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Lembrem-se, se o ponto for largo,
o cobertor fica solto.
Vamos todos repetir:
Se o ponto for largo, o cobertor fica solto.
�ptimo. Vamos tentar.
D�em o n�, passem atrav�s,
atravessem e puxem.
Aperte esses pontos, Sr. Lefkowitz.
� uma espelunca.
N�o ias acreditar naquele s�tio!
''Acendam as luzes!'' ''Desliguem as luzes.''
Regras, regras, regras!
Nem nos deixam usar um prato quente.
N�o deveria queixar-me,
hoje foi um dia entusiasmante:
Aprendi a fazer um cobertor.
Um homem que um dia teve toda a ind�stria da confec��o na m�o.
� como passo os meus dias.
N�o � justo.
Trabalhamos toda a vida, pagamos os nossos impostos,
somos bons cidad�os,
E o que nos resta? Um cobertor.
Sinto a tua falta, Rose.
Marinheiros, o meu barco de fundo de vidro
est� prestes a surpreender-vos. Segurem-se bem!
O que t�m diante de v�s minhas senhoras e meus senhores...
� a apoteose da nossa aventura do dia,
o famoso tesouro perdido das ilhas da Fl�rida.
Incr�vel, n�o �?
Boa gente, est� aqui desde os tempos de Ponce de Le�n
e de Vasco da Gama, e at� mesmo da Moby Dick!
Que trapaceiro!
Agora, se n�o tiverem mais perguntas...
iremos regressar ao porto. Onde a nossa loja de lembran�as...
vos proporcionar� uma escolha atractiva de cart�es postais, T-shirts...
e outros tesouros.
Avante, a toda a velocidade, timoneiro!
Yo, ho, yo, ho, uma vida de pirata...
P�ra! O que est�s a fazer? S�o as minhas batatas fritas.
Oh, Mam�!
Querido! Estou em casa.
Ol�, M�e.
- Como v�o os deveres? - Bem.
David? Espero n�o estar a ouvir a televis�o.
N�o, m�e.
Tenho uma dor no cora��o, M�e.
Isso n�o tem gra�a, Evelyn.
- David. - Quem �?
Sou eu, David. � o teu av�. Quero falar-te.
- Av�! - Eu e a tua av� vamos voltar � Terra.
- A s�rio? - Os nossos amigos t�m assuntos a resolver,
e foi a oportunidade que tivemos de apanhar boleia.
Preciso que fales com a tua m�e, porque ela n�o est� preparada.
O que lhe digo? Ela vai-se passar!
Diz-lhe a verdade, que tal?
- Vejo-te em breve. - Fixe!
COCOON O REGRESSO
Sei o quanto amavas os teus av�s...
e o quanto gostarias que eles estivessem aqui connosco.
� normal que fantasies.
Mas � importante que saibas que n�o passa de uma fantasia!
Mas n�o � uma fantasia.
Talvez ajudasse se falasses sobre isso com algu�m, David.
M�e, n�o preciso de ver um psiquiatra.
Eles n�o est�o mortos, apenas partiram para outro planeta.
Os teus av�s n�o est�o no espa�o,
n�o est�o na televis�o, e n�o v�o voltar!
Eles desapareceram no mar. S�be-lo muito bem.
J� morreram h� cinco anos.
Ol� querida.
� s� um minuto!
S� um minuto
S� um minuto
S� um minuto!
N�o nos convidas a entrar?
Raios partam! Joe!
Joe! Alma!
Oh, Bess! Como vais? Art. Entra, Art!
- � maravilhoso! - � t�o bom ver-te, rapaz!
N�o h� nada a ver. Sou apenas uma velha carca�a que j� est� com os p�s para a cova.
- Se fosse cavalo, abatiam-me. - � sempre o mesmo, este Bernie.
Voc�s n�o envelheceram um dia.
Devem achar que fui um tonto por n�o ter ido convosco.
Bernie, nunca achamos isso.
�ptimo, pois nunca me arrependi.
Nunca me arrependi de n�o ter ido convosco!
O que � isso? Andas em redecora��o?
A manuten��o daqui... n�o iam acreditar.
Devia process�-los.
A prop�sito, voc�s devem-me rendas.
� tudo vosso. As vossas coisas.
Tentaram deit�-las fora depois de voc�s partirem
mas eu disse-lhes: ''Por cima do meu cad�ver!''
Devem ter pensado que n�o demoraria muito!
Bernie, �s um tonto sentimental!
AInda bem que chegaram a tempo,
porque andava a pensar fazer uma venda de garagem.
Como tens andado na realidade?
Na verdade? N�o muito bem.
Mas agora talvez melhore.
Acho que vai ser como nos bons velhos tempos.
N�o acham?
Sinto-me p�ssima. Fiz�mo-lo pensar que �amos ficar.
Queres ser tu a desiludi-lo?
O que fazemos, deixamo-lo pensar que ficamos aqui de vez?
Vamos ter que lhe dizer, mais cedo ou mais tarde.
Esperem. Eu digo-lhe.
Eu conto-lhe s� quando achar que ele aguenta.
Certo?
Bom dia, minha borboletazinha de Antares.
Cheira-me que vou engordar 2 quilos esta manh�.
No m�nimo. Como te sentes?
Melhor do que cabelo de r�!
Onde est� toda a gente?
Eles j� sa�ram. Aqui est� o caf�.
Acabado de fazer.
Como est� a Susie esta manh�?
Tudo considerado, acho que se aguentou muito bem.
� bom estar de volta, n�o �?
Sim!
Mexo-me bem, n�o achas?
N�o me casei contigo pelo teu dinheiro.
Raios partam!
O que �?
Eu volto j�.
Olha para isto!
N�o � lindo?
�s lindo!
Tem um olho incr�vel! Deve ser coleccionador.
N�o.
Um comprador prudente! N�o vou insultar-vos regateando.
Este ba� de tesouro David Jones, � lindo, n�o �?
Posso vender-lho por... 19,95�.
Por esse traste?
A sua esposa obviamente n�o aprecia antiguidades como o senhor.
Ou�a, compre a caixa e eu ofere�o-lhe
um saleiro e pimenteiro gr�tis.
Vendido!
Ador�vel.
Sean, tratas dos clientes?
Bom dia, Jack.
N�o acredito.
O que fazes aqui? N�o digas, n�o digas.
Procuraste por toda a gal�xia
e n�o encontraste ningu�m t�o fant�stico quanto eu.
Os casulos est�o em perigo, Jack.
Os sensores que deixamos no fundo do oceano indicam actividade s�smica.
N�s viemos buscar os nossos amigos.
Temos 4 dias para os salvar...
at� que a nossa nave regresse e nos leve para casa.
Actividade s�smica, isso � grave!
J� experienciei um terramoto e sei que � muito intenso.
N�o est�s feliz por me ver?
N�o � um costume daqui dar um abra�o a um amigo
quando n�o o vemos h� muito tempo?
Sim, � claro!
Ei, Romeu! Acha que pode dar-nos tempo suficiente
para me mostrar como funcionam estas castanholas do mar?
''O meu amor � como uma rosa vermelha...
que floresceu em Junho.
O meu amor � como uma melodia...
que � docemente tocada.
Arthur, querido.
� perfeita!
Queres que prepare o pequeno-almo�o?
N�o tenho tempo! Vou ter com os rapazes e vamos buscar o Bernie.
- Pobre Bernie. - N�o digas disparates.
Vamos tir�-lo daquele quarto de hospital, e p�r-lhe o sangue a circular novamente!
� o Joe.
- Vais sentir a minha falta? - J� estou a sentir.
- Adeus, Sra. Selwyn. - Oh.
Como dormiste?
A melhor noite dos �ltimos anos.
- E a Bess? - Ela dormiu como um beb�.
- E voc�s os dois? - A Alma n�o pregou olho.
- Est�s a brincar? - N�o.
- E eu tamb�m n�o. - Seu velhaco!
Sentes o cheiro?
Sim, � incenso.
Talvez o dono disto seja hindu.
Aqui atr�s!
Entre, seja quem for!
Acreditem ou n�o, estou aberta.
Ol� rapazes. O que posso fazer por voc�s?
- Menina Fineberg? - Chamem-me Ruby. J� tentaram isto?
Entrega sangue rico em oxig�nio...
aos centros de prazer do c�rebro.
� espectacular! Podem dar-me uma m�ozinha?
Sou nova nisto. � um pouco dif�cil sair daqui.
Vamos l�. Venham, n�o sejam t�midos!
Virem-me ao contr�rio. Ao contr�rio.
Devagar! Tenham calma, rapazes!
Devagar! Assim est� bom.
Isso mesmo.
Agarra um tornozelo, e tu agarra o outro.
� isso mesmo. Fant�stico!
� isso mesmo.
�ptimo!
� fant�stico! Sinto-me sensacional!
- Muito obrigada. - Tem aqui um belo s�tio, Ruby.
Ouviste isto, Sydney? Tenho aqui um belo s�tio.
O Sydney era o meu marido. Esta espelunca era o sonho dele.
Infelizmente, o sacana morreu e deixou-me o sonho para o viver.
- � uma pena. - N�o � assim t�o mau.
Apenas gosto de me queixar.
Digam-me, est�o aqui a passar f�rias?
Viemos visitar alguns amigos.
O seu curador disse-nos que nos arranjava quartos para uma semana.
N�o h� problema. N�o estou exactamente na �poca alta.
�ptimo.
O Ben chegou. Vamos dar � sola.
- V�mo-nos por a�, Ruby. - Contem com isso.
Olha s� para este sol!
- Sinto-me um adolescente. - A s�rio?
- Sim. - O �ltimo a chegar ao carro paga o jantar.
Anda l�, caracol!
- Partiste com vantagem. - Onde est�s, rapaz?
Nada mal, Super-Homem!
Temos que passar por uma farm�cia.
Se eu n�o tiver �xido de zinco, vou fritar ao sol.
Ent�o passaremos numa farm�cia.
Trouxeram sumo? Sen�o vou-me desidratar!
- Vamos comprar sumo. - Ei, Bernie.
- Onde pensas que vais? - N�o tens nada a ver com isso.
Tenho, quando era suposto estares na aula de tricot.
- Tire as m�os dele! - Ou o qu�?
- Ou vai-se arrepender! - Eu mandei larg�-lo!
Sai-me da frente, velhadas!
Tem calma, Rambo.
- O que dizes a irmos embora daqui? - Sim.
Depois de voc�s!
�, meu Deus!
- Olhem s� para isto! - Venham!
O �ltimo a chegar � um peso-morto!
O �ltimo a entrar n�o tem pelos no c�!
Aqui vamos n�s!
Onde est� toda a gente?
- Como est� a �gua? - Fant�stica, simplesmente fant�stica!
Praia linda, um dia solarengo, e bons amigos.
O que pode um homem querer mais?
Posso ter um pouco daquilo, por favor?
- Venham! - Olha como se movem!
Meus amigos, tudo o que aquelas meninas precisam,
� da companhia de homens maduros.
- Sim. - O que achas?
Acho que tens raz�o.
Anda, Bernie. Vem molhar a pena.
Vem da�.
Por aqui!
Ben! Ben! Aqui!
Ben! Ben!
Atira, Ben!
Aqui! Aqui, aqui!
Joe. Tenho que ir.
- Tenho um compromisso. - Um compromisso?
- Sim. - Estamos no meio de um jogo, Bernie.
� importante.
Est� bem, Bernie. Vou buscar os rapazes.
Art. Ben.
Como te sentes?
- Est� perfeito. - �s um bom amigo, Jack.
- Eu sei que podemos contar contigo. - N�o � nada demais.
�s a minha marciana favorita.
Estamos prontos. Voltamos dentro de uma hora.
Sim, est� bem.
- ''Marciana favorita.'' Essa � boa. - Acho que ele percebeu.
''Instituto Oceanogr�fico de S�o Petersburgo''.
Eles t�m um casulo!
Grande merda.
V�, tu consegues! Acerta na bola.
Pr�ximo.
N�o faz mal, David. � uma quest�o de treino.
Vem, Tommy. � a tua vez.
Voltaste a falhar.
N�o importa quantas vezes veja isto, ainda � impressionante!
Qual � o mist�rio?
Est�o a analisar os efeitos do terramoto
na vida marinha e encontraram um meteorito?
Quando um meteoro entra na atmosfera,
a press�o e a temperatura deixam marcas espec�ficas.
Este n�o as tem.
O que quer que seja, n�o caiu do c�u.
� esquisito! Parece um ovo de dinossauro.
O que achas Sara, subscreves a teoria do ovo de dinossauro?
- Meu Deus! - O que foi?
� uma forma de vida.
Vou comprar um cachorro e uma cerveja fresquinha.
- E tu? - Claro que quero uma cerveja.
Tu bebes um batido de leite. Entra.
Olhem, � o campe�o.
Como vais, cretino?
- Aquele gajo n�o sabe bater. - Queres que fa�a alguma coisa?
Li algures, acho que foi o Ted Williams,
que a coisa mais dif�cil no desporto,
� bater numa bola redonda com um taco redondo.
Aquilo que tens de fazer...
� aprender a bater na bola com algum grau de controlo.
Vai para perto do balde, eu vou bater algumas bolas.
Repara. Vou tentar visualizar a bola a bater no taco.
V�s? Nem precisas de dar lan�o. D�-me uma bola.
- Ok. - Agora �s tu.
Vem at� aqui.
Agora pensa. Tenta visualizar a bola a bater no taco.
Muito bem! Agora sim! Vamos, uma pequena tacada.
� assim mesmo.
Devias fazer exames � cabe�a.
S� demos umas tacadas. Aqui.
Foram s� umas tacadas, n�o foi nada demais.
Estamos na Terra, Ben, e n�o em Antares.
Enquanto c� estivermos, estamos a envelhecer.
Eu sei.
Mas por este tipo de benef�cio...
talvez valha a pena.
O que se passa?
Faz tanto tempo que n�o precisavas de mim para este tipo de coisa.
Acho que sentia saudades.
Sim. Eu tamb�m senti saudades.
Eu sei.
A culpa n�o � tua.
Como poderias saber que um terramoto...
iria soltar um casulo do seu esconderijo?
Sou respons�vel por ele. Contam comigo para o levar para casa.
Vou precisar de um mapa do Instituto, para planear o seu salvamento.
Eu ajudo-te. Fa�o tudo o que quiseres.
Mas tive muitos problemas da �ltima vez.
N�o podes roubar mais velhotes.
- N�o vamos fazer isso. - Est� bem, �ptimo.
- Vamos tir�-lo de l�. - N�o � assim t�o f�cil.
N�o o podemos libertar sem correr o risco de chamar � aten��o.
Vamos regressar dentro de 3 dias, e reunir-nos com a nave.
Tr�s dias?
Est�s louca, Kitty! Tr�s dias. Eles v�o abri-lo.
V�o fazer experi�ncias com ele.
Desculpem, eu n�o pretendia...
Desculpem.
N�s vamos recuper�-lo.
- Ol�, como v�o? - Ol�.
Olhem para isto. Que eleg�ncia!
Voc�s tamb�m n�o est�o nada mal.
Joe, estou no para�so! N�o � maravilhoso?
Eras tu que n�o querias regressar.
Deste o bra�o a torcer?
Tinha medo que n�o fosse a mesma coisa.
Mas � melhor.
Olha para aquilo.
- O que vamos fazer com ele? - Eu convidei-o para dan�ar.
Esque�am. O Bernie j� n�o dan�a h� trinta anos.
Joe, talvez dev�ssemos fazer-lhe companhia?
Estou a ver algo que o vai animar.
Mais um destes e n�o me responsabilizo por mim.
Empregado!
Voc�s s�o c� dos meus.
A maioria da nossa idade s�o uns chatos.
A maioria da nossa idade est�o mortos.
�, Bernie.
- Como podes ser t�o engra�ado? - Sim, Bernie.
- Como podes ser t�o engra�ado? - Eu sempre o achei engra�ado.
- Eu tamb�m. - A s�rio?
N�o me achas engra�ado, Joe? Olha para isto.
Vou-te mostrar algo engra�ado. Apresento-vos o Sr. Laurel e o Sr. Hardy.
Isto � uma �guia que acabou de descobrir
que a sua filha adolescente est� gr�vida.
Sabes que mais? �s ador�vel.
Est�s bem, o que se passa?
- Foi s� um beijinho. - Sou um homem casado.
Desculpa. Pe�o muita desculpa.
- Os teus amigos disseram que est�s livre. - O qu�?
- N�s s� pensamos... - O qu�, Joe?
Que eu esqueci a Rose? Que a sua mem�ria nada significa para mim?
Tenho not�cias para ti, significa tudo para mim!
N�o estraguem a festa por minha causa.
Eu apanho um t�xi.
� um tipo engra�ado! Uma barrigada de riso!
Obrigada por nos apresentarem.
- Desculpa, Ruby. - Esquece.
Como j� disse, rimo-nos muito.
Ruby, apesar das apar�ncias,
ele � mesmo um tipo maravilhoso.
� mesmo? Obrigada pelo copo.
Ouve o professor com aten��o.
Porta-te bem. Michael, p�ra de empurrar.
Oh, Kelly. Como foste cair dali?
Avisei-te tantas vezes. Deve ter do�do.
Ol�. � grave?
Acho que n�o, mas gostava que algu�m a examinasse.
Ela bateu muito forte com a cabe�a.
Pobre menina. Que grande incha�o.
Deixa ver se consigo tir�-lo.
J� o tenho. Vamos atir�-lo fora.
Voc� tem o toque.
Escute, o posto de primeiros-socorros � j� ali.
Importa-se de vigiar as crian�as por alguns minutos?
- Est� bem, v� tratar dela. - Obrigada.
Sopre nisto se eles atacarem.
Muito bem, crian�as.
Juntem-se.
Ora, ora. Vejam o que o gato trouxe.
Os teus amigos disseram que iam chegar atrasados.
Est� bem. Eu espero l� fora.
N�o sejas rid�culo, n�o � necess�rio.
Eu n�o mordo, sabias?
Eu fico aqui � porta.
Est� bem. Como queiras.
Ouve...
Desculpa por ontem � noite, est� bem?
Esquece isso.
N�o me aparece.
N�o gosto de mal-entendidos.
Talvez possamos resolver isto com um cocktail?
N�o � necess�rio.
Eu aceito as tuas desculpas.
Tens medo de mim, n�o tens?
Certamente que n�o.
Ent�o n�o existe problema.
Passo a buscar-te �s 7.
Finalmente...
depois da mais longa viagem que possam imaginar...
a nave espacial aterrou, e eles iriam ver o seu novo lar.
A porta da nave abriu lentamente...
e perante eles estava um planeta m�gico.
A mais bela vis�o que haviam visto.
O c�u era dourado, e nele brilhavam...
tr�s luas de um c�r-de-rosa p�lido.
Eles sa�ram da nave, e adivinhem o que aconteceu?
- O qu�? - Eles flutuavam.
� verdade. Podiam voar como aves.
Deram todos as m�os, e com os seus novos amigos a indicar o caminho,
voaram em direc��o a uma cidade prateada,
que cintilava � dist�ncia.
- Podemos ir l�? - Esperem a�, � muito longe!
Para al�m disso, se sa�ssem daqui, pensem em tudo o que perderiam.
- Eles t�m gelados? - N�o.
- O Pai Natal vai l�? - � muito longe para o Pai Natal ir.
Ent�o porque as pessoas gostam de l� estar?
Nesse planeta, nunca ningu�m fica doente,
ningu�m envelhece e ningu�m morre.
Por isso, se amarem muito uma pessoa,
nunca ter�o que a perder.
O que acontece se nos apaixonarmos por um gelado?
Est�o metidos em sarilhos.
- Gostei muito dessa hist�ria. - Gostaste?
Aqui est� amigos, escolham.
- Isto � que � um cachorro. - Topo de gama.
- Sabem o que metem nessa coisa? - Eu sei.
- Obrigado por me lembrares. - D� uma dentada, Bernie.
Dizem que o picante mata os micr�bios.
Muito engra�ado. Ficava com gases durante uma semana.
Sabes que mais, Bernie?
Entravas no livro do Guiness por te queixares tanto.
- Ei, ent�o? - Desculpe. Pode devolver-me a bola?
Pensas que sou teu criado?
- Anda c� tu busc�-la. - V� l�, j� pedi desculpa.
Deixem-se de merdas. Devolvam a bola.
N�o o fa�as, Joe. Olha para a confus�o que eles fizeram.
- Se fosse a si estava calado, velhote. - Ai sim, ai sim?
Espera. Espera um minuto.
Vamos resolver isto como cavalheiros.
Que tal resolvermos isto num 4 contra 4?
- Bela ideia. - Veja se acorda.
- Est�s louco? - Eu digo-vos o que penso.
Estou disposto a apostar 10$,
em como conseguimos 11 cestos antes de voc�s, seus fanfarr�es.
- O meu dinheiro est� na mesa. - Vamos a isso.
� como tirar dinheiro de um moribundo.
Acabaram de conseguir um jogo.
Vamos. Toma!
Para tr�s! Toma!
Na tua cara, avozinho!
Boa. Aqui! Tem cuidado.
- Tem cuidado! - Art! Art!
J� a tenho. J� a tenho.
- Sim! - Tal como na terra natal.
Acabou-se a caridade. Agora vamos jogar.
- Estou livre, meu. - Defesa! Defesa! Cuidado com a defesa!
J� a tenho, j� a tenho.
Vamos l�, rapazes. N�o desistam!
- Joe, qual � o resultado? - 7-1 , por amor de Deus!
Art! Art! Lan�a!
8-2 ! Estamos a apanh�-los.
- Marca o teu homem! - Marca o qu�?
Marco quem?
Cuidado! C� vamos!
Est� 9-2. Desistem?
N�o. E voc�s?
Vamos l�, Ben!
Desconto de tempo! Venham.
O que se passa? Est�o cansados?
Companheiros!
Est� na hora de lhes mostrarmos o que aprendemos.
- Tens toda a raz�o. Art? - N�o podia estar mais de acordo.
Vamos.
Agora rapazes, agora!
- Cuidado. Defende. - Vai, Art! Vai!
Marca o teu homem! Marca-o!
Vamos, marca.
Lindo, Joe. Lindo!
Vamos! Vamos!
Vai, Ben! Vai!
- Qual � o resultado? - 10 a 5. Marca o teu homem!
Qual � o meu... Eu disse, qual � o meu...
Na tua cara!
Cuidado!
Faz a cobertura!
�s tu o meu homem?
Concentrem-se, rapazes! Concentrem-se!
9 a 10 a vosso favor. Est�o a ficar nervosos?
Oh, meu!
Art!
Aleluia!
10-10. O pr�ximo a marcar, ganha.
Est� bem! Est� bem!
- Estou livre, aqui! - Bernie! Apanha!
Vai! Vai!
- Bernie! Lan�a!
Atira, Bernie! Atira!
Na tua cara, j�nior!
Bem jogado, Bernie! Foste genial!
�s o maior!
� lindo de morrer!
Sem d�vida. S� o pre�o j� mata!
- Talvez devesses experiment�-lo. - Est�s a brincar?
- Nunca fiz compras numa loja destas. - Eu tamb�m n�o.
E quando usar�amos uma roupa destas?
Nos nossos sonhos.
Est� decidido.
Meu Deus! Bess.
Est�s incr�vel!
Est�s linda.
N�o acredito.
Bess, fica-te a matar.
� t�o sensual. Acho que te fica bem.
Oh, Bess!
- Jean, vai buscar um copo de �gua. - Eu vou buscar �gua.
- Acha que devo chamar um m�dico? - Est�s bem?
Que tal um caf� quente?
N�o consigo compreender o que est� errado.
Ela estava de sa�de perfeita.
E mal regressamos, acontece isto.
N�o � justo.
Devia ser eu ali dentro, n�o ela.
- N�o sejas rid�culo. - N�o estou a ser.
N�o a conheces, Joe, n�o do modo que eu a conhe�o.
Ela � a pessoa mais generosa,
amorosa e bondosa que alguma vez conheci.
Ela � a �nica pessoa...
que alguma vez me amou.
Trocaria de lugar com ela sem pensar...
se o pudesse fazer.
S� mais alguns cent�metros, Bob.
Est�s a ir muito bem.
Muito bem. Est� �ptimo. Doug, Ray.
Levantem-no.
Devagar.
N�o tenhas medo.
Voc�s est�o bem?
O que est�o a fazer?
Eles abriram o casulo, Jack.
- Ele vai ficar bem? - Durante um curto periodo.
Mas se n�o receber uma infus�o de for�a vital em breve...
enfraquecer� rapidamente.
Sr. Selwyn?
Sou eu, Doutor. Como est� ela?
Ela est� bem, considerando a idade...
e o facto de estar gr�vida de 6 semanas.
Seu velho trafulha.
Deveras impressionante, Sr. Selwyn.
- Gr�vida? - Ficar� de certeza para a hist�ria.
- Parab�ns! - N�o te aproximes dele.
Ela est� gr�v...
- Salvo! - Muito bem, muito bem!
Muito bem!
Espera. Deixa-me limpar a base.
Vamos a isto. Vamos jogar � bola!
- Falha. - Vamos, rapaz! S� um batedor!
Vamos, Davey! Tu consegues!
Segunda falha!
Vamos, David! Precisamos de ti.
Tu consegues! Bate na bola!
- Vamos, Davey! - Terceira falha! Est�s fora!
E ent�o?
Como vais?
Bem, considerando que sou o pior jogador de toda a liga.
N�o pareces o tipo que ontem vi a acertar na bola.
J� te disse.
� diferente quando estou contigo. Tu queres que eu acerte.
E tu achas que os teus amigos n�o querem que acertes. � isso?
N�o sou bom em nada. Fa�o sempre borrada.
Sabes que isso pode ser verdade.
N�o sei.
Mas sei que n�o �s o �nico mi�do...
a sentir-se assustado ou ansioso...
ou a n�o conseguir acertar numa bola.
Quando eu era crian�a, jogava baseball...
um pouco mais jovem que tu...
mandavam-me sempre para o lado direito do campo.
� para onde mandam os maus jogadores.
Quando chegou a minha vez de bater...
n�o havia hip�tese de eu acertar naquela bola.
- Maa agora consegues. - Claro que sim.
Mas eu tive toda a minha vida para melhorar.
Tu consegues bater tamb�m. Eu j� te vi.
Sabes...
a mim parece-me que o que est�s a fazer...
� a dar ouvidos a muita gente que te diz que n�o consegues faz�-lo.
O que devias estar a fazer era a ouvir-te a ti pr�prio...
a dizeres que consegues.
Quero que te lembres de uma coisa:
Eu amo-te.
E tudo o que quero para ti � o melhor que a vida tem para oferecer.
Mas tens de ser tu pr�prio a consegui-lo.
- Sim. - Pensa nisso, est� bem?
Est� bem.
Obrigado, av�.
Sr. Finley ?
Porque n�o se senta, Sr. Finley?
Vamos falar sobre isto.
N�o precisamos de falar, Doutor.
Diga-me apenas o que est� errado.
Teve leucemia h� uns anos atr�s,
mas a doen�a regrediu completamente, certo?
Certo.
- A doen�a voltou, certo? - Sim.
Gostaria que come�asse a fazer quimioterapia.
Quanto tempo tenho, Doutor?
A doen�a � imprevis�vel.
Pode espalhar-se rapidamente ou entrar em regress�o peri�dica.
Seis meses, seis anos?
Honestamente, n�o sei.
- �ptimo. - As leituras magn�ticas est�o iguais.
- Eu substituo-te. - Est� bem.
Se pudesses falar.
Foste tu que fizeste isto?
Ele est� a fazer o que eu penso que ele est� a fazer?
- Acho que sim. Chama o Dr. Baron. - Est� bem.
Relaxa.
Fim das contrac��es.
Agora respira profundamente.
� a minha pequena mam�.
Ol�.
Finalmente. Estava prestes a organizar um grupo de busca.
Tenho tanto para te contar.
Eu tamb�m. Desculpa o atraso.
O mercado estava engarrafado.
Foi um dia incr�vel.
Primeiro, a Bess. E a seguir, adivinha quem?
Conheci uma mulher que tem um jardim-escola para orf�os.
Acabou de telefonar a oferecer-me emprego.
N�o � fabuloso?
Em toda a minha vida, nunca me tinham oferecido emprego.
Ela disse que ficou impressionada com o modo como lido com as crian�as.
O que lhe disseste?
Disse-lhe que tinha que falar contigo.
Vou voltar amanh� s� para dar uma ajuda.
Como podes aceitar um emprego quando partimos dentro de 2 dias?
Joe, por amor de Deus.
S� fiquei feliz pela oferta de emprego.
N�o disse que iria aceitar.
Ent�o porque n�o disseste logo que n�o?
N�o sei.
Acho que s� queria que a fantasia durasse um pouco mais.
Eu digo-lhe amanh�.
Quais s�o as tuas not�cias?
O qu�?
Esses legumes s�o muito mais caros do que costumavam ser.
Obrigado por virem. Vamos come�ar a demonstra��o.
Sarah, se faz favor.
V�em?
Muito bem.
N�o o conseguimos enganar, v�em?
Vou providenciar a sua mudan�a para um local seguro.
- Quero manter isto sob sigilo. - �ptimo.
- Belo trabalho. - Obrigado.
Parab�ns, estou impressionado convosco e as vossas instala��es.
O meu relat�rio � chefia reflectir� isso.
S� estou a dizer que n�o fazemos ideia
de como uma mudan�a de ambiente o afectar�.
Ele est� a perder for�as e um extra-terrestre morto
n�o servir� de nada a ti, nem ao ex�rcito.
Calma, Sarah. Eu sei que simpatizas com ele,
n�o deixes as tuas emo��es subjugarem o teu julgamento cient�fico.
N�o o est�s a entregar ao MIT ou a um museu.
Vais entreg�-lo � For�a A�rea!
Vamos entreg�-lo ao governo.
� uma quest�o genu�na de seguran�a nacional.
Aqui tens.
Ol�, Jack.
Trouxe-te algo.
Algo para te fazer esquecer os problemas.
Obrigada.
Gosto muito.
Eu tamb�m. N�o compreendo porque n�o consigo vender mais.
�s um bom amigo, Jack.
''Amigo''?
Kitty, somos mais que amigos. Partilhamo-nos um ao outro.
- Gostavas que nos partilh�ssemos novamente? - Se gostava?
Adorava, sonho com isso h� cinco anos.
Vamos para a tua cabine.
Voc�s, os Antarianos, podem ter o monop�lio das partilhas...
mas n�o sabem nada sobre romance.
Kitty, eu sou o tipo de homem que precisa de um bom jantar.
M�sica, luz das velas.
Eu conven�o-te com charme a irmos para a tua cabine passar a noite.
E depois...
partilhamo-nos at� � exaust�o.
Entra.
Como consegues suportar esta espelunca?
O que est�s a dizer? Este s�tio � estupendo.
N�o ouvi uma palavra em ingl�s desde que entramos.
Sabes que mais? Quando tu queres...
consegues fazer um bela imita��o de um peido velho!
Obrigada! Muito obrigada.
Mal posso esperar!
- O que � isso? - � ponche cubano.
� delicioso.
For�a, Bernie. Provavelmente vais odiar, mas tenta.
Bernie. Bernie. Oh, meu Deus.
�s completamente louco.
Esse rum � muito forte!
Talvez tivesse sede. Empregada!
Empregada!
Por aqui.
Eu disse-te, este s�tio deve ser �ptimo.
N�o fa�o ideia do que acabamos de pedir.
Este ritual � habitualmente praticado antes das pessoas se partilharem?
Sim. Absolutamente.
Isto � rom�ntico.
Temos champagne, ambiente. Percebes?
Para nos dar vontade.
- Voil�. Bon app�tit. - Gracias.
- O que � isto, Jack? - Isto �...
� "bon app�tit". � comida francesa.
Isto � "estupende".
Eles n�o dizem "estupendo", dizem "estupende".
Est�s bem?
Jack.
Eu quero comer este "bon app�tit"
sobre cada cent�metro do teu corpo.
- A s�rio? - Sim.
Vamos faz�-lo. Levamos a comida para casa.
"Gar�on". "Senor".
O que foi que eu disse? Disse algo engra�ado?
Parece que isso te fugiu, querida.
Qual � a ideia?
Estou mesmo a gostar deste "bon app�tit", Jack.
Kitty, est�s a ter algum tipo de reac��o extra-terrestre a esta comida.
- N�o sejas pateta, sinto-me lindamente. - Bem, eu acho que...
- talvez fosse melhor... - N�o, Jack. N�o.
- Kitty, escuta-me. - Jack!
- Tens de confiar em mim, Kitty. - N�o, Jack!
Querida, qual � a pressa. N�o queres as entradas?
- Meu Deus! - N�o, Jack.
Quero partilhar-me contigo agora mesmo.
N�o sei se isso � boa ideia, em frente a toda esta gente.
Espera, Kitty. N�o o fa�as.
Aqui n�o, aqui n�o! Kitty, por favor. Abaixem-se!
Kitty!
Deve ser qualquer coisa que ela comeu.
Abaixem-se!
Fique com o troco!
Descobri algo sobre ti.
A s�rio? O qu�?
Uma vez ultrapassada essa tua atitude rude,
- at� que nem �s mau homem. - N�o.
N�o. E digo-te mais, Lefkowitz.
Tu fazes-me rir.
A imita��o de uma coruja.
Acho que �s muito bonita.
Achas?
Obrigada.
- Rose! - Bernie?
Rosie.
Ei, Bernie!
- Que se passa, est�s doente? - Isto foi um erro.
N�o devia ter vindo.
Jesus Cristo. O que est�s a dizer?
N�o posso fazer isto � Rose. � melhor irmos embora.
Bernie, isso � conversa!
A tua mulher � apenas uma desculpa. Sabes disso?
Ela � apenas uma desculpa para que n�o tenhas de continuar a viver.
Mas sabes que mais?
A vida continua.
E se tivesses, perdoa-me o meu franc�s, "tomates",
enfrentarias o facto de que ela est� morta!
A Rose est� morta, Bernie, e tu n�o!
Est�s bem?
Eu...
Estive a ver um...
�lbum de fotografias da Susan hoje.
Tinha umas fotografias do David...
no seu 14� anivers�rio...
numa festa de ano novo.
Perdemos cinco anos do seu crescimento.
� a nossa fam�lia. A minha vida n�o faz sentido sem ela.
Ben, quero que fiquemos aqui.
Quero que estejamos todos juntos.
Eu sei que est�s preocupada.
Com o rapaz e a m�e.
Eu tamb�m estou.
Olha � nossa volta, querida. Todos os que conhec�mos,
� excep��o do Bernie, est� doente ou a morrer.
Caiem como moscas.
Querida, n�o quero ver isso a acontecer-te.
N�o quero que isso me aconte�a.
E podemos evit�-lo.
Mas n�o est� certo!
Os pais n�o deviam viver mais que os filhos.
Queres a verdade?
Tenho medo da morte.
E achas que eu n�o sei?
Eu tamb�m tenho medo de morrer.
Tenho medo de viver sem ti.
Mas n�o quero sair daqui.
Bom dia.
- Como est�s? - Bem.
Acho que podemos entrar no Instituto sem sermos descobertos.
�ptimo.
Foi c� um encontro ontem � noite!
Como te sentes?
Est�pida.
N�o devia comer coisas que n�o sei o que s�o.
Obrigada por cuidares de mim.
- Onde dormiste? - Est�s a brincar? Dormir?
Estive acordado a noite toda � espera que a pol�cia aparecesse.
Acho que fizemos uma fuga impec�vel.
Desculpa, Jack. Posso compensar-te de algum modo?
V� l�, Kitty.
Quando comparado com alguns dos meus encontros,
a noite de ontem foi um grande sucesso.
N�o sei. �s vezes penso que serei...
um desses homens que nunca encontrar�o ningu�m,
jantam em frente � televis�o, que falam com o c�o.
O que at� nem � mau, porque eu gosto de c�es.
Jack, queria mostrar-te algo.
Mas para a veres, vais ter que fechar os olhos.
Isto n�o vai ser nada de esquisito, vai?
- N�o, acho que n�o. - Est� bem.
Os sinais vitais deterioram-se rapidamente.
A respira��o abrandou. Parece mal.
Acho que aquele espect�culo que deu o extenuou. O que achas?
Acho que dentro de dois dias n�o teremos nada a ver com isso.
� o que eu acho.
- Como sabes que vai funcionar? - Tem que funcionar.
Ele n�o foi reanimado convenientemente.
Se n�o o resgatarmos agora, ele n�o sobreviver�.
Precisamos da vossa ajuda.
N�o sei. Obrigado.
Invadir aquele s�tio, parece-me arriscado...
especialmente agora, que os militares est�o envolvidos.
O Joe tem raz�o. E se formos apanhados?
Ouvem-nos por favor?
Estamos de volta h� menos de uma semana...
e j� parecemos um bando de velhotes assustados.
J� esquecemos o que eles fizeram por n�s, o que nos deram?
Do meu ponto de vista, devemos-lhes tudo.
E se um dos seus amigos precisa de ajuda, eu vou d�-la.
Podem contar comigo.
Contem connosco.
- Contem connosco tamb�m. - �ptimo.
Assim que o resgatarmos, iremos para o ponto de encontro.
A nave vir� � meia-noite. Se tiverem assuntos a tratar...
- hoje � a altura para o fazerem. - Joe.
- Porque n�o me disseste, Joe? - Bernie.
- N�s vamos... - N�o me venhas com o "Bernie".
Podem ir todos pr� inferno.
Bernie.
Raios partam, Bernie. Espera um minuto.
Quando � que me ias dizer, Joe ?
Ou ias-me deixar descobrir j� depois de partirem?
N�o tive coragem de te dizer que s� �amos ficar alguns dias.
Desculpa, mas estava a tentar ajudar-te.
Ajudar-me? Acabaste de me tirar o tapete debaixo dos p�s!
Faz-me um favor. Vai ser bom samaritano noutro s�tio.
Sabes, Bernie, �s a pessoa mais miser�vel...
e egoc�ntrica que j� conheci.
H� outras pessoas que sofrem e que t�m medo.
E se abrisses os olhos de vez em quando talvez o visses!
Do meu ponto de vista, podes ter pena de ti at� ao dia em que o inferno congele.
N�o mereces ter amigos como n�s.
Aqui. Por aqui. Atira-a.
Ali. Atira-a � Mary.
Ele est� ali embaixo. Vamos. Atira-a.
Belo lan�amento!
Vamos l�. � assim mesmo.
Apanhem-na!
- Anthony! - Eu apanho-a!
- Anthony! - N�o!
Anthony!
Meu Deus, n�o! Algu�m chame uma ambul�ncia!
Joe.
Ol�, Bernie.
Fui procurar-te ao motel.
A Ruby contou-me. N�o encontrei os outros.
Como � que ela est�?
N�o parece nada bem.
� incr�vel o modo como as coisas se sucederam.
Ela estava t�o feliz por regressar.
E depois acontece isto.
J� lhe contaste?
Contar-lhe o qu�?
Que est�s novamente doente.
Conhe�o-te h� mais de 30 anos, Joe.
Depois de teres desabafado esta tarde...
eu percebi.
Vais melhorar se voltarem?
J� melhorei antes.
L� n�o ficamos doentes.
- Sr. Finley? - Sou eu.
Os sinais vitais da sua esposa est�o est�veis por enquanto...
mas ela est� em coma.
Acho que n�o passar� desta noite.
Sinto muito.
- Posso v�-la? - � claro.
Querida?
Consegues ouvir-me?
Joe.
Ol�, minha querida.
O que aconteceu? N�o me recordo.
Tiveste um acidente.
Mas vais ficar bem.
Eu sonhei que...
algo me puxava para longe...
e depois tu chegaste, e ajudaste-me...
e n�o me deixaste ir.
Meu Deus, Joe.
O que aconteceu?
O que fizeste?
Eu dei-te um presente...
algo de que precisavas.
Sabes, durante grande parte da minha vida,
eu fui um filho da m�e ego�sta.
Nunca cuidei bem de ti como deveria.
Mas sempre te amei.
Eu sei, Joe.
Eu sempre soube disso.
Joe, n�o posso ficar sem ti.
Claro que podes.
Quero que aceites aquele emprego.
De qualquer modo...
o meu tempo acabou.
Oh, Joe.
Estou t�o cansado.
Eu estou...
t�o cansado.
Ent�o descansa, querido.
Descansa � vontade.
Bem...
� o fim de uma era.
Nunca mais ser� a mesma coisa.
Nunca dev�amos ter regressado.
Se tiv�ssemos ficado quietos, isto nunca teria acontecido.
N�o podemos enganar o destino duas vezes.
Temos que aceitar as coisas como elas s�o.
E depois tentar perceber como lidar com elas.
O Joe teria adorado isto. Ela adorava a praia.
Ele estava a borrifar-se para a praia.
Eram as mi�das de fio dental.
Era disso que ele gostava.
Vou sentir saudades daquele filho da m�e.
Sim.
Eu tamb�m, amig�o.
Eu tamb�m.
Ela adormeceu finalmente.
VIAGENS DO BILLY WHISKERS
"Para o Arthur:"
"Um homem que tem um filho, tem o mais rico tesouro".
"Do teu querido Pai".
Art, querido, podes dar-me uma m�ozinha?
J� vou.
ACho que exageramos.
Metade destas coisas n�o cabem.
Estive a pensar.
Ser� que estamos a cometer um erro?
Quero dizer...
Estamos a ser correctos com o nosso filho?
� justo lev�-lo para t�o longe?
Eu sei que n�o se importar� enquanto for jovem, mas...
como ser� quando crescer?
Pensa no que ele perder�.
Todas as experi�ncias que tomamos como certas...
Ele n�o as ter�.
Art, achas mesmo que n�o pensei nisso?
Por cada floco de neve, p�r-do-sol, e arco-�ris que ele n�o ver�...
pensa no que ele ter�.
Pensa no que ele ganhar�: um mundo sem doen�as...
sem pobreza, sem guerra.
Para al�m disso, se ficarmos aqui...
o nosso filho poder� n�o nascer.
Nunca viver�amos o suficiente para o ver crescer.
Bem, est� na hora de partir.
S� um bom rapaz.
- Cuida da tua m�e. - Espera um pouco, av�.
Obrigado.
- Fa�am uma viagem segura. - Adeus.
Adeus, Ruby.
N�o podemos deixar-te aqui.
Por favor, n�o queres vir connosco?
Este � o meu lugar. Vou aceitar aquele emprego com as crian�as.
- � o que eu quero. - Estar�s sozinha.
E eu, o que sou? Uma fatia de fiambre?
Ela ficar� bem.
Vou sentir a tua falta.
Mais do que imaginas.
- Adeus, Bernie. - Adeus, Art.
Eu odeio despedidas longas, por isso...
- Adeus, mi�da. - Adeus.
Bernie, gostei de te ver novamente.
Eu tamb�m, Ben.
- Adeus, querida. - Adeus, Mary.
Esperem.
Adeus.
Adeus. Adeus, Bernie. Adeus.
Adeus, querida.
Tem cuidado, Jack.
- Onde vais? - Vou buscar algo para comer.
Trazes-me um hamb�rger, se faz favor?
Sinto muito.
Vem.
Tu falas com o passageiro.
Boa noite, Doutor. Est� a trabalhar bem tarde.
Sim, tenho algumas coisas para terminar.
Passe uma boa noite.
- Deus! Falha de corrente. - Rebecca, chama a manuten��o.
Est� bem.
Raios!
Que estranho.
- Meu Deus. Rebecca, chama o Dr. Baron ! - Certo.
Ele n�o est� aqui.
Phil!
- Phil! - Para onde � que ele foi?
- Venham, por aqui. - Sim, sim. Vamos conferir.
- Viu alguma coisa? - Por aqui, por aqui.
Phil.
Phil, n�o fujas.
Sara, certifica-te de que o edif�cio est� selado.
N�o te esque�as da sa�da perto do tanque dos golfinhos.
Certo.
Tenham cuidado. N�o o assustem.
Anda algu�m no edif�cio. Porque n�o verificas a ala oeste?
Vamos voltar ao laborat�rio?
- Nada deste lado, senhor. - Muito bem.
Vamos separar-nos. Cada um guarda uma porta e fica l�.
Nada sai deste edif�cio.
Doug. Rebecca.
- Voc�, venha comigo. - Sim, senhor.
Vou conferir o n�cleo central!
Muito bem, � melhor irmos.
Av�!
David? �ptimo, chega aqui. Podes ajudar-me.
Temos que fazer isto, filho. Faz for�a.
Tem que abrir!
Faz for�a!
Muito bem, David ! Puxa!
Eu seguro, av�!
P�rem!
O que est�o a fazer?
Bem, ele � meu amigo...
e n�s vamos lev�-lo para casa.
Est� bem?
A� v�m eles.
Muito bem.
Viu algu�m, senhora?
N�o.
Bem-vindos de volta!
Aqui vamos.
Muito bem, senhor.
Aqui vamos.
- Aqui est�, rapaz. - Salut, ch�rie.
- Art. - Barnacle Bill.
- David. O que est�s a fazer aqui? - Ol�, av�.
Est�s bem? Est�o os dois bem?
- O que aconteceu? - Ele ajudou-me bastante...
e sem ele, eu n�o estaria aqui.
- Eu sa�-me bem, n�o foi av�? - Estou a dizer que sim.
Acertar numa bola ser� uma brincadeira de crian�as, depois disto.
Gostava que estivesses c� para veres.
E estaremos.
- O qu�? - Era o que querias, n�o era?
- Ben ! Obrigada, meu querido. - Av�.
Obrigada.
Walter!
- � bom ver-te, Jack. - Fizeste uma entrada dos diabos.
Obrigado.
- Sa�ste-te bem. - Ele est� fraco, mas sobreviver�.
Estou a ver que est�o todos aqui.
Nem todos.
Eu sei. Sinto muito pelo Joe. Ele era um bom homem.
E um bom amigo de todos n�s.
Ben, tens a certeza que n�o queres vir connosco?
Toda a certeza. E digo-te mais.
Sabes, Walter, um homem n�o deve viver mais que os seus filhos.
Para al�m disso, talvez vos veja noutra altura, noutro s�tio.
Talvez assim seja, Ben.
Est� na altura de partirmos.
N�o fazes ideia do quanto vou sentir a vossa falta.
Vais ser uma m�e maravilhosa.
E tu, uma av� maravilhosa.
N�o nos v�o esquecer, pois n�o?
Esquecer-vos?
N�o, n�o vos esqueceremos.
� melhor irem indo.
Ou perdem o transbordo em Baltimore.
Pensei que s� choravam quando algu�m morre.
Ou quando os amigos partem.
Sim.
Agora percebo. Adeus, Ben.
Ent�o? Chega aqui.
Tenho aqui uma coisa que significa muito para mim.
Quero que fiques com ela, Kitty.
� a minha foto de gradua��o.
Mandei-a emoldurar para colocares por cima da TV ou onde quiseres.
Obrigada. Gosto muito, Jack.
Vou ter saudades tuas, Kitty.
- Eu tamb�m, Jack. - Desculpa, Kitty.
Est� na hora.
Desculpe.
Ol�. Desculpe incomod�-lo...
mas fiquei sem gasolina e s� via a sua luz.
Sabe de algum s�tio pr�ximo onde possa comprar gasolina?
J� vou a�.
SIm, h� um velho posto...
a 1,5Km por essa estrada.
Posso dar-lhe boleia, se quiser.
- N�o se importa? - N�o, sem problemas.
� um pouco tarde para andar na rua, n�o �?
Sim, vinha agora do trabalho.
A esta hora?
N�o queria ter o seu emprego.
Eu tamb�m n�o. Vou demitir-me.
Porque olha assim para mim?
Honestamente, juro que isto n�o � um piropo.
- Mas acho que a conhe�o de algum s�tio. - N�o, n�o me parece.
- Tem a certeza? - Absoluta.
- Tem um ar familiar. - N�o, eu nunca esque�o uma cara.
Tenho a certeza de que me lembraria da sua.
- O meu nome � Jack. Jack Bonner. - Sara.
- Prazer em conhec�-lo, Jack. - Muito prazer.
- Est� frio, n�o est�? - Sim, sabe como �...
Onde est�o as minhas maneiras?
- Aqui est�. - Obrigada.
J� esteve num barco com fundo de vidro?
- N�o. - Quer experimentar?
- Sim. Sempre quis. - A s�rio?
- Sim. - Eu tenho um.
- A s�rio? - Sim. Bem, ainda pertence ao banco,
mas est� a olhar para um capit�o de um barco com fundo de vidro.
Um Capit�o?
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