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Certo, concentre-se.
�timo.
�timo. �timo trabalho, pessoal.
Assim.
Tudo bem, tudo bem.
Des�a, des�a.
Tudo bem. Foi uma boa tentativa.
Da pr�xima vez voc� consegue.
Tudo bem, a aula acabou. Des�am, por favor.
Voc� foi muito corajosa l�.
Vou chegar tarde em casa. Um grupo vai sair cedo,
tenho que checar o equipamento.
- Manteremos a cama quente. - Tudo bem. Venha c�.
E um para voc�. Venha c�.
- At� mais tarde. - Tchau, pai.
Pago.
- Maldito tira. - Boa jogada, Jo.
Para mim chega.
Para suas vi�vas e �rf�os.
At� mais.
Jo!
Jo!
Como assim, "at� mais"?
Quer dar uma de bom mo�o? Voc� n�o bebe, n�o fuma.
Est� levando esse infarto a s�rio demais.
Tenho que trabalhar.
Acho que o pesco�o dele n�o devia curvar assim.
N�o se meta, Normand. V� contar postes ou algo assim.
42.
At� onde acha que o Homem-Aranha foi antes de cair?
Vejo marcas de giz at� a metade.
� coc� de pombo.
- Algu�m viu ele cair? - N�o.
Os lixeiros o acharam l� pelas 6h.
O nome � Bernard Lang, 33 anos.
Trabalha numa escola de alpinismo.
Esposa e filhos. Arriscou tudo por uma fa�anha idiota.
O principal � ser o primeiro.
Algu�m escalou este obelisco h� 10 anos.
13.
Alain Robert, em 1999.
- Bom dia, linda. Como est�? - Bem.
- O que � aquilo na m�o? - N�o � uma tatuagem.
O que me atrasou hoje?
Parece que um audacioso morto. Deve ter ca�do tentando subir.
Se tivesse mais c�rebro do que colh�es...
Tem mais a investigar do que acidentes. Passe adiante.
Quero saber por que ele estava subindo.
- Para chegar em cima. - Com alicate, n�vel,
baterias de l�tio?
N�o me parece equipamento de escalada.
� ele.
- Onde ele estava? - Estava...
Foi achado na base do obelisco da Pra�a da Conc�rdia,
escalando-o. Ele havia falado sobre isso?
Quando nossa filha nasceu,
Bernard prometeu parar com essas loucuras.
Sabe o que isto significa?
Algum problema com suas finan�as?
O sal�rio de Bernard da escola mal cobre nossas contas.
Estava preocupada, mas ele disse que tudo ficaria bem.
Acha que ontem � noite
estava fazendo algo por dinheiro?
Droga, Bernard...
Se caiu, mesmo de 6m,
teria fraturas de compress�o na lombar.
- N�o achei nenhuma. - Ent�o ele n�o caiu.
Os outros ferimentos s�o post-mortem.
Para disfar�ar o fato de que n�o morreu da queda.
- Algu�m quebrou o pesco�o dele. - Raspou as unhas dele?
Sim, achei uma massa, uma massa aderente.
Usar cola para escalar?
Tira toda a aura do esporte.
Ad�le concordou em tomar caf� com voc�.
Amanh�, depois do trabalho.
- �timo. - Ela tem condi��es.
Nada de sua vida pessoal.
S� ela faz perguntas.
E nada de conselhos.
Ela pode parecer durona, mas, por dentro, � de vidro.
- Teve uma inf�ncia dif�cil. - Eu sei.
- Estive l� em parte dela. - Falei das suas mudan�as.
Como voc� est� vivendo.
Boa sorte, Jo.
Parece um tipo de massa aderente.
Ele p�s algo na coluna. Algo com bateria de l�tio.
E que precisava de n�vel.
Uma c�mera?
Mas para ver o qu�?
Gire sua c�mera 180�.
Aproxime!
Esse pr�dio � da fam�lia real saudita.
Ter�a � noite, o presidente do Fundo Soberano
deu uma recep��o aqui para umas 75 pessoas.
At� que horas?
O �ltimo convidado saiu por volta de 22h.
- Qual o objetivo da recep��o? - Puramente social.
Para nossos parceiros e suas esposas.
Houve uma apresenta��o cultural: m�sicos, dan�a da espada.
Tudo muito agrad�vel. Por qu�?
Achamos que algu�m p�s uma c�mera para espion�-los.
O que aconteceu ap�s a recep��o?
Nada, e a sala n�o foi usada desde ent�o.
O que tem aqui?
� uma despensa.
E uma lanchonete.
Algu�m passou muito tempo aqui.
Eu estava descansando depois da recep��o.
Limpei tudo e fui at� ali para o meu intervalo.
Um intervalo e tanto, com tantas cascas de pistache.
P�s sua cadeira aqui, encostou a cabe�a na parede...
Tem at� uma marca de gordura do seu cabelo.
O que estava fazendo? Espionando?
O que tem do outro lado da parede?
O Hotel Crillon.
Um quarto de hotel.
Ouvi uma mulher atrav�s da parede.
Estava com um homem.
Estava fazendo... ru�dos de sexo.
Nunca ouvi uma mulher assim.
E havia outros ru�dos.
Que tipo de ru�dos?
Como algu�m apanhando.
E essa mulher... gritava e...
Estava me deixando enjoado.
Seguran�a do hotel.
Seguran�a do hotel.
Bem...
A su�te foi reservada por duas noites
pela Corpora��o Nykvist.
Eles t�m conta conosco.
Chegaram ter�a � noite, ainda n�o foram embora.
A porta n�o foi aberta desde as 3h de ter�a.
Algu�m foi amarrado � cama.
Deixaram o hotel.
Uma lente de contato azul manchada.
Parece sangue.
Foi uma festa e tanto.
Queremos o v�deo do corredor de ter�a � noite.
S�o eles ao chegarem.
A porta s� foi aberta 43 minutos depois.
O cara saiu.
A porta do quarto foi aberta de novo 38 minutos depois.
E ele trouxe amigos.
Pare, no pesco�o dele. A tatuagem.
Parece um tridente, algo assim.
O Tridente de Netuno, conhe�o o cara.
Era seguran�a em um cassino.
Foi pego com drogas h� 3 anos. Jan alguma coisa.
Vou procurar.
E a �ltima vez em que a porta se abre � depois das 3h.
A festa tinha terminado. E o casal?
Se usaram a escada, e n�o o elevador,
- n�o passaram pela c�mera. - Se a mulher estivesse viva.
Jo, encontrei.
Jan Nemec, preso numa briga por drogas
e assalto � m�o armada.
Agora, talvez, homic�dio.
Fica dizendo "homic�dio". Ningu�m foi morto.
Vamos tentar perguntas f�ceis. Quem � este?
N�o sei.
E o cara negro?
Tamb�m n�o sei, o outro cara o chamava de Remi.
Passou duas horas no quarto com caras que nem conhece?
Como explica isso?
Quem mordeu voc�? A mulher?
Quem �? O que fez com ela?
- O que fez com ela? - Pare! Vou lhe dizer.
Este cara veio a mim em um bar em LaFayette.
Me ofereceu mil pratas para transar com a namorada.
O negro estava com ele. Ia ganhar grana tamb�m.
Quando chegamos no hotel, ela estava amarrada na cama,
pronta. Ela estava curtindo.
Ele disse que ela gostava de viol�ncia, ent�o come�amos.
Voc�s 3 e a mulher.
O Pato Donald, o cara que pagou, s� ficou olhando.
E essas marcas?
Estava com a m�o na boca da mulher, ela me mordeu.
O cara mandou dar um tapa nela, eu dei.
Pegou numa das lentes dela. Foi um exerc�cio e tanto.
Pegamos o dinheiro e nos mandamos.
A mulher ficou amarrada na cama, viva.
O nome dela?
Cham�vamos de "ela", "dela", "coisa".
As cortinas. Abertas ou fechadas?
Abertas. O Pato Donald disse que a mulher gostava assim.
Por que o chama assim?
Uma coisa que fazia quando se concentrava.
Fazia assim com os l�bios.
Como um pato.
Hil�rio.
- O que acha que aconteceu a ela? - Acho que est� viva.
Parece uma tentativa de chantagem.
Para extorqui-la e a esse Pato Donald?
O chantagista pagou Bernard para p�r a c�mera na coluna.
E como ele acabou morto?
Talvez tenha pedido mais.
Quero que tragam Remi para confirmar o que Nemec contou.
E falem com quem reservou o quarto.
N�o "quem", "o qu�".
O Depto. de Viagens da Corpora��o Nykvist reservou-o,
mas n�o h� um nome de h�spede, s� instru��es
para deixar a chave num envelope.
Quem mandou o Depto. de Viagens reserv�-lo?
N�o pedi um quarto de hotel e n�o mandei este e-mail.
Estava em Nice, voltei esta manh�.
Deve haver mais de 50 computadores nessas salas.
Pode ter sido mandado de qualquer um.
Queremos saber de qual, Sr. Nykvist.
Por qu�? Sumiu uma toalha do hotel?
� um pouco mais s�rio do que isso.
Claro, meu Dept. de TI vai cooperar com voc�s.
Mant�m uma conta no hotel, n�o? Quem costuma colocar l�?
Tenho lojas por toda a Europa.
Quando meus gerentes v�m � cidade, � onde ficam.
- Um hotel de 5 estrelas? - A empresa define quem voc� �.
As lojas Nykvist s� vendem marcas de luxo.
Assim, s� podemos consumir marcas de luxo.
� um trabalho horr�vel.
Por mim, todos ficar�amos no Holiday Inn.
Reconhece as pessoas nesta foto?
S�o fotos ruins. N�o posso ver os rostos.
Pode olhar de novo, por favor?
Com aten��o.
Sinto muito. N�o os reconhe�o.
Viu o que ele fez com os l�bios? Como o Pato Donald.
Ouvi dizer que express�es faciais s�o herdadas.
Como o sorriso torto que puxou do seu pai.
Com licen�a,
dev�amos nos encontrar com o filho do Sr. Nykvist em casa,
mas meu parceiro, sem querer, apagou o contato do celular.
Pode nos dar?
Claro.
� ele.
Piet Nykvist?
N�o tenho tempo.
Queremos falar sobre sua festa no Crillon.
Foi uma festa particular.
Todos adultos. N�o � da sua conta.
Achamos que foi filmado e que o est�o chantageando.
Rid�culo, ningu�m est� me chantageando.
Talvez queiram a ela. Qual � o nome dela?
Esqueci.
O bom de prostitutas � n�o ter que lembrar nomes.
Prostituta? S�rio? Achamos a lente de contato dela.
Receita e cor �nicas.
Vamos encontr�-la.
Vamos ver para quem ligar� nos pr�ximos 5 minutos.
Sim?
Pol�cia.
Queremos falar com o dono do celular n� 060754-5828.
Est� registrado neste endere�o.
Sou Fran�ois Coberg.
- O que h� com o celular? - Tentamos rastrear uma liga��o
para este n�mero, queremos falar com quem recebeu a liga��o.
O n�mero pertence � minha mulher.
Isto � dela?
Pode ser.
- Ela est� em casa? - N�o.
Onde foi tirada?
Responda.
Minha m�e.
Sr. Coberg, sabe onde sua mulher estava h� 3 noites?
Meu filho fez uma pergunta, detetive.
Talvez n�o saiba quem somos.
Voc� � Liliane Coberg. A Caravelle � sua.
Seu pai fez uma fortuna com produtos de couro,
o que a tornou uma das mulheres mais ricas da Europa.
N�o significa que devo responder a suas perguntas.
Mas voc� deve responder �s minhas.
N�o sei onde Katie estava.
Meu filho e minha nora vivem separados h� um m�s.
Estamos com dificuldades.
Somos discretos por causa das crian�as.
Onde ela est�?
Com os pais dela.
Bem, j� t�m o que queriam.
Adeus.
Sr. Coberg.
Est� seguindo sua mulher?
N�o.
Isto seria indigno.
N�o ligo para esses distintivos. Est�o na minha casa.
V�o falar com a minha filha na minha frente.
Ent�o vamos lev�-la. Venha.
Pai, pode ir, vou ficar bem.
Ele sempre age como se falasse com um de seus vendedores.
Tudo bem, estamos acostumados.
Queremos saber onde estava h� 3 noites.
Sa� com amigos.
Este amigo?
Meu marido viu isso?
N�o, viu uma de voc� sozinha, sem Piet Nykvist.
N�o dissemos onde foi tirada.
Mas precisamos saber o que aconteceu no hotel.
Estive l� com meu amante. O que acha que aconteceu?
Nossa imagina��o � p�ssima.
Fizemos amor. Eu adormeci.
Sa�mos pela escada e pelos fundos,
para evitar fot�grafos.
E estes dois?
Amigos de Piet.
Eu os ouvi na sala.
Estava dormindo no quarto com a porta fechada.
E esse machucado no seu rosto?
Bati a cabe�a indo ao banheiro no escuro.
Perdi minha lente de contato.
Sabemos que Nykvist ligou e a instruiu h� algumas horas.
Caso n�o saiba, havia uma c�mera filmando voc�.
- Achamos que para chantage�-la. - Algu�m a est� espionando.
Talvez os Cobergs.
Algu�m quer prejudic�-la, Katherine.
E queremos ajud�-la.
Meus filhos.
Est�o com o pai, ele insistiu.
N�o quero perd�-los.
Quando Katie se acalmar, vai voltar ao seu lugar.
Com o marido.
� hora de irem.
Se quiser, pode beber. N�o me importo.
Parei de vez.
Quer alguma coisa?
Gosto do bife daqui.
S� caf�.
Foi aqui que minha m�e conheceu meu pai.
Ele era americano.
Quando cresci, passei a vir aqui para ver se o encontrava.
35 anos.
- Certo, Freddy? - Toda noite, de 22h �s 23h.
- Como foi o trabalho? - S� arco-�ris e rostos felizes.
Quero me desculpar.
Fiz uma lista.
Tome.
� isso? � a sua lista?
- Meu recital de piano. - Eu estava b�bado.
- Comecei a cantar junto. - Eu me lembro.
Deu um soco na minha professora na frente dos meus amigos.
Eu tinha 11 anos.
A mam�e contou que, quando estava gr�vida,
disse a ela para se livrar de mim.
Eu era um babaca.
Estou tentando n�o ser mais esse sujeito.
Sei que voc� estar aqui hoje � mais do que mere�o.
Eu sei disso.
Quero me redimir com voc�.
Quero cuidar de voc�.
Sabe qual � a do seu namorado? N�o vai acabar bem.
O qu�?
Voc� bateu nele.
Que droga!
Tudo bem, sr. Jo?
� isso, foram todas.
Fran�ois e Katherine Coberg querem recuperar o casamento,
e seus detetives surgem com insinua��es perversas
sobre infidelidade e espionagem.
� irrespons�vel. Os jornais v�o adorar tudo isso.
Lembro que h� crian�as envolvidas.
T�m 4 e 2 anos, meio jovens para ler jornais.
� seu esquadr�o de elite?
Um homem que bebeu at� infartar?
J� deu seu recado, Sr. Duroy. At� logo.
A Inglaterra tem os Windsors, e n�s, os Cobergs.
Espero que tenha mais do que piadas.
Katherine e Fran�ois Coberg v�o enfrentar um div�rcio caro,
com a guarda dos filhos.
Os Cobergs podem querer uma vantagem.
Um v�deo de Katherine com 3 homens pode servir.
Os Cobergs pagaram Bernard Lang para p�r as c�meras,
mas algo deu errado, e Bernard acabou morto.
Especula��o.
A �nica testemunha a alegar orgia � um bandido.
- E o terceiro mosqueteiro, Remi? - Nada ainda.
Certo. Querem me convencer?
Liguem Bernard Lang aos Cobergs.
O que s�o essas fotos?
Bernard levava grupos particulares aos Alpes.
As bandeirinhas s�o logotipos de empresas?
Queriam fortalecer o esp�rito de equipe entre os funcion�rios.
Quase sempre, ele tinha que carreg�-los at� o topo.
Bayard,
ele trabalhava para os Nykvists, n�o para os Cobergs.
Acharam Remi.
A propriet�ria ligou. Parece overdose.
Rigor mortis total. Talvez umas 24 horas.
Havia uma agulha na banheira, mas s� vi uma marca nele.
N�o era viciado.
Algu�m injetou nele e o deixou aqui para se afogar.
Primeiro Bernard, agora ele. Algu�m quer se proteger.
Eu n�o fui.
Era para a ral� da administra��o.
- N�o gosto de grupos. - Exceto em quartos de hotel.
De novo, n�o. Chega.
Sente-se antes que bata em voc�.
Este homem est� morto.
E este aqui tamb�m.
Voc� � o elo comum entre eles.
� o bastante para uma acusa��o de homic�dio.
Deus...
- Ele foi longe demais. - Quem?
Meu pai.
Contei a ele sobre Katie, sobre o que ela gostava.
A humilha��o.
Ele veio com a ideia de film�-la para usar contra os Cobergs.
Ele tem neg�cios com eles.
O seguran�a dele conhecia Lang.
Contratou Lang para p�r uma c�mera na coluna.
Depois que eu e Katie sa�mos, o seguran�a foi falar com Lang.
Disse que o encontrou morto.
E a c�mera tinha sumido.
Antes de voc� ir ao hotel,
o seguran�a estava seguindo Katie?
Sim, h� alguns dias.
N�o lhe ocorreu que ele estava sendo seguido?
Vista-se. Voc� vai conosco.
Talvez algu�m seguindo Katie pegou o rastro do seguran�a.
Algu�m trabalhando para os Cobergs.
Viu o que estava acontecendo, matou Lang e roubou o v�deo.
Se os Cobergs est�o atr�s de Katherine,
vamos atr�s deles.
� Katherine.
E esse, o cara que a segue.
Eu n�o fumo. Suma daqui.
Que diabos...
Identidade.
Um tarado tem observado menininhas na �rea.
Leon Neel, Caravelle Ltda. Trabalha para os Cobergs, certo?
Apoio Log�stico.
O que � isso, Sr. Neel? Exige porte de arma?
O GPS do celular o coloca na Pra�a da Conc�rdia
- na noite em que Lang foi morto. - N�o significa nada.
Estava seguindo Katherine, tinha que estar l�.
Voc� � ex-membro da Intelig�ncia, certo?
Significa que n�o conseguiremos muito de voc�.
� por a�.
Essas pessoas...
� como se n�o exist�ssemos.
Mande uma mensagem para Katherine.
O que vai fazer?
Provocar.
"Tenho um v�deo de voc� no Hotel Crillon.
Se est� interessada, responda."
Agora, esperamos.
Ad�le me disse que n�o correu muito bem.
Eu queria bater na minha cabe�a.
Ela vai ficar melhor sozinha.
N�o vai.
- Senhorita? - Voc�!
- Venha comigo. - Me solte.
Tire as m�os de mim! Socorro!
- Pol�cia. Deem o fora! - Algu�m me ajude!
- Sumam! - Disse que � policial...
Piet contou o que houve no hotel.
O v�deo foi ideia do pai dele.
Mas foi roubado, e esses dois foram mortos.
Talvez por algu�m trabalhando para os Cobergs.
Para proteger voc�.
A fam�lia do seu marido.
Mortos em seu nome.
Era isso que voc� queria?
Ent�o fale comigo.
Eu n�o sei de nada.
Ningu�m me diz nada.
Eles s� me usam.
Como assim?
Meus pais praticamente me jogaram para Fran�ois.
Queriam um casamento de sociedade.
Me mandaram �s mesmas escolas que ele, � mesma faculdade.
Houve um evento de moda.
Minha m�e me deu um vestido sexy para chamar a aten��o dele.
Eu concordei.
Achei que era o que eu queria tamb�m.
Por isso deixou Fran�ois?
N�o.
N�o...
Os meus filhos.
Os Cobergs queriam um herdeiro.
Isso estava especificado.
N�s tentamos, mas Fran�ois...
Ent�o minha sogra teve a brilhante ideia
de usar o esperma do marido dela.
Imagine a decep��o quando nasceu uma linda menininha.
Nova insemina��o, e, dessa vez, tiramos a sorte grande.
Um belo menino.
A culpa � minha.
Eles veem fraqueza e pisam em cima.
N�o posso deixar meus filhos vivendo perto disso.
O jeito como me olha...
Deve me considerar uma m�e inadequada.
Deixando que abusem de mim, como Piet e aqueles homens.
Eu n�o julgo.
S� estou triste.
S� sou boa para isso.
Mas, no hotel, pelo menos foi escolha minha.
Jo.
Fran�ois Coberg e seu advogado est�o a�, criando confus�o.
Dormont mandou solt�-la.
Vamos tir�-la da cidade, longe de tudo isso.
- N�o me diga o que fazer. - Quieta.
N�o envergonhe Fran�ois.
Isto � culpa sua.
Humilhou-a em p�blico!
Deve desculpas ao Sr. Coberg.
Venha.
O que acha disso?
Averiguei as coordenadas do GPS do telefone do Sr. Neel.
Nos �ltimos dias, ele estava bem longe, perto de Rambouillet.
Uma estrada pavimentada, nada em volta a quil�metros.
Esteve l� todas as manh�s, por duas horas.
Talvez seja uma velha pista de testes.
Marcas recentes de derrapagem.
As mesmas marcas, daqui at� o cascalho.
Como algu�m testando uma derrapagem controlada.
Ele bateu no barril.
Lascas de tinta.
Pessoal, est�o trabalhando em um plano.
As lascas s�o de um Audi S5 azul.
O mesmo carro de Katherine.
O laborat�rio p�s os c�lculos que achamos em um programa.
Velocidade, massa, velocidade de deriva.
Temos aqui um massacre controlado.
72km por hora.
Um acidente encenado.
Envolvendo o carro de Katherine.
Os Cobergs pensam numa sa�da mais barata do que o div�rcio.
Acidente encenado?
Voc�s s�o doidos.
Nunca estive neste lugar.
N�o, segundo seu telefone.
Ent�o prenda o meu telefone.
Talvez tenha estado l�, mas eu, n�o.
A pista e 40ha em volta
foram comprados em 1954 por uma subsidi�ria da Caravelle.
Os Cobergs s�o os donos do lugar.
Meu advogado est� vindo.
N�o aceito isso.
Tem uma velha pista de corrida perto de Rambouillet, n�o?
Meu pai a comprou.
Queria construir um carro de corrida.
� um pasto agora.
O que isso tem a ver com qualquer coisa?
Achamos provas l�, podem estar querendo prejudicar sua nora.
Que provas, coc� de vaca?
Sabe, Sra. Colberg,
muitas sogras se preocupariam com a possibilidade
de algu�m poder prejudicar a m�e de seus netos.
- N�o sou como muitas sogras. - Certo.
Muitas sogras n�o usariam o s�men do marido
para engravidar a nora.
Um homem com seus v�cios e associa��es criminosas
n�o est� em posi��o de julgar minha fam�lia.
Sorte sua meu marido n�o estar vivo para lhe dar uma li��o.
Essa merda veio do Minist�rio da Defesa e caiu na minha mesa.
N�o dou a m�nima para Liliane Colberg, etc.
Mas ligo quando meus detetives deliram sobre provas.
Quer uma amostra da minha urina? Tudo bem.
Chega.
N�o � del�rio.
Vi nos olhos de Liliane Colberg.
Querem matar Katherine.
Ap�s matar duas pessoas para proteger sua reputa��o?
N�o a reputa��o dela.
A deles. Conseguiram o que queriam dela.
Um herdeiro para levar avante o nome da fam�lia.
- Agora ela � um inconveniente. - Sim, e uma amea�a.
Porque quer tirar os filhos de Fran�ois e da m�e.
Este plano de assassinato � medieval.
Do jeito que pensam, eles s�o medievais.
A certa altura, Jo, discutir com voc� perde a gra�a.
Torna-se uma marcha da morte.
V� para casa. E fique longe dos Cobergs.
Katherine est� a� desde as 22h.
Pedi que Eddie e Lisa a observassem.
Eles me ligaram h� 20 minutos.
Ela estava com duas "bab�s".
Sa�ram da boate sem ela, h� meia hora.
Katherine estava bebendo champanhe com umas pessoas.
Os Cobergs retiraram sua prote��o.
� isso.
Ela sumiu. Foi ao banheiro,
parecia que ia desmaiar, n�o voltou, fui ver,
ela sumiu!
O carro dela! Droga! Vamos!
Onde ela aprendeu a dirigir assim?
Para onde foi?
As barreiras. Ela atravessou. Est� na �gua!
Senhor, onde est� a sua filha?
Desmaiou no banco de tr�s.
Ponha-o no seu carro e fique de olho. Chame a ambul�ncia.
Tudo bem. Ajude aqui.
Katie...
Ela vai ficar bem, acham que foi dopada com algo.
Recebi as fotos do acidente. D� uma olhada.
- Como ela est�? - N�o conseguiram reviv�-la.
Sinto muito.
Me diga o que aconteceu.
Do in�cio.
Katie me ligou.
N�o se sentia bem. Me pediu para busc�-la.
Peguei um t�xi.
Encontrei-a fora da boate.
Peguei a chave do carro.
Ela se sentou atr�s e desmaiou.
Eu estava dirigindo.
Olhei para tr�s para ver se ela estava bem.
E bati em algo.
Quando vi, estava na �gua.
O carro estava afundando,
e eu n�o podia ver nada.
Pegou um t�xi at� a boate?
Sim, encontrei-a fora e peguei a chave do carro.
Tem o recibo do t�xi?
N�o, n�o pedi recibo.
Voc� estava dirigindo, e o que aconteceu?
Eu estava dirigindo.
Olhei para tr�s para ver se ela estava bem.
Bati em algo.
- E quando viu... - Estava na �gua.
E n�o podia ver nada.
Sim.
Pensou no que ia dizer. Voc� ensaiou?
N�o.
Estava s� repassando na minha cabe�a o que se passou.
O que poderia ter feito para salv�-la.
- Ela ligou para voc�. - Sim.
N�o h� registro da liga��o no telefone dela.
Ela pode ter usado outro telefone.
O que importa? Minha filha est� morta.
Eu disse isso?
Desculpe, quis dizer que ela estava viva.
Ela conseguiu.
Voc� disse que...
Me enganei, e ela vai esclarecer sobre a liga��o.
Estava muito b�bada, talvez n�o se lembre.
Certo, n�o vai se lembrar porque n�o fez nenhuma liga��o.
Voc� apareceu na boate para lev�-la para casa
ap�s ter sido drogada.
Do que est� falando?
V� essas marcas,
depois de ter batido nos postes?
S�o id�nticas �s que vimos na pista h� 3 dias.
Id�nticas. As marcas s�o iguais.
Algu�m ensaiou como colocar o carro no canal
e fazer parecer um acidente.
N�o, isso n�o � verdade.
Foi um acidente.
Bati em algo.
"E quando vi, estava na �gua.
E n�o podia ver nada."
Sua pr�pria filha.
A garotinha que voc� segurou quando nasceu.
Voc� esqueceu?
N�o estou nem a� para voc�.
Quero eles.
Disseram que nunca a deixariam levar os filhos de Fran�ois.
Depois do que houve no hotel,
Liliane Coberg chamou-a de "mancha t�xica"
no bom nome da fam�lia.
Disse que era melhor ela morrer num acidente
do que envergonhar a fam�lia.
Tinham um motorista ex�mio. Eu estava no banco do carona.
Tive que dizer que estava dirigindo.
Fran�ois disse que era preciso.
Seria mais convincente.
Disseram que se eu recusasse, arruinariam meus neg�cios.
Iam cuidar da minha outra filha,
arranjar um bom casamento para ela.
Com um dos seus amigos ricos.
Um bom casamento...
Deus...
Isto � inaceit�vel!
Quem acreditar� naquele homem insignificante?
Outro homem insignificante.
Vejo voc� amanh�.
Ad�le?
H� quanto tempo est� aqui?
Voc� est� bem?
Quero falar com voc�.
Voc� parou mesmo?
Sim, com tudo.
Pai, estou doente.
Tomo tantos comprimidos...
Eu quero parar.
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