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Vamos! Venha, Gugu!
Espere. Estou terminando meu desenho.
Vamos, Gulliver. Seu pai vai se casar.
Mas isso n�o � novidade.
Vamos, vamos embora.
Subpack e sincronia by DanDee
Estamos reunidos para celebrar a uni�o de Sophie Baston...
-Bersson! -de Sophie Bersson e Hugo Lubrixi.
-Lubienski. -Lubienski...
Lubienski, com suas fam�lias, seus amigos e seus filhos.
Sophie, Hugo, o baby boom para o qual voc�s contribuem
permite � Fran�a estar na vanguarda das taxas de fecundidade da Europa,
com a m�dia de dois filhos por mulher.
Na primeira vez que me pediram para fazer isso, acreditei.
Agora, n�o consigo nem fingir.
Ser� que s�o francamente idiotas, ou � uma brincadeira estranha?
A metade daqueles que se casam divorcia-se em tr�s anos.
Um quarto deles, nos dez anos seguintes.
At� o div�rcio, j� tiveram pelo menos um ou dois filhos.
A maioria volta a se casar um ano depois
e volta a ter um filho para concretizar essa uni�o.
Que acaba em div�rcio em cinco anos.
Eu me chamo Bastien. E a noiva � Sophie, minha m�e.
Ela teve tr�s maridos. Meu pai � Philippe.
-Voc� est� divina! -O sujeito legal e popular.
Depois, ela se casou com Claude. Eles tiveram minha irm�, Clara.
Depois, ela conheceu Hugo. E bim! Meu irm�ozinho, Gulliver.
Antes de mim, Philippe teve Oscar, com Madeleine, a ruiva.
Meninas, tudo bem?
L�opoldine e Juliette, minhas primas. Filhas de Agn�s.
Agn�s � a irm� mais nova de mam�e. Ela teve L�opoldine com Paul...
e Juliette... perdeu o pai.
Parece que a velha � minha av�, Marie Aurore.
N�s s� a vemos quando h� bebida.
E, at� mesmo Hugo, ele j� tem um primeiro filho de Babette, Eliott.
Uma fam�lia numerosa parece coisa reacion�ria,
mas, numerosa e reorganizada, isso � novo e descontra�do.
-Bastien! -Bem, vou resumir.
Philippe e Madeleine, Oscar. Philippe e Sophie, eu.
Sophie e Claude, Clara. Sophie e Hugo, Gulliver.
Hugo e Babette, Eliott. Agn�s e Paul, L�opoldine.
Agn�s e o pai de Juliette, Juliette.
Resultado: Tenho seis meios-irm�os e meias-irm�s,
quatro pais, quatro m�es, tr�s quartos
para dividir nos fins de semana,
nas semanas pares e nos meses em Breux.
-Xis! -Xis!
Encontrou todos? Ora! Eu, tamb�m n�o.
-Viva a noiva! -Viva a noiva!
Tudo isso para dizer que, antes de entender o que � felicidade,
eu j� tinha descoberto
QUE FAM�LIA � ESTA? -que ela nunca dura.
-Est� me gozando? -Espere a�! Veja como voc� reage!
Reajo assim exatamente porque voc� n�o me diz nada!
J� pedi desculpas, merda!
Desculpe, mas j� pensou na organiza��o familiar?
N�o, senhor. � justo.
Se eu aceitar o emprego em Londres, a� ser� legal.
� muita insol�ncia! Com seu trabalho, est� sempre no fim do mundo!
N�o vou me instalar no fim do mundo.
Londres fica a duas horas de trem. Duas!
Est� bem. E como fa�o? Levo Gulliver embaixo do bra�o?
Deixo os outros aqui, � isso? E fico no vaiv�m, sem parar?
Servir-se das crian�as � pat�tico. E tudo porque n�o se organiza.
As mulheres atualmente se organizam!
�, penso em minha carreira. Claro que penso em minha carreira.
E sua ex! A pentelha de Babette!
Que me liga oito vezes por dia, para saber se o filho est� bem.
Vamos encontrar os outros. Vai ficar tudo bem.
Bastien, feche a porta, por favor. J� tive minha dose desta vez.
�. Eles s�o chatos demais!
-� s�rio? -Pouco me importa.
O que aconteceu?
Hugo tem projetos de assumir um grande restaurante em Londres.
-Aceitou sem avisar mam�e. -Londres?
-� uma oportunidade �nica, sabe? -"� uma oportunidade �nica, sabe?"
Por que voc� precisa falar de minha m�e sem parar?
Quer ver a mam�e?
Na verdade, n�o. Quando vamos nos rever?
No pr�ximo fim de semana. Voc� tem dois dias de guarda.
No pr�ximo fim de semana, n�o posso. Seu pai receber� um pr�mio!
-Legal! Vai me levar? -Prometi a Laure que iria com ela.
Da pr�xima vez, levarei voc�. Prometo. Est� bem?
-N�o estamos ouvindo Hugo e mam�e. -Bem, j� se acalmaram.
N�o. S�o como crian�as. Devem estar fazendo alguma besteira.
-Voc� entende, n�o �? -V�! V�! Fora!
Volte para a casa de sua m�e. N�o d�. Ela j� morreu.
-Oi. -Oi.
Eliott, Gulliver.
Bem, esta noite, papai n�o vai dormir em casa.
Depois, vou para Londres e voltarei daqui a uma semana.
Bem.
-Tchau, chuchu. -Tchau, Hugo.
Eliott, vai para a casa de sua m�e, amanh�?
-N�o se esque�a do envelope para ela. -Sim, Hugo. Tudo bem.
-Bem, tchau, crian�as. -Tchau, papai.
-N�o! Um fitty bag! -Tchau.
Quer que eu diga?
-Hugo? Ele foi embora? -Sim. O que est� acontecendo?
-Eu o mandei embora. -Ent�o, est� tudo bem.
De repente, acabou tudo com Hugo?
N�o, de jeito nenhum. N�s brigamos, s� isso.
Digamos que resolvemos dar um tempo.
Isso acontece com as pessoas que est�o muito apaixonadas.
-Certamente. -V� com ele, ent�o.
E como fa�o com voc�s? N�o posso deix�-los.
-Vamos para a casa de papai. -Como?
Verdade? Seria fant�stico.
Obrigada. Vou avisar os pequenos. Tem certeza?
N�o fa�a essa cara. Tudo bem.
Voc�s se cuidem.
-Sejam bonzinhos com ele. - T� bom, chega.
-Est� bem? -Tente matar o malvado!
-Est� bem? -Voc� est� �tima. V�. Run, baby, run!
V�!
Voc� � um chato!
Vamos, an�ezinhos, peguem suas coisas. Vamos mudar.
-De novo? -Nunca vamos acabar o jogo no PS!
Estou farta de n�o saber onde vou dormir.
S� tenho um par de t�nis. Assim n�o d�.
Parem de reclamar.
Vamos agitar.
Andem logo, crian�as.
Gulli e Clara,
n�o esque�am o casaco. Clara, pegue as coisas para a piscina.
N�o tenho. Deixei na casa do papai.
Andando, andando, andando!
N�o fa�am isso! Sou eu que arrumo.
Vejam a bagun�a por todo lado! N�o � poss�vel!
-Ou�am! -N�o toquem nos aparelhos!
N�o, n�o, n�o!
Oscar? O que faz aqui?
Estou revisando filosofia. S�crates, Plat�o.
N�o deveria estar com sua m�e?
Sim, mas ela fez neg�cio no Airbnb. H� tr�s australianos no meu quarto.
Desliguem a m�sica! N�o estou ouvindo nada.
Ela n�o entende. Semana par, fico l�, semana �mpar, n�o fico.
Tudo bem, daremos um jeito.
Fiquei esperando uma hora! Eu liguei! Nem um telefonema, nada!
Calma, Laure. Estou com as crian�as. Desculpe.
Quem �...
-N�o. Espere. -Voc� n�o est� nada entediado!
� a namorada de Oscar. Eu nem a conhe�o!
-� pat�tico, meu pobre Philippe! -Como assim?
Mas isso � uma chatice!
Com mam�e e Hugo? Sabe muito bem o que vai acontecer.
V�o se separar, fazer um acordo, se separar,
resolver fazer um esfor�o, se separar,
depois, se separar de novo. E, enfim, se divorciar.
-Bem, visto assim, �. -� o que estou dizendo.
Temos de fazer alguma coisa por Gulliver.
-�, mas o qu�? -Deve haver algum jeito.
Claro, Einstein. Se h� um jeito, por que n�o descobriu,
quando isso aconteceu conosco?
Oi. H� algu�m sentado aqui?
Sou Alice. Sou nova, acabo de chegar.
Div�rcio?
-Sim. -Bem-vinda ao clube.
Bem, mas posso me sentar?
Seria melhor que n�o. Primeiro div�rcio?
-Sim. -Ent�o, vou explicar. Se sentar a�,
h� grande chance de nossa situa��o comum provocar uma aproxima��o.
Resumindo. Vamos nos apaixonar. E vamos ver o mundo cor-de-rosa,
passear de m�os dadas nos parques... E rapidamente a rotina se instala.
Vamos come�ar a brigar por waflle com a��car ou com chocolate.
Antes de nos repreendermos por ser exatamente isso ou aquilo,
-estaremos apaixonados um pelo outro. - O que?
Acredite, um casal � um tiro n��gua. S� d� certo nos filmes.
Posso me sentar aqui, Bastien?
Oi, tartarugas.
Parece que ficaram com Philippe, ontem? Ficamos na casa da velha.
�. Fizemos yoga bikram no banheiro. N�o sinto mais as pernas.
� igual � yoga, mas na sauna. A �gua quente fica correndo.
-Nem peixe aguenta. Cozinha! -Sua av� � maluca.
-Tamb�m � sua av�. -N�o, n�o, n�o.
Basta olhar para voc�s que sei que sou uma crian�a que acharam.
Que acharam no lixo.
N�o comecem a brigar. Parece em casa.
-Qual? -� t�o ruim?
Estou citando. "Vamos dar um tempo".
-T�pico da Fase 1. -J� vou. Vou chegar atrasado.
Mas os professores s�o dif�ceis, tamb�m.
Toda hora, temos de circular pela escola toda.
N�o poder�amos ter nossa sala, para que eles tivessem que vir?
Meu Deus!
V� PARA O TELHADO
Vamos mudar o sentido de rota��o da Terra.
O que n�o podemos fazer na escola, vamos fazer em casa.
Um apartamento com todos n�s.
Todos os filhos. N�o cruzaremos mais Paris, tr�s vezes por semana.
Ser�o os pais que far�o o rod�zio e que ter�o de assumir, um pouco.
N�o sei quanto a voc�s, mas cansei de levar a casa nas costas.
� a vez de eles serem as tartarugas.
-Eles nunca v�o querer! -N�o vamos pedir a permiss�o deles.
Onde achar� um lugar grande o bastante para todos?
Sabe onde seu pai guarda a chave do apartamento de sua av�?
-Qual? -A que morreu.
-Sim, sim. -Como � esse apartamento?
N�o � um apartamento. � um museu.
Fica a dez minutos da escola e a vinte, do colegial.
Tem no m�nimo sete quartos, um distribuidor de sorvete na geladeira
-e at� uma jacuzzi. -Uma jacuzzi?
-�, uma jacuzzi. -� um pal�cio.
Vou tentar usar meu c�rebro. Tudo bem?
Imaginemos que entremos no apartamento
sem que notem, o que j� �...
Quanto tempo at� os pais perceberem que sumimos?
A� est� a parte mais bonita. Vamos lutar com as armas deles.
Basta fazer acreditarem que estamos na casa dos outros.
-N�o. -Voc� diz cada coisa.
Temos de enrolar os pais para ficarmos
sozinhos o maior tempo poss�vel.
E v�o ser for�ados a admitir que d� certo.
Isso! Ele tem toda raz�o!
-Voc� � um g�nio. -� um doente mental.
N�o posso. Tenho de entregar pizzas, depois, fumo com Virginie.
-E depois? -Depois...
depende de ela mostrar gratid�o.
-Pare. � s�rio. -Voc� � lesado!
-Oscar, � importante! -Sinceramente, n�o posso.
Mas n�o se preocupe. Eu cubro voc�s. Juro.
Bem, precisamos nos organizar.
Quem tem de dormir onde, este fim de semana?
� simples. Veja. Gulliver, com Aurore, Clara, com Claude...
N�o desligue, mam�e. Tenho outra chamada.
-Al�, papai? -Bastien! O que queria?
Vou dormir na casa de Agn�s, quinta.
Tudo bem. Mam�e acha que ficaremos na casa de Philippe.
E Philippe est� convencido que estaremos com mam�e.
Ainda temos um grande problema. Mam�e tem de pegar Gulliver na escola
e ficar com ele at� o fim da semana.
Bem, sem a agenda dela, ela nem vai se lembrar. Eu cuido disso.
E se ela se lembrar sozinha?
N�o h� perigo. Ela teria de se lembrar de nossos nomes.
H� dois obst�culos. A hora e a escola. Eles s�o r�gidos.
� bem arriscado, mas tudo bem. Vou buscar Gulliver.
N�o se preocupe. Vamos cobri-lo, Eliott.
-E Oscar? -Oscar � muito chato!
�, mas ele tem cart�o de cr�dito.
Ele estoura o cr�dito. � um Mosa�c M6.
An�o! Voc� tem d�vida. Onde est�o meus 50 euros?
N�o posso pagar 50 euros por semana. � caro.
-Vou jogar voc� na rua! -Deixe-o em paz.
�? O que voc� vai fazer?
Pare! Pare! Est� maluca! Somos amigos.
-Henri, tudo bem? -Ela me matou.
-Desculpe. Machucou muito? -Sim.
Assim, est�o quites.
E, para deixar tudo bem claro entre n�s, n�o gosto de waffle.
Porra! Quem � essa garota? Por que olha para ela assim?
-O qu�? Como estou olhando? -Como um kebab ao molho branco.
Voc� s� diz besteira.
-Sem os pais? -Sem os pais.
E como vamos fazer a comida, lavar a lou�a? E tudo?
Vamos roubar. Vamos roubar comida.
Vamos, amorzinhos! Hora de dormir. N�o est�o jogando! Que bom.
Vamos dormir. Vamos!
Vamos, Gulliver.
O que h�?
-Uma conspira��o? -N�o sei.
Vamos! Apagar a luz!
-Al�? -Srta. Agn�s?
-Sim. -Boa noite, sou Henri. Pode falar?
N�o, n�o. N�o sou respons�vel por televendas.
-Pare de ficar com essa cara! -N�o � isso! Estou chateada. Pare!
Foi minha m�e que lhe deu meu telefone?
Hoje n�o � dia bom para deix�-la zangada.
Sim! � televendas. E, mais ainda, bem direcionada.
Ela n�o consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo.
Ou�a, n�o estou pronta a virar a p�gina.
N�o, n�o quero come�ar um novo cap�tulo.
-Aurore tinha raz�o. -O qu�? Minha m�e tinha raz�o?
Em que est� se metendo? Isso n�o � poss�vel!
Ou�a aqui, L�o. N�o � para rir. Voc� tem 12 anos!
Vou tentar na casa de Philippe, hoje.
Esque�a isso!
Vamos, vamos, levantem!
Vamos, Bastien. Acorde. Depressa, ande logo. Estou atrasada.
Tenho de estar no aeroporto... daqui a 25 minutos. Vamos, levante.
N�o! N�o vou perder o voo! Est� brincando? J� sa�.
Depressa! Tem de levar Gulliver para a escola.
E a entrega do material escolar? J� verificou as caixas?
Sim, estou com meu passaporte. Acha que sou... Merda!
Est� aqui, pronto. Sim, claro.
Ele t� pronto. Gulliver est� pronto. Vamos, de p�. Saia da cama.
Ande! Depressa! Diga!
N�o temos mais conservas que vieram do sul do Sud�o?
E por que n�o levamos conosco?
S� tenho m�s ideias. Sim, j� vou, j� vou. Agora mesmo.
Vou ligar para mam�e para ela n�o se esquecer de pegar Gulliver.
N�o se preocupe. Eu cuido de Vov� Aurore.
S�rio? Obrigado, meu principezinho. Ligarei quando chegar ao hotel.
-Sim. -�timo.
-Tchau! -Estou pronto.
Realmente, est� magn�fico, senhora.
Quanto lhe devo?
Deve me deixar dormir na Vov� Aurore,
porque quero ver Gulliver.
� caro pagar isso.
Mas vale.
Esse amigo com quem vai dormir � s�rio? O que os pais dele fazem?
Fazem tr�fico de �rg�os, importa��o e exporta��o.
Mam�e, n�o fa�o ideia do que os pais dele fazem.
Est� bem. Volte � meia-noite.
Certo. Durmo na casa dele, mas voltarei � meia-noite.
Se o que lhe interessa � dormir, pode ir � tarde.
Faz a sesta na casa de seu amigo, depois, volta.
Qual � o interesse de dormir na casa de algu�m? N�o se aproveita nada!
Est� falando s�rio?
Vou para casa de papai em Londres, ent�o.
Voc� prefere que eu tome o trem que passa 100m abaixo do mar,
ou o avi�o, que voa a 10.000m do solo?
Boa noite, na casa de seu amigo.
E n�o se esque�a. Deixe um recado para seu pai.
-Sim, est� bem. Tchau, mam�e. -Cuidado.
-Vou tomar cuidado. -O telefone est� carregado?
-Tenho tudo, mam�e. -Tem o n�mero?
-Sim! -Se cair, ponha a m�o na frente!
-Sim, mam�e, tudo bem. -Pegou seu sandu�che?
N�o me responda, Eliott.
Voc� � um amor. Amo voc�.
Contato.
-Vamos, ande logo. -Desculpe. Posso ajudar?
-N�o, n�o. S� vim buscar meu irm�o. -Pensei que a av� viria busc�-lo.
A av� dele? N�o, n�o.
Saco! Ligue, ligue!
Desculpe. N�o nos conhecemos. Tem autoriza��o de sua av�?
Autoriza��o da vov�... Temos autoriza��o da vov�?
N�o, acho que n�o. Um instante.
-Acho que � ela. Sim. Al�, vov�? -Vamos, passe para ela.
N�o, estou na escola. N�o h� problema.
Pode me deixar falar, por favor? Deixe-me falar. Al�?
-Boa tarde, querida. -Boa tarde, senhora.
Esqueci de avisar que enviaria uma pessoa em meu lugar.
Quero me desculpar por n�o ir pessoalmente,
mas em minha idade deve-se fazer economia.
Sabe, � um pequeno canalha. Mas, quando chega sua hora,
-est� sempre bem mais calmo. -Como?
Entregue-o ao grande imbecil de patins. Ele sabe o que fazer.
Est� bem, ent�o. At� logo.
Est� bem. Podem ir.
-Muito bem. Passe bem, ent�o. -Passe bem.
-At� amanh�, Gulliver. -At�.
-O sequestro de Gulliver. -Sim.
Legal!
Bem, a� est�. A casa da vov�.
Quero fazer xixi.
-Podemos dar meia volta, n�o �? -�. N�o estou achando isso legal.
-Quero muito fazer xixi. -Pense em outra coisa.
-Gulliver? -O qu�?
Vamos! Vamos!
Depressa! Depressa, vamos!
-O c�digo, Eliott! Abra! -Ande logo!
J� sei, j� sei. Tudo bem.
Andem devagar.
PROIBIDA A ENTRADA DE C�ES E CRIAN�AS
Gulliver, venha!
Esperem por mim.
CIRURGIA DOS OLHOS
Boa tarde, senhor.
-Vamos. -Sim.
Calma.
Continuo com vontade de fazer xixi.
� muita vontade, mesmo!
-O que foi? -O que � isso?
� minha av�. Ela sempre causou esse efeito em todo mundo.
Espere. Vou acender a luz. Desculpe.
Talvez ela n�o nos queira no apartamento de sua av�.
Tanto faz! Ela j� morreu!
Bastien!
-O que foi? -As medrosas.
Lindo demais!
Victor, Eliott, Bastien, L�o, Juliette, Clara e Gugu.
-Esta cama � minha! -Esta cama � minha!
-Gostaram? -� uma cama de princesa!
-Eu quero uma grande. -N�o se preocupe.
-Estamos vendo seu pintinho! -Clara! A porta!
Clara, pode vir conversar comigo?
-Quem �? -N�o sei.
-A pol�cia! -J�? Como nos encontraram?
-Vamos acabar na cadeia! -Fique quieta!
-N�o estou vendo nada. -Tudo bem, vamos, abra.
N�o! N�o podemos abrir, se n�o soubermos quem �.
-Quem �? -Abram a porta agora mesmo!
-Oscar! -Mas que cara, a de voc�s!
Oscar, idiota! Que medo nos deu!
Voc�s pediram pizza? Aqui � legal. Fazem sacrif�cios humanos?
Muito engra�ado.
Vai ver. O apartamento � muito bonito.
-E tem at� um piano! -Pizza de qu�?
AS ESTRUTURAS FAMILIARES
Cuidado.
-Cuidado! Cuidado! Cuidado! -N�o, n�o, n�o. Parem.
S�rio, parem com isso. Sem besteira.
N�o temos muito tempo at� nossos pais descobrirem tudo.
Se quisermos que d� certo, temos de ser muito respons�veis.
E pare de fumar, voc�! Cuide um pouco deles.
-Senhor! Sim, senhor! -Senhor! Sim, senhor!
-Senhor! Sim, senhor! -Chato!
Parem! Parem!
-Legal! Isso � bom! -Que merda!
E agora? O que acham?
Bravo! Engra�ado, n�o �? Imbecis.
Bastien? Pode vir aqui? Precisamos de voc�.
Que saco, porra! Estou farto.
O que foi agora? N�o d� para contar com voc�s.
Feliz Natal, maninho.
Voc� � o Papai Noel?
Obrigada, Papai Noel.
-Foi muito legal o que fizemos. -Boa noite, monsenhor.
N�o gosta do seu quarto novo?
E meu carinho para dormir? Mam�e n�o vem?
Voc� logo vai v�-la.
-Posso ficar com voc�s? -Eu fico com voc�.
Conhece a hist�ria do Mindinho?
� a hist�ria de um menininho de sua idade. Ele � igual a voc�.
� o mais novo de uma fam�lia de sete crian�as.
Exatamente como voc�.
-Mas eles se perderam na floresta. -Foram abandonados na floresta.
-Pare. -Ele vai deixando peda�os de p�o.
-Ele � super esperto. -Pedacinhos de p�o, pedacinhos.
Para achar sua casa, porque ele � muito inteligente.
Mas o corvo come os pedacinhos de p�o, todos os pedacinhos de p�o.
-Mas n�o eram pedrinhas? -Tanto faz. Bem, a� ele chega.
Ele acha o caminho. E, como � super inteligente, acha uma casinha...
-Vamos? Quer ir nas minhas costas? -Ent�o, as pizzas n�o estavam boas?
-N�o se esque�a de Clara, � tarde. -Sei. N�o vou esquecer. Obrigada.
-Tenho a cabe�a nas nuvens. -Chato.
Vov� Aurore vem me buscar, � tarde?
N�o. Vov� est� muito ocupada, voc� sabe.
-Que bonito! -Presente de meus netos!
Eles entendem das coisas, mas vendi tudo que me deram no Natal.
Quantos netos tem?
Contando os meios-irm�os e irm�s, tantos an�es quanto Branca de Neve.
N�o sabe quantos tem?
S�o como os homens. N�o sei mais em que p� estou.
Soube de Catherine? Foi encontrada nua, vagando na rua.
Maldito Alzheimer.
Ela n�o esperou o Alzheimer para esquecer de usar calcinha.
Alzheimer. Digo a minha filha que tenho. � muito pr�tico.
Outro dia, ela queria que fosse buscar a filha dela no jud�,
eu disse que tinha me esquecido, completamente.
Nem ficou zangada. S� sentiu compaix�o pela gordinha.
-Que dia � hoje? -Sexta-feira.
Que merda! Esqueci o Soneca na escola.
Vamos, Gulliver. Monte a�.
-Babette � sua m�e? -Sim.
-N�o gosto dela. -Por que n�o gosta dela?
Porque ela � malvada e nunca sorri.
N�o, ela n�o � malvada.
�s vezes, ela fica muito triste, mas isso � normal.
Crian�as!
Tamb�m fiquei triste quando papai foi embora com sua m�e.
Parem! � a Vov� Aurore!
Isso deixa surdo, mesmo. Pare, Dengoso!
Pare!
N�o � poss�vel! Meninos! Esperem!
� Marie Aurore!
Merda!
Pode me servir uma cerveja com colarinho, por favor?
� Atchim! E Dunga! Mestre! Zangado!
Que hist�ria � essa?
Meninos!
Que confus�o � essa?
Cres�a, r�pido!
Clara, corra, o �ltimo a chegar � um adulto!
Vamos, Clara! Corra!
Est� chegando! Vai pegar voc�!
Bem, j� chega. Chega de bolinhas.
-Vai molhar. -Est� bem.
-A �gua n�o est� muito quente? -N�o.
-Ganhei. -�. Deixei voc� ganhar.
Tanto faz! Voc� me empurrou!
Foi o que eu disse. Deixei voc� passar para a empurrar.
Oscar, pare de encher o saco.
-Como voc� � chato. -Chato demais!
-� a velha! -Abra, Zangado, ou derrubo a porta!
-� a velha. -Merda!
-Droga. -O que vamos fazer?
Abra.
Ol�, vov�.
Mas que confus�o � essa?
Que lugar � este?
Acho muito legal!
Bem, se seus pais souberem que sei e n�o fiz nada,
vou ouvir reclama��o at� o fim da minha vida.
N�o � culpa minha se as m�es de voc�s s�o um p� no saco,
como m�rmons em depress�o! N�o fui eu que as criei.
-No seu lugar, eu n�o ligaria. -Como?
N�o sei se Sophie ficaria encantada de saber que esqueceu Gulliver.
-Que ela confiou a voc�. -Durante dois dias seguidos.
Se n�o o tiv�ssemos trazido para c�, quem sabe o que teria acontecido?
-N�o v�o me culpar por isso! -N�o vamos nos aborrecer.
Al�m disso, voc� deixou Gulliver ser levado por um desconhecido.
Desconhecido. N�o � desconhecido. � o filho de...
-Est� vendo? -Como voc� se chama?
Quando contarmos tudo a Sophie...
Direi que tenho Alzheimer. Assim, serei eu a passar por v�tima.
-O que � Alzheimer? -Depois eu explicarei.
Decididamente, voc�s s�o um belo bando de hip�critas!
Por quem ser� que puxamos?
Bem, vou cobrir voc�s. Mas vamos fazer um acordo.
Um acordo?
Eu vou.
� aquele vizinho que d� medo! E est� coberto de espuma!
-Gulliver! -Gulliver!
Bastien, o que vamos fazer?
Algu�m est� a�? Juliette?
O que vamos fazer?
Se eu ajudar, temos um acordo?
Tomem. Batam aqui.
Tchau.
-Aonde voc� vai? -N�o vai dizer nada!
N�o vou dizer nada.
-Tamb�m quero ver. -Primeiro, os pequenos.
-Tem problema com encanamento? -Claro que sim.
Mostre para mim. Venha.
Venha. Mostre-me os problemas. Vamos.
-Deram boa noite a Eliott? -Sim.
-A L�o? -Sim.
-A Bastien, a Oscar? -Sim!
Onde est� a vov�? Faz tempo que ela foi com aquele senhor.
Est�o brincando de m�dico. Coisa de gente mais velha.
Bem, vamos. Amanh�, sua m�e vai voltar.
Vamos ter a��o. Amanh� ser� o grande dia!
-Boa noite. -Bons sonhos.
-Boa noite. -Boa noite.
-Boa noite, Clara. -Boa noite, Gugu.
Muito obrigada. At� logo.
Ol�! Sou eu.
Eu voltei. Clara! Gulliver!
Trouxe coisas para voc�s.
Crian�as! Mam�e!
Al�?
N�o estou achando as crian�as. Mam�e est� a�, por acaso?
Oi, Sophie. N�o. Deixei um recado para ela na quinta.
N�o fala com ela h� dois dias? Vindo de voc�, � de se preocupar.
-Al�? Philippe? -Al�? Agn�s?
Pode me passar as meninas, por favor?
Est� brincando? Est�o com voc�, com Bastien.
Como assim, est�o comigo?
Al�, Agn�s. Como vai? Rigolus, a casamata � esquerda. Atire.
-N�o, n�o � voc�, Agn�s. -Sabe onde ela est�?
Estou testando um jogo novo. Saia, saia. Use a vis�o noturna.
-L�o, sua filha! -L�o? N�o, n�o. N�o est� comigo.
N�o est� com Philippe, este fim de semana?
Pensei que voc� ficaria com Bastien.
N�o...
Hugo! Onde est� meu filho? Onde ele est�?
Eu estou em Londres!
Eu estava no Senegal!
� demais! Foi at� Gor�e?
Estou em reuni�o.
Mam�e, ligue para mim. Ou juro que ter� uma boa raz�o para ficar doente!
Vou tirar sua guarda!
Babette, pare!
N�o me responda! Estou avisando. Se acontecer alguma coisa,
-vai lhe custar uma fortuna. -Sim.
Claude, pense. N�o sabe mesmo onde est� Clara?
N�o estou entendendo nada!
Sim, delegado. Sete crian�as.
Sim, meus filhos. Bem, dois s�o meus, tr�s de minha ex, e um de...
Onde est�o as crian�as?
J�.
-Pronto, cheguei. -A� est�.
N�o � o fim do mundo. � s� a porta ao lado.
Est� brincando. Tomei um trem logo. N�o levou nem tr�s horas.
-Tudo bem. N�o comece. -Oi.
Eu n�o disse nada!
Bem, j� que est�o todos aqui, menos Paul, claro...
Bastien, estamos ouvindo.
Bem, em resumo, n�s nos mudamos tr�s vezes por semana, no m�nimo.
J� temos os deveres, futebol, dan�a, piano, violoncelo
-e n�o temos domic�lio fixo. -E ent�o?
Levamos vida de rob�. N�o aproveitamos ningu�m.
Estamos sempre calculando as semanas pares, as �mpares,
como nos adaptar a como empregam seu tempo.
-Acho que j� entendemos. -Deixe-o falar.
Como voc�s n�o conseguem nos oferecer estabilidade, assumimos a situa��o.
Voc�s s�o os respons�veis por essa situa��o.
Portanto, assumam a consequ�ncia.
A partir de agora, ser�o voc�s, os pais,
que vir�o morar conosco, em rod�zio.
-Claro! -N�o � poss�vel!
-Vamos assim mesmo. -N�o, � chato.
Os doces... Bem.
Precisamos de um pai e de uma m�e, toda noite e no fim de semana.
Tire isso.
Como voc�s n�o dormem sempre juntos, reservamos dois quartos.
E eu durmo com Gulliver.
Para ter o sentimento de fam�lia, devemos viver juntos.
N�o semana sim, semana n�o. Todos os sete, todos os dias.
Como diz L�vi-Strauss, a fam�lia � a c�lula mater da sociedade.
L�vi-Strauss.
Quem foi o cretino que teve uma ideia t�o horr�vel?
Fui eu.
Espere. Amor, se essa ideia absurda foi de seu pai, pode dizer.
-N�o � poss�vel! -Oscar?
Bastien, s�rio, voc� n�o fez isso!
N�o fizemos nada. S� demonstramos que funciona.
Que funcionou. H� a quest�o do tempo verbal.
S� demonstraram que isso funcionou.
Voc� s� demonstrou que � totalmente inconsciente.
Inconsciente e totalmente irrespons�vel, Bastien.
� inconsciente.
�? E acha mais irrespons�vel do que ter um filho com cada homem?
-Bastien! -Bastien!
Tudo bem? Ele n�o fez um erro gramatical?
Eliott, h� um grande problema na rede el�trica.
Poderiam ter posto fogo no apartamento!
Do que est� falando?
Devo estar sonhando! Ele est� preocupado com o im�vel da m�e!
Estou preocupado de achar sete crian�as carbonizadas!
Que suspeitas malucas s�o essas?
Doudou, voc� precisa se acalmar!
-� voc� que est� gritando! -Eu?
Voc� tamb�m � respons�vel aqui. Quem tinha a chave do apartamento?
-Seu filho, n�o �? -De quem est� falando, Sophie?
Tudo bem. Voc� entendeu, Babette.
O c�rebro de tudo � seu filho, n�o �?
N�o?
Mam�e, espere. Resolvemos isso todos juntos.
Eliott, eu o aconselho a n�o me contradizer.
Desculpe.
Sim, n�o a contrarie. Eliott, voc� sequestrou seu irm�o.
-Exatamente! -N�o sequestramos! N�s o salvamos!
-Juliette! -Acho que est�o todos tensos.
Quem cuida de Gulliver? Marie Aurore, que nem sabe o nome dele?
Voc�, em Londres? Mam�e, na �frica?
-Bastien, est� passando dos limites! -Hugo, pode dar licen�a?
-Sim, por favor. -Bastien, est� passando dos limites!
Bem, vamos discutir isso em casa. Todos, vamos embora.
Crian�as, peguem suas coisas. Vamos.
-N�o. Vamos ficar. -N�o. Vamos ficar.
-N�o vamos sair daqui. -N�o vamos sair daqui.
Eu tamb�m n�o saio.
-Oscar... -Sou quase maior de idade.
Meu p� quase em sua bunda significa algo?
Philippe!
Sinto muito, n�s ficamos. Se quiserem, podem ir.
N�o se incomodem. Estamos acostumados a nos virarmos sozinhos.
Bem, crian�as, v�o para o quarto. Vamos discutir e resolver.
-N�o vamos discutir! -N�o!
-N�o podemos discutir. -Por que n�o podemos discutir?
-Crian�as, para seus quartos. -Vamos discutir e ponto final!
Para seus quartos.
-Papai vai me matar. -Pode chegar para l�, por favor?
-Viu como ele me olhou? -Mas ele sorriu para mim.
-Mas sua m�e, Eliott... -N�o ca�oe, por favor.
E eu...
Pensei que ela pegaria a vassoura e bateria em voc� com ela.
-N�o quero brigar. Estou farta. -Mas precisamos conversar.
Tenho algo a dizer.
N�o podemos conversar. Voc� nunca est�. N�o aguento mais.
-Sophie... -O que est� fazendo? Vai embora?
� melhor. N�o vamos passar tr�s horas discutindo.
Eles passam a noite aqui, ficam felizes e, amanh�...
-cada um para sua casa, como antes. -Feito.
Esperem! Nossos filhos puxaram o sinal de alarme.
N�o vamos descer do trem em movimento.
Estamos realmente na met�fora ferrovi�ria?
Obrigada.
Se eles puxaram o sinal de alarme, ent�o, o trem parou.
-A� est�. -A� est�.
Realmente n�o podemos falar do que acaba de acontecer?
-� algo grave e, se eu... -Bem, eles n�o fugiram.
N�o esvaziaram a conta banc�ria de ningu�m.
-N�o. -Eles assumiram riscos.
Eles se arriscaram para tentar nos convencer.
E, se pensarmos, agiram por instinto de sobreviv�ncia.
-Tanto faz. -Claro, claro.
Philippe, gentileza sua, mas este apartamento � meu.
-Vamos acabar sabendo. -Sim. � meu. E o coloquei a venda.
Preciso do dinheiro para comprar parte do restaurante em Londres.
-Comprou parte do restaurante? -Sim.
Vamos rediscutir a pens�o alimentar.
Lamento insistir, mas a ideia deles n�o � t�o absurda.
E talvez permita a Gulliver viver melhor com seu div�rcio.
-O qu�? -Que div�rcio?
-Espere! Ainda n�o estamos nessa. -N�o?
Vamos nos acalmar. Certo, estamos em uma fase dif�cil, mas...
vamos sair, vamos...
-Conversar. -empenhar-nos, vamos...
-Vamos... -Chegar a um acordo.
O que est� dizendo?
Chegar a um acordo.
O que est�o fazendo a�?
-Xixi. -Xixi.
-Hugo nos pegou. -Merda.
Havia uma hist�ria de trem. Depois, n�o entendemos nada.
-Tudo bem. Venha. -Os trens s�o totalmente malucos.
� o que eu disse. Eles se desviaram totalmente.
Sinto muito dizer, mas temos de come�ar a trabalhar.
Porque o problema � simples. As crian�as se sentem abandonadas.
Temos de estar presentes, presentes, presentes.
Paul, voc� mora a dez minutos e d� a impress�o de estar presente.
Bem, est� me vendo? Ouvindo? Estou presente, ora.
Hugo, se lhe interessar...
N�o sei por que dificultam tudo.
Temos filhos que nos prop�em uma iniciativa formid�vel,
que vai revolucionar o sistema de guarda dos pais.
E voc�s est�o criando obst�culo. N�o concordo.
Parem de pensar em voc�s. Pensem neles.
Bem, estamos todos de acordo.
-Sim. -N�o.
Agn�s! Tem de parar com a cultura da demiss�o.
-Pense nos... -Votemos.
-Obrigado. -Mas ele n�o disse "sim"!
N�o vamos mudar de opini�o a cada cinco minutos.
Todos concordam, menos Sophie.
As coisas n�o correm do jeito que voc� quer.
-Eu acho que... -De qualquer modo, somos 6 a 2.
Esperem. Hugo n�o falou. Hugo?
N�o sei. � s� pelo tempo de encontrar um comprador.
N�o vai demorar muito tempo.
Est� bem. Fa�am como quiserem.
V�o direto contra a parede com isso. N�o digam que n�o avisei.
"Voc�s n�o poder�o dizer que eu n�o os avisei".
Bem, n�s pensamos bem.
-E, como tentativa... -Mas s� como uma tentativa!
Posso?
Sim, como uma tentativa.
Vamos aceitar a ideia de voc�s. Vamos confiar em voc�s.
Mas, ao menor deslize, cada um vai para sua casa. Entendido, Eliott?
Sim.
Evidentemente, precisamos de alguns dias para nos organizar.
Ent�o, at� l�, seja l� o que aconte�a...
Aqui est�o os pares parentais para as noites e finais de semana.
Para n�o haver ci�mes, dividimos de maneira aleat�ria.
O esquema est� em cima da geladeira, e cada um de voc�s...
-Qual � o problema? -O que quer dizer "aleat�ria"?
Ao acaso.
Cada um de voc�s recebeu uma c�pia por e-mail.
Os turnos come�am �s 16h30 e terminam �s 9h do dia seguinte.
Um dos pais fica respons�vel por Gulliver, o outro, vai �s compras.
Quanto �s roupas, voc�s se revezam.
Voc�s ajudam com as compras e roupas.
Certo, faremos um quadro com divis�o de tarefas.
Sem problemas, se voc�s arrumarem seus quartos.
-E se levarem o lixo para fora. -Certamente!
E, certamente, voc�s participam da limpeza.
E n�o fumamos no apartamento!
-Ah, sim! -� claro.
-Sim, sim. -� claro.
E n�o queremos saber dos problemas de trabalho ou brigas de casal.
Entendido?
-Tudo bem, n�o � bem assim. -Eliott, por favor. Eu j�...
J� que Gulliver � o mais novo,
pensamos em dar a mam�e e Hugo a honra da primeira noite.
Isso a�!
Muito bem, muito bem!
-Tem raz�o. -Sim, eu sei.
Essa � a for�a do grupo, pessoal.
N�o acha que devemos contar �s crian�as
que o apartamento est� � venda?
N�o se preocupe.
At� acharmos comprador e passarmos a escritura,
eles j� ter�o ca�do em si.
O banheiro da sua m�e � horr�vel. Ela tinha um p�ssimo gosto.
Acha mesmo que essa situa��o vai durar?
-Sei l�. -Voc� nunca sabe de nada.
Voc� vai ver, amanh� cedo, a bagun�a que vamos encontrar.
-O caf� est� pronto? -Sim!
Vamos, vamos, vamos!
Aqui est�. Pronto! R�pido! Clara, a geleia.
-Est� bom? Tudo certo? -Deve estar perfeito.
A m�quina de lavar lou�a est� cheia, � tudo o que tenho a dizer.
-Sa�de! -Tchau.
O que foi isso?
Espere. Ela levou o lixo?
-Tchauzinho. -Ela tirou o lixo.
Sim. Que bagun�a, hein?
Bastien, voc� trouxe?
Ol�, mam�e. Como vai?
Mam�e, j� liguei 15 vezes.
Quero saber por que deu meu telefone a um massagista de 55 anos.
Ligue para mim.
Ol�, Babette!
Babette, voc� viu? Viu meu companheiro? Viu, Babette? Viu?
N�o aguento essa bagun�a.
Ora, por enquanto, � o que temos.
"Por enquanto, � o que temos".
Mam�e, o que faz a�?
Estou relaxando, de boa, tranquila.
Que cheiro � esse?
-O qu�? Que cheiro? -� meu desodorante.
Oscar, saia. Preciso falar com minha m�e.
-Este � meu quarto, saio se quiser. -Oscar...
Ou n�o.
N�o fui eu, foi ele!
Eu s� queria experimentar. � a primeira vez.
Eu queria ver como seria... Dedo-duro!
-Mam�e... -Tudo bem, eu n�o fiz nada, fiz?
-O qu�? -n�o fale comigo neste tom.
Depois, veja s�, voc� chega e fica largada nesse quarto.
Eu sou a av�, quem faz bagun�a com as crian�as.
J� fiz minha parte de ser respons�vel quando era m�e.
Opa, h� quanto tempo! Espere.
-O que � "Tinder"? -Tinder!
N�o � t�o ruim, sim? Concorda? Concorda ou n�o?
Pare. Tenho muito a fazer. Temos sete crian�as.
E temos Babette!
Ah, sim. Concordo. Vamos, quem se importa!
Sete crian�as!
-Droga, est�o fumando minha erva. -Minha m�e est� doida!
Tudo bem. S�o adultos. Eles sabem o que fazem.
Os adultos, fala s�rio?
Qual �?
Como se conjuga o verbo "ter" no passado?
Como voc�s acham que �? Vejam se soa bem ou n�o.
J� acabamos com o subjuntivo?
-Eu ca� sobre um... -Eliott, dois segundos.
-Voc� pode corrigir? -Como se conjuga o passado?
Bastien, pare com isso.
A resposta n�o est� no celular, meu amigo.
Acho que terminei, est� bom?
Certo, ent�o, quer demonstrar que 0,9999999 ao infinito � igual a...
L�o, que roupas s�o essas? Sua m�e deixa voc� sair assim?
Eu tenho 14 anos!
Quer que lhe diga como pensam os garotos de 14 anos?
Na verdade, n�o.
Essas garotas! N�o deveriam sair assim!
-Precisamos ajud�-las. -Tudo bem!
Hugo, sua instala��o tem mil anos. Voc� est� perdido.
Conhe�o meu quadro de distribui��o.
Sem brigas de casais, isso vale para voc�s tamb�m!
Obrigado, Bastien.
Pronto.
Caramba!
Claude! Claude! Tem certeza disso?
E a�?
Est� bom assim?
-Sim! -Sim!
Bastien, sua vez.
O qu�?
-Mudaram todo o quadro. -Minha m�e faz chi-kong aos s�bados.
A tempestade sobrevoa o deserto.
Babette, voc� prefere este ou este?
Esta � uma camisa em poli�ster e esse � um uniforme de futebol.
Qual vai com delicadas e qual em mista?
Falou para ela dos ciclos das cores?
Pode parar! N�o me confunda, est� bem?
-N�o, mais aberto, aberto... -Veja o hipop�tamo. Veja, olhe l�!
Como eu paro?
-Eu fiz as compras. -Que bom, a geladeira est� vazia.
-Posso ajud�-lo? -Bem-vinda ao s�culo XXII.
No s�culo XXII sou eu quem faz a comida?
Ol�, Sr. Hourah!
-O que ela fez? Madeleine! -Vamos, venha, Madeleine!
Madeleine!
Vamos, venha, venha. Vamos fazer um sufl� de espinafre. Venha.
Feliz anivers�rio! Feliz anivers�rio!
L�o, L�o, L�o, veja!
Vamos, querida.
Est� contente?
Assim, poderemos nos ver o tempo todo, minha querida!
Fiquei duas horas fazendo prova. E j� chegou dando bronca?
Jul, d�-me cinco minutos que j� falo com voc�.
-Espere, � s�rio! -J� falo com voc�, deixe-me!
Philippe, temos de pensar na comida tamb�m, certo? Eu...
Onde est� Madeleine?
Tudo bem! Cinco minutos? Estou chegando!
Eliott, venha ajudar sua m�e? R�pido!
A vida em comunidade � boa, mas h� muitas tarefas.
Quem sabe um dia v�o comprar uma m�quina lava-lou�as!
Bastien, bem que voc� poderia nos dar uma m�ozinha.
N�o, eu j� fiz minha parte lavando a lou�a de Paul. J� est� bom.
Ele me pagou para lavar a parte dele.
Como �? Viu meu pai?
Sim, s�bado. Fizemos compras e tomamos uma cerveja.
Como?
No World of Warcraft. Na taverna de Mur-de-Givre.
E tem mais, ele comprou uma espada para mim. Demais!
Estou cansada!
Espere. Ficou doida?
-L�o, a lou�a! -Me deixa.
Estou brincando. Mas voc� precisa falar com seu pai.
Sabe o que meu pai falou?
Meu pai est� morto. E eu n�o fico emburradinha! Merda.
Minha querida...
N�o, n�o, n�o. V� consolar aquela l�. Deixe-me quieta.
N�o, Gulliver, na sua cama.
O que est� fazendo?
N�o consigo dormir. H� uma garota no quarto de Oscar. Eles est�o...
-Voc� dorme pelada, agora? -N�o estava esperando visitas.
-Sophie, j� vi voc� pelada, n�o? -Sim, mas nunca se sabe...
-Sabe, eu mudei muito. -� mesmo?
-Nem uma rapidinha? -Nunca mais.
Oscar! Aqui.
Ah, sim?
Boa noite, ent�o.
N�o, viu que horas s�o?
Oscar, filho da puta. N�o d� para dormir!
Boa noite!
Oscar!
Bom, vou dormir. � melhor.
Faz menos barulho quando est� sozinho, n�o �?
-Ol�, Hugo. -Ol�, crian�as.
E Londres? Foi legal?
Como v�o, meninos? Fiquei com saudades.
Levo voc� na escola, Gulliver?
N�o, vou de patins com Eliott. � mais divertido.
-Sim, sim. -Vamos. Tchau, papai.
Tchau, meninos. E meu beijo?
Tchau.
"Isso � chato, Oscar. De patins � mais divertido".
-N�o. -De jeito algum!
-N�o est� falando s�rio. -Fiz isso em 84, em Bancoc.
Foi extraordin�rio. Um prazer sem precedentes.
Ol�!
Imbecil. Voc� me assustou. O que faz aqui?
-Estou incomodando? -N�o, de forma alguma.
-J� vou nessa. Estou de sa�da. -N�o, n�o. N�o se incomode.
-S� vim deixar minha bolsa. Tchau. -Mas...
Tchau, cara! Que cara � essa?
Est� com a alegria estampada.
O que voc� quer? Tenho de amar os mal-humorados.
-Eu sou mal-humorado? -N�o, voc� s� inventou a palavra.
Idiota.
Bem, j� vou. Quer carona?
N�o, s� trabalho depois das 10h. Aproveito para limpar o apartamento,
passar um aspirador, aqui est� um pouco sujo.
Veja s�! Voc� est� pronto para se casar!
N�o brinque.
-Boa limpeza. -Tchau. Bem, � melhor come�ar.
Hoje Eu pago
Hoje Eu pago
Voc� � um cretino. Mas tem raz�o, deixe-a esperar. Que espere muito.
Do que est� falando? Ela? N�o estou nem a�.
Ah, sim!
Ol�, Paris!
Suave, querida.
-Ol�! -O qu�? Quem?
Quem � o senhor? O que faz aqui?
Voc� entra na casa dos outros e pergunta quem �?
Marie, da imobili�ria Capifrance. Prazer.
N�o � o Sr. Lubienski?
N�o. Sou o ex-marido da segunda esposa dele. Da atual.
Desculpe. N�o esperava visitas.
Sim, este � meu cliente.
-Bem, podemos continuar? -Sim, certamente.
Com licen�a, senhor.
Se n�o se importa, pode me passar seu contato,
para avis�-lo das pr�ximas visitas?
Sim, certamente. Sem problemas.
J� vou. Os quartos s�o por ali.
-Voc� vai agir, um dia? -Como assim?
Est� na cara que est� apaixonado.
Imagine! De qualquer forma, ela nem sabe que existo.
Ah, sim. � por isso que ela fica mexendo no cabelo toda hora.
Voc� � p�ssimo para ler os sinais.
Uma hora ter� de agir. Aja!
Ah, o amor!
Vamos.
Vamos l�, escove os dentes, depressa.
J� chega. Vamos, enxaguem.
Juliette, n�o fa�a isso com a escova de dente, � perigoso.
Depressa, meu amor. Vamos, para a cama. N�o quero mais v�-los. Vamos.
N�o � poss�vel.
Quando reformarmos o apartamento, come�aremos pelo banheiro.
N�o vamos ficar aqui, voc� sabe.
Isso n�o d� certo com garotas, Bastien!
-Sim, claro. -Voc� viu como � com Alice.
Voc� viu que ele se recusa, parece al�rgico ao amor.
Espere. � assim, o cara recusa o amor, o romance, recusa tudo.
Ao mesmo tempo, fica com esse charme todo.
-Ele est� apaixonado. -Sim, bastante.
Ele nunca sentiu isso antes.
Sim, mas acho que ele est� apaixonado.
Ele n�o quer admitir, mas quer sair com ela porque est� apaixonado.
Ser� que ela est� apaixonada por ele?
Ol�.
-Est� sozinha? -Voc� � novo, n�o �?
Meu nome � Bastien.
Ent�o, voc� � Bastien. Soube que toca guitarra muito bem.
Gostaria de fazer uma dupla comigo, para a apresenta��o de fim de ano?
J� pensou em alguma coisa?
N�o. N�o pensei em nada ainda. Mas, sim, eu gostaria.
�timo. Mas quero ouvi-lo tocar primeiro. Preciso ver se � verdade.
-Ah, sim. -Quarta-feira? Na sua casa?
Tudo bem.
Bem, adultos. Refiz a tabela de limpeza. N�o fa�am bagun�a.
Estou ocupado, tenho dever de casa.
Agn�s, � proibido fumar aqui.
Estamos na janela e n�o est�vamos fumando.
Agora voc� toca Polnarefff?
-Deixe-me em paz! -Bobinho!
Droga, colocaram-me na quarta-feira.
-Quer que eu a substitua? -Acha que podemos fazer isso?
Vejo que a sexta-feira � sua. Vamos trocar?
Tudo bem. Posso ficar com a sexta-feira.
Voc� � legal, Claude.
Falo s�rio, voc� � muito legal.
-Isso � raro. -Mas eu sou o cachorro do casal.
-Por que diz isso? -Porque � verdade!
-Foi por isso que Sophie me deixou. -N�o diga!
Sim, eu juro!
Vamos, faz tempo que voc� n�o diz nada.
-�... -Quieta.
Viu s�? Est� com medo.
Sim! Voc� tem raz�o.
Isso � loucura.
� meu superpoder. Sim.
N�o serve para nada, mas � o que tenho.
Vadia. J� est� a� h� duas horas!
Me deixa! Por que n�o veio ontem � noite?
-Saia da�! -O que est� acontecendo?
Essa doida acordou mais cedo s� para me encher.
Que barulho � esse? Sabem que horas s�o?
Juliette?
Ah, gente. N�o s�o nem seis horas. Merda!
-Voc� fica me falando merda. -L�o, que modos s�o esses?
Certo. Ele fala "merda", e voc� n�o diz nada.
Que lindo! Que fam�lia � essa? Vamos, saiam.
V� � merda!
O que est� acontecendo?
-Por que ele saiu do seu quarto? -Como? N�o, � porque...
Vadia! � de fam�lia! V� se catar!
Est� naqueles dias?
Acordou cedo hoje.
-Bom dia, Claude. -Bom dia.
Isso ia dar merda. Ela faz o que quer, eu n�o posso fazer nada.
Sabia que esse apartamento mudaria a vida de todos, menos a minha.
Pensei que finalmente veria meu pai, que isso mudaria a vida e tudo.
Se quero passar um tempo com ele,
� mais f�cil fingir que ele est� aqui.
Oscar!
Ai, credo. Que nojo!
Tudo bem, Bastien?
Espere, tenho uma ideia. Quando � o plant�o de Paul?
N�o sei.
Ol�, crian�as!
-L�o, estamos sozinhos. -N�o est�o sozinhos. Estou aqui!
Que estranho. Seu pai n�o est� de plant�o hoje?
Se n�o tiver um computador, n�o tem perigo.
� a vantagem de ter um pai virtual.
N�o, estou aqui. O computador est� ligado. Tudo bem?
-Estou aqui! -L�o, queria dizer...
Estamos com problema no som?
Sabe, para uma garota da sua idade, voc� abra�a bem.
Tem certeza que quer isso mesmo?
� minha primeira vez. Gostaria de fazer com algu�m em quem confie.
Pode confiar em mim, L�o.
N�o acredito no que est� acontecendo. Isso n�o � poss�vel, certo?
N�o, n�o, n�o. N�o confie nele. Eliott, n�o toque na minha filha!
-Suas m�os no meu quadril... -Estou aqui! Eliott!
Vai ficar tudo bem. Amo voc�, L�o.
-Pare! Eliott! -Onde vamos fazer?
N�o. N�o v�o fazer nada em lugar algum!
N�o v�o fazer nada.
No sof�. E vou gravar no meu celular.
Voc�s est�o malucos!
Quero me lembrar deste momento por toda a vida.
-Sim. Vou p�r o v�deo no YouTube. -Filho da puta! Parem!
Tamb�m quero, Eliott!
Estou errada?
-Farei tudo para que n�o pense assim. -Far� o qu�?
Pare!
Eliott! Ela � como uma irm�!
-Parem com isso! -Estou gostando.
Voc� sabe o que faz.
Eliott! Acabarei com voc�! Acabarei com voc�!
Sim, eu sei.
Pronto, ele estar� aqui em dez minutos no m�ximo.
Onde voc� est�, canalha? Vou mat�-lo!
-L�o? -A� est�! Saiu de seu esconderijo!
Voc� � t�o previs�vel!
N�o faz mal. N�o acreditei nem por um segundo.
Pare!
Papai, era brincadeira. Papai!
Que bonita! Voc� cresceu.
Seus dentes est�o diferentes. P�s aparelho? Caiu bem em voc�.
� impressionante a fraternidade entre voc�s.
Isso � valioso.
Vai me visitar? Tudo bem!
N�o precisam de ningu�m.
Onde est�o as chaves?
-Bom dia. -Bom dia, senhor.
Hugo. Que bom. Chegou em boa hora.
Sophie me pediu para substitui-la esta noite. Ela tem um compromisso.
O compromisso dela se chama Philippe por acaso?
O qu�?
Tudo bem, � sua filha. Eu entendo.
Quieto. As crian�as est�o dormindo, e Oscar est� com a namorada.
Venha, sente-se.
Vai lhe fazer bem conversar.
Tenho certeza que Philippe e Sophie est�o dormindo juntos.
O qu�?
Por isso, este apartamento!
Ela se encontra com seu ex-marido, as mem�rias voltam...
-e nossa rela��o n�o anda bem. -Deve ser coisa passageira.
Acontece com as melhores pessoas.
Eu amo Sophie, queria retomar nossa vida.
Al�m disso, n�o posso mais ficar com esse apartamento.
-Escute, vou lhe dar um conselho. -Sim.
Eu costumava d�-lo �s minhas outras filhas.
Saia da merda!
Saia com outras mo�as.
Ol�, Hugo. Tudo bem?
Um caf�?
Posso pegar o suco?
Ent�o?
Nada mal. Aceito voc� como acompanhante.
Eu ainda n�o disse sim. Se quer saber, voc� canta muito mal.
Que lugar incr�vel!
� o terreno neutro.
H� dez anos que n�o tinha minhas coisas no mesmo lugar.
E � a primeira vez que tenho toda minha fam�lia reunida.
-Como � com voc�? -Voc� deve saber.
� como se me perguntassem se prefiro meu pai ou minha m�e.
Bastien?
Depois de voc�, senhor! H� algu�m aqui?
-Merda de apartamento! -Sim, estamos aqui!
Sinto muito. "Ela" chorou muito para vir. Fiquei com d� de n�o trazer.
Como vai, cara?
Uau! Que tel�o! Deve ser massa ver filme aqui!
Desculpe, Bastien.
Bem, preciso ir. Obrigada pelo convite. At� amanh�.
-Prazer! -Sim, at� amanh�.
-Campe�o! -Pare, cara!
-Al�? Sim, Sra. Rubinni? -Bom dia, Sr. Lubienski.
Sim, bom dia.
Sobre o apartamento da minha m�e, o comprador est� interessado?
-Sim, mas j� pensou bem? -Ah, sim. Pensei bem.
E, com unanimidade entre professores e alunos,
os escolhidos para a final do concerto de fim de ano s�o:
Alice Rubini e Bastien Berson!
Bastien! Bastien!
-Onde � a reuni�o de pais, por favor? -� no t�rreo. J� estou a caminho.
Sim, sim.
-Conseguimos! -Sim, n�o acredito!
-Como vai, querido? -O que faz aqui?
Voc� detesta essas coisas. � sempre a mam�e que vem.
Ela n�o pode vir. Est� de plant�o.
Ol�! N�o vai me apresentar a essa charmosa mo�a?
-Pare com isso! -Ol�. Meu nome � Alice.
Ol�, prazer.
-Philippe, seu criado. -A� est� minha m�e.
-Ol�! -N�o nos conhecemos.
-Philippe, o pai de Bastien. -Marie, a m�e de Alice.
Prazer!
Ol�, cora��o. Tudo bem?
-Ol�. -Ol�.
Estou com uma sede! Quer alguma coisa? Eu...
-Sim, sim. Vou com voc�. -Muito bem.
O que foi aquilo?
N�o tem gra�a, Alice. Nenhuma gra�a.
-� engra�ado, sim! O que foi? -Meu pai � um predador.
O que aconteceu?
� que o menino n�o sabe da venda do apartamento.
Ah, sim. Entendi.
Senhor!
-Sim, o senhor a�. -Sim?
O que fez � revoltante! Revoltante!
Do que est� falando? N�o estou entendendo.
Estamos falando da sua pequena experi�ncia "pedag�gica".
Isso!
Aquilo � imaturo, irrespons�vel e escandaloso!
Completamente!
Que infantilidade! � o rei das crian�as.
Desconstru��o, zombaria e destrui��o de valores, senhor.
-Como isso lhes diz respeito? -Obrigado.
Nossos filhos exigem ter seu pr�prio apartamento.
-E nem somos separados. -Ainda n�o!
O senhor abandonou seus filhos.
Est�o � pr�pria merc�, na promiscuidade.
-� verdade, ela tem raz�o! -Abandonados! Que dureza!
-Isso o faz rir? -Isso o faz rir? Lament�vel!
Bastien! Levante-se, por favor.
Que o mundo veja o rosto da inf�ncia maltratada.
Minha culpa.
F�cil. � f�cil.
-Boa noite a todos! -E voc� n�o diz nada!
Obrigada pela presen�a. Desculpem o atraso.
Eu lhes apresento a equipe pedag�gica.
Podemos come�ar. Obrigada.
Ent�o, quem ganhou? Eu!
Oi, querido.
Foi para ficar brincando com o PS que n�o foi � reuni�o de pais?
O que � isso? Seu pai n�o deu conta?
Sim, n�o se preocupe. Ele estragou tudo, como sempre.
Mas...
-Bastien! -Espere, ainda falta uma...
Bastien! O que foi? Por que essa cara?
Eu n�o podia ir a essa reuni�o.
Por qu�? Tinha essa festa de PS4, com sua irm� e batata frita?
N�o. Por obriga��o familiar, organizada por meu querido filho.
N�o � porque aceitamos o reagrupamento familiar que...
que o senhor deve organizar tudo. Certo? Est� bem?
Sou sua m�e. Um pouco de respeito, por favor.
Sim.
O qu�?
Contaram-me sobre Alice.
O que est� fazendo? Estamos jogando!
Est� vendo?
N�o � s� voc� que usa o apartamento para passar tempo com a irm�.
N�o se preocupe, meu lindo.
Obrigado, mam�e.
J� vou!
-� uma oferta firme? -Sim. Vamos marcar uma reuni�o.
No tabeli�o, o mais r�pido poss�vel. Sim.
N�o, ele quer fazer outra visita.
Bem, por esse valor, ele pode vir quando quiser.
-Eu o informarei. -Certo. Obrigado.
O ensaio foi legal. Vamos arrasar no concerto.
-Minha m�e saiu ontem � noite. -�?
Tinha reuni�o... um convite para jantar. N�o sei mais. E seu pai?
N�o sei. N�o estava como guardi�o, em casa.
Pareciam se entender bem, na reuni�o.
Espere. Foi h� tr�s dias.
Meu pai � r�pido, mas tanto assim � imposs�vel.
Por que seriam sempre os homens a serem r�pidos? Bem, tchau!
Voc� tem de me contar! Conte o que aconteceu.
Certo. Ele chegou e me disse... N�o posso! Eu preciso fazer xixi!
-O que est� fazendo? -Pare! Pare! Saia da�!
Tudo bem. J� vi voc� pelado.
O CLIENTE FEZ A OFERTA SENTIREI FALTA DAS VISITAS
Saiam! V�o embora! Fora daqui, merda!
-Que loucura! -Essas mulheres! N�o � poss�vel.
Pronto.
Mulheres!
Como assim, o apartamento vai ser vendido?
O �ltimo texto confirma que ele tem uma oferta.
-O comprador voltar� amanh�. -� brincadeira?
Os malandros! Faz semanas que est�o nos enrolando!
Foi por isso! Por isso aceitaram t�o facilmente que fic�ssemos aqui.
Sabiam que n�o duraria.
E Philippe tranquilo, cantando a corretora em cada visita.
-J� chega. -Que nojo.
Espere a�, Bastien.
N�o se incomoda que seu pai cante a m�e de sua garota?
E voc�? E seu pai que vende, sem contar para ningu�m?
Quer dizer que vamos embora?
N�o vamos mais morar aqui?
N�o podemos n�o fazer nada. Bastien, pense em algo, uma ideia!
-Vamos sacanear o comprador. -Espere! N�o toque na m�e de Alice.
Esperar o qu�?
Acha que temos de ser cuidadosos porque � m�e de sua garota?
-Nem � sua garota! -Ela n�o tem culpa, � seu trabalho!
N�o se preocupe. N�o vamos tocar na m�e de sua garota. Est� bem?
Eliott, qual � o plano?
Bem, ele vem amanh�, certo?
Juro que, depois da visita amanh�, ele n�o vai mais querer comprar.
Mas, quem pode ser?
Tem certeza que estamos sozinhos desta vez?
Sim, claro.
Estou com as plantas, se quiser.
Para qu�? Precisa derrubar tudo. Isto aqui, vou derrubar!
Desligue, r�pido!
Isto, vou serrar.
Isto, vou desmontar. Isto n�o estar� mais aqui.
Vou explodir tudo.
E isto eu vou abrir.
O que � isso? Que mau cheiro! Meu terno! Meu Rolex!
Droga! Marie!
Deixe-me! N�o toque em mim!
Meu cliente! Meu cliente!
Espere! Espere!
Espere!
A bolinha.
Sr. Barbade! Espere, por favor.
N�o tenho culpa! N�o tenho culpa!
Se quiser que eu mantenha a oferta, ter� de baixar sua comiss�o, senhora!
Eu ligo! Eu ligo!
-Eu ligo! -Querida Marie, a venda...
N�o toque em mim. Voc�s s�o doidos, nessa fam�lia.
Pronto! E estamos quites!
O que eu fiz?
Voc�s s�o malucos ou o qu�?
N�o queremos falar com voc�. � um traidor sujo.
-Quer nos p�r na rua! -O que voc�s fizeram, merda?
E voc�? Sabe que estou apaixonado por Alice.
Nem liga, como sempre. N�o podia deixar de sair com a m�e dela.
� por causa disso? Estou sonhando!
O qu�? Desde quando � de sua conta com quem me relaciono, Bastien?
Sou seu pai, n�o se esque�a.
Voc� e mam�e se separaram. N�o posso fazer nada.
Depois, conhece outra, nem tenho tempo de me acostumar, se separa!
Quando isso vai parar?
A�, quando acho uma casa onde me sinto bem,
voc� a transforma em local de sedu��o? N�o � justo!
Bastien!
Poderia ter avisado que havia um interessado.
-Estou sonhando! -� verdade. Temos direito de opini�o.
Estavam todos de acordo, era tempor�rio!
N�o foi voc� que disse que voltariam, quando eu achasse um comprador?
-Eu nunca disse isso. -Disse!
Foi no come�o.
Mas agora est� vendo que estamos todos felizes de estar aqui.
N�o � verdade! Esta maldita vez. N�o �, Philippe?
� verdade que encontramos certo equil�brio aqui.
Eles encontraram certo equil�brio aqui.
Parem de mentir. Confessem que isso � bom para voc�s.
� confort�vel, � valorizador e, no fim das contas,
voc�s t�m menos trabalho.
N�o � errado! Isso n�o faz com que sejam maus pais.
Basta apenas admitir. Uma fam�lia totalmente formada.
Sei que L�o jamais ficar� sozinha. Mesmo que um dia eu...
-Paul. Tudo bem? -O que �?
Bem, vamos falar do castigo. N�o podemos deixar assim.
Eles n�o fizeram de prop�sito!
E n�o acha que j� foram bastante castigados?
Ela fala s�rio?
Alice?
Sabe o que fez? N�o, claro!
Todo mundo acha voc� genial, mas � um cretino sujo!
Desde o div�rcio que eu n�o via minha m�e chorar daquele jeito.
E � culpa sua. Detesto voc�!
Quanto ao concerto, esque�a!
Puxa.
Sinto muito dizer, mas, puxa, isso at� que � bom.
Voc� � um idiota. Por que diz isso?
Porque sempre, garanto para voc�, sempre, toda vez que...
Bem, droga, � bom saber que se pode esnobar algu�m.
E com beleza, ainda por cima!
N�o, cara. Aperte aqui. N�o se preocupe.
Meu paninho.
E meu beijinho. Bem, todo mundo de cara feia.
-Vai assinar hoje cedo? -Sim.
Ent�o, j� sabe por qu�.
Deixo para voc� arrumar. Tchau.
Meu restaurante. Meu restaurante.
Bem, ser� que tenho tudo...
Meu restaurante.
S� um pouquinho. Vamos, vamos.
-O qu�? Estou com fome. -Voc� me enoja.
Imagino que n�o tenham muita vontade de me ver.
Queria me desculpar por ter feito voc�s sofrerem.
Bem, eu trouxe uma sobremesa.
Eliott?
-N�o gosto de doce. -N�o estamos com fome.
-Juliette? � seu bolo preferido. -Meu preferido � "fora" de chocolate.
-Juliette! -N�o, n�o.
N�o tem import�ncia. Vou p�r na geladeira.
Clara, pode levantar a tampa? Se n�o, n�o entra na geladeira.
-N�o � poss�vel! -O que �?
D�bil mental! � o contrato de venda, tonto!
Quer dizer que ficamos?
Quer dizer que ficamos.
-Ganhamos! -Ganhamos!
Vou voltar para Paris. Sinto muito sua falta.
Tamb�m sinto a sua.
Babette!
Vamos, entre.
Um pouco de champanhe. Isso faz bem.
Hugo! Precisamos conversar.
Bacana, n�o �? Dan�a bem. O rapper � bom!
Ele � muito bom.
Ent�o, um pouco de �lcool?
-O que ele disse? -N�o, mam�e! Pare! � a mesma fam�lia!
Quem � da mesma fam�lia? Pare com essas bobagens.
N�o somos da mesma fam�lia. Sua fam�lia � esta.
Sim, somos uma grande fam�lia. Estamos todos juntos.
N�o acham que Claude e Victor s�o iguaizinhos?
Eles combinam super bem.
� verdade. Victor tamb�m � um pouco chato.
Mas � t�o gentil.
Al�m disso, talvez precisemos dele.
Se a fam�lia continuar a se multiplicar.
Faremos um duplex, com o apartamento dele!
Agn�s est� gr�vida!
-Quem � Agn�s? -Surpresa. Vamos.
-De quem ela est� gr�vida? -De Claude!
-De papai? -Claude?
Significa que o beb� ou a beb� que vai nascer
ser� sua meia-irm� e sua prima. Ser� uma "prirm�".
-Ou "prirm�o". -Mam�e.
Ao beb�!
Ao beb�!
Bastien, abra! Bastien!
Bastien, tudo bem?
� Gulliver, seu irm�ozinho.
O que voc� quer?
Quero lhe pedir um favor.
Entre voc� e Alice, j� era. Mas ainda tenho chance com Marie.
Pensei que, se voc� for gentil com a filha,
a m�e talvez desista de ficar zangada comigo.
N�o tem gra�a.
Eu n�o sabia sobre voc� e Alice. Se n�o, jamais teria sa�do com Marie.
-Contou para ela o que sente? -In�til. Ela n�o quer falar comigo.
O que quer dizer "amar", ent�o?
Isso que fez por Gulliver, seus irm�os e irm�s,
voc� fez sem esperar nada em troca. Amar � isso.
Se voc� ama Alice, tem de estar com ela. Aconte�a o que for.
-E se ela me mandar passear? -"E se", "e se"... Bastien!
N�o. Voc� tem raz�o.
� melhor ficarmos aqui deprimidos, choramingando.
Pena que haja duas garotas sublimes que nos esperam no concerto de rock!
De qualquer modo, � tarde demais. N�o chegar�amos a tempo.
Oscar! Entrega!
Vamos, meu geninho! Mexa-se, vamos ao concerto!
Mexa-se! Vamos!
Oscar!
Muito obrigada!
Tome. Da parte de Bastien.
A�, Bastien! Bastien!
Alice vai ceder.
Tr�s, quatro.
V�, cora��o.
Todos iremos para o para�so
At� eu
Quer sejamos benditos Quer sejamos malditos
N�s vamos
Todas as boas irm�s E os ladr�es
Todos os desgarrados Todos os bandidos
Todos iremos para o para�so
N�o acredite no que dizem
� seu cora��o que � a igreja
Muito bonito o que tem no nariz.
D� alguma folga a sua alma
N�o tenha medo da cor Das chamas do inferno
Todos iremos para o para�so
At� eu
Quer sejamos benditos Quer sejamos malditos
N�s vamos
Com os santos e os assassinos
Vamos, vamos, cantem!
As mundanas e as putas
Todos iremos para o para�so
Todos iremos para o para�so
At� eu
Quer acreditemos em Deus Ou n�o
N�s iremos
Quer fa�amos o bem Ou ent�o fa�amos o mal
Todos seremos convidados Venha! Seremos convidados ao baile
Que maravilha! � uma loucura!
Todos iremos para o para�so
At� eu
Quer acreditemos em Deus Ou n�o
N�s iremos
Eu me chamo Bastien, e esta � minha primeira hist�ria de amor.
Toda minha fam�lia est� aqui, como em um casamento.
Tem de ser um grande imbecil para querer viver sem amor.
No futuro... veremos.
De qualquer modo, n�o estou s�.
Subpack by DanDee
A n�vel tecnol�gico, n�o inventamos nada melhor!
Ol�!
Ol�!
Os netos de Victor. Est�o de passagem. As coisas deles.
Mam�e, aqui n�o � creche.
-A que horas vai voltar? -Daqui a quinze dias.
-Daqui a quinze dias? -Daqui a quinze dias?
Victor vai me levar para Bali. O t�xi est� esperando. Ent�o, tchau!
-Como eles se chamam? -Bernard e Bianca!
-Opa! Bom dia, pessoal. -Vamos nessa.
Os crist�os e os pag�os
Os cachorros e os tubar�es
Todos iremos para o para�so
Sim, at� eu!
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