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UMA SÉRIE DE ANIME NETFLIX
Não é seguro andar por aqui à noite, amigo.
É bom demais para falar comigo?
Ei, você não parece bem.
Aonde pensa que vai?
Se passar por aqui, terá que pagar.
Eu fico com a espada.
Cai fora! A espada é minha.
Não ficará feliz quando acordar, Davion, o Cavaleiro Dragão.
Mas você sobreviverá.
Sagan, não.
CAPÍTULO 2 PRINCESA DE COISA NENHUMA
Não se preocupe, ele não ia te devorar.
É o sangue.
Minha presa. Eu tinha um colar. Onde está? Meu colar de presa de dragão. Você viu?
Você está como o encontramos.
Agora, por favor, cubra-se.
Espere. É você.
Princesa.
Você acordou.
Agora que está acordado, tenho uma pergunta.
De quem é esse sangue?
Não me lembro. Acho que é meu.
Talvez não todo ele.
-O que houve com suas roupas? -São duas perguntas.
-Não estou vendo sua amiguinha. -Foi caçar.
Sinto muito pela perda do colar.
-Foi um presente? -Não exatamente.
Qual é sua última lembrança?
Uma toca.
Uma caverna.
Um dragão.
O dragão ancião que mencionou?
Ancivorme. Eu me lembro de dois.
Está confuso. Não faz sentido. Por que teria dois?
-Acho que estão mortos. -Então matou dois desses Ancivormes.
-Sozinho? -Não.
Tinha mais alguma coisa lá. Tenho certeza.
O que foi isso?
O jantar.
As únicas pessoas que vi atirar tão bem tinham orelhas pontudas.
-Conhece os Corieltáuvos? -Conheci alguns elfos.
Mas você, seu arco, o gato… Você é do Bosque de Noiteprata.
-Não mais. -E é uma princesa.
-Cuide da sua vida. -Pelo menos me dê um nome.
Para agradecer por salvar minha vida.
Vamos, você sabe o meu.
E viu todos os meus segredos.
Mirana.
Mirana. Tem minha gratidão.
Lá está. Haupstadt.
Sagan. Chagu.
-Ainda está se sentindo mal? -Estou bem.
-Deve ser algo que comi. -Suspeitando da comida da Marci?
Eu nem sonharia.
Conheço uma taverna perto do mercado. O dono me deve um favor.
Não acho que ele sirva Geleiras Devastadas Brancas,
mas posso conseguir abrigo.
-Tudo bem. -É o mínimo que posso fazer.
Além disso, pelo que me lembro, "de graça" é tudo o que conseguem pagar.
Está bem.
Vai ser bom dormir em uma cama de verdade, para variar.
Está meio caída agora.
Davion. É você?
Está mais coberto do que na última vez que te vi.
-Oi, linda. -Me paga uma bebida, amor?
A viagem foi longa e preciso acomodar minhas amigas.
-Outra noite. -Uma noite que nunca vai esquecer.
-E quem era aquela mulher encantadora? -Não faço ideia.
Pelas anáguas de Nyctasha, é você!
Ergam seus copos, infelizes.
Este é Davion, o Cavaleiro Dragão, em carne e osso.
-Caramba! -Salve.
-Precisamos de um quarto. -Dois quartos.
E de algumas roupas.
Acho que perdi as minhas.
Tudo por você. Por aqui.
Kaden.
Um dos maiores Cavaleiros Dragão de todos os tempos.
Eu o conheci quando era escudeiro na Fortaleza do Dragão. Enchi o copo dele.
-Ele me achou "muito promissor". -Que emocionante!
É o único cavaleiro que matou todos os oito tipos de dragão.
-É uma lenda. -Quantos tipos você já matou?
-Cinco. -Bem, uma hora você chega lá.
Minha melhor suíte. Fiquem à vontade.
-Não vamos ficar aqui. -A mais barata fica nos fundos.
Mas acho que esta vai servir.
Tem certeza de que deveria beber?
-Não parece bem. -Por isso estou bebendo.
Querem alguma coisa?
-É por conta da casa. -Só uma informação.
Procuramos o Mercado Clandestino.
O que mulheres decentes iriam querer em um lugar como aquele?
-É assunto particular. -Não quis ofender.
Fica na Estrada do Rei, na cidade alta, perto da praça principal.
-Não tem erro. -Permitam-me acompanhá-las.
A cidade não é segura à noite.
Você sabe impressionar uma dama.
-Aquilo estava na sua barriga? Como? -Não sei.
Que porra é essa? Você vomitou este anel?
Isto era de um amigo meu. Um irmão.
Foi encontrado na estrada, estraçalhado, com mais cinco irmãos meus.
-Você fez isso! -Não.
Encontraram armadura de dragão ao redor dos corpos.
-"Davion, o Cavaleiro Dragão." -Não é possível!
Selvagem! Canibal do caralho!
Amanhã. Ao meio-dia.
Meus irmãos e eu vamos te pegar.
Você está morto. Está me ouvindo? É um homem morto!
Estou farejando o seu medo.
Você só precisa me deixar entrar.
Você acordou. Como se sente?
Como se tivesse passado do jeito errado pelo cu de um dragão.
E existe um jeito certo?
Antigo remédio de família. Beba tudo.
Suas amigas foram ao Mercado Clandestino.
Eu disse que esperassem por você, mas elas insistiram.
Tenho a sensação de que elas sabem se cuidar.
-Preciso que se retire. -Por um pouco de sangue e vômito?
Este lugar já viu coisa bem pior.
É o Deeb e os amigos dele.
Se encontrarem você aqui, vão incendiar o lugar e me matar.
-Além disso, eles são bons fregueses. -Já entendi.
Você tem uma espada ou algo assim para me emprestar?
-Não vai brigar com eles. -Com as próprias mãos, se for preciso.
-Não é a minha preferência. -Você é louco.
Meu nome significa algo.
Não fujo de feras nem de homens.
Mesmo que sejam seus fregueses.
Boa sorte, então.
Se sobreviver, penduro seu retrato na parede.
Não era o que eu esperava.
-Posso ajudá-las, senhoras? -Nikdo.
Me mandaram perguntar por ele.
Entendi. Armas não são permitidas.
Queiram me acompanhar.
O mestre Nikdo estará aqui em breve.
Eu sou o Nikdo.
-E você é? -Vim atrás de informações.
Me disseram que talvez você saiba o paradeiro de artefatos raros.
Sei de muitas coisas.
Mas essas informações têm um preço.
Sou a preferida de Selemene.
Ela o recompensará bastante se você me ajudar.
Sei disso acima de tudo.
Você?
Temos uma oferta melhor do que bugigangas e promessas vazias.
Eu apresento Mirana, que já foi Princesa da Lua,
Princesa do Sol, e agora é princesa de coisa nenhuma.
Eu encontro coisas preciosas para os ricos.
Um cliente meu é do Comando de Hélio.
Seu tio. E ele quer muito você.
Eu devia ter deixado os aldeões te matarem.
-Provavelmente. A muda é sua. -Levem-nas lá para baixo.
Soube que se meteu em encrenca.
Nada que um aço afiado não resolva.
-O que posso ganhar com isto? -Está louco?
-Não vou tocar nisso. -Derreta tudo.
O ouro vale cem coroas, fácil.
Não vale a minha vida. Guarde isso e vá embora.
Estou em apuros aqui.
Pode me ajudar? Sabe quem eu sou. Sabe que vou pagar.
Eu sei quem você é e quem quer que você morra,
e acho que não me darei bem ao cobrar essa dívida.
-Desculpe, Davion. É dinheiro ou nada. -Não tenho como ganhar dinheiro.
O Estreito está aí se tiver o que apostar.
-Carne fresca, é? Nada mau. -Esta não está à venda.
Pode levar a pequena por 50 coroas.
-Faça o que quiser com ela. -Eu dou 40.
Essa magrela não vai durar uma semana lá em cima.
Quarenta e cinco. Ela é bem delicada para uma criada.
Fechado.
Diga adeus à sua criada, princesa.
Embora eu ouse dizer que seu destino não será mais agradável.
Preocupe-se mais com o seu bem-estar. Seus homens não me desarmaram.
Vou quebrar você ao meio.
Vim pedir informações sobre minhas flores de lótus.
Me diga onde encontrá-las.
-Ou explique para ela. -O mercador. Fale com o mercador.
-Onde? -No Poleiro da Gralha.
Se alguma mercadoria assim passar por Candoness, ele saberá.
Ele sabe.
E ele saberá de você, Princesa de Coisa Nenhuma.
-Exilada! Capacho da usurpadora. -Você acha coisas perdidas e preciosas.
Tente achar os seus dentes. Vamos.
Façam suas apostas, rolem os dados!
-Cinco no porco! -Vinte no javali.
-Nunca vai vencer, garoto! -Cinco contra.
-Cinco na banca. -Dez contra.
-Vamos! -Que a gente vença!
-Sim! -Cachorro!
Você perdeu!
-Merda. -Abram espaço para quem tem dinheiro.
-Homem morto. -Vou pagar as bebidas hoje.
Me disseram que pode localizar certos artefatos de grande importância.
Depende do artefato e da importância paga.
-Flores de lótus do Templo de Mene. -Não negocio coisas roubadas.
Uma princesa do Bosque de Noiteprata também não deveria, exilada ou não.
As flores foram roubadas. Pretendo recuperá-las.
Pode me ajudar?
Não posso recusar uma emissária de Selemene.
Mas receio que ninguém as tenha colocado à venda.
Talvez um conhecido meu possa ajudá-la.
-Quem? -Um sábio.
Ele fica na torre dele, num vale ao sul dos Montes Quebrados.
Vai precisar disto para vê-lo.
Por favor.
Prefiro que me pague na mesma moeda algum dia, princesa,
que pode ser mais que uma princesa.
Negócio fechado?
-Cavaleiro Dragão. -Princesa.
-Achou o que queria? -Vou achar.
Não duvido.
-Você está horrível. -Eu me sinto horrível.
Precisa descansar, se recuperar.
-Não posso, vou encontrar uns amigos. -Aqueles bandidos.
-Vão te matar nesse estado. -Essa é uma possibilidade real.
Você não tem arma. Não tem aliados.
Não é vergonha desistir de uma luta sem sentido.
Vamos aos Montes Quebrados. Você também deveria. Venha conosco.
Não vou fugir de uma luta. Nem mesmo desta.
Meu nome significa algo para mim, para meus irmãos da Fortaleza.
-Desonrar a mim mesmo os desonra. -Idiota.
Corajoso, mas idiota.
Boa sorte, Cavaleiro Dragão.
Sagan. Venha!
Não me olhe assim.
O que quer que eu faça? Não sou a mesma de antes.
Não ouviu? Sou a "Princesa de Coisa Nenhuma".
Esse é o filho da puta.
É verdade? Você é o filho da puta?
Isso não precisa ir tão longe.
Peça desculpas, e poderemos seguir nossos caminhos em paz.
Só lamento por não poder matá-lo mais de uma vez.
-Você está com uma coisa minha. -Também terei sua cabeça.
Não tão rápido, rapazes! Façam render.
Eu quero o anel…
Venham encontrar sua morte.
Marci?
Pela doce luz da Lua…
Piedade!
Não me mate, por favor! Eu imploro!
Eu imploro!
Eu mato monstros!
Pessoas, não! Eu não sou isso!
Eu não sou isso! Não posso ser isso!
Davion.
O que eu fiz?
O que eu sou?
Você vem conosco.
Ou se arrisque com eles.
Estão indo aos Montes Quebrados.
Sim. Para ver um sábio que mora lá.
É no caminho da Fortaleza. Podemos viajar juntos.
Eu entenderia se recusasse.
Sou do Bosque de Noiteprata.
Encontrar pessoas destruídas e ajudá-las…
É o que fazemos. Podemos viajar juntos.
Esse seu sábio…
Acha que ele sabe algo sobre dragões?
Fymryn.
-Você está ferida. -Não é nada.
Não volto de mãos vazias. Viu?
Flores de lótus de Mene!
BASEADA NO JOGO DOTA 2, DA VALVE
Legendas: Aline Leoncio
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