All language subtitles for Killer.By.Nature.2010.DVDRip.XviD-aAF

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Original subtitles

VOCA��O ASSASSINA

Owen? Owen?

N�o?

- Meu Deus? - Desculpe pelo banho, filho.

Mas voc� estava son�mbulo de novo, e n�o queria acordar.

Estava come�ando a me preocupar.

Perdemos o controle dessa vez. Vou ligar para a Dra. Ramos.

- � muito cedo, querida. - N�o, m�e.

- Ele vai ficar bem. - Eu sei.

Venha, se aque�a.

- Estou de sa�da. - Owen, tire os p�s da mesa.

E pe�a ao seu pai para remarcar essa viagem.

Meu garoto?

A mam�e quer que voc� repasse a sua viagem.

'Remarque'.

- Sabe que preciso ir. - Ele precisa ir.

Ser�o apenas dois dias. Eu prometo.

N�o precisa se preocupar, ser� como todas as semanas.

Querida, j� falamos sobre isso.

Tem certeza de que � uma boa ideia?

Precisamos manter tudo o mais normal poss�vel.

Ele ficar� bem.

- Cuide-se. Eu te amo. - Tamb�m te amo, Owen.

- E cuide da sua m�e para mim, sim? - Pode deixar.

Tudo bem?

- Ligue para mim. - Pode deixar.

- Ol�, Sr. Whitmore. - Oi, Maggie.

- Est� indo viajar? - Apenas por uma noite.

- Tchau, querida. - Dirija com cuidado.

- Oi. - Como vai?

Bem.

- Oi. - Ol�.

- Bom dia, Maggie. - Bom dia.

Owen, quero que arrume suas coisas para ir...

caso consigam um lugar.

- Tamb�m vai viajar? - Ainda n�o decidi.

A minha m�e quer que eu v�.

Ela fala assim porque quer transformar meu quarto...

em um escrit�rio.

Acha que sou uma bruxa velha.

N�o acho que � uma bruxa velha, m�e.

O prazo da matr�cula vence em tr�s dias...

e eu estou de olho nela, mesmo que voc� n�o esteja.

Dizem que � a melhor...

- escola de medicina do estado. - Escola de medicina do estado.

- Eu sei, voc� j� disse. - Sim.

Muitas vezes.

- Vou pegar minhas coisas. - Est� bem.

Crian�as?

Maggie...

s� quero ter certeza de que n�s nos entendemos.

Sabe que adoramos voc�...

mas a educa��o do Owen � muito importante.

E n�o quero pensar que voc� ir� convenc�-lo a desistir.

Na verdade, tenho tentado convenc�-lo a ir.

Adoraria que ele ficasse, mas...

essa cidade n�o � suficiente para ele e...

seria errado da minha parte tentar.

Mas eu o amo.

Amo-o com a minha vida.

Parece que est� acontecendo com mais frequ�ncia...

e maior intensidade.

Estou com muita coisa na cabe�a ultimamente.

junte isso � minha imagina��o exagerada...

- voc� me conhece. - N�o...

isso nunca o levou a 'apagar' antes.

Sonambulismo n�o � algo t�o incomum.

- Voc� disse isso. - Owen...

n�o estamos mais falando apenas de sonambulismo, n�o �?

Voc� apresenta outro tipo de dist�rbio do sono.

Uma coisa � falar enquanto dorme...

mas arrastar a mob�lia � bem diferente.

Ou correr pelo bairro sem se lembrar de nada.

Tudo bem, �. Talvez eu precise daquele div�.

E, ao combinar essas �ltimas actividades...

com seu hist�rico anterior...

de ataques de ansiedade, v�rios tipos de dist�rbio do sono...

Sabe, estou realimente preocupada com...

Ficar sem teorias.

A discuss�o sem fim sobre a pena de morte...

est� a todo vapor hoje...

Na frente da Pris�o Estadual de Townsend.

Onde o serial Killer condenado, Eugene Branch...

ser� executado em cinco dias.

Todos lembram a brutalidade e o medo que agoniaram a cidade...

como se fosse ontem...

mas fez 15 anos No m�s passado que Dr. Eugene Branch foi preso...

por v�rias mortes envolvendo mutila��es...

rendendo-lhe o apelido 'Gene do Mal'.

PRISIONEIRO DO ESTADO

O Dr. Branch continua alegando...

que as mortes foram sacrif�cios Necess�rios...

para a sua pesquisa m�dica.

Que os crimes foram cometidos, por assim dizer...

em nome da ci�ncia.

A corte de j�ri aparentemente discorda...

pois recusou ontem a sua �ltima apela��o.

Parece que essa execu��o vai seguir como o combinado.

A MUTA��O DO GENE QUE PRODUZ A MONOAMINA...

PODE LEVAR � CRIMINALIDADE.

Os esfor�os para mapear o genoma humano...

s�o como um g�nio fora de sua l�mpada.

Em minha opini�o, seria imoral ir contra o progresso cient�fico.

Agrade�o a presen�a de todos.

E quero lembr�-los de que estar no limite...

nem sempre � a op��o mais confort�vel.

Obrigado.

- Ol�, Dr. Julian. - Oi.

Gostaria de dizer que tamb�m gostei da sua palestra.

Mas perdi tudo.

Que pena. Est� entre as melhores que j� fiz.

Tenho lido seus artigos e s�o muito interessantes.

Estava imaginando...

voc� faz consultas particulares?

Porque tenho um paciente...

que seria um �ptimo exemplo das suas teorias.

Minha aten��o � toda sua.

Acho que est� seriamente em apuros.

Ele precisa da sua ajuda.

A muta��o gen�tica diminui...

os n�veis de neurotransmissores no c�rebro...

gerando comportamentos impulsivos e agressivos.

Um comportamento criminoso.

Ent�o, acredita que mapeou e isolou com sucesso...

- o gene corporal? - O gene heredit�rio.

Heredit�rio. O OD4.

Ent�o, por que o antigo debate 'natureza versus cria��o'...

ainda existe?

Porque a proposta da cria��o sugere que o meio ambiente...

� a maior influ�ncia sobre o comportamento do indiv�duo.

E eu discordo totalmente.

Mas receio que a sociedade n�o esteja preparada...

para esse avan�o.

Imagine o que isso faria ao sistema de justi�a criminai...

cuja exist�ncia se baseia...

no princ�pio da responsabilidade individual.

Seria um crime, legalmente culp�vel...

se ele n�o tivesse escolha na quest�o?

E controle sobre seu comportamento?

Consegui recapitular minha palestra inteira.

Mas preciso admitir que � f�cil falar com voc�.

Estou muito ansiosa com a sua visita amanh�.

Acho que valer� a viagem.

j� est� valendo.

N�o precis�vamos fazer isso cara a cara.

Isso foi decidido no in�cio, se me lembro bem.

Achei que daria um toque pessoal.

N�o estou aqui para discutir.

Sua encomenda foi enviada ao Warden...

foi o que me prometeram.

S� queria olh�-lo nos olhos, de perto...

e ver que tipo de homem voc� �.

Somos praticamente parentes, n�o �?

Seu psiquiatra acabou de me dar esse envelope.

Acho que poder�amos t�-lo poupado da reuni�o.

Terminamos aqui?

Vou receber muitas visitas hoje, estou ocupado, mas...

se quiser continuar conversando, posso arrumar um tempo.

Olho para voc�...

e at� que voc� parece humano.

Mas, em alguns dias, voc� vai virar p�.

Voc� N�o entendeu direito.

Quando voc�s me matarem, meu legado sobreviver�.

Seu �nico legado � obsess�o e loucura, e isso morrer� com voc�.

Voc� deveria entender do que estou falando.

N�o � o meu desejo, � fato.

V� para o inferno!

Ele n�o tem mais jeito?

N�o trabalhamos com a descren�a aqui.

- Venha, quero que conhe�a algu�m. - N�o sei...

n�o vou deixar um estranho entrar na minha cabe�a.

Queria que tivesse falado comigo antes de faz�-lo perder tempo.

D�-lhe uma chance. Vamos ver o que acontece.

Owen, este � o Dr. Jonas Julian.

Jonas � especialista em an�lise de sonhos...

e dist�rbios do sono.

Uma das maiores autoridades do mundo...

nessa disciplina em particular.

Uma das maiores autoridades?

Nossa, estou mais encrencado do que pensei.

Deve ser um �ptimo legado...

conseguir esse t�tulo sendo t�o jovem.

Vou sentar.

falando em 'jung'...

o que acha de suas teorias?

- Um teste. - Owen.

Carl Jung, arquitecto da mente e int�rprete de sonhos.

Acreditava que a integra��o do consciente e subconsciente...

deveria servir como base � terapia do sonho...

descobriu o conceito de reconhecimento da nega��o...

e o 'eu inconsciente', que foi cruciai para os seus estudos.

Sem d�vida, bem � frente de seu tempo.

Pessoalmente, prefiro Freud.

Mas apenas por causa das conota��es sexuais, sabe?

Ele realimente apimenta as explica��es t�cnicas chatas.

Qual adolescente saud�vel de 18 anos n�o gostaria?

- Farei 19 no m�s que vem. - Feliz anivers�rio...

caso eu n�o esteja por perto para comemorar com voc�.

- Eu j� te assustei? - Ainda n�o.

A Dra. Ramos disse...

ela foi gentil em me dispor do seu hist�rico m�dico e...

bem, esperava podermos sentar e nos conhecer melhor.

- Se voc� concordar. - Por mim, tudo bem. Vamos l�.

Tamb�m recomendo que pare com sua medica��o habitual...

e passe a tomar essa prescri��o.

H� algumas amostras para que comece o tratamento.

Esta foi uma semana agitada para a Corregedoria...

com a prepara��o da primeira execu��o do estado em tr�s anos.

A tens�o � grande por aqui.

PAREM A EXECU��O - E h� muitos detalhes em jogo...

se essa execu��o for acontecer em tr�s dias, como marcado.

N�o, j� me matriculei para o outono.

- �ptimo, esperamos v�-lo. - A minha d�vida �...

se eu esperar at� o inverno, ainda vou ter a vaga?

Posso verificar para voc�.

Se eu ligar em tr�s dias voc� saber� me dizer?

- Melhor em cinco. - Cinco. Tudo bem.

S� queria uma resposta honesta. S� isso.

Posso ligar de volta.

- Owen. - Maggie.

N�o acredito que me bateu?

Espere, desculpe. N�o tive a inten��o.

Voc�... voc� me assustou.

Foi instinto, est� bem?

Desculpe.

Estou falando s�rio. � s�rio.

Vem c�.

Maggie, meu amor. Desculpe.

Desculpe. Est� bem?

N�o tive a inten��o. Fiquei assustado.

Desculpe.

Vamos apagar a luz.

Pronto. Tudo bem.

O que foi? O qu�?

Maggie, voc� sabe que eu te amo.

- Desculpe. - Eu sei, Owen.

Quer que eu beije sua bochecha de novo?

- Desculpe. - Owen.

Voc� sabe que eu tamb�m te amo... muito.

Eu s�...

- preciso que as coisas sejam mais... - O qu�?

Permanentes.

- Est� bem. - Entre n�s, Owen.

Vamos ver o que vai acontecer antes de n�s...

De n�s...? Tudo bem.

- Eu te aviso quando chegar a hora. - Est� bem.

�s vezes, n�o acredito no que fa�o.

Tudo bem.

- Vou deixar passar dessa vez, Owen. - Obrigado.

- Ligue para mim de manh�. - Est� bem.

Boa noite.

Tchau.

Owen?

Fiquei acordada a noite toda esperando voc�.

Onde voc� estava? Meu querido.

M�e, desculpe. Desculpe. Eu n�o sei.

N�o sei.

J� teve algum problema com uso excessivo de subst�ncias?

Drogas? �lcool?

Bebo socialmente, nada fora do normal.

As �nicas drogas que consumo s�o as que voc�s recomendam.

Deus?

Por favor, s� quero ser normal.

� por isso que estamos aqui, Owen.

Voc� n�o est� sozinho.

Vamos falar sobre o pesadelo. Foi o mesmo de antes?

Estou em um lugar escuro...

um hospital ou laborat�rio.

E h� sempre uma garota.

Normalmente, s�o garotas desconhecidas, mas...

ontem � noite, ela tinha um rosto.

E era Maggie.

No sonho, ela est� louca.

E ela est� assustada, quer fugir de algo.

Ela est� machucada, muito machucada e...

assustada.

Ela est� t�o assustada. Tipo, morrendo de medo.

j� considerou que ela possa ter medo de voc�?

N�o � sempre igual...

mas ela est� em baixo d'�gua...

se debatendo muito...

e depois ela para.

Todos os pesadelos t�m origem nos est�mulos...

que, por algum motivo, se alojam no nosso subconsciente.

Vamos chegar � raiz do seu.

Ent�o, vamos mais a fundo.

Voc� e Maggie est�o passando por algum conflito? Algum...?

Dra. Ramos. Desculpe incomod�-la, senhora.

Mas temos um problema.

Com licen�a um momento.

Encontramos a garota desaparecida.

- Houve um incidente... - O que aconteceu?

Doutor, por favor, pode me acompanhar?

Doutora.

Detective Marc Houllhan.

Katherine Ramos, este � o Dr. Jonas Julian.

- Como vai? - � um prazer.

Soube que este lugar cuida e abriga...

- casos psiqui�tricos. - Sim.

Harvey me informou. N�o posso acreditar.

Bem, isso ser� tido como um homic�dio.

A v�tima era uma funcion�ria, Marcia Freeman.

- Meu Deus? - Eles a mutilaram.

Est� toda cortada. Sadistas desgra�ados?

Sim, foi feio.

Preciso da sua colabora��o, doutora. Sua equipe, pacientes.

Os v�deos de seguran�a.

Qualquer coisa que possa ter captado algo fora do comum.

Temos muitos funcion�rios nocturnos, pode interrog�-los.

Mas, quanto aos pacientes, � um pouco complicado.

Doutora, pretendo fazer o meu trabalho aqui.

- Owen. - Sim?

O seu sonho n�o era apenas um sonho, n�o era?

- Como assim? - A garota, a v�tima.

Ela est� aqui. Assassinada.

Como voc� descreveu.

Assassinada? Aqui?

- Maggie? - N�o � a Maggie.

Uma das minhas garotas.

Ela s� tinha 21 anos, pelo amor de Deus?

Certo, n�o sei o que est� acontecendo aqui, mas...

eu n�o poderia ter nada a ver... M�e, diga a eles.

Vamos ficar calmos e pensar.

Quais s�o as poss�veis explica��es?

Os ps�quicos t�m esse tipo de vis�o.

Uma coincid�ncia inexplic�vel?

Ou talvez Owen esteja envolvido.

M�e? Como pode pensar isso?

Algu�m poderia me dar outra explica��o plaus�vel?

N�o s�o especialistas?

Quanto estou pagando a voc�s?

Algu�m me d� explica��es?

Ou�a. Ou�a-me.

M�e, voc� precisa acreditar em mim, est� bem?

Ou�a, eu n�o...

eu n�o...

Eu n�o sei, est� bem?

M�e, desculpe. Eu te amo, mas...

eu n�o sei.

N�o quero piorar as coisas, mas...

sabe qual � o protocolo para esse tipo de situa��o.

Concorda que...

devemos informar o detective?

Se violar o sigilo m�dico, vou perder a confian�a dele.

N�o temos certeza de que Owen est� envolvido.

N�o sabemos com o que estamos lidando.

Com todo o respeito...

acho que cabe � lei resolver.

Deus? O papai fazia um neg�cio.

Ele encostava sua testa na minha...

e toda a minha dor ia embora.

Todas as minhas preocupa��es, simples assim.

Sinto falta disso.

Saia?

N�o quero perder a minha licen�a, doutora.

Vou falar com o detective.

Enquanto isso, tudo fica entre n�s.

Ele a deixou em peda�os.

Fez uma craniotomia meia-boca.

E tirou parte da massa craniana.

Foi um trabalho bem feito, na verdade.

j� vi piores.

Detective, podemos conversar?

- V�o prend�-lo? - Acho que n�o.

- E quanto aos pesadelos? - Ficaram interessados...

mas n�o � exactamente uma confiss�o.

Mas seu hist�rico � perturbador.

Podemos ir agora?

Provavelmente v�o querer Fazer perguntas em algum momento...

mas, sob a minha recomenda��o, voc� est� livre para ir embora.

Tudo bem. Obrigado.

Obrigado, Dr. j., por me defender.

� bom saber que algu�m acredita em mim.

Tchau.

� o melhor que pode fazer? Com licen�a.

Voc� N�o possui Novas mensagens.

Ainda n�o ligou?

Onde ele poderia estar?

N�o � hora de pirar, est� bem? Preciso muito de voc� agora.

D� para entender?

'Sra. Whitmore, v� para casa e vote para a sua rotina.

At� a policia ligar para interrogar seu filho...

sobre os seus pesadelos de assassinato se tornarem realidade.

Ali�s, n�o saia da cidade. '

- Preciso dar uma volta. - M�e, n�o.

Voc� fica aqui. Eu vou sair...

porque voc� n�o quer ficar no mesmo lugar que eu.

- Tchau. - Owen.

N�o seja rid�culo, n�o foi o que eu disse.

Owen?

Ol�, quero prestar queixa de um desaparecimento.

Vai ser divertido.

Estou falando, vai gostar do lugar, das pessoas.

Sei que � um grupo novo, mas vai se encaixar muito bem.

�?

Vou gostar de ver voc� l�.

Al�m disso, vai ser bom para voc�. Tipo, um novo hobbie, sabe?

Ent�o, pego voc� �s 18h? Beleza!

At� l�.

ASSASSINO POR NATUREZA

'Para George.

Um bom humanit�rio. '

Fale-me de novo dessas sensa��es estranhas.

N�o sei se eu chamaria de 'sensa��es'.

Acho que s�o mais como uma nova...

perspectiva. Eu n�o sei.

Como se olhasse para algo...

mas por outro �ngulo. Isso muda a sua percep��o.

Mais ou menos isso.

E por qual �ngulo voc� est� enxergando?

S� a estava observando.

Acho que ela d� mole para aquele cara...

quando acha que ningu�m est� olhando.

D� mole ou outra coisa?

N�o sou s�dico, se � onde quer chegar.

S� a estava observando.

E a press�o? Est� incomodando?

Do aparelho ou a sua?

O tratamento exige trabalho e um pouco de coragem.

Bem...

na verdade...

acho que eu estava Fazendo um teste, sabe?

Queria olhar para ela e ver como me sentiria.

Se eu... se estava dentro de mim.

Sei l�.

Vamos come�ar.

N�o reprima, encare seus sentimentos.

Vamos lidar com a verdade. S� precisa encontr�-la.

Tudo bem.

Certo.

Beleza!

At� l�.

Harvey?

- Podia dar um sinal de aviso? - Desculpe, madame.

Aquele assassinato ontem � noite tamb�m me assustou.

Achei que tivesse ouvido algo, mas est� tudo trancado.

Vou verificar o tr�s, quer ir?

N�o, estarei no meu escrit�rio terminando meu trabalho.

- Boa noite, Harvey. - Boa noite, doutora.

N�o?

N�o, n�o, n�o?

Owen?

- Pare, pare? - Acorde, acorde, Owen?

Pare?

M�e?

M�e, eu n�o... M�e?

M�e? M�e?

M�e?

M�e?

- Desculpe, desculpe. - N�o toque em mim?

- Bom dia, doutor. - Bom dia, Harvey.

Acho que estava cochilando.

- Quer um caf�? - Para mim, n�o, obrigado.

Harvey?

Mas que diabos...?

- Owen? - O qu�?

V� trocar de camiseta. A policia chegou.

Seja r�pido, por favor.

- Bom dia. - Bom dia.

- Sra. Whitmore? - Sim.

- Detective Marc Houllhan. - Como vai?

As coisas t�m sido tumultuadas ultimamente.

Perdoe meus modos, gostaria de entrar?

Eu...

Eu n�o...

N�o tenho certeza se podemos fazer isso nesse momento.

N�o sei se a Dra. Ramos recomendaria...

e ainda n�o tive oportunidade de falar com meu marido sobre isso.

Na verdade, essa era a minha primeira pergunta.

Entrou em contacto com ele? Seu marido?

- Sim, a pessoa desaparecida. - Sim.

Quando foi a �ltima vez que falou com ele?

Detective Houllhan, este � meu filho, Owen.

- Sim, Owen, eu o vi na cl�nica ontem. - Sim, estava l�, oi.

Perdoem-me, tenho que atender.

Prossiga.

Sim, estou a caminho.

- Mencionou a Dra. Ramos... - Sim, a minha terapeuta.

O que foi?

Posso falar com a senhora um momento, em particular?

Sim.

Obrigada, querido.

N�o quero fazer suspense...

- O qu�? - E ela sendo terapeuta dele...

acho que seria melhor se voc� contasse a ele.

- Claro. - Entraremos em contacto.

Sim, certo.

- N�o precisa me acompanhar. - Obrigada...

por vir.

M�e...

o que foi que ele disse?

Descobriram que algu�m foi assassinado ontem � noite.

- Olhe, m�e... - N�o responda.

Porque n�o quero saber.

Vamos ligar para a Dra. Ramos, ela pode acalmar as coisas.

A Dra. Ramos est� morta.

Temos visitas.

�ptimo.

Acho que j� sabe.

Sinto muito.

Queria que ficasse sabendo por mim. Sei que ela era mais que...

Ela era tudo...

ela era minha vida.

Perguntaram se eu poderia ajudar temporariamente na cl�nica...

dadas as circunst�ncias. Limpei minha agenda da semana.

N�o vou a lugar algum. Vou ajud�-lo com isso.

Espero que sim.

Enquanto isso, tenho que...

recolher o equipamento do seu quarto...

e acho que dever�amos remarcar aquele acompanhamento...

- o mais r�pido poss�vel. - Tudo bem, vamos.

Primeira p�gina, parte de baixo.

D� uma olhada.

'O Frenesi em torno da morte de um local...

Fez as autoridades comentarem que a execu��o agendada...

do Dr. Eugene Branch n�o pode acontecer t�o r�pido.

Marcia Freeman, enfermeira de 21 anos...

Foi encontrada morta ontem de uma maneira...

que Branch confessou ser como modus operandi. '

Autoridades temem...

Assassino Copycat.

Esse 'Gene do Mal' � bem intrigante.

Um serial killer que conduziu experimentos m�dicos...

em suas v�timas, h� muitos anos.

Sua execu��o est� agendada para daqui dois dias...

e a m�dia est� revivendo o seu passado sangrento.

� poss�vel...

que voc� tenha fixado essas not�cias...

e isso poderia explicar o agravamento dos pesadelos...

- como eles ficaram espec�ficos? - Ah, n�o...

- A quest�o �... - A quest�o �...

que sei que alguns pensamentos m�rbidos...

conscientes ou inconscientes, s�o normais.

A Dra. Ramos dizia isso o tempo todo.

�s vezes, certos pensamentos aparecem na minha cabe�a...

e sei que n�o deveria t�-los.

Parece que o meu equipamento falhou e s� gravou uma hora.

Ontem � noite...

n�o foi muito bom...

acordei aqui...

e tudo estava espalhado pelo quarto.

N�o sei...

sei l�.

Temos que fazer alguma coisa.

A primeira coisa que temos que fazer � verificar a camiseta...

para descobrirmos o que est� acontecendo.

Vou levar isso para o laborat�rio...

e nos encontramos na cl�nica em duas horas.

O que fazemos nesse meio tempo?

N�o precisa se preocupar, estou saindo.

Owen?

- Oi. - Oi.

Maggie.

Sou eu que vou sair, tenho um compromisso.

Owen? Vamos para a cl�nica?

Sim, eu...

acho que seria melhor.

Pode...

- nos dar alguns minutos? - Claro.

Estarei l� em baixo.

Owen?

Owen?

Qual o problema?

Por que n�o foi � minha casa?

Disse que meus pais estariam fora no final de semana...

e soube que a previs�o meteorol�gica...

mudou de correntes frias para correntes mais quentes.

Maggie, � melhor n�o ficarmos sozinhos agora.

N�o quer nem tentar?

O que voc� est� fazendo, Owen?

- H� coisas melhores para voc�, Maggie. - N�o, Owen...

- Maggie, h� coisas melhores... - Olhe nos meus olhos.

Diga...

que voc� n�o me ama.

N�o amo voc�.

Maggie, eu n�o amo voc�.

A cl�nica m�dica Wydress fica nesta colina...

e operou com certo anonimato por d�cadas.

De repente, o hospital...

N�O BLOQUEIE O PORT�O - psiqui�trico residencial particular...

� o epicentro de dois assassinatos no estilo ritual�stico...

que impressionaram essa comunidade.

Com a execu��o pendente, esta semana...

do �ltimo serial Killer que aterrorizou a cidade...

dominando as manchetes...

os �ltimos assassinatos fizeram essa comunidade enlouquecer.

Parece que est� sendo abandonado.

Posso entender...

j, n�o posso ir para casa...

minha m�e tem medo de mim.

E n�o posso dizer a ela que n�o deveria ter.

N�o confio em mim para ficar perto de Maggie...

n�o sei, acho...

acho...

acho que vou me entregar � policia.

Vamos receber os resultados da camiseta amanh�.

Ent�o, saberemos ao certo. Tenho uma ideia.

Voc� n�o quer ir para casa, e n�o acho que deveria se entregar.

Pelo menos, at� termos os resultados.

Por que n�o fica aqui? Pelo menos, esta noite.

Todos os pacientes foram transferidos.

Eles fecham aqui ao anoitecer. Ningu�m entra, ningu�m sai.

- � uma �ptima solu��o. - Tudo bem.

Parece bom. Obrigado.

Tenho que ir para casa logo...

Minha m�e n�o est�, � melhor assim. Pego as minhas coisas.

Por que n�o escolhe um quarto antes?

- Harvey te mostra o lugar. - Tudo bem.

- Obrigado. - Owen?

� uma boa decis�o.

Sim.

Ligo de volta em um minuto.

- Boa tarde, Sra. Whitmore. - Boa tarde.

Warden, preciso saber. Walter cumpriu o compromisso aqui?

- Sim. - Havia alguma coisa estranha...

na visita dele? Ele parecia bem?

At� onde sei.

Ele n�o me contou o que pensava, mas tamb�m n�o insisti.

Disse que estava ansioso para encontrar Jonas...

que estava a caminho.

Acho que pegou as coisas e foi embora.

Bem, n�o preciso dizer que se ficar sabendo de algo...

Entro em contacto imediatamente.

ASSASSINO POR NATUREZA - Confisquei isso...

de uma guarda que conseguiu aut�grafo.

Suponho que planejava leiloar na internet.

Warden? Posso pegar este livro emprestado?

Pode ficar. Temos alguns por aqui.

- Tenho certeza que sim. - Boa tarde, Sra. Whitmore.

Pai?

Pai?

Pai?

Ol�?

O que � isso?

POR ORDEM DA CORTE SUPREMA

AG�NCIA - ACORDO DOS PAIS ADOTIVOS

OWEN E. BRANCH, SOLICITANTE. EUGENE BRANCH, ACUSADO.

O qu�?

OWEN E. BRANCH, SOLICITANTE. EUGENE BRANCH, ACUSADO.

...LEGALMENTE CONSENTIU A PROPOSTA DE ADO��O...

DO MENOR OWEN E. BRANCH PELOS SOLICITANTES...

Amanda tamb�m foi sacrificada?

N�o...

Ela n�o compartilhava de minha vis�o...

e costumava n�o tolerar minha agenda...

Mas, sobre Amanda...

o problema era que Amanda era m�e de Owen.

De alguma forma, sempre soube que ela seria assassinada.

Walter?

O qu�? O que voc�...?

Droga?

Walter?

Walter?

Walter?

Sinto muito.

- Meu querido filho... - Seu filho?

N�o, n�o me chame de 'filho'.

N�o diga isso, porque seja l� o que fizemos, Owen...

seja l� o que n�o fizemos, fizemos porque amamos voc�.

- Realmente amamos voc�? - Tudo o que voc� me disse...

- Por favor, ou�a. - era mentira.

- N�o? - Pare?

Estou vivendo minha vida pela percep��o de outra pessoa.

Pela percep��o de Owen Whitmore...

que nem existe?

Owen, escute, acho que seu pai est� aqui.

- Podemos sentar e conversar... - N�o sei pelo que sou respons�vel...

mas voc� sabe. Sabe pelo que sou respons�vel.

Ent�o, isso a torna t�o culpada quanto eu.

E n�o posso viver com essas consequ�ncias.

N�o sei se voc� pode.

- Olhe, desculpe... - Eu sou sua m�e, sou sua m�e...

Eu tenho que...

Tenho que descobrir...

tenho que descobrir...

- eu tenho... - Aonde est� indo? Por favor, espere.

Owen, sou sua m�e.

Walter?

Walter?

Gra�as a Deus, est� seguro.

Walter, voc� precisa acordar.

Owen sabe de tudo. Walter, acorde.

Est� tudo bem...

Confie em mim...

Voc� n�o confia em mim...

At� mais...

Ent�o, acha que Owen � o respons�vel pelo assassinato do seu marido?

Sim, acho.

E os outros?

Sim, eu acho.

Sinto muito.

Lamento pela sua fam�lia, Sra. Whitmore.

Obrigada.

- Pelo seu marido. - Obrigada.

Vamos traz�-lo.

Vamos tentar traz�-lo sem qualquer...

Vou encontr�-lo.

Voc� ligou para o escrit�rio do Dr. Jonas Julian.

Por favor, deixe uma mensagem.

J, � o Owen. Algo aconteceu.

� aquele Eugene Branch.

Preciso conversar com voc� agora.

...pode levar a noite toda.

Eva, voc� n�o � f� de pena de morte.

- At� mesmo para o 'Gene do Mal'? - Isso � irreal, irreal.

De novo d�ja vu.

Eugene Branch, n�o sei como, mas est� comandando esses assassinatos.

Acha que ele est� fazendo isso da pris�o?

Parem com a execu��o e aposto que os assassinatos v�o acabar.

Uma atmosfera tomou conta do port�o principal...

da pris�o estadual Townsend...

onde protestos sobre esse assunto...

agressivamente dividem as opini�es.

Os recentes assassinatos levaram a aten��o ao limite...

enquanto a contagem regressiva para a execu��o continua.

E, agora, de volta a voc�, Jim.

'GENE DO MAL'

- Gene! Gene! Gene! - Sem mortes.

Est� brincando?

� s�rio, est� brincando?

D� para falar? Mas que diabos est� fazendo?

O que voc� est� fazendo?

FRITE, GENE, FRITE

Voc� est� maluco?

O Dr. Eugene Branch est� seguindo os passos de seu pai...

e acredita-se ser a primeira vez...

- Ele quer ver o director. - Por aqui.

que uma pris�o executa o pai e depois o filho.

Ellie, n�o � um fato que o mal gera o mal?

Isso � consenso geral.

O povo sugere que seja feito logo. Por que toda essa confus�o?

Devemos ser o �ltimo estado a ainda usar electrocu��o.

A m�dia nacional pressiona para que seja a �ltima.

Ent�o, Eugene vai receber sua �ltima volta, afinal.

Onde vai, bonitinho?

Ei, bonitinho!

O que ele est� fazendo aqui?

Temos o mesmo rosto, os mesmos olhos.

Acho que voc� sempre foi a melhor parte de mim.

N�o sou parte de voc�.

Nenhuma parte.

Olhe isso.

Isso foi tudo o que voc� criou. E � insanidade?

� loucura?

Parece que n�o consegue controlar seus dem�nios, Owen.

� uma pena que eles...

- ceguem nossos olhos, n�o �? - Pare, pare?

Tudo isso � culpa sua.

Tudo que aconteceu � culpa sua.

� voc� que est� me enlouquecendo.

Bem, em termos do que voc� passou...

do que testemunhou, quando garoto...

� verdade.

� o que Walter acha.

- Walter, quer dizer, meu pai. - Walter, Walter...

Meu pai.

Walter veio aqui, com sua fragilidade...

� a �nica coisa que tem em comum com ele.

Voc� veio atr�s da verdade.

Veio descobrir a que foi submetido.

Veio buscar a lucidez.

- O que tem em comum comigo. - N�o sou como voc�.

- Voc� � como eu. - Como voc�? Como voc�?

Voc� � exactamente como eu.

N�o sou como voc�, voc� me d� nojo.

Voc� me d� nojo, est� bem?

E por que est� aqui?

Voc� tem esperan�a? Quer racionalizar o �bvio?

Est� rezando para n�o ter nada em comum com seu pai, al�m do sangue?

Isso � verdade, n�o �? Meu sangue est� em voc�.

Estou dentro de voc�.

As mesmas marcas gen�ticas nos definem, n�o �?

N�o pode negar isso.

- N�o pode negar. - Posso tentar.

Tudo bem, tive esperan�a...

eu rezei.

Rezei para que isso n�o consumisse tr�s gera��es dessa fam�lia.

Rezei para que n�o infectasse meu garoto.

Meu garotinho...

Owen, meu pai sucumbiu.

Entende? Ele cedeu aos seus desejos.

N�o ia seguir esse caminho. Eu estudei.

Estudei as marcas.

Estudei a sequ�ncia gen�tica...

seja l� o que determina nossas inclina��es...

Nosso comportamento.

N�o � uma quest�o de for�a de vontade.

Acredita que seja uma quest�o de for�a de vontade?

� uma escolha. � definitivamente uma escolha.

Voc� escolheu matar. Voc� escolheu.

- � um assassino por op��o. - Sou um assassino por natureza.

V� se ferrar.

Sou um assassino por natureza. Por natureza.

S� n�o quero que voc� sofra.

Sabe do que eles falam? Falam de v�timas.

Eles n�o fazem ideia. N�o tem ideia, Owen...

com o que vivemos, pelo que passamos.

� s� o ensaio, o grande dia � amanh�.

Voc� compreende as habilidades que possuo?

Sabe que possuo o talento dado por Deus...

para reprogramar uma muta��o?

Sua ci�ncia m�dica em que voc� os dilacerou?

Owen, se eu puder regenerar o DNA em algo que pode ser salvo...

uma linhagem de sangue que pode ser salva...

o que isso importa? Em um esquema, Owen?

Em mil anos de pesquisa e ci�ncia, o que importa?

Se mato por mim ou se os dilacero por voc�?

Por mim, voc� os dilacerou? Odeio voc�?

- Odeio voc�, est� certo? - � um legado.

D� para me escutar? Voc� � a terceira gera��o de assassinos.

Leio os jornais, sei o que voc� fez.

Se voc� se entregar...

Se voc� se entregar agora, a comunidade cient�fica...

vai ordenar sua execu��o.

- V�o insistir na sua destrui��o. - Voc� quer que eu o salve.

Voc� quer que eu o salve e n�o estou aqui para isso...

- estou aqui para me salvar. - Voc� entendeu?

Voc� tem que continuar...

- isso � uma pesquisa, Owen. - Estou aqui para me salvar?

- Estou aqui para me salvar? - Isso � uma pesquisa.

Estou aqui para me salvar?

- Voc� tem que eliminar os tra�os... - Estou aqui para ser salvo?

- eliminar os tra�os da disciplina... - Estou aqui para me salvar?

e eliminar o comportamento criminoso, Owen.

Isso � pesquisa, Owen. Isso � pesquisa...

que pode beneficiar gera��es da ra�a humana.

De uma maneira que n�o pode nem imaginar.

- Estou bem. - Est� me ouvindo?

O comportamento criminoso, como o conhecemos.

Isso � um legado.

Isso � um legado.

Estou bem.

Eu mesmo quero mat�-lo, seu cretino?

Essa � sua resposta para tudo?

Seu filho da m�e?

N�o sou mais uma crian�a.

Confus�o e ansiedade s�o as palavras do dia...

aqui na Corregedoria.

Embora a execu��o de Eugene Branch esteja marcada...

para a meia-noite de amanh�...

h� boatos sobre um apelo que seus advogados est�o preparando...

com base nos recentes assassinatos...

que carregam os mesmos tra�os das v�timas do Dr. Branch.

Seu quarto est� arrumado no pr�dio 1.

Descanse. Foi um dia e tanto.

Vai precisar disso.

Como...?

Como voc� sabia que eu estaria na pris�o?

Pela mensagem na minha caixa postal. N�o foi muito dif�cil descobrir.

Acontece que o Dr. Branch e as autoridades da cadeia o esperavam.

Ramos pediu para que voc� me examinasse...

- porque � um especialista? - Predisposi��o para o crime.

� a habilidade de prever um comportamento anti-social...

com base no conjunto gen�tico.

Eles sabiam.

Meus pais sabiam.

Sabiam que Branch � meu pai.

Depois que seu pai foi preso, voc� foi colocado no servi�o de protec��o.

Eles encontraram uma fam�lia para cuidar de voc�, os Whitmores...

que acabaram adoptando voc�.

Nunca contaram para a sua pr�pria protec��o.

Ent�o...

sou um assassino? Eu matei aquela garota?

Matei a Dra. Ramos?

Matei? Voc� � o especialista, certo?

Voc� est� seguro aqui.

O lugar est� vazio, o pr�dio est� trancado...

o rem�dio vai ajudar voc� a dormir, vamos lidar com tudo amanh�.

Eu precisava entender completamente...

o desmaio, o sangue...

precisava saber se o que estava sentindo conscientemente...

era o mesmo.

Se sentia o mesmo inconscientemente...

e se podia ter aqueles sentimentos enquanto estava acordado.

Isso � bom, Owen.

Este � um bom lugar para voc� ceder aos seus pensamentos...

seus desejos.

N�o podemos controlar quem somos...

mas podemos controlar a forma como lidamos com o que somos.

Quando observa Maggie, o que seus instintos te dizem?

Ela est� brava com voc�? Talvez tenha ci�mes?

Quando est� sozinho com ela...

Desculpe interromp�-lo, doutor...

mas o detective Houllhan est� aqui.

Disse que voc�s estavam em sess�o, mas ele insistiu.

Entendo...

Diga que estarei do lado de fora do consult�rio em dois minutos.

Esperava que isso pudesse aguardar at� amanh�.

- Tem algum...? - Banheiro?

�.

� ali, por que n�o se lava um pouco?

Certo, obrigado.

Isso n�o pode esperar, detective?

Meu paciente est� medicado e precisa desesperadamente...

- de sono e observa��o. - O tempo de observa��o acabou, doutor.

Onde ele est�?

Ele j� vem. S� est� se lavando.

N�o sei se ficou sabendo...

encontramos Walter Whitmore...

�ptima not�cia...

�ptima not�cia.

Principalmente para Owen, vai ser bom para ele agora.

Morto.

Brutalmente assassinado.

Colocado em uma posi��o horr�vel em sua pr�pria cama, na verdade.

Meu Deus?

Isso � demais, � demais.

Precisam contar para ele agora?

Doutor, estou aqui para prender Owen Whitmore.

Agora.

Owen, preciso que saia, agora?

Owen?

Droga?

Minha nossa? Voc� quase me matou de susto?

- N�o foi minha inten��o. - Est� maluco?

N�o sei.

Voc� me machucou, Owen.

- j� disse que n�o foi minha inten��o. - Estou falando de ontem, Owen.

Por que me afastou daquela maneira?

Eu n�o sou quem realimente acha que sou.

Andei observando voc�...

N�o sei, andei observando voc� e...

N�o sei, n�o sei, n�o sei.

Tenho essa sensa��o e preciso de voc�.

Preciso que olhe para mim, que converse comigo...

- e preciso ouvi-la. - Tudo bem.

- Meu pai... - Fiquei sabendo.

Owen, sinto muito.

� por isso que n�o posso ficar voc�.

- Posso ser perigoso. - Owen...

voc� est� perigosamente perto de me irritar.

Por que voc� me afastou? Por qu�?

Porque eu amo voc�.

- Amo voc� e n�o posso arriscar isso. - Eu sei, Owen.

Sempre soube.

Eu sei.

Eu sei.

- Owen... - Obrigado.

Era uma quest�o de tempo voc� descobrir.

Pris�o Estadual Townsend, pois n�o?

Oi, Warden Upton, por favor. E Leona Whitmore.

- Vou transferi-la. - Obrigada.

- Warden Upton. - Oi, Warden...

desculpe-me por ligar t�o tarde...

- mas tem algo me preocupando. - Tudo bem.

Voc� me disse que, quando esteve com Walter...

ele estava ansioso para ver Jonas.

Acontece que, quando se encontrou com ele...

ainda n�o conhec�amos Jonas Julian.

Jonas Julian? N�o, Sra. Whitmore.

Estava me referindo ao nosso psiquiatra, Jonas Goddard.

� mesmo?

� um nome incomum e me pareceu estranho.

Deixe-me perguntar, voc� tem algum...

crach�, alguma identifica��o...

ou alguma foto da equipe que possa me enviar por Fax...

para eu dar uma olhada?

Bem, n�o � o protocolo, Sra. Whitmore, mas...

S� para me tranquilizar.

Considerando as circunst�ncias, acho que poderia.

Qual seu n�mero de Fax?

Jonas conseguiu que eu ficasse em um quarto na cl�nica.

Espero n�o assust�-la, voc� vai ficar bem?

- Sim. - Certo.

Confie em mim e vai dar tudo certo.

Isso est� uma bagun�a.

Esque�a por essa noite, Owen.

N�o confio em mim para tentar dormir.

Ent�o, confie em mim.

Durma comigo, Owen.

Venha dormir comigo.

Obrigado.

N�O ULTRAPASSE

Procurei nas redondezas.

O jipe sumiu, logo vamos saber onde est�.

Esse garoto tem que sair das ruas.

- Pelo nosso bem. - Detective?

Diga o que acha disso.

Detective Houllhan, por favor.

- Dr. Julian? - O que � que n�o estou vendo?

Sim, aqui � Leona Whitmore. Chame-o, � uma emerg�ncia.

Ele tem meu telefone, obrigada.

Maggie...

j?

Hora de estimular suas tend�ncias latentes, jovem Sr. Branch.

Percep��o r�pida � s� uma quest�o de tempo.

A mente deve ser suavizada...

e, por fim, completamente destru�da...

para reconstruir uma perspectiva inteiramente nova.

A verdadeira perspectiva.

Os dem�nios est�o naturalmente dentro de voc�.

Desde seu nascimento. S� precisam ser estimulados.

Todos sabem que o sangue na sua camiseta n�o era da Dra. Ramos.

O detective n�o foi busc�-lo para prend�-lo.

Mas n�o pode saber disso. Nunca mais ver� Maggie.

Agora � a sua chance.

Em suas entranhas...

cora��o deformado...

e mais uma vez...

vai cair na l�mina, ser inteligente...

Whitmore...

ent�o, acabou.

Leona pretende matar voc�. Para vingar Walter.

At� mesmo matar Maggie, se N�o a matar antes.

Afinai, sem Walter, sem voc�...

tudo o que ela quer...

� morrer.

Os �ltimos preparativos est�o em andamento para a execu��o...

agendada para a noite de hoje.

Parece que o Dr. Eugene Branch tem um encontro com a morte...

hoje � meia-noite.

A �nica esperan�a do 'Gene do Mal' agora...

� uma liga��o do governador...

que parece que n�o vai acontecer.

Est� por tr�s desses assassinatos, n�o �, Jonas Goddard?

H� quanto tempo � o psiquiatra particular de Eugene?

Realmente acreditou que estava examinando a mente dele?

Quantos anos ele levou para convenc�-lo de que n�o � insano?

Insanidade.

Uma condi��o t�o mal entendida.

Sabia que todos n�s temos sombras vivendo dentro de n�s?

Estou surpreso que Owen tenha demorado tanto tempo para revelar.

Voc� me fez duvidar de meu filho uma vez.

Mas n�o far� novamente.

As autoridades da pris�o sabem a fraude que voc� �?

N�o tenha d�vida, Leona.

Sou um doutor.

Fui educado para estar em uma posi��o...

em que seria ouvido na pris�o.

Gene surgiu com as primeiras teorias...

mas eu segui o comportamento predominante...

da predisposi��o para o crime...

at� os suecos criarem uma teoria...

para reprovar a liga��o gen�tica.

Por que a Su�cia abordou o comportamento predominante, n�o sei.

T�nhamos que encontrar Owen...

para provar que ele tinha as tend�ncias.

Que ele � um assassino, como as duas gera��es antes dele.

Essa novamente ser� a teoria predominante.

E se a execu��o do Gene me render...

uma avalanche de recursos federais para pesquisa, ent�o...

Voc� s� se importa com o dinheiro. � realmente uma fraude.

Essa nova pesquisa beneficiar� a ra�a humana mais do que pode imaginar.

�s vezes, indiv�duos devem ser sacrificados...

para o bem-estar de todos.

Seguindo os passos do Gene?

Bem, para alcan�ar a imortalidade m�dica...

seguiria Gene at� o inferno.

N�o duvidaria que fosse de outro jeito.

Owen? Owen?

Bom dia, Sr. Whitmore. Hora de acordar?

Fa�a o que � natural.

Owen?

Est� na hora.

Ela vai matar voc� e Maggie se n�o det�-la.

Agora, pegue? Isso mesmo.

Liberte-o.

- N�o. - Mate-a.

N�o.

Walter a est� esperando. Mande-a para ele.

j� fez a parte mais dif�cil.

A enfermeira, Dra. Ramos, Walter...

e aqui est� o seu trabalho de ontem � noite.

Est� desenvolvendo gosto por isso, n�o?

Precisa mat�-la para seu pai poder viver.

Ele est� mentindo?

Voc� n�o matou ningu�m ontem � noite.

N�o foi a lugar algum.

Fiquei acordada ao seu lado a noite toda.

N�o houve sonambulismo, nem desmaios.

Estava comigo e dormiu em paz.

Tem que matar, n�o tem escolha. Agora, fa�a-o?

Voc� n�o � um assassino, Owen?

N�o importa o que ele diga, n�o importa quem seja seu pai...

voc� tem uma escolha?

N�o se reprima mais? Mas que droga?

N�o dormi ontem � noite, Owen. juro que n�o dormi?

Voc� n�o fez aquelas coisas, n�o poderia ter feito.

Sinto muito por duvidar de voc�.

N�o pode mudar o que voc� �. Voc� quer matar.

Qual � o seu problema? Deixe que eu te mostro.

Solte-a. Solte-a, j?

Vamos?

Solte-a.

N�o consegue fazer isso, n�o �?

Olhe s� para voc�, � pat�tico?

Como pude estar t�o errado?

- N�o vai acabar com minha vida. - Eu te mato?

Eu te mato, eu mesmo te mato?

Maggie est� certa.

Voc� n�o � um assassino.

Diga que eu estava certo.

Diga que voc� teria feito isso.

Adeus, Gene!

� isso a�, Gene!

Estou oferecendo ajuda.

Informa��es que o pr�prio Owen jamais poderia explicar.

Porque ele foi traumatizado.

Ele n�o ficar� curado at� que algu�m saiba...

a que ele foi submetido.

Mande um 'oi' para Deus!

'Gene do Mal', 'Gene do Mal'!

Sofrer o que ele sofreu...

ver o que ele viu...

d� para imaginar algu�m?

Ele se tornou ref�m...

ref�m total da dor a que foi submetido...

e finalmente admito...

que sou o culpado disso.

Ele foi destinado a ser um jovem perturbado...

Esta foi a fita que achamos que Walter havia recebido.

A �nica que ter�amos permitido, pelo seu bem, Owen.

Warden, meu pai ainda...

Posso conseguir um momento, mas nada mais.

Owen, n�o precisa fazer isso. Owen...

Tudo bem, acho que preciso.

- Tudo bem, vamos. - N�s nos encontramos l� fora.

Pode dar um minuto a esse jovem com o Dr. Branch?

Certifique-se de que esteja tudo pronto antes de lev�-lo.

Certo.

Assim que as coisas estiverem prontos, ele o levar�.

Mas s� ter� um minuto.

Precisam de mim na sala de visitas, ent�o...

- Boa sorte. - Obrigado.

Oi.

O que � isso?

- Voc� � o executor? - Sou eu, garoto.

� mesmo?

Como decidiu fazer isso?

Meu pai.

Ele operou a m�quina por 40 anos.

Meu av� era carrasco na forca, acredita?

Um verdadeiro carrasco de forca.

Acho que est� na fam�lia.

A execu��o na pris�o estadual...

acontecer� logo mais, obviamente...

- Vamos acabar logo com isso, certo? - Sim.

Antes que voc� morra...

preciso que saiba de algo.

Compartilhamos do mesmo sangue, sim, mas � s�.

� s� isso.

Meu verdadeiro pai morreu na semana passada.

Pela morte dele, ficarei de luto.

Ainda estamos aqui na pris�o.

J� faz 15 minutos que aguardamos a morte do Dr. Eugene Branch.

E est� acontecendo agora.

Podemos ver que h� muitas pessoas comemorando...

h� algumas que est�o tristes...

� um clima muito emocionante aqui.

Est� morto.

�ltimas not�cias. Acabamos de ficar sabendo...

que o Dr. Eugene Branch, acusado pelo assassinato de sua mulher...

e pelo uso de seu corpo para pesquisa...

foi executado � Oh 12 dessa madrugada.

Repito: Eugene Branch foi executado.

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