All language subtitles for La.Boda.de.la.Abuela.2019

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NETFLIX APRESENTA

PRODUZIDO EM ASSOCIA��O COM CORAZ�N FILMS E LOS G�EROS

UM FILME DOS CRIADORES DE GRANDMA'S BIRTHDAY

ALGU�M GOSTOU E C� EST�

UMA SEQUELA APROVADA, FILMADA E ESTREADA

Av�! Est� b�beda.

Gerardo...

Escutem.

Escutem.

Escutem. Aten��o!

Aten��o!

Tenho uma coisa a dizer. Sim.

Quero dizer,

netos, filho... - M�e.

... desde que o av� morreu que espero por isto,

mais do que imaginam.

Merda, ela vendeu a casa?

Vendeste a casa?

N�o!

- Claro que n�o! - Assustaste-me.

N�o! Queria anunciar que...

... me vou casar.

O qu�?

Julio!

Para, av�.

Enche-o, por favor.

Toma.

Julio.

E com o jardineiro, que rom�ntico.

Sim.

Sa�de.

Sa�de, meu amor.

Merda!

� a s�rio?

SER� UMA BOA MULHER?

CRAVAS. BETINHOS. AGRICULTORES RESSENTIDOS. IDIOTAS.

NAMOREI O IRM�O DELE. HABITUA-TE.

NUNCA.

OS FAMOSOS IR�O? SER� MINHA NO CASAMENTO.

MARCHA NUPCIAL

IGREJA - ALIAN�AS CONVITES - VESTIDO DE NOIVA

FATO DO NOIVO - FLORES DECORA��O - �LCOOL

UM ANO DEPOIS, EST� TUDO PRONTO.

Obrigada por me concederem o milagre.

Demorou tanto.

Mas n�o interessa, o Julio vai casar.

Sinceramente, preferia que casasse com algu�m daqui,

da terra dele, n�o com a patroa, n�o �?

Mas, pronto,

ele diz que � uma mulher

muito decente e carinhosa.

Se o meu filho diz, eu acredito.

Deixem-se de merdas!

N�o s�o merdas.

S� disse que, se o idiota do meu irm�o vai, n�o vou.

Est� bem, se o Dani n�o quer que eu v�,

eu n�o vou. N�o faz mal.

N�o se armem em meninas.

Daniel, sabemos que o Sebasti�n n�o tem culpa.

A culpa � da Andrea que trocou um irm�o pelo outro.

- Sem ofensa. - Ana, para.

Por favor.

N�o fa�as isso.

Por favor.

J� fal�mos sobre isto

e n�o estamos � procura dos culpados.

Isto acontece.

Isto acontece.

Se ele n�o vai, tamb�m n�o vou.

Tem calma.

N�o, amor. Olha...

Se j� houve um milagre,

porque n�o termos outro?

Que parem de discutir e que possamos conviver

como uma fam�lia.

Viste, idiota? Fizeste a Diana chorar.

- Fiz o qu�? - Ela chora por tudo.

N�o tenho culpa.

� das hormonas!

N�o nos distra�amos.

O importante � que corra tudo bem no fim de semana.

O Gerardo tem raz�o.

O qu�? S�o parvo�ces, av�.

A s�rio que te queres casar com o jardineiro?

Sem ofensa, Julio.

N�o h� problema, Dani.

Claro que quero casar com o Julio!

Que pergunta � essa? No fim de semana chega a fam�lia do Julio.

N�o quero mais cenas.

Quero que vejam que somos

uma fam�lia normal. Est� bem?

Ou seja,

teremos de fingir.

Isso � t�o bom.

Pronto.

Obrigada, meu amor.

- Obrigada. - N�o agrade�as. Descontrai.

S� quero que tudo seja

perfeito e que tu tamb�m gostes.

� o meu segundo casamento, mas para ti

� o primeiro. � importante, amor.

E para a tua m�e,

pelo que sei,

n�o vai ser f�cil.

N�o.

Na verdade, estou lixado.

O qu�?

N�o era isso que queria dizer.

Al�m disso, sou eu que vou casar contigo.

- N�o � ela. - Claro.

Amanh�, sairei cedo para ser tudo perfeito, est� bem?

Vai correr tudo bem.

Julio.

Dois, tr�s, quatro.

Um dia numa rifa Saiu-me uma viagem de autocarro

Conheci-a l� e comprei-lhe uns tacos

N�o sei como se chama N�o sei quem �

Juan Pablo! Despacha-te, � tarde.

Mais de mil visualiza��es.

- Do que publicaste ontem? - Sim.

V�s? Isto dos gatos resulta.

Eu disse-te. Os gatos vendem.

- Bela filmagem. - N�o � assim.

At� estou bonito.

Vamos festejar.

- � tarde. - S� um pouco.

- N�o, a Diana, vamos. - Por favor.

- Vai ficar zangada, sabes como �. - Um pouco.

- Vamos. - V�, ainda nem te vestiste.

Vou s� escrever dois coment�rios.

Merda!

O que � isto?

N�o pode ser.

- � teu? - N�o!

Sim, bem, n�o.

Na verdade, � teu.

Desculpa, n�o era assim.

Tinha planeado Acapulco, p�r do sol, velas...

E at� estava a escrever uma can��o.

N�o acabei, mas posso cantar um pouco.

N�o!

Tens raz�o, a can��o n�o interessa.

Certo, um, dois, tr�s, quatro. Vamos a isto.

Ana,

queres casar comigo?

- Est�s a brincar. - Como?

Est�s pedrado?

Ana, n�o respondeste � pergunta.

N�o tenho tempo porque...

Vamos chegar tarde, a Diana vai zangar-se,

o beb� vai sair mal e v�o culpar-me, como sempre.

Mas...

Ana, espera!

N�o, � tarde. V�o zangar-se comigo. Tenho de ir.

- E eu? - Falamos depois.

Como assim "depois"?

Ana!

E ent�o, Sebasti�n?

O qu� o qu�?

N�o te armes em parvo.

J� te disse.

Estou � espera do momento certo.

Como reparaste, ontem n�o era a melhor altura para lhes dizer.

Sabes que essa altura nunca vai chegar.

Ou lhes dizes hoje ou n�o vou a Cuernavaca.

O Dani vai matar-me!

E a Ana, a Diana e...

E eu.

Porque, se n�o lhes contares, deixo-te.

Vamos fazer assim, est� bem?

Esperamos que o Dani me perdoe,

que a fam�lia te aceite e depois contamos. Pode ser?

S� para esclarecer.

O teu plano � esperar

toda a eternidade?

Isso n�o vai acontecer.

A tua fam�lia nunca vai aceitar ter namorado com o teu irm�o.

Querida, compreende. N�o posso.

N�o quero estragar o casamento.

- N�o queres? - N�o

Dizendo a verdade.

N�o � isso. Sim, eu...

Bom casamento.

- Como? - N�o vou.

- N�o vais? - N�o contas, n�o vou.

Escolhe.

Leva a minha mala para casa.

N�o.

Sim.

O Pablito disse que vinha.

Sim, mas sentia-se mal. Nem sabes.

Tinha diarreia e estava a vomitar,

como a rapariga de O Exorcista.

Ainda pior.

Coitadinho.

E n�o ficaste com ele?

Podia ser contagioso, ele n�o quis.

Podia ser como a c�lera ou...

- N�o sei, o parvov�rus. - Parvov�rus?

O qu�? N�o pode ir com parvov�rus.

Que estranho, n�o me disse. Vou mandar uma SMS.

- N�o. - Vou ligar. Pode ser grave.

Vamos, n�o v� chegar a fam�lia do Julio e a av� n�o estar.

O Pablito n�o ia gostar.

Pois claro, porque o Pablito � o melhor.

Ouve-me, filha.

Tens de ficar com ele, sen�o

algu�m to rouba. E h� t�o poucos.

- Boa viagem. - Boa viagem.

N�o, pai, n�o vou discutir com o Sebasti�n.

Cada um no seu canto, para n�o dar cabo dele.

N�o vou � igreja.

Merda! N�o foi nada, at� logo.

N�o me viste a estacionar?

N�o te vi.

N�o te preocupes, se for preciso, ligo ao seguro e pago.

Est� bem?

Como est�s?

A Andrea?

N�o veio. Do�a-lhe a barriga e preferiu descansar.

- Sim. - Coitadinha.

Olha, Dani!

O que foi?

O que �?

Que tal a viagem?

Boa.

Muito tr�nsito?

N�o.

E o jogo do Cruz Azul?

Jogaram bem.

Perderam.

Mas jogaram bem.

- Av�. - O que �?

- E estas fotos? - O que t�m?

- N�o somos n�s. - Claro que n�o.

Cortei-as de uma revista, est�o todos a sorrir.

D� melhor aspeto, n�o?

Julio, cheg�mos!

Av�!

- Ol�! - O que foi?

Ol�.

Ol�, querido.

Ol�. Como est�s, querida?

- Ol�. - Como est�s?

Sim.

Sim?

O que fizeste?

Diana, o que foi?

Sinto-me como...

... um hipop�tamo.

Pare�o um?

Sim, mas dos bonitos.

Como os dos document�rios.

N�o est�s a ajudar.

- Dani. - Ol�.

Ol�.

Ol�.

E o Juanpi? N�o veio?

Est� doente.

Com qu�?

Do est�mago.

� grave, tipo c�lera ou parvov�rus.

E a Andrea?

Tamb�m tem algo contagioso.

Um desarranjo ou assim.

Estranho, n�o?

Devem ter comido o mesmo.

Sim.

- Tudo bem, pai? - Ol�, pai.

Venho j�, tenho a comida do vosso irm�o.

O que disse?

O que � isso?

� a comida do To�ito.

S� lhe damos comida org�nica.

Certificada. Queremos que cres�a s�o e sem toxinas.

Devias deixar de comer isso.

O teu filho ser� o que comeres.

Queres que seja uma massa amorfa,

cheia de qu�micos,

ou um aipo?

Espl�ndido, glorioso,

saud�vel.

Um aipo.

E tu aplica-te.

Se v�o ter um beb�, concentrem-se.

Cara�as.

Toma.

O que �?

Uma c�mara.

Eu sei.

Era do teu av�, o Julio diz que ainda funciona.

Para que a quero?

Quero que fa�as o v�deo do casamento.

N�o, av�. Contrata um profissional.

Mas fazes os v�deos do Pablito.

Exatamente.

E fa�o-os com o telem�vel, ficam todos tremidos.

O Pablo diz que tens jeito.

J� viste como o Pablito � fixe.

Por favor, � importante e quero que o fa�as.

Sim? Por favor.

E poupo.

Acho que chegaram.

- Vem comigo. - Est� bem.

Ela vive aqui?

O Julio diz que � s� para os fins de semana.

Parece de uma telenovela.

De hor�rio nobre.

Ol�, m�e.

Meu filho!

M�e.

J� chega, mano, anda c�.

Isso!

Que tal?

Como est�s?

- Olha para ti. - � verdade.

Achei que n�o vinhas.

- Mano... - � um prazer ver-te.

Entrem, vou apresentar-vos.

Olha, m�e, ela �...

Filho, porque n�o me disseste?

O qu�, m�e?

Santa Rita, porque me testas?

Agora percebo a pressa de casar.

N�o percebo nada.

Hoje em dia, � normal dar um mau passo,

o importante � irem casar e a crian�a nascer no casamento.

Est� enganada. O filho � meu.

- O qu�? - Quem � este homem?

Ela n�o � a Elena.

� a neta, a Diana. E o marido dela, o Gerardo.

A neta?

Ol�! Bem-vindos!

Esta � a Elena, m�e.

Ansiava por conhec�-la.

Tamb�m eu.

Todos ansi�vamos, n�o �?

Sim! Muito.

Um brinde, j� que estamos todos.

N�o � cedo para beber?

- N�o. - Sim.

A Aurora tem raz�o. Bolas, Gerardo,

nunca bebemos t�o cedo, por favor.

- N�o? N�o. - N�o.

N�o.

N�o sei o que me deu.

Ningu�m bebe nesta casa.

Com licen�a, Gerardo.

Porque n�o vos mostro a casa?

Sim, venham comigo.

Venham, v�.

Vamos! Sigam a guia.

Nesta zona,

gostamos de nos reunir, conversar sobre

os problemas, ficar todos juntos.

A cantar,

e claro, a nadar, certo?

A rezar.

Rezar?

S�o religiosos?

Claro. Sim.

Gostamos de rezar em fam�lia.

Todas as tardes, um ros�rio, pelo menos.

E...

Cozinha?

Sim, adoro.

Sim, a av� cozinha bem.

N�o �?

Espero ter a sorte de comer algo que cozinhe.

Nesta fam�lia, temos um ditado:

"Conhece-se a mulher pelo que cozinha."

Que coincid�ncia, na minha fam�lia tamb�m.

Elena...

Bem, continuemos.

Vamos.

Por favor, venham.

Anda.

Continuem.

- O que est�s a fazer? - Nada.

Porque est�s a mentir?

N�o.

N�o � mentir.

� s� alterar um pouco a verdade.

Vais editar isso.

ANIVERS�RIO DA AV�

Que est�s a fazer?

� do teu irm�o?

Sim, mas � muito mau.

T�o mau que n�o vale a pena ler. N�s lemos, porque gostamos dele.

Mas � t�o mau...

N�o sei, como...

Juventude em �xtase misturado com Crep�sculo e Cinquenta Sombras de Grey.

Disse-vos que era j� madura.

Podia ser tua av�!

Literalmente!

N�o exageres, n�o sou assim t�o novo.

Quando estamos apaixonados, a idade n�o interessa.

� uma mulher simp�tica, n�o?

Obrigado.

Porque se n�o for, n�o compreendo.

Foi por isso que n�o vos contei.

J� sabia como ia ser!

Como querias que reag�ssemos?

V� l�.

S� sincero.

Vais casar com ela

por causa do dinheiro? - Nem pensar!

Se for assim, entendo.

Rafael, a s�rio?

- Sou pobre. - Isso � o que eles pensam.

Claro que n�o. S�o uma fam�lia simples.

N�o pensam essas coisas.

Vai casar-se pelo dinheiro. S� pode.

Que a av� n�o te ou�a.

Desculpa, mas n�o percebo porque aceitam isto t�o bem.

Porque gostamos da av� e queremos que seja feliz.

Tu n�o dirias uma coisa dessas.

- A gravidez muda-nos. - Quero uma.

O importante � a felicidade da av�.

N�o precisa de casar para ser feliz.

As pessoas casadas s�o as mais infelizes.

N�o �s tu.

Ou tu.

Tamb�m quero que seja feliz,

mas e um homem da idade dela e que n�o seja jardineiro?

Nisso concordas comigo.

- Que mau. - Concordo contigo, Dani.

Sim, ele tem raz�o.

Est� calado.

Onde queres que encontre um homem da idade dela?

N�o h� muitos.

Pobre av�.

Vamos quebrar o gelo.

Sim, mas o qu�?

N�o sei, Gerardo, diz-me tu.

- Vou improvisar. - Sim.

Que acham de uma atividade de integra��o para nos conhecermos melhor?

Fazemos isso nos retiros da empresa.

Juntemo-nos em grupos.

Cada um conta aos outros tr�s coisas sobre si mesmo.

Eu tenho uma loja de roupa,

falo chin�s

e estou gr�vida.

A seguir?

Tenho tr�s filhos,

sou dona de casa e

sou de Ciudad Camargo. - �?

A minha namorada nasceu em Camargo.

- Sim. - Que bom para si,

as mulheres de Ciudad Camargo s�o

muito decentes e fi�is.

Super fi�is.

Ela saiu de l� em pequena.

Para a cidade.

Como se conheceram?

Diz-lhe.

Foi o meu irm�o,

o Dani, que nos apresentou.

Desculpem, vou fazer chichi.

O meu pai queria que tiv�ssemos o nome do av�.

Eu sou o Julio

a Julia, e a mais nova � Julieta.

- Que original. - Sim.

E o Julio �

o meu irm�o do peito,

e a Julietita �

a irm� mais nova, n�o �?

E a Julia...

A Julia � igual.

� como uma irm�, mas das que te fazem sentir coisas...

O sangue vai todo para um lado.

Como? Para onde?

Percebem?

N�o falo ingl�s.

N�o se preocupe, eu tamb�m n�o.

Trabalho num caf� de internet

e, no tempo livre, vendo sapatos por cat�logo.

E tamb�m tenho um cabeleireiro em casa, muito bonito.

E estou a fazer um curso de unhas de gel.

Todos os fins de semana trabalho num restaurante � beira da estrada.

� bom. E estou a aprender ingl�s enquanto acabo curso de Direito.

E tu? O que fazes?

Agora, estou entre empregos.

A Anita faz v�deos de casamento.

Mesmo lindos, umas obras de arte.

Como podes ver, o Dani � produtor de televis�o

E a Julia, bem,

trabalha numa ONG que ajuda

as mulheres das zonas rurais.

De que vives?

Desculpa?

N�o deves ganhar muito dinheiro.

N�o � o mais importante.

Dizem os que n�o o t�m.

Coment�rio t�pico.

Desculpa?

N�o � nada.

Se tens algo a dizer, diz.

� t�pico de betinho.

- Julia! - N�o sou isso.

Mas �s snobe?

Como est�o?

Incr�vel, Jessy.

J� interagimos que chegue.

O que perdi?

Que se passa?

Podemos falar?

Dani, h� uma coisa

que tens de saber.

Prefiro que saibas por mim do que por outros.

O d�lar vai subir,

se pensaste em viajar.

Est� bem?

Tirando o d�lar, como tens passado?

Que pergunta � essa?

Queria saber como est�s.

- Desde quando? - De sempre.

Porque n�o veio a Andrea?

J� te disse.

Est� doente.

Se n�o queres dizer, n�o me interessa.

Foi bom falarmos.

Olha, Sebi.

O Rafa vai ficar no teu quarto.

Para nos conhecermos melhor.

Entra.

Qual preferes?

O div�

ou a cama?

Prefiro a cama.

Est� bem.

O que foi?

� a Rafaela.

Tem nome e tudo.

Claro que tem.

� a minha primeira.

Faz parte de mim.

Compreendes?

Sim.

Queres mexer-lhe?

N�o!

N�o.

- A s�rio? - N�o, tudo bem.

N�o sou muito bom com armas.

Toca-lhe, a s�rio.

N�o! A s�rio.

- N�o morde. Para te familiarizares. - N�o � preciso, obrigado.

Obrigado.

Durmo sempre com ela.

A s�rio?

Tudo bem? Queres ver televis�o?

N�o.

Apaga-a! N�o vejas, To�ito. Tapa os olhos.

Tapa-os. Apaga-a!

Anda, Antonio. Vamos ter com a m�e.

Anda, filho, meu pequenino.

Est� tudo bem.

Sim. Eu sei.

Ele n�o pode ver televis�o!

Porque?

Porque n�o quero que contamine a mente

com imagens de uma sociedade

consumista, decadente, parcial e machista.

Alheada da palavra do Senhor.

Sei porque estamos a fazer um curso

sobre educa��o infantil que tamb�m deviam fazer.

Pensem nisso.

N�o faz mal que veja um pouco.

Deixei a Diana e os irm�os verem muita televis�o

e olha para eles. Foram criados

pela Ver�nica Castro,

Chespirito, Capulina,

e telenovelas!

Que Deus me perdoe.

Porque demoraste tanto?

Porque h� muito tr�nsito.

- O que trouxeste? - Devias ter sujado a cozinha.

O que trouxeste?

Pedi coisas mexicanas.

Est� bom demais.

� bom demais? P�e aqui.

Temos de a desarrumar, para parecer caseira.

Fez isto tudo?

A Anita ajudou-me.

N�o sabia que cozinhava.

A av� ensinou-me desde pequena. Certo?

- Certo? - Sim.

Porque n�o nos sentamos?

- Sirvam-se. - Sirvam os nossos pratos.

- Podes servir-me? - O que queres?

Salada e arroz, por favor.

- O que se passa? - Eu passo-te, prima.

Obrigada, tem bom aspeto.

- Para o Julio. - Com malaguetas.

Como na nossa terra.

- Por favor. - Sim.

- N�o sei se o Julio disse... - Passas-me a �gua?

N�o, Aurorita.

Vamos tratar-nos por tu.

Vamos ser da fam�lia, n�o?

Est� bem.

N�o sei o que o Julio te disse,

mas temos uma tradi��o na fam�lia

quando h� casamento.

Sim. Ele disse-me, sim.

Sim.

Ent�o, vai haver pedido?

J� n�o se usa.

Julio, claro que se usa.

Querido.

At� j� estava planeado, n�o �,

Anita?

Sim, � amanh�.

Dani, anda c�.

Isso � �timo.

E a quem a pe�o?

� surpresa!

Surpresa!

To�ito!

N�o lhe toques, ainda lhe pegas alguma coisa. N�o, filho.

Pablito!

Boa noite.

Boa noite.

Est�s curado!

Sim, estou.

O que foi? Est�vamos preocupados.

N�o, porqu�? � um daqueles v�rus que s� dura um dia,

ou menos, duas horas. Est�s com bom ar.

N�o. Que v�rus �? Para eu ver os sintomas online.

O que importa � que ele veio.

- Tens de tomar os rem�dios. - Rem�dios?

Est� na hora.

- Est� bem? - Os rem�dios. Pois.

Julietita,

aonde vais?

Volto j�.

O que fazes aqui?

Vim porque prometi � av�.

Desculpa ter dito que estavas doente, mas n�o sabia o que dizer.

N�o faz mal.

- E por esta manh�... - Olha, Ana,

n�o te preocupes com isso.

Ficou claro.

Com licen�a.

�s o Juan Pablo da La Reventa.

Sim, sou eu.

Sou f�! Adoro "A Minha Namorada Zombie" e "Vampiro Por Ti".

Que bom!

Que bom!

Tenho milhares de perguntas, nem sei por onde come�ar.

- �s o compositor? - Sim.

- A s�rio? - Sim.

- �s t�o talentoso! - Obrigado.

Vou cumprimentar a senhora.

Sim, amor, tens raz�o.

E vou dizer-lhes a verdade.

Mas vem.

Tenho saudades.

Diz-lhes e vou, Sebasti�n. � simples.

Desculpa, precisava de fazer uma chamada e no meu quarto n�o d�

por causa do tipo da Rafaela.

Como est� a Andrea?

Nada bem.

- Coitada. - Sim.

Ainda bem que o Juan Pablo est� melhor, n�o?

- Diz-me a verdade. - Raios!

Porque n�o dizes tu?

Porque n�o � f�cil.

Anda c�.

O que foi?

E ao mesmo tempo?

Sim.

- Aos tr�s. - Aos tr�s.

- Um, dois, tr�s. - Um, dois, tr�s.

A Andrea est� gr�vida e vamos casar.

- Meu! - N�o me disseste nada!

Porque � que est�o todos obcecados com casamentos?

Olha! Ana!

Ana, anda c�!

Para cima

e esticamo-nos para o sol.

E agora, para baixo.

O molho cheira bem!

E as tortilhas tamb�m, est�o a ficar estaladi�as.

Fi-las como gostas, com pouco �leo.

Obrigada.

Que simp�tica.

Achas que chegam? N�o parece.

N�o te preocupes, chegam pois.

Tenho de te dizer.

Dianita, est�s linda.

A gravidez fica-te bem.

Obrigada.

Como tens passado? A minha foi horr�vel.

O que foi?

Vai chover toda a semana.

Incr�vel.

Como se n�o estivesse gr�vida.

Que bom.

E a estimula��o pr�via?

N�o � s� quando nascer?

Deves ouvir m�sica cl�ssica, ler-lhe para estimular os neur�nios.

Isso fazemos.

Lemos,

� noite, claro.

Shakespeare,

Dickens, Mark Twain.

Nas vers�es originais.

Que bom.

Vamos come�ar a fazer isso.

D�s um olhinho ao molho?

Claro.

Obrigada.

Gerardo!

O beb� vai ser menos inteligente que o To�ito.

- Porqu�? - N�o lhe lemos Shakespeare.

N�s tamb�m n�o lemos.

Hoje, vamos ler o Moby Dick.

� do Shakespeare?

N�o interessa.

O meu filho n�o vai ser menos esperto que o meu irm�o.

N�o, tamb�m tem os meus genes.

Como queiras.

Ol�.

Ol�.

Trouxe-te um caf�.

- Obrigada. - Fi-lo eu.

Sabes? � capaz de estar frio.

D�-mo, n�o deve estar bom.

J� mo deste.

N�o, mas...

... talvez te arrependas.

De qu�? Do caf�?

N�o, � que...

Bom dia.

Ol�.

Ol�.

Pe�o desculpa, mas tamb�m sou compositora.

�s?

Podias ver as minhas can��es?

Sim. E se fosse ao pequeno-almo�o?

- A s�rio? - Sim.

Obrigada! Que emo��o!

Obrigado pelo caf�.

Tenho muitas letras, n�o s�o boas...

Li o livro do teu irm�o.

� tudo verdade?

Nem tudo.

A tua namorada traiu-te com ele?

� aquela com quem est�?

Sim.

N�o � t�o bonita como era.

Era boa e agora est� magra e enrugada.

Que mau.

E o teu pai?

Aquilo das g�meas suecas.

N�o, o Sebasti�n inventou isso.

Eram duas e eram ucranianas.

Coitado do Julio.

Disse � minha m�e que eram uma fam�lia simples e decente.

E somos decentes.

A dec�ncia � relativa.

N�o?

Estive a faz�-las a manh� toda

e ainda bem que gostaste.

Obrigada, valeu a pena.

Obrigada, Aurorita.

- Bom apetite. - Obrigada.

Vou para a piscina.

Ficaram muito boas.

Todos ao banho!

- N�o, obrigado. - Certo.

Pronto para ir para a piscina?

N�o.

Temos de ver o n�vel de cloro da �gua.

N�o exageres. Ele vai ficar bem.

N�o � assim. Li que as altas concentra��es de cloro

causam asma nas crian�as. - Quem disse?

A Internet e nunca se engana.

N�o olhes, vai ser tua tia-av�.

Tapa-te, filha. Ent�o e o pudor?

Qual pudor, m�e?

� uma piscina, o que visto? Um fato de mergulho.

N�o conheces as pessoas.

Quando queres fazer o pedido, av�?

Esquece isso.

A Julietita diz que organiza tudo.

A Julietita?

Sim, � t�o criativa, n�o reparaste?

Olha.

S�o os princ�pios

de David.

J� mos lestes v�rias vezes.

- Sim. - Desculpa.

Para que escola vai o meu neto?

N�o � cedo para isso?

� o que pensas, as boas escolas t�m lista de espera.

Pass�mos muito para o p�r na escola que quer�amos.

� t�o boa.

N�o h� notas,

t�m coelhos

e cultivam os alimentos.

Temos de tratar disso quando voltarmos.

Pode come�ar j� a ir �s aulas.

Nascia j� a fazer equa��es e a falar franc�s.

N�o tem piada.

N�o brinques com a educa��o.

Maminha, mam�.

- Querido. - Maminha, mam�.

- Est� na hora da maminha. - Sim.

Ainda o amamentas?

Sim, descobrimos

que o leite materno estimula o sistema imunit�rio.

E cria la�os mais fortes entre a m�e e o filho.

Entendo.

Vamos l�, querido.

Ol�!

Gostam assim?

Est� lindo!

Obrigada, Julietita!

- Ainda bem que gostou. - Sim, muito.

� t�o...

Foleirada.

Queria pedir ao Sr. Francisco

a m�o da sua m�e, a D. Elena,

para casar com o meu filho Julio.

E passar a fazer parte da fam�lia

e, ser�...

Ser� como minha filha.

Obrigada.

Muito obrigado.

Dou-lhe a m�o e tudo o resto.

Sen�o, n�o vale a pena.

J� chega, filho.

Certo.

Deus aben�oe esta uni�o,

glorificada pelo amor que n�o distingue

nem parentesco nem idade,

que chega aos grandes pal�cios dos reis.

Est� bem assim. Obrigada, filho.

- Obrigada. Muito bonito. - Obrigado por pedir.

Muito bem.

Este �

um presente

de todos n�s.

Abre-o!

Abre-o!

Abre-o!

Veste-o!

M�e, disse-te que ela j� tinha vestido.

Sim, filho, mas...

Este era o meu.

A minha sogra usou-o e a sogra dela tamb�m.

Deu-nos muita sorte, por isso, pensei

que ela podia

querer us�-lo.

Queres us�-lo?

Claro que sim.

Sim.

Sim.

� muito bonito.

Sim...

Muito obrigada.

Obrigada.

Bravo!

Bravo!

Muito bom.

Queres?

- Est� frio, n�o? - Sim.

Escuta.

O Sebasti�n est� estranho, n�o?

N�o, o normal, n�o?

Amigo!

N�o estranhaste a Andrea n�o vir?

N�o.

Acho que acabaram.

Sabia que isto ia acontecer.

Era evidente que n�o ia durar.

Talvez volte para mim.

Nem pensar.

Bem...

Juntem-se. Est� na hora de uma surpresa

minha e do Juanpi.

Juanpi.

Juanpi?

Juntem-se. Vamos.

Com muito amor.

Pronto? Certo.

Muito bem.

� assim:

Um.

Um, dois, tr�s, quatro.

Entre tu e eu Tudo � perfeito

O nosso amor s� tem um defeito

A lua cheia

Que transforma num monstro do inferno

Onde est�o as balas de prata?

Que acabar�o com esta farsa?

Serei eu

A transformar-te num obeso?

A �nica forma de estarmos juntos

� transformar-me num lobisomem Pelo teu amor

Pelo teu amor

Pelo teu amor

- Obrigada. - Obrigado.

- Parab�ns. - Obrigado.

Parab�ns.

- Com licen�a. - �s o pr�ximo Arjona, Juan Pablo.

Arjona?

- Est� ocupada. - Sei o que est�s a fazer.

- Desculpa? - Sabes que ele � meu namorado.

- Sim. - Tem cuidado.

Sou s� f� dele.

J� houve uma que mo tentou roubar, sabes o que aconteceu?

Nada.

Porque n�o voltaram a v�-la.

Tem cuidado, estou de olho em ti.

Merda.

Muito bem, campe�o.

Queres marcar cesto?

A bola.

E c� vai o To�ito "LeBron James".

E vai marcar cesto.

- Que bom! - Gerardo, n�o!

Desinfetaste-a?

N�o.

Que te deu?

As bolas t�m muitos germes!

Andam de m�o em m�o!

Que pai vais ser?

Filho, levanta as m�os.

N�o mexas em nada. Anda.

N�o mexas em nada.

- N�o est�s pronto. - Pablo, joga.

Como estou?

Est�s linda!

Precisa de uns arranjos.

Quase nada.

Ainda bem que trouxe a caixa da costura.

S�o s� uns pontos, av�.

Ana, porque amea�aste matar a Julieta?

O qu�? Que fez ela?

Era uma piada, n�o era a s�rio.

Sim, Pablito,

claro que era uma piada.

Sabes que gosta de brincar.

Claro.

Est�o sempre a brincar.

S� significa uma coisa:

a Ana aceitou a Julieta como fam�lia.

N�o gosto dessas piadas.

N�o se preocupe, resolve-se j� isso.

A Anita vai pedir desculpa � Julietita.

Pede desculpa � Julieta.

- Por favor. - V�.

Desculpa.

J� est�. V�s?

F�cil de resolver.

O teu sumo, To�ito.

Ainda bem que vieste.

Tenho de ir chamar a Natalia. Olhas por ele?

- Sim, senhor. - Obrigado.

Bebe o sumo.

Bebe tu ou n�o h� queijada. Volto j�.

Volto j�, vou chamar a mam�.

Maminha, mam�.

O que � isto?

Que horror.

Sabe mal.

O sumo acabou!

� zero por cento org�nico.

Fa�o isto porque gosto de ti, To�ito.

Estas pessoas s�o do pior.

N�o exageres.

N�o?

Olha as marcas dos belisc�es.

Porque lhe deste o vestido?

Qual � o mal?

T�m coisas a mais.

N�o precisam das nossas.

E se a Julieta ou eu o quis�ssemos?

N�o, quero um vestido novo.

Se tu nem queres casar.

Fa�o isto pelo vosso irm�o.

Olha, m�e.

Sabes que n�o gosto de bisbilhotices, mas estou farta.

O Julio mentiu-te.

Onde estiveram? Estava preocupado.

� tua procura.

Ele bebeu o sumo todo?

Sim.

N�o o ajudaste?

- N�o. - Obrigada por tratares dele.

Anda c�, filho lindo.

Diz: "Obrigado, Gerardo."

"Quando encontr�mos o meu pai

estava com tr�s strippers suecas,

trig�meas,

que estavam a despir-se para ir para a piscina."

Continuo?

- N�o, j� chega. - N�o, l�.

Quero saber.

O que foi?

E se nem estiver a falar deles?

O betinho disse que sim.

Mentiste-me, Julio.

N�o, m�e.

S� n�o contei tudo.

O pai � um b�bedo mulherengo e os filhos

trocam de namorada?

N�o foi assim.

� deste tipo de fam�lia que queres fazer parte?

Desculpa, Aurora, mas acho...

N�o s�o t�o maus quando os conheceres melhor.

Amea�aram matar a minha filha.

A Anita j� pediu desculpa.

N�o foi a s�rio.

N�o ligues.

O que me tranquiliza � saber que voc�,

tu, Elena, �s boa pessoa.

- Obrigada. Muito obrigada. - Mam�.

Percebe-se pela comida.

Como sabes que � ela?

N�o me mentiria, pois n�o?

- N�o. - Claro que n�o.

Por favor.

Nesse caso,

n�o se importa de nos mostrar.

Claro.

H� quanto tempo n�o cozinhas?

H� 20 ou 25 anos.

- � melhor dizer a verdade. - Claro que n�o.

Vai correr bem.

Muito bem.

N�o sei cozinhar.

Nem rezamos todas as tardes.

Nesta casa, come�amos a beber �s nove da manh�.

Somos um desastre.

Mas boas pessoas.

Estranhas,

mas boas pessoas.

Espero

que compreendam,

e espero que decidam ficar.

Vamos.

O que foi?

Perdi alguma coisa?

De certeza?

Lamento muito.

Viste que dei o meu melhor.

A culpa n�o � tua.

N�o �.

Obrigada.

J� n�o v�o casar?

Sim, mas com menos convidados.

Acho que � melhor cancelar.

O qu�? N�o.

Ia ser t�o bonito!

As mesas, as toalhas.

Escolhi os centros de mesa.

N�o acredito, Sebasti�n. Estragas tudo.

Eu?

- N�o tive culpa. - N�o?

Se n�o tivesses tra�do a tua namorada com a minha,

nunca terias escrito o livro,

ela n�o o teria lido, e continuaria c�.

Certo.

Se pensarmos assim, a culpa foi tua.

Raios!

Como souberam que era verdade? Quem lhes disse?

Quem sabe?

- Mas a verdade... - Foi melhor assim.

Esperemos que a av� se aperceba que isto � rid�culo.

Que futuro ter� o Julio com aquela mulher?

N�o t�m nada em comum.

S�o todos uns idiotas.

S�o agricultores ressentidos.

E quando ele quiser ter filhos?

Ou quando a av� o apresentar aos amigos. O que v�o dizer?

"O meu marido. Devem lembrar-se dele.

Era o jardineiro."

Ningu�m acreditar� que � mulher dele.

V�o pensar que � av� dele.

- Bebemos um copo? - Por favor.

No entanto,

vai sair tudo mais barato com os descontos para idosos.

Sim.

� verdade. Tens raz�o, filha.

O que perdi?

Piadas � parte,

viram como ele estava feliz?

Filho da m�e!

Desculpe, madrinha, n�o era consigo.

� por amor.

Nunca esteve tanto tempo com uma mulher.

Sim.

Aquela gente �

muito estranha.

Um irm�o rouba a namorada do outro e n�o faz mal.

Prontos para o casamento.

Claro.

Fam�lia � fam�lia.

Obrigada por atenderes. Est�s ocupada?

Estou a trabalhar. O que foi?

O Sebasti�n est� bem?

Sim, est�

Queria falar contigo.

Comigo?

Porque n�o?

Nunca queres, Ana.

Tenho uma pergunta.

Tu amas o Sebasti�n?

Sim, Ana.

Amo muito o Sebasti�n.

Como sabes?

Como sabes que queres casar?

Como sabes que n�o te arrepender�s

e casar�s com outro?

Ana, foi para isso que me ligaste? Para me julgar?

Olha...

Quando conheci o teu irm�o,

o Sebasti�n,

senti algo que nunca tinha sentido.

Mas conheci-o quando estava com o teu irm�o,

o Daniel.

E, apesar de tudo o que a tua fam�lia me fez, especialmente tu,

estar com ele foi a decis�o

melhor e mais importante que tomei.

Quando sabes que � o tal, sabes. N�o importa

o que os outros dizem ou pensam. Vou pedir-te um favor.

Para de me chatear.

N�o te vou dar mais explica��es.

N�o fiques zangada. Era s� uma pergunta.

Pois, s�. De ti?

� a s�rio.

Mesmo?

Est� bem e...

- Porqu�? - N�o te vou dar explica��es.

Est� bem, Ana.

- Adeus. - O que foi?

Gerardo, toca algo.

A cada minuto que passa, fica menos inteligente.

Estou � procura de m�sica cl�ssica.

- Lupita D'Alessio � um cl�ssico? - N�o.

Vai ser bom.

Aprender� a tratar bem uma mulher.

Gerardo, vamos ser bons pais?

Sim, porqu�?

E se n�o formos t�o bons como o meu pai?

Nunca pensei dizer isso.

J� vou.

J� vou.

Posso?

O que foi, Anita?

N�o.

N�o.

Amas mesmo esta mulher, filho?

Claro, m�e.

Somos a tua fam�lia.

Estamos aqui para te apoiar.

Obrigado, m�e.

Obrigado.

O que lhe disseste?

"Est�s a brincar."

O que fiz?

N�o, foi o que eu lhe disse.

� por isso que est� zangado.

E com raz�o.

Aquela � que vai ficar com ele.

Porque trabalha, canta bem

e trata-o bem.

Tamb�m o tratas bem.

� tua maneira, mas...

- Ela � mais gira. - Claro que n�o!

- N�o �, Gerardo? - N�o, sim.

N�o.

Ela � horr�vel.

- O que vou fazer? - Pensa

no que faria ele no teu lugar?

N�o tinha partido?

N�o deixamos o meu irm�o sozinho convosco.

D�s-me uma jeca?

Uma qu�? Est�s a gozar?

Uma cerveja.

"Jeca."

Aqui est� a jeca.

O que foi?

Acab�mos por voltar.

Ao casamento.

Sa�de!

Pensei que ia ser cancelado.

Mas n�o.

Nesta casa, nada � como eu quero.

Porqu�?

Porque...

Imagina s�:

Da pen�ltima vez que estive nesta casa,

foi quando o meu irm�o me roubou a namorada.

J� sabias.

E foi quando o Cruz Azul perdeu a final.

E a �ltima vez foi quando a minha av� disse que ia casar

e o Cruz Azul foi eliminado.

�s do Cruz Azul?

Claro. Porqu�?

- Pensei que eras do Am�rica. - N�o.

Est�s a ofender-me.

Desculpa, mas tens ar disso.

Como? � o pior insulto da minha vida.

N�o acredito.

O que foi?

Olha.

Fi-la na final contra o Am�rica.

Pensei que lhe ia dar sorte, mas s� piorou.

Porque n�o contas ao teu irm�o?

N�o � f�cil, Rafa.

- N�o sei como vai aceitar. - N�o. Ouve, olho azul,

n�o penses assim, certo?

Tens de lhe dizer diretamente.

Se ficar zangado, problema dele.

Se quiseres, empresto-te a Rafaela.

As coisas n�o s�o assim.

Sabes qual � o vosso problema?

Qual?

Nunca dizem o que pensam.

� o que se passa. Gostam de enganar os outros.

Quem disse isso?

Quem diz isso?

Todos os que n�o somos da cidade.

- Tenta. - �s t�o bom.

N�o.

P�e o dedo aqui.

Aqui.

Pegas e tocas as tr�s primeiras cordas.

- Aqui. - Agora com este.

- Aqui? - Sim, exatamente.

As tr�s cordas.

V�s?

- � t�o f�cil? - N�o � dif�cil.

N�o.

Rafita, v� l�!

� a tua prima.

N�o!

Ela nem � minha prima.

Ent�o, n�o faz mal!

Chamo-lhe prima por carinho.

Ent�o, vai. Porque n�o lhe dizes?

V�s? At� parece que �s como n�s.

- J� lhe disse! - E que se passou?

At� nos beij�mos!

N�o sei, acho que se esqueceu.

Rafa, tens de insistir.

Bate � porta at� abrirem. Ouve-me bem.

Se fosse assim t�o f�cil.

N�o posso ir l� e dizer: "Julia, quero rechear o teu peru."

N�o pode ser!

N�o. Rafa. Escuta. Diz-lhe

o que me disseste, que a amas,

que ela � o amor da tua vida.

Tens de ser sincero.

N�o � verdade.

Na verdade,

vou dizer-lhe agora o que sinto.

N�o. Espera.

N�o. Rafa. Agora, n�o.

Agora, n�o, amanh�.

Quando n�o estiveres b�bedo.

Mas n�o estou!

Est�s muito b�bedo!

- Certo. - N�o sou betinho.

N�o est�s b�bedo, mas amanh�,

depois de tomares banho e te penteares, vais

e falas com ela. Deve estar a dormir.

Vais ser uma boa m�e.

Achas?

Tens muita pr�tica.

N�o te rales, n�s

amamentaremos o beb� at� ele acabar o curso.

Certo.

Coitadinho.

Espera. Est�s a despentear-te.

Pronto.

Av�, queres mesmo casar com o Julio?

V� l�. Anita, por favor,

n�o fa�as perguntas idiotas como o teu irm�o.

O que quero saber

� como sabes que ele � o tal?

N�o � f�sica nuclear, Anita.

Quando se sabe,

sabe-se.

Acabei.

Deixe-me ver.

�timo, Aurorita. Obrigada!

M�e!

Est�s aqui! Anda, tenho...

Tenho de te maquilhar.

Est� entregue.

Lourinho.

Acorda, lourinho.

Sobre o que fal�mos ontem � noite,

vou dizer � Julia o que sinto.

Que tal estou?

� contigo! Acorda! Como estou? Diz-me! Est� tudo bem?

Cheiro bem?

Est� bem?

- Sim, o qu�? - Sim.

- Est� tudo bem, Rafa. - �timo.

Desejas-me sorte?

- Boa sorte. - Hoje, vai ser minha. De certeza.

Cuida-te!

Desculpa ter-te amea�ado.

Tamb�m pe�o desculpa.

N�o tinha pedido a s�rio, agora �.

Est� bem.

Ent�o, obrigada.

E desculpa por pensar que me roubarias o namorado.

Nisso tinhas raz�o.

Calma.

E...

Desculpa.

Tinhas raz�o,

mas n�o conseguiria.

Porqu�?

Serias melhor para ele do que eu.

Sim.

Mas ele ama-te.

Como sabes isso?

N�o posso.

O que posso � ensinar-te a tocar guitarra.

Agora j� sabes.

Ele ama-te.

Estou muito preocupado.

O To�ito passou mal a noite e n�o sei porqu�. Ser� do est�mago?

Os mi�dos s�o assim, sogro.

Passa-se algo.

Calma, filho.

Calma.

- E o Daniel? - N�o sei.

- N�o o vejo desde ontem. - Como assim?

Se n�o vier, a av� ficar� triste.

N�o quero que ningu�m fique triste.

Dianita, tem calma.

Dianita, n�o fiques assim. Queres que o v� chamar?

- Sim. - N�o chores, eu vou.

Dani?

Dani?

Que raio.

Olha, lourinho,

a Julia desapareceu. N�o a viste? - N�o.

- De certeza? - Sim. N�o est� aqui.

Vamos procur�-la. Anda.

Porque fechaste a porta?

Viste a Julia?

N�o, n�o a viste.

Est� bem? Anda c�.

O teu irm�o convenceu-me a declarar-me a ela

e tem raz�o.

Tenho de a encontrar para lhe dizer

que a amo e para todos saberem.

- Desculpa, n�o sabia. - Desculpa?

O que foi?

- Julita? - Rafael.

N�o. Rafa, espera!

Espera, o...

Espera!

Av�!

Olha!

- Est� linda. - Bravo!

Para a c�mara.

Bravo! Linda!

Filho da m�e, vai ver.

Rafita! Calma, Rafita.

Sai da frente.

- Sai. - Que vais fazer?

Como assim?

Abri-lhes o cora��o e olha o que aconteceu!

Tra�ram-me e foi porque confiei nuns betinhos!

Tens raz�o, mas falemos como pessoas civilizadas.

Civilizadas, o tanas! Vais ver!

Rafa!

Rafa!

Obrigado.

Os meus irm�os?

N�o sei.

O que pens�mos?

N�o pens�mos.

Tens raz�o.

- Foi um erro. - N�o, olha.

N�o disse isso.

Ent�o, o que disseste?

Dani!

Foge!

Vou apanhar-te, idiota.

Lourinho, anda c�!

Vou matar-te!

Vou matar-te!

Vou apanh�-lo!

Larga-me!

Larga-me!

Onde est� o sacana?

Espera! Ali!

Espera. Calma. Rafael!

Foge!

Para, louro est�pido!

Vamos, Dani!

Espera, meu!

J� chega. Para.

Vamos conversar.

Conversar sobre o qu�?

Vamos ser da fam�lia, certo?

Sim, vamos ser.

Falemos como irm�os.

Primo.

Como irm�os? Por favor.

Os irm�os n�o fazem isto!

Aqui, estas coisas acontecem.

Calma.

Acontecem e acontecer�o!

Sacana!

N�o!

Rafael, para!

Rafa, espera!

Espera!

Foge, Dani!

Desculpa, linda, n�o sei nadar.

Foge!

Rafael!

Vieram aqui,

os dois,

de livre vontade para se juntarem

no casamento?

- Sim. - Sim, padre.

Estou ralada com os meus irm�os.

V�o amar-se e respeitar-se

como marido e mulher? - Chichi.

Vou � casa de banho.

- Sim. - Sim.

Rafa, espera!

Rafa!

Rafita!

Para, Rafael!

Calma, primo!

Se algu�m conhece uma raz�o que impe�a esta uni�o,

fale agora

ou cale-se para sempre.

Deem as m�os e digam...

Rafa!

Depressa! V� l�!

Saiam da frente!

Podem dizer-me o que se passa?

Ele quer matar-me!

Porque desrespeitaste a Julita!

Ele n�o me desrespeitou!

N�o? Agora j� gostas do betinho?

Sim! Mais ou menos!

Como "mais ou menos"?

Como assim?

Calem-se todos!

Escuta, Julita. Esqueceste o amor que sinto por ti?

Esqueceste-te que passei a fronteira para trabalhar,

para te dar a vida de rainha que mereces?

E o nosso beijo?

T�nhamos oito anos, Rafael!

E depois?

- Como assim? Esquece, meu. - Cala-te!

Que mi�do est�pido!

N�o sabia que a Rafaela funcionava!

�s um idiota!

Tem de ir para o hospital.

O que se passou?

Deixem passar, por favor.

N�o podem estar todos aqui.

- E o carrinho? - Desculpe?

S�o os dois meus filhos. Vamos ficar aqui.

- Pap�. - Calma, sim?

Obrigada, senhor.

N�o ficar�s assim muito tempo.

- Ent�o? - Ent�o?

O que combin�mos?

Sebas.

Obrigado por me salvares a vida.

Dani, �s meu irm�o.

Amo-te e faria tudo por ti.

V� l�.

- N�o foi nada de especial. Que meninas. - Cala-te.

Assim, tens de o perdoar, Dani.

- Sim, claro. - Bem...

Primeiro, tenho de te dizer algo.

- A todos. - N�o. Eu j� sei e...

Como sabes?

- Disseste-lhe, cusca? - N�o.

Descobri eu.

E n�o te importas?

Tudo bem.

Por j� n�o estares com a Andrea

e por ela n�o estar aqui, vamos dar-nos muito melhor.

N�o � nada disso, Dani.

Eu e a Andrea

vamos ter um filho.

E vamos casar.

Parab�ns!

Que belo abra�o. Beijo!

D�-lhe uma palmada.

- N�o! - N�o lhe toques.

N�o lhe toques, por favor.

Vou defender o meu irm�o.

Declaro-vos marido e mulher.

Que o homem n�o separe o que Deus uniu.

Pode beijar a noiva.

Bravo!

- � noiva e ao noivo! - Bravo, av�!

Bravo, m�e!

Parab�ns

e que sejam muito felizes. J� est�.

- Beijo. - Sim, um beijo, av�.

Beijo!

Beijo!

Hora de atirar o ramo.

� a hora do ramo. A ver quem o apanha.

Rafa.

- Sebas. - O que foi?

- Est�o � tua procura. - Como?

- Procuram-te. - Quem?

- Meu amor. - Meu amor.

O Daniel ligou-me.

N�o estava doente.

- N�o? - N�o.

Porque n�o ligaste?

Todos prontos?

Anita, tu tamb�m. Todas.

- J� vou! - Espera, av�!

Corre!

Agora � que �.

Um, dois e

tr�s!

Bravo!

Anita!

Tenho uma surpresa para todos.

Para a av�. Espero que goste.

E � assim:

Um, dois, tr�s, quatro.

Um dia numa rifa Saiu-me uma viagem de autocarro

Conheci-a l� e comprei-lhe uns tacos

Fomos para casa Algo aconteceu

Fiquei com diarreia...

Juan Pablo.

Quero fazer-te uma pergunta.

Podes dizer que n�o, se tiveres d�vidas,

mas fiz algo que tu terias feito,

fiz uma can��o para ti.

� assim:

Nunca lavo a lou�a

Nem sei cozer um bot�o

Nunca tenho trabalho

E �s vezes sou horr�vel

Mas amo-te e tu a mim Por isso, por favor...

Casas comigo?

Sei que a can��o n�o � bonita, mas n�o tive muito tempo.

Claro que caso.

Sim!

Sim!

Bravo!

Bravo!

Juan Pablo!

- De certeza? - Claro.

N�o h� devolu��es.

S� falta o Danielito. Vamos ver se sai.

Mas n�o acredito,

tem t�o mau feitio, coitadinho.

Ol�.

Nos primeiros meses,

vais vomitar imenso. - Menina?

Desculpe o que fiz ao seu homem.

A s�rio.

Os primeiros meses nem s�o os piores.

Depois, piora.

- Incham as pernas. - N�o diga isso.

Vais engordar.

Vai engordar.

Querida, podes comer o que quiseres.

Podes engordar como...

Sa�de, sogra.

O meu Julio � uma joia.

Sa�de.

Elena!

Elena!

- Querida. - O que foi?

- Desmaiaste. - Porque paraste?

- Desmaiaste, querida. - Continua.

A AV� VOLTAR�

A AV� VOLTAR�?

A AV� VOLTAR� BREVEMENTE

Legendas: Dina Almeida

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