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UMA S�RIE DE ANIME NETFLIX
Esses jovens ac�litos veneram uma fase da Lua
e acham que, por serem novos, deveriam ser os favoritos de Selemene.
Eles deveriam se colocar em seu lugar. Eu sei qual � o meu.
O qu�? N�o me sinto amea�ada.
Que a lua crescente esteja convosco, irm�.
Ela est� muito brilhante?
Sagan! Komi!
N�o volto de m�os vazias.
-Viu? -Flores de l�tus de Mene!
� para l� que voc� foi?
-Fazer isto? -O qu�?
-Como voc� -Eu as encontrei. Em uma po�a d'�gua.
-No Bosque de Noiteprata. -Bosque de Noiteprata?
-Como voc� entrou? -Como voc� saiu?
-A flor tem um cheiro estranho. -E voc� fez isso sozinha.
Foi necess�rio.
-Algu�m tinha que fazer. -Por causa de uma hist�ria.
O Bosque de Noiteprata � real.
As flores de l�tus s�o reais. Eu vi o lar. Nosso verdadeiro lar.
E, com elas, nos guiarei de volta pra l�.
Vamos retom�-lo, pois � nosso. Como a hist�ria diz.
Voc� � louca. Mas eu te amo.
-E senti sua falta. -Todos n�s sentimos.
Agora n�o.
Agora eu preciso encontr�-lo.
CAP�TULO 3 TERRA ESTRANHA
Me d� um motivo, qualquer um, para eu n�o te matar.
Eu vi isso acontecer todas as noites na semana passada,
e todas as noites eu me fa�o essa pergunta.
-Mas voc� n�o me mata. -N�o.
N�o paro de ter pesadelos.
-Pesadelos? -Os drag�es. Estou ouvindo as vozes deles.
-Est�o por toda parte. -Os que voc� matou.
N�o, todos eles. Todos os drag�es.
S�o apenas palavras e m�sica.
Como se cantassem uns para os outros. Para mim.
Sobre o que voc� disse que viu na caverna.
Talvez.
� estranho, n�o entendo.
Mas eles est�o dentro de mim, e n�o sei como det�-los.
-Al�m de acordar. -Al�m disso.
-Ser� assim at� eu chegar � Fortaleza. -Chegaremos ao S�bio at� o fim da semana.
Talvez ele ajude.
H� mil anos, nas profundezas do Bosque de Noiteprata,
o Sol fechou os olhos dela, e a Lua virou sangue.
-Doeu? -Isso a enfraqueceu.
Mene, a Deusa da Lua.
Sim. Agora escute.
A noite ficou vermelha,
e Selemene aprisionou a nossa deusa nas sombras.
-Selemene, a Deusa da Lua Sombria. -Mene ainda est� dentro das sombras?
-Est�, sim. -Ela consegue sair?
Por que Selemene fez isso?
Selemene queria ser venerada pelos Corielt�uvos.
Ela puniu qualquer um que n�o a chamasse de deusa.
Mas alguns elfos oraram para ela?
-Selemene? -Alguns, sim. Alguns ainda oram.
-Mas ela � m�. -� assim que o mal funciona �s vezes.
Mas�
Selemene baniu todos que n�o a veneravam
e os mandou para longe do Bosque,
aos cantos mais escuros do mundo.
Nossa verdadeira deusa partiu deste mundo,
mas veneramos Mene diariamente, para que ela volte a n�s um dia.
Louvada seja a lua de Mene.
Mas se Mene est� morta, como ela voltar�?
Por meio da cren�a. Da venera��o. O que � divino jamais morre.
Vejam, Mene deixou um presente para n�s no Templo.
-Suas flores de l�tus m�gicas. -Presentes?
Mas elas s�o apenas flores.
Flores especiais. Ela dedicou sua vida �s flores
para que retornasse quando ele as colocasse na terra.
Quem � "ele"?
Ele � um homem com conhecimentos e poderes espetaculares.
Um feiticeiro.
-Ele tem nome? -N�o.
Ele mora em uma torre milagrosa
que fica no vale das montanhas mais altas.
� para l� que eu vou e as levarei para ele.
Os presentes.
Voc� trar� Mene de volta. Voc� nos levar� pra casa.
N�o quero ir pra casa. Quero ouvir mais da hist�ria.
N�o se preocupe. Ainda h� muita coisa para contar.
Ent�o voc� ir� mesmo atr�s desse homem?
-Voc� n�o vai. -Todos ouvimos as hist�rias, mas voc�
-� como se voc� as vivesse. -Todos n�s as vivemos.
N�o � o bastante.
Voc� saiu sem falar nada da �ltima vez e voltou com aquelas flores.
Agora est� partindo de novo e quer que a sigamos sem falar nada.
Precisa nos deixar participar.
Precisamos saber.
-As hist�rias. Como tem tanta certeza? -Isto.
� por isso. Consigo fazer isto. E isto.
Agora fique igual a mim.
Posso fazer parecer que eu nunca estive aqui.
-Devia ter nos contado. -Contar o qu�? Que sou uma aberra��o?
Voc�s me olhariam do mesmo jeito?
As hist�rias dizem que os sacerdotes e guerreiros de Mene faziam isso.
Mas Mene se foi. Ela morreu.
Ou talvez alguma parte dela continue por a�.
-E ela me escolheu. -N�o.
Mene nos escolheu.
Esquerda.
Aquela trilha durar� mais uma semana. Esta aqui reduzir� dias da nossa jornada.
Sim, ser� mais r�pido. Se n�o nos matar.
J� viajei por estas trilhas. N�o tomarei a direita.
-E com a tempestade a caminho� -Me arriscarei na mais r�pida.
Gelo adiante.
-Quanto falta at� o sop�? -Tempo de mais.
-Vamos esperar o pior passar. -Esperar?
N�o vou passar uma noite com voc� aqui.
Voc� devia ter pensado nisso em Haupstadt.
-Eu poderia t�-lo deixado com os guardas. -Justo.
Est� escorregadio.
Vamos nos amarrar uns aos outros. Ao Sagan.
O peso dele nos aguentar�.
Mirana!
Segure-se em mim!
Sou eu. Estou muito pesada.
Vamos conseguir.
O que est� fazendo, Mirana? N�o!
Mirana!
Marci!
Davion!
Algu�m?
-Estou vendo. Eu disse a voc�s. -Est� vendo o qu�?
A torre. Bem ali, entre os dois picos.
-N�o vejo nada. -Est� l� embaixo. Confie em mim.
-O feiticeiro. -Como nas hist�rias.
Ol�?
-Este lugar � -Grande.
Eu ia dizer vazio.
-Grande e vazio. -Por aqui. Eu acho.
Grande, vazio e estranho.
O que � isso?
Dyfed? Adara?
-Idwal? -Diga seu nome.
-Fymryn, do Enclave Enxara. -Como encontrou a minha torre?
Ela se destaca no vale.
-Mas como? Como voc� a viu? -Seria dif�cil n�o a ver.
Em mil anos, ningu�m a encontrou.
-E voc� simplesmente a viu. -Sim. Como eu disse.
Voc�
Voc� � ele?
Eu trouxe isto. As flores de l�tus.
Foram colhidas no Templo do Bosque de Noiteprata.
Fiz o que disseram que jamais poderia ser feito.
-Voc� � uma ladra. Nada mais. -Mas eu�
Eu fiz tudo o que a hist�ria manda, e agora�
Agora, voc� pode ir.
Nossa verdadeira deusa vive nessas flores.
Mene mora nelas. Aceite-as, por favor. Traga-a de volta.
Hist�rias s�o hist�rias.
Os mortos est�o mortos. Ningu�m pode mudar isso.
-Nem mesmo eu posso mudar isso. -Eu invadi o Templo.
Arrisquei tudo para chegar aqui. N�o pode terminar assim.
Pelo seu inc�modo.
Cochi!
Voc� est� a salvo.
Em um segundo est�vamos l�, e, no seguinte, est�vamos aqui.
Menos voc�. Estou t�o aliviada!
-Estou muito enjoado. N�o vamos repetir. -Dev�amos ter ouvido voc�.
-O que n�s vimos. O que encontramos� -Nada.
-N�o encontramos nada. -Vimos maravilhas.
Eu fracassei.
Isso n�o � surpresa.
Mene.
Davion?
Ol�!
Pela luz sagrada da Lua.
Perdoe-me, deusa. Eu fracassei. Agora eu sei.
Mas eu juro que isso n�o se repetir�.
Por favor. Eu n�o sou nada sem voc�. Ningu�m �.
Por favor. Eu s�
Eu quero ir pra casa.
N�o posso voltar pra casa?
Eu amo voc�.
� voc�.
-N�o reparou nos olhos? -Reparei.
Mas o nariz dela � igual ao seu.
Sorria pra mim.
Tem um peda�o de coelho nos dentes.
-Bem ali. -Tem algo estranho aqui.
Sobre voc� e esta moeda.
As duas s�o lindas. Venere conosco. Daremos nosso amor � deusa.
-Amem-na juntos. -Amem-na juntos.
Mirana. Voc� se esqueceu de mim.
Mirana.
Lembre-se.
Sabemos o que querem.
O retorno da sua Senhora das Trevas. Mene.
Mene, que mergulharia o mundo em trevas infinitas.
Hoje n�o.
Me d� as flores de l�tus
ou mandarei todos voc�s ao abra�o morto dela.
N�o est�o conosco. Elas se foram.
O que voc� fez?
-As flores de l�tus. Agora. -Pare, por favor. N�o est�o comigo.
Est� mentindo. Que insensato�
Voc� os matou! Os matou por nada!
-As flores se foram! -As flores ou a sua cabe�a. Voc� escolhe.
-Eu j� disse que n�o est�o comigo! -Ent�o ser� a cabe�a.
A velha hist�ria terminou.
Escreveremos uma nova juntos.
N�o pergunte. S� beba.
-Voc� me salvou. -Eu retribu� um favor.
Dois favores. Termine.
H� um Reduto de Cavaleiros a alguns quil�metros daqui.
Seguiremos viagem pela manh�.
Acha que aguenta outra noite comigo?
-Isso � um n�o ou um sim? -Eu�
Eu vi coisas. Na caverna. Na neve.
-Sim. Grande, feio, mau h�lito. -N�o. Pior. Pessoas.
Pessoas que se transformaram em criaturas monstruosas por�
N�o sei. Foram pessoas que matamos l�.
Ou costumavam ser.
E voc� acha que � isso que eu sou.
-O que me tornarei. -N�o, � o contr�rio.
Voc� se tornou algo que n�o sei nomear.
Um dem�nio, um drag�o, quem sabe? Mas, no fundo, continua sendo voc�.
Eu ainda vejo voc�.
Me proteja enquanto durmo.
H� monstros por a�.
BASEADA NO JOGO DOTA 2, DA VALVE
Legendas: Rafael Magiolino
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