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Anteriormente, em Companheiros de Viagem...
- A quem pertences? - Ao Hawkins Fuller!
Sentes falta de cobrir o Senado.
Era suposto eu ser o Jackie Robinson do Jornalismo.
Emitimos convocat�rias para denunciados ou suspeitos de homossexualidade.
SR. FULLER, OBRIGADO POR TUDO � MARAVILHOSO
Acho que o Ex�rcito tem de ser investigado.
E quando o fizermos, n�o se atrever�o a tocar-te.
Desenterr�mos atividade de espionagem
nos laborat�rios de radar de Fort Monmouth do Ex�rcito.
J� lhe ocorreu que os tr�s homens que lideram
a cruzada crist� contra o comunismo
s�o todos solteiros?
Dizem imensas coisas sobre mim.
Nada cola.
O senador praticou sodomia comigo.
Tens de fazer um teste de sida.
Muito bem. Pode arrega�ar a manga.
COMPANHEIROS DE VIAGEM
BASEADO NO ROMANCE DE THOMAS MALLON
UNIDADE M - GABINETE DE SEGURAN�A DO DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA
O seu casaco...
Feliz Natal.
Feliz Natal!
Jesus Cristo...
Ele surgiu de repente.
- N�o podia fazer nada. Meu Deus. - Deixem passar.
Por favor, minha gente. N�o podem fazer nada.
Afastem-se todos.
N�o foi culpa minha, juro.
Falamos de um governador
que apoia projectos-lei fascistas, de extrema-direita.
� t�o apaixonado pela pol�tica de esquerda
quanto o era pelo McCarthy.
... doentes de sida em quarentena ou deixarem-nos morrer.
Jerome, este � o Hawk.
- Ol�. - Ol�.
- Gosto em conhecer. - Igualmente.
... como no ano passado,
para agradar aos eleitores de direita.
Preocupa-os que estes projetos-lei deem autoriza��o legal ao...
Ele vive connosco. Era estudante.
Sem-abrigo quando o conheci.
Queres beber mais?
Sim, s� refrigerante light.
Estou mais ou menos s�brio.
Isso n�o � como estar mais ou menos gr�vido?
- Anda. - ... n�o � nenhum deles.
S�o apenas a voz mais alta.
Como v�o as coisas por l�?
Agora que a irm� me deu guia de marcha,
ele tem de descansar, mas ele acha
que est� a liderar uma revolu��o.
Obrigado.
O Tim disse que fizeste o teste.
- Tens not�cias? - Ainda n�o.
N�o estou preocupado.
Essa treta j� n�o funciona.
Vai-te foder, meu amigo.
Cuidado com a porra da l�ngua em minha casa.
Querido, vai comprar mais um pack de 12 cervejas.
Toda a gente vai ficar para ver o cabr�o no 60 Minutos.
O nosso velho amigo Roy Cohn.
Amo-te, querido.
�s um homem mudado.
Tens inveja?
Vou buscar mais cervejas.
... sendo os conservadores hist�ricos como s�o,
justificando as coisas odiosas que fazem
com a porra da B�blia.
- Desculpem. - Algu�m tem de falar mais alto.
Algu�m que est� do lado certo.
Algu�m devia ir l�
e convencer o George. - Eu gostaria muito.
Liguei para o governador uma d�zia de vezes.
Podemos ir l� falar com algu�m,
com o chefe de gabinete?
Se ele agendar a reuni�o, podemos.
Que marca��o vou fazer?
Falamos disso mais tarde.
Devemos levar uma lista de exig�ncias.
Juventude impetuosa.
As minorias s�o o grupo mais afetado pela sida.
Pois.
Sim, sinto-me �timo.
Estou em completa remiss�o.
Mentiroso.
Est� a morrer de sida?
Bom, n�o,
n�o tenho sida. - V� l�!
Sabe porque as pessoas perguntam?
Claro. Com certeza.
Querem saber se � homossexual.
Quem me conhece, como funciona a minha mente,
teria muita dificuldade em conciliar isso
com qualquer tipo de homossexualidade.
Por outras palavras, todas as facetas da minha personalidade,
a minhas agressividade, a minha dureza,
s�o completamente incompat�veis com algo homossexual.
Que camisola t�o festiva, Mna. Addison.
Obrigada, Sr. Fuller.
DO GABINETE DE SEGURAN�A E ASSUNTOS CONSULARES - CONFIDENCIAL
PARA: UNITED STATES MARSHAL
ASSUNTO: POTENCIAL INDIV�DUO DESLEAL EM GABINETES DO GOVERNO
Entre.
Sr. Fuller, posso dar-lhe uma palavrinha
sobre a reuni�o desta tarde?
Fa�a favor.
Viste? Pus na tua secret�ria.
Parece que tenho finalmente um encontro com um homem �s direitas.
Ou devo dizer "�s extremas-direitas"?
A Mna. Addison viu?
Ainda n�o tinha chegado.
Achas que o Morton sabe?
N�o. O chefe � sempre o �ltimo a saber.
E s� lhe dizem
se o sujeito for recomendado para dispensa.
- Quando � a entrevista? - Amanh�.
N�o perdem tempo, pois n�o?
� melhor voltar.
Mna. Johnson...
Agrade�o o que fez.
Atribui ao esp�rito natal�cio.
V�o estar a vigiar-te.
- Tem cuidado. - Sim.
O Sr. Morton para si.
- Fuller. - Senhor Morton.
Em rela��o ao seu relat�rio sobre a investiga��o de Fort Monmouth,
a minha posi��o n�o mudou.
Com o devido respeito, senhor,
McCarthy e Cohn pisaram o risco.
Ent�o, perseguirem engenheiros
que fazem um honroso trabalho para as for�as armadas da na��o?
N�o discordo,
mas n�o podemos dar-nos ao luxo
de atrair a ira de McCarthy.
N�o com a Unidade M a limpar a casa.
Temos pessoal a menos, moral em baixo...
� por isso que precisamos
de marcar posi��o com mais firmeza.
Estamos a ser atacados.
N�o fa�a ondas, Fuller.
Est� a ir bem.
Vejo um cargo no estrangeiro no seu futuro.
Oi�a, tenho o carro � espera.
Mude de ideias sobre esta noite.
- Bom... - � s� uma soir�e de Natal,
com os diretores as esposas,
quando as t�m.
Por acaso, a minha agenda acaba de ficar livre.
- Afinal, sempre posso ir. - Excelente.
Sabe, a Edna vai ficar encantada.
Estou ansioso.
- Est�? - Estou, Helen.
A Lucy est� em casa?
Parab�ns pelas n�pcias, Joe.
Decerto que a Jean o far� muito feliz.
Sim. S� n�o tinha percebido
que, ao casar, elas est�o sempre presentes.
Fica, filho.
Vai trazendo bebidas.
� a �poca pr�pria.
Podem confiar nele, rapazes. � um bom cat�lico.
Joe, soube ontem � noite
de um memo que est� a ser preparado no Pent�gono pelo John Adams,
consultor jur�dico do Ex�rcito,
a detalhar toda a importuna��o do Cohn
em nome do David Schine.
Desde que o Schine foi recrutado,
o Cohn tem exigido fins de semana de licen�a,
redu��es na forma��o b�sica, e at� botas personalizadas.
H� pormenores neste memo
que s�o perturbadores, escandalosos.
H� rumores de que estes dois homens s�o larilas.
H� uma solu��o simples:
despedir o Roy.
Salve-se, salve a sua causa.
Se n�o o despedir, Joe,
toda esta situa��o vai ter de ser investigada,
talvez at� diante de c�maras de televis�o.
Sabem, o Roy formou-se em Direito aos 20 anos,
mandou dois espi�es para a cadeira el�trica aos 25.
Ele � mais esperto e mais �til
que uma d�zia de senadores como voc�s juntos.
O Ex�rcito est� a ripostar
contra as nossas investiga��es em Fort Monmouth.
Aquilo est� pejado de comunas e maricas
e n�o querem que seja denunciado.
Dizem-me para os deixar proteger espi�es na fileiras?
O que achas tu, filho?
N�o sei, senador.
Acho s� que...
V� l�, n�o te acanhes.
Se o Sr. Cohn estivesse realmente dedicado � sua causa,
n�o deveria deixar de lado qualquer assunto pessoal
para a proteger?
Deveria.
E vai faz�-lo.
Ou ter� de enfrentar as consequ�ncias.
Marquem uma reuni�o com o Adams esta semana em Nova Iorque.
Vou levar a minha senhora a ver a Oklahoma!
E tu tamb�m vais.
Preciso de outra licen�a de fim de semana.
N�o temos j� chatices que cheguem?
A imprensa est� delirante com as tuas botas.
Pois, o Ex�rcito n�o faz botas para o meu tamanho.
Diz isso ao New York Times.
Dave, isto � grave.
Amea�am enviar-te para o estrangeiro.
Mandar-me para onde?
Para a Alemanha ou para a Coreia.
Ei, soldado. Belas botas.
Sim, belas botas.
N�o vou sobreviver no estrangeiro, Roy.
H� senadores a trabalhar para eu ser despedido.
Temos de ser estrat�gicos.
Se o McCarthy me corre da comiss�o,
podem enviar-te para a Sib�ria
e eu n�o vou poder fazer peva.
Como n�o fizeste peva
quanto a eu ser recrutado.
Estamos a tentar resolver isso!
Vamos encontrar-nos com o advogado do Ex�rcito em Nova Iorque.
E a minha licen�a de fim de semana?
Vou tentar.
Tens par?
Tinha...
... mas n�o suporto a ideia
de ir a mais uma festa de Natal.
As gentias s�o insaci�veis nesta altura do ano.
Mas prefiro um fim de semana em casa.
Vou a Nova Iorque,
vou � reuni�o contigo.
E... e depois voltamos para o Waldorf.
Tu, eu... e brandy.
Comemos quando quisermos, peidamo-nos quando quisermos.
N�o podemos fazer isso com mulheres
com fazemos com um amigalha�o, n�o �?
O que me dizes?
- Obrigado. - N�o tem de qu�.
Por aqui.
Sr. Morton.
Esta � a Mna. Smith.
Muito prazer.
O prazer � meu, minha querida.
Venham, juntem-se � festa na sala de jantar.
� um jantar volante.
A Edna providencia tudo.
A Edna providencia-nos tudo.
� a primeira vez que venho � casa do chefe.
O que achas?
Eis o tipo que tens de conhecer.
Sr. McLeod?
Fuller. Assuntos do Senado.
Sim, claro.
Permite-me que apresente a deslumbrante Mna. Smith?
Com certeza.
Scott McLeod. Como est�?
Muito bem, obrigada.
O Sr. McLeod � o chefe da seguran�a.
Trabalha dia e noite para purificar o Foggy Bottom.
Estou apenas a cumprir o meu dever.
� filha do senador Smith?
- Exato. - Sim, o seu pai � um provocador.
Parece fazer gala em ser um espinho na vida do senador McCarthy.
O Sr. McLeod tem um retrato autografado de McCarthy
pendurado na parede do gabinete.
- Ao que consta. - � verdade.
� um dos meus her�is.
As pessoas dizem que n�o haveria McLeod sem McCarthy.
E estariam certas.
O meu pai n�o teme dizer o que pensa
em defesa do seu pa�s.
Como o seu pai, fa�o o que posso para defender o meu pa�s.
Com licen�a. Morton.
- Vemo-nos ao jantar. - Sim.
Que idiota insuport�vel.
Prepara-te.
Est�s prestes a jantar com v�rios.
Cuidado. Posso habituar-me a isto.
Habituares-te a...?
A entrar numa sala de bra�o dado contigo.
Estou impressionado com o seu trabalho, Sr. Gaines,
especialmente o artigo que lhe valeu o Pr�mio Newspaper Guild.
Foi chocante a forma como foi rejeitado naquele clube.
Est� muito bem escrito.
Tentei simplesmente dizer a verdade.
Denunciou a falsidade das leis de n�o segrega��o.
Est� feliz no Courier?
Orgulho-me de ter o meu trabalho num jornal de negros.
Com o seu talento, podia ter um p�blico mais alargado,
um sal�rio melhor.
Vou direto ao assunto.
Gostaria de lhe oferecer
um lugar tempor�rio aqui no Post.
Chame-lhe per�odo de experi�ncia.
� uma proposta muito intrigante.
Proponha-me artigos. Depois falamos.
Um escritor negro a escrever sobre a experi�ncia de ser negro.
H� mais do que um.
Diferentes negros t�m experi�ncias diferentes.
Queremos quebrar barreiras.
Bom, pelo menos alguns de n�s.
Alguns? Espera ter problemas?
N�o, nem por isso.
Mas como est� ainda a ambientar-se, talvez seja melhor
evitar as reda��es de jornais por ora.
H� uma casa de banho pequena no quarto piso.
D�-lhe mais privacidade.
At� me sinto constrangido por dizer isto.
Sr. Fuller.
Foi pontual.
Fred Traband.
Agente especial encarregue de investiga��es.
Prazer em conhecer.
Acreditamos ter motivos
para lhe fazer uma s�rie de perguntas.
Que motivos?
N�o estamos autorizados a revelar.
Tem autoriza��o para dizer quem lhe deu esses motivos?
Isso tamb�m � confidencial. Sente-se, por favor.
E permita-me a franqueza,
80% destas sess�es
acabam com a admiss�o
de pelo menos um comportamento por parte do entrevistado.
A nossa m�dia est� em uma demiss�o por dia.
Bom, os vossos esfor�os n�o foram em v�o.
H� quanto tempo trabalha no Departamento de Estado?
Desde 48.
Quatro anos e dez meses.
Tamb�m deseja o n�mero de dias?
Qual o seu estado civil?
Solteiro.
Mas h� uma senhora especial na calha.
Ela e o Sr. McLeod j� se conheceram.
Sr. Fuller, por favor, levante-se e ande pela sala.
Por favor, volte a sentar-se.
O pen�ltimo par�grafo da p�gina.
Leia-o em voz alta.
"Philip abriu um grande arm�rio
cheio de vestidos
e, entrando l� dentro, pegou em tantos
quantos conseguiu agarrar e enterrou o rosto neles.
Tinham o cheiro de sua m�e..."
� tudo por hoje.
Como me sa�?
- N�o estou... - Autorizado a dizer. Entendido.
O cavalheiro que saiu da unidade na semana passada
atirou-se para debaixo de um cami�o.
Isso deve afetar uma pessoa no seu lugar.
Infelizmente, temos assistido a um suic�dio por semana.
J� pensou que algu�m pode preferir mat�-lo a si?
Um momento.
Tem de voltar amanh� para um teste no pol�grafo.
N�o, n�o ser� necess�rio.
Fale com o Sr. McLeod.
Quando achamos que � preciso pol�grafo,
a coopera��o � obrigat�ria.
Tentamos resolver as pend�ncias
antes das festas.
Pode vir amanh� depois do expediente?
Claro.
Com licen�a.
Com licen�a.
Muito bem, sei que todos
querem voltar �s festividades, por isso serei breve.
Em nome do Sr. Morton e de todo o Gabinete,
gostaria de agradecer a todos mais um ano brilhante.
Que as vossas esposas sejam felizes,
e que os cora��es se encham de alegria.
Feliz Natal.
- Feliz Natal. - Sa�de. Viva!
Como correu?
Se aquela tontaria � um teste de masculinidade,
at� a minha m�e passaria.
H� uma segunda parte. Pol�grafo.
Pois, receava isso.
- A Caroline... - Sim.
V�o fazer-te perguntas
sobre as tuas atividades privadas em pormenor.
Espero que tenham reservado bastantes horas para isso.
Achei que estavas a levar isto a s�rio.
Estou.
N�o levas nada a s�rio.
N�o serves para ele, Fuller.
Ele � profundamente sincero e tu vais mago�-lo.
Sei de quem est�s a falar.
O rapaz que deu aquele livro ao Sr. Fuller?
Sim, eu vi o recado l� dentro.
"Sr. Fuller,
obrigado por tudo.
� maravilhoso."
Foi voc� que o denunciou.
Tem raz�o, Mna. Addison.
Sou maravilhoso.
Ent�o porque n�o se limita a sofrer?
Feliz Natal.
A Maggie disse que temos de manter o teu peso.
- Massa. - Que mais?
Manteiga de amendoim.
- N�o tinham crocante? - N�o, eu procurei.
Disseste que conheces algu�m ligado ao governador.
O Dave Holm. � um angariador republicano.
Muito bem. Conhece-lo bem?
N�o muito.
- Enfim, ele �... - O qu�? � heterossexual?
Como tu �s heterossexual?
N�o podes fumar aqui.
Eu sei, eu sei.
O que queres, Tim?
Liga ao teu amigo.
Pede-lhe...
Convence-o a marcar um encontro
com o chefe de gabinete do governador.
- E porque farei isso? - Para me apresentar.
H� um lei de n�o discrimina��o � sida
na secret�ria do governador.
Tenho de o convencer a assinar.
Esperamos esta reuni�o h� semanas.
Est�o a ignorar-nos. N�o podem ignorar-te a ti.
Claro que podem.
V� l�. Vais comer?
N�o tenho fome.
Disse � Maggie que garantia que comias.
Para de fazer de enfermeira compassiva.
N�o faz o teu g�nero.
Sei certamente o que � perder algu�m.
Claro que sabes.
Foi uma frase est�pida da minha parte.
Sofreste uma perda tremenda.
Como est� a Lucy?
Vai gerindo.
Temos gerido nos �ltimos sete anos,
mas nunca se consegue realmente.
Skippy, n�o posso fazer esse telefonema.
Porque n�o?
Espera.
Achas que ao ires �quele gabinete comigo,
est�s a assumir-te.
Culpa por associa��o.
Sou casado.
Tenho fam�lia, tenho netos.
Tenho o direito de os proteger.
E eu tenho o direito de n�o morrer!
- N�o est�s a morrer. - Ai agora �s m�dico?
- Jesus Cristo. - Aonde vais?
Sair. Preciso de uma bebida.
Pensei que estava s�brio.
E estou. Entre as bebidas.
As casas de banhos est�o encerradas.
Raios partam!
Aposto que ainda encontras uma sala esconsa a funcionar!
Vai-te foder!
Tendo em conta o facto de os Rosenberg
terem sido executados pelo mesmo crime
do qual que � obviamente culpado,
v� alguma raz�o
para n�o ter o destino que eles tiveram?
Senador, � meu dever obedecer aos meus superiores militares.
Eles pro�bem-me de lhe fornecer informa��es classificadas.
Est� a esconder-se atr�s dessa alega��o
para proteger e encobrir informa��es
de que esta comiss�o precisa.
Com o devido respeito, Sr. presidente,
estes ataques a soldados leais
em Fort Monmouth s�o um insulto
a todos os homens e mulheres de farda.
Senador Smith, � nosso dever
denunciar comunistas ou proteg�-los?
A minha folha de servi�o fala por si, senador McCarthy.
Feliz Natal.
Muito elegante.
Posso devolver, tenho a fatura.
Gosto dela, Skippy. Gosto.
Olha.
O que � isto?
- H� algo... - O qu�?
Est� ali. H� um pequeno...
Oh, n�o!
- Adoro-a. - A s�rio?
Sim. Sim, adoro.
Tenho uma coisa para ti aqui.
Cuidado.
Cuidado, n�o deixes marcas.
Preocupa-te o que a av� Laughlin vai pensar?
N�o. O senador McCarthy.
N�o devia ter dito isso.
N�o posso dizer-te.
Queres que me v� embora?
Que tal dizeres-me a parte que vou descobrir de qualquer maneira?
H� uma reuni�o em Nova Iorque.
Com o McCarthy, o Cohn e o John Adams.
O Adams? O advogado do Ex�rcito?
N�o com o Schine?
N�o, n�o queriam que fosse, mas ele insistiu em ir.
E a Jean e eu devemos ficar
� porta para o impedir de ir � reuni�o.
Porque a reuni�o � sobre o Schine.
Sobre todos os favores que o Roy pede para ele.
Os chef�es do ex�rcito est�o fartos.
E o McCarthy est� a ser pressionado para despedir o Roy.
- � isso? - N�o, n�o, n�o.
Falei demasiado.
E tu vais l� estar.
O meu rapaz est� a subir na vida.
Por falar em subir...
N�o devia ter falado na reuni�o.
Porque nunca te digo n�o?
Sou irresist�vel.
Vem c�.
N�o.
Hoje � a tua vez.
Quem me dera que pud�ssemos passar o Natal juntos em Nova Iorque.
Sei que � s� uma fantasia.
O que far�amos?
Se pud�ssemos.
Quero ver as Rockettes no Radio City Music Hall.
- O que �? - Isso �... amoroso.
Volto j�.
Feliz Natal.
� para ti.
�...
Hawk.
N�o posso.
Claro que podes.
N�o aguento ser t�o feliz.
Que amoroso.
Antes de ires, preciso de um favor.
DAVID SCHINE PESSOAL E CONFIDENCIAL
D� isto ao Schine amanh�.
A mais ningu�m.
O que �?
N�o posso dizer-te.
Pelo menos diz-me:
vai fazer mal a algu�m?
Talvez impe�a que magoem inocentes.
Anda. Acompanho-te � porta.
Volto a ver-te?
Para que foi isso?
Para que te lembres de mim.
Anda.
Estou.
Ol�. O meu marido est� a�?
Desculpe. Fala a Lucy Fuller.
O Hawk deu-me o seu n�mero.
Ele foi � drogaria.
Quer que lhe pe�a para ligar?
Por favor. N�o � urgente.
Est� bem.
Obrigado por deix�-lo ficar uns dias.
N�o sei se o "deixei".
Ele disse que tinha de estar a� at� a sua irm� voltar.
Eu n�o tinha alternativa.
Como est�?
Vou andando.
E a senhora?
Vou andando.
Eu digo-lhe que ligou.
Obrigada.
Sai de cima de mim!
O USO DE T�CNICAS DO POL�GRAFO
NA INVESTIGA��O PSICOFISIOL�GICA E PSICOLOGIA CL�NICA
REATOR CARDIOVASCULAR
Feliz Natal, Tim.
Pedi-lhe que ta autografasse.
Obrigado. � muito gentil.
Esta disputa com o Ex�rcito tem de acabar hoje.
N�o podemos permitir que descarrile a comiss�o.
Leva isto para o Joe e fica l�.
S� os meus olhos e os meus ouvidos.
� um clube de rapazes e tu �s um rapaz.
Est� bem.
Mantenho o David debaixo de olho.
Mantenho-o de fora se puder.
Como advogado geral do Ex�rcito,
tenho de protestar pela press�o extravagante
trazida pelo Sr. Cohn
para transformar a vida do soldado Schine na tropa numas f�rias.
Acho que concordamos que o Sr. Schine
� igualmente valioso para ambas as partes.
� precisamente por isso que o trabalho importante dele
na nossa comiss�o n�o pode parar.
A Sra. McCarthy acha que pode precisar disto.
Obrigado, filho.
Ele seria valioso para o Ex�rcito
se n�o passasse metade do tempo fora da base.
O subcomit� n�o tem tido m�os a medir desde Fort Monmouth.
Deveras. E demos ao Sr. Schine
uma sala privativa para escrever os relat�rios do subcomit�.
Uma sala onde ele nunca p�s os p�s
porque o Sr. Cohn ligou a dizer-nos que era vital
ele trabalhar numa penthouse em Manhattan.
Uma penthouse onde ele aparentemente passa
muito tempo com o Sr. Cohn.
Sabemos o que se passa realmente aqui.
O Ex�rcito tem o Sr. Schine como ref�m
para nos pressionar a desistir da investiga��o
aos subversivos em Fort Monmouth.
Isso � absurdo.
Senador McCarthy, tem consci�ncia
de que pode ser acusado
por usar a influ�ncia do seu cargo
para ganhar privil�gios especiais para um soldado no ativo?
O Sr. Cohn n�o far� mais pedidos.
N�o �, Roy?
Certamente.
A menos que o Ex�rcito pretenda mand�-lo para o estrangeiro.
O soldado Schine � um patriota acima de tudo
e ir� para onde tiver de ir.
N�o �, Roy?
Se o Ex�rcito decidir destac�-lo
para algum local longe Washington,
dou cabo do maldito Ex�rcito.
Joe, ele tem de sair.
Para que est� a� � espreita?
Est� a navegar em �guas perigosas, senador.
Fort Monmouth est� pejada
de riscos de seguran�a.
Quem est�o a proteger?
Sr. Fuller, foi enviado para o estrangeiro
para servir no Ex�rcito dos Estados Unidos em 1943?
Sim.
Em que pa�s esteve destacado?
Em It�lia.
Alguma vez participou em reuni�es
do Partido Comunista da Uni�o Sovi�tica?
N�o.
Frequentou um estabelecimento de Washington DC
chamado Chicken Hut
na esquina da Rua H com a 17.�?
N�o.
Alguma vez esteve num estabelecimento de Washington DC
chamado Cozy Corner, na Midcity?
N�o.
Alguma vez teve contactos f�sicos inapropriados
com um homem de origem estrangeira
nos Estados Unidos ou noutro pa�s?
N�o.
Alguma vez praticou sodomia?
Ou contacto oral-genital com outro homem?
N�o.
Alguma vez deu ou recebeu
presentes de natureza rom�ntica de outro homem?
Quer que repita a pergunta?
N�o.
E a resposta � n�o.
Algum vez pensou estar apaixonado por outro homem?
Sim...
Responda � pergunta.
N�o.
Est�s apaixonado?
N�o te acanhes.
Neste momento, n�o.
O amor a Deus � mais puro que o romance.
Mas n�o acha que, �s vezes, o amor por outra pessoa
pode ter uma qualidade divina?
� verdade.
Acredito que o meu casamento com o Joe foi ordenado por Deus.
O que me entristece s�o as pessoas
que tentam apunhalar o meu marido pelas costas.
Que acontece se ganharem?
Imaginas um mundo sem Deus?
Eu n�o.
S� queria que as pessoas n�o fossem magoadas.
Quem sai magoado? Comunas e depravados.
Empregados, porteiros, engenheiros.
As pessoas est�o a suicidar-se.
Timothy...
O senador McCarthy � a nossa �nica esperan�a.
Os inimigos dele s�o inimigos de Deus.
Eles que morram. � assim que ganhamos.
Chegou o David.
Est�s atrasado.
O est�pido do motorista perdeu-se.
- O Roy? - A reuni�o acabou.
Vai arrepender-se, Sr. Adams.
- Que se passou? - S�o idiotas.
- Idiotas. - Joe.
N�o podem chantagear-me.
N�o vamos recuar.
- Roy, que se passou? - Joe, que se passa?
V�o ter uma investiga��o.
- Roy. - Sai-me da frente!
Roy, diz-me o que se passa.
Empregado! U�sque, puro, depressa.
Joe, o que se passou?
- O Ex�rcito vai processar-nos. - Processar quem?
A mim e ao Roy, por uso do poder do nosso cargo.
O Eisenhower est� por tr�s disto.
Posso acabar por ser censurado ou expulso.
Empregado!
Quem leva a cabo a investiga��o?
O subcomit� do Senado para as Investiga��es.
O meu comit�.
Tens de te livrar
do judeuzeco e do amigo pervertido.
Manda-os embora e eles que se amanhem
antes que seja tarde.
Anda, David. Vamos.
Sr. Schine?
Isto chegou ao gabinete ontem em seu nome.
Diz "confidencial".
Por amor de Deus, entra!
Como me sa�?
N�o podemos dizer.
Ora, que se lixe, � Natal.
Foi limpinho.
Festas felizes.
Abre.
Os teus bot�es de punho...
S�o lindos.
Deixa-me ver o outro.
"H" e "F".
O que quer dizer?
Fordham, a minha universidade, e Hist�ria, o meu curso.
Tens de os manter fechados.
- Est�o fechados. - Est�o mesmo?
- Sim, est�o mesmo fechados. - Est� bem.
N�o vale espreitar.
Pronto, podes abrir.
Hawk...
Meu Deus!
Hawk, � deslumbrante!
Posso?
Sim, por favor.
Feliz Natal, Hawkins.
Passas o Natal com a tua fam�lia?
Ora, esqueci-me. N�o tens fam�lia.
Por isso est�s sempre aqui.
Leonard, n�o achas que deves abrandar?
Au contraire, querida irm�.
Ainda agora comecei.
Ele � t�o infeliz e ningu�m sabe porqu�.
Pai Natal, querido, enfia Um casaco de marta sob a �rvore
Para mim
Fui uma menina t�o bem comportada
Pai Natal, querido
Despacha-te a descer A chamin� esta noite
Pai Natal, querido
Um descapot�vel 54 tamb�m
Azul claro
Espero por ti acordada, querido
Pai Natal, querido
Despacha-te a descer A chamin� esta noite
Eu acredito Mesmo em ti
Por isso vamos ver Se acreditas em mim
- Pai Natal, querido - Sim?
Esqueci-me de mencionar Uma coisinha
- Um anel - Um anel
Que n�o seja de papel
Pai Natal, querido
Despacha-te a descer A chamin�
Esta noite
Parab�ns.
Parab�ns pelo trabalho no Post.
Ainda estou � experi�ncia
at� eles se sentirem � vontade
com a ideia de eu poder passar por um deles.
A sua bebida.
Ou usar a mesma casa de banho.
Cristo...
Olha...
Ao sucesso.
Pelo menos � apar�ncia dele.
Estou curioso.
Quando o inquisidor te fez aquelas perguntas,
como � que bloqueaste as mem�rias?
Mantiveste a mente em branco?
Ocorreu-me que n�o se passa com a verdade.
Passamos com a aus�ncia de culpa.
A culpa � que faz disparar a m�quina.
E n�o senti culpa nenhuma.
"Ponhamos um punhal entre os dentes
uma bomba na m�o
e um infinito desd�m no cora��o."
- Quem disse isso? - Mussolini.
Merda.
Perguntaram-te se j� amaste um homem?
Perguntaram.
E pensaste no Tim?
- Por um segundo. - E passaste.
Foi limpinho.
Ent�o... est�s a celebrar porque n�o amas o Tim?
Ou porque �s um perfeito mentiroso?
N�o estou a celebrar.
McCarthy vai despedir-me para salvar o coiro.
N�o pode despedir-me.
Sou judeu.
Se ele me despedir,
toda a gente vai achar que odeia judeus.
Roy.
Provavelmente odeia mesmo judeus.
Todos odeiam judeus at� precisarem de n�s.
Tens de ver isto.
O qu�?
Raios me partam.
O que significa?
Significa que � tempo de b�n��os, Dave.
Um tempo de b�n��os realmente.
Aquele irland�s est�pido b�bado e gordo
n�o vai despedir o Roy Cohn,
e o Gerard David Schine n�o vai para a Coreia.
Descal�a os sapatos
e abre o brandy, Dave.
N�o vamos a lado nenhum.
Vou fazer-te
uma tarte de batata doce para o Natal.
Na placa quente?
L� em baixo, na cozinha do bar.
Tenho de passar o dia Natal com os meus pais.
V�o querer saber tudo sobre o novo emprego.
A tua antiga namorada vai l� estar?
Sabia que n�o devia ter-te falado dela.
N�o me importo.
� excitante.
O qu�?
Pensar em ti...
... com uma mulher.
Feliz Natal, Pai Natal querido.
Damos-te gra�as, Todo-Poderoso Deus
por estas e todas as d�divas
que recebemos da tua generosidade.
�men.
Viva, Skippy.
Skip?
Tim!
Cristo...
Tim.
Skippy, desculpa aquilo de h� bocado, sim?
Ouve.
Ligo ao meu amigo e pe�o a reuni�o que queres.
N�o posso garantir nada, mas...
Skippy?
Skip.
� da casa?
Sr. Fuller, eu...
Onde est� o Tim?
No hospital.
Foi uma sorte. Est�vamos aqui quando aconteceu.
E o Frankie foi com ele na ambul�ncia, e...
O que aconteceu?
Ele teve uma convuls�o.
� grave.
Tradu��o: Cristina Ferreira
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