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Est� agora em Bedford Falls. Bem-vindo a casa, Harry Bailey.
Eu devo tudo a George Bailey... Ajude-o, querido Pai.
Jos�, Jesus e Maria. Ajudem o meu amigo, Sr. Bailey.
Ajude o meu filho George, esta noite.
Ele nunca pensa nele, Deus, � por isso que est� em apuros.
George � um bom homem. D�-lhe uma oportunidade, Senhor...
Eu amo-o, querido Deus. Olhe por ele hoje � noite...
Por favor, Deus, algo se passa com o pap�...
Por favor traga o pap� de volta.
Ol�, Jos�. Problemas?
Parece que temos de mandar algu�m l� abaixo.
Muitas pessoas est�o a pedir ajuda para um homem chamado George Bailey.
George Bailey... Sim. Esta noite � a noite crucial dele. Tem raz�o.
Temos que enviar algu�m l� abaixo imediatamente. � a vez de quem?
Foi por isso que o vim ver, Senhor.
� novamente a vez daquele fabricante de rel�gios.
Clarence. Ele ainda n�o tem as suas asas, pois n�o?
N�s saltamos sempre a vez dele.
Porque, Senhor, sabe, ele tem o Q.I. de um coelho.
Sim, mas tem a f� de uma crian�a. Simples.
Jos�, chame o Clarence.
Mandou chamar-me, Senhor?
Sim, Clarence. Um homem na terra necessita da nossa ajuda.
Espl�ndido! Ele est� doente?
N�o. Pior. Ele est� desanimado.
�s 22:45 horas exactamente, tempo-terra,
aquele homem estar� a pensar seriamente em deitar fora a maior d�diva de Deus.
Oh, meu Deus! A vida dele! Ent�o eu s� tenho uma hora para me vestir.
O que est�o eles a usar agora?
Vais gastar essa hora a familiarizar-te com George Bailey.
Senhor, se eu cumprir esta miss�o...
Poderia ganhar as minhas asas?
Tenho estado � espera h� duzentos anos, Senhor...
e as pessoas est�o a come�ar a comentar.
Que livro � esse que tens ai?
"As Aventuras de Tom Sawyer".
Clarence, faz um bom trabalho com o George Bailey e recebes as tuas asas.
Obrigado, Senhor. Obrigado.
Pobre George. Sente-se.
Sentar? O que � que...
Se vais ajudar um homem, queres saber alguma coisa sobre ele, n�o queres?
- Bem, naturalmente, claro que sim, eu... - Ent�o, mant�m os teus olhos abertos.
- V�s a cidade? - Onde? Eu... eu n�o vejo nada.
Esqueci-me. Ainda n�o tens as tuas asas.
Eu ajudo-te.
Concentra-te.
Come�as a ver alguma coisa?
Sim! Isto � maravilhoso!
Se alguma vez receberes as tuas asas, ver�s tudo sozinho.
Maravilhoso!
Muito bem, rapazes, vamos.
Quem � aquele?
- Aquele � o teu problema: George Bailey. - Um menino?!
� ele quando tinha doze anos. Em 1919.
Acontece algo aqui que ter�s de te lembrar mais tarde.
Vem, Marty. Vem, Marty.
E aqui vem o beb� assustado, o meu irm�o mais novo, Harry Bailey!
N�o estou assustado!
V�, Harry! Vem, Harry! For�a, Harry! Vem, Harry!
Socorro, George! Socorro! Socorro!
Harry, j� estou a ir!
- Ajuda-me! - Aguenta-te, Harry!
Estou a ir! Fa�am uma cadeia!
George salvou a vida do seu irm�o naquele dia.
Mas apanhou uma gripe que infectou a sua orelha esquerda,
perdendo assim a audi��o naquela orelha.
Passaram semanas at� que ele pudesse voltar para o seu trabalho
na drogaria do velho Gower.
Sr. Potter!
Quem � aquele? Um rei?
Este � o Henry F. Potter.
O homem mais rico e mais mau do munic�pio.
Vai trabalhar, escravo...
Quero ter um milh�o de d�lares! Cachorro-quente!
Sou eu, Sr. Gower. George Bailey.
- Est�s atrasado. - Sim, senhor.
Ol�, George. Ol�, Mary.
Ol�, Violet.
Dois centavos de atacadores de sapato?
Ela estava aqui primeiro.
Ainda estou a pensar.
Atacadores de sapato?
Por favor, Georgie.
- Gosto dele. - Tu gostas de todos os rapazes.
E qual � o problema disso?
Aqui tens.
- Ajuda-me a descer. - Ajudar-te a descer?!
J� te decidiste?
Quero chocolate.
Com cocos?
N�o gosto de cocos.
N�o gostas de cocos?
Desmiolada, n�o sabes de onde v�m os cocos?
Olha isto aqui... do Taiti, Ilhas Fiji, o Mar de Coral!
Uma revista nova! Nunca a tinha visto antes.
Claro que nunca viste.
S� n�s os exploradores a podemos arranjar.
Fui indicado para membro na Nacional Geographic Society.
� esta a orelha em que n�o ouves?
George Bailey, vou-te amar at� o dia em que morrer.
Um dia vou fazer explora��es, vais ver.
Vou ter uns dois har�ns e 3 ou 4 mulheres.
George? George!
Sim, senhor?
- N�o te pago para seres um can�rio. - N�o, senhor.
Lamentamos informar que o seu filho, Robert, morreu esta manha, de influenza.
Sr. Gower, precisa de ajuda? Alguma coisa?
- N�o. - Algo que possa fazer aqui?
N�o!
Eu apanho, senhor.
Leva aquelas c�psulas para a Sra. Blaine...
- Est� � espera delas. - Sim, senhor.
Veneno.
- Elas t�m difteria, n�o �, senhor? - Sim.
- � para cobrar, senhor? - Sim.
- Sr. Gower... - Despacha-te!
Pergunte ao pai, ele sabe.
Constru��es e empr�stimos.
- Capit�o Cook, onde vais? - Tenho de ver o pai.
- Noutro dia. - � importante.
H� um vendaval ali dentro prestes a tornar-se numa tempestade.
- Tio Billy, telefone. - Quem �?
- O fiscal de bancos. - O fiscal de bancos?
Devia ter telefonado ontem.
Passa a chamada para aqui.
N�o estou a chorar, Sr. Potter.
- Est� a implorar. - Tudo o que pe�o s�o 30 dias.
- Pai? - S� um momento, filho.
Apenas 30 dias. Arranjo os 5 mil de alguma maneira.
- Pai? - Um momento.
Tem pressionado para receber as hipotecas?
Tempos maus, muitos est�o sem emprego.
Execute-os.
N�o posso. Eles t�m crian�as.
- N�o s�o minhas. - S�o de algu�m, senhor.
Dirige um neg�cio ou uma institui��o de caridade? N�o com o meu dinheiro.
O que o torna um cabe�a-dura?
N�o tem fam�lia, filhos, n�o pode gastar um pouco do seu dinheiro?
Suponho que devia d�-lo a fracassados...
como voc� e o seu irm�o para gastar por mim?
Ele n�o � um fracassado. N�o fale assim do meu pai.
- � o maior da cidade. - Vamos.
Maior do que ele. Maior que todos.
Estes s�o os Bailey.
N�o o deixe falar assim.
Certo, obrigado. Vejo-te � noite.
O rem�dio devia estar a� h� uma hora.
Estar� a� em cinco minutos.
Onde est� a caixa de c�psulas da Sra. Blaine?
- Ouviste o que eu disse? - Sim, senhor.
Que � que andaste a planear?
Porque � que n�o as entregaste?
- N�o sabes que o menino � doente? - Est� a magoar o meu ouvido.
Seu pregui�oso!
O senhor n�o sabe o que est� a fazer. P�s algo errado nas c�psulas.
Recebeu o telegrama e ficou aborrecido.
P�s algo errado naquelas c�psulas.
N�o foi sua culpa.
Veja o que fez. Veja a garrafa de onde tirou as c�psulas.
� veneno.
Sei que se sente mal.
N�o magoe a minha orelha de novo.
Ah, n�o! Meu Deus!
N�o vou contar... sei como se sente.
Prefiro morrer a contar.
Uma mala de genu�no couro ingl�s...
fecho de combina��o, com escovas, pentes..
N�o. Olhe, Joe. Quero uma bem grande.
Por que parou?
- Quero que observes bem aquele rosto. - Quem �?
- George Baley. - O menino que apanhou do farmac�utico?
Esse mi�do.
Boa cara. Gosto dela. Gosto do George Bailey.
- Contou a algu�m sobre as p�lulas? - N�o.
Ele j� se casou com uma rapariga? Ele foi j� explorar?
Bem, espera e v�.
Grande, est� a ver? N�o quero uma mala para uma noite.
Quero algo para mil e uma noites.
Com bastante espa�o aqui para r�tulos da It�lia e Bagdad, Samarkand...
Uma grande.
- Estou a ver, um tapete voador? - Sim.
Suponho que n�o ia gostar desta em segunda m�o, pois n�o?
Agora � que estamos a falar.
Podia us�-la como b�ia no caso de o barco afundar.
- Quanto custa? - Nada.
Esta � a minha orelha surda, Joe. Pareceu-me que disse que n�o custava nada.
E est� certo.
Bem, o que est� a fazer o meu nome aqui?
� um pequeno presente do Gower. Ele pr�prio a escolheu.
A s�rio?!
Quem diria... O meu velho chefe... N�o � engra�ado?
Em que barco � que vais?
Num barco de gado.
- Um barco de gado? - Gosto de vacas.
- Ol�, Sr. Gower. - George!
Como est�? Muito obrigado pela mala.
- Era exactamente o que eu queria. - Esquece.
� maravilhoso ter-se lembrado.
Espero que desfrutes dela.
Quero ter um milh�o de d�lares. Cachorro quente!
Alto l�, Capit�o Cook! J� tens os teus sealegs?
Parlez vous Francais, Senhor?
Manda-nos uns postais, George, est� bem?
George, n�o aceites n�queis falsos.
George, a tua mala est� a escoar.
Ernie! Ol�, Ernie!
- Viva, George. - Ol�, Bert.
Sou um turista rico hoje.
- Que achas de me levares a casa com estilo? - �ptimo.
Entra Sua Alteza, entre. E para o com�rcio de carruagem...
Eu ponho o meu chap�u.
- Boa tarde, Sr. Bailey. - Ol�, Violet.
Est�s bonita. Tens ai um belo vestido.
O qu�? Esta coisa velha?
S� o uso quando n�o me preocupo com o meu aspecto.
- Gostarias de... - Sim.
Queres vir, Bert? Mostramos-te a cidade.
N�o, obrigado. Tenho de ir para casa e ver o que � que a esposa est� a fazer.
Homem da fam�lia.
George! Harry!
Est�o a estremecer a casa! Parem!
Deixa-os em paz! Gostava de estar l� em cima com eles.
Mas o Harry vai rasgar o fato dele! George!
� por isso que todas as crian�as deviam ser meninas.
Mas se todas elas fossem meninas, n�o haveria...
Esquece.
George! Harry! Des�am j� para jantar.
Est� tudo a arrefecer e tu sabes quanto tempo estivemos n�s � tua espera.
Est� bem, M�e!
Aqui est� um presente para si, Pap�.
Parvos!
- George, senta-te e janta. - Eu j� comi.
Bem, n�o vais acabar de te vestir para a festa de formatura?
- Olha para ti! - N�o quero saber.
� o fato do George. Annie, minha do�ura, j� tens as tortas?
Se puseres uma m�o em cima de mim, bato-te com esta vassoura.
Annie, estou apaixonado por ti, h� uma lua l� fora esta noite.
A minha �ltima refei��o na velha Pens�o dos Bailey.
A minha press�o sangu�nea!
Pap�, posso usar o carro? Tenho que levar muitos pratos e coisas.
- Quais pratos? - M�e,
sou o Presidente do Comit� da comida e n�s s� precisamos de umas d�zias.
N�o, n�o precisas. Harry, n�o o meu melhor Haviland.
Deixa-o levar os pratos, M�e.
Espero que tenhas uma boa viagem, George. O Tio Billy e eu vamos sentir a tua falta.
Tamb�m vou sentir a tua falta, pai. Que � que se passa? Pareces cansado.
Tive outra luta com o Potter hoje.
Pensei que quando o pus�ssemos no quadro de Directores, ele facilitasse as coisas.
O que est� a comer esse urubu velho cavador de dinheiro?
Ele � um homem doente. Frustrado e doente.
E a mente dele doente na sua alma, se ele tem uma.
Ele odeia toda a gente que tem qualquer coisa que ele n�o pode ter.
Ele odeia-nos a n�s principalmente, acho eu.
Abram alas! Abram alas! At� logo, Pap�.
At� logo!
- Harry, tens a� um f�sforo? - Muito engra�ado. Muito engra�ado.
P�e essas coisas no carro e eu vou buscar a tua gravata e cravos.
- Agora, apressa-te, apressa-te! - Certo, M�e.
- Vens logo? - N�o entornes um desses.
- Vens logo, George? - O que � que queres?
- Que eu morra de aborrecimento? - N�o ias querer uma morte melhor.
Muitas raparigas bonitas e tamb�m vamos usar o novo ch�o hoje � noite.
- Espero que funcione. - Hoje � noite n�o h� gin, filho!
- Pap�, s� um bocadinho. - N�o, filho. Nem uma gota.
Rapazes, raparigas e m�sica... por que precisam eles de gin?
Pai, eu agi assim quando me formei na escola secund�ria?
Quase.
Sabes, George, eu gostava que pud�ssemos mandar o Harry para a faculdade contigo.
A tua m�e e eu discutimos isto metade da noite.
N�s j� resolvemos tudo.
O Harry fica com o trabalho na Constru��es e Empr�stimos, e trabalhar� quatro anos,
depois vai.
- Ele � jovem para aquele trabalho. - Bem, n�o era mais jovem que eu.
Talvez tenhas nascido mais velho, George.
O qu�?
Eu disse, nasceste mais velho.
Suponho que j� decidiste o que queres fazer quando sa�res da faculdade.
Sabes o que eu sempre quis... construir coisas...
desenhar novos edif�cios... planear cidades modernas...
Tudo aquilo que sempre falei.
Terias de arranjar milh�es antes dos trinta anos.
N�o, conformo-me com metade disso em dinheiro.
Claro que � s� uma esperan�a, mas,
n�o pensarias em voltar para o Constru��es e Empr�stimos, pois n�o?
Bem... Annie, porque � que n�o arranjas uma cadeira?
Assim estarias mais confort�vel e podias ouvir tudo o que se passa.
Eu ia se pensasse que ia ouvir alguma coisa que valesse a pena escutar.
Sei que � cedo para falar sobre isto...
N�o conseguia estar fechado dentro de um escrit�rio o resto da minha vida...
Sinto muito, Pap�, n�o quis dizer isto,
mas este neg�cio de n�queis e moedas de dez centavos e a gastar toda a sua vida
a tentar entender como economizar tr�s centavos... eu enlouqueceria.
Quero fazer algo grande e algo importante.
Sabes, George, acho que de alguma maneira estamos a fazer algo importante.
Satisfazendo um desejo fundamental.
Est� marcado na ra�a humana querer o pr�prio telhado, paredes e lareira.
E estamos a ajuda-los a adquirir isso no nosso pequeno escrit�rio usado.
Eu sei, Pap�.
Desejava sentir-me...
Tenho acumulado centavos como um avarento aqui para...
A maioria dos meus amigos j� terminou faculdade.
Sinto que se n�o escapar, expludo.
Sim, sim. Tens raz�o, filho.
Percebe o que quero dizer, n�o percebe, Pai?
Esta cidade n�o � lugar para ningu�m a menos que esteja
disposto a rastejar para o Potter.
Tu tens talento, filho. Eu j� vi.
Adquires uma educa��o. E depois sais daqui.
Pap�, quer um choque?
Eu penso que � um grande homem.
Ouviste aquilo, Annie?
Ouvi. J� era altura de um de voc�s dizer isso.
Vou sentir a falta da velha Annie.
Pap�, acho que me vou vestir para ir � festa do Harry.
Diverte-te, filho.
Toma l�.
George! Ol�!
Conheces o meu irm�o mais novo, George? Vou financiar-lhe os estudos.
Ol�, George!
Sam Wainwright.
Como est�s? Quando � que aqui chegaste?
Esta tarde. Pensei em dar �s crian�as um deleite.
Gradua��o da velha faculdade?
Sim. "Velho Joe Faculdade Wainwright", � o que me chamam.
Bem, caloiro, parece que vais mesmo faz�-lo.
Sim
Harry! �s o rapaz que eu quero ver.
- O Treinador ouviu tudo sobre ti. - Ouviu?
Sim. Ele seguiu todos os jogos e a boca dele est� a encher-se de �gua.
Ele quer que eu descubra se queres vir connosco.
Bem, eu tenho de fazer um pouco de dinheiro primeiro...
Bem, � melhor que o fa�as r�pido, n�s precisamos de pessoas como tu,
N�o de pessoas velhas e em m� condi��o como este aqui.
George! Bem-vindo de volta!
Ol�, Sr. Partridge, como est�?
P�r uma piscina debaixo deste ch�o foi uma grande ideia.
Poupou-nos outro edif�cio.
Harry, Sam, divirtam-se muito.
H� aqui imensa coisa para comer e beber.
- Muitas raparigas bonitas � volta. - Ol�, George...
- Ol�, Violet. Como est�s... - Ol�. Em que estou a apostar?
- George... - Marty.
Marty! Fico feliz por te ver.
- Fazes-me um favor George, fazes? - O qu�?
- Lembras-te da minha irm�, a Mary? - Sim. Sim.
"Marty, a mam� chama-te",. "A mam� est� a chamar-te". Lembras-te?
Dan�a com ela, dan�as?
Eu? J� me sinto estranho que chegue com todos estes mi�dos.
V� l�. Faz isso por mim.
Dan�a com ela uma vez e d�s-lhe a emo��o da vida dela.
V� l�.
N�o muito tempo, Marty. N�o quero ser uma ama-de-leite para...
E a pr�xima coisa de que me lembro, � que veio um sujeito e trope�ou em mim.
Essa � a raz�o porque cheguei em quarto.
Se n�o tivesse sido isso, aquela corrida teria sido canja.
Mais tarde, tentei descobrir quem � que tinha sido mas n�o consegui.
Ningu�m vai dizer quem foi porque t�m medo.
- Eles sabem que tipo de pessoa eu sou... - Lembras-te do George?
- Esta � a Mary. Bem, eu vejo-te logo. - Bem... bem... bem...
Agora, voltando � minha hist�ria...
Esta � a minha dan�a.
Porque � que n�o p�ras de aborrecer as pessoas?
Bem, desculpe, sim?
- Bem, ol�. - Ol�.
Est�s a olhar para mim como se n�o me conhecesses.
E n�o conhe�o.
Passaste por mim na rua quase todos os dias.
Eu?!
Isso era uma menina chamada Mary Hatch. Essa n�o eras tu.
O- sim, o-sim, o-sim!
O grande concurso de Charleston!
O pr�mio? Uma bela ta�a genu�na!
Os que n�o forem eliminados pelos ju�zes continuam a dan�ar. Vamos come�ar!
- N�o sou muito bom nisto. - Nem eu.
Est� bem. O que � que podemos perder?
�s maravilhosa!
O que � que se passa, Othello, est�s com ci�mes?
Sabias que h� uma piscina debaixo deste ch�o?
E sabias que o bot�o atr�s de ti serve para a abrir?
E sabias ainda que o George Bailey est� a dan�ar mesmo em cima da racha?
E que eu tenho a chave?
Todos para tr�s Para tr�s!
Eles est�o a aplaudir-nos. Devemos ser bons.
Saiam da�! Bem...
Mo�as de B�falo, N�o podem sair hoje � noite?
N�o podem sair hoje � noite? N�o podem sair hoje � noite?
Mo�as de b�falo, N�o podem sair hoje � noite?
E dan�ar
� luz da lua.
- Cachorro quente! Pareceu mesmo um �rg�o. - Lindo.
Disse ao Harry que pensava que ia morrer de t�dio.
Devias ter visto a confus�o dentro daquele vestu�rio.
Tive que derrubar tr�s pessoas para ter estas roupas que estamos a usar agora.
Deixa-me segurar nesse teu velho vestido molhado.
Estou t�o engra�ada como tu?
Acho que n�o sou do tipo atl�tico.
Tu est�s linda!
Sabes, se n�o fosse eu a falar, diria que �s a rapariga mais bonita da cidade.
Ent�o, porque � que n�o o dizes tu?
Bem, n�o sei. Talvez o diga. Quantos anos � que tens?
- Dezoito. - Dezoito?!
No ano passado s� tinhas dezassete anos.
Muito jovem ou muito velha?
N�o, n�o. Est� boa. A tua idade ajusta-se a ti.
Sim, senhor, pareces um bocado mais velha sem as tuas roupas vestidas.
Quero dizer, sem um vestido. Pareces mais velha.
Quero dizer, mais jovem. Pareces... Pareces...
- N�o. Eu quero... - Senhor, o meu comboio, por favor!
Uma var�ola para um tolo desajeitado.
A sua... a sua carruagem, minha senhora.
Pode beijar-me a m�o.
Mary.
Enquanto estava serrando rua abaixo,
rua abaixo, rua abaixo...
Est� bem. Ent�o lan�o uma pedra � velha casa de Granville.
N�o, n�o atires! Adoro aquela casa velha.
N�o. Pedes um desejo e depois tentas partir um vidro.
E tens de ser uma boa atiradora.
N�o, George, n�o atires.
Aquele lugar velho est� cheio de romance.
Eu gostaria de viver nela.
Naquele lugar?!
Eu n�o vivia nisto nem como um fantasma. Agora v�.
H� ali uma janela mesmo no segundo andar. V�s?
- Que � que desejaste, George? - Bem, n�o foi s� um desejo. Foram imensos.
Mary, eu sei o que vou fazer amanh�
e no pr�ximo dia e no pr�ximo ano e no ano a seguir a esse.
Estarei a sacudir o p� dos meus p�s desta miser�vel cidade
e vou ver o mundo.
It�lia, Gr�cia, o Parthenon... o Coliseu.
Depois vou voltar aqui e vou � faculdade para ver o que sabem
e ent�o vou construir coisas.
Vou construir aeroportos.
Vou construir arranha-c�us alt�ssimos.
Vou construir pontes de 1500 metros.
Vais lan�ar uma pedra?
Essa foi bastante boa.
O que desejaste, Mary?
Mo�as de b�falo, N�o podem sair hoje � noite?
N�o podem sair hoje � noite? N�o podem sair hoje � noite?
Mo�as de Buffalo, N�o podem sair hoje � noite?
E dan�ar � luz da lua.
O que � que desejaste quando lan�aste aquela pedra?
- N�o. - V� l�, conta-me.
Se eu te contar, pode n�o se realizar.
O que � que queres, Mary?
O que queres?
Queres... Queres a lua?!
Diz s� que sim que eu atiro um la�o � volta dela e puxo-a.
Isso � uma boa ideia.
- Eu dou-te a lua, Mary. - Eu aceito. E depois?
Depois, podias engoli-la,
e ia dissolver-se toda.
E a lua irradiaria pelos teus dedos das m�os e dos p�s.
E as pontas do teu cabelo.
Estou a falar demasiado?
Sim!
Por que n�o a beijas em vez de falares com ela at� � morte?
O qu�?
Por que n�o a beijas em vez de falares com ela at� � morte?
Quer que eu a beije, �?
A juventude � gasta nas pessoas erradas!
Espere. Senhor, volte aqui fora.
Eu mostro-lhe um beijo que lhe volta a meter cabelo na cabe�a.
O que � que...
Mary?
Desisto. Onde est�s?
Aqui, nos arbustos de hort�nsia.
Toma l�. Apanha.
Espera um minuto. O que � que eu estou a fazer?
� uma situa��o muito interessante!
D�-me o meu roup�o, por favor.
Um homem n�o tem uma situa��o como esta todos os dias.
Gostava de ter o meu roup�o.
N�o em Bedford Falls.
- George Bailey! - Isto requer um pequeno pensamento.
D�-me o meu roup�o!
J� li sobre coisas assim, mas nunca...
Devias ter vergonha! Vou contar isto � tua m�e!
A minha m�e est� naquela esquina, bem longe.
Chamo a pol�cia!
Eles est�o no centro da cidade. Eles estariam do meu lado, tamb�m.
Ent�o vou gritar!
Talvez pudesse vender bilhetes.
Vejamos. Para receberes este roup�o...
J� sei. Fa�o um acordo contigo, Mary.
George! George!
George! Vem para casa. R�pido.
O teu pai teve um AVC!
O qu�?!
Mary! Mary, desculpa. Tenho que ir.
Venha, George. R�pido!
- J� chamou um m�dico? - Sim. O Campbell j� l� est�.
Foi tudo o que precisamos de si, George. Sei que est� ansioso para apanhar o comboio.
Tenho um t�xi � espera l� em baixo.
Quero que o Quadro saiba que o George desistiu da viagem � Europa
para ajudar a endireitar as coisas aqui nestes �ltimos meses.
Boa sorte para si na escola, George.
- Obrigado. - Boa sorte! At� breve!
Agora chegamos ao verdadeiro prop�sito desta reuni�o...
Designar um sucessor para o nosso querido amigo, Peter Bailey.
Sr. Chairman, gostaria de chegar ao meu verdadeiro prop�sito.
- Espere um minuto. - Para que?
Esta institui��o n�o � necess�ria para esta cidade.
Por isso, Sr. Chairman, farei um movimento para dissolver esta institui��o
e passarei os seus activos e passivos para o receptor.
Potter, seu nojento, desprez�vel...
Eu tor�o-lhe o pesco�o, ajuda-me, George,
- ouviu o que aquele urubu... - Sr. Chairman,
A morte do Peter Bailey � muito recente para j� estarmos a falar em dissolver isto.
Peter Bailey morreu h� tr�s meses.
Apoio o movimento do Sr. Potter.
Muito bem. Nesse caso, pe�o aos dois oficiais executivos para se retirarem.
Mas antes de se irem embora,
Estou seguro que o Quadro inteiro deseja expressar a sua profunda tristeza
por causa da morte de Peter Bailey. - Muito obrigado.
Foi a f� e devo��o dele que foram respons�veis por esta organiza��o.
Vou mais longe.
Direi ao p�blico que Peter Bailey era a Constru��es & Empr�stimos.
Isso est� bem, Potter, vindo de s�,
considerando que provavelmente foi voc� que o guiou para a sepultura.
Peter Bailey n�o era um empres�rio.
Isso � que o matou. N�o quero desrespeit�-lo.
Que Deus tenha a sua alma.
Ele era um homem de ideais altos.
Mas ideais sem bom senso podem arruinar esta cidade.
Agora, leva este empr�stimo para o Ernie Bishop...
Aquele homem que se senta o dia todo no t�xi dele.
Por acaso sei que o banco cancelou o empr�stimo, mas ele vem aqui
e n�s estamos a construir uma casa para ele no valor cinco mil d�lares.
- Porqu�? - Bem, eu tomei conta disso Sr. Potter.
Tem ai todos os documentos.
O sal�rio dele, o seguro. Posso atestar pessoalmente por ele.
- Um amigo seu. - Sim, senhor.
Se voc�s se atiram para uma piscina com algum empregado daqui
podem vir c� e pedir dinheiro emprestado.
O que nos traz isso?
Uma gentalha descontente, pregui�osa em vez de uma classe trabalhadora.
E tudo porque uns sonhadores como Peter Bailey
os incita e enche as suas cabe�as com um monte de ideias imposs�veis.
- Eu digo... - S� um minuto. S� um...
S� um minuto. Espere, Sr. Potter.
Tem raz�o quando disse que o meu pai n�o era nenhum empres�rio. Eu sei isso.
Porque come�ou ele este Constru��es & Empr�stimos, nunca saberei.
Mas nem voc� nem qualquer pessoa pode dizer alguma coisa contra ele,
porque a sua vida inteira foi...
Porque, nos vinte e cinco anos desde que ele e Tio Billy come�aram esta coisa,
ele nem uma vez pensou nele pr�prio. N�o � verdade, Tio Billy?
Ele n�o juntou dinheiro suficiente para enviar o Harry � escola, s� para mim.
Mas ajudou algumas pessoas a sair das suas favelas, Sr. Potter.
E qual � o mal disso?
S�o todos homens de neg�cios.
Faz-vos melhores cidad�os? Faz-vos melhores clientes?
O que foi que disse h� um minuto atr�s?
Que t�m de esperar e economizar o dinheiro antes sequer de pensar numa casa decente?
Esperar! Esperar pelo qu�?
At� que as crian�as cres�am e os deixem?
At� que sejam t�o velhose inv�lidos que...
Sabe quanto tempo leva um trabalhador a poupar cinco mil d�lares?
Lembre-se disto, Sr. Potter, esta gentalha de que est� a falar...
Eles trabalham muito, vivendo e morrendo nesta comunidade.
Bem, custa muito t�-los a trabalhar e a pagar e a viver e a morrer
num par de quartos decentes e uma casa-de-banho?
De qualquer maneira, o meu pai n�o achou isso.
As pessoas eram seres humanos para ele,
mas para voc�, um velho curvado, frustrado, eles s�o gado.
Para mim, ele morreu um homem muito mais rico do que voc� alguma vez ser�.
N�o estou interessado no que pensas. Estou a falar da Constru��es & Empr�stimos.
Sei muito bem do que � que est� a falar.
Est� a falar de algo em que n�o pode por os dedos, e que est� a irrit�-lo.
� disso que est� a falar.
J� falei de mais.
Voc�s s�o a administra��o. Fa�am o que quiserem com isto.
S� mais uma coisa.
Esta cidade precisa desta miser�vel institui��o nem que seja
s� para ter um lugar onde as pessoas possam vir sem rastejar para o Potter.
Venha, Tio Billy.
Tretas sentimentais. Quero o meu movimento.
Aquilo � que foi falar.
Fechaste a grande boca dele. Deviam t�-lo ouvido.
O que aconteceu? N�s ouvimos imensos gritos.
Estamos a ser votados para sair do neg�cio vinte cinco anos depois.
Depressa se ganha, depressa se perde.
Aqui est�. "Precisa-se de ajuda - Feminina."
Queres que continue � espera, George?
Sim, j� vou.
Vais perder o comboio.
J� est�s atrasado uma semana para a escola. Vai-te embora.
- O que se passa ali dentro? - N�o importa. N�o te preocupes com isso.
Est�o a tirar-nos do neg�cio. E depois?
Posso encontrar outro emprego. S� tenho cinquenta e cinco anos.
- Cinquenta e seis. - Vai l�, vai l�.
Desististe da tua viagem de barco.
N�o queres faltar � faculdade tamb�m, pois n�o?
George! George!
Votaram contra o Potter. Eles querem manter isto em p�.
Conseguiste, George, conseguiste.
Mas disseram que s� com uma condi��o, s� uma condi��o.
- Qual? - Essa � a melhor parte.
Eles escolheram o George como Secret�rio Executivo para tomar o lugar do seu pai.
Oh, n�o! Mas, Tio Billy...
Tu podes mant�-lo. N�o h� problema.
Como Secret�rio pode contratar quem quiser.
Dr. Campbell, vamos esclarecer as coisas.
Vou-me embora. Vou-me embora agora mesmo.
Vou para a escola. Esta � minha �ltima oportunidade.
O Tio Billy � quem voc�s precisam.
Mas, George, caso contr�rio, eles votar�o a favor do Potter.
Eu sei, eu sei, ele n�o foi.
Exactamente.
N�o apenas isso, mas ainda deu o dinheiro da escola ao seu irm�o Harry,
e enviou-o para a faculdade.
Harry tornou-se numa estrela de futebol americano.
Entrou na segunda equipa do All-American.
Sim, mas o que aconteceu ao George?
George envelheceu 4 anos, � espera que o Harry voltasse
e assumisse a Constru��es & Empr�stimos.
H� bastantes trabalhos para algu�m que goste de viajar.
Olhe para isto.
Campos de �leo em Venezuela - Precisa-se. Homem com experi�ncia de constru��o.
Aqui est� o Yukon. Precisa-se - homem com experi�ncia de enginheiria.
L� est� ela a soprar.
Sabes quais s�o os tr�s sons mais excitantes do mundo?
O caf� da manh� � servido, o almo�o � servido, o jantar...
N�o, n�o, n�o, n�o!
Correntes de �ncora, motores de avi�o e apitos de comboio.
Um Amendoim?
Ali est� o Professor.
O Velho Professor Phil Beta Kappa Bailey All-American.
Se n�o � o velho George Explorador Geogr�fico Bailey.
Tio Billy, n�o mudou nem um pouco.
- J� ningu�m muda aqui, sabes disso. - Fico feliz por te ver.
- Onde est� a m�e? - Est� em casa a cozinhar o bezerro.
- Anda l�. Vamos embora. - Espera! Espera um minuto.
George, Tio Billy, Quero que conhe�am a Ruth.
- Ol�. - Como est�?
- Ruth Dakin. - Ruth Dakin Bailey, se n�o te importas.
Eu disse no telegrama que tinha uma surpresa.
Aqui est� ela. A minha esposa.
Quem diria.. uma esposa!
Como est�? Parab�ns.
O que estou a fazer? Parab�ns!
Est�o casados... Porque n�o contaste a ningu�m?
Mal posso esperar para ver a cara da Tilly.
- Casou-se mesmo com ele? - Sim...
O que faz uma rapariga bonita como voc� casada com o desmiolado do meu irm�o?
Bem, eu digo-lhe. � s� por dinheiro.
O meu pai ofereceu-lhe um trabalho.
Arranjou-lhe um emprego?
George, acerca daquele trabalho, a Ruth enganou-se.
Nunca disse que o aceitaria.
Tens estado aqui a aguentar a empresa h� quatro anos, e...
N�o te vou decepcionar, George.
Gostaria de... espera um minuto. Esqueci-me das malas.
Volto j�.
Foi uma surpresa para mim. Esta � a nova Sra. Bailey, a esposa do meu sobrinho.
Velhos, velhos amigos da fam�lia.
- Claro, eu ouvi-o falar de si. - E quero que lhe diga que,
vamos dar a maior festa que esta cidade j� alguma vez viu.
Coma pipocas.
George, George, George, � s� disso que o Harry fala.
Ruth, como � que � esse trabalho?
O meu pai possui uma f�brica de vidro em B�falo.
Quer que o Harry comece no neg�cio de pesquisa.
- � um trabalho bom? - Sim, muito bom.
- N�o ganha muito dinheiro, mas ter� um bom futuro.
Harry � um g�nio da pesquisa.
- O meu pai apaixonou-se por ele. - E voc� tamb�m.
Sinto-me t�o bem. Podia at� cuspir no olho do Potter.
E acho que vou. E acho que vou.
O que � que disseste?
Talvez fosse melhor ir para casa.
Onde est� o meu chap�u? Onde est� o meu...
Obrigado, George, qual � que � o meu?
- O do meio. - Obrigado, George.
Se me apontares a direc��o certa... Pode ser, George?
Velho camarada da Constru��es & Empr�stimos...
V� por aqui e v� em frente at� l� abaixo.
Por este caminho?
Minha rosa irlandesa selvagem...
Estou bem. Estou bem.
A flor mais doce que cresce...
Ol�, Mam�.
Apeteceu-me beijar-te.
- Que achas dela? - Parece ser boa rapariga.
Parece que pode manter o Harry na linha.
De qualquer maneira vai mant�-lo fora de Bedford Falls.
Sabias que a Mary Hatch j� voltou da escola?
Voltou h� tr�s dias.
Rapariga simp�tica, a Mary.
Do tipo que te ajudar� a achar todas as respostas, George.
P�ra de grunhir.
D�-me uma boa raz�o para n�o visitares a Mary.
Claro, Sam Wainwright.
- O Sam Wainwrigth est� louco pela Mary. - Ela n�o est� louca por ele.
E como sabe?
- Estiveram a falar sobre isso? - N�o.
- Ent�o, como sabe? - Tenho olhos, n�o tenho?
Porque ela irradia luz sempre que tu est�s por perto.
E al�m disso, Sam Wainwright est� em New York
e tu est�s aqui em Bedford Falls.
E no amor e na guerra vale tudo.
N�o sei sobre a guerra.
M�e, consigo ver atrav�s de si at� ao bot�o do colarinho...
Est� a tentar livrar-se de mim?
Aqui est� o teu chap�u, qual � a pressa?
Est� bem, M�e, Velho camarada da Constru��es & Empr�stimos,
Acho que vou sair para encontrar uma rapariga para dar uns beijos apaixonados.
George...
Agora, se me puder indicar a direc��o certa...
Esta direc��o?
Boa noite, Sra. Bailey.
- Com licen�a... - Espera um minuto.
Acho que tenho um encontro.
Mas fiquem por perto, companheiros, s� mesmo para se for preciso?
N�s esperamos por ti, fofa.
- Ol�, George-Porgie! - O qu�?
- Que � que se passa? - Nada.
Onde vais?
Provavelmente vou acabar por ir � biblioteca.
Georgie, nunca te cansas de ler sobre as coisas?
- Sim. O que fazes hoje � noite? - Nada.
� um jogo, Violeta? Vamos aproveitar a noite.
Adorava, Georgie. Que vamos fazer?
Vamos para os campos, tiramos os nossos sapatos e caminhamos pela relva.
Depois podemos ir at� �s cascatas. � lindo l� em cima ao luar,
h� uma piscina verde l� em cima
e podemos nadar nela.
Depois podemos escalar o Monte Bedford,
cheirar os pinheiros e assistir ao nascer do sol,
e ficaremos l� a noite inteira,
e todo a gente ir� comentar e haver� um enorme esc�ndalo...
Georgie, enlouqueceste?
Andar na relva descal�a?
E s�o 15 kms at� ao monte.
- Pensas que s� porque... - Esquece tudo.
O que est�s a fazer, a cercar?
Ol�, Mary.
Aconteceu passar por aqui.
Sim, eu notei.
- J� te decidiste? - O qu�?
J� te decidiste?
- Sobre o qu�? - Sobre entrar.
A tua m�e acabou de telefonar para dizer que estavas a caminho para me vir visitar.
A minha m�e acabou de telefonar? Como � que ela soube?
- N�o lhe disseste? - N�o disse a ningu�m.
Sa� s� para dar um passeio e calhou passar por aqui.
O que...
Sa� para passear. S� isso.
- Estou l� em baixo, m�e. - Est� bem, querida.
George a puxar a lua.
Vais entrar ou n�o?
Entro por um minuto. Mas eu...
N�o disse a ningu�m que estava a vir para aqui.
- Quando � que voltaste? - Ter�a-feira.
Onde � que arranjaste esse vestido?
- Gostas? - � razo�vel.
Pensava que voltarias para New York como o Sam, o Angie e o resto deles.
Trabalhei l� durante as f�rias. Mas...
N�o sei... Acho que sou nost�lgica.
Nost�lgica? Por Bedford Falls?
Sim. Pela minha fam�lia e...
Por tudo.
Queres sentar-te?
Est� bem, s� por um minuto.
Ainda n�o consigo entend�-lo.
N�o contei a ningu�m que estava a vir para aqui.
Perferes ir-te embora?
N�o, n�o quero ser rude.
Ent�o senta-te.
O que � isto?
Uma piada, �?
Vejo que ainda cheira a agulhas de pinheiro aqui.
Obrigada.
E dan�ar �...
Que � que se passa?
Eu...
Foi agrad�vel o casamento do teu irm�o Harry com a Ruth, n�o foi?
Sim. Foi.
N�o gostas dela?
Claro que gosto dela. � um amor.
Ent�o n�o est�s entusiasmado com os casamentos em geral?
N�o. O casamento � bom para o Harry, o Marty, o Sam e para ti.
Mary! Mary!
Quem est� a� em baixo contigo?
� o George Bailey, M�e.
George Bailey?! Que � que ele quer?
N�o sei.
O que � que queres?
Eu?
Nada. S� entrei para me aquecer.
Ele est� a fazer amor violento comigo, M�e.
Diz-lhe para ir j� para casa, e tu n�o saias de casa.
O Sam Wainwright prometeu telefonar-te hoje � noite de New York.
O que � que a tua m�e quer dizer?
N�o vim aqui para...
Ent�o para que � que vieste?
N�o sei. Diz-me tu.
� suposto seres tu a ter todas as respostas.
- Diz-me tu. - Porque n�o vais para casa?
� para l� que estou a ir. Nem sei porque entrei aqui.
- Boa noite. - Boa noite!
Mary! Mary!
- Telefone. � o Sam! - J� atendo.
Que � que estavas a fazer para n�o conseguires ouvir?
Mary, ele est� � espera!
Est�?
Esqueci-me do chap�u.
Ol�, Sam, como est�s?
Estou �ptimo. � bom ouvir a tua voz novamente.
Isso � muito querido da tua parte, Sam.
Est� aqui um velho amigo teu. George Bailey.
Est�s a falar do velho George cabe�a-de-musgo?
Sim. O velho George cabe�a-de-musgo.
Passa-lhe.
Espera s� um minuto. Vou cham�-lo. George!
Ele n�o quer falar com o George, sua idiota!
Quer sim. Foi ele que pediu.
George! George, o Sam quer falar contigo.
- Ol�, Sam. - George Bailoffski!
Que bom amigo que tu �s.
O que � que est�s a tentar fazer? A roubar-me a mi�da?
O que � queres dizer com isso?
Ningu�m est� a tentar roubar a mi�da de ningu�m.
Vou passar � Mary.
N�o, espera um minuto. Espera um minuto. Quero falar com os dois.
- Toma. - Diz � Mary que v� para a extens�o.
- Diz-lhe tu. - A m�e est� na extens�o.
N�o estou nada!
Podemos ouvir aqui os dois. Vem c�.
Estamos a ouvir, Sam.
Escutem, tenho um grande neg�cio � vista que nos vai fazer a todos ricos.
George, lembras-te daquela noite no Bar Martini quando,
me contaste que tinhas lido em algum lado
sobre fazer pl�stico a partir de feij�es de soja?
Feij�es de gelatina?
Cala-te, sim?
Lembras-te? A partir de feij�es de gela... A partir de feij�es de soja?
Sim, sim... feij�es de soja. Sim.
Bem, ouve. O meu pai gostou da ideia.
E vai construir uma f�brica fora de Rochester.
Que � que achas disso?
Rochester? Porqu� Rochester?
E porque n�o? Consegues pensar num s�tio melhor?
N�o sei... � que...
Por que n�o aqui mesmo?
Lembras-te daquela velha f�brica de ferramentas?
Diz ao teu pai que ele consegue aquilo por uma can��o.
E todo o trabalho que quiser, tamb�m.
Metade da cidade ficou desempregada quando eles fecharam.
� mesmo? Bem, eu digo-lhe.
Soa bem.
Sabia que aceitavas.
A ideia � esta,
Mary, tu est�s nisto tamb�m. Agora ouve, tens dinheiro?
- Dinheiro? Algum. - Ouve.
Quero que ponhas todos os centavos que tiveres no nosso neg�cio, est� bem?
George, acho que tenho um trabalho para ti,
Quer dizer, a menos que ainda estejas casado com o miser�vel Constru��es & Empr�stimos
Esta � a melhor coisa desde a r�dio. E eu quero-te como s�cio.
Mary? Mary?
Estou aqui.
Diz a esse tipo que estou a dar-lhe a oportunidade da vida dele, ouviste?
A oportunidade da vida dele.
Ele diz que � a oportunidade da tua vida.
Agora ouve-me.
N�o quero nenhum pl�stico. N�o quero nenhuma sociedade.
E n�o me quero casar com ningu�m. Percebes?
Quero fazer o que eu quero fazer.
Tu �s... Tu �s...
- Mary... - George...
Mary...
Aqui v�m eles! Aqui v�m eles!
Adeus.
Primeiro o Harry. Agora o George.
Annie, agora somos s� duas solteironas.
Fale por s�, Sra. B.
Se um de voc�s vir um estranho por aqui, sou eu.
Olha! Est� algu�m a conduzir este t�xi.
O policia Bert mandou isto.
Ele disse para flutuar para a Terra Feliz em bolhas.
- Olha para isto. O Velho Bert. Champanhe! - O bom velho Bert.
A prop�sito, onde � que v�o passar a lua-de-mel?
Onde vamos?
Olha para isto. Aqui est� o dinheiro, Ernie.
Mary, conta isto.
Sinto-me como a esposa de um contrabandista. Olha!
Sabes o que vamos fazer? Vamos por o trabalho de parte.
Uma semana inteira em New York. Uma semana inteira nas Ilhas Bermudas.
Os hot�is mais altos, o champanhe mais velho,
o caviar mais rico, a m�sica mais quente e a esposa mais bonita!
E depois?
- E depois, o qu�? - Depois disso, logo se v�.
Isso chega, anda c�!
N�o olhes agora George, mas est� a acontecer alguma coisa estranha no banco.
Nunca vi nenhum, mas isto apresenta todos os sinais de ser um protesto.
Ernie, se tens dinheiro no banco, � melhor apressares-te.
- George, n�o paremos. Vamos. - S� um minuto, querida.
Por favor, n�o vamos parar, George.
Estou de volta num minuto, Mary.
Ol� a todos. Sra. Thompson, como est�?
Charlie? Que se passa aqui, n�o consegues entrar?
O que � isto, Tio Billy? Um feriado?
George...
Entrem todos. Vamos l�.
Entrem.
Porque n�o se sentam?
H� muitos assentos al�.
Estejam � vontade.
George, podes vir aqui um minuto?
Porque n�o me telefonou?
Acabei de telefonar, mas disseram que sa�ste.
Isto est� dif�cil, George. Isto est� dif�cil.
Agora diga-me o que aconteceu. Como come�ou?
Como � que uma coisa como esta come�a?
Tudo o que sei � que o banco pediu o nosso empr�stimo.
- Quando? - H� uma hora atr�s.
- Tive que entregar todo o nosso dinheiro. - Todo?
Todos os c�ntimos e ainda era menos do que n�s devemos.
Deus do c�u!
Fiquei assustado, George, e por isso fechei as portas
A cidade inteira enlouqueceu.
Sim, est�?
George, � o Potter.
- Est�? - George,
h� um rumor a correr na cidade que voc� fechou as suas portas. � verdade?
Fico feliz por ouvir isso. George, est� bem?
- Precisa da pol�cia? - A pol�cia? Para qu�?
Sabe que uma multid�o �s vezes enlouquece.
George, quero ajudar nesta crise.
Vou assegurar ao banco fundos suficientes para satisfazer as necessidades deles.
Eles fecham durante uma semana e depois voltam a abrir.
Apoderou-se do banco.
Posso perder uma fortuna, mas estou disposto a assegurar
as suas pessoas tamb�m.
Apenas diga-lhes que tragam as suas ac��es aqui, e eu
pago cinquenta centavos a cada d�lar.
Nunca perde uma oportunidade, pois n�o, Potter?
Pois bem, vai perder esta.
Se fechar as suas portas antes das seis da tarde, nunca mais as abre.
George, foi um casamento agrad�vel? Queria ter l� estado.
Foi...
J� pode tirar este.
Lembrem-se que esta coisa n�o � t�o negra como aparenta.
Tenho not�cias para voc�s.
Estive a falar com o velho Potter e ele garantiu
pagamentos em dinheiro no banco.
O banco vai reabrir na pr�xima semana.
Mas, George, eu tenho o meu dinheiro aqui.
Ele garantiu este lugar?
N�o, Charlie. Nem sequer lhe perguntei isso.
- N�o precisamos do Potter aqui. - Vou levar o meu dinheiro agora.
N�o est� a perceber a situa��o.
Como se eu tivesse o dinheiro no cofre.
O dinheiro n�o est� aqui.
Bem, o seu dinheiro est� na casa do Joe... � mesmo ao seu lado.
E na casa dos Kennedy, na da Sra. Macklin e noutras cem.
Est� a emprestar-lhes o dinheiro para construir,
e depois eles v�o pag�-lo de volta o melhor que puderem.
Agora o que vai fazer? Exclu�-los?
Tenho aqui duzentos e quarenta e dois d�lares
e duzentos e quarenta-dois d�lares n�o v�o quebrar ningu�m.
Est� bem, Tom. Est� bem. Aqui est�. Assine isto.
Ter� o seu dinheiro dentro de sessenta dias.
Sessenta dias?
Foi o que voc� concordou quando voc� comprou as ac��es.
- Tom... Tom... conseguiu o seu dinheiro? - N�o.
Bem, eu consegui. O velho Potter paga cinquenta
centavos a cada d�lar por cada ac��o que tiver.
- Cinquenta centavos por cada d�lar! - Sim, em dinheiro!
- Bem, o que diz? - Tom,
voc� tem que cumprir o seu acordo original.
D�-nos sessenta dias para resolvermos isto.
Est� bem, Randall.
- Voc� vai ao Potter? - Melhor metade que nada.
Tom! Tom!
Randall, espere um minuto, espere...
Agora oi�am-me.
Imploro-vos para n�o fazerem isto.
Se o Potter se apodera da Constru��es & Empr�stimos,
nunca mais haver� outra casa decente constru�da nesta cidade.
Ele j� se apoderou do dinheiro do banco. Ele j� possui a linha de autocarros.
Ele j� possui as lojas e armaz�ns. E agora est� a atr�s de n�s.
Porqu�? � muito simples.
Porque estamos a estragar o neg�cio dele, � por isso.
E porque quer que voc�s continuem a viver nas barracas dele
e a pagar o tipo de aluguer que ele decide.
Joe, j� teve uma dessas casas do Potter, n�o teve? J� se esqueceu?
J� se esqueceu do que ele lhe cobrou por aquela miser�vel cabana?
Ed, lembra-se no ano passado quando as coisas n�o
estavam a correr muito bem,
e n�o p�de fazer os seus pagamentos?
N�o perdeu a sua casa, pois n�o?
Acha que o Potter o teria deixado ficar com ela?
N�o percebem o que est� a acontecer aqui?
N�o v�em o que est� a acontecer?
O Potter n�o est� a vender. O Potter est� a comprar.
E porqu�? Porque n�s estamos apavorados e ele n�o. � por isso.
Ele est� a aproveitar umas pechinchas.
N�s conseguimos superar isto.
Temos de nos unir, contudo. Temos que ter f� uns nos outros.
Mas o meu marido n�o trabalha h� um ano e eu preciso de dinheiro.
- Como � que vou viver at� que o banco abra? - Eu tenho contas do m�dico para pagar.
Eu preciso de dinheiro.
N�o posso alimentar as minhas crian�as de f�.
De quanto � que precisam?
Eu tenho dois mil d�lares.
Aqui est�o dois mil d�lares. Isto vai ser suficiente at� que o banco reabra.
Tom, quanto � que precisa?
Duzentos e quarenta dois d�lares.
Tom, s� o suficiente para se sustentar at� que o banco reabra.
Eu levo duzentos e quarenta dois d�lares.
- Aqui tem. - Isso fechar� a minha conta.
A sua conta ainda aqui est�. Isto � um empr�stimo.
Pronto. Ed?
- Tenho aqui trezentos d�lares, George. - Certo, agora, Ed...
Quanto � que vai precisar at� que o banco abra? Quanto precisa?
- Bem, vinte d�lares, suponho eu. - Vinte d�lares. Agora sim, est� a falar.
�ptimo. Obrigado, Ed.
Agora, Sra. Thompson, quanto quer voc�?
- Mas � o seu pr�prio dinheiro, George. - Isso n�o importa.
- Quanto quer voc�? - Eu consigo viver com vinte.
- Vinte d�lares. - Eu assino um papel.
N�o tem que assinar nada.
Eu sei que vai pagar quando puder.
Exactamente. Agora voc�, Sra. Davis?
- Posso levar dezassete e cinquenta? - Deza...
Aben�oado o seu cora��o, claro que pode levar. Tem a� cinquenta centavos?
- Sete... - Vamos conseguir, George.
- N�o nos v�o fechar hoje! - Seis, cinco, quatro,
tr�s, dois, um...
Bingo!
Conseguimos. Feche a porta, Ernie. Conseguimos. Olha.
Ainda estamos em neg�cio. E ainda temos 2 dol�res.
Vamos tomar um pouco disso. Vamos celebrar.
V� buscar uns copos, Tilly.
Bem, um par de feiticeiros financeiros.
Aqueles Rockefellers.
Traga uma bandeja para n�s os dois.
N�s os salvaremos para semente. Uma brinde.
Um brinde! Um brinde para a Mam� D�lar e para o Pap� D�lar,
e se queres manter este velho Constru��es & Empr�stimos em neg�cio,
� melhor ter uma fam�lia muito rapidamente.
Gostava que fossem coelhos.
Tamb�m gostava.
Vamos p�-los no cofre e ver o que acontece.
- Charutos de casamento! - Casamento!
Meu Deus, estou casado! Onde est� a Mary? Mary...
Pobre Mary.
Tenho um comboio para apanhar. O comboio j� partiu.
Ser� que o Ernie ainda aqui est� com o t�xi dele?
George, uma chamada para s�.
Telefone � minha esposa, est� bem? Ela provavelmente est� em casa da m�e dela.
- A menina Bailey est� ao telefone. - Eu n�o quero a Sra. Bailey.
Quero a minha esposa. Menina Bailey! Menina... isso � minha esposa.
Atendo aqui dentro.
Mary! Ol�. Ouve, querida. Desculpa...
O que? Ir para casa? Que casa?
Sycamore, 23? Bem, o que...
De quem � essa casa? Hotel de Waldorf?
Estes s�o os cartazes da companhia, e a companhia n�o vai gostar disto.
Gostavas de ter um bilhete na pr�xima semana?
- N�o tens nenhum romance dentro de ti? - Claro que tenho, mas livrei-me dele.
Comprimidos para o est�mago!
Quem � que quer ver comprimidos na sua lua-de-mel?
O que queremos � lugares rom�nticos, lugares bonitos...
Lugares onde o George queira ir.
Bert. Ele vem ai.
Anda l�, temos de levar isto l� para cima. Ele vem a�.
- Quem? - O noivo, idiota.
Esta � a lua de mel deles. Anda. Traz aquele escadote.
O que s�o eles, patos?
- Traz aquele escadote para aqui. - Est� bem, est� bem.
- Despacha-te. Despacha-te. Despacha-te. - Estou a despachar-me.
Ol� Geo... Boa noite, senhor.
Entre, Monsieur.
- Entre. - Ilhas do Havai,
Onde os c�us de azul me chamam.
Onde o ar bals�mico e luar dourado
acariciam as palmeiras ondulantes de Waikiki.
Bem-vindo a casa, Sr. Bailey.
Bem, eu vou...
Mary, onde � que...
Amo-te verdadeiramente,
Verdadeiramente, querido.
A vida com as suas sombras,
Mary...
A vida com as suas l�grimas.
Lembras-te da noite em que partimos as janelas desta casa velha?
Enfraque�a em sonhos, - Foi isto que eu desejei.
Quando sinto que est�s pr�ximo,
- Querida, �s maravilhosa. Amo-te verdadeiramente,
Verdadeiramente, querido.
- Martini, alugas-te uma casa nova? - Alugar?
- Ouviu o que ele disse, Sr. Bailey? - O qu�?
Eu sou o dono da casa.
Eu, Giuseppe Martini, sou dono da minha pr�pria casa.
N�o vivemos mais como porcos no Campo do Potter.
Despacha-te, Marie!
Anda... Traz o beb�.
Isto � como um sonho!
Eu levo as crian�as no carro.
Obrigado, Sr. Bailey.
V�, crian�as. Aqui.
Entrem aqui.
Agora sentem-se no banco.
Leva o c�o.
Tamb�m tem uma cabra!
- Adeus. - Adeus a todos!
Est�o todos c� dentro?
Sr. e Sra. Martini, bem-vindos a casa.
Velho e bom George. Faz sempre um discurso.
- Sam Wainwright! - Quero l� saber!
P�o! Para que esta casa nunca saiba o que � a fome.
Sal! Para que a vida tenha sempre sabor!
E vinho!
Para que a alegria e prosperidade possam sempre reinar.
Entrem no castelo Martini!
Olhe, Sr. Potter, n�o tem nada a ver comigo.
Sou apenas o seu pequeno colector de rendas.
Mas n�o pode mais gozar com este Parque Bailey. Olhe para ele.
O Congressista Black est� aqui para o ver.
Diga ao congressista que espere. Continue.
H� quinze anos, tinha uma meia-d�zia de casas aqui e acol�.
Havia o velho cemit�rio, esquilos, malmequeres, margaridas.
Costumava ca�ar l� coelhos.
Olhe para aquilo hoje.
D�zias das mais bonitas casas que voc� j� alguma vez viu.
Noventa por cento pertencentes a parasitas que costumavam pagar renda a si.
O 'Campo do Potter', meu querido Sr. Patr�o, est� a tornar-se nisso.
E os camp�nios que fazem piadas com o David e Golias.
Fazem, n�o fazem?
Embora eles saibam que os Baileys nunca lucraram uma moeda com isto.
Sabe muito bem porqu�,
os Baileys sempre foram todos uns idiotas.
Todas estas casas valem o dobro do que a Constru��es & Empr�stimos
gastou para as construir.
- Se eu fosse voc�, Sr. Potter... - Bem, voc� n�o � eu.
Como digo, n�o � nada a ver comigo.
Mas um dia destes, este homem jovem e brilhante vai
pedir ao George Bailey um trabalho.
A fam�lia Bailey tem sido uma pedra no meu sapato h� demasiado tempo.
- Sim, senhor? - Venha aqui.
N�s s� par�mos na cidade para dar uma olhadela na f�brica nova e depois
vamos de carro at� � Fl�rida.
Porque n�o dizes aos teus amigos para se juntarem a n�s?
Claro.
Porque n�o v�m connosco?
Tenho medo que n�o consiga escapar, Sam.
Ainda continuas com o mesmo orgulho?
Jane, eu ofereci ao George a oportunidade de o deixar em
pl�sticos e ele rejeitou.
- Agora n�o fa�as tro�a disso. - N�o estou a fazer tro�a.
Acho que � melhor irmos andando.
Prazer em conhecer-te, Mary.
- Foi bom ver-te. - Adeus.
- Adeus, George. - At� breve, George.
- Vejo-te nas not�cias c�micas. - Adeus, Sam.
- At� breve, Mary. - At� breve, Sam. Divirte-te.
Obrigado por passarem por c�.
Fl�rida!
Obrigado, senhor.
Que charuto, Sr. Potter.
Gosta? Vou-lhe enviar uma caixa.
Suponho que vou descobrir mais cedo ou mais tarde,
mas o que � que queria falar comigo?
George, � isso que eu mais gosto em si.
George, sou um homem velho, e a maioria das pessoas odeia-me.
Mas tamb�m n�o gosto delas, por isso vai dar tudo ao mesmo.
Sabe t�o bem como eu, que eu giro praticamente tudo nesta cidade
excepto a Constru��es & Empr�stimos dos Bailey.
Sabe tamb�m que durante v�rios anos tenho tentado tomar
posse dela ou acabar com ela.
Mas n�o consegui.
Voc� tem-me impedido.
Na realidade, voc� derrotou-me, George.
E como qualquer pessoa deste munic�pio sabe, � preciso muito.
Por exemplo, durante a Depress�o.
Voc� e eu fomos os �nicos que nos aguent�mos.
Voc� salvou a Constru��es & Empr�stimos, Eu salvei tudo o resto.
A maioria das pessoas diz que roubou tudo o resto.
Os invejosos � que dizem, George, os parasitas.
Falei do meu lado muito francamente.
Olhemos para o seu lado, agora.
Jovem, vinte e sete, vinte e oito anos, casado,
fazendo uns quarenta por semana.
- Quarenta e cinco! - Quarenta e cinco. Quarenta ecinco.
Do qual, depois de ajudar a sua m�e
e de pagar as contas, voc� fica com uns dez.
Uma crian�a ou duas h�o-de vir, e voc� nem ser� capaz de economizar dez.
Se este jovem de vinte e oito anos fosse um comum e
simples camp�nio, eu diria que ele estava a aguentar-se bem.
Mas George Bailey n�o � um comum e simples camp�nio.
Ele � um homem inteligente, esperto e ambicioso,
que odeia o seu trabalho, que odeia a Constru��es & Empr�stimos,
quase tanto como eu.
Um jovem, morto por sair daqui desde que nasceu.
O mais inteligente da multid�o,
um jovem que tem que ficar sentado e ver os seus amigos a ir a lugares,
porque est� preso.
Sim, senhor, preso, a desperdi�ar a sua vida a fazer de
ama para muitos parasitas.
Estou a dizer a verdade ou estou a exagerar?
Onde quer chegar, Sr. Potter?
- Onde quero chegar? Quero contrat�-lo. - Contratar-me?
Quero que administre os meus neg�cios, gerir as minhas propriedades.
George, come�ar� com vinte mil d�lares por ano.
Vinte mil d�lares por ano?
N�o se ia importar de viver na casa mais agrad�vel da cidade,
comprar � sua esposa muitas roupas boas,
um par de viagens de neg�cios para New York por ano,
talvez de vez em quando para a Europa.
N�o se ia importar, pois n�o, George?
Importar?
N�o est� a falar com outra pessoa aqui, pois n�o?
Sabe, este sou eu, lembra-se de mim? George Bailey.
Sim, George Bailey. Cujo navio acabou de entrar,
contando que ele � suficientemente esperto para embarcar nele.
Santo Deus!
E ent�o a Constru��es & Empr�stimos?
Que raio, homem! Tem medo do sucesso?
Estou a oferecer-lhe um contrato de tr�s anos de vinte mil d�lares por ano,
a come�ar hoje.
Fechamos neg�cio ou n�o?
Bem, Sr. Potter, eu...
Sei que devia aproveitar a oportunidade mas...
Queria saber se seria poss�vel dar-me vinte e quatro horas
para pensar no assunto?
Claro, claro, claro.
V� para casa e discuta o assunto com a sua esposa.
- Assim gostaria. - Claro.
Enquanto isso, vou preparar os documentos.
- Certo, senhor. - Est� bem, George?
Est� bem, Sr. Potter.
N�o. Espere um minuto.
N�o preciso de vinte e quatro horas. N�o preciso de falar com ningu�m.
Eu sei agora, e a resposta � n�o! N�o!
Bolas para isto!
Voc� senta-se aqui e gira as suas pequenas teias
e pensa que o mundo inteiro gira � sua volta e do seu dinheiro.
E n�o gira, Sr. Potter.
Vendo as coisas no seu todo,
eu diria que voc� n�o passa de uma aranhinha com escorbuto.
E isso aplica-se a si tamb�m.
E isso aplica-se a si tamb�m.
Se n�o se importasse de viver na casa mais agrad�vel da cidade.
Comprar � sua esposa muitas roupas boas.
Um par de viagens de neg�cios para New York por ano.
Talvez de vez em quando para a Europa.
Sei o que vou fazer amanh�
e no dia a seguir e no pr�ximo ano e no ano a seguir a esse.
Vou estar a sacudir o p� desta miser�vel pequena cidade dos meus p�s,
e vou ver o mundo.
Depois vou construir coisas. Vou construir aeroportos.
Vou construir arranha-c�us alt�ssimos.
Vou construir uma ponte de uma milha.
O que � que queres, Mary?
O qu�? Queres a lua?
Se queres, diz e eu atiro um la�o � volta dela
e puxo-a para ti.
Mo�as de b�falo, n�o podem sair hoje � noite,
N�o podem sair hoje � noite, n�o podem sair hoje � noite.
Mo�as de b�falo, n�o podem sair hoje � noite,
E...
- Ol�. - Ol�.
Mary Hatch!
Porque � que casaste com um sujeito como eu?
Para n�o ser ser uma solteirona.
Podias ter-te casado com o Sam Wainwright e com qualquer outra pessoa da cidade.
N�o quis me casar com qualquer outra pessoa da cidade.
Quero que o meu beb� se pare�a contigo.
Nem tiveste uma lua de mel.
Eu prometi-te... O teu qu�?
O meu beb�.
Tu... Mary, est�s gr�vida?
George Bailey la�a a cegonha.
La�a a cegonha!
O que...
Queres dizer... tu...
O que �? Um menino ou uma menina?
Provavelmente j� adivinhaste que o George nunca deixou Bedford Falls.
N�o!
Mary teve o beb� dela, um menino.
Depois teve outro, uma menina.
Dia ap�s dia, ela trabalhou para tornar a velha casa de Granville
numa verdadeira casa.
Noite ap�s noite, George voltou do escrit�rio tarde.
Potter estava derrotado.
Centro de Inspec��o. Centro de recep��o de recrutas.
Ent�o veio uma guerra.
Mr Bailey e a Sra. Hatch foram para a Cruz Vermelha e coseram.
Mary teve mais dois beb�s mas ainda teve tempo para gerir o U.S.O.
Sam Wainwright fez uma fortuna em capotas de pl�stico para avi�es.
Potter tornou-se o Presidente da Administra�ao de desenho.
O Gower e o Tio Billy venderam la�os de guerra.
O policia Bert que ficou ferido no Norte de �frica, recebeu a Estrela de Prata.
Ernie, o condutor de t�xi, caiu de p�raquedas em Fran�a.
Marty ajudou a capturar a Ponte de Remagen.
Harry Bailey superou-os a todos.
Tornou-se piloto da Marinha, abatendo quinze avi�es.
Dois deles quando estavam quase a colidir num transporte cheio de soldados.
- Sim, mas George... - George?
Dispensado por causa da sua orelha, George lutou a batalha de Bedford Falls.
Calma a�.
N�o sabem que est� a haver uma guerra?
Alerta de ataques a�reos.
Condutor de papel...
lixo...
borracha...
Como toda a gente, no dia de V-E, chorou e rezou.
No dia de V-J, chorou e rezou novamente.
Jos�, mostre-lhe agora o que aconteceu hoje.
Sim, senhor.
Esta manh�, v�spera de Natal, aproximadamente �s dez da manh�,
hora de Bedford Falls.
Ol�, Ernie, olha para isto.
Presidente condecora Harry Bailey. Rapaz local ganha medalha de honra.
Vai nevar novamente.
Que queres dizer com "vai nevar"? Olha para as manchetes.
Eu sei, George. E � maravilhoso.
Chefe Harry Bailey!
Sr. Gower, olhe para isto.
A segunda p�gina. Isto � para si.
Isto � para si. Isso � para si.
- Obrigado. - At� � pr�xima.
Assegure-se que escreve o nome direito.
Ol�, Billy, como est�?
Extra! Leia tudo sobre o assunto!
George! � o Harry, de Washington.
- Harry! Quem diria? - � uma chamada a cobrar. H� problema?
A cobrar.. Claro que n�o, para um her�i.
Harry...
Seu velho filho da m�e.
Parab�ns!
Como � que a m�e est� a lidar com isto?
A s�rio?
O que � que tu...
A m�e almo�ou com a esposa do Presidente.
Espera at� que a Martha oi�a isto.
- O que havia para comer? - O que havia para comer?
Harry, devias ver o que est�o a preparar para ti na cidade.
V�o?
A Marinha vai trazer a m�e de avi�o para casa esta tarde.
Num avi�o?
O qu�? O Tio Billy?
- O Tio Billy j� chegou? - N�o, ele parou primeiro no banco.
N�o, ele n�o est� aqui agora, Harry. Mas olha...
- George... - Diz-me...
George, o homem est� aqui novamente.
- Que homem? - O examinador do banco.
Harry, fala com o Eustace por um minuto, est� bem?
Eu volto j�. Bem...
- Harry... - Bom dia, senhor.
Carter, examinador do banco.
- Sr. Carter, Feliz Natal. - Feliz Natal.
Estamos todos entusiasmados aqui.
O meu irm�o acabou de receber a Medalha de Honra do Congresso.
O Presidente condecorou-o.
Acho que eles fazem essas coisas.
Penso que voc� teve um bom ano.
Bom ano?
Aqui entre n�s, Sr. Carter, n�s estamos falidos.
Sim, muito engra�ado.
Venha para aqui, Sr. Carter.
N�o me devia por a pensar quantas vezes aceita chamadas de longa dist�ncia pessoais.
George, quer que desliguemos?
N�o. Ele quer falar com o Tio Billy. Espera um pouco.
Se voc� cooperar, gostava de terminar de falar com voc� antes do cair da noite.
Quero passar o Natal em Elmira com a minha fam�lia.
N�o o censuro, Sr. Carter.
Entre aqui. J� tratamos de tudo.
Vinte e quarto de Dezembro...
Oito mil.
Feliz Natal, Sr. Potter...
Bom dia, Sr. Potter!
Quais s�o as not�cias?
O Harry Bailey ganhou a Medalha do Congresso.
N�o � um dos rapazes Bailey?
N�o consegue deitar aqueles Baileys abaixo, pois n�o, Sr. Potter?
Como se sente o baldas do George com isto?
Muito ciumento. Muito ciumento.
S� perdeu tr�s bot�es do colete dele.
Claro que o baldas do George teria recebido duas medalhas destas se tivesse ido.
Orelha m�.
Sim. Afinal de contas, Potter, algumas pessoas como o
George tiveram de ficar em casa.
Nem todos os her�is estiveram na Alemanha ou no Jap�o.
- Bom dia, Sr. Bailey. - Bom dia, Horace.
Esqueceu-se de uma coisa.
- Esqueceu-se de uma coisa. - Do qu�?
- N�o vem fazer um dep�sito? - Claro que sim.
Ent�o � habitual trazer o dinheiro consigo.
Que raio...
Sei que o tinha...
- E esse dedo a�? - Bem, eu...
Bailey...
Leve-me de volta. R�pido.
V� l�!
Leve-me de volta.
Fa�a como se estivesse em casa, Sr. Carter. Eu vou buscar os livros para s�.
Ol�, Vi.
George, podemos falar um segundo?
Claro que sim. Falamos no escrit�rio.
Tio Billy, fale com Harry. Ele est� ao telefone.
R�pido, Tio Billy, r�pido. Longa dist�ncia, Washington.
Aqui est� o Harry ao telefone.
Harry, o seu sobrinho, lembra-se?
Aqui est� ele. R�pido.
Est�? Ol�. Sim, Harry.
Sim, est� tudo... Est� tudo bem.
Devia mandar examinar a minha cabe�a. Oito mil d�lares.
T�m de estar algures.
Aqui tens.
Car�cter?
Se eu tivesse algum car�cter, eu...
� preciso muita coragem para deixar a cidade natal e come�ar tudo de novo.
N�o, George, n�o...
- Est�s sem dinheiro, n�o �? - Eu sei, mas...
O que queres fazer, empenhar as tuas peles e aquele chap�u?
Queres ir a andar at� New York?
Sabes, eles cobram por refei��es e alugueres
tal e qual como fazem em Bedford Falls.
- Sim, claro. - � um empr�stimo.
Esse � o meu neg�cio. Constru��es & Empr�stimos.
Al�m disso, arranjar�s um emprego.
Boa sorte.
Estou feliz de te ter conhececido, George Bailey.
Diz "ol�" a New York por mim.
Sim, sim... claro, eu direi.
Agora manda not�cias de vez em quando.
- Feliz Natal, Violeta. - Feliz Natal, George.
- Sr. Bailey. - Sr. Carter,
Sinto muito. J� a� vou ter.
- O Tio Billy? - Est� no escrit�rio dele.
O que se passa?
O examinador de banco est� aqui, e eu...
- Ele est� aqui? - Sim, sim.
Ele quer as contas pagas...
- Que se passa consigo? - Vem aqui.
- Eustace. - Sim?
Venha aqui um minuto.
Viu o Tio Billy com algum dinheiro ontem � noite?
Ele estava a cont�-lo em cima da mesa, antes de fechar.
Comprou alguma coisa?
- Nada. Nem mesmo uma pastilha. - Certo, certo.
Vamos seguir todos os passos que deu desde que saiu de casa.
Certo. Por aqui.
E p�s o envelope no seu bolso?
Sim... talvez...
Talvez! Eu n�o quero talvez.
Temos que encontrar aquele dinheiro!
N�o sou bom para ti, George. Eu...
Tio Billy, tem no��o do que vai acontecer se n�o o encontrarmos?
Oi�a-me, tem algum esconderijo secreto?
J� procurei pela casa toda, at� em quartos fechados.
Oi�a-me! Pense! Pense!
N�o consigo pensar mais, George. N�o consigo pensar mais. Magoa...
Onde est� o dinheiro, seu velho tolo e est�pido?!
Onde est� o dinheiro?
Percebe o que isto significa?
Significa fal�ncia, esc�ndalo e pris�o!
� isso que significa.
Um de n�s vai para a cadeia!
E n�o vou ser eu.
Ol�, querido.
Ol� Pap�, ol� Pap�.
Gostas? N�s vamos p�r...
Santinho!
Trouxeste a grinalda?
- Sim, Pap�, trouxe a grinalda de Natal? - Que grinalda?
A grinalda de Feliz Natal para a janela.
N�o. Deixei-a no escrit�rio.
- Est� a nevar? - Sim, acabou de come�ar.
- Onde est� o teu casaco e o teu chap�u? - Deixei-os no escrit�rio.
- O que se passa? - Nada. Est� tudo bem.
V� l�, Pete, �s um menino grande.
Consegues p�r a estrela ali em cima.
Mesmo no topo.
J� est�.
Muito bem.
Preenche aquele espa�o vazio ali.
J� est�.
N�o � maravilhoso aquilo do Harry?
N�s somos famosos, George.
Aposto que tive cinquenta chamadas hoje sobre a parada, o banquete.
A tua m�e est� t�o entusiasmada, ela...
Ela tem que continuar a tocar aquilo?
Tenho de praticar isto para a festa de hoje � noite, Pap�.
A mam� diz que n�s podemos ficar at� � meia-noite e cantar can��es de Natal.
Sabe cantar, Pap�?
� melhor preparem-se.
A fam�lia est� quase a chegar.
Fam�lia! Eu n�o quero a fam�lia aqui.
Vem � cozinha comigo enquanto eu termino o jantar.
Perd�o. Perd�o.
Tiveste um dia ocupado?
Sim. Outro grande dia memor�vel para os Bailey.
Pap�, os vizinhos Brown t�m um carro novo. Devia v�-lo.
Qual � o problema do nosso carro? N�o � bom o suficiente para ti?
Sim, Pap�.
Perd�o. Perd�o.
Perdoar-te porqu�?
Arrotei!
Est�s perdoado, querido.
Agora vai l� acima ver o que a Zuzu quer.
Zuzu. Que se passa com a Zuzu?
Est� com uma constipa��o. Est� na cama.
Apanhou-a no caminho da escola.
Ganhou uma flor
e ela n�o quis esmag�-la, ent�o n�o abotoou o casaco.
- O que �? Uma dor de garganta ou o qu�? - S� uma constipa��o.
- O doutor diz que n�o � nada s�rio. - O doutor?
- O doutor esteva aqui? - Sim, eu chamei-o imediatamente.
- Ele diz que n�o � nada preocupante. - Ela est� com febre?
S� uma pequena, trinta e sete e meio.
- Vai ficar boa. - C�us, � esta casa velha.
N�o sei como � que n�o temos todos uma pneumonia.
Este celeiro velho e frio! Era melhor viver dentro de um frigor�fico.
Porque � que tivemos de vir morar para aqui e ficar nesta desprez�vel
e miser�vel velha cidade?
George, o que se passa?
O que se passa? Tudo se passa.
Chamas a isto uma fam�lia feliz?
Porque � que tivemos que ter todas estas crian�as?
Pai, como se escreve 'frankincense?'
N�o sei. Pergunta � tua m�e.
- Onde vais? - L� acima ver a Zuzu.
Ele disse-me para escrever uma pe�a para amanh�.
F- R-A-N-K-I-N...
Ol�, Pap�.
- O que te aconteceu? - Ganhei uma flor.
Espera. Onde � que pensas que vais?
Quero dar �gua � minha flor.
Est� bem, est� bem, d� a flor ao Pap�.
Eu dou-lhe �gua. Pronto, aqui est�.
- Olhe, Pap�... cole isto. - Sim, est� bem...
J� estou a colar.
Aqui est�, como nova. D� �gua � flor.
- Fazes uma coisa por mim? - O qu�?
Dorme.
N�o tenho sono. Quero olhar para a minha flor.
Eu sei, eu sei, mas vai dormir
e ent�o poder�s sonhar com ela, e ser� um jardim cheio delas.
Ser�?
- Telefone! - Eu atendo.
Est�?
Sim, � a Sra. Bailey.
Obrigada, Sra. Welch. Estou certa que ela vai ficar boa.
O doutor diz que ela deve estar fora da cama a tempo de tomar o jantar da consoada.
- � a professora da Zuzu? - Sim.
Deixa-me falar com ela.
Est�? Ol�, Sra. Welch?
� George Bailey. Eu sou o pai da Zuzu.
Diga-me, que tipo de professora � voc�?
Porque a mandou para casa meia despida?
Tem no��o que ela provavelmente acabar� com uma pneumonia por sua causa?
- George! - � para este tipo de coisas que
pagamos impostos? Para ter professores como voc�?
Pessoas est�pidas, tolas e descuidadas que mandam
as nossas crian�as para casa nuas?
Talvez as minhas crian�as n�o sejam as mais bem vestidas,
e talvez n�o tenham roupa decente...
Essa est�pida...
Est�, Sra. Welch. Quero pedir desculpa.
Est�... Ol�...
- Ela desligou. - Eu � que desligo.
Quem pensa que �?
Est�? Quem �?
Sr. Welch?
Est� bem, Sr. Welch.
D�-me uma oportunidade para lhe dizer o que eu realmente penso da sua esposa.
- George... - Sais daqui e deixas-me tratar disto?
Est�?
Est�? O qu�? Ai vai?
Certo, Sr. Welch. Quando achar que � homem o suficiente...
Est�? Quando...
Pap�, como se escreve "Aleluia?"
Como � que hei-de saber? O que pensas que sou, um dicion�rio?
Tommy, p�ra com isso! P�ra com isso!
Janie, ainda n�o aprendeste essa melodia tola?
J� tocaste isso in�meras vezes.
P�ra j� com isso! P�ra com isso!
Desculpa, Mary.
Janie, desculpa-me.
Eu n�o quis dizer...
Continua a praticar.
Pete, devo-te um pedido de desculpas.
Desculpa.
O que queres saber?
Nada, Pap�.
O que � que se passa com voc�s?
Janie, continua. Eu disse-te para praticares.
- Toca. - Pap�...
George, por que � que tens de torturar as crian�as?
Porque n�o...
Mary...
Dois-quatro-sete Bedford, por favor.
- O Pap� est� com problemas? - Sim, Pete.
- Devo rezar por ele? - Sim, Janie, reza com for�a.
- Eu tamb�m? - Tu tamb�m, Tommy.
Est�, Tio Billy?
Estou com problemas, Sr. Potter.
Preciso de ajuda.
Por causa de um acidente, a minha companhia est� com pouco cr�dito.
O examinador do banco foi l� hoje.
Tenho que arranjar oito mil d�lares imediatamente.
� isso que os rep�rteres queriam falar consigo?
- Os rep�rteres? - Sim,
eles telefonaram-me da sua Constru��es & Empr�stimos.
Tamb�m est� ali um homem do escrit�rio do Procurador.
Ele est� � sua procura.
Por favor ajude-me, Sr. Potter.
Ajude-me por favor, est� bem?
N�o percebe o que significa isto para a minha fam�lia?
Pago um b�nus no empr�stimo, os juros que quiser.
Se ainda quiser a Constru��es & Empr�stimos...
George, � poss�vel que isso seja uma ligeira discrep�ncia nos livros?
N�o, senhor. N�o h� nenhum problema com os livros.
Eu perdi h� pouco oito mil d�lares.
E n�o os consigo encontrar em lugar nenhum.
Perdeu oito mil d�lares?
Sim, senhor.
Avisou a pol�cia?
N�o, senhor. Eu n�o quero publicidade.
O Harry volta amanh�...
Eles v�o acreditar nele.
O que � que tem andado a fazer, George?
A jogar no mercado com o dinheiro da companhia?
N�o, senhor, n�o, senhor. N�o tenho.
O que � ent�o, uma mulher?
H� rumores por a toda a cidade que tem dado dinheiro � Violeta Bick.
- O qu�! - N�o � que isso me fa�a alguma diferen�a,
mas porque � que veio ter comigo?
Por que n�o vai ter com o Sam Wainwright e lhe pede o dinheiro?
N�o consigo falar com ele. Ele est� na Europa.
Bem, e os seus outros amigos?
Eles n�o t�m tanto dinheiro, Sr. Potter.
Voc� sabe disso. Voc� � o �nico que me pode ajudar na cidade.
Estou a ver.
De repente fiquei muito importante.
Que tipo de seguran�a � que teria eu, George?
- Tem ac��es? - N�o, senhor.
Finan�as? Bens im�veis? Algum tipo de seguran�a?
Tenho um seguro de vida, uma ap�lice de quinze mil d�lares.
Quanto � o seu patrim�nio l�quido nisso?
- Quinhentos d�lares. - Quinhentos d�lares!
E pede-me para lhe emprestar oito mil.
Olhe para si.
Costumava ser t�o convencido!
Ia sair e conquistar o mundo.
Chamou-me uma vez velho curvado e frustrado.
O que � voc� sen�o um jovem curvado e frustrado?
Um pequeno balconista miser�vel que rasteja at� aqui implorando ajuda.
Nenhuma seguran�a, nenhuma ac��o, nenhumas finan�as,
a n�o ser uns miser�veis pequenos quinhentos d�lares em patrim�nio
l�quido de uma ap�lice do seguro de vida.
Vale mais morto que vivo.
Por que n�o vai para o refugo que gosta tanto
e lhes pede oito mil d�lares?
Sabe porqu�?
Porque eles corriam consigo da cidade num �pice.
Mas eu digo-lhe o que vou fazer por si, George.
Uma vez que o examinador estatal ainda est� aqui,
como accion�rio da Constru��es & Empr�stimos,
vou pedir uma autoriza��o para que seja preso.
Desvio de fundos, manipula��o, actos ilegais...
Certo, George, fuja, George.
N�o se pode esconder numa pequena cidade como esta.
Bill? Daqui fala Potter.
Joe! Feliz Natal!
- Fico contente que tenha vindo. - Obrigado.
Que acha de comer um pouco daquele �ptimo esparguete?
N�s temos de tudo.
Deus...
Deus...
Querido Pai do C�u,
n�o sou um homem que costuma rezar, mas se estiver a� em cima,
e me conseguir ouvir, mostre-me o caminho.
Estou no fim da linha.
Mostre-me o caminho, Deus.
Est�s bem, George?
Queres que algu�m te leve a casa?
Porque bebe tanto, meu amigo?
Por favor v� para casa, Sr. Bailey. � V�spera de Natal.
Bailey? Qual Bailey?
� o Sr. George Bailey.
E da pr�xima vez que voc� falar assim com a minha mulher, ficar� pior.
Ela chorou durante uma hora.
N�o basta que ela se mate a ensinar as suas crian�as est�pidas
a ler e escrever, e voc� ainda tem de gritar com ela.
Saia daqui, Sr. Welch!
Espere. Eu quero pagar a minha bebida.
Esque�a o dinheiro. Saia daqui rapidamente.
- Est� bem. - Bateu no meu melhor amigo. Saia!
Est�s bem, George?
Quem era aquele?
J� se foi embora. N�o se preocupe.
O nome dele � Welch. N�o volta a entrar no meu bar.
Welch. � isto que recebo por rezar.
� a �ltima vez que ele entra aqui. Ouviste, Nick?
Sim, podes crer.
Onde est� a minha ap�lice de seguro? Ah, est� aqui.
N�o saia no estado em que est�, Sr. Bailey.
Estou bem.
Voc� n�o se sente bem. Sente-se e descanse.
- Eu estou bem. - Por favor n�o v� embora. Por favor!
O que pensa que est� a fazer?
Veja o que fez.
O meu bisav� plantou esta �rvore.
Voc�!
Volte aqui, seu b�bedo louco!
Tire este carro daqui!
O que � que se passa consigo? Olhe por onde vai!
Socorro!
Socorro! Socorro! Socorro!
Socorro! Socorro!
Socorro!
Socorro! Socorro! Socorro! Socorro!
Socorro!
Socorro! Socorro! Socorro!
N�o tive tempo de vestir roupa interior elegante.
A minha esposa deu-me isto no meu �ltimo anivers�rio.
Eu faleci nisto.
O Tom Sawyer est� a secar, tamb�m.
Devias ler o novo livro que o Mark Twain est� a escrever agora.
Como � que caiu?
Eu n�o ca�. Eu saltei para salvar o George.
Voc� o qu�? Para me salvar?
Salvei, n�o salvei? Tu n�o conseguiste, pois n�o?
- Conseguir o qu�? - Suicidares-te.
Bem, � contra a lei suicidar-se por aqui.
Sim, tamb�m � contra a lei de onde eu venho.
- De onde � que vem? - Do C�u.
Tive que agir depressa. Por isso � que saltei.
Eu sabia que se me estivesse a afogar, tu tentarias salvar-me.
E salvaste-me, e foi assim que eu te salvei.
Muito engra�ado.
O teu l�bio est� a sangrar, George.
Sim, levei um murro no queixo em resposta a uma ora��o, � bocado.
N�o, George, Eu sou a resposta � tua ora��o.
� por isso que me enviaram aqui abaixo.
Como sabe o meu nome?
Eu sei tudo sobre ti. Eu vi-te a crescer desde pequeno.
- O que � voc�, um leitor de mentes ou algo? - N�o.
- Bem, quem � ent�o? - Clarence Odbody, A-S-2.
Odbody... A-S-2. O que � que � esse A-S-2?
Anjo Segunda Classe.
Adeus, meu bom homem.
Irm�o...
O que � que o Martini p�s nas bebidas?
Qual � a sua...
O que � que disse h� um minuto atr�s?
Porque � que me quis salvar?
Foi para isso que me enviaram aqui abaixo. Eu sou o teu anjo da guarda.
Eu n�o me surprenderia.
Rid�culo, tu pensares em matar-te por causa de dinheiro.
- Oito mil d�lares. - Sim, eu sei. S�o coisas assim.
Como sabe disso?
J� te disse. Sou o teu anjo da guarda.
Sei tudo sobre ti.
Bem, voc� parece o tipo de anjo que eu haveria de receber.
Tipo de um anjo ca�do, n�o �?
O que aconteceu �s suas asas?
Ainda n�o ganhei as minhas asas.
� por isso que sou um anjo de segunda classe.
N�o sei se gosto de ser visto com um anjo sem asas.
Eu tenho de as ganhar e tu vais-me ajudar, n�o vais?
- Claro, claro. Como? - Deixando-me ajudar-te.
S� h� um modo de me ajudares.
Por acaso n�o tens a� oito mil dol�res?
N�o. N�s n�o usamos dinheiro no c�u.
� verdade, estou sempre a esquecer-me.
Calha mesmo bem aqui em baixo.
Descobri isso um pouco tarde.
Valho mais morto que vivo.
N�o devias falar assim. N�o vou receber as asas com essa atitude.
N�o sabes tudo o que fizeste.
Se n�o fosses tu...
Se n�o fosse eu, toda a gente estaria muito melhor.
A minha esposa, as minhas crian�as, e os meus amigos.
E o meu... Olha, amiguinho, deixa-me em paz e vai assombrar outra pessoa, est� bem?
N�o est�s a entender. Eu tenho o meu trabalho.
Cala-te, sim?
Isto n�o vai ser f�cil.
Continuas a achar que matares-te iria fazer toda a gente mais feliz?
Sei l�. Acho que tens raz�o.
Suponho que teria sido melhor se eu nunca tivesse nascido.
- O que disseste? - Eu disse que desejava nunca ter nascido.
N�o devias dizer coisas assim.
Tu...
Espera um minuto. Espera um minuto.
Isso � uma boa ideia.
O que acha? Sim, isso vai servir.
Certo.
Ter�s o teu desejo.
Tu nunca nasceste.
N�o tens que exagerar.
O que disseste?
Nunca nasceste. N�o existes.
N�o tens uma preocupa��o no mundo.
Nenhuma preocupa��o, nenhuma obriga��o, nenhuns oito mil d�lares para arranjar,
nenhum Potter a procurar-te com o xerife.
- Diz outra coisa nesta orelha. - Claro. Consegues ouvir dessa orelha.
Bem, que coisa mais estranha.
N�o oi�o nada nesta orelha desde que era crian�a.
Deve ter sido daquele salto para a �gua fria.
O teu l�bio deixou de sangrar tamb�m, George.
E esta?
O que � que aconteceu?
Deixou de nevar l� fora, n�o deixou?
O que � que aconteceu aqui?
O que eu preciso � de um par de boas bebidas.
E tu, anjo, queres uma bebida?
Assim que estas roupas estiverem secas...
Est�o secas.
E esta?!
O forno est� mais quente do que eu pensei.
Vem l�, veste as tuas roupas, e iremos at� ao meu carro e...
Desculpe. Eu caminho, tu voas.
Eu n�o consigo voar. Ainda n�o recebi as minhas asas.
Ainda n�o recebeu as suas asas. Sim, � verdade.
O que � que se passa?
Foi aqui que deixei o meu carro e n�o est� aqui.
Tu n�o tens nenhum carro.
Eu tinha um carro e estava aqui mesmo. Acho que algu�m o tirou daqui.
Boa noite.
Onde est� o meu carro?
- Desculpe? - O meu carro, o meu carro.
Sou eu o dono do carro que colidiu com a sua �rvore.
Que �rvore? O que quer dizer com que �rvore?
Esta �rvore aqui. Eu colidi com ela.
Fez um corte profundo aqui deste lado.
Deve estar a falar de outras duas �rvores.
Preocupou-me.
Uma das �rvores mais velhas em Pottersville.
Pottersville? Quer dizer Bedford falls.
Eu quero dizer Pottersville.
N�o acha que eu sei onde vivo?
O que � se passa consigo?
N�o sei. Ou estou louco, ou ent�o � ele que est�.
Ou ent�o � voc� que est�.
Eu n�o sou!
Talvez tenha deixado o carro no Bar do Martini. Venha, Gabriel.
- Clarence! - Clarence! Clarence!
Est� bem. Entre.
Martini � um amigo meu.
H� ali um lugar para sentar, sente-se.
Ol�, Nick. Onde est� o Martini?
- Quer um Martini? - N�o, n�o, Martini.
- O seu chefe. Onde est� ele? - Eu sou o chefe.
Quer uma bebida ou n�o?
Certo, certo. Um u�sque duplo, est� bem? Rapidamente.
Est� bem.
O que quer?
Estava s� a pensar.
Passou tanto tempo desde que eu...
Olhe, Senhor, eu estou aqui parado � espera que voc� se decida.
Que homem bom.
Estava a pensar num ponche de rum flamejante.
N�o est� frio suficiente para isso. N�o est� frio o suficiente.
Espere um minuto. Espere um minuto.
J� sei.
Vinho com especiarias, com muita canela e com pouco de cravo-da-�ndia.
V�, rapaz, e seja r�pido!
Senhor, n�s aqui servimos bebidas fortes para homens que
se querem embebedar rapidamente.
E n�o precisamos de algu�m a estragar a atmosfera. Percebeu?
Ou eu tenho que deslizar o meu punho para o convencer?
Do que � que ele est� a falar?
Nick, Nick, d�-lhe um igual ao meu. Ele n�o se importa.
Est� bem.
Qual � o problema dele?
Eu nunca vi o Nick assim.
Vai ver muitas coisas estranhas de agora em diante.
Sim.
Camarada, tu preocupas-me.
- Tens algum lugar para dormir? - N�o.
N�o tens?
- E tens dinheiro? - N�o.
N�o admira que tenhas saltado ao rio.
Saltei ao rio para te salvar para eu poder receber as minhas asas.
Oh, � verdade.
- Algu�m acabou de conseguir. - Conseguir o qu�?
Sempre que ouvir um sino, significa que um anjo
acabou de receber as suas asas.
Acho melhor n�o falares em receber as tuas asas por aqui.
Porqu�? Eles n�o acreditam em anjos?
Sim, eles acreditam em anjos.
Ent�o porque � que eles ficam surpreendidos quando v�em um?
Ele nunca cresceu. Ele tem...
Que idade � que tens, Clarence?
Duzentos e noventa tr�s, no pr�ximo Maio.
J� chega!
Fora com estes dois gnomos, pela porta ou pela a janela.
Nick, que se passa?
Isso � outra coisa. Desde quando � que me chama Nick?
Bem, Nick � o teu nome.
O que � que isso tem a ver com isto? N�o o conhe�o de lado nenhum.
Tu, b�bado! Anda aqui! Anda aqui!
N�o te disse j� para n�o vires aqui pedir dinheiro?
Sr. Gower!
Sr. Gower!
Isso que... o que � ele...
Sr. Gower! Sou o George Bailey!
- N�o me conhece? - N�o. N�o.
Atirem-no para fora. Atirem-no para fora!
Sr. Gower... O que �...
Nick... Aquele n�o � o Sr. Gower, o farmac�utico?
Sabe, essa � outra raz�o para eu n�o gostar de si.
Aquele b�bado passou vinte anos na pris�o por envenenar uma crian�a.
Se o conhece, deve ser um ex-presidi�rio tamb�m.
Podem levar estes cavalheiros � porta?
Claro. Por aqui, cavalheiros.
E fiquem a� fora!
Ajude-me!
Estou a distribuir asas!
V�s, George, n�o estavas l�
para impedir o Gower de p�r o veneno na c�psula...
Que queres dizer com n�o estava l�?
Eu lembro-me distintamente. O que � que...
O que � que se passa?
Este devia ser o bar do Martini.
Quem �s tu?
J� te disse, George. Sou o teu anjo da guarda.
Eu sei. J� me contaste.
Que mais �s tu? O que �s tu?
- �s um hipnotizador? - N�o, claro que n�o.
Ent�o porque � que estou a ver todas estas coisas estranhas?
N�o percebes, George?
� porque tu n�o nasceste.
Se n�o nasci, quem sou eu?
N�o �s ningu�m. N�o tens nenhuma identidade.
O que queres dizer, nenhuma identidade? O meu nome � George Bailey.
N�o h� nenhum George Bailey.
Tu n�o tens nenhum documento, nenhum cart�o,
nenhuma carta de condu��o, e nenhuma ap�lice de seguro.
Elas n�o est�o l� tamb�m.
- O qu�? - As p�talas da Zuzu.
Foi-te dado um grande presente, George...
uma oportunidade para ver como o mundo seria sem ti.
Espera um minuto. Espera um minuto.
Isto � um sonho estranho que estou a ter.
At� logo, Senhor, estou a ir para casa.
- Casa? Que casa? - Cala-te! P�ra com isso!
Tu est�s louco. � isso que eu penso.
�s irritante, e est�s a p�r-me doido, tamb�m!
Estou a ver coisas.
Vou para casa ver a minha esposa e a minha fam�lia.
Percebes isso? E vou sozinho!
Como � que me estou a sair, Jos�? Obrigado.
N�o, n�o tomei nenhuma bebida!
Para onde � que a Constru��es & Empr�stimos se mudou?
A constru��o e o que?
A Constru��es & Empr�stimos dos Bailey. Era l� em cima.
Eles acabaram com o neg�cio h� anos.
Aquele tipo � um mentiroso!
Eu sei tudo o que fechou nesta cidade.
- Eu sei... - Violeta.
Esta � a Violeta Bick!
- Eu sei. Eu sei. - Eu conhe�o aquela rapariga.
Saia daqui. Desapare�a.
Ernie, Ernie...
Ernie, leva-me a casa. Eu estou louco!
- Onde vive? - Que porcaria,
Ernie, n�o comeces tu tamb�m.
Tu sabes onde eu vivo. Tr�s-vinte Sycamore.
- Depressa. - Est� bem. Tr�s-vinte Sycamore?
- Sim, depressa. A Zuzu est� doente. - Est� bem. Est� bem.
Ernie, leve-me para fora daqui.
Bebi algum licor estragado ou assim.
Quero que me escutes. Tu �s o Ernie Bishop,
e moras no Parque Bailey com a tua esposa e os teus filhos? Certo?
Viu a minha esposa?
Vi a tua esposa?! J� fui a tua casa umas cem vezes.
Amigo, qual � a sua ideia?
Eu vivo numa cabana no Campo do Potter e a minha esposa
fugiu com a crian�a h� tr�s anos...
E eu nunca o vi antes na vida, est� bem?
Deixa l�. Leva-me apenas para casa.
- � esta a casa? - Claro que � esta a casa.
Esta casa n�o � habitada h� vinte anos.
Que se passa, Ernie?
N�o sei, mas � melhor ficarmos de olho neste tipo.
Ele � doidinho.
Mary! Mary!
Tommy! Pete! Janie! Zuzu! Onde est�o?
Eles n�o est�o aqui, George. Tu n�o tens filhos.
Onde est�o eles? O que � que fizeste com eles?
Ponham as m�os no ar. Nenhum movimento r�pido.
Venham os dois aqui para fora.
Bert! Gra�as a Deus, est�s aqui.
- Para tr�s! - Bert, o que aconteceu nesta casa?
Onde est� a Mary? Onde est�o os meus filhos?
Cuidado com ele, Bert.
- V� l�, v� l�. - Bert, Ernie!
O que � que se passa com voc�s os dois?
Estavam aqui na minha noite de n�pcias.
Ambos, ficaram l� fora no alpendre e cantaram para n�s, lembram-se?
- Acho melhor ir embora. - Olha,
e se fosses porreiro e nos deixasses levar-te a um m�dico.
- Vai ficar tudo bem. Agora... - Bert, oi�a-me.
Ernie, levas-me para casa da minha m�e?
Bert! Ouve! � aquele homem ali.
Ele diz que � um anjo. Anda a tentar hipnotizar-me.
Odeio fazer isto, amigo, mas...
Corre, George! Corre, George!
Socorro! Jos�, socorro!
- Cale-se! - Socorro, Jos�, Jos�!
Onde � que ele foi? Onde � que ele foi? Estava mesmo aqui.
Preciso de uma bebida.
Por onde � que eles foram? Ajuda-me a encontr�-los.
Ent�o?
M�e.
M�e? O que quer voc�?
M�e, sou eu, sou o George. Pensei que se iria lembrar de mim.
George qu�?
Se est� � procura de um quarto, n�o h� vagas.
M�e, oi�a. Por favor ajude-me.
Algo terr�vel me aconteceu.
N�o sei o que �. Algo aconteceu a toda a gente.
Por favor deixe-me entrar.
Deixe-me ficar aqui at� que eu supere isto.
Supere o qu�?
Eu n�o alojo estranhos a menos que sejam enviados por algu�m que eu conhe�a.
O que? Eu conhe�o toda a gente que voc� conhe�e.
O que... O seu cunhado, o Tio Billy.
- Conhece-o? - Claro que conhe�o.
- Quando foi a �ltima vez que o viu? - Hoje em casa dele.
Isso � mentira.
Tem estado no manic�mio desde que perdeu o neg�cio dele.
E se me perguntar, � a� que voc� pertence.
Estranho, n�o �?
A vida de cada homem toca tantas outras vidas
e quando ele n�o est�, deixa um um buraco enorme, n�o deixa?
J� ouvi falar de coisas como esta.
Tu lan�aste-me uma esp�cie feiti�o, ou assim.
Bem, eu vou sair dele. Eu sairei dele.
E tamb�m sei como. Eu...
A �ltima pessoa com quem falei antes desta coisa toda
come�ar a acontecer foi o Martini.
Sabes onde ele vive?
Claro que sei onde ele vive. Ele mora no Parque Bailey.
Tens a certeza que este � o Parque Bailey?
Eu j� n�o tenho a certeza de nada.
Tudo o que sei � que isto devia ser o Parque Bailey.
Mas onde est�o as casas?
Tu n�o estavas aqui para as construir.
O teu irm�o, Harry Bailey,
caiu no gelo e afogou-se quando tinha nove anos.
Isso � mentira. Harry Bailey foi para guerra!
Ele recebeu a Medalha de Honra do Congresso! Ele salfvou os homens daquele transporte.
Todos os homem daquele transporte morreram.
O Harry n�o estava l� para os salvar, porque n�o estiveste l� para salvar o Harry.
George, tu realmente tinhas uma vida maravilhosa.
N�o v�s o erro que seria atir�-la fora?
- Clarence... - Sim, George?
- Onde est� a Mary? - N�o posso...
N�o sei como sabes essas coisas,
- mas diz-me, onde est� ela? - Eu...
Se sabes onde ela est�, diz-me onde est� a minha esposa.
N�o � suposto eu dizer.
Por favor, Clarence, diz-me onde est� ela.
- N�o vais gostar, George. - Onde est� ela?
Ela � uma solteirona. Nunca se casou.
Onde est� a Mary, onde est� ela?
- Ela est�... - Onde est� ela?
Ela est� prestes a fechar a biblioteca!
Deve haver uma maneira mais f�cil de receber as minhas asas.
Mary!
Mary!
Mary, Mary, a Mary...
Mary, sou o George.
N�o me conheces? O que aconteceu connosco?
- Eu n�o o conhe�o, largue-me! - Mary, por favor!
N�o me fa�as isto. Por favor, Mary, ajuda-me.
Onde est�o as nossas crian�as? Prreciso de ti, Mary!
Mary, ajuda-me! Mary...
Largue-me!
- Mary, n�o fujas! - Aquele homem, agarre-o!
Tom! Ed!
Charlie! Aquela � a minha esposa!
- Mary! - N�o fa�am isso!
- Algu�m chame a pol�cia! - Bata-lhe com uma garrafa!
Ele precisa de um colete de for�as.
Mary! Clarence!
Saia daqui!
- Clarence! - Onde est�s?
�s tu!
Para tr�s!
Clarence!
Clarence! Clarence!
Ajuda-me, Clarence.
Leva-me de volta.
Leva-me de volta. N�o quero saber do que me vai acontecer.
Leva-me de volta para a minha mulher e para os meus filhos.
Ajuda-me, Clarence, por favor.
Por favor! Quero viver novamente.
Quero viver novamente.
Quero viver novamente.
Por favor, Deus, deixe-me viver novamente.
George.
George!
Est�s bem. O que se passa?
Sai daqui Bert, ou ent�o bato-te novamente. Sai daqui!
Por que raio � que est�s a gritar, George!
Tu... George?
Bert, conheces-me?
Conhe�o-te? Est�s a brincar?
Tenho estado � tua procura por toda a cidade.
Vi o teu carro espetado contra aquela �rvore ali em baixo,
e pensei que talvez tu...
A tua boca est� a sangrar. Tens a certeza que est�s bem?
O que � que...
A minha boca est� a sangrar, Bert! A minha boca est� a sang...
As p�talas da Zuzu, as p�talas da... Aqui est�o!
Bert! E esta?!
Feliz Natal!
Bem, Feliz Natal!
Mary!
Mary!
Ol�, Bedford Falls!
- Feliz Natal! - Feliz Natal!
Feliz Natal, George!
Feliz Natal, casa de filmes!
Feliz Natal, Emporium!
Feliz Natal, velha e maravilhosa Constru��es & Empr�stimos!
Feliz Natal, Sr. Potter!
Feliz ano novo para si... na pris�o.
V� para casa. Est�o � sua espera.
Mary!
Mary!
Mary!
Ol�, Sr. Examinador do Banco. Como est�?
- Sr. Bailey, h� um d�fice... - Eu sei. Oito mil d�lares.
George, eu tenho aqui um papel.
Aposto que � um mandato de deten��o. N�o � maravilhoso?
Vou para a cadeia.
Feliz Natal! Rep�rteres?
Onde est� a Mary?
Mary! Olha para esta maravilhosa casa velha e fria.
Mary! Mary! Mary!
Viu... Viu a minha esposa?
- Feliz Natal, Pap�! - Feliz Natal, Pap�!
Crian�as! Pete!
Crian�as! Janie! Janie! Tommy!
Deixem-me olhar para voc�s.
Era capaz de te comer.
- Onde est� a vossa m�e? - Foi procura-lo com o Tio Billy.
- Pap�! - Zuzu! Zuzu!
Minha pequena patanisca! Como te sentes?
- Bem! Nem um pouco de febre. - Nem um pouco de feb...
Aleluia!
- George! George! - Mary! Mary!
George, querido! Onde � que estiveste?
George, bem! Onde estiveste?
- George, George, George. - A Mary! Deixa-me tocar-te.
Deixa-me tocar-te. �s real!
George... George.
Nem sabes o que me aconteceu.
Nem sabes o que aconteceu.
Vem c� a baixo, George, r�pido. Eles est�o a chegar.
- Est� bem. - Anda l�!
Entra aqui.
Agora, fica aqui, junto da �rvore. A� mesmo, e n�o te mexas, n�o te mexas.
O que est� a acontecer? Quem � que vem?
Estou a ouvi-los a vir, George, � um milagre!
- � um milagre! - Quem � que vem?
Quem � que vem, Pap�?
- Quem, Pap�? - N�o sei.
Entre, Tio Billy. Entrem aqui todos! Aqui dentro!
N�o � maravilhoso? Tantas caras!
Foi a Mary que fez isto, George! Foi a Mary que fez isto!
Ela contou a algumas pessoas que tu estavas com dificuldades e ent�o,
eles dispersaram-se por toda a cidade para recolher dinheiro.
Eles n�o fizeram nenhuma pergunta, s� disseram:
"Se o George est� com dificuldades, conte comigo... ".
O que � isto, George? Outro protesto no banco?
Aqui tens, George, Feliz Natal.
A fila forma � direita.
Feliz Natal! Deus o aben�oe.
- Sr. Martini! - Feliz Natal!
Vem para aqui.
Eu at� parti a jukebox!
Sr. Gower!
Eu fiz de todas minhas contas de cr�dito.
Violeta!
N�o me vou embora, George. Mudei de ideias.
Tenho andado a poupar este dinheiro para o div�rcio,
se alguma vez arranjar um marido.
Aqui est�s, George. Toma este dinheiro.
E aqui est� algo para tu brincares.
N�o teria um telhado se n�o fosses tu, George.
S� um minuto. S� um minuto.
Sil�ncio. Sil�ncio, sil�ncio.
Recebi isto h� pouco. � de Londres.
Sr. Gower informou que precisas de dinheiro. Stop.
O meu escrit�rio autorizou dar-te at� vinte e cinco mil d�lares. Stop.
Feliz Natal. Sam Wainwright.
Sr. Martini. Que acha de um pouco de vinho?
Ou�a! Os anjos mensageiros cantam
Gl�ria para o novo Rei nascido
Paz na Terra e suave gra�a
Deus e os pecadores se reconciliaram.
Alegres todas as na��es se levantam,
Se unindo ao triunfo dos c�us,
Com ang�lico ex�rcito proclamam
Cristo nasce em Bel�m,
Harry Bailey.
George, seu sortudo.
- Harry! Harry! - Parece que cheguei tarde de mais.
Mary, eu vim do aeroporto o mais depressa que pude.
O parvo do piloto voou todo o caminho num nev�o.
Harry, e ent�o o teu banquete em New York?
Sai mesmo a meio, quando recebi o telegrama da Mary.
Boa ideia, Ernie, um brinde...
ao meu irm�o mais velho George.
O homem mais rico da cidade!
Harry,
Lembre-se que ningu�m � um fracasso se tem amigos.
Obrigado pelas asas, Clarence.
O que � isso?
� um presente de Natal de um amigo muito querido.
Olhe, Pap�.
A professora diz que sempre que um sino toca,
um anjo recebe as suas asas.
� verdade. Est� certo.
For�a, Clarence.
FIM
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