All language subtitles for Extreme.Private.Eros.Love.Song.1974.DVDRip.x264-HANDJOB

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Original subtitles

REVELA��ES SECRETAS DE UMA MULHER

Dirigido por Kazuo Hara Produzido por Sachiko Kobayashi

Miyuki Takeda, nascida em 1948

Morei com Miyuki por tr�s anos.

Tivemos um filho e muita coisa aconteceu.

Quando nossa rela��o alcan�ou um certo patamar,

ela decidiu que queria um espa�o pr�prio.

Ela pegou nosso filho e me deixou.

Mas ela ainda me visita uma vez por semana.

Ent�o temos uma esp�cie de relacionamento.

Uma dia ela me disse que ia para Okinawa.

Eu fiquei chateado e nervoso porque...

se ela fosse para Okinawa...

eu n�o saberia como lidar com o que eu ainda sinto por ela.

Eu sentia que devia fazer algo.

Ent�o decidi fazer um filme.

A �nica forma de ficar em contato com ela...

seria fazendo esse filme.

Eu fiz uma filmagem pois...

queria v�-la.

Miyuki morava com Sugako em Okinawa.

Responda-me.

Voc� tem algo a dizer?

Olhe para mim.

Diga alguma coisa.

Por qu�?

Voc� nunca diz nada. Est� sempre desse jeito.

Eu sabia que havia algo de errado. Voc� nunca diz o que quer.

Eu n�o aguento mais isso.

O qu�?

Voc� se cansou de mim?

Pode explicar?

- Voc� est� sempre assim. - Pode pensar o que quiser.

Diga-me a raz�o.

� s� isso que tem a dizer?

Por qu�?

Qual o prop�sito disso?

Nunca nos esfor�amos.

Nunca fizemos nada.

Voc� diz que n�o aguenta mais, mas nunca me contou a raz�o.

Nunca quis dizer nada.

Ent�o � assim, Sugako?

O que quer dizer?

Terminou. Est� tudo acabado entre n�s.

Voc� prefere viver com o Tommy, n�o �?

Voc� prefere o Tommy a mim. Certo?

- Na verdade, n�o. - � mesmo?

Nunca ouvi isso antes. Fico feliz.

Ent�o � a mesma coisa.

O qu�?

Voc� ainda gosta de mim.

Fico feliz por ouvir isso.

Voc� nunca explica nada.

Voc� muda sua atitude todos os dias.

Isso me afeta.

Como podemos desistir de tudo?

Ainda n�o estou desistindo.

� f�cil dizer que perdemos a paix�o.

Talvez nunca tenhamos sentido isso.

Por favor, diga alguma coisa.

Mulheres precisam de homens? Fazer sexo significa uma conex�o?

Eu fui a Okinawa dois meses depois que Miyuki partiu.

Ela morava com Sugako.

Eu fui para l� e fiquei com elas. Por 4 ou 5 dias.

Eu n�o sabia nada sobre o relacionamento delas.

Depois de um tempo, elas come�aram a brigar.

No come�o eu n�o entendi por que brigavam.

Mas descobri que minha presen�a naquele apartamento...

era a causa da briga delas.

Foi assim que come�ou.

O fato de eu ter tido uma rela��o com Miyuki piorou a situa��o...

porque eu era homem. Por isso elas brigavam.

Foi isso que eu descobri.

Como?

Por qu�?

Apenas me diga.

Ficar com um homem � normal?

- Eu n�o disse isso. - Ent�o o qu�?

Ent�o morar comigo n�o � normal?

Ent�o o que � normal e anormal?

Eu n�o penso assim.

O que est� dizendo? Eu n�o entendo.

Diga sim ou n�o. Eu gosto disso ou odeio aquilo.

� engra�ado, n�o �? Apenas diga.

Por que � t�o estranho?

Do que voc� est� falando?

Eu tenho meus motivos.

- � isso que eu tenho a dizer. - Eu n�o entendo.

E quanto a Tommy? E este lugar?

N�o me venha com essa.

Como pode ser t�o indiferente?

Quanto mais nervosa voc� est�, mais calma eu fico.

Espertinha.

O DIA SEGUINTE

Sugako saiu de casa � noite e foi para a casa de Tommy.

Mas ela voltou, j� que Tommy n�o estava l�.

Sugako e Miyuki brigaram a noite toda.

N�s moramos juntas e eu me preocupo muito com voc�.

� isso. N�o � o bastante? Eu quero estar com voc�.

N�o � simples para mim.

Tudo � complicado para voc�.

� sempre a mesma coisa.

Mas eu disse que queria tentar...

mesmo achando que n�o � natural.

Voc� disse que n�o acreditava em mim quando eu disse o que sentia.

Voc� n�o acreditou em mim. � a mesma hist�ria.

Por que n�o acredita?

Falei para conversarmos. Mas voc� n�o conversa.

Voc� n�o faz nada. � sempre a mesma coisa.

Voc� n�o fala nem diz nada. O que eu devo fazer?

N�o � t�o dif�cil assim.

At� mesmo quando eu lhe bato, voc� n�o diz nada.

Eu quero estar com voc�.

Miyuki, eu n�o vou.

Estou t�o feliz.

- Muito feliz. - Est� falando s�rio?

Ela dormiu com Tommy aqui neste quarto.

Eu dormi ali, mas n�o preguei meus olhos.

O fato deles se comunicarem fisicamente...

me deixou com ci�mes.

Por que n�o podemos transar?

Talvez eu devesse tentar.

Quero dizer, transar com ela.

Talvez voc� n�o chame isso de sexo.

Com voc�, n�s faz�amos sexo.

Por isso tudo era mais f�cil.

Um bom modo de acabar uma briga. Beijos, transa e as pazes.

Muito f�cil.

Morar com Sugako fez com que eu me sentisse diferente.

Eu sentia inveja.

Miyuki e Sugako logo se separaram.

CHICHI, UMA GAROTA DE 14 ANOS DE OKINAWA

Chichi � de Okinawa.

Eu a conheci em um bar onde Miyuki trabalha.

Eu n�o sei quem � o pai.

Minha m�e ficar� furiosa. Ela vai me matar.

Ela realmente vai...

se eu tiver esse beb�.

Quando eu ia para a escola...

eu nunca fui � escola, mas...

bem, quando eu ia � escola...

eu usava um cabelo vermelho e uma minissaia.

Meu professor me chamou...

e eu disse a ele...

se eu ficasse louca, eu o mataria...

eu realmente o mataria. Ent�o ele foi embora.

Todos na escola sabiam sobre mim.

Na oitava s�rie.

Eu n�o vou mais � escola. N�o estou fazendo nada.

Acho que briguei demais.

� claro que eu voltaria, mas n�o para estudar.

Nunca entendi a liberdade. Prefiro o medo.

Tudo � muito f�cil quando se � livre.

Eu finalmente percebi isso.

A vida � sem gra�a sem adrenalina...

voc� precisa sentir medo de algo.

N�o acha?

Vou criar meu filho como uma crian�a selvagem.

Essa � a �nica forma.

Vou cri�-lo para se tornar algu�m que consiga sobreviver sozinho...

n�o importa onde ele esteja ou o que aconte�a.

Foi isso que eu quis dizer, como "crian�a selvagem".

Vou para a �sia Central com meu filho...

levarei coisas de que precisarei, e depois ficarei gr�vida...

acho que devo ir antes do tempo certo...

e terei o beb� sozinha.

Preciso de coragem para ter um beb� sozinha.

E eu quero filmar isso.

Como eu te prometi h� dois anos.

Eu quero ver.

Est� bem?

N�o quero que meu filho cres�a para ser doce e gentil.

Quero que meu filho seja agressivo.

Quero que ele seja assim.

Voc� n�o tem isso.

Ele n�o tem o olhar.

� uma forma de crescer.

Seja doce, gentil e feliz. O cacete.

� melhor nem ter nada se uma crian�a tiver que ser assim.

Voc� n�o acha?

Estou certa?

PARA: KAZUO HARA SETAGAYA, TOKIO

DE: MIYUKI TAKEDA GOZA, OKINAWA

OL�, HARA.

ESTOU GR�VIDA.

DE DOIS MESES.

O PAI � DE OKINAWA.

EU TEREI O BEB�.

TEREI UM BEB� DE OKINAWA.

Recebi outra carta...

dizendo que ela estava morando com um cara chamado Paul.

Eu fui para Okinawa pela segunda vez.

Voc� disse que ele queria. Ele perguntou.

- Como eu digo em japon�s? - O qu�?

Como eu falo "sim", em japon�s?

Sim.

- "Hai". - "Hai".

Eu falo.

"Hai", significa "sim", n�o �?

Sim, mas Paul...

Voc� escreveu pra mim.

- Sim? - Sim.

� f�cil.

Ent�o eu sei, que antes o amor n�o era verdadeiro.

Mas n�s gostamos um do outro, saca?

- Talvez. - Tem certeza?

- �s vezes. - �s vezes.

Mas Paul, antes voc� aceitava, certo?

- �s vezes, � verdade. - Quer dizer, acreditar?

Acreditar nas pessoas?

- N�o? - Escutar?

Mas n�o acredita em tudo.

Se eu olhar nos olhos, eu acredito.

- Voc� acredita? - Se eu me ver... acredito.

Eu tamb�m.

Doidinha... continue!

O qu�?

- O que ele disse? - Voc� n�o entendeu?

Assim como voc�, ele transou com muitas mulheres.

- Fez o qu�? - Amor, sexo.

As pessoas dizem que as mulheres brilham quando est�o com homens.

Acho que esse era meu caso quando eu estava com voc�.

Eu era feliz por ser adorada.

Eu nunca tive uma experi�ncia como essa.

Sempre fui rejeitada, fiquei muito feliz por ter sido aceita.

Mas isso n�o era o bastante. Ent�o eu o deixei.

Eu me sinto muito insegura com o Paul.

Isso porque nossa rela��o � inst�vel.

N�o gosto de soldados.

Ser soldado n�o � um trabalho est�vel.

Paul diz que tem dinheiro, mas ele queria ser soldado.

Minha vida com Paul s� daria certo em Okinawa.

Ser um soldado n�o � tudo isso.

N�o � um grande trabalho.

Eles voltam para casa e gastam toda sua energia fazendo sexo.

Alguns partem para prost�bulos.

� a� que eu entro. � assim que eu vejo.

Eu posso estar apaixonada, mas sei meus limites.

Eu n�o me abro para ningu�m. Eu n�o quero.

O que isso significa? N�o entendo.

Voc� pode sempre iludir algu�m.

- O qu�? - Voc� est� ficando chateado.

N�o quero continuar com isso se ficar chateado.

Estou tentando entender o que est� dizendo.

Estou me explicando. Mas assim n�s dois ficaremos chateados.

- Voc� est� me confundindo. - Voc� tamb�m.

Ent�o voc� ama o Paul, � isso? Por que ele � negro?

- Por isso tamb�m. - Por qu�?

A cor n�o deveria importar.

O que ser negro tem a ver com tudo isso?

- Deveria importar. - Por qu�?

Essa n�o � a �nica raz�o. Eu o amo por ele ser quem �.

Mas temos cores diferentes de pele.

Nosso beb� n�o ter� nossa apar�ncia.

Eu n�o me importo com isso. Eu s� quero estar com ele.

N�o quero me arrepender de nada.

N�o posso viver comigo mesma...

se eu tiver feito isso ou aquilo.

Paul � o que �, n�o importa o qu�.

Eu s� quero tentar, s� isso.

Eu quero viver com ele.

Por que est� chorando?

O relacionamento dela com Paul durou 3 semanas.

Pela terceira vez...

voltei a Okinawa, dessa vez com Sachiko Kobayashi.

Hara me disse que est� fazendo esse filme...

para entender o relacionamento dele com voc�.

N�o me importo com isso. N�o estou nem a�.

Eu queria encontr�-la e ver por mim mesma quem � voc�.

Nunca nos conhecemos...

Eu soube que voc� n�o gosta muito de mim.

Tenho que dizer que fiquei intimidada por voc�.

Eu n�o gostava dessa sensa��o, ent�o eu tinha de v�-la cara-a-cara.

Se ele n�o � confi�vel, como o filme poder� ser bom?

Eu n�o confio nele.

Ele � bom com palavras. Por isso eu n�o confio nele.

Ele s� fala sobre o que quer falar.

Por isso ele n�o diz que a ama.

Ele s� quer saber de transar. Voc� foi um alvo f�cil...

para esse cara.

Voc� gosta dele. E da�?

J� cansei disso.

Voc� n�o foi a �nica que j� fez sexo com ele, sabia?

Ele dormiu com muitas mulheres e criou situa��es confusas.

Eu n�o daria certo com ele.

Mas com voc� poderia dar. Por isso voc� est� fazendo isso.

Eu n�o aguentaria.

N�o falo a l�ngua dele.

Ele � bom com palavras. E eu n�o confio nelas.

Ele parece que faz sentido, mas n�o faz.

� um mentiroso.

N�o gosto disso.

N�o gosto que voc�s dois estejam trabalhando juntos.

Como pode fazer isso?

Voc� saber� o que quero dizer quando terminar com ele.

Voc� gosta dele, ent�o n�o vai entender.

N�o � da minha conta. S� posso dizer isso.

Eu morei com esse cara.

Sei como ele �.

E voc� diz que o ama.

Mas eu n�o acredito em voc�.

N�s somos diferentes.

Essa n�o � a quest�o.

N�o est� fazendo isso por conta pr�pria. Isso � um erro.

Miyuki e os amigos abriram uma creche...

para garotas do bar em Okinawa.

Todas as crian�as l� pertenciam �s garotas do bar.

Mas no final, n�o deu certo.

Kenny era uma das crian�as.

Meio negra, meio japonesa.

Miyuki pensou em coloc�-lo para ado��o.

- Eu briguei com aquela piranha! - Fant�stico!

Foi mesmo!

Ela disse que bateu nela. Uma vadia.

Eu a arranhei e minhas unhas quebraram.

Voc� a arranhou?

Tentei arranhar o rosto dela, mas seus bra�os atrapalharam.

A comida n�o est� pronta. N�o gosto do garoto.

A panela est� ligada.

Quando ela ficou com medo de mim pegou um picador de gelo.

Uma vagabunda.

Falei pra ela me atacar.

Voc� quer me atacar? V� em frente. Tente.

E ela disse: "N�o me deixe nervosa".

"Vou chamar a Mama-san", ela disse.

Ela achou que eu tivesse medo da Mama-san. Cachorra.

BAR GINZA

- Voc� n�o manda aqui. - N�o quero confus�o.

Temos pena de voc�.

Voc� ficar� sozinha para o resto da vida.

Estou muito melhor que voc�.

O chefe ri da sua cara.

Ele acha que voc� � uma velha rabugenta hist�rica.

Voc� se aborrece t�o f�cil. N�o vai conseguir sobreviver.

H� mulheres piores que n�s.

Arranje um homem para voc�.

Voc� precisa de uma boa trepada.

Um equil�brio hormonal � importante.

Se voc� � esperta e educada o suficiente...

pode provocar algu�m sem falar baixarias.

Ent�o voc� se acha esperta? � claro que n�o.

Eu vou fechar.

Deixe a porta aberta.

Elas sempre me deixam chateada.

Eu fico t�o chateada que come�o a tremer.

N�o me dou bem com pessoas como elas.

N�o sou uma pessoa agressiva.

Eu me dou bem...

com pessoas calmas, compreensivas,

gentis, e amig�veis.

� s� isso que eu quero dizer.

N�o faz bem para minha sa�de mental lidar com elas.

Cale a boca e v� pra casa.

N�o quero ouvir isso.

Eu deixei tudo para l� e esqueci de tudo.

Sen�o isso jamais terminaria.

Voc� tem brigado desde ontem � noite.

V� l� pra cima.

Beba um ch� e continue brigando.

Eu s� n�o quero ouvir isso.

Ela est� ficando velha e ciumenta.

N�s temos homens, mas ela n�o.

Ela � ciumenta.

Sem mencionar que o meu corpo � bem melhor que o dela.

- N�o devia falar assim. - � verdade.

N�o preciso de um espelho para ver quem � mais bonita.

N�o gosto dela.

Ela � a Kayile de Kumamoto.

Ela se deu muito bem com Miyuki.

Eu brigava o tempo todo.

Tinha meu pr�prio territ�rio, mas n�o tinha no��o de nada quando comecei.

Eu n�o sabia de nada.

Apanhei muito de uma garota.

Jamais esqueci.

� f�cil para as garotas de hoje. Eu comecei aos 19 anos.

A vida era muito dif�cil antigamente.

Eu tinha de limpar um bar duas vezes maior que este...

lavar calcinhas sujas, com sangue.

Eu era a �ltima a comer.

E geralmente n�o sobrava nada.

Eu tinha fome o tempo todo.

O soldado come�ou a gostar de mim...

a namorada dele me acusou de t�-lo roubado dela.

Eu nem sabia falar ingl�s. Como eu poderia roub�-lo?

Ela me fez raspar a cabe�a. Eu estava com medo.

Por isso eu n�o gosto de roubar homens de outras garotas.

Essa foi a raz�o?

N�o gosto.

N�o curto dividir homens com outras garotas.

Garotas roubam homens a toda hora, mas eu as desprezo.

Eu me machuquei tantas vezes em briga.

Agarrei uma faca uma vez e meu dedo foi decepado.

Eu o peguei e coloquei de volta.

Eu agarrei assim e cortei minha m�o.

Fui esfaqueada aqui uma vez.

E eu n�o percebi at� que a briga tinha acabado.

Olhei pra baixo e vi a faca enfiada.

Eu jorrava sangue.

Nada de m�dicos. Eu mesma puxei a faca.

Pura agonia. Doeu demais.

As garotas de hoje s�o choronas.

Algumas choram quando bebem.

Outras choram quando os homens as deixam.

Elas n�o t�m coragem.

Se apaixonam muito f�cil.

Depois elas se perdem.

Sachiko Kobayashi tamb�m ficou gr�vida.

Quando eu voltei para T�quio, eu descobri.

Eu estava gr�vida de tr�s meses.

Hara disse que estava feliz?

- N�o. N�o sei. - O que ele disse?

- N�o me lembro. - Tenho certeza que ele disse algo.

Ele perguntou se eu tinha certeza.

Achou que fosse outro alarme falso.

Ent�o, o que ele acha?

- Sobre o qu�? - Sobre o beb�.

Ele disse que eu posso fazer o que eu quiser que ele vai me apoiar.

Ele � mesmo o pai, n�o �?

Eu tinha d�vidas em rela��o a isso.

N�o gosto da ideia de ter um beb� para um cara.

N�o gosto dessa ideia.

N�o ligo se ele ficar� ou n�o comigo.

Tenho certeza que ele est� curioso em rela��o ao beb�.

Ele quer ver a crian�a.

Quer mesmo. Ele me deixa louca. Quero mat�-lo.

- Por qu�? - � nojento.

- N�o entendo. - O que voc� n�o entende?

Voc� est� chateada porque eu vou ter um filho dele?

Tamb�m. Sou muito possessiva.

Quer dizer, o esperma dele entrou em mim, em meu filho e em voc�.

N�s tr�s temos o esperma dele.

� verdade.

Mas voc� disse que sou diferente. Voc� admitiu isso.

E da�? Por isso � horr�vel.

Todas n�s pensamos que somos especiais.

Deixe-o ter quantas mulheres ele quiser.

- Ele pode dividir a alma. - Em 3 ou quatro formas talvez?

N�o seja espertinha.

Por que est� me contando agora? Por que n�o me disse na hora?

Por causa dele? Eu a conhe�o, s� por causa dele.

Por isso estou perguntando.

Eu n�o me importo se voc� tiver o beb� ou n�o.

Estou pouco me lixando.

PROCURANDO KENNY

Eu sou Miyuki Takeda.

- Voc� � de Okinawa? - N�o. Sou do continente.

- Estava me procurando? - Estava.

Foi comigo com quem ele ficou mais tempo.

Acho que ela trabalha � noite.

Eu sei.

E dorme durante o dia.

Eu disse a ela que tomaria conta dele.

Miyuki devolveu o Kenny para a m�e dele.

Mas ela estava obcecada com essa crian�a.

Ela decidiu tomar conta dele.

Procurou em todo lugar. Mas n�o o encontrou.

Eu queria dizer que tomaria conta do Kenny.

N�o faz bem para uma crian�a ir de um lugar para outro.

H� dois meses?

H� duas semanas.

� imposs�vel. Como podemos encontr�-la?

Isso n�o daria certo.

Quanto tempo vai ficar?

N�o muito. At� outubro.

Eu vou ajud�-la.

Onde mais podemos procurar?

� melhor voc� desistir.

10 meses passaram desde que Miyuki se mudou para Okinawa.

N�O AGUENTO MAIS OKINAWA. N�O MESMO.

N�O AGUENTO MAIS SOPA, TOFU CHAMPURU...

BOLINHOS DE ARROZ...

PEIXE SECO, TEMPUR� OLEOSO, E COMIDA CONGELADA.

ESTOU FARTA DE TUDO ISSO.

A CURIOSIDADE N�O VAI MAIS ME MANTER AQUI.

DESEJO COMIDA DO CONTINENTE.

- Voc� vai embora? - M�s que vem.

- Come�o do m�s que vem. - Entendo.

DE UM MULHER DO CONTINENTE...

PARA UMA MULHER DE OKINAWA

Pode ler isso? Uma lembran�a.

- Voc� trabalha aqui? - Come�a hoje?

EU INVEJAVA O BRILHO DOS OLHOS...

DAS GAROTAS DE OKINAWA.

ESTOU CONTENTE POR N�O INVEJAR MAIS.

At� mais.

N�O SE APAIXONE POR NEGROS DE PINTO GRANDE.

ELES A TRATAR�O FEITO LIXO.

PEGUE O DINHEIRO DELES E FUJA.

AT� GAROTAS ELES DIVIDEM.

ELES A USAR�O E MENTIR�O PRA VOC�.

N�O TENHA COMPAIX�O POR ELES.

TODOS DEVERIAM SER CASTRADOS.

Miyuki decidiu sair de Okinawa.

Quando tomou essa decis�o...

quis expressar o que sentia por Okinawa.

Ent�o ela escreveu um livrinho e...

e o distribuiu para as garotas dos bares.

N�s fizemos isso em dois dias.

No primeiro dia,

cobrimos a �rea em que ela morou.

Pare de filmar.

- O que � isso? - Apenas leia.

Voc� sabe ler, n�o sabe?

No segundo dia, fomos para a Rua BC.

Mas as garotas dos bares n�o reagiram.

N�o entendemos por qu�.

Elas n�o tiveram rea��o nenhuma.

Ent�o decidimos exibi-los na rua,

e distribuir, torcendo e esperando uma rea��o.

Ent�o em vez de mulheres,

alguns homens apareceram e come�aram a fazer perguntas.

HARA � ATACADO POR V�NDALOS.

Disseram: "O que voc�s sabem sobre Okinawa?"

Eu disse: "N�o h� nada de errado em expressar minha opini�o."

Eu n�o entendia qual era o problema.

Uma multid�o se juntou ao nosso redor.

Eles rasgaram os livrinhos.

Mais homens apareceram.

Fizeram uma bagun�a.

E jogaram tudo fora.

Quantos sobraram?

Eles disseram que n�o era a verdade.

Eu escrevi apenas a verdade que eu vi.

Falei s�rio em rela��o ao que escrevi.

Ser� que � por eu ser do continente?

Acha que todos em Okinawa pensam assim?

Eiko!

Se voc� vir a Eiko, pergunte a ela sobre o Kenny.

Talvez voc� n�o a veja.

Sugako, voc� vai voltar em mar�o?

Vai voltar?

Eu posso ver sua barriga.

Tome conta do seu filho.

Ela est� fumando um cigarro.

N�o h� muita gente aqui.

Voc� ainda pode v�-la?

Eu desisti de procurar.

Uma cidade sem vento ou chuva.

Voando a esmo como um corvo.

O APARTAMENTO DE HARA EM T�KIO

N�o tenho certeza se come�ou.

Eu devia estar pronta.

Talvez seja melhor eu me deitar.

Vou me deitar.

Devo me sentar? Voc� acha?

Minhas costas est�o doendo. N�o � bom torcer minhas costas.

O beb� n�o quer sair.

Isso n�o � bom.

Droga.

Ele saiu?

Kobayashi-san!

Kobayashi-san!

Meu beb�.

Meu beb�. Ele est� chorando.

Que alegria. Kobayashi-san!

Kobayashi-san. Estou t�o feliz.

Eu estava assustado e com medo.

Estava preocupado que algo desse errado.

Eu estava com medo.

Ela entrou em trabalho de parto depois da meia-noite.

Ent�o o beb� nasceu sem hora.

Foi muito r�pido. E eu estava muito nervoso.

Eu suava demais...

e nem percebi que o filme estava fora de foco.

� uma menina. Que alegria.

A placenta.

Preciso de uns minutos.

Eu consegui.

Consegui.

S� um segundo.

Voc� est� bem?

� uma menina.

Eu preciso soltar a placenta.

S� um segundo.

- E agora? - A placenta.

Eu preciso.

Voc� est� bem?

Ela est� espirrando.

S� um segundo.

Ainda n�o?

Preciso solt�-la.

S� um segundo.

Preciso empurrar.

- Ainda est� ligado? - Ainda n�o foi cortado.

- N�o, n�o. - O qu�?

Minha vagina.

Me sinto muito melhor.

Espirrou de novo.

Est� sangrando.

S� um segundo. Tenho que tir�-la daqui.

Pode deixar o beb�.

- A placenta... - Consegue fazer isso?

Sim, acho que sim. Eu preciso.

Ainda est� viva?

Ainda n�o?

Nada de placenta.

Precisa fazer for�a novamente?

Eu preciso empurrar e assim ela vai sair.

- Sozinha? - Sim.

- E a nen�m? - Ela vai ficar bem.

Preciso dar espa�o para ela. Vai sangrar.

Me sinto muito melhor.

Meu nen�m.

� uma menina. Olhe meu beb�.

Espere um pouco.

Tenho que tir�-la daqui.

S� um segundo.

Est� bem.

Ela � mesti�a?

N�o sei.

O cabelo dela � preto.

S� um segundo. Espere.

Ela � mesti�a.

N�o acha?

Foi fant�stico.

� bom ser m�e.

Quer tomar um banho?

Olhe meu beb�.

Ela � mesti�a, mas � o meu nen�m.

Eu tenho outras preocupa��es.

� melhor eu dar um jeito nos olhos dela. � muito importante.

Sem isso, voc� pode perder seus olhos.

S� mais um pouco.

Fico feliz de voc� n�o ser um menino.

Uma linda menina.

Esse homem n�o � o seu pai.

Como devo cham�-la? � melhor pensar em um nome.

Tenho de pensar.

N�o v� para a Am�rica. N�o � bom l�.

O Jap�o � melhor.

O Jap�o � um bom lugar.

Voc� vale tudo isso.

Uma crian�a mesti�a � ainda melhor.

Foi muito bom. Aconteceu t�o depressa.

Eu tamb�m deveria me limpar.

Ela tem l�bios grandes.

- Ela � mesti�a, n�o �? - � claro.

� uma menina?

Uma menina mesmo?

- O qu�? - Nada.

Meu est�mago est� doendo.

A barriga da mam�e era chata. Mesmo com a crian�a l� dentro.

N�o fa�a isso.

Hara-san!

O que est� fazendo?

Beb�s n�o precisam de comida 24 horas depois que nascem.

Voc� pode dar de mamar � crian�a depois de 8 horas.

Preciso descansar.

Preciso recompor minhas for�as. Preciso de leite.

Foi um parto f�cil.

Pensei que conseguiria a compaix�o de Hara...

mas fui forte demais.

Eu tamb�m estou tensa.

Voc� parece muito bem.

Cometi um erro.

Eu devia ter sido mais desamparada.

Eu podia ter tido mais compaix�o.

Minha m�e me disse que sou muito durona.

Est� come�ando a machucar.

� melhor voc� se deitar.

Isso � bom. Significa que meu ventre est� encolhendo.

Miyuki a chamou de "Yu".

Ol�, mam�e.

Acabei de ter um beb� sozinha.

O pai? Ele foi embora ontem.

Ontem �s oito horas.

� uma menina. Ela � mesti�a.

O que posso fazer? Isso acontece.

N�o sei quanto ela pesa.

Eu a tive totalmente sozinha.

Meu filho estava me vendo. Ele ficou quietinho.

Eu s� queria lhe dizer. Pode me ouvir?

A pele dela � branca. Ela vai escurecer.

N�o posso mat�-la agora, ent�o vou cri�-la.

Est� tudo bem.

Eu fiz isso sozinha.

Agora � a sua vez.

Sugako voltou de Okinawa.

Como � bom v�-la.

- Est�o todos olhando. - Deixe olhar.

Seu beb� est� t�o grande.

� claro. Mas ainda n�o anda.

N�o est� com frio, Rei? Voc� � uma crian�a durona.

Quando eu voltei, sentia tanto frio.

Voc� ainda come r�pido.

Ele tamb�m.

Ele bebe e come um monte.

Faz 4 meses desde que eu a vi.

- Ela dormiu? - Sim.

Ent�o voc� tem outra crian�a.

Eu a tive sozinha.

- Onde voc� teve o beb�? - Na casa de Hara, em T�quio.

Aquele lugar min�sculo.

Eu cortei o cord�o umbilical, dei banho nela e tudo mais.

- Sozinha? - Sim.

Eu fiz tudo sozinha.

Liguei pra um hospital para pedir ajuda em rela��o a placenta.

Uma enfermeira veio logo em seguida.

Ela pesou meu beb� e tomou conta de tudo.

Tudo de gra�a!

Ela me mandou ver um m�dico, s� por precau��o.

E me apresentou um m�dico barato.

Eu fui v�-lo.

Devia ter tirado vantagem do hospital.

CASA LARANJA COMUNIDADE DAS MULHERES

- 20 segundos n�o est� certo. - Tem raz�o.

Precisamos de muita �gua quente.

N�o force.

Voc� precisa empurrar quando achar que � a hora.

N�o empurre pelo est�mago.

Entendeu? Empurre pelo quadril.

Essa � uma forma de fazer isso.

- � menos dolorido. - S�rio?

Pronto?

N�o me provoque.

- Voc� vai se sair bem. - Vai dar tudo certo.

Certo. Estamos prontas.

Quando come�ar, continue fervendo �gua.

Sim, traga aqui.

Continue fervendo.

Isso d�i.

Posso empurrar direito?

N�o est� descendo.

Talvez um pouco.

- Eu posso ver o cabelo. - S�rio?

Acho que sim.

Talvez n�o.

N�o?

Est� tentando me deixar feliz?

Empurre!

Est� vindo.

Mais!

Pelos quadris!

N�o berre.

Est� vindo.

Estou vendo o rosto.

Pode descansar se quiser.

Ele saiu!

O beb� n�o est� chorando.

N�o?

O cora��o est� batendo.

Ele se parece com o Hara.

Ele n�o est� chorando.

Parece muito com ele.

Ele est� bem?

Os olhos est�o abertos.

Ele est� melhor.

�gua.

Quando ele chorou?

12h20.

Demorou um pouco.

Os olhos dele s�o enormes.

Igual aos do pai.

Muito grandes.

Muito grandes para um beb�?

As pessoas me disseram que eu tamb�m tenho olhos grandes.

COMUNIDADE DAS M�ES: T�KIO KOMUNU

- Eu tratei Yu diferente de Rei. - Como?

Ela � mais bonita.

- Ela tamb�m � durona. - Ela vai procurar o Paul.

Eu sei. A boca dela se parece com a minha.

N�o. Parece a do Paul.

- Sem chance. - � s�rio.

Porque ela est� sempre sugando.

Estou atr�s da crian�a de Sugako s� porque eu quero.

Miyuki tentou adotar Funo, o beb� de Sugako.

N�o importava mais de quem era a crian�a.

Funo, Rei, Yu e todas as outras...

todas moram em uma comunidade chamada T�quio Komunu.

Kumunu nasceu a partir das palavras "nascimento" e "comunidade".

- Ela � a sua favorita? - Isso mesmo.

Eu gosto muito dela.

Por que ela � durona?

Eu gosto do car�ter dela. Ela puxou a mim.

Eu gosto dela e acabou.

Eu gosto do car�ter.

- E o Rei? - N�o gosto dele.

N�o gosto do car�ter dele.

Que car�ter?

Eu n�o espero muito dele.

Ele realmente puxou voc�.

Tal pai, tal filho.

Ele � bom com as m�os como voc�.

N�o acha?

Ele se parece com voc�.

S�rio.

Rei �... Bem, ele � introvertido como voc�.

Eu sinto isso.

Ele � muito tenso interiormente.

Assim como voc�.

- Voc� � estranho. - O qu�?

- Seu nervosismo. - Voc� quer dizer sensibilidade.

N�o. Nervosismo mesmo.

Saber o que voc� quer na vida � muito importante.

Entendeu?

Voc� precisa ser esperto e confiar em seus instintos...

em rela��o ao que voc� precisa e quer na vida.

A diferen�a entre saber e n�o ter a menor ideia...

pode ter um efeito enorme em suas a��es e no futuro.

Isso o deixa ganancioso e faz com que trabalhe demais.

�s vezes voc� fica louco.

Eu n�o me importo em morar com crian�as.

N�o quero viver com um homem ou uma mulher.

Hoje, estou com meu filho.

Amanh�, com o de outra pessoa.

Assim � melhor.

Nossa sociedade for�a para que escolhamos uma coisa.

Uma fam�lia est�vel com um homem, que tome conta de seus filhos.

Eu n�o suporto isso.

Eu vou dan�ar.

Pessoal, ela foi trabalhar. Digam "tchau".

Est�o contentes em me ver partir?

Onde est�o minhas botas?

Editor: Jun Nabeshima Musica: Tokiko Kato

REVELA��ES SECRETAS DE UMA MULHER

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