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DESEJO OBCENO
Eu encontrei Andrea na It�lia, durante as f�rias.
Nunca pensei em amar um homem em t�o pouco tempo.
Hoje nos casamos.
Lembro que foi um dia muito feliz.
Andrea falava muito da sua vila que h� muito n�o visitava.
� para onde estamos indo.
Sinto que para mim come�ou uma vida nova.
Muito diferente da minha tranquila cidade no Oregon.
Estou um pouco ansiosa, mas tenho certeza que passar� logo.
Aqui estamos n�s, querida. Esse � o lugar.
Espero que goste.
Ent�o o que acha?
Vamos.
O que houve?
Oh, � voc� Giovanni. Onde esteve?
Me desculpe senhor.
Pobre Michele, ele morreu hoje.
N�o sabia como ia avis�-lo.
Tudo bem, Giovanni. V� pegar as bagagens.
E leve-as para cima
Me perdoe querida.
Esta n�o era a recep��o que esperava para voc�.
Infelizmente a morte � uma fatalidade imprevis�vel.
Quem � aquele homem?
Giovanni � o jardineiro.
� o �nico empregado que temos.
Est� cansada.
Tente descansar. Amanh� ser� um novo dia.
Boa noite.
O que est� dizendo?
N�o me deixe sozinha.
Amanda, n�o posso agir diferente.
Michele era mais que um empregado.
- Ele viveu nesta casa por mais de meio s�culo... - Sim, mas...
Ele me viu nascer.
Me queria muito bem.
E eu a ele.
Boa noite querida.
Mas...
Voc� precisa de uma mulher aqui.
H� muito trabalho para o lugar ficar apresent�vel.
Podemos contratar algu�m para ajudar no servi�o?
Contratar nos dias de hoje � quase imposs�vel.
- Bem, vamos tentar. Vamos? - Sim.
Giovanni parece muito velho.
Qual a sua idade?
N�o sei.
Quando eu nasci ele j� estava aqui. E era velho.
- Vamos entrar, sinto frio. - Est� bem.
Andrea! Andrea!
Bom dia.
S�o flores do jardim.
O senhor me pediu para colh�-las para voc�.
Obrigada. Sabe onde ele est�?
Em seu est�dio.
Est� bem.
- Obrigada pelas flores. - Que flores?
Venha aqui.
O que houve Andrea?
Por que n�o fala?
Acha que n�o posso entender?
� o que pensa?
N�o sei dar uma explica��o.
Nem mesmo uma desculpa.
Eu te amo, te desejo.
Mas no momento estou preso em um terror irracional.
N�o � f�cil explicar.
Talvez sentimento de culpa.
Sinto como se te contaminasse
com algo sujo que carrego dentro de mim.
Um peso grande que trago na consci�ncia.
N�o sei o que �.
Fique tranquilo, querido.
N�o crie problemas que n�o existem.
Sou sua mulher. Estou do seu lado.
Vou te ajudar.
� uma crise que passa.
Tudo voltar� ao normal.
O importante � que te amo muito.
Te agrade�o. Te agrade�o muito.
Tchau.
- Amanda, me perdoe... - Do qu�?
Preciso passar as noites no meu est�dio.
Devo superar sozinho, essa crise.
Tente me entender.
Eu te entendo.
- Bom dia. - Bom dia.
Preciso comprar umas coisas.
� nova por aqui?
- Eu sou a Sra. Orsomandi. - Do que precisa?
Um monte de coisas. Aqui est� a lista.
Poderia colocar tudo no meu carro?
A Sra. Orsomandi Allbruck � americana?
Sim, porqu�? Me conhece?
Ouvi falar. Sou americano tamb�m.
Estranho encontrar um americano neste lugar.
Estou aqui por acaso. E voc�?
Motivo matrimonial.
E eu por motivo profissional.
- Me chamo Peter Clark. - E eu Amanda.
- Em que trabalha? - Antropologia.
Bem, tenho que ir agora. Bom dia.
Bom dia. Espero v�-la de novo.
Voc� me assustou.
Oi delicia, vamos indo?
Devemos nos apresentar?
N�o importa. O que dir�o as pessoas?
Bom dia Sra. Orsomandi.
Bom dia. Como vai? Entre!
- Essa � minha casa. - Eu a conhe�o.
Verdade?
Sim, � parte da pesquisa que estou fazendo.
Que tipo de pesquisa?
Demoraria muito para explicar.
Estou pesquisando antigas lendas.
N�o acredito em lendas.
� um ponto de vista.
As lendas s�o o produto do homem.
De qualquer modo tem as suas raz�es.
N�o sou muito...chegada
a esse tipo de coisa. Mas � muito interessante.
- Vamos ter ocasi�o de falar, espero. - Com certeza.
Bem, tenho que ir Amanda.
- Posso cham�-la assim? - Claro.
- Ent�o at� mais, Amanda. - Adeus. - Te vejo em breve.
- Senhora, senhora, por favor ou�a. - O que houve Giovanni?
A Sra n�o deve falar com aquele homem.
Voc� vai me proibir?
Oh, senhora, desculpe. N�o me entenda mal.
Mas tem que ficar longe desse homem.
� um conselho de um pobre velho.
Quando precisar dos seus conselhos. Voc� vai saber.
� voc� senhora?
Escutei alguns ru�dos. N�o imaginava que era voc�.
Nunca se sabe...
O que � isso?
A faca, senhora?
- � manchada de sangue. - Sangue?
� quando corta um coelho, senhora.
Por que fica no escuro mesmo sendo de dia?
Eu sou um velho.
E quando entro em casa a escurid�o descansa meus olhos.
N�o � de hoje que meu patr�o n�o me honra com
sua presen�a na minha casa.
Me desculpa.
Al�? � voc� Rachele?
Sim, o ch�o � claro.
Sem estranhos.
Havia apenas Michele, o mordomo.
Mas era muito velho e eu o ajudei a morrer.
Sim, mas tem que vir logo. � muito perigoso.
Muito.
Sim, Amanda conheceu essa pessoa.
Se encontraram. Conversaram.
Sim, venha. Depressa!
Bom dia Amanda.
Posso oferecer um caf� para minha conterr�nea?
Sim, obrigada. Com prazer.
Dois caf�s, por favor.
Como vai a vida?
Bem. � um periodo que estou um pouco nervosa.
A vida e a mentalidade s�o um pouco diferente.
Eu poderia dizer que seu mundo � um pouco restrito.
E o seu marido?
Meu marido? � muito ocupado.
- Tamb�m tem seus problemas. - Entendo.
Obrigada.
Por que n�o vai me visitar qualquer hora?
Gostaria de conhec�-lo
N�o falta vontade.
Mas n�o serei bem recebido.
Como sabe disso?
Talvez conhe�a esse lugar um pouco melhor que voc�.
Estou fazendo um estudo sobre antigas casas da regi�o.
Incluindo a do seu marido.
Outra raz�o para me visitar, n�o acha?
Outra raz�o para ficar prudentemente longe.
Essas fam�lias s�o mais ciumentas do seu passado
do que do seu presente.
Acho Giovanni um pouco estranho.
Por qu�?
Eu ia te falar qualquer dia.
Estava no emp�rio outro dia e conheci...
Al�?
Ah, finalmente!
Que surpresa. Pensei que tinha sumido.
Estou bem, e voc�?
Claro, com grande prazer.
Eu te espero, certo.
Tenho um monte de coisas para dizer. E uma surpresa.
N�o vou antecipar. De acordo. Venha r�pido.
Tchau, tchau.
Quem era?
Rachele. Eles vir�o nos visitar. Gosta da ideia?
N�o quero ningu�m nesta casa.
Ningu�m, entendeu?
Mas Rachele e seu marido s�o seus amigos.
Voc� me apresentou a eles.
Ter� que se habituar a uma nova presen�a.
Que quer dizer?
� simples... Estou gr�vida.
Al�?
N�o.. Mas quem est� procurando?
Mas n�o tem ningu�m aqui, estou lhe dizendo que n�o h� ningu�m, mas...
Quem est� no telefone?
N�o sei senhora. Deve ter sido algu�m que n�o conhe�o.
Al�? Quem fala?
Oh � voc�, Sr. Clark.
Te explico mais tarde.
Por que n�o vem me visitar? Podemos beber alguma coisa. Conversar.
Se Maom� n�o for � montanha, a montanha deve ir a Maom�.
Te vejo no lugar de sempre.
Sim, obrigada por telefonar.
E desculpe pelo equ�voco. At� logo.
Al�m do fato de que n�o quero que escute meus telefonemas.
E lembre-se. N�o tolero que trate mal meus amigos. Em nenhuma ocasi�o.
Agora pode ir.
Salve!
E agora o que ser�? � de poucas palavras, n�?
N�o, espere! Espere!
Espere, sou boa sabe...
Fa�o qualquer coisa. Eu fa�o tudo.
Espere! Quer me ver nua? Olha ...
Espere!
N�o gosta? Quer fazer comigo?
Quer desse jeito?
Me diz...
N�o!
Quer que eu fa�a isso?
Oh Deus... oh Deus.
Em nome do pai e do filho ...
e do espir�to santo.
Amanda, bom dia. Sente-se.
- Gostaria de um caf�? - Sim, obrigada.
Dois caf�s M�rio, por favor.
Bem, como vai?
Obrigada por me receber. Estou incomodando, verdade?
N�o.
Aconteceu algo?
Eu n�o sei. Talvez seja a adapta��o.
Ou talvez esteja muito nervosa.
Espero um beb�, sabe?
� uma �tima noticia.
Sim. Uma �tima noticia.
Estou muito feliz.
Por que n�o vai me visitar?
Posso oferecer uma x�cara de caf�.
N�o. Talvez seja uma quest�o de pregui�a.
Prefiro ficar neste lugar. � tranquilo.
Como passatempo vejo o movimento das prostitutas e caminhoneiros.
A prop�sito est� faltando uma prostituta. A Gianna.
Elas se mudam facilmente, mas...
N�o deve se preocupar muito.
� uma distra��o.
� um livro?
Bem, � um livro de estudo.
Estou fazendo umas pesquisas muito interessantes.
- Voc� pode me ajudar. - Eu? De que modo?
Voc� disse uma vez que n�o acredita em lendas.
No fundo as lendas s�o cr�nicas de �pocas remotas.
A hist�ria da sua fam�lia foi influ�nciada por uma certa mulher.
Que numa certa �poca foi definida como bruxa.
Qual � Peter? Por favor...
N�o, n�o. Tenha paci�ncia.
Essa bruxa, era uma criatura que ...
como se diz vulgarmente,
fez um pacto com o Dem�nio.
Ou�a, isso n�o representa o s�culo em que vivemos.
Os nossos compatriotas j� caminharam sobre a lua.
A exist�ncia do Dem�nio foi confirmada por autores mais importantes que eu.
Se aceitarmos a exist�ncia do Dem�nio.
N�o podemos contestar que seja um poder nefasto e imenso.
Vou te contar uma hist�ria.
Aceite como uma f�bula. Mas me escute, por favor.
No final do s�culo XV viveu um ancestral do seu marido. Marco
Esse Marco se apaixonou por uma garota.
Uma garota que, segundo os rumores, fez um pacto com o Diabo.
Um dia essa garota descobriu que estava gr�vida.
Marco tentou convenc�-la a abortar o indesejado herdeiro.
Mas ela recusou.
Marco tanto insistiu que quis demonstrar...
diante de um Tribunal Eclesi�stico que a mulher usou da perversa arte de sedu��o.
E que era adepta de pr�ticas ocultas.
E que tinha encontros secretos com Satan�s.
A garota foi condenada por bruxaria e queimada viva.
E com ela o fruto da culpa que carregava no ventre.
A prova definitiva contra ela foi descoberta, no dorso da sua m�o
esquerda. Uma esp�cie de marca. Um pequeno tri�ngulo.
Segundo conta a tradi��o, enquanto a garota
queimava no fogo teria pronunciado uma invoca��o terr�vel.
Em que consistia essa invoca��o?
A �ltima parte, talvez a mais terr�vel, ainda � desconhecida.
O que foi possivel decifrar pode ser resumido nisso:
Por sete gera��es os descendentes de Marco Orsomandi
ser�o perseguidos por um terr�vel sentimento de culpa.
Toda rela��o de amor ser� contaminada pela sombra do pecado.
Ent�o acha que meu marido...
Seu marido pertence � s�tima gera��o.
E quer que acredite nessa idiotice?
N�o, eu disse para interpretar como uma f�bula.
N�o � muito divertido.
Me perdoa. Era s� uma f�bula que queria contar.
- Adeus. - Adeus.
Que bolo bonito!
Feliz anivers�rio!
Agora assopre todas as velas.
Feliz anivers�rio Amanda.
Vamos.
Mais uma vez.
Eu te desejo muitas felicidades.
Estou feliz por voc�.
Vamos fazer um brinde.
Espero que seja um menino!
- Fabio. - S� um peda�o, por favor.
Para a mam�e mais doce do mundo.
O que sente Amanda?
O que sente?
Alguma dor?
Onde d�i?
- O que houve? - Ela se sente mal. Chamem um m�dico.
N�o � necess�rio. S� precisa se acalmar.
� uma crise que passa r�pido.
N�o � nada grave. Deixe-nos a s�s.
Vou ficar com a Amanda. � coisa de mulher.
Me leve ao hospital!
Andrea, v� agora.
Quero um m�dico!
N�o � nada querida. Ficar� bem em breve.
Acalme-se. Amanda estou aqui com voc�.
Um m�dico... Me levem ao hospital...
...ao hospital...
... um m�dico...
Deite-se.
Est� se sentindo bem. Calma querida.
Tente dormir.
Giovanni, meu marido, onde est�?
O senhor saiu.
Al�? Sim. Poderia falar com o Sr. Peter Clark.
Sim, tudo bem, eu espero.
Al�, Peter? Sim, sou eu, Amanda.
N�o. N�o estou muito bem.
N�o sei do que se trata.
Me sinto doente.
Escute Peter, pode me visitar?
N�o. Meu marido est� fora.
Talvez possa me ajudar.
Por favor, venha agora. Est� bem?
Estou esperando.
O que procura? Que faz aqui? Quem � voc�?
A Sra. Amanda Orsomandi.
N�o h� ningu�m aqui. Foram todos embora.
Sei que a senhora est�. Vamos, me deixe entrar.
- Eu disse que n�o tem ningu�m. Agora saia. - Giovanni!
Deixe-o entrar imediatamente.
N�o sei... talvez eu esteja em choque.
Mas as vezes sinto um estranho medo.
N�o tanto por mim... mas pelo beb�.
N�o quero perd�-lo.
Nem sei por que te chamei.
Me desculpe, estou confusa.
Em todo caso, fez bem em me chamar.
Obrigada Peter, talvez voc� seja a �nica pessoa amiga que conhe�o.
Queria falar com o doutor. N�o acha que � meu direito?
N�o deve ser dif�cil encontrar um m�dico.
N�o, mas todos me impediram.
Meu marido, parece n�o se preocupar.
Amanda! Eu disse para n�o se levantar da cama!
Voc� se sentiu mal. Lembre-se da sua condi��o.
Se sentiu mal � aconselh�vel chamar um m�dico.
N�o acho que precisamos de conselhos. Especialmente de desconhecidos.
O Sr. Clark � um amigo.
Querida Amanda. Te queremos muito bem.
E cuidamos de tudo.
Mas deve estar atenta para n�o cometer imprud�ncias.
Querida, voc� precisa de repouso e tranquilidade.
E n�o creio que a presen�a de um estranho possa favorecer.
Tenho que ir, Amanda.
Em todo caso. Sabe onde me encontrar.
O Sr. Andrea saiu, n�o?
Sim, ele disse que iria � cidade comprar jornais.
E beber alguma coisa.
- E a senhora? - Est� na sua cama, repousando.
- Ent�o estamos sozinhos? - Sim, estamos sozinhos. Estamos sozinhos.
O que houve? O que aconteceu?
- Se sentiu mal outra vez? - Sim.
Querida como se sente?
Andrea, tenho muito medo.
Aquele caix�o. Aquele morto...
Era assustador... O que querem de mim?
Foi um pesadelo.
Querida voc� precisa de repouso. Muito repouso e tranquilidade. Est� exaurida.
Obrigado.
Obrigado por tudo. Agora podem repousar.
Eu cuidarei dela.
Tente dormir.
Ficarei aqui, cuidando de voc�.
Sim Andrea. Voc� est� indiferente.
Como um estranho. Gostaria que falasse. Se comunicar para compreend�-lo.
Saber o que sente. Mas n�o sei o porqu�.
Andrea, eu te amo.
Amanda, pelo amor de Deus. Tamb�m te amo.
Voc� � a �nica esperan�a para me libertar.
- De qu�, Andrea?. De qu� - De mim mesmo, talvez.
Eu preciso de voc�.
E sobre nosso filho? Voc� n�o se importa?
Tem certeza que ele vai nascer?
O que quer dizer?
- Ah, estou com medo... - De qu�?
De perd�-la.
Querida!
Como est� hoje? N�o a canse, Andrea.
Se sente orgulhoso de ser pai de um belo garot�o.
N�o tenho certeza que ser� um garot�o.
Ele ser�. Ele ser�.
- Espero que permita me chamar de tio. - Claro.
Enfim querida, n�o precisa se preocupar com nada.
Estaremos aqui para ajudar no parto.
Pesquisei nos livros antigos da minha biblioteca. Sem resultados.
Talvez tenha sido em v�o. J� conhe�o esses textos.
- Estou desolado. O que posso fazer? - Vasculhar sua mem�ria.
O que � isso?
Parece um mapa cadastral desta casa.
Estes s�o os limites da propriedade?
Sim, o bras�o Orsomandi confirma.
Ent�o, esta igreja foi deixada de fora?
Devia ser Malepartus.
O que est� dizendo?
Quando garoto eu era muito atra�do pelas ru�nas daquela igreja
desconsagrada s�culos atr�s.
Os moradores da cidade evitavam o lugar que chamavam de Malepartus.
Um dia meu pai me encontrou l� e me puniu.
Parece que tem os restos mortais de algum herege.
Um herege ou uma bruxa?
Est� disposto a me acompanhar at� a Igreja?
Eu absolvo seus pecados
Em nome do pai e do filho e do esp�rito santo.
- N�o podem t�-la enterrado aqui. - Ent�o onde?
� possivel do lado de fora, em terra consagrada.
Vamos, o que te impede agora?
� ela!
Meu Deus.
O filho de Satan.
Morto pelo homem.
Renascer� pela obra do filho do homem.
Na oitava gera��o da maldita estirpe.
De Marco Orsomandi.
Oitava gera��o...
isso significa que meu filho...
e de Amanda...
Vamos sair daqui!
Vamos embora!
� monstruoso. Desumano.
Satan n�o deixa espa�o para piedade.
N�o posso deixar Amanda parir esse monstro.
Devo destru�-lo antes que veja a luz.
De que modo?
Que morra com ele!
N�o matou o bastante?
Prostitutas!
Para libertar o mundo do pecado.
Eram s� animais sem alma.
Cristo n�o matou e redimiu Madalena do pecado.
Mas a Igreja sim, padre.
Por s�culos foram sufocados no fogo, no sangue, na heresia e pecado.
Eram s� homens que matavam em nome de Deus.
Estavam investidos de um mandato de Deus.
Portanto infal�veis.
Todos podem falhar.
� a f� que me sustenta.
A f� que me ordena combater Satan�s.
N�o a matar.
Satan n�o � invenc�vel. Irei for��-lo a abandonar o corpo.
Est� confiante na sua f�?
Se n�o estivesse, minha vida n�o teria sentido.
Essa batalha eu vencerei.
Com ajuda de Deus.
Est�o entrando na casa.
Daqui a pouco estar�o com ela.
N�o tenha medo. Estou aqui para ajud�-la.
N�o preciso! V� embora! V� embora!
N�o me toque! N�o me toque!
Andrea!
Andrea...
Fa�a o que ele diz.
N�o! Voc� ficou louco?
O que quer de mim? O que voc� quer?
Maldito padre sujo...
Maldito padre sujo...
Maldito padre sujo...
Confie nele. � o �nico no mundo que pode ajudar.
Eu n�o acredito! Eu n�o acredito!
Isso � mentira!
Mas... O que vai fazer comigo?
Esse � o corpo de Cristo.
Nos ajude, oh Senhor!
Abra a boca.
Meu Deus, meu Deus, por que me abandonou?
Para onde vai?
Est� com fogo no rabo?
Deixe-a!
N�o a toque! N�o a toque!
� muito tarde, Andrea!
Amanda, me perdoa.
- Devo te matar. - N�o!
Venha. Vou lev�-la pra cama.
Acalme-se. N�o deve ter medo.
Boa viagem. E tome cuidado.
� uma grande responsabilidade.
N�o temerei.
- Obrigada por tudo. - Adeus.
A Am�rica precisa de um menino como esse.
Tradu��o: SATANIKO BLUES Revis�o: Tatuador
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