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UMA SÉRIE NETFLIX
O telefone do Guddu. Encontrámo-lo na garagem ontem à noite.
Amigo…
- Isto são provas, certo? - Sim.
Não sabes que deves metê-las num saco de plástico?
Isto é ridículo!
Terei mais cuidado no futuro.
Como pomos isto a funcionar?
Nome completo.
- Nome completo! - Pawan Gulati.
Também conhecido por Guddu?
O meu advogado vai demorar?
Alvejaste um agente da polícia, não tens direito a um.
Eu não o alvejei! Ele apontou-me a arma à cara!
Eu não disparei!
Estava nervoso, não queria alvejá-lo…
Estás a dizer que não o terias feito se não estivesses nervoso?
Não matei ninguém! Parem de me bater! Estão loucos?
O que disseste, cabrão? Repete lá isso!
Não chegou aos teus padrões de homicida? Cabrão!
E eles?
Também não os mataste? Olha bem.
O que se passa? Faz-te impressão?
Não sentiste nada ao esmagar-lhes as cabeças?
Não ficaste enjoado?
Lamento o que aconteceu! Mas eu não fiz nada.
- Juro que não fiz nada! - Cabrão…
Imploro-vos que me perdoem!
As joias que deste à tua avó para vender foram ligadas ao homicídio.
A tua avó também está detida.
Não podem fazer isso! É uma idosa. Vocês…
Cretino! E eles?
Não são idosos? Responde-me, cabrão!
Encontraremos provas no teu registo de chamadas.
Acreditem que não fiz nada, por favor…
Diz-me o nome dos membros do teu gangue.
- Diz-me. - Eu não fiz nada!
- Ele não vai ceder. - Não fiz nada…
- Não fiz nada… - Diz-nos.
- Não fizeste nada? - Diz-me os nomes.
Não fizeste nada? Cretino!
Desembucha! Já!
Guddu, diz-me os nomes!
- Bom dia, senhor. - Bom dia.
Senta-te. É muito urgente. Vamos diretos ao assunto.
Olha para este telefone.
Tens de consertá-lo. É muito importante.
É um telemóvel? Não é possível.
A placa-mãe está completamente partida.
Umesh, não aceito não como resposta.
Recupera os dados que conseguires.
Contactos, mensagens, imagens, o que conseguires. Não digas que não.
- Acreditem em mim… - Diz-me.
POLÍCIA INDIANA
Não se conseguiram controlar?
Ele alvejou o Bhupendra, senhora.
Também o quero matar, mas não posso.
Permissão para falar livremente.
Nem sempre controlamos a nossa fúria.
E bater no Guddu ajudou?
Ele disse alguma coisa?
Não.
Ainda não.
Vice-comissária Vartika Chaturvedi.
Só estou eu entre ti e eles.
Ou me contas a verdade ou eles arrancam-ta.
Não fiz nada. Estão a bater-me sem razão.
- Eu não fiz nada. - Segundo o código penal indiano,
o castigo por homicídio é morte por enforcamento.
- Sim, senhora. - Acusem-no.
Por favor, ouça-me.
Eu não fiz nada. Eles é que fizeram tudo.
De quem estás a falar?
Quantas pessoas tem o gangue?
Somos um grupo de quatro.
Dá-me os nomes.
Thermal, Babloo e Karishma.
Karishma?
A Karishma e o Babloo são um casal.
A Karishma trabalha no salão de beleza?
Sim, tinha um daqueles tipos de hepatite.
Mas trabalhava no salão de beleza?
Sim.
Senhora…
Ouça-me, eu não fiz nada.
- Senhora, eu… - Caluda!
Nem uma palavra.
Uma rapariga chamada Karishma trabalhou no salão
que atendia a Sra. Arora.
- Temos o número? - Sim.
Obtém os pormenores.
Jairaj.
- Senhora. - Como está o telefone dele?
Vou já ver.
SRA. ARORA SALÃO DE BELEZA RAASA
- Está lá, Anju? - Sim, senhora?
Disse-me que uma Karishma trabalhou no seu salão.
- Correto. - Qual era o nome completo?
Karishma Solanki.
Sabe a morada dela?
Só tenho o telefone, morada não.
Estou a ver. E fotografias?
É um tipo vistoso.
Vistoso? Parece um cabrão dum tarado.
- Por acaso, parece. - Volta atrás.
Vê aquela, com os cartões.
- Esta? - Sim.
- Há mais fotos como esta? - Não, esta é a única.
Então é essa. Imprime-a.
Temos uma morada.
Se formos apanhados…
… o que farás com o dinheiro?
Tens de manter a cabeça fria.
O que procuras?
- O que procuras? - O dinheiro.
Não o encontro em lado nenhum.
Estava mesmo aqui. Vê outra vez.
Vê aqui.
Vi em todo o lado.
Não está aqui.
Porque não perguntas à tua namorada?
Talvez o tenha visto.
Karishma!
Karishma!
Sim?
Ele não encontra o dinheiro. Viste-o?
Alguém o viu?
Há uma quarta pessoa aqui?
Foi o fisco que o veio buscar?
Alguém veio cá?
O espaço para o salão de beleza ia sair do mercado.
Por isso, usei o dinheiro como entrada.
Salão de…
Mas também tinha a parte do Thermal e do Guddu.
Do Guddu?
Ele não atende chamadas desde ontem! Queres pagar-lhe?
Está bem, ele que se foda! E o meu dinheiro?
Ajustamos o valor depois do próximo assalto.
- O próximo assalto? - Sim.
Qual próximo assalto?
Sabes o quão arriscado foi ontem à noite?
Podíamos estar presos!
Ontem, disse-te que não quero correr mais riscos.
Vamos dividir o dinheiro e sair. Vá.
Mas o dinheiro foi-se todo.
Também o mereci, não achas?
Quem conseguiu os contactos do salão? Eu!
- São anos de trabalho! - Cabra de merda.
A sério?
Então porque não fizeste tudo sozinha?
Podias ter conduzido o carro, estado de vigia
e vendido as joias!
Podias ter contratado uns servos!
Servos teriam feito um melhor trabalho do que esta equipa de merda.
O que conseguiste até agora é mais que suficiente.
Eu trato do que vier a seguir.
Eu trato primeiro. Entendes?
Dá-me a morada. Vou lá reaver o dinheiro.
- Não dou. - Karishma, dá-me a morada.
Não dou.
Juro que te mato. Entendes?
E podes esquecer a tua parte.
Ela não vai ceder, tio.
Não queres a tua parte?
És louca, não és? Gostas disto, não é?
Deixa-me abrir o salão. Devolvo-te tudo o que te devo.
Que raios vais fazer com um salão?
Já tens dinheiro!
Juro que te parto a cabeça!
Ouviste? Dá-me a morada.
- Diz-me. - Não…
É 845F, GK2.
Porque não a matamos?
E o que fazes com o corpo?
- Vá, vamos buscar o dinheiro. - E o Guddu?
O Guddu pode chupar-me a pila.
LINHA DE APOIO Nº 100 POLÍCIA DE NOVA DELI
- Onde? - Naquela viela.
- Qual? - Ali.
Aí.
- Aqui? - Sim.
É a segunda porta.
- A que está aberta? - Sim, essa.
Entrem, é a sala do outro lado.
Esperem aqui, não se mexam.
E não façam barulho.
Foda-se! São eles.
Vais por ali, eu por aqui.
- Rebha? - Papá…
Como te sentes?
Onde está a tua mãe?
Mandei-a para casa descansar. Queres que lhe ligue?
Senta-te comigo.
Sabes o santuário em casa?
Mesmo ao lado, no armário atrás do calendário de Shiva,
está um ficheiro.
O ficheiro contém
todos os documentos de investimentos e seguro de vida.
- Então… - Pai, não fales assim, por favor.
Não te vai acontecer nada.
Espero que já não estejas zangada comigo.
Esquece isso, pai.
Devia ter-te perguntado.
Desculpa, minha filha.
Por favor, não peças desculpa.
Eu é que peço.
Sei o quanto te preocupas comigo.
Mas, papá, é só que…
Preciso de tempo.
O que se passa aqui?
Afastem-se!
Afastem-se.
- Vá. - Afastem-se!
Isto é inacreditável, senhora. O predador tornou-se a presa.
Parece que brigaram entre si e as coisas descambaram.
Há algo de muito estranho nisto.
Este é o senhorio.
Ao seu dispor, senhora.
Suponho que tenha o contrato de arrendamento.
- Sim, claro. - Mostre-mo.
Deve estar algures em casa. Terei de procurar.
Não se arme em esperto comigo.
Não sabia que tinham cadastro?
Não, não sabia…
Jai Hind, senhora!
O número da Karishma Solanki está registado em nome de Lata Kumari.
Há um registo de detenção juvenil em nome dela em Ghaziabad.
O Guddu também a identificou nas fotos.
Ela tem uma casa em Ghaziabad.
- Consegue-me a morada. - Muito bem.
Jai Hind, senhora!
- As saídas estão marcadas? - E bloqueadas, senhora.
O que estão a fazer?
- Sudhir! - Sim, senhora!
- Cabrão! - O que fiz?
Onde está a Lata Kumari?
- O que fiz? - Responde-me, cabrão!
A Lata Kumari vive aqui?
O que se passa, pai?
Conhece-la?
Lata Solanki.
Ela não vive aqui.
Quem são vocês?
Vartika Chaturvedi. Vice-comissária da zona sul.
- E você? - Prakash Solanki.
É a minha mulher.
Onde está ela?
Sei lá!
A cabra deve andar a vadiar algures.
A Lata é mãe dele?
Ouve, amigo…
Se estás a esconder algo, está na hora de falar.
Não tenho nada a esconder.
Ela fez uma cena antes de ir embora.
O que fez a galdéria agora?
Calma, ela só vai levá-lo para dentro.
Ela cometeu homicídio.
A Polícia de Nova Deli procura-a.
Porque o deixou?
O que aconteceu?
Ela deixou-me há seis meses.
Ela tinha um caso?
Não sei o que lhe diga. Ela andava sempre a tramar alguma.
Tinha sonhos maiores do que a sua vida.
Ela trabalhou num salão de beleza?
Sim. Em Raj Nagar.
Atrás da sala de espetáculos de Bata.
Como se chamava?
Salão de Beleza Karishma.
Se tens alguma informação sobre ela,
diz-nos. É a única coisa segura a fazer.
Juro que não…
Algo cheira mal, senhora.
Uma mãe nunca abandonaria um filho.
Não creio que ela volte. Pede ao Neeti que vá ter ao salão.
Lambi Gali.
- Jai Hind, senhora. - Jai Hind.
Temos estado à sua espera.
Estivemos a tratar do registo das chamadas do Prakash Solanki.
Jai Hind, senhora!
Venha.
SALÃO DE BELEZA KARISHMA
- Quem é a proprietária? - Como posso ajudá-la?
Vartika Chaturvedi, vice-comissária da zona sul.
O que se passa? Sente-se, por favor.
- Quer um chá ou café? - Sente-se, por favor.
Sim, senhora.
Lata Kumari… Quero dizer, Lata Solanki.
Temos umas perguntas sobre ela.
Sim, a Lata trabalhou aqui.
Mas foi-se embora há seis meses.
Porque se demitiu?
Se calhar, conseguiu um trabalho melhor. É muito comum nesta área.
Ela conhece a Lata Kumari?
Não, ela só está cá há uma semana.
Eram chegadas?
Eu trato bem todas as minhas empregadas, com amor.
Mas é estritamente profissional.
Ela fugiu de Ghaziabad há seis meses.
- Não lhe disse nada? - Não.
Ela assumiu uma nova identidade em Nova Deli.
- Está a usar o seu nome. - O quê?
Sinceramente, estas raparigas veem-me como um exemplo.
Especialmente a Lata.
Ela fazia sempre perguntas pessoais.
E também imitava o meu estilo.
Anota o número.
Número, por favor.
Ela esfumou-se.
Teremos de nos haver com as peças que temos.
Vamos recuar.
Tenho de ir para casa.
Sim, e eu tenho de mudar a estratégia.
Eu ligo-te.
Namaste, mamã.
Já fizeste as malas?
- Deixa-me ajudar. - Não é preciso.
Vou voltar à base.
Mas o comboio só parte mais tarde.
- O que estás a fazer? - Porque estás a ser simpática?
Mal tens tempo para mim, porquê?
Sabes o que a minha família e amigos dizem de ti?
Que não me tens qualquer respeito.
Mas não é isso que pensas, certo?
- É tudo o que me importa… - Basta, Neeti!
Vais continuar a envergonhar-nos?
Sinto-me envergonhado.
Sentes-te envergonhado quando tens de trabalhar?
Porque tens vergonha de que eu faça o meu trabalho?
E se tens vergonha, é porque mereces.
A sério?
Vim para casa duas semanas. Quanto tempo passaste comigo?
- Bem, o caso… - Claro, o caso!
É a tua desculpa favorita!
Não podias ter tirado um dia?
Não.
Porque te casaste?
Cometi um erro.
- Fizeste o quê? - Cometi um erro!
Se querias uma dona de casa, devias ter casado com outra!
Sou polícia! Não posso parar de ir trabalhar e deixar pessoas morrer!
Há outros polícias que fazem o que tu fazes.
Também conseguem estar em casa!
- Eu também tenho tentado! - Não és a única!
Parece que tenho dois trabalhos, na polícia e a servir a tua família!
E entretanto a nossa relação destruiu-se!
Jai Hind, senhora.
- A sério, Bhupendra? - Estou bem, senhora.
- Sim? - Sim, a sério.
… dois membros do gangue foram encontrados mortos.
O terceiro membro do gangue foi preso pela polícia.
Segundo os relatórios,
este gangue tende a arrombar as casas ricas de Nova Deli,
mata as famílias e comete os assaltos.
A população de Nova Deli está…
Senhora, porque é que…
… deu a informação aos média?
Não devia?
Normalmente damos a informação depois de resolver um caso.
Estão a ser assassinadas pessoas na nossa cidade.
Não podemos permitir que continue.
O Jairaj esteve cá, pôs-me a par.
Deu-me todas as novidades.
Ela é tão boa que não deixou vestígios.
Senhora…
Deixam sempre, por muito pequenos que sejam.
Ela deve ter levado o dinheiro depois de matar os membros do gangue.
Uma rapariga com tanto dinheiro sozinha na cidade é…
Para onde poderá ter fugido?
Exato. Para onde?
Ambos os crimes foram cometidos com bastante planeamento.
Mas…
Assassinar os cúmplices…
Não creio que tenha sido planeado.
Ela é muito boa a planear.
Deixou o marido e o filho.
Quer as coisas boas da vida e depressa.
Fará qualquer coisa para as alcançar.
Não creio que tenha fugido.
Por vezes,
para sobreviver, é melhor escondermo-nos,
do que fugir.
Onde poderá estar escondida? Temos de perceber isso.
- Ashutosh. - Jai Hind, senhora.
- Temos os registos das chamadas? - Verifiquei cada número.
Tirando o Babloo e o Thermal, ligou para uma lavandaria e quatro restaurantes.
- Mais ninguém? - Não, senhora.
Muito bem.
Verifica a hora das chamadas feitas durante o dia.
A maioria das chamadas foram feitas
entre as 10 e as 11 da manhã.
O Babloo e o Thermal também ligaram à lavandaria à mesma hora.
E os restaurantes?
O que procuramos, exatamente? Pode ajudar a limitar a pesquisa.
Horas estranhas a que as chamadas tenham sido feitas.
Muito bem, vou ver.
Um minuto, senhora.
Destes quatro restaurantes,
há chamadas feitas para um deles
às 5h55, 6h15 e 6h18, no mesmo dia.
Quem é que pede comida a essas horas?
E o mais estranho
é que a chamada foi feita exatamente um dia após o primeiro homicídio.
Chama o tipo do restaurante à esquadra.
Sim, senhora. Jai Hind.
Obrigada.
Senhor, Sangam Vihar.
Sangam Vihar?
Viste bem? Devia ser Madangir.
As máquinas não mentem. Os humanos sim.
N.º 1302, Yogesh Kumar, Sangam Vihar.
Pode trabalhar em Madangir, mas vive em Sangam Vihar.
- Tira-me outra cópia. - Sim, senhor.
Dois membros do gangue Kaccha-Baniyan
foram encontrados mortos num apartamento em Madangiri.
O terceiro membro foi detido pela polícia,
enquanto o quarto continua a monte.
Se alguém tiver alguma informação ou pista
relacionada com este caso, ou com o gangue,
deve informar a Polícia de Nova Deli.
Desculpe, onde é o n.º 1302?
- Ali à frente. - Mais à frente?
- Sim. - Muito bem.
Venha comigo.
Yogesh?
Sim?
- Tens um negócio em Madangir? - Não.
- Vem à esquadra. - O que se passa?
O que foi? O que está a fazer?
- Estás fodido! - O que se passa?
O que estás aqui a fazer?
O Subhash deu-me a informação sobre o tipo do restaurante…
Foi encontrado, chama-se Yogesh.
O Subhash está a trazê-lo. Não deve tardar.
Estás bem?
Sim, senhora.
O que se passa?
Problemas em casa.
Queres falar disso?
Se precisares de algo, estou aqui.
Obrigada, senhora.
O Subhash voltou.
- Lata Solanki. - Não sei quem é.
- Queres que te relembre? - Subhash.
Lata Solanki.
Recebemos muitos pedidos neste número.
É o número impresso na ementa de comida para levar…
Há uma chamada para o teu número às 5h55
e depois mais duas com meia hora de diferença.
Foi tudo para entrega de comida?
Que restaurante abre tão cedo?
- Achas que somos otários? - Senhora…
Diz-nos a verdade, ou irás preso por muito tempo.
Porque iria preso? Apenas tentei ajudar alguém…
Ela é tua amiga?
Não, ela é que foi demasiado simpática.
Queria alugar uma casa para familiares por uns dias,
mas não tinha identificação, nem os documentos necessários.
Então arranjaste-lhe identificação falsa?
Ela não parava de ligar.
Estava preocupada que a família não tivesse abrigo do frio.
Por isso, ajudei-a. Só a levei lá, mais nada.
- Para onde? - Lambi Gali, Subhash Nagar.
Ela pagou o montante total, em dinheiro.
Parecia respeitável, não sabia que era criminosa…
Diz-me a morada.
Rua n.º 12, B/112.
Por favor, deixe-me ir.
- Senhora… - Testemunhas em tribunal?
Farei o que quiser.
Muito bem. Vamos.
- Aonde? - Vais dar um passeio.
GOVERNO DA ÍNDIA
Senhora.
Subhash Nagar é daqui até àquela rotunda.
Identificámos a rua, tem três saídas.
Vocês bloqueiam todas as entradas e saídas com as vossas equipas.
- Sudhir, Neeti, vêm comigo. - Sim, senhora.
- Sim, senhora. - Ela não nos espera, mas tenham cuidado.
Telefones todos no silêncio.
Ninguém fala no rádio e ninguém dispara. Entendido?
- Sim, senhora. - Boa sorte.
Obrigado, senhora.
Vocês ouviram, telefones no silêncio.
Quem é?
Para!
Para baixo!
- Eu não fiz nada, senhora. - Cala-te!
- Eu não fiz nada… - Cala-te!
- Eu não fiz nada. - Mexe-te.
Porque o fizeste?
Eu não fiz nada.
Porque o fizeste?
Eu não fiz nada, senhora.
Porquê?
Se eu não os matasse, matavam-me eles.
O Babloo e o Thermal.
Fi-lo para me defender.
Teve de ser.
E a Sra. Romila Arora e a Sra. Monga?
Não as matei.
Já lhe disse quem matei.
Porque não entende a minha situação?
- Ajude-me, por favor… - É só tretas!
- Como disse? - Para de dizer merda.
Isto são…
"Tretas."
"Merda."
Porque é que as pessoas me menosprezam sempre?
Eu não sou merda, senhora.
E não digo tretas.
Não pode simplesmente enxotar-me.
O que é meu é meu por direito.
Peço sempre com maneiras.
Também fui muito boa para a senhora Romila.
Tratei bem dela.
Confiei nela e julgava que ela valorizava a minha ética laboral.
Ela disse-me que me daria o dinheiro para abrir o meu salão.
Um dia, quando veio cortar o cabelo…
… eu disse: "Senhora…
… vi um espaço ótimo para o salão."
E ela respondeu…
… "Não digas merda.
Foca-te no teu trabalho."
Se ela não queria ajudar, porque prometeu que o faria?
Senhora…
Quero uma vida boa, como a sua.
Foi por isso que saí de casa.
Quero ter coisas.
Não quero ficar confinada à cozinha.
E o teu filho?
O quê?
E o teu filho?
Eu não queria um filho.
Ninguém sequer me perguntou.
Se está tão preocupada, pode adotá-lo.
Então, estás disposta a matar por dinheiro?
Não consegue ver o que fizeram de mal, pois não?
Mataram os meus sonhos. E essa?
Estamos em Nova Deli. O que não conseguimos pedindo…
… temos de roubar.
É a única forma.
A cela das mulheres está pronta.
Informaste o juiz?
Sim, o depoimento será gravado logo de manhã.
Não haverá resistência.
Estou, Vartika?
Anita, temos o culpado sob custódia. É uma mulher.
Uma mulher?
Quem é? Porque fez isto?
Era esteticista da sua mãe
no salão que ela frequentava.
Infelizmente, raramente percebemos porque as pessoas cometem estes crimes.
Os criminosos não conseguem explicar quando perguntamos.
Atormenta-nos.
Mas não há respostas nos olhos dum assassino.
- Senhora! - Desculpe, senhora!
- O caso é… - O que vai fazer a polícia?
- Dê-nos alguma informação. - Acalmem-se.
Acalmem-se, por favor.
Temos o prazer de informar que resolvemos o crime.
Tínhamos quatro acusados.
Dos quais encontrámos dois corpos num apartamento
e os outros dois estão sob custódia.
Quando tivermos um depoimento do culpado, revelá-lo-emos à imprensa.
- Obrigada. - Pode dizer-nos mais?
Parabéns, senhora.
- Sim, senhor. - Vi as notícias.
Bom trabalho.
Obrigada, senhor.
Também tenho notícias.
O ministério promoveu-te a Inspetora-geral.
Muito bem.
A promoção implica uma transferência.
Um local remoto.
Sabes o que dizem…
"A coragem tem um preço."
Senhor.
Legendas: Rui Vivas
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