All language subtitles for Mesrine.Part.2.Public.Enemy.No.1.2008.720p.BluRay.DTS.x264-ViGi

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Original subtitles

TODOS OS FILMES S�O, EM PARTE, FIC��O.

NENHUM FILME REPRODUZ, FIELMENTE, A VIDA HUMANA.

CADA UM TEM SEU PONTO DE VISTA.

INIMIGO P�BLICO N�1 - PARTE 2

ESTA��O CLIGNANCOURT, PARIS 2 DE NOVEMBRO DE 1979

Isso � um al�vio para eles.

- Quantos homens? - Uns 30, n�o mais.

- Por quanto tempo os seguiram? - Terei detalhes mais tarde.

- Houve erro policial? - De modo algum, pode olhar.

- Correu tudo bem? - Sim.

Duas ag�ncias cooperaram, Anticrime e T�ticas Especiais.

Ele abriu a porta. Tinha duas granadas defensivas.

Demos um aviso, ele n�o se rendeu.

Se n�o deixasse o caminh�o passar, ele fugiria.

Jojo.

Maca! Maca!

Vamos sair daqui.

Espere.

POL�CIA

Mil novecentos e setenta e tr�s.

Quinta-feira.

Oito de mar�o.

Declara��o...

de Mess-rine, Jacques...

Escriv�o! O que quebra antes, as algemas ou o aquecedor?

N�o � Mess-rine, � Mesrine.

Como em Mirosmesnil, e n�o Mirosmess-nil.

- Ou Rosny, e n�o... - Chega, Mesrine!

Seus amigos, Grangier e Ardouin.

N�o os conhe�o.

N�o os conhe�o.

Sr. Jack!

Porta-avi�es.

� bom rev�-lo!

Voc� engordou.

- Estou de dieta. - � mesmo?

- Estou vendo. - Vou provar.

Sempre pronto.

Porta-avi�es.

Vamos.

- Aonde vai? - Vamos neste tamb�m.

Assalto! No ch�o!

No ch�o! Vamos, mulher, r�pido!

N�o se mexa! N�o se mexa, ouviu?

N�o se mexam.

Encha isto. Ponha o dinheiro a�. R�pido!

Encha isso. R�pido!

Vamos, vamos!

S�o dois!

O caixa me reconheceu? Parab�ns para ele.

E Grangier e Ardouin tamb�m.

Mentira.

Eu disse que n�o os conhe�o.

Meus parceiros usam m�scaras. Mande seu caixa se danar.

Pegamos voc�. N�o se vanglorie.

N�o se mexa! N�o se mexa!

Desista, Mesrine. Pol�cia!

Roubo, tentativa de assassinato, voc� admite.

Mas n�o os cheques roubados?

N�o me importo de dizer o que fiz...

mas n�o confessarei algo que n�o fiz. N�o � l�gico.

Teremos de transferi-lo para o tribunal de Compi�gne.

Voc� ser� preso. E por muito tempo.

Sairei em tr�s meses. Quer apostar?

O que foi?

- Preciso ir ao banheiro. - N�o.

Quer que eu fa�a na mesa do juiz?

Seja r�pido.

Vou me limpar com os p�s?

Espere.

Est� bem.

� veado ou gosta de cheirar coc�?

Quero privacidade.

Vou fazer no ch�o. Me deem um tempo.

Tempo.

Pronto.

Juro.

Depressa.

J� vou.

Estou melhor.

Sr. Mesrine, sua apari��o...

Excel�ncia, � ilegal ficar de algemas.

Viola meus direitos.

Seu serm�o a mim sobre a lei � c�mico.

N�o vai precisar de suas m�os.

- Excel�ncia... - Basta, Mesrine.

Todos no ch�o! Tire minhas algemas.

Tire, r�pido.

Gordo, contra a parede!

Depressa!

Ningu�m se mexe! Ningu�m, entenderam?

Voc� vem comigo, juiz.

Ningu�m se mexe! No ch�o!

Levante. N�o se mexa!

N�o se mexa!

Largue a arma. No ch�o!

Ningu�m se mexe!

Ningu�m se mexe!

Ande!

- Isto n�o vai ajud�-lo. - O p�tio.

Largue a arma no ch�o, ou atiro no juiz! Largue!

Eu atiro no juiz. Para dentro!

Para dentro. Entrem no caminh�o. Agora!

Pe�a refor�o!

R�pido!

R�pido!

- Por que n�o ficou com o juiz? - Dirija!

Depressa!

Jack! Jack!

Me d� a arma.

Afaste-se, ou eu atiro! Para tr�s!

Vou atirar!

Saia da frente!

Robert, ele est� ferido. Pode fazer algo?

Eu fecho.

Venha.

- Jacques, not�cias de casa. - O que �?

Seu pai est� no hospital.

Vou cuidar de voc�.

Droga.

Jacques Mesrine j� fez pior, mas nunca t�o audacioso.

Ele escolheu o lugar de sua fuga.

Quando foi preso em mar�o, ele contestou a condena��o anterior.

Ele sabia que seria julgado aqui, em Compi�gne.

Quando pediu para usar o banheiro ontem...

foi porque seus c�mplices haviam deixado uma arma...

Ele est� falando de mim.

Voltando ao tribunal, estava armado.

"No ch�o, ou atiro no juiz!"

Eu nunca disse isso. Nunca.

Para os policiais da Fran�a que o subestimaram...

n�o h� d�vida de que Mesrine...

deve ser considerado inimigo p�blico n�mero um.

N�mero um.

N�mero um.

Pai, pai...

sou eu.

Sou eu.

Jacques.

Jacques.

- Voc� est� bem? - Por que veio?

Os bancos estavam fechados. Resolvi visitar meu pai.

Voc� veio.

Sua filha.

Voc� viu sua filha?

Ainda n�o.

N�o fui um filho bom. E nem um pai.

Sou assim. O que posso dizer, pai? Desculpe.

Sou assim.

Deve ser minha culpa.

N�o.

Seja l� o que aconte�a, voc� ainda � o pai dela.

Eu sei.

E ainda � meu filho.

Sinto muito. Me perdoe.

� melhor voc� ir agora.

Eu sei.

M�e, filhos, empregados do pai. Ningu�m mais.

Ele n�o � burro de vir.

PARIS, SETEMBRO DE 1973

O que houve? Bateu numa porta?

N�o, � o boxe.

Voc� luta?

Michel tamb�m.

Sabe dirigir?

Teremos um trabalho em alguns dias. Interessado?

UNI�O DE BANCOS DE PARIS

Houve uma s�rie de assaltos.

O ve�culo suspeito � um Renault 16 prata.

Placa 7791-YL-75.

Ve�culo localizado.

Localizamos o carro suspeito.

A rua n�o � lata de lixo. E aqui n�o pode estacionar.

Saia do carro e mostre os documentos.

Saia do carro, por favor.

N�o se mexa. M�os para tr�s.

Droga.

Saia!

Saia!

Pare! Pare!

Saia da�!

Abra a porta! Saia!

Saia!

N�o se mexa!

V�!

V�!

Ali!

Vamos pegar La Chapelle.

Vire � direita.

Por ali!

Ali!

Droga!

Vamos!

Depressa!

Saia da frente!

Tudo bem. Vamos!

- Sentem-se! - Ningu�m se mexe!

- Olhem para baixo! - Meu ouvido.

Eu disse que ele n�o conseguia, � grego.

Quase fomos pegos.

Tudo bem, tem raz�o.

Desculpe. Agora, d� um tempo.

Um tempo? Ele foi pego. E agora?

Ele vai abrir o bico.

Droga.

Ou�a. Um cara que escolho nunca abre o bico, entendeu?

Dane-se.

Nunca!

J� que � t�o esperto, resolva isto sozinho.

- Dane-se, Mesrine. - Cai fora.

Saiam! Todos fora!

Vamos! Vamos!

Comiss�rio Broussard?

Vamos esperar mais?

Eu aviso.

Estamos no telhado h� 8 horas. Est� chovendo.

Percebi. Eu avisarei.

Idiota.

Pol�cia! Abra a porta!

Renda-se. Est� cercado!

Pol�cia! Renda-se. O pr�dio est� cercado!

O qu�? O qu�? O que est� havendo?

Quem est� a�? O que querem?

Saia! Ou arrombo a porta!

V� se danar! Estou com a gangue de Baader-Meinhof.

Vou explodir o pr�dio!

Viva a revolu��o! Vista-se.

Sim. Maravilha!

Desista, Jacques, est� exagerando!

- Quem me chama de Jacques? - Robert Broussard.

Comiss�rio da Anticrime.

Broussard? O barbicha?

Aquele que aparece nos jornais?

Isso mesmo.

Pare com isso e entregue-se.

Primeiro: Dane-se!

Segundo: Como vou saber que � voc�? Jogue sua credencial sob a porta.

- E ser baleado pela porta? - Eu tamb�m, pegando sua credencial.

� verdade.

Tem minha palavra. Sabe que n�o minto.

N�o vou atirar.

Vamos, Broussard.

Seja valente.

Est� bem, Jacques.

Estou esperando.

Aqui est�.

Ent�o?

Broussard...

- preciso de dois favores. - Se forem razo�veis.

Primeiro: Libere a garota que est� comigo.

Segundo: Me d� 20 minutos. Preciso fazer uma coisa.

Algo mais? Um carro, motorista?

Eu terei isso. N�o h� escolha. Ou � guerra.

Ent�o?

Ent�o?

Vinte minutos, Jacques!

Vinte minutos!

O que faremos? O que eu fa�o?

O que fa�o? Me d� algo para fazer.

O que far�o comigo?

Os f�sforos na mesa.

Na mesa!

Eles v�o me prender?

Vou para a cadeia?

N�o quero ser presa!

- Relaxe, relaxe. - N�o consigo.

Cale a boca!

Est� bem? Cale essa boca.

O que far�o comigo?

Calma. Vai dar tudo certo.

Calma.

O que est� fazendo, Mesrine?

Est� armando para n�s?

Eu disse 20 minutos, n�o 45.

Broussard...

tem coragem de vir me pegar sem arma e sem colete?

Por que eu deveria?

Para ver se consegue.

Eu faria.

Broussard!

Luta na mesma categoria de peso que eu?

Ent�o, Broussard?

Eu vou.

Est� bem, Jacques. Estou sem arma e colete.

Tem coragem de sair desarmado?

Como chama isto?

Ei, fot�grafo! O momento de gl�ria de Broussard.

Como quiser.

Sabe por que n�o matei voc� e seus homens antes?

Tiras n�o pensam, agem.

Havia uma mulher.

S� por isso. Havia uma mulher.

Da pr�xima vez, nada de mulheres nem champanhe.

S� eu e voc�.

Ent�o...

� pr�xima vez.

PRIS�O DE LA SANT� PARIS, 1973

Guarda!

Guarda!

O que quer, Jacques?

Quem � este? Pinochet?

� um general chileno.

General chileno?

Um vagabundo sai na manchete, e nada sobre mim!

- � um golpe de estado. - Golpe de estado?

Me consiga uma m�quina de escrever.

Vou escrever.

Verei o que posso fazer.

V�.

Pinochet.

Pinochet.

INSTINTO DE MORTE Pode explicar isto?

MAR�O DE 1977

� o meu livro.

N�o � um livro, � suic�dio.

Ser� julgado em dois meses e confessa 40 crimes.

Todo policial da Fran�a est� atr�s do seu livro.

V�o comparar com casos antigos e desenterrar corpos.

Ent�o � melhor que desenterrem aqui.

Por qu�?

N�o � verdade?

As pessoas gostam de ritmo, a��o.

E?

Nenhum j�ri vai me achar t�o burro...

para confessar coisas que me levariam � forca.

Voc� sabe, nas ruas...

sou um astro.

Voc� agrada �s pessoas, mas as assusta tamb�m.

Se puderem diminuir esse medo prendendo voc�, elas o far�o.

Voc� � t�o classe m�dia, advogada. � uma figura.

O juiz permitiu uma visita.

Eu cresci.

Estou vendo.

N�o sou mais um beb�.

Voc� est� linda.

Obrigada.

E seus irm�os?

Boris e Bruno est�o bem.

D�o muito trabalho.

Que estranho!

N�o ande de moto com vagabundos.

Bancando o pai de novo?

N�o est� por perto pra me vigiar.

Tenha cuidado mesmo assim.

Quando vai voltar?

N�o imediatamente.

Desculpe, querida.

N�o h� como nos vermos.

� melhor.

Se eu quiser v�-lo, sei onde encontr�-lo.

Sinto sua falta.

Jacques Mesrine...

voc� continua negando qualquer rela��o com Ardouin?

J� disse que n�o conhe�o esse homem.

Sr. Ardouin, levante-se para que Mesrine possa v�-lo melhor.

N�o, eu n�o o reconhe�o.

Com esse nariz, eu me lembraria!

Voc� nega ter feito um juiz de ref�m...

para cobrir sua fuga?

O qu�? Como bom cidad�o, busquei prote��o judicial.

O que h� de errado nisso?

Voc� ainda pretende fugir de novo?

Excel�ncia, por tr�s dessa echarpe dos 101 D�lmatas...

sabe que quando estamos no inferno...

fugir � o certo. Eu at� diria que � um dever.

E al�m disso, que � um neg�cio.

Eu nunca falo sem base alguma.

Senhoras e senhores, sabem que chave � esta?

Sabem?

� a chave das minhas algemas.

Vejam a cara deles.

Querem saber como a consegui?

Comprei de um funcion�rio da cadeia.

Por 3 mil francos, senhoras e senhores.

Jornalistas...

j�ri...

este � o sistema que a Promotoria se esfor�a em apoiar, em v�o.

O comiss�rio Broussard, esperto como sempre...

sentado perto dos jornalistas. Comiss�rio!

Cheque voc� mesmo.

E por que possui tantas armas, Sr. Mesrine?

Excel�ncia, como posso dizer?

Um inexplic�vel sentimento de perigo...

me persegue desde crian�a.

N�o reclamem. Cuido dos meus inimigos.

Menos trabalho pra pol�cia, mais para os param�dicos.

Ele forjou a imagem de um homem agrad�vel.

Um fora da lei, � claro, mas que n�o mata uma mosca.

E at� trata bem suas v�timas.

Que piada!

Nada mais que uma desculpa para encobrir sua brutalidade.

N�o h� bandidos limpos.

H� apenas bandidos.

E voc� � um bandido, Mesrine.

Atira quando � necess�rio.

Quando as coisas v�o mal, voc� vai at� o fim.

Senhoras e senhores do j�ri, precisam aplicar a lei e as puni��es.

N�o existe sociedade sem puni��es.

Ent�o, sou o inimigo p�blico n�mero um?

Isso � uma bobagem.

Sou inimigo de uma �nica entidade p�blica. Os bancos.

� claro. Eu os roubo.

Ent�o, eles n�o gostam de mim.

Mas quando roubo um banco...

n�o acho que violo a lei.

Apenas roubo um ladr�o maior que eu.

Querem me jogar em um buraco?

Jogar fora a chave e o fals�rio?

Joguem, me joguem naquele buraco.

Mas vou fugir.

Vou fugir.

Podem contar com isso!

O tribunal e o j�ri, por uma margem de 8 votos...

sentenciam Pierre Vandhoren...

a 5 anos, com direito a sursis. Michel Grangier...

a 7 anos de pris�o.

Michel Ardouin...

a 10 anos de pris�o.

E o r�u, Jacques Mesrine...

� pena de 20 anos em seguran�a m�xima.

MAR�O DE 1978

Sr. Bernard, tem isqueiro?

� claro, Sr. Jacques.

Obrigado.

- Oi, Luc. - Oi, Jacques.

Oi.

Por que o exerc�cio? Tem algum plano?

Pode me responder.

Sou Jacques Mesrine.

E da�? O que est� fazendo no meu p�tio?

Por aqui, eu consigo o que quero.

Estou vendo.

Voc� sabe...

j� escapei tr�s vezes.

Eu tamb�m.

Sim, mas...

talvez queira fugir de novo.

Sou Fran�ois Besse.

Ouvi falar.

Nenhuma not�cia do l�der da Democracia Crist�...

- que foi executado... - Revista!

Pelas Brigadas Vermelhas ontem � noite.

Faz 52 dias que a pol�cia de Roma...

Revista!

Revista! Revista!

Quando Aldo Moro foi sequestrado em 16 de mar�o...

os italianos se chocaram...

com o assassinato de seus cinco seguran�as.

Apesar do que foi dito sobre o destino de Aldo Moro...

� o papel alum�nio.

Est� bem.

Sua advogada est� aqui.

Chefe!

- Quero entrar. Estou com frio. - Dois minutos. Primeiro, levamos Jacques.

Dois minutos.

Bom dia.

- O que h�? - Sobre a coisa do Canad�.

N�o tenho o arquivo.

Sem problema.

Chefe! Chefe!

- O que h�? - Precisamos de um arquivo.

Est� com meu vizinho. Queria o conselho dele.

- Besse? - Isso.

Voc� ouviu? Pegue o arquivo, por favor.

- Est� bem. - Obrigado, chefe.

Se souberem, serei expulsa da Ordem.

Isto � a minha vida.

N�o se preocupe. Est� salvando minha vida.

N�o arruinarei a sua.

Vai dar certo.

J� est� dando.

Est� com o arquivo de Mesrine.

Temos um problema.

Para tr�s.

Besse, o que est� fazendo?

O que est� havendo? Contra a parede.

A arma!

Tirem a roupa. R�pido!

N�o me olhe assim.

As cal�as.

R�pido, r�pido!

Olhem para parede! M�os para cima.

Cale a boca! Cale a boca!

Deixem-me ir. Cumpro pris�o perp�tua.

Calma. Vamos. Por aqui. Depressa.

Na cela. R�pido.

Ou�a, voc� � um prisioneiro, entendeu?

Pegue isto.

N�o se mexa.

Cale-se e ande, entendeu?

Calado.

Des�a, des�a.

Des�a, vamos!

- Pegue a escada. - Algu�m quer ir?

- Ningu�m? - Que pena.

Depressa.

Vamos.

N�o se mexa. Largue a arma!

Jogue a arma!

Jogue essa arma!

Na parede!

Pegue isto.

Escada na parede.

R�pido!

Tire seu palet�.

- Tire, droga! - Tudo bem.

Me d� isto.

Venha aqui.

Fran�ois, as luvas.

Cubra-nos.

- Cubra-nos! - Entendi.

Cubra-nos!

Se algu�m se mexer, eu atiro!

Prenda isso.

Senhor!

Requisi��o policial.

R�pido!

- Des�a! - Saia do carro.

R�pido!

- Saia. - Fora!

Saia da�!

R�pido!

Vamos!

Vamos!

R�pido!

Vamos!

O horror chega ao fim. O desafio das brigadas vermelhas � It�lia...

termina em assassinato. Aldo Moro est� morto.

O presidente da Democracia Crist� � morto pelos terroristas.

Nenhuma den�ncia foi necess�ria.

Houve uma liga��o an�nima sobre um carro-bomba...

perto da sede do Partido Comunista.

N�o havia bomba, mas, sim, um homem no banco traseiro.

Um homem morto, Aldo Moro.

Droga. Onde estava?

Me avise.

Jean-Luc, � um prazer lhe apresentar...

princesas Annie e Christiane.

Ol�.

Meu primo Jean-Luc. Ele vende armas.

Sentem-se. Sejam boas com ele. Muito boas.

Olhem para ele. Est� muito carente.

- � de verdade? - N�o mexa!

Ent�o...

Bruno...

Jean-Luc?

Venha c�.

Fiquem � vontade e n�o mexam em nada.

N�o mexam nas armas.

Volto j�.

- Ent�o? - Quem s�o essas vadias?

- N�o s�o vadias. - S�o o qu�?

Jacques Mesrine fugiu. Apesar de evitarmos sensacionalismo...

precisamos noticiar que o inimigo p�blico n�mero um...

est� solto desde esta manh�.

Essa � a terceira fuga. Uma mais espetacular que a outra.

Elas fazem an�ncios de lingerie.

Dois presos estavam com ele. Um deles foi morto...

Voc� gosta de salada, eu, de taco.

� isso que vou comer.

Fran�ois, n�o...

N�o estrague tudo.

Estamos indo. Seu amigo n�o parece bem.

N�o, venha c�. Annie, Fran�ois, o que � isto? Fique.

Est� assustando Annie. Desligue a TV.

N�o acreditem na imprensa. S�o um bando de mentirosos.

Precisamos agir.

De novo? Ei, Fran�ois!

Fran�ois?

Era voc� na TV?

Me chame de Jacques.

Jacques Mess-rine?

Mesrine. Jacques Mesrine.

Jacques Mesrine.

Muito prazer.

Detetive Vaugier.

Inspetor Heriot.

Bom dia.

- Seu supervisor est�? - Sou o chefe da delegacia.

H� sempre tantos assim?

Vieram de Paris para checar minha lista de plant�o?

N�o me responda, policial.

Quantos trabalham � noite?

Um total de dez.

O que eu disse? Nada mal.

Por qu�?

Ultimamente, soube de alguma atividade...

relativa �queles dois malucos, Besse e Mesrine?

Acha que ousariam tentar alguma coisa por aqui?

Com esses dois, nunca se sabe, certo?

Em todo caso, cuidado com o menor, ele � o pior.

Henri, melhor n�o demorarmos. Temos mais trabalho.

Obrigado, senhor.

At� breve ent�o.

N�o t�o breve, espero.

Achei que seria dif�cil. � um regimento.

Mesmo como um ex�rcito, eles s�o uns covardes.

Notas falsas, voc�s disseram.

Querem checar o cofre para eles.

Seria o melhor.

T�m um mandado?

- Nossa credencial. - N�o, um mandado.

Um mandado.

Mandado? Quer um mandado? Eu tenho um. Veja.

Um bom mandado. Um mandado Zevon.

Encha isto, velho.

Depressa. Vamos ao cofre.

Vamos. O cofre.

Ali.

Depressa.

N�o me olhe assim.

- Pronto? - Pronto.

Vamos!

Vamos!

Vamos, droga!

Vamos!

Segure-se!

Pelot�o de busca, em forma!

Essa n�o.

- Morreu. - Droga!

Aproximem-se.

Aten��o!

Pelot�o, preparar!

Obrigado, mas minha perna...

Reporte-se ao comando.

Pelot�o... dispersar!

Me d� sua gravata.

Direita!

Mexam-se!

Vamos.

Jacques Mesrine e um c�mplice...

assaltaram o cassino Deauville sexta � noite.

Escondendo o carro na mata ao sul de Bernay...

os bandidos est�o nessa �rea. Refor�o policial est� a caminho.

J� chega.

Pronto. Melhor, n�o?

Viu a roupa?

Obrigado pelas roupas.

Ent�o...

o que acham de, em vez da escola...

irem passear com seus tios Fran�ois e Jacques?

E papai e mam�e. Se quiserem ir.

Vamos votar. Eu quero ir.

Fran�ois, o que diz?

Somos dois.

Papai?

Isso.

E mam�e?

E as crian�as.

A fam�lia toda concorda.

Muito bom.

Vamos.

Cuidado com as costas.

Venha c�.

Qual seu nome?

Daniel.

Conhece as estradas para Chaufour?

Voc� os leva e nos deixa l�, certo?

Ou ent�o...

Preciso falar?

�timo.

Feche.

Vamos. Andem!

Andem!

Senhora. Bom dia. Guarda nacional.

Apesar de 300 soldados vasculharem a mata ao sul de Bernay...

apesar de c�es, helic�pteros e da unidade especial...

O que � isto?

Um comando.

Abra o porta-malas, por favor.

Levante o bra�o do banco. Desligue o r�dio.

Levantem o bra�o, crian�as.

Meu Deus! Meu Deus!

Parem, por favor. Parem.

Pare.

Senhora, tem algo a dizer?

Checaremos seu carro.

Saia e abra o porta-malas.

Certo. Obrigado.

Calma, crian�as.

Guarda nacional, bom dia.

- Bom dia. - Algo a declarar, senhor?

N�o.

- Senhora? - Guarda nacional, pare o carro.

- Estou cansado disso. - Eu disse para parar.

- Tudo bem, crian�as? - Sim.

- Sa� �s 4h. - Precisamos checar, senhor.

Cacem Mesrine, n�o a n�s.

Senhor, n�o discuta. N�o discuta. Baixe o tom.

N�o h� nada a� atr�s. Viu? Nada.

N�o discuta. N�o discuta, senhor.

Pode ir, senhor.

N�o discuta.

N�o h� ningu�m aqui.

Daniel, venha c�.

Venha, Daniel.

Venha, Daniel.

Venha.

Pegue.

Pelas roupas e pelo sil�ncio.

Sim.

Quanto deu a ele?

Cem mil.

Cem mil? Por trapos? Que comerciante!

Pare.

Voc� foi bom.

V�o.

Estamos com a unidade da guarda m�vel...

Ali.

Podemos atravessar. Veja.

Me d� isso.

Veja. Voc� duvida.

� �bvio.

Veja. Voc� duvida.

Tudo bem?

Continue.

Voc� consegue. Est� vendo?

N�o confia em mim.

� mais fundo aqui.

Venha.

Pegue.

Tudo bem aqui, tudo bem.

Cuidado. Aqui n�o!

Segure isto. Segure.

- Por qu�? - Vou jogar isto na margem.

- Est� longe. - Confie em mim.

- N�o. - Confie em mim!

N�o.

Est� muito longe.

Droga!

Cuidado!

Venha c�, Fran�ois.

Fran�ois!

- Est� afundando. - Afundou!

Era a sua parte.

Chega.

O que � aquilo ali? Veja. O que �?

Nossa!

Um barco.

Equipes de busca continuaram pela noite...

e novas buscas foram organizadas em outras florestas.

A pol�cia est� convencida...

de que os fugitivos sa�ram da zona alvo antes da busca...

e est� aumentando a zona alvo.

Bom dia.

Bom dia.

Ent�o? O que vai me pagar?

Champanhe. O melhor. Voc� tem Cristal?

� claro.

Uma garrafa.

Qual � seu nome?

Sylvia.

E voc�?

Qual � seu nome?

Jacques, Jacques!

- Qual � meu nome? - Jacques, Jacques, Jacques!

Li meu hor�scopo de manh�.

E o que dizia?

Que eu ia me apaixonar.

Ent�o, Isabelle? Trouxe meu presentinho?

- Obrigado. - Podemos come�ar?

� claro. Comece.

Por que faz tudo isso?

Porque n�o gosto de leis.

E n�o serei um escravo do meu despertador.

N�o sonharei com uma vida. N�o olharei uma vitrine...

e pensarei: "Isto vai me custar 10 meses de trabalho." N�o.

O que voc� quer da vida?

Gl�ria? Dinheiro?

Que pergunta! Dinheiro, dinheiro e mais dinheiro.

Vivemos em um mundo de exploradores.

Mas n�o exploro ningu�m. O que eu fa�o?

Procuro o dinheiro. Nos bancos.

E a pol�tica? � de esquerda ou direita?

Nenhum dos dois. S�o todos corruptos. Nem preciso dizer.

N�o posso confiar nos pol�ticos.

Voc� diria que � perigoso?

Perigoso? O que voc� acha?

Sim, talvez.

N�o sei.

O que acha?

Perigoso? Depende.

Com tiras armados, sim. N�o tenho limites.

Dispare!

Muito bom.

Perigoso...

Talvez.

Talvez eu seja.

Como acha que vai envelhecer e morrer?

Sinceramente, n�o acho que viverei muito.

V�o me matar. Vou morrer.

Isso � l�gico. � o desfecho. E, afinal...

um homem que viveu na Unidade de Seguran�a M�xima...

tem todo direito. Ent�o, tenho todo direito.

Isso n�o � meio tenebroso?

- Voc� tem planos? - Muitos planos. Sempre.

Fecharei a Seguran�a M�xima. Sabe o que � ficar 5 anos l�?

Cinco anos na USM? Vou soltar todos de l�.

Vi homens serem cortados, dilacerados, quebrados.

E se Sr. Alain Peyreffite, do DOJ, n�o entender...

Sou perito em nitroglicerina.

Matarei ju�zes se precisar.

Querem uma gangue francesa Baader-Meinhof?

Querem as Brigas Vermelhas? � melhor pensarem.

Se for preciso treinar com os palestinos, eu treinarei.

Explodiremos isto tudo.

Quer um caf�?

- Com prazer. - Quer a��car?

Ol�.

Bom dia.

Quero a "Paris Match".

E a Marie Claire.

Sim. Aqui est�.

Jacques Mesrine?

- Sim? - Voc� est� na "Paris Match".

J� era tempo.

Aqui.

O menu de hoje � perna de cordeiro.

N�o sei voc�s, mas estou farto da comida inglesa.

"Se for preciso treinar com os palestinos, eu treinarei."

"Se Peyreffite recusar, serei pior que Baader-Meinhof."

Eu disse isso.

E serei.

"Sou perito em nitroglicerina."

Continue.

"Matarei ju�zes se precisar." Que besteira � essa?

N�o � besteira, � revolu��o.

- O qu�? - Revolu��o.

Somos bandidos, n�o idealistas. N�o destru�mos o sistema.

Viu isso, amor? O t�pico insignificante.

E por ser t�o pequeno, pensa pequeno.

N�o ajo como todo-poderoso.

N�o quero me vingar do Estado.

Est� bem, mas n�o me pe�a para autografar sua c�pia.

Limpe o rabo com isso.

Pare.

Fran�ois, venha comer.

- N�o trabalho assim. - Eu uso a imprensa.

- S� isso. - Melhor resolvermos isso.

Se voc� quiser. Mas no jantar.

Venha.

Tragam os r�us.

Consegui uma oportunidade de ouro. Ou�a.

Vamos sequestrar um milion�rio.

- Para qu�? - Que pergunta � essa?

Para pegar dinheiro.

E acredite: O que achei � indesej�vel.

Ningu�m vai chorar.

Um monte de titica.

Ele aluga apartamentos.

� coisa boa, confie.

Espere.

Sabe o que faremos depois disso?

Compramos umas bazucas.

Fran�ois, iremos na USM.

Ou�a, Jacques, atacar a USM, por que n�o?

Mas depois, para onde eu vou?

Depois...

A verdade � que voc� nunca vai parar.

Voc� quer destruir o sistema.

Eu quero mant�-lo, para consumi-lo.

Voc� est� delirando.

E o pior � que n�o percebe.

Delirando?

- Delirando. - Que express�o � essa?

N�o sei o que � isso.

SARTHE, JUNHO DE 1979

Bom dia. Sr. Lef�vre est�?

Sou filho dele, e voc�s?

Comiss�rio Vaugier, pol�cia. Posso entrar?

De que se trata?

Seu pai possui uns pr�dios. Queremos fazer umas perguntas.

Vou cham�-lo.

Obrigado.

Em que posso ajud�-los, senhores?

Alguns inquilinos seus deram queixa de m�s condi��es.

Precisamos lev�-lo � delegacia.

- N�o pode ser aqui? - N�o. O que ia parecer?

Est� bem, vamos.

N�o deve demorar.

- Pe�a o carro ao Charles. - N�o precisa, temos o nosso.

N�s o traremos quando terminar.

Est� bem. Vamos.

Obrigado pela coopera��o.

A partir de agora...

est� em cust�dia da Frente de Liberta��o da Palestina.

Palestina?

O que tenho a ver com isso?

Alugo apartamentos em Paris.

Nem sou judeu.

Sem problema.

Voc� se render� a mim, Jacques Mesrine.

Mesrine?

Vai me prender por muito tempo?

Se pagar o resgate, poder� ir para casa.

Quanto quer?

Dez milh�es. Em dinheiro.

Dez milh�es?

N�o, � muito dinheiro.

Esse pre�o... Tenho 82 anos, n�o vale a pena.

Pode me matar.

Vai nos dar oito milh�es.

- N�o. - Como assim?

- N�o. - N�o � voc� que decide, idiota.

- Me d� sete, e ponto final. - N�o!

Em quanto est� pensando?

Seis, em quatro vezes.

Em quatro vezes?

Em quatro vezes?

Primeiro: S�o em 3 vezes.

E se nos enganar, eu o matarei de gra�a.

Entendeu?

Entendeu?

Sim, sim.

Esse cara n�o presta.

Comida boa, conhaque �timo.

N�o somos t�o diferentes, Sr. Mesrine.

Gostamos de coisas boas.

E se, para consegui-las...

for preciso extorquir dinheiro de um trabalhador...

por que n�o?

Bobagem. Somos bem diferentes.

Voc� � explorador.

Eu sou revolucion�rio. � diferente.

Sr. Mesrine, sabe a diferen�a entre revolucion�rio e bandido?

� uma charada?

Um revolucion�rio teria posto uma bala na minha cabe�a...

e deixado meu corpo no porta-malas de um carro.

E n�o pediria um centavo. Por outro lado, o bandido...

pede um resgate, pega o dinheiro e me liberta.

� isso que vai fazer.

Est� bom.

H� uma terceira possibilidade.

Pego o dinheiro, mato voc� e o coloco no porta-malas.

N�o pensou nisso?

Ent�o, tudo isso nos jornais, "Mesrine, o bandido honesto...

que cumpre a palavra"...

� tudo mentira?

- Jacques? - Na B�lgica...

foi preso o parceiro de fuga de Mesrine, Fran�ois Besse...

que participou de v�rios assaltos.

Besse havia sido comparsa do inimigo p�blico n�mero um.

Nos sub�rbios de Bruxelas, foi preso com outros tr�s...

Pobre Fran�ois.

Com pistas da pol�cia francesa, a pol�cia belga...

Preso pela pol�cia belga. Precisa ser muito burro.

Eu o conhe�o. N�o ficar� preso muito tempo.

Muito bem.

"Lapin chasseur", � moda Sr. Jack.

Vamos comer.

Est� tudo quieto.

Vamos ver.

J� faz uma hora. Quando pegaremos o dinheiro?

Deixe-os esperar. Sempre fa�a isso. Nunca se sabe.

Que carro � aquele parando perto de Lef�vre?

Deixe-me ver.

Esse cretino!

Eu disse.

Sujou. � a droga da pol�cia.

Veja.

Vamos testar seus parabrisas.

Trouxe os tiras, n�o?

Tentou me enganar?

Farei valer a pena.

Vagabundo.

Ele est� aguentando.

Hora de ir.

Seu filho me traiu. Levou a pol�cia!

Juro que n�o acontecer� de novo.

� bom mesmo. Pelo seu bem.

Estou avisando.

Ent�o?

Boas e m�s not�cias.

O vov� vai para casa logo, porque o filhinho...

fez o primeiro pagamento.

E a boa not�cia. Veja.

Sorria. Vou tirar uma foto. Segure isto.

Est� quase no fim.

Sorria e diga "X".

BESSE: UMA FUGA NO ESTILO MESRINE

"X"...

Seiscentos mil. A vida n�o � linda?

Ol�. Bem-vindos � BMW.

- Vou lhes mostrar... - Chega. Quero este.

Agora mesmo, senhor.

N�o � o bom Realmente n�o � o bom

Nem o mau

Eu n�o dou a m�nima

Veja s�, amor.

Pode passar, senhor.

Outro forasteiro.

Onde est� a pol�cia?

Aqui estamos!

Prove aquele.

Lindo.

Quanto?

Voc� est� preso.

Voc� gosta, Fripouille?

Deslumbrante.

Mesrine pensa o mesmo...

desde sua pena de 20 anos, h� um ano, em maio de 77.

Ele fugiu, mas ser� capturado.

Ele n�o pode falar de seu status de inimigo p�blico N� 1.

PARIS, AGOSTO DE 1979

Charlie!

Charlie Bauer, o homem invis�vel.

� dif�cil encontr�-lo.

Digamos que n�o sou t�o livre quanto voc�.

Tenho de me reportar a um grupo de camaradas.

Certo, esqueci.

Seus camaradas de extrema esquerda...

que lhe ditam como beber, comer, quem ver?

Acha que pode derrubar o sistema sozinho?

N�o acho. Eu sei. E estou fazendo.

Tem lido os jornais? Leu meu livro?

Uma parte.

N�o gostei de tudo que li.

N�o tem nada a ver com quem eu sou nem com o que fa�o.

N�o me importo de dizer que, se nos conhec�ssemos na Arg�lia...

seria lado a lado, face a face, arma em punho.

Eu sei.

Eu o teria matado.

Seria bom n�o errar. N�o temos nada para provar...

Vou para casa, com minha fam�lia.

Mantemos contato.

Se precisar de algo, � s� pedir.

Mais cedo do que pensa.

Meu amigo.

Tchau.

Que comportamento � esse?

O que � isso?

- Que comportamento? - Ficar se exibindo.

Por que me importo? Voc� � s� um corpo bonito.

O qu�?

Lembra de onde a peguei?

O qu�? Ningu�m me pega.

S� se tiver...

Ningu�m me pega. Ningu�m me compra!

Se me respeitasse, n�o diria isso!

Respeito? Fala de respeito? Respeito?

Fala de respeito?

Depois dessa exibi��o para o meu amigo?

Que amigo?

Ou�a, ele esteve na UMS, como eu.

Basta saber quem ele �.

Fran�ois era seu amigo.

Mas voc� quer dar a �ltima palavra e sempre fica sozinho.

E � assim que vai acabar, Mesrine.

Sozinho.

Por qu�?

Voc� vai me deixar? � isso?

Por que diz isso?

Qual � o problema?

N�o me ama mais?

Quero sair daqui. Quero sair daqui.

- Vamos sair. - Est� mentindo.

- Vamos sair. - Est� mentindo, n�o vamos.

- Voc� ser� morto, Mesrine. - N�o, ningu�m vai morrer.

- Prometa. - Prometo.

- Prometa de novo. - Prometo.

Prometo.

Mam�e!

Essa n�o � a mam�e. Receba-os, amor.

A terra dos direitos humanos, onde os humanos se humilham.

� verdade. Depois, prendem voc� e voc� vira um animal ou defunto.

Precisamos acabar com esse sistema repressivo...

que continua al�m da pena. Voc� bem sabe...

que, comparada � USM, a guilhotina � quase um favor.

Primeiro: Acabar com os muros das pris�es.

Segundo: Libertar os camaradas l� de dentro.

Terceiro: Formar um ex�rcito com eles.

Quer derrotar o sistema?

Bata a carteira deles.

Roube bancos. Eu fa�o isso.

Bancos sempre foram roubados. E ainda est�o a�. Sabe por qu�?

O que faz com o dinheiro?

Compra joias para Sylvia e carros caros para voc�?

N�o, amigo, voc� n�o destr�i o capital, s� o exalta.

Fugi quatro vezes. Nada mal.

Quantas vezes o pegaram?

J� pensou nisso?

N�o pegar�o mais.

Agora, eles n�o t�m op��o. Precisam me matar.

Ao menos, assim, morrerei deste lado do muro.

Amor?

N�o posso conversar.

Ela me chuta o saco.

Mas por outro lado...

O que foi?

Parei com isso. Faz mal � sa�de.

Acha que vai morrer disso?

Nunca se sabe.

Diga que � feliz.

Vamos embora daqui.

Enquanto temos dinheiro.

Vamos ficar mais um pouco. Ent�o, deixaremos o Pa�s.

Enquanto isso, n�o se preocupe.

Enquanto estivermos juntos, nada nos acontecer�.

Voc� � linda.

Eu te amo.

Tamb�m te amo.

Acho que � Charlie.

Conhece Dallier?

Jacques Dallier?

Um fascista idiota...

trapaceiro convertido, mas que ainda � informante da pol�cia.

Um vagabundo.

Leia isto.

Leia. Leia isso!

"Mesrine...

o bandido desonroso."

Eu. Eu!

"Que trai seus amigos e n�o cumpre a palavra."

Canalha.

O que voc� vai fazer?

Venha.

Entre. Entre!

Charlie?

Me diga, Dallier...

seu jornal, "Minute", sempre apoiou a USM?

Eles s�o de extrema.

Com esta manchete, posso viver em uma ilha.

Uma ilha? Qual � o problema do interior da Fran�a?

Fran�a?

A Fran�a j� foi boa.

Ent�o, nos anos 40, o que fizeram?

Uniram-se a Hitler.

Nos anos 60, aos �rabes.

Deram a Arg�lia aos nativos. Droga!

A Arg�lia n�o pertence aos argelinos?

E os EUA, aos �ndios?

Quem constr�i uma na��o? Os brancos ou os selvagens?

Voc� foi policial. O que acha da pol�cia?

Uns idiotas. Um bando de vagabundos.

Morrem de medo de voc�.

O Grande Jacques, Mesrine. � rid�culo.

Em 1961, a pol�cia era diferente.

Endireitaram os �rabes.

Mas depois, veio Papon.

Bom chefe, Papon.

Se eu fosse voc�, tomaria cuidado com Broussard.

Est� atr�s de sua filha.

� mesmo? Acha que ele ser� condescendente?

Eu sei do que s�o capazes.

Com certeza.

E quanto a mim? Sabe os planos deles?

Matar voc�.

Sem d�vida.

Espere.

Chiclete?

N�o.

Kalashnikov. Boa arma.

Vamos.

Leve isto.

Ande.

Ali.

Ande.

Posso come�ar a entrevista?

Estou com Jacques Mesrine, que responder� a umas perguntas.

- Voc� � Jacques Mesrine? - Assim me disseram.

Voc� � Jacques Mesrine?

N�o sei o que lhe disseram.

H� medo em seus olhos.

- Est� com medo? - N�o.

Parece desconfort�vel.

Estou surpreso.

Com o qu�? Seu jornal queria falar comigo, n�o?

Ent�o, sequestrou Lef�vre?

Largue o microfone.

O qu�?

Largue. Tire a roupa. Suas roupas.

Quer uma manchete? Vai ter.

Vamos parecer real. Tire a roupa! Tire a cal�a.

Assim saber�o que voc� sofreu.

Ningu�m imagina que est� do nosso lado.

- Porque n�o est�. - Mas voc� disse...

Vamos.

- Quer uma manchete, n�o? - O que vai fazer?

Vamos algem�-lo.

Parece mais real.

- Vai ficar bonito. - As m�os.

Prepare o palco.

- Mas... - "Mas, mas..."

Cale a boca.

Cale a boca!

Vou explicar.

N�o � mais Dallier entrevistando Mesrine.

� Mesrine entrevistando Dallier.

Espere, eu...

- Qual � o seu nome? - Espere!

Qual � o seu nome? Qual � o seu nome?

- Jacques Dallier. - Jacques Dallier, isso.

Nome de veado.

Veado!

Para quem trabalha? Diga!

- "Minute". - O qu�?

- "Minute". - Isso mesmo, "Minute".

O que � isso? � um jornal fascista?

Escreveu um artigo sobre mim? Foi voc�?

- N�o fui eu. - Seja honesto, � melhor.

Foi voc�!

Escreveu um artigo sobre mim!

Veado! Foi voc�? N�o sou correto com meus parceiros?

Voc� disse isso?

Voc� me difamou?

Meu parceiro est� ali. Pergunte a ele. Veado!

Jornalistas de merda que me difamam!

Eu os encho de chumbo! Chumbo!

Vou mostrar o que fazemos na Arg�lia.

- Voc� vai grasnar. - Pare!

Isso n�o. Ele � o fascista, n�o n�s. Pare.

Mate-o. Acabou.

Tem raz�o.

N�o, fizemos muito barulho.

Ele j� era.

Leu os jornais?

O qu�?

Aquele maldito Dallier est� vivo. Imagina?

E da�? Melhor ainda.

Melhor como? � uma cat�strofe.

Eu disse para n�o mandar as fotos.

At� a imprensa simpatizante ficou chocada.

Que se danem! Miser�veis de direita.

Ele nem � jornalista. � um informante.

Essas considera��es n�o significam nada aos jornalistas.

Dallier � jornalista. Voc� atirou em um deles.

"Um deles". O que isso significa?

Ou�a, leia os jornais.

A partir de hoje, nossos dias est�o contados.

At� mais.

Ol�, meu amor. Se estiver ouvindo isto, minha Sylvia...

� porque morri. Apenas uma lembran�a de minha voz.

Sim, querida. Seu marido foi morto. Pela pol�cia.

Sabe, amor, quando um homem escolhe viver pelo roubo...

pela viol�ncia...

ele n�o morre em sua cama.

Enfim, saber quem atirou primeiro n�o importa.

Minha morte n�o � mais absurda...

do que morrer em um acidente de carro...

ou trabalhando em uma f�brica.

Ent�o...

a morte, no final, n�o existe.

A morte n�o � nada para quem sabe viver.

Ao menos, posso dizer...

que n�o desperdicei minha vida.

O crime n�o compensa. Mas quanto ao cora��o...

eu tive voc�, meu amor.

E ser criminoso foi uma escolha minha.

Eu escolhi o conforto por meio do crime...

sempre almejando... bem, quase sempre, eu acho...

os abastados, os ricos.

Quando estiver morto, n�o serei culpado de nada. Terei pagado.

O estranho � alguns me verem como um exemplo de her�i.

Mas, na verdade, n�o h� her�is no crime.

Apenas homens que escolheram viver fora da lei.

Morri empunhando uma arma, mesmo n�o tendo tempo de us�-la.

A �nica coisa que sei, � que, se estiver ouvindo isto...

eu estarei em uma cela de onde n�o h� fuga.

2 DE NOVEMBRO DE 1979

Seu jornal.

HOMENAGEM DE BARRE A ROBERT BOULIN

Boulin ser� not�cia velha amanh�, n�o acha?

N�o dou a m�nima.

Est� saindo.

A ruiva saiu.

Um poodle na coleira.

Est� andando.

Na Rua Belliard, para Mont-Cenis.

Ela chegar� em 3 segundos.

Dom falando. Ela parou.

O que est� fazendo?

Est� olhando ao redor.

Um homem est� saindo. Olha ao redor.

Droga, � ele! Est� na Belliard.

Atravessa a Mont-Cenis.

� ele.

Vai na dire��o de voc�s, GG.

J� o vi. Est� na Rua Belliard.

Eu o perdi.

GG? GG, voc� o v�?

Eu n�o o vejo.

Droga!

L� est� ele.

Ele anda devagar. Um pouco atr�s da ruiva.

Continua olhando ao redor.

Droga!

E se ele perceber que a Iona � uma isca?

O que eu fa�o?

- Relaxe, ele n�o vai... - Cale a boca!

Est� olhando para a van.

Ele est� vindo. Vou desligar.

GG?

GG?

GG?

N�o os vejo.

Como assim?

Estavam bem na minha frente. Est� vendo alguma coisa?

N�o vejo nada.

Tenha calma.

N�o vejo nada. L� est� ele!

Muito bem.

Mesrine est� aqui, com a garota. Em um BMW marrom met�lico.

Placa 83-CSG-75. Repito...

Est� voltando ao pr�dio. � todo seu, Jojo.

O BMW est� voltando.

Na minha dire��o.

Est� parando.

Est�o saindo. Ela primeiro.

Ela est� indo para o pr�dio.

Ele est� saindo.

- Na minha dire��o. - Calma, calma.

Ele est� vindo. O que eu fa�o?

Jojo, responda.

Jojo?

Ele se encostou no meu carro. Quase borrei as cal�as.

Ela est� pondo coisas no porta-malas.

Ela entrou no carro.

Est�o indo para a�, GG.

J� os vi. Est�o na Rua Belliard.

Est�o na Mont-Cenis. N�s o vemos.

Em poucos dias, irei a Mil�o com Charlie.

Mil�o? Por qu�?

Encontrar uns amigos dele. Brigadas vermelhas.

- N�o vai me levar? - N�o posso.

O BMW passou por mim. Velocidade m�dia.

Farol vermelho na esquina.

N�o se zangue.

Pode decorar nosso novo apartamento.

Sem voc� n�o tem gra�a.

O cara acabou de parar atr�s de tr�s carros.

Prepare para a Clignancourt. N�o o deixe pegar a via expressa.

N�o vou demorar.

Aqui � Dom. Indo para Ornano.

Voc� me ama?

Sim, eu te amo.

O farol abriu.

- Preparar. - O BMW est� andando.

Aqui � Jojo, indo para Clignancourt.

Vejo a Clignancourt. Tudo limpo.

Droga!

Nasci a menos de 1.600 m daqui.

BMW vindo. Estou vendo.

- BMW � vista. - Droga!

- Passe. - Deixe-o passar.

Saia! Saia!

Eu disse para sair, ouviu?

Eu disse para sair. Saia.

Meu cachorro!

- No ch�o! - No ch�o!

- Voc�s mataram meu cachorro! - N�o se mexa!

Voc�s mataram meu cachorro, miser�veis!

N�o se mexa!

N�o se mexa! N�o se mexa!

N�o se mexa!

N�o se mexa!

N�o se mexa! N�o se mexa!

As algemas.

Vamos.

O cachorro. Leve-o ao veterin�rio.

Cerquem tudo.

Aonde foi o caminh�o?

Acabou. Ele est� morto.

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