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Original subtitles

O que foi, James?

Entra.

- Morto? - Mortinho da silva.

Isso é um sinal?

- É um jornal. - Sim, mas o jornal é um sinal?

É para manter a boca fechada. Aprendi isso na tropa.

Fizeste isto?

Sim, parecia ser a melhor solução.

- Temos de nos livrar dele. - Temos?

- Que pergunta é essa? - Não compreendo.

- Menina Sophie? Está aí? - Pronto.

Ouvi a sua voz aí dentro.

Que barulho todo é esse?

Menina Sophie, agora vou entrar.

- O que estão a fazer? - Eu ia perguntar o mesmo.

Ouvi a sua voz e quis despedir-me.

Onde está o Winterbottom?

Porquê?

- É o quarto dele, pensei... - Enganou-se.

Estou a ver. Bem, tenho de ir.

Cara Menina Sophie, é a hora da despedida.

Enganou-se outra vez. Ainda não é a hora da despedida.

- Não é? Porquê? - Não.

Ainda não é a hora.

O Winterbottom?

Ele saiu.

Estou a ver. É por isso que ainda não é a hora de me despedir.

É tão astuto.

E o tapete?

- O que tem? - É o que eu perguntei.

Ele partiu de repente.

Aparentemente, o Sr. Winterbottom estava indisposto.

E?

Estava indisposto e teve de ser rápido.

Não, quer dizer... No tapete?

- Cão imundo. - Vemo-nos na sala de jantar.

E a mala?

Como disse, ele tinha pressa.

- Ele disse adeus? - Não. Como eu disse, ele tinha pressa.

Se não se despediu, como sabe que tinha pressa?

Almirante, está dispensado. Sala de jantar às 10 horas.

Entendido.

- Sophie, agora podes dizer-me... - Sr. Pommeroy!

Já se vai embora?

Oui.

Menina Sophie, vou para casa sem o meu coração e sem o meu cão.

Não. Ainda pode ganhar o meu coração.

Como assim?

Sim, eu explico tudo durante o pequeno-almoço.

Deixe-me só levar o tapete...

O que faz com este tapete?

- Estou a levá-lo pela casa. - Estou a ver. Porquê?

- É uma tradição inglesa. - Pardon?

Uma vez por ano, a senhora da casa e os criados transportam um tapete pela casa.

- Sim. - Estou a ver.

- Mas porquê? - Porque é tradição.

- Que tradição? - Uma inglesa.

Estou a ver.

Bem, estes ingleses são loucos.

Sim.

Até logo.

Anda.

Ali dentro.

Um, dois, três.

Sophie, podes dizer-me porque é que nós...

- Sir Toby! - Menina Sophie, quero dizer arrivederci.

Não é preciso.

O meu navio para casa parte daqui a umas horas.

Vai partir sem si.

O Sr. Winterbottom foi-se embora.

E se o senhor fizer um esforçozinho, então esta mão...

... em breve será sua.

O que fazia na pocilga?

- Vemo-nos na sala de jantar. - O que fez na pocilga?

Tínhamos um porco doente.

- Sim. - Não.

- Redecorámos a pocilga. - Não.

Estou a ver. Apanhei-vos em flagrante.

Truca-truca?

Truca-truca na pocilga. E com o seu próprio mordomo.

Isso é que é uma grande confusão.

Truca-truca na pocilga com o mordomo, isso é...

E um caso com um porco no curral do mordomo?

- Sir Toby. - Tudo bem. Eu percebo.

Discutiremos tudo com uma grande dose de ovos e bacon.

- E muito ketchup. - Menina Sophie.

A menina sabe como fazer um homem feliz.

"E um caso com um porco?"

Prefiro ter um caso contigo do que com um porco.

"A Menina Sophie sabe como fazer um homem feliz."

Diz-me, porque é que nos livrámos do corpo?

- Não percebo a pergunta. - Porque não chamámos a polícia?

- Porque te teriam prendido. - A mim? Porquê eu?

Eu? Achas que matei o Winterbottom?

- Para de rir, esse truque é meu. - Porque teria feito isso?

Por mim.

E livraste-te do corpo por mim?

Sim.

Obrigado.

Mas não era necessário. Eu não matei o Winterbottom.

- Nem por ti o faria. - Eu digo-te o que fazer.

Tira-o da pocilga, limpa-o e chama a polícia.

- Não fui eu. - Então quem foi?

Informei os cavalheiros de que o Winterbottom saiu da casa.

E é por isso que vou tomar o lugar dele.

"Bem, Menina Sophie, se tiver a gentileza, se não se importar...

Meu Deus, é tão embaraçoso.

Posso pedir-lhe uma explicação para tudo isto?"

O Winterbottom tem razão. Quero dizer, o Sir Toby tem razão.

Tem-nos enganado há demasiado tempo.

Vraiment. Perdoe-me, Menina Sophie, mas tenho de concordar com os meus rivais.

Uma explicação para esta... comment dire ça... confusão seria mesmo charmant.

Já conhecem o poema Se de Rudyard Kipling.

Nunca ouvi falar.

- Passo. - Soa familiar, mas...

O Sr. Winterbottom recitou-o ontem à noite.

Se puder encarar o triunfo e o desastre

E tratar esses dois impostores Da mesma forma

- Isso para mim é grego. - Interessant. Para mim soa-me a inglês.

Não, é uma expressão alemã.

Non. "Se puder encarar o triunfo e o desastre."

- Acho que é grego. - Também ouvi grego.

- Eu disse "grego". - Sim.

"Se encarar o triunfo e o desastre..."

- Eu disse "grego". - Já chega!

Fiz-vos um teste. A todos vós.

Eu queria saber como lidavam com o triunfo e o desastre.

E, cavalheiros, falharam todos. De um modo total e absoluto.

O Sr. Winterbottom ficou doido com alegria com a suposta vitória.

Como assim, "suposta"?

Só o escolhi para vos testar.

O que quer dizer com "doido"?

Bem, pateta.

- Maluco? - Estou a ver, maluco.

Já agora, algum de vós falou com o Sr. Winterbottom?

Desde ontem?

Não.

Non.

Ótimo.

Já chega do Winterbottom.

E também falharam em relação ao suposto desastre.

O que quer dizer com "suposto"?

Era apenas um teste.

O que quer dizer com "falharam"? Acho...

O vosso comportamento não teve grandeza. Nenhuma dignidade.

Alors, o que podemos fazer para nos redimirmos, minha cara senhora?

Para ser sincera, não faço ideia.

Talvez... mais um ... dream date?

O quê? Não o ouço, soldado.

Dream date!

Um dream date? Muito bem, almirante. É a sua vez.

- Porquê o idiota? - Porque eu disse.

Claro.

Os homens entraram na luta de novo.

Enquanto que o Von Schneider procura um bom dream date,

o James regressa à cena do crime, o quarto do Sr. Winterbottom.

Mas que raio...

... é isso?

O Winterbottom estava totalmente obcecado contigo.

Isso significa que causou a minha falência para se aproximar.

O coitado não se lembrou de outra forma.

Está tudo a ficar muito confuso.

Vamos presumir que não o mataste.

E que foste tu, por exemplo.

Eu?

Encontrei isto junto à cama do Winterbottom.

Obrigada.

E tinhas um motivo. E oportunidade.

Não compliques. Já me apanhaste com o gancho para o cabelo.

Caiu-me da cabeça enquanto embrulhávamos o Winterbottom no tapete.

Pronto. Vamos presumir que nenhum de nós o matou.

Então, quem foi?

Há aqui um padrão?

Escolhi o conde, ele foi-se. Escolhi o Winterbottom, ele...

- Por favor, não me escolhas. - E se escolher?

Sophie, trabalhemos juntos para encontrar o assassino e depois o marido certo.

Almirante von Schneider?

Sobrestimando totalmente as suas capacidades de detetive,

a Menina Sophie e o James resolveram procurar o homicida.

O almirante poderá ter estado envolvido na morte do Winterbottom?

Ele certamente tinha um motivo.

E depois a Menina Sophie encontrou sangue na bacia dele.

Menina Sophie.

Preciso de falar consigo.

- Eu também, almirante. - O que faz no meu quarto?

- O que aconteceu à sua mão? - Nada.

Mostre-ma!

A outra.

Um corte. O que aconteceu à sua mão?

Eu...

Eu estava incrivelmente furioso ontem à noite.

Uma fúria que me atingiu em ondas.

As dores de parto devem ser assim.

Primeiro um pouco de fúria, e depois respirar, respirar,

- respirar... - Almirante!

- Peço imensa desculpa. - O que fez?

Esmurrei furiosamente o espelho com o punho.

Sim. E porque é que o espelho não está partido?

Fui ao quarto do Sr. Pommeroy buscar o dele.

- Enquanto ele dormia? - Ele não estava lá.

Estou a ver. E onde estava?

Eu estava triste.

Muito triste.

E, na minha tristeza,

despejei os artigos de toilette do Jean-Louis na sanita.

Algumas horas mais tarde, senti a necessidade urgente

de me aliviar e reparei, para minha grande deceção,

que a sanita já não funcionava por causa dos...

- Artigos de toilette do Jean-Louis. - Et voilà. Foi por isso...

Que foi usar a sanita de um dos outros cavalheiros.

Entrou no quarto do Winterbottom, discutiram...

Non. Fui ao quarto do Sir Toby e arriei o calhau lá.

E o Sir Toby não se importou?

- Ele não estava lá. - Não estava?

- Sim, claro. Tive de fazer uma chamada. - A essa hora?

Diferença horária? Liguei para Nova Iorque para pedir um bilhete de volta.

Reparou nalguma coisa ao voltar para o quarto?

Nada. Se bem que...

Um mau cheiro vinha da minha sanita.

Porquê as perguntas?

Vocês os dois...

Vocês têm-se comportado de forma estranha o dia todo.

Está bem. Podemos contar-lhe.

Aconteceu uma coisa horrível.

O Pommeroy usou a sua sanita.

Ele o quê?

Essa baguete usou a minha sanita...

- Evacuou. - Sim.

Todos os homens andavam pela casa na noite do homicídio.

No entanto, todos tinham uma explicação mais ou menos plausível para isso.

Mais uma razão para a Menina Sophie interrogar o almirante outra vez.

E ele tem, de facto, uma surpresa na manga.

Menina Sophie, tenho de confessar.

Sem mais nem menos?

E eu às voltas a investigar como uma tola.

"Uma tola"?

É uma forma de dizer. A sua confissão?

Sou altamente sensível.

- É uma doença. - O quê?

Lembra-se de eu sugerir um dream date em Schweineberg?

Tendo em conta a sua reação, senti imediatamente

que um dream date na minha cripta familiar não a entusiasmava.

- Pois é altamente sensível. - Sim.

E agora?

- Tenho de confessar outra coisa. - Tem?

Eu...

... tenho falta de imaginação.

A sério?

No que diz respeito a dream dates.

Pode dar-me uma dica?

Não nos conhecemos assim há tanto tempo.

Não.

E... gostaríamos de nos conhecer melhor.

Álcool.

É demasiado masculino?

Não, isso é muito bom.

É muito mau.

Quando bebo demasiado,

só me apetece cantar.

A Sinfonia N.o 9 de Beethoven.

Eu toco a versão instrumental e canto o coro.

Todas as partes.

Alegria, centelha brilhante de divindade

Filha do Elísio

A vossa magia junta de novo

Todos os homens tornam-se irmãos

Onde habitam as vossas gentis asas

Encantador. Obrigada, almirante.

Tenho uma ideia.

Gostaria de me conhecer melhor.

Conhecer os meus segredos mais profundos.

Conhecer o almirante por trás do homem.

Ao contrário.

Quero dizer a frase.

Quero conhecer o homem por trás do almirante.

E irá.

Cogumelos?

Olá.

Enquanto que o almirante parece ter encontrado a sua droga de eleição,

o James volta para a pocilga para se livrar do tapete

que foi usado nessa manhã para dar o Winterbottom de comer aos porcos.

Mas antes de poder tirar a prova da pocilga...

Muito bem, meus amigos, vamos a isso.

O almirante aparece no mesmo sítio.

Azar para o James, sorte para os porcos.

Já que o almirante também veio com comida.

Sim. E um para ti também.

Já é a segunda refeição não prevista do dia.

Que bênção intoxicante para os animais.

E um verdadeiro azar para o James,

que... E acho que já o posso revelar agora.

... vai ter uma tarde bastante infeliz a partir deste momento.

James, onde estás? James?

- O que é isto tudo? - Ordens do almirante.

E isto é para ser o quê?

Ele mencionou uma viagem romântica para dois.

- Podem meter mais duas almofadas? - Sim.

Sabem onde está o James?

- Não. - Não.

Muito bem. James?

Muito bem.

Muito bem.

Obrigado.

Não pode ser.

Não. Na América, quando se caga na sanita de um estranho,

ele enforca-o.

Sr. Toby, já lhe tentei explicar mais de 1000 vezes.

- Andamos em círculos. - Como é que o posso compensar?

Não há nada que possa fazer por mim.

Um dia, será capaz de me compensar.

Então terá notícias minhas.

Estou a ver.

Só para perceber bem,

está a falar de usar a minha sanita ou a falar de outra coisa?

- Cavalheiros, viram o James? - Quem é esse? O mordomo?

Se procura um mordomo, veja no último sítio aonde o mandou ir.

Obrigada.

- Menina Sophie? - Sim?

Está tudo pronto. Decorei o solário.

Foi o almirante?

Mandei decorar.

Tinha de ser perfeito. E romântico.

Vamos, cavalheiros.

- Menina Sophie? - Sim?

- Eles também vêm? - Claro.

- Senão seria injusto. - Seria?

E se eu apenas descubro os seus piores segredos,

crimes e lados mais sombrios?

- Sim. - Mas não os deles.

Tem toda a razão.

Meu Deus, a menina é excecionalmente esperta.

- Obrigada. - De nada.

Obrigada.

Merci.

Skål.

Santé.

Saúde.

- Delicioso. O que é? - Chá verde?

Em que pensam quando digo: "Escagerraque"?

A Grande Guerra.

A costa norueguesa.

A maior batalha naval na história da Marinha alemã.

Eu estive lá.

Tivemos imensas baixas.

Mortes, ferimentos, doenças venéreas.

Podíamos...

Os recrutadores tentam sempre convencer-nos

de que uma Guerra Mundial é uma brincadeira.

Para dizer a verdade, não é.

Depois da Batalha de Escagerraque, fiquei traumatizado.

Trauma de Escagerraque?

- Onde é Escagerraque exatamente? - Abaixo da baía de Bótnia, ali justo.

No busto.

Pode deixá-lo contar a história?

Ficou traumatizado?

Estava sempre a chorar. Foi totalmente repugnante.

Mas depois conheci um xamã.

Ele deu-me um remédio. E depois de o tomar...

... parei logo de chorar.

Tinha uma visão clara da minha alma.

E deve ter sido a melhor altura da minha vida.

De certeza que o Sr. Pommeroy e o Sir Toby estão ansiosos por provar o remédio.

Hoje abstenho-me para tomar conta de vós.

Onde está o remédio?

Já o tomaram. O remédio era a bebida.

Então...

- Sirva outra. - Mais é mais.

Um copo basta. Deve pesar menos cinco quilos do que nós homens.

Obrigada, que encantador.

Muito incomum.

Este sabor é muito interessant. O que tem isto?

Amanita muscaria.

Um corpo divino materializado

que nos permite unir-nos ao mundo espiritual.

É um cogumelo venenoso.

Exato. O xamã aprendeu com os seus antepassados siberianos

que estes cogumelos podem expandir a nossa consciência.

Isto é basicamente sumo de cogumelo venenoso?

- Não, é demasiado para um principiante. - Sim.

O xamã descobriu que se dermos os cogumelos a uma rena,

o corpo da rena filtra as toxinas perigosas.

A urina terá apenas as substâncias não tóxicas com o efeito intoxicante.

Urina? Isto é chichi de rena?

- Diga que não é verdade. - Não é.

Não há renas por aqui.

Dei os cogumelos aos porcos.

- Está a dizer que isto é urina de porco? - Não.

Seria demasiado forte à mesma.

Por favor, diga-nos. O que bebemos?

Na altura, o xamã bebeu a urina de rena

e deu-me a beber a urina dele.

- Está a dizer? - O melhor fluxo.

Temperatura corporal.

Vou matá-lo.

Vou matá-lo!

Maravilhoso.

Já está a fazer efeito.

Água.

Almirante von Schneider, quer contar-me um segredo?

- Sim. - A sério?

- Sim. - Sim.

Confesse!

- Nem pensar. - Porque não?

- Porque é segredo. - Não é assim tão mau.

Eu também tenho um.

- Quer contar-me? - Sim! Amo o meu mordomo.

Raios.

Mas que segredo...

Ela ama o mordomo.

Isso correu bem.

Sr. Pommeroy, o que está a fazer?

Faço festas ao Jean-Louis.

Estará a esconder-me um segredo, Sr. Pommeroy?

O que quer dizer com "segredo", mademoiselle?

Algo como estar apaixonada pelo mordomo.

Raios.

Acha que amo o seu mordomo?

Não, o senhor não. Eu amo. Não.

Bolas.

O que faz aqui, mordomo?

- Pergunto-lhe o mesmo. - Vim buscar mais urina.

E parece que também o libertei da sua prisão.

Matei dois coelhos de uma cajadada.

Está indisposto?

Sinto-me bem. Só preciso de mais urina.

A Menina Sophie?

Ela está bem?

- Quer saber se está bem? - Sim.

Sim, ela está bem.

E deve ficar assim.

Eu não a mereço.

Sabe o que acabei de perceber, James?

Não, não sei.

Sou um porco.

- Metaforicamente? - Não, literalmente.

Não sei o que se passa consigo, mas uma coisa é clara,

- não é um porco. - Sim, é exatamente o que sou.

- Um porco. - Do que está a falar?

Eu não amo a Menina Sophie.

Estou a perceber tudo agora.

Para mim, era tudo uma questão de vingança.

Vingança?

Vingança. Já ouviu falar da Guerra Mundial, rapaz?

A Menina Sophie diz que o ama a "sli".

"Sli"?

"Sli"?

"Sli"?

Eu não tinha conhecimento disto.

Mas agora, neste momento, vejo claramente a minha alma.

Eu queria colher a rosa mais bela da Inglaterra

para me vingar da Primeira Guerra Mundial.

E agora, dê-me licença, por favor.

O que aconteceu?

A urina do almirante é muito forte.

Outra pergunta. Quer contar-me o seu segredo, Sir Toby?

- Quem é o Sir Toby? - O senhor é o Sir Toby, Sir Toby.

Muito improvável.

- Não é o Sir Toby, Sir Toby? - Quem se chamaria "Sir Toby Sir Toby"?

Nunca pensei que o trabalho policial seria tão complicado.

Diga à Menina Sophie que desisto da competição.

E o que fará agora?

Vou ficar aqui.

Com a minha espécie.

Talvez durma.

Com sorte, alguém virá dar-nos de comer.

Não sei a frequência com que varrem isto, mas...

Olhe para isto.

Isto parece uma pocilga.

S.T.

Sophie Tewdale.

- Desculpe? - Nada.

Eu...

Talvez durma um pouco.

Dormir um pouco.

Meu Deus, que calor.

Ouvem isso?

É o Jean-Louis. Ele está a chamar-me.

Pierre...

Pierre!

Fala italiano?

Claro que falo.

- É suspeito, tenho de me lembrar disso. - O que tem de se lembrar?

Não sei, esqueci-me.

- Se calhar sou italiano. - É?

- Si. - Muito suspeito. Tenho de me lembrar.

O quê?

Não sei. Esqueci-me.

Pierre...

Pierre...

Acho notável a forma como está a lidar com a perda do seu cão.

Não é? Não me importo que o Jean-Louis tenha desaparecido.

- A sério? - Não, nada mesmo.

Mas de vez em quando fico...

... um pouco... triste.

Mas estou terrivelmente triste o resto do tempo.

Não chore, Sr. Pommeroy.

Não chore.

O Jean-Louis é um herói. Uma inspiração.

- O meu Jean-Louis? - Claro.

Ele pôs o amor acima de tudo.

Acima dos padrões societais.

Tenho de ir.

James?

James!

James!

James.

- Onde estás? James! - Sophie?

- Estás aí. - O que fazes aqui fora?

Tenho tanto calor.

Calor.

- Encontraste o almirante? - Sim.

- Encontrei-o. - E eu encontrei-te a ti.

Sim, encontraste.

Onde está a Menina Sophie?

Isso foi inteligente.

Isso foi inteligente. Foi bom. Mais uma ronda.

Mais uma ronda.

Comecem a música!

James?

Sophie?

- Estás aí. - O que estás a fazer?

Estava à tua procura.

- Porquê? - Porque tinhas desaparecido.

Como assim, "desaparecido"? Dormi uma sesta.

Não importa, volta para a cama.

Ias-me enganando.

Não estou com vontade para piadas.

Porquê? As últimas horas foram maravilhosas.

Maravilhosas? As últimas horas foram um completo horror.

Horror? Agora enlouqueceste?

Eu, louco? Começo a pensar que sou o único que não está louco.

Os momentos mais belos da minha vida.

Dá para ver. Estás na cama e eu faço o trabalho todo.

E para piorar tudo, tresando a porco.

Sai do meu quarto.

- Primeiro, responde a outra pergunta. - Sai já.

Esta é a tua faca de caça?

São as tuas iniciais?

S.T.

Sophie Tewdale.

Tenho de lhe contar uma coisa.

O James é meu irmão?

Bem-vindos à Aldeia da Verdade.

Achas que somos parecidos?

Não!

Pommeroy, morto?

Cara Sophie, és o infortúnio da minha vida.

Legendas: Eduardo Silva

Supervisão Criativa Mariana Vieira

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