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Zulu
Verifiquem o equipamento. � daqui que saio voando, amigos.
Hoje voc�s v�o fazer algo que muitos civis est�o loucos para fazer.
Vamos pular em 30 mil p�s. Ponham a m�scara e se acalmem.
Lembrem-se do treino.
Vamos l�, pessoal.
� isso a�!
Voc� caiu que nem bala.
Pessoal, acho que h� algo errado com Padilla.
Padilla!
Ei!
UMA MENTE EXCEPCIONAL
Estou muito empolgada com esse.
Certo, Morgan.
Posso saber por qu�?
O cara pula vivo e chega no ch�o morto.
N�o se anima em descobrir como se mata algu�m no ar?
N�o podemos presumir.
Ele pode ter desmaiado no ar e morrido no impacto.
Por que vir�amos sem o legista cogitar assassinato?
Regule o n�vel desse entusiasmo.
O que j� sabemos?
Capit�o Alonso Padilla, aposentado da For�a A�rea de Reconhecimento.
Foi terapeuta na base, mas serviu na reserva.
Saltava duas vezes por semana.
Parecia que todos gostavam dele, at� isso. Salto de rotina.
Amy achou isso no macac�o dele.
"Eu sei de tudo. Pare ou morra."
Um dos alunos pode ter posto no bolso dele.
Ou algu�m fez isso no ch�o.
A ideia era faz�-lo parar o que fazia.
Por que amea�ar se vai matar?
Al�m disso, n�o foi escrito hoje.
Deixei o celular no carro. Me d�.
- Na �ltima vez que emprestei� - Mudei o toque pra Baby Got Back.
Voc� j� reclamou.
Me d� o celular. � assunto de trabalho.
N�o teve gra�a.
Usando tinta, a linha � n�tida no come�o,
mas, como a tinta tem solventes, com o tempo, a linha desbota.
Da� a aur�ola ao redor das letras.
Dias depois, o sal evapora e o corante fica onde est�.
� de ao menos alguns dias.
E Padilla andava por a� com uma amea�a de morte no bolso?
Talvez para descobrir quem foi.
Talvez usando como motiva��o.
Seja o que for, Padilla n�o parou
e o assassino continuou.
Hora de falar com os alunos dele.
N�O ULTRAPASSE
N�o pode ter sido um mero infarto?
Por qu�? Ele disse estar mal? Algo incomum?
N�o, estava de bom humor.
Bati um papo com Suzie, a legista.
- Ela entendeu. - O qu�?
- Oi, sou Morgan. - Ethan.
Ia perguntar h� quanto tempo conhece Alonso Padilla.
Algumas semanas. Comecei agora.
Parecia nervoso com o salto?
N�o que eu saiba.
Queria ajudar, mas, se quiser algu�m
que o conhecia bem melhor do que eu, seria a Tina.
Sou dona daqui e at� tive aulas com o Padilla.
O amor dele pelo paraquedismo era contagiante
e sua experi�ncia militar era um grande atrativo,
mas ultimamente ele parecia n�o querer falar disso.
Tina, da hora em que Padilla chegou at� o salto, voc� viu algo suspeito?
N�o, tudo estava perfeitamente normal at�
Desculpa, ainda estou processando tudo isso.
Era um cara muito legal.
Obrigado, Tina.
Se tivermos mais perguntas, avisamos.
- Interessante. - Um cart�o em branco.
O cart�o em si, n�o, mas o fato de estar aqui �.
N�o � daqui. Eles usam chaves de metal.
Pode ser de um milh�o de coisas.
Ent�o vamos filtrar, grandalh�o.
DELEGACIA
Certo, vamos ver o que temos aqui.
Relat�rio da legista.
Meu Deus, como pegou t�o r�pido?
Diria que sou charmos�ssima, tenente.
- Suzie acelerou. - Falaremos disso depois.
Entendido. Querem saber como Padilla morreu?
Hip�xia. Falta de oxig�nio.
Ele sufocou.
O t�cnico checou o equipamento.
Capacete e m�scara estavam bons.
Chance de ser uma enfermidade rara?
Bom, n�o explica a amea�a de morte.
Vamos ficar na linha de homic�dio,
a menos que haja fatos novos.
Homic�dio em pleno ar. Trabalho neste caso de gra�a.
N�o � bem isso. � s� um modo de falar.
� bom ver tanta dedica��o.
Solomon!
Que surpresa boa!
Podemos ajudar?
A Corregedoria soube que a Srta. Gillory falou com a legista
sem supervis�o adequada e a instruiu:
"Apresse o caso Padilla. Ordem de cima."
N�o, acho que Suzie est� parafraseando.
Ela s� me fez um favor.
Favor que nos custou US$ 12.000 em taxas de tr�nsito.
- O qu�? - Morgan!
Eu agrade�o o aviso
e vou garantir que n�o aconte�a mais.
- Sim. - Mesmo?
Voc� afirma que n�o � s� o exemplo mais recente
da conduta desrespeitosa dela?
Certo, espere um segundinho.
Eu nunca desrespeitei nada, muito obrigada.
Tem certeza?
- Ela tem� - Me solta!
Espera!
Tenho.
Isso j� ultrapassa os limites.
Vou mand�-la para a Academia de Treinamento.
Desculpa, mas isso n�o existe. Treinamento?
Parece escola de obedi�ncia pra policiais.
Mais ou menos.
Quando terminar o curso, pode retomar suas fun��es normais.
Est� falando s�rio?
Certo, terminando esse caso,
eu vou para a sua academia.
N�o, voc� n�o pode.
E, se voc� n�o passar, n�o haver� mais casos.
TREINAMENTO
Sei que veio a contragosto para ver regras que n�o seguir�.
Olha, voc� � bom!
Sendo sincero, ajudei a criar o curso.
Claro que ajudou.
�timo! Temi n�o saber de quem me ressentir
enquanto estivesse aqui.
Mente aberta, vai.
Pedindo para eu n�o arrumar briga?
� exatamente o que pe�o.
Adam, voc� parece bem.
Dottie, voc� n�o mudou nada.
Morgan, Sargento Dottie Reynolds. Ela d� o curso.
Oi, Dottie, muito prazer.
Voc� parece ser ocupada. N�o precisa cuidar de mim.
J� sei! Por que n�o fa�o o exame final?
- Morgan. - N�o � assim que funciona.
Mas, abrindo a mente, poderia ser.
Est� passando por poucas e boas com ela.
- Por que isso? O que quer dizer? - Ela leu os memorandos.
N�o tem memorandos.
- Mandaram Morgan pra escola de detetives? - �, eu sei.
Mas o bom � que eu acho que ser� �timo para ela.
Dane-se essa aula.
Preciso saber o que est� havendo para comandar a equipe.
Est� sob controle.
Est�?
Eu soube do seu caso.
Padilla era da For�a A�rea. O procurador-geral militar vai intervir.
Por isso que falei com meus contatos.
�timo, porque os meus j� me responderam.
Ent�o voc� j� falou com seus contatos sobre o meu caso.
Casos militares s�o delicados.
Usei minha patente para escantear o procurador.
Obrigada pela ajuda. Eu assumo agora.
Na verdade, vou � casa do Padilla com Karadec.
Porque precisa usar sua patente na casa da v�tima?
Est� sem consultora, tenente. Pensei em ajudar.
Quando precisar, chamo voc�.
Eu j� estou aqui. Me considere sua nova arma secreta.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
Seu sil�ncio diz muito.
Ah, �? E parece estar dizendo o qu�?
Voc� n�o me quer no caso.
Eu me pergunto por que voc� quer esse caso.
Bons l�deres n�o resolvem nada sentados.
Capit�es n�o costumam vir a campo, mas aqui est� voc� de novo.
Agora � o seu sil�ncio que diz muito.
E parece estar dizendo o qu�?
N�o est� claro.
� isso que me preocupa.
A casa do Padilla � imaculada.
Cada livro perfeitamente alinhado, cada objeto em seu lugar.
A precis�o de um soldado na vida civil.
Se eu n�o soubesse, diria que � sua casa.
Vamos levar isso quando formos.
Sua vis�o dos militares n�o � muito boa, capit�o.
N�o sei como institui��es moldadas por hierarquia e obedi�ncia
combinam com quem vive no cinza.
Bem, voc� interpretou mal, detetive.
Eu respeito os militares.
A disciplina deles que n�o � incompat�vel com saber burlar as regras,
especialmente quando algu�m da sua equipe est� em apuros.
Talvez se surpreendam ao saber
que a parte mais honesta do nosso corpo s�o os p�s.
Me surpreende.
D�vidas, Srta. Gillory?
Sim, estou tentando controlar minha capacidade de aten��o.
Vamos logo seguir em frente
ou vamos ficar um pouco no mundo dos p�s?
O material aqui � de extrema import�ncia.
Certo.
Por exemplo, fomos treinados por experi�ncia
para n�o demonstrar o que sentimos.
�, a maioria de n�s.
Mas os p�s est�o ligados ao instinto de lutar ou fugir.
Quando nossos ancestrais foram perseguidos por tigres,
n�o tiveram tempo de elaborar uma resposta polida, apenas correram.
Ent�o, quando algu�m est� confort�vel em uma conversa,
os p�s est�o relaxados, voltados para a frente.
Mas, quando h� desconforto,
quando est�o mentindo, ou ansiosos para sair de uma conversa,
os p�s entregam.
Tenho que ir. � da escola das crian�as.
Alguns atrasos e, de repente, estou criando criminosos. J� volto.
Nem vai sentir falta.
Certo, vamos passar para os l�bios.
Ela de novo.
- Morgan, n�o pode ficar ligando. - Eu sei.
Interrogue Ethan Wolfe de novo.
O qu�? Por qu�?
Item dois, entrevista e interrogat�rio. Os p�s n�o paravam. Era mentira.
- Morgan, se te pegarem� - Estou ajudando.
Temos que ir.
Por qu�? O que houve?
Parado! LAPD!
O que sabemos dele?
Engenheiro aeroespacial da Sistemas de Defesa Flagstone.
Se algu�m pode planejar um assassinato em voo�
Daphne mandou a foto pra ver se reconhecem na For�a A�rea.
Ele foi visto discutindo com Padilla h� um m�s.
S� precisamos saber por qu�.
Pronto para falar?
J� o pegamos por invas�o de domic�lio.
E resist�ncia � pris�o.
Sabe o que � muito pior que isso?
Vamos, fale para ele.
Assassinato.
Olha s�! Finalmente chamei sua aten��o.
Comece a falar.
Meu irm�o Silas era piloto de testes da For�a A�rea, codinome Thunderbird.
Estresse p�s-traum�tico severo.
E, h� algumas semanas�
ele bateu o carro em um poste.
Lamentamos sua perda, Ethan.
Padilla era terapeuta dele,
e falhou com ele.
Eu estava chateado. Fiquei com raiva.
Me deixei levar. Ap�s enterrar meu irm�o,
fui confront�-lo no escrit�rio.
Por que aula de paraquedismo com ele?
Pra ele parar de viver a vida dele?
Como poderia ter sido eu? Ele morreu no ar.
Diga voc�, o engenheiro aeroespacial.
Por que estava na casa do Padilla?
Acho que ele merece uma visita � cela.
Ei, vamos varrer a vida desse cara.
Finan�as, redes sociais, registros telef�nicos, tudo�
S� um segundo.
Wolfe � esperto demais para deixar rastros.
A sujeira mesmo est� na casa dele.
Daphne e Oz deveriam ir.
Mas n�o temos causa prov�vel para revistar a casa dele.
Consigo um mandado em uma hora.
Voc�s ouviram. Preparem-se.
Tenente, sei com que est� lidando.
Parece que quero falar sobre isso agora?
Desculpa, est� bem? Eu s�
Lido com o Capit�o Wagner do meu jeito.
- Entendido. - Mas a Morgan�
- Eu vou l� ver. - Sim.
Se Solomon souber que ela ligou�
Vou garantir que nenhuma regra seja burlada.
- Por favor, e obrigada. - Sim.
N�mero Desconhecido
- Tenente Soto. - Como est� a Morgan?
Segura e receosa por voc�. Achamos sua picape.
O que aconteceu?
O cara n�o me deixaria ir � delegacia,
ent�o encostei, deixei a picape, sa� r�pido e sumi do mapa.
Certo, diga onde est�. Posso coloc�-lo sob prote��o.
N�o, esse barco j� zarpou. Tarde demais.
Agora tenho planos.
Arthur, voc� n�o pode ir atr�s dele.
Ele veio atr�s de mim, lembra? Duas vezes.
Entendo, mas e se for uma terceira vez?
- O que voc� vai fazer? - N�o, acho que n�o entende.
Roman era um irm�o para mim.
Esse cara deve saber algo sobre o que rolou.
Voc� o encontra, e a�?
Vou faz�-lo falar, acredite. Simples assim.
N�o, simples � voc� deixar meu time descobrir quem fez isso com voc�.
- N�o preciso de voc� na minha lista. - N�o me inclua.
Arthur!
- Por favor, diga que � um Reuben. - � um Reuben.
Ele tem um plano pra me tirar daqui?
N�o.
E o que est� fazendo?
Tentando garantir que sobreviva pra pegarmos bandidos amanh�.
Isso � muito fofo.
E voc� n�o pode nos ligar, Morgan.
Se Dottie contasse pro Solomon�
Ah, � isso. Pode relaxar, por favor? Dottie n�o viu nada.
Dra. Maeve Sloan, cirurgi� do local onde Padilla trabalhava, quer falar.
Avise se ouvir algo interessante.
Ouviu o que falei agorinha?
Ouvi o que queria ouvir e estou faminta.
Ent�o, ou voc� fica ou sai daqui.
Coma e, por favor, comporte-se.
Voc� esqueceu os picles.
� a ala de sa�de mental onde Padilla trabalhava.
Acha que sabe quem � o respons�vel pela morte dele.
N�o diria tanto, mas, se fosse eu, sei onde procuraria.
M�s passado, quando Thunderbird morreu, ou Silas Wolfe, Padilla ficou diferente.
Se sentia culpado como quem perdeu algo.
Disse que temia o mesmo com outros pacientes.
Algo al�m de TEPT? Alguma ideia do qu�?
N�o sei se ele descobriu ou se estava certo,
mas ele come�ou a solicitar exames,
pilotos em terra, o que atrasou o despacho de suas miss�es.
Isso geraria inimigos. Uma avalia��o ruim detona uma carreira.
Os pilotos n�o estavam aptos a voar e os superiores ignoraram.
Padilla seria um risco a se gerenciar.
Tem o nome dos pacientes? Projetos a que foram designados?
N�o, mas, mesmo que tivesse,
n�o poderia violar diretrizes sem uma ordem judicial.
Podemos ver o escrit�rio dele?
At� os objetos pessoais podem nos dizer algo.
Isso, eu posso.
Como falei, �ramos pr�ximos.
Um mist�rio resolvido.
Achamos um cart�o igual no arm�rio da escola de paraquedismo.
�, essas coisas controlam nossa vida por aqui.
Estacionamento, entrada, copiadora� Um cart�o para controlar tudo.
Se precisar, chamem.
- Obrigado. - Obrigado.
A imagem da perfei��o, como a casa dele.
Mas veja essa moldura. Estranha, n�o �?
Mais grossa do que precisa.
- Olha o Thunderbird no canto. - Sim.
Codinome de Silas Wolfe, o paciente que morreu.
Talvez essas fotos no topo,
pouso, whisky, samurai, �s, sejam pilotos de teste tamb�m.
E pacientes do Padilla tamb�m.
Faz sentido. Mas o que o quadro quer dizer?
Se tiv�ssemos algu�m bom em quebra-cabe�as.
Mas n�o temos. N�o podemos usar Morgan.
Meu lance � pegar bandidos, Karadec. Ela pode ajudar.
Se for pega, pode perder o emprego, capit�o.
N�o estou pedindo. Mande o quadro para ela.
Controle a cena, preserve as provas.
Se falhar, um assassino fica livre.
A v�tima, 45 anos, les�o a bala no peito, assalto que deu errado.
N�o foi assalto.
E por que diz isso?
Para come�ar, docas de carga s�o um lugar idiota para roubos, certo?
Muita gente indo e vindo, sem privacidade.
E depois? Vou assaltar um cara e levar uns 100 d�lares,
mas deixar a corrente de ouro mais cara que meu carro?
Tudo aqui parece encenado.
� encenado. E bem feito. Mas voc� sabe o que estou dizendo.
Algo mais?
Todas as bitucas de cigarro.
Tem meio ma�o de bitucas aqui.
�, vamos ver.
Algu�m est� sentado fumando, esperando outra pessoa.
Significa que n�o atacou ningu�m, ou seja, deve ser pessoal.
Nesse cen�rio, a v�tima vinha tendo um caso com a esposa do assassino.
- Certo. - Muito bem.
Obrigada.
Vamos falar sobre processar a cena.
Vigiem o per�metro.
Todos que devem estar aqui precisam ser registrados.
Antes de tocarem em algo, documentos, fotos, rascunhos, anota��es,
voc�s n�o est�o solucionando, est�o preservando.
Controlem, preservem, reportem.
O que voc�s veem em cinco minutos pode sumir em dez.
- Burlando as regras? - Contra meu bom senso.
Estou com o Capit�o Wagner, Daphne e Oz.
Gente, me tirem daqui.
- Oi, Morgan. - Se desse, tirar�amos.
Achamos que cada coluna � um paciente do Padilla,
mas precisamos de ajuda para entender o resto.
Bem, as silhuetas s�o s�mbolos.
Ansiedade, fadiga, confus�o, dores de cabe�a.
Sintomas de TEPT.
O que Thunderbird supostamente teria. Dra. Sloane disse que Padilla questionava.
�, eu entendo o ponto dele.
Vejam os bilhetes.
H� um c�digo global de cores para perigo para todos entenderem.
Branco � seguro, amarelo � ruim, vermelho � pior.
RISCO DE HOJE EVITE INC�NDIOS
Padilla monitorava os sintomas, mas olha as datas.
Os sintomas deles come�aram e progrediram juntos,
mas TEPT n�o funciona assim.
Cada um � de um jeito.
Ent�o, os sintomas eram de TEPT, mas causados por outra coisa. O qu�?
N�o fa�o ideia, mas seja o que for,
est� parecendo que investigar isso foi o que matou Padilla.
Certo, e agora?
Desligar o telefone?
Sim, com certeza.
- Posso s� - N�o.
Morgan, obede�a.
Na pr�xima, vou tomar isso.
- N�o sou crian�a. - O qu�?
Sim, senhora. Foi o que eu disse.
Exatamente o que eu n�o queria.
Precisamos achar os outros pilotos e avisar do perigo.
Se ainda estiverem vivos.
Parece que esquecemos um. Cadmo, da mitologia grega.
Por que Cadmo n�o tem sua pr�pria coluna?
Talvez Cadmo n�o seja quem, mas o qu�,
porque tamb�m vejo o logotipo da Flagstone.
Acho que vamos visitar a cela.
Cadmo � o prot�tipo que a Flagstone est� criando para a For�a A�rea, n�o �?
E, com os sintomas que Padilla viu nos pilotos,
ele notou que havia algo errado com o avi�o.
Quando o confrontei sobre Silas, ele me disse o que suspeitava
e me pediu ajuda.
Pela minha autoriza��o, tenho acesso aos diagn�sticos do avi�o.
O que descobriu?
O sistema de suporte � vida tem problema.
N�o h� oxig�nio suficiente indo � cabine.
Seu irm�o n�o tinha TEPT. Ele tinha hip�xia.
E os outros pilotos?
Seguem pilotando o avi�o.
- Eu queria alertar, mas� - Tem medo.
Os riscos s�o enormes.
Parece caro consertar esse sistema.
Bilh�es.
Adiaria o projeto.
Quem tinha capacidade e motivos para matar Padilla e manter segredo?
Ramsey Pike, o engenheiro-chefe.
Quando o confrontei a respeito,
ele disse que poder�amos achar a falha raiz ap�s o lan�amento.
Onde est� a prova?
N�o sei. Dei ao Padilla em um pen drive h� alguns dias.
Ele mandou uma mensagem ontem, disse que era urgente.
Por isso voc� estava na aula dele.
Ele me falou da amea�a de morte.
Quando ele morreu, fui � casa dele procurar o arquivo, mas n�o achei.
Ethan, vamos achar os arquivos e fazer justi�a a Padilla e ao seu irm�o.
Cadmo � o prot�tipo da Flagstone para a For�a A�rea, Sr. Pike?
�, sim.
Voc� sabia que todos os pilotos
apresentam sintomas de TEPT e que um deles morreu, Sr. Pike?
Claro que sei.
A morte de Thunderbird foi tr�gica,
mas n�o achamos liga��o entre os sintomas deles e o avi�o.
- Tem certeza de que procurou? - O que quer dizer?
Que h� algo errado com seu sistema de suporte � vida
e que os pilotos sufocam aos poucos.
Acha que n�o investigamos isso?
Acha que eu colocaria um piloto na cabine se n�o fosse seguro?
� uma falha que custaria milh�es.
Vale a pena abafar.
Tem alguma prova disso?
Gostar�amos de ver seu diagn�stico.
�timo.
Voltem com um mandado, falem com meus advogados e voc�s veem.
Sr. Pike, onde esteve hoje?
Aqui. Fale com minha equipe.
Enquanto isso, saia do meu hangar.
- Gostei muito do cara. - �, encantador.
Para mim, Pike sabia da falha,
Padilla tinha a prova e ele o matou.
Se for isso, Padilla escondeu muito bem a prova.
E o computador do Padilla?
Ainda est� com a t�cnica. Pode demorar.
Precisamos acessar a m�quina do Padilla. Quanto antes, melhor.
A LAPD formou a primeira Unidade de Crimes em 1968.
A�, em 1986, o comiss�rio reorganizou o fluxo de trabalho
ao transferir os Desaparecidos para�
Alguma d�vida, Srta. Gillory?
Bom, � mais uma confiss�o.
S� agora estou percebendo como todos esses departamentos
s�o o cora��o pulsante da LAPD.
Sei l�, pegue a t�cnica, por exemplo.
Acho que n�o tem o devido valor.
Concordo. Evid�ncia digital � o cerne do trabalho de detetive.
- Cadeia de cust�dia, criptografia, tudo. - Tudo.
E acho que nos ajudaria a valorizar o que eles fazem
se os v�ssemos em a��o, em vez de s� ouvir falar.
Quer saber? � uma boa ideia.
Acho que uma excurs�o seria uma boa.
Boa ideia.
A t�cnica cuida do que � digital.
Celulares, laptops, nuvem, imagens de c�meras de seguran�a.
Se tiver um HD, passa por aqui.
Bom, a cadeia de cust�dia � crucial. Cada gr�ozinho de dado deve ser contado�
- Al�. - Oi, sou eu.
Morgan, de onde est� ligando?
Vou adivinhar.
Da t�cnica?
N�o deveria usar meu celular.
- N�o devia usar nenhum. - Isso n�o ficou claro.
Adivinhe! Peguei a senha da m�quina do Padilla.
O qu�? De onde?
Um t�cnico muito legal, o Lyle. Conhece?
Esquece. Antes de morrer,
Padilla mandou algo pra impressora do escrit�rio, ainda na fila.
O cart�o-chave dele.
Certo, obrigado.
�textos apagados�
E, acreditem, apagado n�o � desaparecido.
- Sim? - Morgan, n�s o pegamos.
Todos os diagn�sticos do Cadmo mostram a falha de design.
Padilla pegou na prova. Pike sabia.
N�o brinca! Isso � incr�vel.
Voc� ligou erra�
Desculpa.
O relat�rio da Dottie.
�timo.
"A Srta. Gillory apresenta uma s�rie de desafios �nicos.
Perturbadora, ca�tica, dif�cil, teimosa, um vendaval de mulher
que consegue ficar no olho do furac�o
e que tem afinidade para saber quando e como burlar regras.
Mas ela demonstra capacidade de se conectar com os casos
como detetives n�o fazem.
Com boa supervis�o, pode ser burilada com �timo efeito."
Dottie.
Sabia que ela gostava de mim.
� segredo, mas�
A recomenda��o dela � que contratemos seus servi�os como consultora
com treinamento e supervis�o direta da Crimes Hediondos.
S�rio? Tudo bem, eu concordo.
Parece bom.
Posso voltar pra minha equipe? Temos o que fazer.
N�o.
Porque n�o vou aceitar a recomenda��o dela.
Sua insubordina��o n�o � uma mania, Morgan,
� um risco e uma vergonha.
A papelada vai amanh�.
Papelada� Estou sendo demitida?
Com certeza.
Os sistemas de suporte causavam hip�xia.
Aqui, clar�ssimo.
Pike sabia de tudo.
Ele apagou dos relat�rios que enviou � For�a A�rea.
Ningu�m de l� sabia.
O bom � que o procurador encerrou o contrato
e abriu uma investiga��o.
Os pilotos est�o seguros.
�, mas Padilla teve que morrer.
E Pike tinha �libi.
Ainda n�o podemos provar que ele matou Padilla.
Nem como.
� melhor descobrirmos o que est� faltando, sen�o ele vai se safar.
Seria bom ter a Morgan aqui.
Presumo que j� saiba sobre Morgan.
Sei.
Ela n�o deveria estar nesse caso.
Tenente, n�o vou me desculpar por usar uma agente valiosa
que sabia dos riscos e, mesmo assim, ajudou.
Nossa!
Voc� � uma figura.
Por favor, prossiga. Parece que n�o acabou.
- N�o vai querer ouvir. - N�o se preocupe comigo. V� em frente.
Voc� toma o meu escrit�rio,
se intromete nos meus casos,
me sabota na frente da minha equipe,
fica achando novas formas de impor sua posi��o sobre a minha,
uma posi��o que, ali�s, eu mais do que mere�o,
e eu sentei aqui e aceitei porque achei
que estava fazendo a coisa certa.
Como eu errei!
Eu deveria ter dito isso antes,
Voc� sabia.
Morgan estava na corda bamba. Em vez de proteg�-la, voc� a exp�s.
Daqui pra frente, enquanto eu sentar ali,
voc� vai tratar a mim e minha equipe com o respeito que merecemos.
Se n�o funcionar para voc�, me demita tamb�m.
Entendido.
Certo, o que temos?
Estamos analisando de novo.
Padilla estava bem antes da decolagem e no ar.
O que mudou entre se equipar e saltar, j� que todo o equipamento
foi checado e funcionou perfeitamente?
Em outras palavras, como Pike cometeu um assassinato no ar?
Morgan.
N�o esperava ver voc� aqui.
Como assim? N�s estamos aqui.
Morgan, n�o pode trabalhar no caso.
- Porque fui "demitida"? - Sim.
Fala s�rio, gente!
N�o acham que isso vai passar?
Isso � loucura.
Eu sou valiosa aqui. Dottie viu.
Solomon preencheu a papelada.
Sabemos que pode levar semanas, se n�o meses pra processar.
- Est� mais pra horas. - Ent�o ligamos pro sindicato, certo?
Entramos com recurso.
Morgan, n�o tem recurso.
Sinto muito que tenha sido assim.
Nossa!
Tudo bem.
O lado bom � que durou muito mais do que achavam que eu duraria, certo?
Inclusive eu.
A culpa � minha.
Devia ter deixado voc� de fora.
Para. Acha que poderia ter feito isso?
Tudo bem.
S�rio, est� tudo bem.
Ali�s, voc�s sabiam que, se derem entrada em algo ap�s as 18h,
s� processam no outro dia?
Ent�o, tecnicamente, ainda estou aqui at� amanh� de manh�.
Prestei aten��o na escola de detetives.
- Vai virar a noite falando? - Amo virar a noite.
Vamos trabalhar.
Morgan, uma palavrinha.
Saiba que tive not�cias do Arthur.
Ele est� seguro.
Mas ainda n�o vem.
N�o espero que continue com isso.
A situa��o de Roman ficou perigosa, e eu�
Foi para isso que me alistei.
Estamos bem.
Philip, fa�a-os trazer o bom. Esse limpador fajuto n�o serve.
Os pilotos sufocam devagar.
O suporte � vida � falho.
Padilla pegou na prova. Pike sabia.
"Sei de tudo. Pare ou morra."
Capacete e m�scara estavam bons.
Ligo pra quem? Necrot�rio, arm�rio de provas, For�a A�rea?
Pro laborat�rio.
J� entendi.
JET AVIA��O
Veio me ver sofrer de perto?
N�o, isso � s� um b�nus.
Minha empresa era tudo e agora acabou.
- N�o tenho nada a perder. - Sua liberdade?
Podemos provar que matou Alonso Padilla.
O sintomas de TEPT e a morte de Wolfe alertaram Padilla
de que havia algo errado com todos os pilotos do Cadmo.
Ele passou a buscar respostas, gerou rebuli�o, pediu exames.
E voc� era o engenheiro-chefe.
Se come�assem a bisbilhotar, pedir exames dos pilotos,
eu ficaria tensa.
Voc� passou a segui-lo, fazer perguntas, estudar o inimigo pra poder derrub�-lo.
E achou um jeito porque, no paraquedismo,
Padilla era de buscar emo��o.
Fazia reconhecimento.
Saltos com equipamento para grandes altitudes.
Como m�scara de oxig�nio, que foi o que usou para mat�-lo.
A m�scara e o tanque s�o um minissistema de suporte � vida.
O tanque joga ar pressurizado na m�scara.
Ao expirar, libera-se di�xido de carbono pela v�lvula de exala��o.
Mas, com uma v�lvula feita de materiais
que n�o aguentam temperaturas extremas, para onde vai o di�xido?
- Foi o caso de Padilla. - O laborat�rio confirmou.
O material da v�lvula dele era outro.
�, uma marca de segunda linha
famosa por congelar em grandes altitudes.
A menos que houvesse um motivo, ningu�m a teria testado.
Com noventa segundos de salto, veio a desorienta��o.
Os pulm�es se encheram de di�xido. Ele desmaiou. E acabou morrendo no ar.
Sab�amos que ele tinha sufocado, mas a causa da morte foi hipercapnia,
excesso de di�xido no sangue.
Nunca conheci Padilla. De onde tiraram isso?
Com a ajuda da For�a A�rea, temos imagens de sat�lite
de voc� invadindo a base na noite anterior � morte dele.
�, tem que p�r o capuz.
Pike, voc� est� preso pela morte de Alonso Padilla.
Vire-se. As m�os, senhor.
Queria conversar?
N�o � um pedido de desculpas.
Mantenho o que disse.
Eu respeito isso.
Queria estar por dentro?
Agora est� informado.
Quando conseguiu?
Isso importa?
Solomon foi atr�s de um dos nossos.
Voc� est� fazendo o que � preciso para proteg�-los.
Agora e sempre.
N�o importa de onde vem o perigo.
Acho que tenho seu apoio.
Voc� tem.
- Boa noite. - Boa noite.
Acho que descobri o que seu sil�ncio quer dizer.
Mal posso esperar para ouvir.
Um cara como voc� n�o aceita algo que vai afast�-lo do que ama.
Estar em campo.
Exceto, claro, se algu�m o obrigar.
Da� a pergunta: Quem � o �nico que Nick Wagner tem medo de irritar?
Boa noite, capit�o.
Seja o que for, est� perdendo tempo.
Posso dizer mesmo assim?
Morgan ajudou a salvar a vida
de quatro militares condecorados e fez justi�a a outro.
Ela �s vezes exagera. N�o vou negar isso.
Mas esse tipo de dedica��o e esses resultados�
n�o contam para nada?
N�o o bastante. Lamento, a decis�o est� mantida.
Como falei, eu tinha que tentar.
O chefe sabe que voc� e a esposa dele s�o pr�ximos?
� assim que voc� quer jogar?
Voc�?
Sim, � assim.
- Oi! Entre. - Obrigada.
E a sua campainha, Morgan?
Continua quebrada.
Cad� todo mundo?
Dormiram na casa do Ludo.
Estou fazendo banana split porque sinto pena de mim.
Quer uma?
Quero.
O que � isso? Veio discutir minha indeniza��o?
Voc� n�o vai receber indeniza��o.
Porque n�o vai sair.
Solomon mudou de ideia.
- S�rio? Por qu�? - N�o sei. Foi assim que aconteceu.
As coisas n�o s�o assim. O que foi?
- O que foi? Estou confusa. - Morgan, aceite.
Deixe para l�.
Voc� fez algo?
O que voc� fez?
Nada que voc� tamb�m n�o faria.
Est� boa.
Baseado na s�rie francesa.
Legendas: Rafael Rodrigues
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