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Leszek Zaremba e Tadeusz Korzeniewski,
oficiais do exército polonês, escapam do campo de transição alemão.
Temos que chegar a Varsóvia.
Varsóvia se rendeu.
VARSÓVIA, 1941
O Estado Secreto marca presença na capital ocupada.
Suas autoridades condenam o traidor Igo Sym à morte.
A sentença é executada pela unidade "Ônix",
que é o codinome do oficial Leszek Zaremba.
Gostaria de salientar
que está é a 1ª sentença que executaremos
contra um alto membro da administração ocupante.
Pare aqui.
Tadeusz Korzeniewski, codinome Dager, é membro da unidade Ônix.
Você é suspeito de agir por conta própria.
Você é um soldado. Deve obedecer ordens.
Eu mato alemães.
O tribunal só pode dar uma sentença em casos assim.
Ou sou fuzilado pelos nossos, ou pelos alemães.
Escolhi a 2ª opção porque sei que não morrerei sozinho.
Vou levar alguns desgraçados comigo.
HOMENS E DEUSES
EPISÓDIO 2 A PRIMEIRA SENTENÇA
LEGENDA : SUB_COMANDO
-Bom dia, Sr. Schreder. -Ele está esperando nos fundos.
Ele tirou muita gente da prisão de Pawiak.
Leve isto.
Temos um encontro marcado.
PRISÃO DA GESTAPO, PAWIAK
Oito novos prisioneiros.
Sente cheiro de covarde?
Pegue-o, Castor!
Deixe o cachorro em paz.
Isso mesmo, Castor...
Vou levar este.
Está bem.
Basta, Castor.
Muito bem, Castor!
Está cansado?
Você é uma inútil.
Venha comigo.
Ela vai carregar esta merda sozinha.
Ande logo!
Rápido!
Vá em direção à luz.
Muito bem.
Meus queridos.
Meninos...
Tadeusz...
-Bom dia, Sra. Korzeniewska. -Muito bom dia, Leszek.
Pode conseguir cianeto para mim?
"Adeus. Melhoras."
Como a mamãe está?
Poderia estar pior.
Ela quebrou uma costela, está machucada e exausta.
Pawiak não é um parque termal, sabe?
-Voltarei amanhã. Adeus. -Obrigado.
Obrigado, doutor.
BESTAS HOMENS E DEUSES, FERDINAND OSSENDOWSKI
Obrigado.
FARMÁCIA
-Este é todo cianeto que consegui. -Obrigado.
Volte para a mamãe, ainda tenho algo a resolver.
Obrigado. Até logo.
Da próxima vez que vier, devo ter tangerinas.
Ótimo. Muito obrigada.
Até logo.
Sua carteira de identidade.
-Sou alemão. -Posso ver seus documentos?
Nem pense nisso!
Encoste aqui.
Tadeusz!
Você compra em lojas alemãs?
Passo no Meinl de vez em quando. Para treinar meu alemão.
Eles têm boas maçãs.
Polícia! Socorro!
-Você enlouqueceu? -O quê? Só acertei as contas.
Você não pode fazer isso.
Sério?
Então diga-me como funciona, Leszek.
Um alemão ronda as ruas e se ele não gosta
de você, de mim, ou de qualquer um,
ele saca a arma e atira sem nenhuma ordem!
E quando encontro o desgraçado que chutou minha mãe,
quebrou suas costelas
e a mandou para a prisão só porque ela esbarrou nele na rua,
preciso da sua maldita ordem para atirar no desgraçado?
Não a minha. Só os superiores podem dar esse tipo de ordem.
Que se dane! Maldita burocracia!
É guerra, não é?
Sabe de uma coisa?
Prefiro ser um bandido
e matá-los sem ordens.
Mas matá-los de qualquer jeito.
Não suporto olhar para aquelas caras arrogantes.
Eles têm que ter medo de sair na rua. Entendeu?
Eles têm que morrer, todos os dias.
Você está selando seu próprio destino.
O que há de novo na política, senhor?
-Está falando comigo? -Não, não.
Traga uma garrafa de boa vodca para aquela mesa ali.
Claro, já estou indo.
Ou talvez,
uma garrafa de conhaque.
Porque não suporto vodca, sempre passo mal depois.
-Mas o conhaque acabou. -Acabou mesmo? Tem certeza?
Olá, bonitão!
O comando recebeu nosso relatório?
Foi analisado cuidadosamente.
Se houver algo que não entenderam,
podemos explicar pessoalmente.
Relaxe.
Em Varsóvia, trabalhamos de modo diferente de vocês em Lviv.
-Vai levar tempo. -Tempo?
Não somos subordinados a vocês. Queremos lutar e é isso que importa.
A senhorita poderia me trazer mais peixe?
Obrigada.
Disponha.
-Vejo que estão bem de vida. -Nos viramos como dá.
Temos que lidar com vários canalhas.
Não entendi.
Podemos ajudar muito vocês. Por exemplo...
Conhecemos um certo canalha,
um comerciante de arte que entrega pessoas aos alemães.
Chamam ele de Kichol.
-O nome não é estranho. -Ouvimos...
que vocês o sentenciaram à morte.
Ele fugiu de Cracóvia e está se escondendo em Varsóvia.
Podemos rastreá-lo para vocês.
Falarei com meus superiores.
Entraremos em contato.
Senhorita!
Me sirva um pouco de gelatina de porco, se tiver...
Capitão Giertz, codinome Kmicic,
e coronel Brama, codinome Kulawiec.
Chegaram recentemente a Varsóvia.
Colaboram com a Gestapo e com a Abwehr.
Devem ser eliminados?
O comandante assinou a sentença.
O capitão os conhece.
Eles me trouxeram um relatório falso sobre a situação em Lviv.
Estão tentando nos enganar.
Querem se reunir com o chefe da contrainteligência
para entregá-lo aos alemães.
-Estou só ganhando tempo. -Isso é tudo por ora.
Planejem os detalhes da execução.
Ônix, você fica. Não terminei com você.
Adeus, senhores.
Amanhã, o tribunal dará a sentença no caso de Dager.
Tenho um pedido.
Deixe que outra pessoa faça o trabalho sujo.
"Quem é?"
Sou tio daquele moleque
que lhe vendeu as joias da nossa família.
E daí?
O garoto fez dívidas com jogo e pegou o ouro da mãe.
Quero comprá-lo de volta.
Com juros!
Está bem.
Preciso ter cuidado.
Hoje em dia, nem todo mundo é um comerciante honesto.
Espere um pouco.
Rosa!
É este?
-16 mil. -Agora são 30.
Quanto?
Não é um preço justo. Isso é usura.
Vai levar ou não?
Espere.
Espere, está faltando a corrente.
25 mil.
É o que posso pagar sem a corrente.
Gosto de clientes como você.
-Vamos beber algo. -Com prazer.
Saúde.
Que saiamos vivos da guerra.
Você já saiu.
Mas morto.
Não posso ficar aqui, não tenho documentos.
A Gestapo vai me matar ou me prender. Por favor!
Arrume suas coisas. Depressa.
-São da Kripo, me conhecem. -Relaxe e sorria.
Bom dia. Para onde vai?
Passeando com um estranho?
Seu marido sabe?
-Espero que o senhor não conte. -Por que contaria?
As polonesas são fogosas, não?
Pena que está saindo, estávamos indo vê-la.
Meu marido vai ficar contente.
Até logo.
Meu colega vai levá-la para um lugar seguro.
E alguém vai cuidar de você, caso eu não possa.
-E vai arranjar documentos. -Vamos.
-Muito obrigada, senhor. -Venha.
-Bom dia. -Bom dia, Kazimierz.
Bom dia, senhor.
Suas botas estão prontas, senhor.
Subtenente Tadeusz Korzeniewski, codinome Dager?
Sim, senhor.
Coronel Oskar,
chefe do Serviço de Contrainteligência Militar.
O Tribunal Militar Especial de Varsóvia
condena você à morte
por atos ilícitos em prejuízo do exército polonês.
Você entendeu a sentença?
Sim, senhor.
A execução da sentença está suspensa.
O tribunal reavaliará o caso após a guerra.
-Isso significa... -Que você poderá se redimir.
O alto-comando decidiu criar
uma unidade especial de duas pessoas
para executar agentes e traidores.
-Codinome "Garra". -Você integrará essa unidade.
E lembre-se:
a partir de agora, qualquer insubordinação
será punida com execução imediata.
Está claro?
Sim, senhor.
-Quem é o segundo soldado? -Seu comandante.
Você deve sua vida a ele. Seja grato.
É o sujeito que vimos em frente à casa.
Mãos ao alto!
De que organização vocês são?
Não somos de nenhuma organização, senhor.
Sou um carreteiro local.
E este é meu genro, Felek. Queríamos ganhar um trocado!
-Onde está o relógio? -Nunca tive um relógio na vida!
-Encostem na parede. -Mas por quê, senhor?
-Agora! -Não quero morrer!
Saiam daqui! Agora!
-Deus abençoe vocês. -Vão!
Estava bem aqui.
Deve ter caído.
Ele deve ter puxado de mim quando caiu.
Vamos.
Todos vocês, atenção!
SERVIÇO MUNICIPAL DE LIMPEZA
Se ouvirem algo, venham falar comigo.
É guerra. E essa é uma oportunidade.
AVISO
Cada centavo conta.
Mãos à obra! Agora!
RECOMPENSA DE 5 MIL ZLOTYS
Recompensa por pistas sobre o bandido
que assassinou o oficial da Gestapo ontem.
Jadwiga.
Deixei os papéis para assinar em sua mesa.
Sim, eu sei.
Obrigado.
Tadeusz!
O Sr. Szulc quer que você assine isso imediatamente.
Mais alguma coisa?
Sim, precisamos conversar.
O que vai me dizer?
Você vai viver muito e será feliz.
Vai sobreviver à guerra.
Vai ficar rico e morrer cercado pelos seus netos.
Será?
Uma cigana vidente me disse a mesma coisa antes da guerra.
-Ela disse que eu não morreria. -Ciganos mentem!
Não, não quero beber.
Não quero!
Me dá náusea.
Tudo bem. Desculpe.
Espere!
Você tem um visitante! Já deu o toque de recolher,
então não quis deixá-lo entrar, mas ele insistiu.
Estou aqui, como combinamos.
Obrigado pela ajuda. Pode ir agora.
Kichol!
Quais são as novidades, Kichol?
Amanhã, 15h em...
Amanhã, 15h...
-Com o dinheiro. -Tudo bem.
Dinheiro não é problema. Mas para quê?
Mas não é falso? Porque se for, eu não quero.
Qualquer museu adoraria ter isso.
Tenho um certificado de autenticidade.
Nesse caso, vamos fazer um brinde.
Mas preciso voltar para casa.
Mais um para dar sorte.
Andzia não vai gostar que você está indo embora.
Que papo...
Seria bom, mas agora tenho que ir.
-Até amanhã. -Por que tanta pressa?
Passou do toque de recolher. E se prenderem você?
Meu relógio quebrou.
Pare!
Sorria. Deu certo da última vez.
O que faz parado aí? Mexa-se!
Rápido!
Entre.
-Bom dia. -Para você também.
Obrigada.
Precisamos da sua ajuda. Só por alguns dias.
Jadzia nos contou tudo.
Você vai ficar aqui.
Dê uma olhada, por favor.
Almoçaremos em uma hora.
-Junte-se a nós, por favor. -Muito obrigada.
Vou providenciar um lugar para você
e os melhores documentos.
Não tenho foto.
Vou pedir ao meu irmão que tire uma.
Encontrei isso na casa do Szamala. Tome.
Não, não quero. Não posso.
Tenho algumas economias dos meus pais.
Entendi. Certo.
Até logo.
Não se preocupe com nada.
Obrigada.
Preciso pedir um favor.
Ajude-a a mudar o penteado...
e a cor do cabelo para a foto.
Tudo bem.
Por favor, aceite isto.
-Não entendi? -Para ajudar. Por favor.
Acho que está na hora de eu ir. Obrigado.
Obrigado.
O que é isso?
Cerveja!
Que tal um gole de vodca boa para acompanhar?
Obrigado, mas já tomei alguns goles.
Quero um pedaço desse barbante.
Barbante?
Barbante ou corda de cânhamo?
Um pedaço, só para...
-Prender a calça? -Sim. Para não cair.
Quanto custa?
Pela cerveja e a corda? Dez pratas!
-Aqui tem 15, fique com o troco. -Obrigado, senhor.
Banda, os alemães!
Sua identidade?
Tudo certo.
Aqui não. Vamos para outro canto.
Ele não está a fim de morrer!
Ajude-o.
Vamos! Ajude com um tijolo.
Nunca conheci um cara assim.
Um anão...
tão persistente.
Obrigado por me ajudar.
Legal!
Isso!
Ótimo! Conseguimos.
-Estamos ricos. -Bela aquisição, não?
Sim, e vai melhorar ainda mais.
Surgiu um assunto urgente.
As coisas começam a andar.
Oscar quer falar com vocês.
Ele elogiou seu relatório.
Estejam na rua Kwiatowa, nº 8, depois de amanhã, às 15h.
Lá, meu homem vai levá-los à reunião.
Sim, senhor.
Pode me dar um minuto, senhor?
Quero lhe mostrar algo. Siga-me, por favor.
Não tenha medo.
Entre.
Lindo, não é?
Uma peça genuína.
Uma herança de família.
Me parte o coração, mas...
-Preciso vendê-la. -Não será fácil.
-Axentowicz? -Sim.
Por isso é tão difícil desapegar.
Espere.
-Acho que conheço alguém. -É mesmo?
-Amanhã, às 18h, no Café Mars? -Pode ser complicado.
Mas tudo bem, estaremos lá, senhor.
SEDE DA GESTAPO
É um adiantamento.
Receberão o resto após a prisão do coronel Oscar.
Certo. Sim, senhor.
Tenham cuidado.
Sempre temos cuidado.
E então?
Qual é a boa notícia?
Tudo certo. O cliente está interessado.
-Sr. Borkowski. -Nada de nomes, por favor.
Este é o Sr. Maurycy.
Ele vai confirmar a autencidade da pintura.
Pode ficar tranquilo.
É uma pintura de Teodor Axentowicz, não é?
Uma jovem muito bonita.
Vocês dois são feitos um para o outro.
Sentem-se, por favor.
O que desejam?
Café para a senhorita.
E vamos querer...
-uma garrafa de conhaque. -Excelente escolha.
Já trago.
Vamos direto ao ponto.
Não é momento para celebrar.
-Trouxeram a pintura, senhores? -Não.
Está guardada em segurança
no meu apartamento, na rua Szara.
Devíamos ter marcado lá.
Pois vá buscá-la, temos negócios a tratar.
Calma, só um momento.
Vamos fazer assim.
Você vai mostrar a pintura para os senhores
e eu ficarei aqui, fazendo companhia para...
Axentowicz?
-Ah, noiva. -Sua noiva!
Espero que não se importe, querida.
Claro que não. Esperarei com prazer, querido.
Muito bem.
Então, vamos lá.
-O clima está muito bom hoje. -Está ótimo.
Sim. Você é linda.
Como eu disse, é autêntica.
O que você acha?
Sim, é autêntica.
Vejo que você tem dúvida.
Por quê?
Algo errado?
O que pretendem, senhores?
Tenho certeza de que é autêntica.
Podem examinar à vontade.
E então?
O que acham?
Estou tranquilo. Confio na autenticidade.
Perdão.
Cuidado. Não arranhe...
-Você está arranhando... -É verdadeiro.
Viu? Eu não disse?
Quando Kulawiec diz algo, é sempre verdade.
Axentowicz, com toda certeza!
Vamos sair daqui.
-Mais um copo. -Claro.
"Borboleta" em polonês, "papillon" em francês
e "Schmetterling" em alemão!
Está se divertindo, querida?
O Sr. Gertz me contou uma piada muito engraçada.
Faz tempo que eu não ria tanto.
O que são 200 mil mãos levantadas?
O exército francês.
-Ele já deve ter ouvido essa... -Pronto?
Pronto.
O comprador e seu amigo
estão fechando a compra no Café Oriente.
Lá é melhor. Vamos nos juntar a eles?
Lamento, não posso. Até mais.
Não se esqueça,
nos vemos amanhã.
Acho que eu também deveria ir.
-Meus pais estão com visitas. -Não, não!
Não se preocupe, querido. Vou para casa sozinha.
Foi um prazer conhecê-lo.
Igualmente.
Minhas luvas.
Vamos?
Quantas divisões os franceses precisam para defender Paris?
É difícil dizer, porque nunca tentaram.
Mas que droga!
Sirva-se.
Quanto ele pagou?
Negociaram um pouco o preço, mas fecharam em 100 dólares.
Tempos difíceis.
Poucos investem em arte.
Os alemães investem.
Se encontram algo valioso, eles roubam.
É melhor fazer um negócio limpo.
Um dia pagarão por isso. Com juros.
Vamos cortar caminho por ali.
Eles estão sentados lá, bebendo vodca. E nós?
Mas ele nunca bebe vodca.
LEGENDA : SUB_COMANDO
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