palavra tem alguma autoridade, est� enganado.

Talvez seja melhor n�o dizer o que considera t�o importante.

- Fique aqui! - Tire suas m�os de mim.

- Diga que vai ficar. - Quer que eu chame o guarda?

Pe�o desculpas. Por favor, sente-se.

Eu j� pedi desculpas. N�o vou mais perder a calma.

Como quiser.

A menos que eu possa convenc�-lo...

de que o que vou lhe contar � a absoluta verdade...

dentro de uma hora, estarei morto.

- J� disse que eu... - Talvez o senhor entenda!

� melhor come�ar do princ�pio.

Quando tudo come�ou?

Suponho que tenha sido na escola, quando menino.

Sempre tive um intelecto brilhante.

Aquele velho tolo que nos ensinava conseguia enganar os outros...

mas o que ele sabia?

Ele ensinava a mesma porcaria h� 3O anos...

e acho que n�o tinha lido um �nico livro nos �ltimos 2O anos.

Quando a minha m�e morreu, herdei a fortuna dos Frankenstein.

Isso permitiu que eu come�asse o trabalho que sempre desejei.

Victor, querido...

� o �ltimo membro restante da fam�lia Frankenstein.

Sei que saber� se portar...

de maneira que sua pobre m�e se orgulhe de voc�.

Farei o melhor poss�vel, tio. Obrigado.

Grato a todos por terem vindo.

Adeus.

Por que queria me ver, tia Sofia?

� um assunto delicado, Victor. Eu...

Trata-se do dinheiro que minha m�e lhe enviava?

N�o precisa se preocupar. Vai continuar recebendo.

� um bom menino, Victor. Sua pobre m�e se orgulharia...

- Sim, sim. - Elizabeth, agrade�a ao seu primo.

- N�o h� necessidade. - Vamos, Elizabeth. Diga" obrigada".

Obrigada.

Ela � uma boa menina. Vai crescer e ser uma boa mo�a, voc� vai ver.

- Tenho certeza disso. - E vai dar uma �tima esposa.

- Adeus. - Bem, adeus.

No primeiro dia do m�s, sua m�e costumava...

- Compreendo. Farei o mesmo. - Obrigada.

Bom dia. Esta � a casa da fam�lia Frankenstein?

�, sim.

Sou Paul Krempe. Tenho um encontro com o bar�o Frankenstein.

Deve ser Victor. Serei o seu tutor.

Compreendo.

Mas ainda n�o est� confirmado.

Pensei que fosse apenas uma entrevista para decidirmos...

se � adequado para o cargo.

Sim, mas tenho me correspondido com o bar�o, e ele pareceu satisfeito...

...com minhas qualifica��es. - Ele pareceu mesmo, n�o?

- Imaginei que quisesse me conhecer. - Deve ter sido isso.

- Quer dizer ao seu pai que cheguei? - Meu pai est� morto.

- Isso � rid�culo. Tenho uma carta... - Ele morreu h� 1O anos.

Fui eu quem solicitou um tutor. Fui eu que lhe escrevi.

Ent�o, � o bar�o?

- Desde que eu tinha 5 anos. - E quer um tutor para o seu filho?

Achei que me pouparia ter de dar explica��es em uma carta.

J� � dif�cil pessoalmente.

Mas n�o vejo como isso possa fazer alguma diferen�a.

Foi chamado para ser meu tutor mediante aprova��o do bar�o.

Ficar� com o cargo. Ser� pago conforme o combinado.

Por quem?

Pelo bar�o. Sou bem rico.

Ainda quer o emprego?

Ficarei honrado, Sr. Bar�o.

Minha opini�o sobre Paul confirmou-se rapidamente.

Ele tornou-se um tutor admir�vel.

Em dois anos, aprendi tudo o que ele tinha para ensinar...

mas continuamos juntos, desvendando o desconhecido.

Investigando, pesquisando, buscando, sempre buscando...

at� que gradualmente a pesquisa assumiu uma �nica dire��o...

e, para este fim, concentramos todas as nossas energias.

Foram anos de trabalho incans�vel para descobrir o que procur�vamos.

Ent�o, uma noite...

longe dos olhos e ouvidos dos demais na casa...

nossos esfor�os foram recompensados.

Paul, ele est� vivo.

Paul, conseguimos!

Paul, conseguimos!

Houve um espa�o entre a rea��o card�aca e os primeiros sinais de vida.

O tempo necess�rio para que o cora��o fizesse o sangue...

circular por todo o corpo.

Se pud�ssemos retardar ou prolongar o tempo...

no qual o corpo est� aparentemente morto enquanto o cora��o est� vivo...

ter�amos um corpo vivo s� com a presen�a de uma centelha de vida.

Pense no que isso representa nos casos de grandes cirurgias.

Poder�amos salvar centenas de vidas.

Reduzir o choque ao m�nimo, sem perda de sangue.

Victor, a Federa��o M�dica vai se reunir no m�s que vem em Berna.

Podemos preparar os pap�is?

Poder�amos.

- Mas n�o vamos. - Por que n�o?

Haver� outro encontro s� no ano que vem. Por que esperar tanto?

Precisamos esperar.

O que fizemos at� agora n�o � nada comparado ao que vamos fazer.

N�s apenas come�amos. S� abrimos uma porta.

Agora precisamos atravess�-la e ver o que h� al�m dela.

N�o percebe, Paul? Descobrimos a fonte da vida...

e a usamos para fazer uma criatura reviver.

Foi uma tremenda descoberta, mas devemos ainda manter segredo.

Precisamos passar para o pr�ximo est�gio.

Restitu�mos a vida onde ela tinha sido extinta.

N�o � mais suficiente trazer os mortos de volta � vida.

Precisamos criar desde o princ�pio. Criar nossa pr�pria criatura...

a partir do nada.

Como? Do que est� falando?

Esque�a o todo. Precisamos tomar as partes...

membros, �rg�os, e ent�o devemos criar.

Criar o qu�?

A coisa mais complexa para o homem:

o pr�prio homem.

Precisamos criar um ser humano com um f�sico perfeito...

m�os de artista e c�rebro de g�nio. Podemos faz�-lo, n�o v�?

N�o. O que est� dizendo � bobagem, � revoltar-se contra a natureza.

- Algo assim s� pode acabar mal. - Qual o problema?

N�o demonstrou nenhum escr�pulo at� agora.

Quanto � revolta contra a natureza, j� n�o tivemos sucesso nisso?

N�o se diz que a morte � para sempre?

Ainda assim, reconstitu�mos a vida.

Temos na palma das m�os segredos que nunca antes foram imaginados.

Onde a natureza colocou barreiras para confinar o homem...

conseguimos atravessar.

- Nada pode nos deter agora! - O que voc� quer fazer?

Primeiro, precisamos de uma moldura, do corpo.

Na semana passada, enforcaram um assaltante em Engelstadt.

Ele aterrorizou a redondeza por meses. Como exemplo aos demais...

seu corpo ainda est� exposto na sa�da da cidade.

Vai ficar pendurado l� at� apodrecer...

ou at� ser roubado.

Os p�ssaros n�o perderam tempo.

Os olhos...

Metade da cabe�a j� foi comida.

O que vai fazer?

Tirar a cabe�a. N�o preciso mesmo dela.

Est� no �cido. Em poucos minutos, n�o haver� nenhum rastro dela.

Paul, pode me ajudar com as roupas dele?

Olhe para estas m�os.

Parecem garras. N�o me admira ele ter sido ladr�o.

Com m�os assim, ele n�o poderia ter sido outra coisa.

Exceto, talvez, um gorila.

Acho que n�o devemos continuar com isso.

Devemos esperar e apresentar nossas descobertas � Federa��o.

- Se algo der errado... - J� sei.

- O qu�? - Cuida de tudo na minha aus�ncia?

- Aonde vai? - Se eu partir esta noite, retornarei...

...amanh� � noite. Farei isso. - Victor!

Sim, Paul, o que foi?

- O que tem em mente? Para onde vai? - Para onde?

Vou me ausentar um pouco. Conto tudo quando voltar.

Melhor n�o tocar no nosso amigo. Deixe-o descansar em paz...

enquanto pode. Vamos comer um pouco, estou com fome.

Pensei que fosse o amo.

N�o, ele ainda n�o voltou, Justine.

Ele vir� tarde para jantar, senhor?

N�o sei, ele n�o disse.

Ele chegou, senhor.

Boa noite. O bar�o Frankenstein me aguarda. Posso entrar?

Precisarei de ajuda com minha bagagem.

- Bagagem? - Sim, vim para ficar.

Desculpe, mas o bar�o n�o nos disse nada.

Mas deveria. Escrevi para ele h� algumas semanas.

Victor, como estou feliz em v�-lo.

- Receio que haja um engano. - Engano?

- N�o recebeu minha carta? - N�o sou Victor, sou Paul Krempe.

Oh, Paul Krempe. Desculpe.

- N�o vejo Victor h� tanto tempo. - Agora que sabe quem eu sou...

por que n�o me diz quem �?

Sou Elizabeth, prima de Victor. Ele n�o lhe falou sobre mim?

N�o, n�o falou.

E ser� severamente repreendido por isso quando voltar.

- Oh, ele est� fora? - Deve regressar a qualquer momento.

N�o devemos ter que esperar muito.

Vai ficar muito tempo conosco?

Vim para morar aqui.

- Este ser� o meu lar. - Viver aqui? Mas...

Paul, eu...

- Elizabeth! - Victor.

Elizabeth.

Recebi sua carta. Sinto muito sobre sua m�e.

Como vai, querida? A criada vai lev�-la ao seu quarto.

Paul, venha ver o que eu trouxe. Elizabeth, nos vemos no jantar.

- Sim, mas... - Paul, venha.

Como ele disse, nos veremos no jantar.

Tranque a porta, Paul. Venha ver isso.

O que acha delas? J� viu algo t�o lindo?

As m�os de Bardello.

- As m�os do maior escultor do mundo. - Onde as conseguiu?

Em Leipzig. Soube que Bardello morreu l� na semana passada.

- S� precisei de um pequeno suborno. - Sabe o que isso significa?

Significa que nosso amigo ter� as melhores m�os...

...que algu�m j� possuiu. - Me referia � chegada de sua prima.

N�o podemos continuar com nossa experi�ncia. N�o aqui.

- Do que est� falando? - De Elizabeth. Ela pode descobrir.

E se descobrir? Qual o perigo?

Ela � jovem, Victor.

Sua mente pode ser incapaz de absorver tal choque.

Certo! Voc� n�o pode ver o horror do que est� fazendo.

No come�o, eu estava cego.

E agora?

Quando esteve fora, decidi que n�o posso continuar com isso.

Espero poder convenc�-lo de que tenho raz�o e mudar sua opini�o.

Nunca conseguir�, Paul. Em seis meses...

se orgulhar� de participar desse feito. Ser� t�o famoso quanto eu.

Famoso n�o, Victor, infame! N�o vou mais ajud�-lo.

Eu lhe imploro! Desista, se n�o por voc�, pela garota.

Est� perdendo tempo, Paul.

Ajude-me a implantar essas m�os. Vamos ver se elas servem.

Voc� n�o entende? N�o vou mais te ajudar.

E vou tentar fazer Elizabeth sair daqui.

Elizabeth n�o vai embora, Paul.

Se n�o vai mesmo me ajudar...

gostaria que me deixasse sozinho. Tenho trabalho a fazer.

N�o vou descer para o jantar. D� minhas desculpas a Elizabeth.

- Precisa de algo mais? - N�o, obrigado, isso � tudo.

Muito bem, senhor.

Vou levar o jantar do amo agora.

Deixe do lado de fora.

Claro, Sr. Krempe, eu sempre deixo.

Quer o seu caf� puro ou com leite, Paul?

Elizabeth...

n�o a conhe�o muito bem, mas quero que fa�a algo por mim.

Sim?

- V� embora daqui. - Embora?

Deixe esta casa imediatamente, e n�o volte nunca mais.

� imposs�vel. Por que me pede isso?

N�o posso explicar, mas n�o estar� segura aqui.

Segura?

- Victor vai ficar aqui, n�o vai? - Oh, sim. Victor vai ficar.

- Ent�o n�o vejo... - Meu pedido � por causa de Victor.

Ele est� fazendo experi�ncias que podem ser muito perigosas.

Que tipo de experi�ncias?

- Voc� n�o entenderia. - Entenderia, sim. Tenho certeza.

Por favor, me conte.

Acredite, n�o posso contar nada. Contaria, se pudesse.

Ent�o terei de perguntar ao Victor. Se vou me casar com ele...

...tenho o direito de saber. - Casar?

Claro, estamos noivos. Ele n�o lhe contou?

Como pode estar noiva de algu�m que nem mesmo conhece?

Foi um acordo entre Victor e minha m�e.

Que absurdo. N�o pode honrar um acordo desse tipo.

Minha m�e e eu depend�amos inteiramente de Victor.

Ter�amos passado fome sem ele.

Agora, talvez, voc� compreenda.

Compreendo que esteja confundindo gratid�o com afeto.

N�o tem o direito de falar comigo desse jeito. Como ousa?

Desculpe. � um assunto s� seu, e eu n�o tenho nada com isso.

Ainda acho que deve partir. Acredite, � para seu pr�prio bem.

N�o posso imaginar por que me faria um pedido t�o tolo.

N�o � um pedido.

� uma exig�ncia. N�o deve permanecer aqui.

Talvez devamos deixar Victor decidir isso.

Afinal, esta � a casa dele. Ou esqueceu-se disso?

N�o, n�o me esqueci.

Desculpe. Acho que n�o deveria ter falado com voc� desse jeito.

Sinto muito tamb�m.

Perdi a calma. Por favor, me desculpe.

Sinceramente, Paul...

s� porque foi um acordo feito h� anos...

n�o � motivo para n�o me casar com Victor.

Eu sempre desejei isso. Ele, tamb�m.

- Victor... - Quantas vezes eu lhe disse?

- Bar�o, ent�o. Sr. Bar�o. - Assim � melhor.

Quanto tempo isso vai continuar?

Encontros assim em corredores escuros.

Fazendo amor em segredo.

Quando vai se casar comigo?

Como tem tanta certeza de que vou me casar com voc�?

Porque me prometeu. E por causa disso.

" Herr" bar�o Victor...

essa mulher...

o que ela est� fazendo aqui?

- Est� com ci�me? - N�o.

Sim.

Sim, estou com ci�me.

Ela n�o � sua amante?

- Se eu achasse que fosse... - Ao contr�rio, Justine.

Ela vai ser sua patroa.

Ser� seu dever servir minha prima Elizabeth.

E atender todas as suas necessidades assim como atende �s minhas.

- De outra maneira, � claro. - � claro.

Victor, n�o vai viajar de novo, n�o �?

Receio que sim. Volto amanh� � noite.

Elizabeth...

qual o problema?

Estou desapontada. Vejo voc� t�o pouco.

E tem as despesas da casa.

Voc� deveria chec�-las comigo.

Isso ser� tarefa sua, e estou certo de que vai cuidar disso muito bem.

Mas gostaria que visse. Quero que me ajude com isso.

Logo vai querer me ajudar em minhas experi�ncias.

E gostaria. Gostaria de ajud�-lo mais do que tudo no mundo.

Quem sabe, querida, talvez voc� ajude.

Um dia.

Preciso ir. Preciso comprar alguns materiais.

Materiais para o meu trabalho.

NECROT�RIO MUNICIPAL

E ent�o?

- Aqui est�o, senhor. - Cuidado.

N�o � comum consegui-los perfeitos, senhor.

Os olhos geralmente s�o os que v�o primeiro.

- O que acha, senhor? - Eles v�o servir.

O pre�o � dez, n�o �?

- Cada. - O par.

O par. Exatamente como disse.

- Quem �? - Paul.

Estou indo.

Entre, Paul.

Queria me ver?

Faz muito tempo que n�o vem aqui. O que houve?

- Sabe que � sempre bem-vindo. - Eu disse que n�o o ajudaria mais.

Nesse caso, por que continua a morar aqui?

� claro, est� preocupado com Elizabeth, n�o �?

O que voc� quer?

N�o acha dif�cil ficar � dist�ncia...

s� imaginando o que eu estou fazendo?

Sem saber se estou me saindo bem?

Decidi deix�-lo ver meu progresso.

Assim, pode julgar por si mesmo se tive �xito ou n�o.

S� me falta um est�gio, venha ver.

O que acha?

� horr�vel!

Paul, as fei��es n�o s�o importantes.

O que importa � que estou criando um ser que ir� viver e respirar.

Assim que as cicatrizes curarem, n�o vai ficar t�o feio.

Victor, eu lhe suplico.

Pare o que est� fazendo antes que seja tarde demais.

E o que estou fazendo? N�o fa�o mal a ningu�m.

S� roubo alguns t�mulos. Que m�dico ou cientista n�o faz isso?

De que outro jeito aprenderemos a complexidade do homem?

Os m�dicos roubam para o bem da humanidade.

Isso s� pode acabar em algo maligno.

Por que diz isso?

Admito que ele n�o seja especialmente bonito no momento.

Os tra�os da face s�o formados pelo que est� por tr�s do rosto...

no c�rebro.

Uma mente benevolente, e o rosto assume caracter�sticas da bondade.

Uma mente diab�lica, um rosto diab�lico. Por isso...

o c�rebro de um g�nio ser� usado.

Quando o c�rebro come�ar a funcionar dentro desta moldura...

a face e suas caracter�sticas assumir�o sabedoria e compreens�o.

Eu disse que s� me faltava um est�gio: o c�rebro.

O c�rebro de um intelecto superior.

Uma vida inteira de conhecimento na bagagem.

Imagine.

Minha criatura nascer� com o conhecimento de uma vida inteira.

Victor! De onde vem esse c�rebro?

Eu vou consegui-lo.

- Aqui, professor. - Trate-me por voc�.

Sua hospitalidade � generosa, meu caro bar�o.

Ao contr�rio, professor Bernstein, n�s que agradecemos sua presen�a.

Quando Victor me disse que viria, fiquei muito feliz.

A senhorita me honra, Srta. Elizabeth.

N�o apenas pelo senhor se hospedar aqui conosco, mas porque...

sua presen�a no jantar assegurou a presen�a de Victor tamb�m.

Elizabeth acha que eu passo tempo demais no meu laborat�rio.

Fica l� trancado por horas, professor. N�o come nem dorme.

Acho que o mundo seria muito melhor sem pesquisa.

Pelo menos, o meu mundo seria.

Ela pode ter raz�o, bar�o.

Passamos grande parte de nossas vidas trancados em salas sombrias...

na busca de verdades obscuras.

Procurando, pesquisando...

at� que se fica velho demais para aproveitar a vida.

Viu s�, Victor? O professor est� do meu lado.

Voc� me desaponta, professor.

Agora Elizabeth vai cit�-lo quando quiser que eu deixe o trabalho...

...e passe todo meu tempo com ela. - Isso mesmo.

Eu direi: "Victor, voc� � s� um cientista. N�o lhe darei ouvidos.

Como foi dito pelo maior c�rebro da Europa, deixe o seu laborat�rio...

e venha ver o sol comigo."

Mulheres, professor. Como distorcem nossas palavras...

para que sirvam aos seus pr�prios interesses.

Ela s� ficar� feliz quando eu abandonar meu trabalho.

O mundo est� preparado para as revela��es dos cientistas?

H� uma grande diferen�a em saber como as coisas s�o...

e saber como usar o conhecimento para o bem da humanidade.

O problema dos cientistas como n�s...

� que nos cansamos de nossas descobertas muito rapidamente.

N�s as passamos para pessoas que n�o est�o preparadas para elas...

enquanto nos embrenhamos novamente na escurid�o da ignor�ncia...

buscando outras descobertas...

que ser�o mal utilizadas da mesma maneira, quando chegar a hora.

N�o � t�o ruim assim. Tamb�m quer que desistamos da pesquisa?

Boa noite.

Paul, que bom que chegou a tempo de conhecer o Prof. Bernstein.

- Professor Bernstein? - Sim, o pr�prio.

Deixe-me apresentar meu amigo Paul Krempe.

- Boa noite, senhor. - Como vai?

O professor vai ficar aqui esta noite.

� um prazer conhec�-lo. N�o sabia que tamanha honra me aguardava.

Pensamos que s� voltasse amanh� cedo.

Achei melhor voltar logo.

Ouvi muito a seu respeito do bar�o Frankenstein.

Espero que possamos conversar pela manh�.

Ser� um prazer.

- Acho que cansamos o professor. - N�o, n�o.

Aproveitei cada minuto desta noite agrad�vel.

Mas a idade tem seu pre�o.

- Boa noite, senhorita. - Boa noite, professor. Durma bem.

- Boa noite, senhor. - Boa noite.

- Eu o acompanho at� o quarto. - Obrigado.

� uma grande honra receb�-lo.

Fico muito agradecido.

Sabe, eu sou sozinho no mundo.

E ser convidado � casa de algu�m...

especialmente um lar como este, com um ambiente t�o maravilhoso...

...� algo precioso para mim. - � muito gentil, senhor.

Gostaria de lhe mostrar um quadro antes de ir se deitar.

� aquele no topo da escada.

Foi comprado por meu pai e retrata uma das primeiras opera��es.

Se der um passo atr�s, ver� melhor.

Cuidado, professor! Cuidado!

Bar�o Frankenstein...

estou certo de que expresso o sentimento de todos n�s...

ao dizer o quanto apreciamos sua gentileza e considera��o...

permitindo que o corpo de nosso pobre colega...

seja enterrado no jazigo de sua fam�lia.

Como sabe, o Prof. Bernstein n�o tinha parentes vivos.

Era o m�nimo que eu podia fazer. Ele era meu h�spede.

Eu sabia que o encontraria aqui.

Foi muito inteligente de sua parte.

- Agora que me encontrou, o que quer? - Voc� matou o velho, n�o foi?

Matou, e agora est� mutilando o seu corpo.

Mutilando? Removi o c�rebro. N�o tem nada a ver com mutila��o.

N�o posso provar que o matou, mas posso impedir que use seu c�rebro.

Por qu�? N�o ter� mais utilidade para ele.

- D�-me isso! - N�o seja tolo! Cuidado!

Vai estragar!

Saia daqui, deixe-me sozinho! Saia daqui!

Droga! Se voc� estragou...

Quem �?

O que houve, Paul?

Vim lhe implorar que deixe esta casa.

- Do que est� falando? Ir embora? - Agora.

Neste instante. Antes que seja tarde demais.

J� conversamos sobre isso.

N�o compreende que est� correndo um s�rio risco?

O que Victor est� fazendo � perigoso para todos n�s.

Ent�o por que voc� ficou? N�o o est� mais ajudando.

Direi por que fiquei. Para n�o deix�-la sozinha com ele.

Acredite. Est� enganado sobre ele.

Estou?

- Tem de estar. - Como sabe?

J� esteve no laborat�rio dele? N�o.

N�o pode nem imaginar as coisas horr�veis que ele est� fazendo.

O que est� tentando me dizer? Que Victor est� perturbado? Louco?

Nem perturbado nem louco. Apenas ele � t�o dedicado ao trabalho...

que n�o consegue ver suas terr�veis consequ�ncias.

Elizabeth...

n�o suporto a id�ia de que algo possa lhe acontecer.

Farei qualquer coisa para n�o ferir nenhum de voc�s, mas...

Victor est� t�o envolvido com suas experi�ncias...

Paul, por favor.

Por favor, saia daqui.

Quero que me ajude.

Deve estar louco.

O aparelho foi constru�do para ser operado por duas pessoas. Sabe disso.

Pensei que pudesse oper�-lo sozinho, mas n�o posso.

Fico feliz.

Significa que suas experi�ncias n�o ter�o �xito.

Voc� vai me ajudar, Paul, n�o importa o que diga.

Se me ajudar, Paul, prometo que depois de provar minhas teorias...

...vou me livrar da criatura. - Quanto tempo vai levar?

Um m�s, dois no m�ximo.

E ter aquela coisa viva l� em cima? N�o, Victor!

Se n�o me ajudar, Paul, ent�o n�o farei tal promessa.

Vou fazer tudo sozinho, de alguma forma.

Mesmo que seja dif�cil, eu o farei.

Ap�s conseguir, introduzirei Elizabeth � ci�ncia e verei o que ela acha.

- Voc� n�o ousaria! - N�o h� nada mais importante...

do que ter sucesso nesta experi�ncia. Trabalhei por isso toda a minha vida.

Certo, Victor.

Vou ajud�-lo.

Victor!

Consegui, Paul.

Essa coisa precisa ser destru�da antes de recobrar a consci�ncia.

Est� me ouvindo, Victor?

- O que disse? - Precisa destruir essa coisa agora!

Paul, n�o percebe? Eu consegui!

Sim, quase conseguiu ser morto!

- Mais dez segundos e voc�... - � minha cria��o.

Sim, um lun�tico criminoso. Ele tentou mat�-lo.

� o c�rebro. Quando voc� me atacou, danificou o c�rebro.

Isso foi culpa sua, Paul.

Por culpa sua ele n�o � o que eu planejei que seria.

Posso consertar o c�rebro.

O que eu fiz � o que importa. Criei um ser.

- Prometeu destru�-lo. - Quando tiver terminado a pesquisa.

- N�o percebe que criou um monstro? - Isso n�o importa.

Vou operar o c�rebro amanh�. N�o deve demorar.

Muito bem, Victor. Adeus.

Paul! Paul!

- Paul, ele sumiu! - Ele o qu�?

Procurei em toda a casa. S� Deus sabe aonde ele foi.

- � verdade. Precisamos encontr�-lo. - Vou at� a cidade buscar ajuda.

N�o, eu mando uma mensagem. Temos de encontr�-lo antes que v� longe.

Se ele entrar no bosque, nunca o encontraremos.

Encontro voc� l� embaixo.

Espere, garoto. Vai r�pido demais para o seu av�.

Sente aqui ent�o, vov�.

- Onde? - Aqui.

Posso ir sozinho agora. N�o � longe.

Obrigado, filho.

- Tome cuidado. V�. - Sim, vov�.

Foi r�pido demais. N�o pode ter pego nenhum.

Qual o problema?

N�o sabe o caminho? Estou aqui, filho.

Perdi minha bengala. Ajude-me a encontr�-la.

Est� quieto. O gato comeu sua l�ngua?

Quem � voc�?

Diga quem � voc�.

O que quer de mim? N�o v� que sou apenas um velho cego?

N�o tenho nada.

N�o posso fazer mal a voc�.

Algu�m me ajude! Socorro!

Vov�!

Vov�!

Olhe, ele deve ter parado aqui.

Onde voc� marcou com os moradores da cidade?

Na margem sul do rio. Disse que os encontrar�amos l� em meia hora.

Bem, o rastro dele � f�cil de achar.

N�o, Paul!

- Voc� atira bem! - Fiz o que tinha de ser feito.

- Vamos enterr�-lo antes que venham. - Eles n�o vir�o.

- Eu n�o mandei a mensagem. - Seu maluco!

Arriscou s� n�s dois contra essa coisa?

- Poder�amos ter sido mortos. - Poder�amos. Mas n�o fomos.

Agora ele est� morto, n�o importa mais.

- Acabou. Espero que esteja satisfeito. - Satisfeito por chegarmos a tempo...

de deter esse monstro antes que fosse tarde demais.

Se � o que quis dizer.

Acho que nunca o perdoarei pelo que fez. Nunca.

- Quem est� a�? - Sou eu. Paul.

Um minuto.

- O que �? - Estou indo embora.

- Mando buscar minhas coisas logo. - Como quiser, Paul.

- Para onde vai? O que vai fazer? - N�o tenho id�ia.

N�o � mais necess�rio que eu permane�a aqui.

O que quer dizer com " necess�rio"?

� claro, por Elizabeth. Ficou para proteg�-la.

Bem, fez o que pretendia fazer. Pode ir com a consci�ncia limpa.

Vou dar-lhe vida de novo.

- Justine, pode servir o jantar. - S� um minuto.

� verdade?

Como disse?

Vai se casar com... aquela mulher?

- Est� se esquecendo de sua posi��o? - Prometeu casar-se comigo.

N�o me esqueci disso.

Eu, sim.

N�o ria de mim.

- Pare! Pare ou eu... - O qu�?

- O que vai fazer? - Vou matar voc�.

Sua tola est�pida! Achou mesmo que eu me casaria com voc�?

- Est� me machucando! - Volte para o seu trabalho!

Mas vai se casar comigo. Precisa casar.

Vou ter um filho.

Desde quando?

Isso n�o importa. � verdade, s� isso.

Por que me escolher para pai? Pegue qualquer homem na cidade.

Qualquer um pode ser o verdadeiro pai.

Ela n�o vai achar isso. N�o quando eu contar a ela.

E vou contar sobre o que anda fazendo no seu laborat�rio.

E depois vou contar �s autoridades.

Contar o qu�?

Sei o bastante, se quiser contar.

- O que voc� sabe? - N�o gostaria disso, n�o �?

Bem, se n�o casar comigo, eu conto.

Conta o qu�?

Sabe do que eu estou falando.

Provas, querida. � nisso que as autoridades v�o se interessar.

Provas.

- Quero-a fora daqui amanh� cedo. - Conseguirei as provas.

Espere e ver�. Eu conseguirei.

Pode me passar a marmelada?

Obrigado.

Victor?

Estive pensando em Justine.

Faz uma semana que ela foi embora, e ainda n�o nos mandou not�cias.

Disse para n�o se preocupar.

Ela deve ter fugido com algum namorado da cidade.

Ela sempre foi uma sonhadora.

Como v�o indo os convites do casamento?

- J� obteve confirma��es? - Sim, v�rias.

- Victor. - Sim, querida?

Convidei Paul para o casamento. Afinal, voc�s foram t�o amigos.

Desculpe se fiz mal.

Ele ainda n�o aceitou o convite, ent�o...

talvez ele n�o venha.

Espero que venha, sim.

H� algo que eu gostaria que ele visse.

� noiva e ao noivo.

Ao feliz casal.

�s damas de companhia.

- O que est� balbuciando? - Estava s� ensaiando meu discurso.

� s� amanh�, depois do casamento.

Sim, eu sei, querida, mas essas coisas levam tempo.

Venha.

- Vamos para casa. - J�?

Vamos.

Gra�as a Deus eles se foram. Tenho trabalho a fazer l� em cima.

Mas � v�spera de nosso casamento.

Ora, vamos, Elizabeth. N�o somos dois jovens sentimentais.

Posso subir e ver voc� trabalhando no laborat�rio?

N�o, querida. Ainda n�o. Mas ser� muito em breve.

Eu prometo.

� uma pena que Paul n�o tenha vindo.

- Deixe isso para amanh�, Ellen. - Sim, Srta. Elizabeth.

Boa noite. Sou o Sr. Krempe. O bar�o e a Srta. Elizabeth est�o?

- Sim. - Paul!

- Paul, que maravilha rev�-lo! - Elizabeth!

- Pensamos que n�o viesse. - Voc� est� linda.

- E Victor? - Est� no laborat�rio.

Ele praticamente mora l� nas �ltimas semanas.

- O que est� fazendo? - Como se eu soubesse.

Eu nunca saberei o que se passa naquele laborat�rio.

� claro, me esqueci.

Ele ficar� contente em ver voc�, porque ontem ele disse...

que gostaria que voc� viesse, porque quer mostrar-lhe algo.

- Entendo. - Suba e lhe fa�a uma surpresa.

Farei isso.

- Quem est� a�? - Paul.

Paul?

Paul.

Ainda tranca a porta. Isso � necess�rio?

Pode ver por si mesmo em um instante.

Elizabeth disse que tem algo para me mostrar.

Sim.

Sim, Paul, eu tenho.

Comecei a cirurgia do c�rebro, Paul.

N�o tem nada a dizer?

- Ent�o, ele n�o morreu. - Morreu, sim.

Ou melhor, a vida deixou de existir nesse corpo. Mas n�o se esque�a...

fui eu que a coloquei ali. Foi f�cil restaur�-la.

Espere, Paul. Quero lhe mostrar algo mais.

- J� vi o bastante. - Espere, Paul!

Veja isso.

Levante!

Vamos, levante!

Isso mesmo.

Agora venha aqui.

Venha.

Venha aqui!

Sente-se.

Sente-se.

Sente-se!

� essa sua criatura de intelecto superior?

O seu ser fisicamente perfeito, esse animal!

Pergunte-lhe algo sobre f�sica avan�ada.

O c�rebro dele tem a experi�ncia de uma vida, deve ser f�cil para ele.

Posso lhe dizer uma coisa, Paul?

Esse � o resultado do seu trabalho, tanto quanto do meu.

Oh, sim. Eu lhe dei a vida. Coloquei um c�rebro em sua cabe�a.

Escolhi um bom c�rebro, um c�rebro brilhante.

Mas voc� o estragou. Colocou uma bala nele!

� tudo culpa sua, Paul.

Entende? Culpa sua!

Sim, eu entendo.

Mas n�o vai vencer, Paul. E sabe por qu�?

Porque eu vou continuar.

Se n�o cur�-lo com a cirurgia, vou conseguir um outro c�rebro.

E outro. E outro.

N�o, Victor. N�o vai, n�o.

Paul, o que vai fazer?

Paul, o que vai fazer?

Pelo seu bem, e para proteger Elizabeth, fiquei calado at� agora.

Agora, vou �s autoridades pedir que eles destruam essa criatura.

Vai pagar por suas atrocidades!

N�o!

Paul, aonde vai?

Paul, espere um pouco!

Paul! O que vai ganhar com isso?

- � t�o respons�vel quanto eu. - N�o tenho nada com isso h� meses.

Ou�a! Tenho algo a lhe dizer.

Quem est� a�?

Estou avisando: se contar �s autoridades...

Elizabeth ser� a primeira a sofrer.

Victor! No telhado!

- Precisamos subir l�. - N�o desta vez. Vou buscar ajuda.

Elizabeth. Volte!

Para tr�s. Para tr�s!

N�o! N�o!

Afaste-se de mim!

O trabalho de toda uma vida, destru�do!

Destru�do em um momento.

Pelas mesmas m�os que lhe deram vida.

Em meia hora, n�o restou nada dele.

E esta � a minha hist�ria. Foi isso que aconteceu.

N�o acredita em mim, n�o �?

Precisa acreditar. Est� ouvindo?

Visita para voc�, Frankenstein. "Herr" Krempe. Vai receb�-lo?

Sim! Sabia que Paul n�o iria me abandonar.

Ele vai dizer que � verdade. Ele sabe.

Ele vai dizer que � verdade!

Ele vai receb�-lo.

Sabia que Paul n�o me decepcionaria. Ele tem sido um bom amigo.

Ele vai provar que tudo o que eu disse � verdade. Ele sabe.

Paul! Paul!

Meu querido amigo, Paul!

Paul!

Paul, meu amigo, conte a eles, Paul.

- Contar o que, Victor? - Sobre ele. Sobre a criatura que fiz.

Conte a eles. Foi o �nico que viu, al�m de mim e Justine.

A mo�a que voc� matou.

N�o matei. � o que estou dizendo. Foi ele.

- Ele a matou. - Quem?

- Quem matou, Victor? - A criatura que eu fiz.

Voc� sabe. O homem. Conte a eles.

N�o! N�o, Paul!

Paul, precisa contar a eles.

Voc� sabe o que vai acontecer. S� voc� pode me salvar.

Precisa contar a eles.

Paul, eu fa�o voc� falar!

Precisa contar a eles!

Precisa contar a eles, Paul!

Desculpe, Paul, mas precisa contar a eles.

Precisa me salvar, Paul.

Precisa me salvar!

N�o h� nada que possamos fazer por ele agora.

Venha, eu a levo para casa.

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