Afrikaans
Akan
Albanian
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Ao fim da noite e cansadíssima, a Mna. Sophie regressa à Casa Bournsmouth.
Por um lado, ela está satisfeita com os cinco pretendentes,
por outro, está abalada por ver o James de novo.
Mas ela não sabe que a noite ainda não acabou.
Menina Sophie!
O que aconteceu?
Venha, o Mortimer teve um ataque cardíaco.
Mortimer?
- Mortimer? - Ele colapsou.
Talvez devido à excitação da receção.
Mandei chamar o James.
O James recebeu a minha mensagem nessa noite
e chegou à Casa Bournsmouth na manhã seguinte.
Isso fez com que faltasse ao duelo com o irmão do rei.
Mais tarde na história,
isso terá consequências terríveis.
Dr. Sinclair.
James? Parece o seu pai.
É igualzinho.
- Obrigado, Dr. Sinclair. - Não foi um elogio.
- Como é que ele está? - Bem, é o coração.
Outro ataque cardíaco. A próxima grande excitação matá-lo-á.
No entanto, se ele tiver muito cuidado,
poderá ver as mulheres terem direitos iguais.
Mas quem quereria isso?
As mulheres?
Piadas à parte,
ele pode viver mais algum tempo,
mas também pode morrer de repente.
É crucial ele ter cuidado.
Pai!
James!
Não podes abraçar o teu filho?
Após tantos anos?
- Almirante von Schneider. - Bom dia, Mna. Sophie.
Porque foi a menina a abrir a porta?
- Apeteceu-me. - Sei como é.
Aos sete anos, abri a porta de casa.
Estava lá um carteiro.
Tinha uma encomenda para o vizinho,
mas não estava lá ninguém e veio entregá-la a nós.
Não é de loucos?
- O que faz aqui? - A menina convidou-me.
- Para a sua casa. - Sim.
Para o brunch.
Para um soldado, chegar cinco minutos antes é chegar a horas.
Maravilhoso. O brunch é daqui a duas horas.
Isso...
Peço desculpa.
Vou voltar para o meu carro e esperar.
Mas eu teria calor. Vou esperar junto dele.
- Ou... - Fui ferido por estilhaços na guerra.
Ficar muito tempo de pé custa. Estou a pensar em voz alta.
Talvez alterne entre estar de pé e sentar-me.
Fico um pouco de pé, sento-me um pouco, depois de pé.
Antes disso, posso oferecer-lhe um pequeno-almoço?
- Faria isso? - Faria.
- Com ovos? - Sim.
- E bacon frito? - Sim.
Adoro o cheiro de bacon frito de manhã.
Sim.
- Bem-vindo. - Obrigado.
- Vim porque estou preocupado. - Entendo.
Preocupa-te noutro lado.
E sai antes que a Menina Sophie te veja.
- Não deixarei que te mates. - Estou bem.
Estou na plena posse das faculdades físicas e mentais.
Tens as calças ao contrário.
O brunch...
O brunch é importantíssimo. A Mna. Sophie precisa de um mordomo.
- Eu trato disso. - Nem pensar.
Vais sair daqui já antes que a Menina Sophie...
Eu volto mais tarde.
O que foi, Sophie?
- Queres odiar-me para sempre? - Não.
Não te quero ver. Nunca mais te quero ver, James.
Queríamos estar sempre juntos. Esqueceste-te?
Eu teria vivido contigo na pobreza, negaria os meus pais, desistiria de tudo.
E desapareceste.
Sem despedida, sem carta, nada. Apenas foste.
Ninguém me dizia onde estavas, como estavas, se estavas vivo.
- Não sabes? - O quê?
- Porque me fui embora? - Porque és um cobarde?
- Não, porque somos... - Somos o quê?
O teu pai expulsou-me daqui nessa noite.
Proibiu-me de voltar.
Ameaçou demitir o Mortimer se eu não te deixasse.
O meu pai fez o quê?
Porque aceitaria a minha mãe?
Só queriam o melhor para ti.
Pensei tanto em ti, esperando que estivesses bem.
Como pudeste desaparecer?
- Acabei de explicar... - Mas como foste capaz?
- Eu não conseguiria. - Demorei muitos anos.
Sim.
Acabei por conseguir.
Sim.
Mas agora, trata-se do meu pai.
Vou substituí-lo no brunch.
- Se concordares. - Sim, claro.
Olá, James.
É bom ver-te de novo.
Mna. Sophie, hoje será servida pelo mordomo do rei.
Ótimo. Os pretendentes devem estar a chegar.
- Pretendentes? Quem é que se vai casar? - Eu.
Vive, vive
Durante o tempo que conseguires viver
Durante o tempo que conseguires viver
E ama e ama
Durante o tempo que conseguires amar
Durante o tempo que conseguires amar
Conde Szabos, foi...
... lindo.
A canção é sobre um jovem
que pensa em juntar-se à amada na morte.
A melodia era linda.
Inúmeros homens húngaros suicidaram-se ao ouvir esta canção.
Eu sugeriria...
... que fosse para o seu quarto. E vemo-nos no brunch.
A Prudence leva-o lá.
Já sinto a sua falta, Menina Sophie.
Sei como estás a olhar para mim. Para.
Não estou a perceber.
- Com o teu sorriso irónico à James. - Porque iria sorrir?
Não pode ser por causa do teu "pretendente".
- Que gesto é este? - Aspas no ar.
- O que é isso? - É algo que fazem na corte.
Nunca viste isto antes?
"É algo que fazem na corte."
Bateram à porta?
- Bateu à porta? - Sim, fui eu.
Sr. Winterbottom, é ótimo vê-lo.
- Que bom. - Esperava umas boas-vindas diferentes?
Podia ter mudado de ideias desde ontem.
Conhece quem mude de ideias tão rápido?
A minha mãe.
Na noite em que nasci, ela estava entusiasmadíssima.
Na manhã seguinte, queria vender-me.
- Uma piada. - Claro.
Vamo-nos dar muito bem. Entre.
Um presentezinho para a anfitriã.
Espero que goste de chocolate de menta.
Obrigada.
São só para comer depois das 20 horas, mas como é a menina...
Meu caro Sr. Winterbottom,
antes do brunch, talvez queira...
- Arranjar-me? - Sim.
Que bela ideia.
Este maldito calor.
Eu poderia regar um campo de arroz com a camisola.
Prudence.
Siga-me.
Eu devia levar a minha própria mala.
Para com isso, James. Vais ajudar-me a escolher o "pretendente" certo
ou vais gozar comigo?
Porque é que fizeste as aspas no ar agora?
Pensei que faziam isso na corte.
Bem, então explica-me isso das aspas no ar.
Isso foi um tiro?
Eu...
Menina Sophie.
Sir Toby, de onde veio de repente?
- Céus, assustei-a. - Sim.
- Ainda bem que não estamos nos EUA. - Porquê?
Os meus conterrâneos não gostam de sustos nas suas propriedades.
Se ousar fazê-lo, ainda apanha um tiro na cara.
Desculpe, mas não tive tempo para lhe arranjar uma prenda.
- Não importa. Ainda bem que veio. - Mas...
O que é isto?
Encontrei uma safira atrás da sua orelha.
A pedra é feia comparada com os seus olhos.
Sir Toby,
também se quer arranjar antes do brunch?
Onde raio encontraste tipos como estes?
Na receção do rei. Conheci-os a todos lá.
Sr. Pommeroy!
- Menina Sophie. - Que bom vê-lo.
O que posso dizer?
Uma rosa inglesa é uma rosa inglesa
é uma rosa inglesa.
Desculpe, mas eu e o Jean-Louis estamos um pouco tocados.
- Jean-Louis? - Excusez-moi.
Jean-Louis, apresento-te a Menina Sophie.
Eu e o Jean-Louis adoramos beber nos nossos passeios.
Por falar em beber...
Tomei a liberdade de lhe trazer uma coisinha.
Isto é uma caixa do melhor
champanhe vintage
da nossa família.
Este champanhe já não está disponível.
Não se vende.
Ainda recentemente, o califa dos califas, Amir al-Mu'minin,
ofereceu-me 1 milhão de dólares por garrafa. O que fez o meu pai?
Ele riu-se da oferta até chorar.
Que honra.
Posso?
Mordomo!
Ponha-as no frio.
Há mais.
Um manuscrito encadernado com pele de crocodilo
que inclui poemas sumarentos
do nosso grande poeta François Villon. Posso citar?
Claro.
Desejo tão selvaticamente
A tua boca de morango
Que já magoei os pulmões ao ansiar
Pelo teu
Corpo branco
- Sua mulher - Obrigada, Sr. Pommeroy.
Siga-me. Já chegaram todos.
Todos?
Quatro.
Quatro cavalheiros.
- Sim. - Na verdade, cinco.
- Céus, de onde veio? - Dos Estados Unidos da América.
A terra da liberdade.
Lar dos corajosos.
Convidou cinco cavalheiros para um encontro?
- Com o Jean-Louis, são seis. - Jean-Louis?
O saco de pulgas.
Ouviste o que o homem mau te disse, Jean-Louis?
Non, monsieur. O Jean-Louis nunca viu uma pulga.
Temos os mesmos padrões de higiene.
Ou seja, ambos gostam de se aliviar nos jardins dos outros.
Meu Deus.
Mordomo, retire isso.
Claro, senhor.
Estou aqui para isso.
Pronto, vamos ao que interessa.
O que fazem aqui estes senhores
e porque não estamos a sós, Mna. Sophie?
E porque não há ketchup na mesa?
Tirando o ketchup, concordo com as perguntas do cavalheiro.
- O que é ketchup? - Um molho grosseiro para gente grosseira.
- Tipo Lecsó. - O que é Lecsó?
Cavalheiros.
Primeiro, quero agradecer-vos a todos por aceitarem o meu convite.
Quero convidá-los
a competirem pelo meu coração.
Uma competição?
- Sem um encontro? - Não pode ser a sério.
- O vencedor ganha a minha mão. - Como assim?
Pode dar-lhe a mão?
Ou o vencedor fica com a mão?
Quer dizer, não é isso, mas no sentido de...
- Segurá-la? - Caluda, Schneider.
- Von Schneider. - Tanto faz.
Minha cara Menina Sophie, não quero queixar-me
ou estragar o ambiente,
mesmo que já pareça um pouco estragado.
Bem, para ser sincero, sinto-me um pouco...
- Gozado. - Enganado.
- Emasculado. - Assoberbado.
Deprimido.
Bem, já estou farto desta loucura.
Mordomo, ponha o resto do champanhe no meu sidecar.
Mna. Sophie, vou-me embora.
Sim. Eu... Quer dizer... Adeus.
Não se brinca com o amor.
Parece que foi decidido.
EUA!
Dá-me licença durante um minuto?
Garante que ele não foge também.
Eu apanho os outros.
- E o ketchup? - Não temos ketchup.
Foi o que pensei.
Há três garrafas no meu quarto.
Adoro poupar.
Agora até me poupei ao ato de tocar à campainha.
- Que engraçado. O que deseja agora? - Um muito bom dia para si.
Por favor, não é pessoal, mas tem de sair já da propriedade.
Desculpe?
Na minha última visita, como é requerido pela lei,
disse que íamos tomar posse da casa.
- Hoje, vamos tomar posse dela. - Quer expulsar-me?
Não, os polícias farão isso.
- Tenho convidados lá dentro. - E virão para fora.
- Sr... - Thinwhistle. Arthur Thinwhistle.
Que belo nome.
- Eu chamaria Arthur a um filho. - E eu Thinwhistle.
Que encantador.
Sr. Thinwhistle, haverá outra forma de resolver isto?
- Claro. - A sério?
Pague o dinheiro que nos deve já
- e vou-me embora num instante. - Num instante?
- Tem o dinheiro? - Não.
Então, infelizmente, não tenho escolha.
Não, por favor. Eu arranjo-lhe o dinheiro. Em breve.
Lembra-me a minha terceira mulher.
- Ai sim? - Sim, também tomei posse da casa dela.
E? Ela aproveitou?
"Aproveitou."
"Aproveitou."
Contudo, infelizmente sou forçado
a tomar posse da casa imediatamente.
Menina Sophie, não me sinto bem.
Que nojento.
- O que tem ele? - James!
Acho que tenho a peste pneumónica...
Céus, tens isso?
É altamente contagiosa e mortal.
Afaste-se!
Fique longe!
Mordomo, entra!
Como é que fizeste isso?
Ketchup.
Ketchup?
Sim. Na verdade, é delicioso.
Obrigada.
Tens dívidas?
Sim.
- Daí quereres casar? - Sim.
Eles vão voltar.
Mais uma razão para escolher um marido rapidamente.
Se calhar devias apanhar um dos teus "pretendentes" primeiro.
Senão, será mesmo: "EUA."
Conde Szabos.
Conde Szabos!
Por favor, espere!
- Dê-me um minuto. - Eu contar.
Estou a contar.
Caro conde, o senhor tem a melhor hipótese.
Ótimo, ainda com a mala.
Por favor, caro almirante, ouça-me.
Tem razão, Mna. Sophie, sou um almirante.
Um almirante da Marinha alemã.
A minha família descende de Guilherme, o Carniceiro.
E não vou entrar numa competição pelo amor.
Como assim, "competição"?
Se não for desmiolado, ganha de certeza.
Isso não serve para mim.
Sou muitas vezes desmiolado.
- Foi o que o imperador nos disse. - O quê?
Venceríamos a guerra se não fôssemos desmiolados.
Tenha mais confiança em si próprio, almirante.
O mundo cinzento não produz mais alegria
Tive o melhor verão aqui
E também não tiveste sorte nenhuma
Decorou o poema de Villon?
Na verdade, é do Paul Zech.
É uma mulher incrível, Menina Sophie.
Menina Sophie, por nenhuma outra pessoa
eu tiraria as minhas ceroulas da mala
logo após as ter metido lá.
Obrigada, almirante.
- Mais uma coisa, Menina Sophie. - Sim.
Se a decisão já está praticamente tomada...
Já está.
Então, onde está o drama nesta situação?
Tudo tem de ser tão dramático, meu caro conde?
E a diversão, o bem-estar, a comédia?
- Não há comédia sem drama, Menina Sophie. - Tem razão, meu caro conde.
Para ser sincera, as coisas podem acabar mal para si aqui.
Se me puder jurar
que a minha vitória nesta competição é praticamente certa,
então digo: "Sim."
Eu aceito este desafio.
É corajoso, Sr. Winterbottom. Como deveria ser.
Bem, ninguém resiste aos encantos da Mna. Sophie.
Pelo menos nenhum dos cinco cavalheiros.
E assim começa a competição pela mão e o coração da Menina Sophie.
Numa ponte. Não é coincidência, pois a Mna. Sophie quer começar com um desafio.
Esperem. Pardon, mademoiselle, mas porque temos de saltar?
Porque é muito divertido.
Nunca me teria ocorrido
que saltar de uma ponte podia ser divertido.
Na infância, saltávamos várias vezes por dia.
Alguns de nós.
Especialmente um.
Mas ele fazia-o na primavera, após o gelo derreter. Quem se atreve?
Lá vou eu!
Muito bem!
Quem é a seguir?
- Almirante! Que louvável. - O quê?
Desculpe? Quem? Eu?
Então, Schneider? Borrado de medo?
- Von Schneider. - Claro, von Schneider.
O Von Schneider borrou as calças.
Quem poderia ser?
Não, não vou.
- Porque não? - Não gosto muito de água.
Um almirante com medo da água.
Como cowboys com medo de tetas de vaca.
- Medo de tetas? Isso existe? - Não entre cowboys.
Trouxe o champanhe?
Claro, não percebo a pergunta. Porquê?
Já tem coragem líquida que baste, Sr. Pommeroy.
Nem por isso.
Não salto.
- O quê? Não salta, sem mais nem menos? - Exato.
Porque está a borrar as calças, não é?
Sim, tenho medo de saltar desta ponte.
Mas...
... tenho a coragem de viver com o medo
e não ser intimidado pela toxicidade masculina deste grupo.
- Isso é corajoso. - Et voilà.
- Não percebo. - Não me surpreende.
- Sr. Winterbottom, e o senhor? - Não tenho um fato de banho.
Eu também não tinha.
Comparado com este macaco do Novo Mundo,
eu teria vergonha de andar de cuecas perante alguém como a menina.
Ele tem razão nisso.
Aprecio quando os homens mostram o que sentem.
Obrigado, Mna. Sophie.
Estou enganado, ou estamo-nos a aproximar do gradeamento?
Todos os sentimentos têm de ser respeitados e têm o direito
de existir.
Exceto o sentimento do embaraço, que não ajuda ninguém.
Se esse sentimento, o grande sentimento que me guiou toda a vida,
for completamente inútil, então...
- Então eu ficaria embaraçado. - Sim.
Sabe que mais, Mna. Sophie?
Às vezes não sei se fico embaraçado com isto tudo
ou se o meu pai é que ficaria.
Ou o meu avô.
Ou os ingleses em geral.
Descubra.
Então, comedor de rãs?
É americano, por isso não sabe,
mas nós franceses é que comemos rãs.
- Mas os boches são os ingleses? - Não, isso são os alemães.
- Os ingleses são os macacos da ilha. - Ilha.
Macacos da ilha.
Que impressionante.
Agora pode saltar.
Saltar? Sim.
Claro.
Sim!
Bravo!
Bem, devo ser o primeiro húngaro
a saltar de uma ponte sem pesos nas pernas.
Aceite isto como uma prova do meu amor, Menina Sophie.
Os húngaros sabem nadar?
Bem, é óbvio que sabem mergulhar.
Szabos!
Et voilà!
Menina Sophie.
Obrigada.
Cavalheiros, antes de vos entrevistar individualmente,
quero informar-vos dos resultados do primeiro desafio.
Sr...
Boa escolha.
... Pommeroy.
Primeiro, teve a coragem de revelar o seu medo.
Depois teve a coragem de superar o medo para ajudar o seu adversário.
É por isso que venceu o desafio.
Vergonha!
Menina Sophie.
Isso não vai determinar o resultado final.
Bravo, Menina Sophie.
Sr. Pommeroy.
Sim, um brinde para si.
Enchantée.
Darleen.
- O que se passa? - Há dois homens que querem falar consigo.
- É o mordomo? - Que raio de pergunta é essa?
Claro que sou o mordomo.
- Tem de vir connosco. - O quê? Aonde?
Vista-se. Não pode ir ao duelo de roupa interior.
Duelo? Que duelo?
O que significa isso? Não sei de...
... nenhum duelo. Digam-me já o que...
Mortimer!
Mortimer? Pensei que se chamava James.
Coitado do Mortimer. Mais uma vez, o seu coração foi posto à prova.
Ninguém sabe e ninguém o pode ajudar,
já que a Menina Sophie e o James estão ocupados com os pretendentes.
Nas entrevistas, os cavalheiros estão a revelar o seu lado emotivo.
Nunca vi a morte tão perto.
Não, não sei nadar,
mas sei amar.
E eu faria tudo pelo amor.
Notável.
Isto aqui é encantador, não é?
Jean-Louis!
Sim!
Muito bem!
Que belo cão.
Está bem, almirante?
Acho que a carne de porco picada não tem cebola.
Poderia viver aqui na Inglaterra?
- Achei que podíamos viver na Hungria... - Não falo húngaro.
E dizem que é impossível de aprender.
Nunca gostei muito de piqueniques.
As coisas que se fazem pelo amor.
Que grande palavra.
A Alemanha é uma nação de poetas e pensadores.
Temos as maiores palavras de todas.
Mas nem essas lhe fazem justiça, Menina Sophie.
É mesmo sedutor.
A Menina Sophie é o completo oposto de mim, da forma mais maravilhosa.
Impressionante.
Ele não costuma apanhar.
- Acho que o Jean-Louis gosta de si. - E eu gosto dele.
Disse-lhe que a menina faz-me lembrar a minha mãe?
- Vou aceitá-lo como um elogio. - Sim.
O maior elogio que um oficial alemão pode fazer a uma mulher.
Passar tempo consigo é como férias para a minha alma húngara.
Então, não há nenhum obstáculo para uma relação entre nós, suponho.
- Sophie, onde... - Eu conheço-te, não conheço?
Sim, conheces.
- E as entrevistas individuais? - Já as acabei.
- E tomaste uma decisão? - Não, mas tenho um favorito.
Queres dizer-me quem?
Preciso de certeza.
Esta noite anuncio a minha escolha a ti e aos cavalheiros.
- Porquê a pressa? - Nenhuma razão.
Faz como entenderes.
Já faço isso.
Para!
Isso é o comportamento de um mordomo real?
Sim, para se defender de uma senhora da pequena nobreza.
"Pequena"?
Sim, pequena.
Já chega.
Cavalheiros, posso fazer-vos uma pergunta?
Não repararam nalguma coisa estranha nisto?
A carne picada não tinha cebola.
A Menina Sophie convidou-nos e quer mesmo casar-se com um de nós.
- Então? - Então nada.
Olhem para nós e depois pensem um momento na...
... Menina Sophie.
O nosso amigo inglês duvida
que um de nós mereça casar-se com a Mna. Sophie.
- Qualquer mulher adoraria casar comigo. - Eu também.
Quer dizer... qualquer uma casaria comigo.
Devo ser o único que não acredita na sua sorte.
Uma mulher como a Menina Sophie...
Menina Sophie!
- Eu estava a falar de si. - Falava de carne picada.
Sobre mim ou sobre a carne picada do almirante?
- O conde? - Ele já foi para a casa.
Então, vamos também.
Só mais uma coisa.
Eu decidi mais cedo do que esperava.
Vou contar-vos a decisão esta noite.
- Jogar... - Sim.
- Eu não... - Ele também vem...
- Isso é impressionante. - Sim.
Está tudo bem.
Divirtam-se.
Vá lá, diz-me, quem é o teu favorito?
- Primeiro, quem é que tu escolherias? - Que "pretendente"?
Mas o que é isto das "aspas no ar"?
Usam-se quando dizemos coisas sem ser a sério.
E como eu acho que os teus "pretendentes" não são "pretendentes"...
Já percebi. Quem é que escolherias?
A ter de ser, o conde.
Porquê?
- Ele é tão bem-parecido. - Isso é muito fútil.
Acho que percebo a psicologia por trás disso.
Especialmente porque és "tão bem-parecido".
Ótimo.
E tu? Qual é o teu favorito?
O conde também.
Sim, é muito bem-parecido.
Mas tenho outra razão para o escolher.
Acho que ele é o único que ficaria feliz se eu o fizesse infeliz.
Porque é que o farias infeliz?
Hoje se calhar foi demais para uma mulher comum da pequena nobreza.
Eu nunca disse "comum".
Muito bem.
Então o brunch e o meu trabalho
- acabaram? - Sim.
Estás dispensado.
Podes voltar ao serviço do rei.
Boa sorte.
Para ti também.
Vou buscar as minhas coisas e despedir-me do pai.
Vou garantir que nada o incomoda,
- e se algo... - Eu não estarei longe.
Adeus, James.
Adeus, Sophie.
James.
É o James?
Pai.
O que aconteceu?
Temos de o levar para o palácio do rei.
Ordens do irmão de Sua Majestade.
Como estás?
Houve um mal-entendido.
Tentámos levar o seu pai connosco e ele colapsou.
Podem sair do quarto, por favor?
Saiam já!
Estão atrás de ti.
Eu sei.
Não te preocupes.
Um duelo com o irmão do rei?
Um mordomo não faz isso.
Por um momento, pensei que temias pela minha vida.
E temo.
Como podes tomar conta da Menina Sophie se morreres?
Tomar conta dela?
Tens de me prometer que tomas conta dela.
Como o mordomo dela.
Queres que seja o mordomo da minha irmã?
James.
Ela não é tua irmã.
Sim?
Menina Sophie.
O conde foi-se embora.
Ele deixou-lhe esta carta.
Obrigada.
A Menina Sophie procura um homem, mas não sou eu.
Continua à procura no escuro, Menina Sophie.
Mas, em breve, a luz irromperá.
Eu sei quem é o seu homem, Menina Sophie,
mas não lhe digo.
A Menina Sophie não é minha irmã?
É mentira?
Ele inventou tudo?
Porque é que deixaste?
Era a coisa certa a fazer.
- És melhor mordomo do que juiz. - Desculpa, filho.
Mas fica descansado que eu...
Eu adoro-te.
Vou partir agora.
Pai...
Toma conta dela.
Promete-me.
Toma conta dela como seu mordomo.
Para sempre.
- Menina Sophie? - Sim?
- O conde mudou de ideias? - Não, é o Mortimer.
Meu Deus, James.
Morreu a pensar em ti.
Pediu-me para ser teu mordomo.
Para tomar conta de ti e pôr a tua felicidade à frente da minha.
Quis que eu prometesse.
E prometeste-lhe?
Já chega, o senhor vem connosco.
O duelo será amanhã de manhã bem cedo.
James?
James!
- Porque é que nos livrámos do corpo? - Não percebo.
Menina Sophie, perdoe-me por ir direto ao assunto,
- mas não nos deve... - Uma decisão?
Seis, sete, oito,
nove, dez.
Legendas: Eduardo Silva
Supervisão Criativa Mariana Vieira
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.