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LEGENDA TRX JUNHO DE 2011
- Sil�ncio. - Devemos agora ver a quest�o
da prova f�sica, Sr. Whicher.
Sil�ncio!
Disse para se sentar, Sr. Whicher!
N�o h� qualquer raz�o para mand�-la a julgamento.
Est� livre para ir.
Sr. Whicher? Sr. Whicher? Tem algo a dizer?
Este � um triunfo da justi�a, n�o acha?
A luz brilhante de verdade derrotou
as for�as irracionais do boato e preconceito, n�o foi!
Inspetor!
Volte para Londres!
Todos a bordo!
ASSASSINATO EM ROAD HILL O DIA DO JU�ZO FINAL
Baseado em uma hist�ria ver�dica
Dois meses antes
Vou buscar outro balde.
Sinto muito, senhora. As crian�as est�o acordadas?
Crian�as? S� h� uma crian�a comigo.
- Mestre Savill n�o est� com voc�? - Certamente que n�o!
Pensei que deve ter ouvido ele chorar � noite
e trouxe ele com voc�.
N�o posso pegar uma crian�a da sua idade na minha condi��o!
- Quando notou que estava sumido? - Pouco depois do amanhecer.
Por que n�o me contou?
- Samuel! Samuel! - O que �?
- Savill est� sumido! - Sumido?
Elizabeth diz que n�o est� no seu ber�o
ao menos h� 2 horas. Achou que estava conosco!
Uma das outras crian�as deve ter levado ele para o quarto.
Vou me vestir.
Mary Ann! Elizabeth! Viram Savill?
Constance, Savill est� com voc�?
- N�o, pai. - Ele est� com William?
N�o, senhor. N�o est� com William.
- N�o viu ele? - N�o desde ontem � noite, pai.
- N�o est� com eles. - Ent�o onde pode estar?
Pelo amor de Deus, Samuel. Encontre ele!
Emily? Sarah? Emily!
- Savill! - Savill!
Savill!
Savill!
- Savill! - Savill?
Savill!
Sr. Kent! A janela estava aberta.
Voc� trancou ontem � noite, n�o �, senhor?
Como toda a casa.
Ent�o, algu�m entrou. Algu�m levou meu filho!
James. Master Savill foi levado!
- Levado, senhor? - Master Savill foi levado!
Vasculhem o lugar.
Savill!
Savill!
- Alguma coisa? - Nada.
Aposto que, se n�o encontrarmos uma crian�a viva,
encontraremos uma morta.
- Savill! - Savill?
Savill!
Benger!
Sangue?
Tem alguma coisa.
Oh, Deus.
Inspetor Whicher!
Whicher.
A casa de um ingl�s n�o � s� seu castelo.
� um lugar sagrado!
Apoiado! Apoiado!
A seguran�a de cada fam�lia
e de cada casa agora est� em jogo!
At� que este crime desprez�vel seja resolvido,
n�o h� homem, mulher ou crian�a
que possa dormir em paz em sua cama!
Apelo ao Ministro da Justi�a
para usar todos os meios � sua disposi��o
para garantir que o culpado
seja levado rapidamente � justi�a!
Apoiado! Apoiado!
Os policiais da aldeia n�o parecem ser melhores do que idiotas
e a Pol�cia de Wiltshire pior ainda.
Como assim, senhor?
Eles s�o arrogantes, obstrutivos, leigos.
E n�o est�o chegando a lugar nenhum.
O Ministro da Justi�a
nada menos pediu que eu mande
um policial inteligente para Wiltshire
o mais rapidamente poss�vel. Sua ficha � impec�vel.
N�o h� melhor detetive na for�a.
Obrigado por sua f� em mim, senhor.
Mas deve ficar ciente do que est� em jogo.
A reputa��o da Divis�o de Detetives
depende deste caso.
N�o vou decepcion�-lo, senhor.
- Boa sorte, Whicher. - Obrigado.
Voc� parece Wellington a caminho de Waterloo, senhor.
Pare�o um homem que foi enviado para Wiltshire, Dolly. � tudo.
Espero voc� de volta triunfante dentro de poucos dias.
Haver� um conhaque esperando por voc� no Old Red Lion!
Obrigado, Dolly.
At� que este crime desprez�vel seja resolvido,
n�o h� homem, mulher ou crian�a
que possa dormir em paz em sua cama!
Mas deve ficar ciente do que est� em jogo.
Superintendente Foley?
Whicher.
Estava esperando algu�m de uniforme.
Bem-vindo a Wiltshire.
Obrigado.
Claro, aqui n�o � Londres. Esta � uma aldeia inglesa.
Um mundo � parte. Deve considerar s�bio
confiar bastante no conhecimento local.
E o conhecimento local aponta para Elizabeth Gough, a bab�,
como a assassina.
Por isso a tenho sob cust�dia.
Porque � audi�ncia ser� a portas fechadas?
Inspetor Whicher! Ora, vejam!
Minha cama estava no meio e o ber�o de Savill
estava mais para a esquerda.
Ele n�o poderia jamais ter sa�do sozinho.
N�o ouvi nada durante a noite. Dormia profundamente.
Quando acordei e vi o ber�o de Savill
vazio, n�o imaginei nada.
Mas a crian�a estava sob seus cuidados, Srta. Gough.
Sei disso, senhor. Mas sinceramente acreditava
que ele foi levado para o quarto de sua m�e e seu pai.
Eu n�o matei o menino!
Como eu poderia?
Como algu�m poderia?
Ela chora, mas pela crian�a ou por ela mesma?
� �bvio que a prova continua inconclusiva.
N�o h�, assim, nenhuma raz�o
para det�-la mais sob cust�dia, Srta. Gough.
Voc� est� livre para ir.
Ah, deduzo que o Inspetor Whicher chegou.
De fato, senhor.
Sr. Whicher, esta investiga��o
agora estar� em suas m�os.
Sua reputa��o o precede.
Confiamos que trar� o assassino � justi�a,
e, para o bem de todos, com a maior rapidez poss�vel.
Esta � a minha inten��o, senhor.
Senhores, Senhores.
Inspetor Whicher da Pol�cia Metropolitana.
Primeiramente, gostaria de anunciar que
uma recompensa de $ 1200 foi oferecida
para informa��es que levem � condena��o
do assassino de Savill Kent.
Metade est� sendo oferecida pelo governo,
e a outra metade pelo pr�prio Sr. Samuel Kent.
Alguns podem dizer que � s� uma manobra de Kent,
para neutralizar aqueles que suspeitam dele
de participar no assassinato?
Sabe que n�o serei atra�do para responder
este tipo de perguntas, Sr. Redman.
E a partir de agora, esta investiga��o
ser� conduzida por mim, n�o por voc�s.
Leve-me at� a casa, Superintendente.
Inspetor...
Vamos, Jack. Por que est� aqui?
Quem est� no comando da investiga��o?
- Voc� est� no comando? - Vamos, Jack!
Inspetor Whicher. Bem-vindo.
Permita-me come�ar por expressar minhas sinceras condol�ncias
pela perda de seu filho.
Obrigado.
E, com o maior respeito ao Superintendente,
posso dizer como estou aliviado com a sua chegada.
Pressionei para que um detetive de Londres fosse enviado.
Esta terr�vel incerteza precisa ter um fim!
Veja voc� mesmo o sofrimento da minha esposa.
Meus filhos est�o sofrendo do mesmo modo.
- Como voc� deve estar. - Meu sofrimento n�o importa.
Desculpe a intromiss�o.
Queria perguntar se quer que eu retome
meus deveres normais agora?
- Voc� pode, Elizabeth. - Obrigada, minha senhora.
Nenhum de n�s duvidou da inoc�ncia da Srta. Gough.
Por que isto, senhor?
N�o posso acreditar que algu�m nesta casa, fam�lia ou criado,
seja capaz de tal ato.
E voc�, Sra. Kent?
Meu marido � o melhor juiz nestas quest�es.
Gough foi solta, Sr. Kent, n�o exonerada.
Bem, esta decis�o est� agora nas m�os do Sr. Whicher.
E eu vou fazer o meu melhor, senhor.
Escusado de dizer que o Inspetor pegar� leve aqui.
Esta � sua casa. N�o um lugar onde qualquer um,
mesmo um detetive, possa bisbilhotar...
Pelo contr�rio.
O Sr. Whicher deve transitar aqui sem
obst�culo at� que a verdade seja conhecida.
Obrigado, senhor.
Vou precisar ver as plantas.
Plantas?
Voc� deve ter feito uma planta detalhada da casa
como parte da sua investiga��o?
Sr. Kent n�o quis isso.
- N�o deve ouvi-lo literalmente. - Desculpe?
N�o importa o que ele diz, devemos seguir aqui
com o m�ximo de sensibilidade.
Vou aceitar a palavra dele, Superintendente.
Mande fazer as plantas.
Uma tentativa tosca foi feita para sugerir
que a entrada foi for�ada por fora.
A janela foi encontrada aberta assim.
E as persianas?
Parcialmente fechadas e trancadas por dentro.
Ent�o, n�o se poderia entrar por fora?
E mesmo se um intruso entrasse pela janela,
teria encontrado a porta da sala trancada.
Todas as outras portas e janelas estavam trancadas?
O Sr. Kent � muito exigente com a seguran�a.
- Por que isso? - Abusos foram cometidos.
Houve invas�o. Frutas roubadas do pomar,
peixes tirados do rio.
- N�o � um homem querido? - � um homem pr�spero.
E em um lugar como este a inveja pode
facilmente se tornar profunda maldade,
o que pode corromper a verdade infinitamente.
E a verdade � que o Sr. Kent �
um homem de subst�ncia e integridade.
As duas filhas mais velhas do primeiro casamento do Sr. Kent
dormiam no andar de cima.
Mary dormia no quarto ao lado dos seus pais.
Eveline, o beb�, dormia aqui ao lado de Gough
e o menino Savill aqui.
Deixei o ber�o como estava depois da noite do assassinato.
Bem longe da cama de Gough para algu�m
ter entrado e levado a crian�a
- sem acord�-la? - Acho bastante improv�vel.
Ainda acho que Gough assassinou Savill
e escondeu o corpo na latrina.
Por que ela mataria o menino?
N�o me preocupo com motivos, Whicher.
Bem, eu devo.
Acredito que Savill acordou
e viu um homem na cama da Srta. Gough.
e come�ou a gritar.
Ent�o ela apertou o cobertor na sua boca,
mas ele n�o parava.
E ela o sufocou.
Mas n�o dou cr�dito aos boatos
que o homem na cama da Srta. Gough era o Sr. Kent.
N�o serei algu�m para implic�-lo
no assassinato do pr�prio filho.
Nem eu, Superintendente. N�o sem uma boa raz�o.
Mas um detetive deve sempre procurar
significado nas a��es do homem,
bem como deve sempre procurar
pensamentos em seus rostos.
Estas s�o as escadas dos fundos para a cozinha.
Por que acha que o assassino teria usado este caminho?
� o mais curto e secreto para a porta dos fundos.
Teria sido simples para Gough ter usado esta porta
para admitir um amante
e levar a crian�a � privada sem ser ouvida.
Havia um pouco de sangue semi-congelado no ch�o,
e um resto de jornal com sangue junto da privada.
- Que jornal? - A Estrela da Manh�.
- Qual � o jornal do Sr. Kent? - O Times.
Mais uma prova de um intruso.
J� houve um fim mais s�rdido da vida de uma crian�a?
V� agora o horror disto, Sr. Whicher?
Entende agora como s�o grotescas
as acusa��es contra o Sr. Kent?
Seja qual for a escurid�o dentro desta casa,
devemos enfrent�-la.
Dr. Stapleton, o Inspetor Whicher quer
falar com voc� sobre a aut�psia.
Whicher, gra�as a Deus, voc� est� aqui.
Um bom homem est� sendo crucificado.
Precisa dar um fim nisto.
N�o v� nenhuma prova contra o Sr. Kent?
Nenhuma.
� imposs�vel que matasse a crian�a. Ele adorava o menino
- Ent�o diga suas descobertas. - Vou simplificar para voc�.
Havia ferimentos no pesco�o e no peito
e os l�bios tinham uma apar�ncia escura e machucada.
O que ap�ia minha cren�a de que algo foi pressionado � boca
para abafar seus gritos quando acordou
e viu Gough com um estranho.
Mas se ele j� f�ra sufocado, por que esfaque�-lo?
Para disfar�ar a verdadeira causa da morte,
e fazer parecer que ele n�o foi morto no quarto.
O que, com todo respeito, Superintendente Foley,
� um absurdo.
Acredito que o menino estava dormindo no seu ber�o.
Foi retirado suavemente e levado,
ainda dormindo, da casa.
Uma vez na privada, ele foi esfaqueado.
Primeiro no peito, mas quando isso n�o o matou,
a garganta foi cortada.
E como explica os l�bios enegrecidos?
A crian�a foi empurrada
de cabe�a no v�o sob a privada.
O sangue drenou para os seus l�bios.
Mas se a causa da morte foi esfaqueamento n�o asfixia,
seu cora��o ainda estaria bombeando.
- N�o haveria sangue por toda parte. - De fato.
O sangue foi claramente limpo depois com o cobertor.
E, possivelmente, com a roupa que o Superintendente Foley encontrou.
Que roupa?
Examinei a fossa sob a privada com um gancho. Estava l� dentro.
- O que �? - � uma pe�a que mulheres usam
entre o peito e o corpete.
Vou precisar levar isso.
Muito obrigado por sua ajuda.
Para Sir Richard Mayne, Comiss�rio, Scotland Yard.
Senhor, permita-me relatar como instru�do.
Os ju�zes deram-me toda a necess�ria autoridade,
como tamb�m o Sr. Kent,
para investigar dentro de sua casa e entre sua fam�lia.
Apesar da conduta imprest�vel
do Superintendente Foley,
estou propenso a concordar com ele em um aspecto.
Que algu�m da casa pode ter sido respons�vel pelo assassinato.
Todavia, como voc� esperaria,
continuo mantendo a mente aberta.
- O que est� fazendo? - Superintendente. Bom dia.
N�o pode certamente p�r
tal pe�a �ntima feminina em exposi��o.
Por que n�o?
Bem, o que voc� acha a imprensa vai achar disso?
Bastante, eu espero.
Gostaria que o maior n�mero de pessoas
visse para podermos identificar a dona.
Desculpe, Inspetor, mas est� brincando com fogo.
E eu gostaria que imprimisse e distribu�sse panfletos
para todas as casas na �rea, redigidos assim.
J� estamos afogados em informa��es!
Eu n�o estou me afogando.
Agora, quem encontrou o corpo?
William Nutt.
Que acredito era o homem na cama da Srta. Gough,
quando a crian�a acordou.
Quero conhec�-lo.
Nutt.
O Inspetor deseja falar com voc�.
Seja o que disse, n�o � verdade.
Seja quem disse?
Kent! Como se eu fosse t�o longe.
- Do que est� falando? - Do meu sobrinho.
Ele pegou umas ma��s do pomar de Kent.
- Kent processou ele. - Com todo direito!
Recebeu um m�s de trabalhos for�ados.
Uma crian�a de doze anos!
Mas tentar dizer que eu iria t�o longe
como matar seu filho como vingan�a...
- Ele sugeriu isto? - Juro que sim.
� mentira.
- Tentei ajudar a achar o menino. - Por qu�?
Porque era a coisa certa a fazer.
De quem foi a id�ia de olhar dentro da privada?
- Bem, minha, mas... - O que fez voc� olhar l� dentro?
Os policiais disseram para procurar cada depend�ncia!
Mas voc� fez uma observa��o pouco antes de encontrar a crian�a.
Diga ao inspetor qual foi.
Eu... Eu disse...
encontraremos uma crian�a morta se n�o encontrarmos uma viva.
Por que achou que ele poderia estar morto?
N�o responda, William!
Ele s� est� criando problemas e n�o tenho medo de lhe dizer na cara!
- Quem � voc�, senhora? - Hester Holley.
Sou a lavadeira dos Kents.
Mas n�o vou tocar numa pe�a de novo
at� que retirem suas mentiras sobre mim.
Que mentiras, Sra. Holley?
Dizem que perdi uma camisola logo depois do assassinato.
Nunca perdi.
Qual a import�ncia desta camisola?
N�o sei. Mas deve haver uma raz�o
ou o Sr. Kent n�o estaria me culpando.
E nem estaria fazendo tanta confus�o!
Superintendente?
A mulher � uma mentirosa.
- Mas uma camisola sumida? - Sim.
O que sugere que pode ter sido usado pelo assassino
e descartada porque estava ensanguentada?
Teoricamente, talvez.
A quem pertence?
Uma das filhas. Constance, eu acredito.
- Voc� a interrogou sobre isso? - N�o vi necessidade.
Ela ainda � uma crian�a.
Acho que � hora de eu voltar para a casa.
Sozinho, desta vez. Obrigado, Superintendente.
O Sr. Kent foi a Trowbridge
para ver a inscri��o no t�mulo do menino Savill.
� a Srta. Gough que eu quero ver.
Srta. Gough.
O Sr. Foley notou que voc� n�o chorou
quando viu o corpo de Savill.
Bem, sou sua bab�, n�o a sua m�e.
Voc� disse ao Sr. Foley...
Ele � um delator. Vai ao quarto de sua m�e e conta-lhe tudo.
Todas as crian�as n�o fazem isso?
Havia algo em especial que n�o queria que ele contasse?
Sei o que est� sugerindo.
Que algo indescrit�vel estava acontecendo
entre eu e o Sr. Kent.
- E que Savill nos viu. - Ele viu?
N�o!
Quanto conhece William Nutt?
Esta � a outra coisa
igualmente grotesca que foi dita. Nunca conheci o homem!
Ele mora nas proximidades.
N�s nos mantemos longe da aldeia nesta casa!
Ent�o, um estranho simplesmente entrou
e pegou o menino, enquanto voc� dormia?
Devem ter feito isto!
Esta crian�a com quem voc� parecia n�o ter qualquer v�nculo?
Eu deveria t�-lo amado mais, mas
eu n�o consegui.
Por que n�o?
Por causa de seus sentimentos por seu pai?
N�o!
- Ent�o por qu�? - Porque...
Por que o que?
Na antiga casa onde trabalhava havia uma crian�a pequena
a quem aprendi a amar quase como minha.
Ela morreu.
Partiu meu cora��o.
Eu...
jurei ent�o que nunca me permitiria
ficar t�o apegada a uma crian�a de novo.
N�o posso esperar que entenda.
Por que n�o contou isto ao Sr. Foley?
Admitir que tinha deliberadamente
endurecido meu cora��o contra a crian�a
poderia t�-lo convencido mais da minha culpa.
Isto � tudo.
Onde est� a Srta. Constance?
- Est� em seu quarto. Vou mostrar. - Tudo bem.
- Andar de cima, n�o �? - Sim.
Obrigado.
Com que direito entra e revista meu quarto?
Pelo direito que seu pai me concedeu, Srta. Kent.
Continue revistando.
N�o vai achar nenhuma pista aqui, prometo.
Srta. Kent!
Gostaria de falar com voc�, por favor.
Esta � uma lista de sua roupa?
Recentemente, voltei da escola.
Fa�o uma quando fa�o as malas.
H� tr�s camisolas aqui. Onde est�o elas?
- Duas est�o l�. - Posso ver?
E a terceira?
Perdida pela nossa lavadeira dias depois que Savill foi morto.
- Era id�ntica a estas? - Sim.
- Ent�o de quem � esta? - Da minha irm�.
Desde a Sra. Holley agora se recusa a lavar nossa roupa,
precisei pegar uma limpa emprestada.
Por que se recusa a lavar a roupa da fam�lia?
Est� com raiva por ter sido culpada pela perda.
- Quem a culpa? - Meu pai.
- E voc�? - Por que deveria?
Porque o desaparecimento da sua camisola
pode coloc�-la sob suspeita.
Essa � uma acusa��o terr�vel.
- Eu amava Savill. - N�o � uma acusa��o.
Fico feliz em ouvir isso.
� um truque de detetive, acho. Para ver a minha rea��o.
Voc� viu. Est� feliz?
- Precisarei levar estas. - Constance, eu... Est� ai.
- William? - Sim.
- Inspetor Whicher. - Eu sei.
- Est� muito bom. - Esocidae Lucius.
O l�cio do norte.
Aterrorizante.
Obrigado.
Preciso falar com voc� de novo.
Voc�s dois.
Plantas da casa do crime?
O que n�o eu daria por uma c�pia destas, Inspetor.
Conhaque?
N�o seria uma tentativa para subornar um detetive, seria?
Jack! Como est� progredindo a sua investiga��o?
Quando jamais respondi tal pergunta?
Muito bem, ent�o?
Vou levar isto para meu quarto, senhorio.
- Senhor. - Pr�ncipe dos detetives, hein?
Por que acha que o assassino teria usado este caminho?
� o mais curto e secreto para a porta dos fundos.
N�o posso acreditar que algu�m nesta casa, fam�lia ou criado,
capaz de tal ato.
Ent�o, um estranho simplesmente entrou
e pegou o menino, enquanto voc� dormia?
Devem ter feito isto!
Havia um peda�o de ensang�entado jornal ao lado da privada.
- Que jornal? - Estrela da Manh�.
- Qual � o jornal do Sr. Kent? - O Times.
Vejo que precisa de informa��o, Inspetor?
Bem, um detetive pode nunca ter informa��es suficientes.
Acho que encontrou uma pista nova.
- Talvez. - S�rio?
O que o traz de volta aqui?
Preciso pression�-lo sobre uma quest�o relativa � fam�lia Kent.
Sou o m�dico de fam�lia. Tenho um dever de confian�a.
E se houvesse outro modo de obter esta informa��o, eu usaria.
Que informa��o?
Constance Kent. Que tipo de pessoa ela �?
- Um tipo muito interessante. - De que modo?
- Voc� leu isso? - Ouvi falar.
Nele Darwin sustenta que, para entender quem somos,
devemos primeiro reconhecer de onde evolu�mos.
E como evolu�mos, gradualmente, ao longo das gera��es,
muito da nossa identidade � herdada.
Como � isto relevante para Constance?
Sua m�e, a primeira esposa de Kent,
Mary Ann Kent, era bastante louca.
Agora, como um cientista e m�dico,
posso dizer que a loucura em mulher
� geralmente herdada da m�e.
- � mesmo? - Sem d�vida.
Est� sugerindo que Constance � louca?
- Kent n�o mencionou isso? - N�o.
Bem, � um assunto que ele acha
extremamente doloroso.
E ele nunca poderia imaginar que levaria a isso.
Levar a qu�?
Claramente voc� suspeita de Constance pelo assassinato.
Na minha longa experi�ncia, sei que
assassinato a sangue frio de uma crian�a por outra
� t�o raro que � quase desconhecido.
Salvo se o autor n�o est� bem da cabe�a.
Diz Constance � louca. Pode me provar?
Duas semanas antes da sua madrasta deu � luz a Savill,
Constance perdeu o uso das pernas.
Eu a examinei.
N�o havia nenhuma causa f�sica.
- Isto n�o prova... - A menina me apavora, Inspetor.
N�o dormiria na mesma casa que ela sem trancar a porta do meu quarto.
Senhor, agora encontro-me mais distante
das descobertas do Superintendente Foley.
Surgiu prova que sugere
que Constance Kent pode ter estado envolvida
na morte de seu meio-irm�o.
Pretendo agora entrevistar os amigos da escola de Constance,
na tentativa de melhor entender seu tipo.
Emma?
Inspetor Whicher.
Obrigado.
Estou investigando o assassinato em Road Hill House.
Entendo que � uma amiga de Constance Kent?
S� quero fazer-lhe algumas perguntas.
Ela � feliz em casa?
Srta. Moody?
Ela n�o gosta de sua madrasta.
Como assim?
Diz que faz com que ela use roupas velhas.
E se Constance quer um vestido marrom,
�-lhe dito que s� pode ter preto.
E quanto a Savill?
N�o quero dizer nada que a deixe em apuros.
Como ela se dava com Savill?
Disse-me que costumava belisc�-lo
para que chorasse. Eu lhe disse que era horr�vel.
Ela disse: "Gostaria que se seu pai se casasse de novo
"e a sua esposa tratasse voc� como uma criada?"
Foi o que ela lhe contou?
Ela era t�o infeliz que fugiu de casa uma vez.
- Quando foi isso? - Quando tinha 12 anos, acho.
Ela se vestiu como menino e levou William.
Foram para a Bristol com a id�ia de irem ao mar como camareiros,
mas foram pegos antes de chegarem l�.
N�o vai lhe contar que lhe disse nada disso?
Voc� vai?
A quem pertence?
Uma das filhas. Constance, eu acredito.
O sumi�o de sua camisola
pode coloc�-la sob suspeita.
Deve ter perguntas dif�ceis para mim, Whicher.
Continue.
Deseja que eu saia?
Tenho perguntas dif�ceis para voc� tamb�m, Sra. Kent.
Muito bem.
Samuel e eu n�o temos segredos.
H� alega��es sobre voc� e a Srta. Gough.
- Alguma verdade nelas? - Nenhuma.
Ent�o, por que boatos de que � respons�vel
pela morte do seu pr�prio filho?
N�o sou um homem popular aqui.
Por que isso? N�o pode ser s� inveja.
- � por causa de seu trabalho. - Um sub-inspetor de f�bricas?
Ele deve fazer cumprir a lei.
S� na semana passada, teve que tirar 20 menores de uma f�brica local.
Seus pais ficaram furiosos! Ele foi abusado, cuspido,
simplesmente por tentar proteger crian�as!
Parece que as mesmas pessoas que me acusam
de participar na morte do meu pr�prio filho,
est�o prontas a p�r seus pr�prios filhos
correndo risco de morte por causa de alguns xelins por semana.
Bem, estes poucos shillings
podem ser desesperadamente necess�rios.
Sim, � claro.
Mas como se pode p�r um pre�o na vida de uma crian�a?
Devo perguntar-lhe sobre Constance.
O Dr. Stapleton sugeriu que ela possa
estar sofrendo de fraqueza mental.
Eu...
Eu evito de chamar de fraqueza mental.
Ela tem arroubos de paix�o
que explodem sem raz�o aparente.
Todavia, tem a capacidade de ficar inexpressiva
e isolada quando se esperaria raiva.
Portanto, voc�s n�o se gostavam?
Fiz o melhor para ser uma boa m�e para todos os filhos de Samuel.
Incluindo William?
Minha esposa o criou quase como seu pr�prio filho.
Suas botas, eu notei, est�o gastas e arranhadas,
e as camisolas de Constance s�o de linho grosso?
N�o acredito em mimar as crian�as.
Ent�o, quando Constance e William fugiram de casa,
n�o foi porque voc� as deixava infelizes?
Aquilo foi uma aventura infantil!
Quando ela usou roupas de menino e cortou o cabelo,
- Mary. Mary... - ela fez isso na privada
onde Savill foi assassinado!
A janela foi encontrada aberta e as persianas fechadas.
Assim, a entrada n�o poderia ter acontecido por fora?
N�o posso acreditar que algu�m nesta casa, fam�lia ou criado,
seja capaz de tal ato.
Constance.
Preciso falar mais com voc�.
Ent�o fale. N�o me importo.
Por que perdeu o uso das pernas pouco antes Savill nascer?
Eu estava com gripe.
N�o teve rela��o com o fato que sua madrasta
estava para dar � luz ao filho do seu pai?
Nenhuma.
Voc� se ressentiu com o nascimento?
N�o mais do que me ressenti da chegada de Eveline e Mary.
Eu adorava Savill.
- Tanto quanto ama William? - N�o posso compar�-los!
- Mas voc�s s�o muito pr�ximos. - Claro!
Quando mam�e estava morrendo e depois, Constance cuidou de mim.
N�o h� nada que ela n�o faria por voc�?
Nem eu por ela.
N�o sabe nada do assassinato. Nem eu.
Quando voc� fugiu de casa
deixou suas roupas na privada
onde Savill foi encontrado assassinado.
� uma coincid�ncia.
Tamb�m � coincid�ncia que jogou seu cabelo e roupas
na mesma fossa onde ele foi encontrado?
� uma coincid�ncia.
E uma coincid�ncia n�o faz de algu�m um assassino, Sr. Whicher.
Deveria saber disso!
Ou n�o se importa se mandar um inocente para a forca?
- Claro que me importo. - Est� certo que nunca fez isso?
Sim.
N�o significa que n�o poderia cometer tal erro no futuro.
O jornal do papai relata que voc� tem uma nova pista.
Vamos esperar que o ajude.
Eles est�o bem?
O Ministro da Justi�a prometeu uma solu��o urgente
e ainda n�o houve nenhuma!
Garantiu � C�mera que a chegada em Wiltshire
de um policial da For�a Metropolitana
seria seguida de uma r�pida pris�o!
Nada disto aconteceu!
Isto est� se tornando r�pido um esc�ndalo nacional!
Inspetor, recebi mais cartas do Ministro da Justi�a,
buscando garantia de que uma pris�o � iminente.
Ele reflete a crescente preocupa��o p�blica.
� crucial para a reputa��o da Divis�o de Detetives,
e a sua pr�pria,
que efetue uma pris�o o mais cedo poss�vel.
Ir� o Ministro da Justi�a procurar um urgente
compromisso do Comiss�rio
de que o assassino ser� preso e posto com seguran�a
atr�s das grades sem mais demora.
- Inspetor Whicher. - Sr. Whicher, senhor.
Voc� sabe quem � o assassino?
Acredito que sim, senhor.
Ent�o quer que expedimos um mandado de pris�o?
Gostaria de um pouco mais de tempo.
Por qu�?
Bem, ainda n�o estou pronto com rela��o
� prova como gostaria de estar.
O Ministro da Justi�a insistiu com todos n�s
sobre a necessidade de concluir o caso rapidamente.
Eu sei.
N�o est� confiante que, se agir agora, pode faz�-lo?
Tenho certeza que posso.
Ent�o certamente deve!
Aqui, por favor.
N�o.
O que est� acontecendo?
O Inspetor tem algo importante para dizer a Constance.
Sou um policial
e tenho um mandado para a sua pris�o,
acusando-a do assassinato
de seu irm�o, Savill Francis Kent,
- que vou ler. - Eu sou inocente!
Este mandado � emitido para a pris�o de Constan�a Emily Kent,
acusada do homic�dio doloso de Francis Savill Kent,
em Road Hill House, no condado de Wiltshire.
Inspetor, sou inocente!
N�o. Eu sou inocente!
N�o! N�o, n�o, n�o!
N�o!
Inspetor, ela foi acusada?
Sr. Whicher, ela est� presa?
E quanto o seu pai? Seu pai � um suspeito?
Sr. Whicher, ela foi acusada de assassinato? Sr. Whicher!
Sil�ncio, por favor.
Inspetor Whicher. Tem uma declara��o a fazer.
Estou envolvido desde domingo passado
na investiga��o do assassinato de Francis Savill Kent.
Examinei o local
e conclu� que o assassinato foi cometido por uma pessoa da casa.
Fiz certas perguntas a estas pessoas, incluindo Constance Kent.
Examinei seu quarto, incluindo gavetas com sua roupa pessoal.
Sil�ncio! Sil�ncio.
- Que vergonha! - Obrigado.
Achei isso. Uma lista de suas roupas.
A lista, feita pela Srta. Kent, inclui tr�s camisolas.
Ela s� foi capaz de mostrar duas delas.
A outra est� sumida.
� minha convic��o que esta camisola desaparecida
� a chave deste assassinato.
Sil�ncio!
� tamb�m minha convic��o que a Srta. Kent
guardava certos sentimentos sombrios
para com o falecido
e que ela sofre de uma doen�a mental.
Pe�o-lhes agora que a coloquem sob cust�dia
para me permitir reunir mais provas
relativas a estes dois aspectos do caso.
Quanto tempo precisa?
Uma semana seria normal, senhor.
Tem alguma coisa a dizer, Srta. Kent?
N�o, senhor.
Muito bem, ent�o. � concedida uma semana.
Srta. Kent, ser� levada a cadeia de Devizes
e mantida sob cust�dia por suspeita de assassinato.
Sinto muito, senhor.
Est� fazendo o seu dever Whicher. � tudo.
� melhor estar certo sobre isso!
Para Sir Richard Mayne, Comiss�rio de Pol�cia, Scotland Yard.
Senhor, hoje prendi Constance Kent.
Ela est� sob cust�dia.
Os ju�zes concederam uma semana para reunir provas.
Estou mal ajeitado com a pol�cia local.
Quero ajuda.
Por favor, envie, Sargento Williamson. Urgente.
Jogada desesperada ou truque engenhoso, inspetor?
� tudo que todos est�o perguntando. Hein?
- Qual �, Sr. Whicher? - Vamos, Sr. Whicher!
Ent�o, Jack, tudo quieto aqui no interior?
Dolly.
- Como Kent pode pagar isso? - � alugado.
Ent�o, s� est� brincando de propriet�rio?
Ele vive como todo ingl�s sonha em viver.
Nada errado com isso.
Mas est� certo que ele n�o � o assassino?
Todos querem que seja, mas n�o � ele.
Juntei toda a roupa e e trouxe aqui para separar.
E est� absolutamente certa que viu a camisola?
Sim. Eu recolhi do quarto de Constance.
Coloquei neste cesto.
Anotei no livro da lavanderia como sempre.
- Em que condi��o estava? - O que quer dizer, senhor?
Estava limpa ou suja?
Apenas como seria de esperar de uma semana de uso.
- Alguma mancha de sangue? - N�o!
Mas a lavadeira nunca recebeu.
Poderia algu�m ter entrado aqui e mexido na roupa, Sarah?
Responda ao detetive.
A Srta. Constance veio aqui.
Ela...
Ela me pediu para olhar no bolso da camisola
porque pensou que poderia ter deixado sua bolsa nele.
Ent�o, achei a pe�a e verifiquei.
N�o havia nenhuma bolsa.
Coloquei de volta no cesto e ent�o...
N�o quero piorar coisas para ela!
Continue.
Ela me perguntou se poderia buscar-lhe um copo de �gua.
S� demorei um minuto. N�o acho que ela fez algo!
Obrigado, Srta. Cox.
Ela poderia facilmente ter roubado a camisola
quando Cox foi buscar a �gua,
e escondido sob suas saias.
Mas esta n�o era a camisola manchada de sangue.
N�o, deve escondido esta em algum lugar.
Esta foi uma limpa que vestiu depois do assassinato.
Mas por que roubar uma camisola sem mancha de sangue nela,
que n�o poderia incrimin�-la de modo algum?
Este � o sinal da sua intelig�ncia.
Constance tem tr�s camisolas.
Uma est� usando na noite do crime
e fica ensanguentada, ent�o ela esconde.
Agora fica com duas camisolas.
Sabe que algu�m pode perguntar onde est� a terceira.
Ent�o pega uma das camisolas e coloca para a lavar.
Mas depois que a criada Cox recolhe com todas as outras roupas,
anota no livro da lavanderia,
Constance rouba de volta.
A camisola nunca chega � lavadeira.
Mas ela � acusada de perd�-la.
Ent�o, agora Constance pode dar conta de todas as camisolas.
Voc� est� certo. � inteligente. � como um truque de tr�s cartas.
Ent�o, onde est� a ensanguentada?
Precisamos encontr�-la.
Gostaria de revistar a casa pela camisola.
Eu j� revistei.
Ademais, no caso improv�vel da sua teoria
estar correta e Constance for a assassina,
ela n�o teria destru�do?
Como? N�o poderia ter queimado. Voc� disse
que nenhum fogo foi aceso na casa durante a noite.
Deve estar l�.
Mande uma d�zia de policiais se precisar.
Eu quero aquela camisola.
- Esta est� trancada. - Vou buscar as chaves.
William.
Temos algumas perguntas para fazer-lhe.
Ouviu Constance sair do quarto na noite do assassinato de Savill?
Ouviu alguma coisa naquela noite?
- Ou�a, sei que � dif�cil... - N�o tenho nada a dizer,
salvo que sei que ela � inocente!
Por mais doloroso que seja, devo chegar � verdade. Entende?
Inspetor!
Ele perdeu seu irm�o. Sua querida irm�
� acusada de mat�-lo.
Isto est� partindo seu cora��o.
E pe�o desculpa, mas preciso perguntar.
Se pression�-lo demais, temo sinceramente por sua sanidade.
E acredito que h� um modo
pelo qual podemos evitar que ele passe por isso.
Continue.
Se eu visitasse Constance,
e pedisse, como pai, para dizer
toda verdade perante Deus.
Espere aqui.
Voc� est� bem, senhor?
Nunca estive dentro de um lugar deste antes.
� triste, eu concordo.
A id�ia dela estar confinada aqui...
Claro que quero a verdade seja conhecida, Whicher,
mas se for como voc� sugere
e temo ent�o...
N�o posso encar�-la!
- Sr. Kent. - Sinto muito, Whicher.
Encontro-me preso entre pena pela minha filha
e horror pelo que ela possa ter feito!
N�o posso encar�-la!
- Sr. Kent! - Lamento, Whicher.
Disseram-me que meu pai viria.
Que ele tinha algo importante para me dizer.
Seu pai lamenta que n�o deseja falar com voc� afinal.
- Ent�o, tranque-me na minha cela. - Constance...
Por favor, chame-me de Srta. Kent, Inspetor.
O que seu pai quer, Srta. Kent,
� que voc� diga a verdade Ele est� angustiado.
Eu sei disso.
E voc� poderia livr�-lo do pior daquela ang�stia.
Confessando algo que n�o fiz?
Dizendo a verdade.
N�o importa quanto dif�cil possa ser,
haveria mais compreens�o do que voc� imagina.
Solidariedade mesmo.
Oh, porque sou louca?
Loucura n�o � um crime, Srta. Kent.
De fato, a lei absolve os acometidos de responsabilidade.
Quer dizer que n�o enfrentaria o la�o do carrasco?
Quer me convencer a confessar,
tentando-me com uma alternativa?
O resto da vida em um hosp�cio?
De cabe�a raspada, amarrada, acorrentada, torturada.
- Srta. Kent... - N�o sou louca nem tola, Inspetor!
Prefiro ser enforcada!
Por favor, tranque-me.
Vamos, tranque-me, por favor!
Sr. Redman.
Foley est� cancelando a busca da sua famosa camisola.
O qu�?
Significa que pode ter exagerado a sua import�ncia?
A busca foi conclu�da?
Acho que desperdicei muito do valioso tempo de meus policiais
na sua obsess�o por um peda�o de linho.
Tempo que deve ser gasto em outras investiga��es.
Que outras investiga��es?
Investiga��es destinadas a me sabotar?
A maioria das pessoas acredita que seja o contr�rio.
Que voc� cometeu um terr�vel erro de julgamento
e est� mandando uma garota inocente para a forca.
- Jack. - O qu�?
Algu�m para v�-lo.
Eu teria me apresentado mais cedo,
mas uma criada tem o dever de confian�a
para com quem ela trabalha
e receava que pensasse serem s� mais boatos maliciosos.
Mas ent�o soube da pris�o da Srta. Constance e eu...
Apenas conte-nos o que sabe.
Eu era empregada da fam�lia quando moravam em Somersetshire.
A primeira senhora Kent ainda estava viva
e as crian�as era cuidadas por uma bab�, a Srta. Pratt.
Que agora � a segunda Sra. Kent.
Durante todo o tempo em que trabalhei para eles,
o Sr. e Sra. Kent nunca dividiram uma cama.
Dormiam em quartos separados.
N�o � compreens�vel?
- Afinal a Sra. Kent estava doente. - N�o doente como diziam.
Havia doen�a f�sica, sim, e ela ficava aflita �s vezes,
mas era por causa da rela��o do Sr. Kent
com a Srta. Pratt.
- Est� sugerindo que eram amantes? - T�nhamos certeza disto.
E o Sr. Kent mandava todos n�s, criados e familiares,
considerar a Srta. Pratt, em vez de sua esposa,
como nossa patroa.
E Constance?
Era muito jovem para entender o que estava fazendo.
O que quer dizer?
Quando a Srta. Pratt zombava de sua m�e, ela aderia.
Um certa pessoa, ela a chamava.
Uma certa pessoa derramou seu ch� no ch�o!
E eles riam juntos. Ela e William.
Como devem ter se sentido culpados
quando souberam a verdade sobre o seu pai e a Srta. Pratt.
A m�e de Constance n�o era louca, Sr. Whicher.
E nem � Constance.
Ent�o como ela poderia ter matado a crian�a?
Porque ela n�o agiu sozinha.
Lamento ter demorado entender isto,
mas sei com que crueldade voc� foi tratada.
Sua madrasta virou voc� contra a sua m�e verdadeira,
quando voc� era jovem demais para entender.
N�o vai ganhar nada fingindo piedade, Inspetor.
N�o � fingida, Constance.
Voc� aderiu � toda crueldade dela
e ela roubou sua m�e de todo o amor que voc� poderia ter dado.
Voc� tinha s� cinco ou seis anos.
Eu n�o vivo no passado, Inspetor.
Deve ter arrancado o seu cora��o
quando percebeu a verdade.
Por anos, tem desejado expiar por sua trai��o.
Mas sua m�e est� morta agora. N�o pode.
Se me senti infeliz com algo, aprendi a viver com ela.
E quanto a William?
- Deve ter sido infeliz tamb�m. - Pode ser verdade.
Voc�s deviam estar preparados para fazer quase tudo
para aliviarem a sua dor.
Vejo onde isso est� indo.
O detetive n�o consegue provar
que a acusada matou, porque ela � louca.
Ent�o agora tenta sugerir que ela fez isso
porque seu irm�o ajudou?
O que eu sei, por experi�ncia, Constance,
� que duas pessoas juntas s�o capazes de realizar atos
que sozinhas n�o ousariam.
William era infeliz o bastante para fugir de
casa antes mesmo de Savill nascer.
Imagine quanto desesperado deve ter sentido
quando viu que seu lugar no afeto do seu pai foi tomado por...
� voc� quem est� desesperado, Inspetor!
Posso ver no seu rosto.
Fui derrotado por uma menina de 16 anos.
- Sabe que n�o temos provas. - E tempo.
Tudo o que precisa fazer � se manter calma por mais uns dias.
Se n�o posso dobrar Constance, n�o tenho escolha
sen�o falar com o irm�o William.
E a fragilidade mental do menino? Kent disse que se for��-lo demais...
Kent disse muito, Dolly.
Quanto deve ser acreditado, eu n�o sei.
Mas se ele quer mesmo justi�a para seu filho,
n�o deve me impedir de chegar � verdade.
Vejo voc� de manh�, Jack.
N�o far� Deus buscar isso.
Muito apto.
O problema � que preciso buscar a verdade
e n�o tenho poderes divinos.
E a verdade � que preciso de sua ajuda, Sr. Kent.
Ainda est� certo da culpa de Constance?
Tenho raz�es para crer que William pode ter
ajudado Constance no assassinato.
Tem alguma prova?
A prova que procuro n�o se materializou,
mas outras provas sim.
Uma criada se apresentou, que trabalhava para voc� h� uns anos.
Disse que voc� dividia a cama da governanta,
a mulher com quem depois voc� se casou,
enquanto sua primeira esposa ainda estava viva.
N�o havia nada impr�prio entre n�s.
Que � a resposta que voc� me deu
sobre a alega��o de que dividia sua cama
com a criada, a Srta. Gough.
Eu sei.
Veja, acho isto muito dif�cil, Sr. Kent.
Sua vida �, no m�nimo, um terr�vel
emaranhado de coincid�ncia e ambig�idade.
Por que deveria acreditar em uma palavra que diz?
N�o posso pensar em modo simples
de convenc�-lo, Inspetor, salvo...
Continue.
Confiando-lhe
a mais dif�cil confiss�o que jamais poderia fazer.
Todo pai deveria amar seus filhos igualmente.
Favoritismo � errado,
mas meus sentimentos por Savill...
Algo nele. Um olhar no seu rosto,
�s vezes quando me via entrar em um sala.
Sua morte � um castigo de Deus
por am�-lo mais do que meus outros filhos.
Sinto muito.
� s� a id�ia de que nunca mais verei aquele rosto de novo.
E assim voc� guarda isto na sua lembran�a,
sabendo que no final � tudo que ter� deles.
Voc� perdeu um filho?
Um menino.
H� muito tempo atr�s agora.
Prefiro ter sua licen�a para interrogar William,
mas se n�o conced�-la...
N�o. N�o, deve fazer como achar direito, Whicher.
Nada deve vir entre voc� e a verdade.
� muito imaginativo, William.
Quero ver se pode imaginar outra coisa. Vamos.
Quero que imagine a noite em que Savill foi roubado do seu ber�o.
Melhor ainda. Vamos imaginar juntos, sim?
N�o � f�cil, n�o �?
H� certas coisas que sempre me incomodaram.
Por exemplo, como seu sequestrador
conseguiu tir�-lo da cama sem acord�-lo?
Digo, ele n�o � beb� afinal. Tem quase quatro anos.
E depois deixar os cobertores perfeitamente alisados.
- Ser� que ela tem um c�mplice? - Eu n�o sei.
Seria muito mais f�cil se algu�m abrisse a porta para ela,
quando ele o levava da casa, n�o acha?
- Certo, vamos. Vamos pensar. - N�o quero fazer isso!
Vamos. Agora vamos pensar.
Ela precisa levar a crian�a por aqui.
Diria que seria muito mais f�cil, n�o �,
ter algu�m para ajud�-la?
N�o se esque�a que ela precisa ter a arma do crime com ela.
Onde est� a faca se est� carregando o beb�?
No bolso da camisola?
Faz muito mais sentido algu�m para carreg�-la.
E n�o se esque�a, o tempo todo est� pensando,
Quando chegar com este menino na privada,
vou ter que esfaque�-lo enquanto dorme nos meus bra�os.
Esta linda crian�a. E enfi�-la na fossa imunda!
Sozinha, ela poderia perder a coragem.
Talvez por isso precise de um c�mplice. Para encoraj�-la?
Pois o c�mplice tem tanta raz�o que ela para querer a crian�a morta!
- Consegue imaginar isso, William? - N�o!
Talvez se entramos juntos, voc� conseguir�. Vamos fazer isso?
Minha irm� n�o machucou Savill, nem eu!
Mas mudaria a sua hist�ria se eu levasse voc� ai dentro?
- Por favor, n�o! - Venha, d� uma olhada.
Olhe para isto! Lembra alguma coisa?
Ei, olhe!
- Vamos, William, hein? - Por favor!
O que est� lembrando? Hein? Alguma coisa?
D� uma olhada! Vamos!
- Hein? - Por favor, n�o!
Eh? Olhe!
Por favor.
Vamos, rapaz. V� embora.
Ent�o?
Eu n�o o forcei o bastante.
- Era compreens�vel. - Por que � compreens�vel?
Porque n�o est� na sua natureza ser duro com uma crian�a.
N�o � da minha natureza deixar o assassino
de uma crian�a escapar da justi�a, Dolly.
Sou um detetive. Vim aqui esperando
acabar com o sofrimento de uma fam�lia.
Mas � ficou mais profundo.
N�o consigo dobrar Constance porque ela � muito forte...
e n�o consigo dobrar William porque ele � muito fraco.
N�o haver� confiss�o!
Precisamos achar aquela camisola!
Foley nunca revistou este local corretamente.
Poderia facilmente ter ocultado na casa na noite do crime,
depois trouxe aqui na manh� seguinte!
Pode estar em qualquer lugar.
L�... L�...
- Talvez jogou no rio. - Ent�o foi levada pela �gua.
N�o necessariamente.
� raso, lento.
Pode ter afundado, ficou presa no leito do rio.
Poder�amos baixar o n�vel do rio e dragar.
- Como? - Eu n�o sei.
Construir uma barragem, desviar a �gua de algum modo.
A audi�ncia � amanh�. Jack, s� temos algumas horas!
- Estou certo sobre isso, Dolly! - E tamb�m acho que est�.
Mas n�o vamos encontrar a camisola agora!
Olha, fizemos todo o poss�vel.
E temos uma coisa inestim�vel em nosso favor.
A sua reputa��o, Jack.
Qualquer um que entende a mente criminosa
sabe que voc� n�o erraria.
No final, ser� a sua palavra contra a de Constance.
A sua vai prevalecer.
Volta para Londres!
Deveria se envergonhar, Sr. Whicher!
N�o faz a menor id�ia, faz?
Srta. Kent!
Ainda declara sua inoc�ncia, Srta. Kent?
- Deixe a garota passar! - Voc� � um intrometido, Whicher!
- Srta. Kent... - Vamos, v� embora!
Confiante, Inspetor?
- Pai! - N�o, Constance, n�o.
Voc� deve aguentar, Constance.
N�o. For�a, crian�a. For�a.
Entende agora o que voc� fez, Whicher?
Fiz meu trabalho, Superintendente.
E trouxe uma fam�lia � beira da ru�na.
Kent contratou um advogado para Constance.
Estou vendo.
Mas n�o h� ningu�m para a acusa��o.
N�o.
Todos de p�.
N�o. De p�, por favor.
Srta. Kent. Devo perguntar primeiro
se tem algo a dizer ao tribunal.
Apenas repetir que sou inocente.
Sil�ncio! Por favor.
Inspetor, havia duas �reas de prova
que procurou investigar mais.
A primeira delas foi o que descreveu como sombrios
sentimentos da Srta. Kent para com o falecido.
Para isto, intimou Emma Moody
para depor. Srta. Moody, por favor.
Srta. Moody. Ter� que responder algumas perguntas.
Sr. Edlin.
Emma, alguma vez ouviu a Srta. Kent
dizer algo em rela��o a seu irm�o falecido?
- Um pouco, senhor. - E o que ela disse sobre ele?
S� que ela o amava, e ele a ela.
E que muitas vezes se deram presentes.
Foi o que disse ao Inspetor Whicher quando ele veio ver voc�?
Foi, senhor.
O Sr. Whicher alega que lhe disse que Constance se ressentia do menino
e costumava belisc�-lo para faz�-lo chorar?
Eu nunca disse isso.
- Voc� tem certeza? - Sim, senhor.
Disse-lhe o mesmo que disse ao Sr. Foley
quando veio me ver na semana passada.
Constance sempre disse quanto amava Savill.
Emma. Enfatizei para voc� a import�ncia de dizer a verdade?
- Sim, senhor. - Mas n�o foi isto o que me disse.
Sr. Whicher. Por favor, n�o interrompa.
Estou s� lembrando a ela que est� sob juramento.
Ent�o, Inspetor, devemos presumir que est� dizendo a verdade.
Gostaria que a prisioneira me olhasse
e confirme que est� dizendo a verdade!
Ela � uma testemunha n�o prisioneira, Sr. Whicher. Est� ficando confuso!
Por favor, sente-se!
Sil�ncio!
Sil�ncio, por favor!
Continue, Sr. Edlin.
Emma, est� bem certa
que a Srta. Kent
n�o tinha rancor de seu irm�o?
Bastante certa, senhor.
Sem mais perguntas, Excel�ncia.
Srta. Moody, pode descer.
Devemos agora enfrentar a quest�o
da prova f�sica. Sr. Whicher.
Sil�ncio, por favor!
Vamos, ent�o, Whicher!
Sr. Whicher, voc� pretendia fazer algumas investiga��es
relativas ao desaparecimento de uma camisola.
Constance Kent tinha uma lista de roupas para lavar,
mostrando que possu�a tr�s camisolas.
Uma delas...
...e assim por pelo esperto subterf�gio de mandar
a criada buscar um copo de �gua,
acredito que a Srta. Kent
tirou a camisola do cesto de roupa.
E voc� encontrou esta camisola?
N�o, senhor, n�o encontrei.
Encontrou outra nova prova importante contra a Srta. Kent?
N�o, senhor.
- Mas sinto-me confiante... - Confian�a n�o � prova, Sr. Whicher.
Por favor, sente-se.
Sr. Edlin?
Sr. Whicher deposita todo o seu caso sobre uma camisola.
D� muita import�ncia ao fato de que a Srta. Kent foi � lavanderia
pedir � criada para pegar uma camisola suja,
porque pensava que sua bolsa poderia estar no bolso.
Mas quando a criada pegou a pe�a
n�o havia qualquer sangue nela.
O Inspetor pensa muito do fato
que a Srta. Kent pediu � criada
para buscar-lhe um copo de �gua.
Sugere que ela usou esse tempo,
esta chance, para roubar a pe�a.
Mas por que roubar uma pe�a
que n�o a incriminava de modo algum?
Est� interpretando mal de prop�sito.
N�o faz sentido, Excel�ncia!
Est� interpretando mal de prop�sito.
Sr. Whicher, por favor, sente-se!
A raz�o pela qual roubou uma inocente pe�a...
Disse para se sentar, Sr. Whicher!
O Inspetor estava confuso,
e ent�o pensou que tinha encontrado uma pista.
Ele se agarrou �quela pista,
mas depois descobriu n�o que era pista alguma.
N�o h� absolutamente prova alguma.
O �nico fato � a suspeita do Sr. Whicher.
Pe�o ao tribunal para acabar
com este infame estado de coisas e solta a Srta. Kent agora.
Sim!
Srta. Kent, n�s concordamos.
N�o h� qualquer raz�o para mand�-lo a julgamento. Est� livre para ir.
Satisfeito?
Como ele poderia estar satisfeito, Inspetor?
Ele perdeu um filho, como eu perdi!
Disse-me faria qualquer coisa para me ajudar
chegar � verdade sobre como ele morreu,
depois contrata um advogado para me destruir!
� decis�o do tribunal, Inspetor, N�o posso evitar.
Agrade�o-lhe por todos seus esfor�os,
mas precisamos pensar que a verdade pode nunca ser conhecida.
Pode ser assim.
Mas quem empunhou a faca contra o seu filho,
se foi Constance com o incentivo de William ou os dois juntos,
acredito que voc�, com seu ego�smo,
mentiras e dissimula��o,
voc� � o verdadeiro autor desta trag�dia.
Jack!
Sr. Whicher? Tem algo a dizer?
Nem t�o esperto agora, est�?
Este � um triunfo da justi�a, n�o acha?
A luz brilhante de verdade derrotou
as for�as irracionais do boato e preconceito!
- Sr. Whicher! - Volte para Londres!
Sr. Whicher!
Desculpe, senhor.
Depois de descansar uns dias,
estarei pronto para voltar a Wiltshire
para retomar meus deveres, senhor.
N�o haver� volta a Wiltshire.
Se eu pudesse voltar a Wiltshire e continuar
- com o ca... - Whicher.
Este caso est� encerrado.
Considere-se de licen�a.
- Senhor. - Sinto muito, Whicher.
O sumi�o de sua camisola
pode coloc�-la sob suspeita.
Inspetor, eu sou inocente!
O Ministro da Justi�a prometeu uma solu��o urgente
e ainda n�o houve nenhuma!
Isto est� se tornando r�pido um esc�ndalo nacional!
O �nico fato � a suspeita do Sr. Whicher.
Jack!
Jack!
Dolly.
Ou devo trat�-lo de Inspetor Williamson agora?
Desculpe a bagun�a.
- Consequ�ncia da minha condi��o. - Condi��o?
O m�dico que me dispensou da pol�cia
chamou de congest�o do c�rebro.
Disse que posso melhorar quando
parasse de me torturar com mist�rios.
Estou aqui com not�cias de Constance Kent, Jack.
- O qu�? - Sente-se.
Voc� estava certo, Jack.
Uma camisola coberta de sangue foi encontrada.
Foley sabia disto e escondeu de voc�.
Um de seus policiais se apresentou e admitiu aos ju�zes locais.
Foley sabia.
E tem mais. Depois que a investiga��o acabou,
a fam�lia mandou Constance aos cuidados de freiras.
Com o tempo parece que ficou cada vez mais religiosa.
E no �ltimo ver�o, ela se mudou para Brighton
para uma institui��o sob a dire��o
de um certo Reverendo Arthur Wagner.
E nesta �ltima Semana Santa, ela foi at� ele
e disse que queria se confessar.
Ontem, acompanhada do padre,
ela entrou no Tribunal de Bow Street
e admitiu o assassinato de Savill Kent.
Voc� estava certo, Jack!
Constance, a camisola!
O que exatamente ela admitiu?
Falou algo sobre William?
Eu n�o sei.
Mas est�o reabrindo o caso.
Haver� uma nova audi�ncia.
Todos de p�!
Srta. Kent. Voc� confessou o assassinato de Savill Kent.
Esta audi�ncia � para determinar
se deve agora ser mandada � julgamento.
Devo lembrar a este tribunal
das graves conseq��ncias daquele evento.
Uma acusa��o de assassinato, se provada,
s� pode ter uma senten�a.
Morte.
O caso dever� ser avaliado com o m�ximo rigor.
Sr. Whicher, suba � tribuna, por favor.
Seu depoimento, por favor, Inspetor.
Constan�a tinha rancor de sua madrasta
e procurou puni-la assassinando a crian�a.
Sempre defendi que a chave deste caso era a camisola roubada.
Mas ela nunca foi encontrada.
Soube que uma camisola com sangue
foi mesmo encontrada depois do assassinato.
Foi mostrada ao Superintendente Foley,
que concluiu que o sangue era provavelmente menstrual,
e que a pe�a pertencia a uma criada
que a escondeu l� por vergonha.
Isto � verdade, Sr. Foley?
�, Excel�ncia.
Sil�ncio! Sil�ncio!
E o que aconteceu com esta pe�a?
Como n�o acreditava que estava ligada ao assassinato,
mandei recolocar onde foi encontrada.
Sil�ncio!
No dia seguinte, percebendo meu erro,
mandei um policial busc�-la,
mas tinha sumido.
E escondeu o fato de que ela existia do Sr. Whicher?
Escondi.
Presumivelmente porque sabia que poderia
ter cometido um erro catastr�fico,
que, se descoberto, arruinaria a sua reputa��o?
Lamento profundamente, Excel�ncia.
Prejudicou a reputa��o do Sr. Whicher.
Minha reputa��o n�o interessa.
Nunca procurei perseguir a Srta. Kent.
Mas acreditando na sua culpa, precisei tomar as a��es que tomei.
Sei que o prop�sito da justi�a �
n�o importa quanto doloroso, restaurar a ordem e expurgar.
Espero que isto possa acontecer agora.
Todos os fatos trazidos � tona.
Obrigado, Sr. Whicher. Voc� pode descer.
Passamos agora � quest�o da confiss�o.
Reverendo Wagner, por favor.
Reverendo Wagner. Diz que a Srta. Kent lhe fez uma confiss�o?
Sim. Na capela.
O que exatamente ela disse?
- N�o posso lhe dizer. - Perd�o?
Fazer isso violaria o sigilo do confession�rio.
- N�s precisamos saber. - Lamento, senhor, n�o posso.
Sil�ncio!
Devo responder � autoridade de Deus
antes daquela de um magistrado.
Sil�ncio!
Ent�o est� desperdi�ando o tempo do tribunal.
Voc� est� dispensado.
Srta. Kent, voc� fez a sua confiss�o
ao Reverendo Wagner por sua livre vontade?
- Eu fiz, senhor. - O que disse a ele?
Eu...
Disse-lhe todos os fatos que importavam.
No dia seguinte, fui levada ao Tribunal de Bow Street,
onde fiz uma confiss�o por escrito.
Por favor, leia para o tribunal.
Eu, Constance Emilie Kent,
sozinha, assassinei, em Road Hill House,
Wiltshire, Francis Savill Kent.
Antes do fato, ningu�m sabia da minha inten��o,
nem da minha culpa depois.
Ningu�m me ajudou no crime,
nem na elimina��o da prova.
� muito breve, n�o �?
S�o todos os fatos que importam.
E parece se preocupar em remover a suspeita de outros,
como faz com sua pr�pria culpa.
- Ordem! - Eu confirmo.
Estou pronta para enfrentar as consequ�ncias.
Ordem! Ordem!
Srta. Kent, parece que permitiu que sentimentos de inveja...
- N�o de inveja! - e raiva brotarem em seu peito,
at� o momento em que se tornaram
o poder e a influ�ncia do diabo sobre voc�.
Tem alguma coisa mais para dizer?
N�o.
Ser� enviada ao Tribunal da Coroa para ser julgada por assassinato.
Ordem!
Srta. Kent.
Constance!
Est� atraindo toda a maldade para voc�!
Sabe que n�o fez isso sozinha.
Leve-me, por favor.
William, parece que sua irm� deu-lhe uma vida
e um futuro � custa dela.
Melhor us�-los sabiamente.
Constance Kente recebeu a pena de morte.
Depois do clamor p�blico a senten�a foi
comutada para pris�o perp�tua.
Ela foi solta depois de cumprir vinte anos.
Constance emigrou para a Austr�lia
para se juntar com seu irm�o William que
se tornara um famoso biologista marinho.
Ela devotou o resto de sua vida � enfermagem.
Constance morreu em 1944 aos 100 anos
Jack Whicher nunca voltou para a Pol�cia Metropolitana.
Ele iniciou uma bem sucedida carreira como detetive particular.
LEGENDA TRX JUNHO DE 2011
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