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ADEUS, BRUTO
- Comissário. - Boa noite, Doutor.
Como isso aconteceu?
Christine!
A Christine estava com ele quando...
O comissário quer saber como isso aconteceu.
Bem, normalmente...
Suponho que todos os seus clientes morram durante o ato?
O que quer dizer com "normalmente"?
Ele não pediu nada de especial.
Ele se deitou, eu me deitei...
Aí parou de se mexer. Ele estava morto.
É só isso, uma morte acidental. Acho que não há mais nada a ser dito.
- Ele era um cliente regular? - Sim, e ele era gentil.
Gostaria de falar um pouco em particular, comissário.
Só queria dizer, comissário, que eu era muito amiga do Sr. Taillerfer...
e também do Sr. Lafont.
Também tenho excelente relação com os Srs. Roux e Dupuy.
E também vejo com frequência o presidente Langlane...
que é um homem encantador!
Somos os únicos que ela não está subornando!
POR FAVOR, NÃO FUME. OBRIGADO
Ah, sim, desculpe.
Como é isso, chefe?
Por que ela não está nos subornando?
Isso vai mudar, eu espero.
Você fica com metade, já que é o chefe.
E nós dividimos o resto!
Certo?
Sem mais preocupações com o futuro!
Um velho pervertido morre em um prostíbulo...
e a fortuna sorri para nós! Obrigado, Jesus!
Ele não te irrita?
O policial americano, cínico e corrompido, é o número favorito dele.
Conheço muito bem.
Coitado de você!
É difícil!
- Até amanhã, Moitrié. - Boa noite, chefe.
Escreva o relatório e não esconda as conexões dela.
Essa senhora talvez tenha influências, mas não dou a mínima.
Conte comigo.
- Boa noite, Lefèvre. - Não quer uma bebida?
Hoje não, estou cansado. Tchau!
A dona não é nada mal. Eu pegaria fácil...
Estar com ela na cama elétrica...
e fazer os fusíveis estourarem!
- Não no carro! - Ei, não comece de novo!
- Você não pode esperar? - Abra a janela!
Abaixe a janela e cale a boca!
Vamos, apague isso!
Não! Joguei fora 20 deles hoje por sua causa.
E você parou há três dias!
Está me custando uma fortuna. Vou fumar, então vá se ferrar!
Se você soubesse o que está nos seus pulmões...
Você terá uma camada de piche desse tamanho.
- Viciado! - Pare!
- O quê? - Me deixe sair!
- Espere um minuto... - Me deixe sair!
- Fique, eu te levo. - Estou fumando! Tchau!
Você vai morrer e eu vou rir muito!
Todas as viaturas: briga na esquina da De la Gare com a Des Charpentiers.
Aqui é o Moitrié, estou lá, vou cuidar disso.
- O Lefèvre está com você? - Não, ele está fumando.
Pare com isso, pelo amor de Deus!
Meu Deus, não pode ser!
Polícia! Pare!
Pare!
Desce todo mundo!
Eu o reconheci... era o Portor.
Era o Portor.
Me dê um cigarro.
Onde está meu café?
Quero uma barricada no pedágio de Montcouleche.
Aqui está o atirador.
Antoine Portor, um dos capangas do Lardatte.
O chefe quer uma barricada no pedágio de Montcouleche.
- Aqui está seu café. - Obrigado.
Antoine Portor não tem um irmão?
Sim, mas ele não está envolvido.
Passou a noite na sede.
Sim?
Sim.
Moitrié está morto.
Martin!
Seu irmão matou um dos meus homens.
Se você souber de algo, aconselho a me contar.
Uma visão clara da realidade!
Uma compreensão dinâmica das coisas.
Uma abordagem para resolver problemas que é franca, direta.
Em uma palavra: moderna!
É isso que todos devem esperar de mim!
É isso que todos devem esperar de mim!
E isso é que prometo formalmente e solenemente!
- Boa noite, Comissário. - Acabei de saber da notícia, é lamentável.
Posso ter uma palavrinha, Sr. Lardatte?
Não é o melhor momento, mas vá em frente.
Portor era um ex-condenado perigoso quando você o contratou.
Eu não sabia que o tinha contratado!
Como?
Venha ver, Comissário.
Vê perto da porta esses dois montes de músculos, com cara de idiotas?
Do outro lado, as mesmas caras de brutos.
Todos trabalham para mim.
Acha que são meus amigos?
Acha que sou próximo deles?
Tenho coisas melhores a fazer do que contratar meus guarda-costas.
Nunca tinha ouvido falar desse Portor.
Eu não apoio caras que carregam armas.
- Sr. Lardatte! - Estou indo!
Direi a mesma coisa ao juiz e à imprensa.
Não acho que minha sinceridade seja colocada em dúvida.
Mas saiba de uma coisa.
Faço questão que vocês prendam o culpado
e que ele seja punido como merece.
Se precisar de mim, estou totalmente à sua disposição.
Comissário...
Lardatte! Lardatte!
Marie Portor, 30 anos, sem antecedentes...
casada com Antoine Portor há dois anos.
Meu marido não voltou para casa. Não sei onde ele está. Não posso ajudá-los.
É a ele que você pode ajudar!
Ele matou um policial. Os outros vão atirar à queima-roupa.
Me fale onde está e, talvez, ele vá a julgamento.
O que posso dizer? Não sei onde ele está.
Eu não confiaria no Lardatte.
Portor está sozinho agora...
e nós o mataremos. Pense nisso.
Eu não sei de nada.
O Sr. Ledoux está procurando por você.
Cúmplice de assassinato: sabe o que isso dá?
De 5 a 10 anos.
Sente-se, Verjeat.
- Então? - Falei com a viúva de Moitrié.
É uma história comovente.
Mas também é uma questão delicada.
Proponho que dividamos o trabalho.
Você lida com Portor, eu lido com Lardatte.
Gângsters são uma coisa, políticos são outra.
Gostaria de explicar a diferença, senhor?
Não estou brincando.
É preciso andar nas pontas dos pés com Lardatte.
E esse não é o seu estilo.
E nem o de Lardatte, que cola seus cartazes a tiros de revólver...
Lardatte falou com o juiz esta manhã...
e o convenceu de que não conhecia Portor.
Ah, é?
Por favor, Verjeat. Só estou tentando poupar problemas.
Você já tem o suficiente com Portor.
Bem... vou deixá-lo trabalhar.
- O jovem que foi espancado até morrer... - Sim?
O pai dele telefonou e quer me ver. Vou dizer para ele te ligar.
- Por quê? - Ele diz que Lardatte matou o filho dele.
Sr. Lardatte, por favor.
Os vereadores não chegam antes das 10h.
Aqui vem a estrela.
Que bagunça!
- Na prefeitura em um dia de casamento! - Bom dia, Pignol.
Lardatte está aqui e quer falar contigo.
- Ah, bom, posso falar com ele agora? - Vamos!
- Bom dia, Sr. Lardatte. - Bom dia.
Essas pessoas inocentes não podem se machucar, comissário.
Seu superior me garantiu que você pode desarmá-los com calma, sem violência.
Eu ficaria muito agradecido.
Isso é tudo o que eu tinha a dizer. Agora é com você.
Sim, eu compreendo. Desarmá-los com calma.
Uma única gota de sangue e a sua campanha está perdida.
- Tem um plano, Verjeat? - Ele me ligou várias vezes.
- O quê? - O coitado está perguntando sobre o caso.
Sim, eu sei. Entendo a dor dele, mas não é culpa minha.
Já expliquei à Justiça.
Na verdade, não tenho que me justificar. O que é isso?
Só quero esses três fora do meu escritório sem confusão.
Não é... pedir demais, não?
Vamos, Verjeat, você é necessário lá fora.
Acho que, na verdade, é lá fora que está acontecendo.
Não puxe demais a corda, Verjeat.
Ele ficou bravo porque Pignol tentou enviar alguns homens para o telhado.
Conecte-me ao escritório do Lardatte pela linha direta.
Escritório do Lardatte pela linha direta!
- Você vai falar com ele? - Está chamando!
Vou tentar acalmá-lo, mas diga para os policiais recuarem.
Sim, eu cuido disso.
Sem resposta?
Aqui é o Comissário Verjeat, Homicídios.
- Bem? - Ele está tentando acalmá-lo.
Eu sei por que você está aí em cima, Mercier.
Para entregar os assassinos do seu filho.
Há um alto-falante em cima do meu carro.
Consegue me ouvir?
Sim.
Nós dois vamos fazer um acordo.
Te deixo falar por cinco minutos e você se rende sem criar confusão, certo?
Eu não entendo.
Faça sua declaração no telefone e eu farei com que seja ouvida.
Eu não acredito em você!
Peça a um dos seus filhos para fazer um teste.
Dê a ele um telefone e vá até a janela.
Fale!
- Fale! - O que devo dizer?
Meu Deus!
Lardatte é um canalha, um assassino!
O que é isso?
Um lixo e um assassino!
Os homens que mataram o meu filho trabalhavam para Lardatte.
Lardatte na cadeia!
Ele é responsável pela morte do meu filho!
Só que estão tentando abafar o caso, mas eu quero que meu filho seja vingado.
Lardatte na cadeia!
- Não dá para aumentar mais? - Já está no máximo.
O que está acontecendo?
Meu filho colocou cartazes, mas não tinha uma arma,
ao contrário dos assassinos de Lardatte!
- Você está louco? - É para acalmá-lo, senhor.
Lardatte é um assassino!
Lardatte é um assassino!
Um assassino!
- Você vai parar com isso. - Estou desarmando com calma.
Eu ordeno que pare imediatamente.
Já chega, Mercier.
Eu desliguei o alto-falante, então não se preocupe.
Agora me escute bem. Vou subir sozinho e desarmado, ok?
Eu não tenho nada a te dizer!
- Fizemos um acordo. - Acordo nenhum!
Vamos bater um papo por cinco minutos.
Não tenho nada a dizer. E você é tão corrupto quanto os outros!
Se você se aproximar, vou atirar!
Ele está vindo!
Puta merda!
Não se mexa, ou eu atiro!
Largue a arma e acalme-se, Mercier.
É porque eu encerrei a investigação?
Todos vocês obedecem ao Lardatte!
Lardatte não é meu maior fã no momento...
Obrigado pelo fuzil, Mercier.
Em troca, prometo reabrir a investigação. Lardatte terá problemas.
Não há nada a reprovar nele.
A imprensa o considera um superpolicial, um herói.
Aqui é bem bonito. O parque, as árvores...
Moderno, limpo, bons edifícios... muito bom!
Infelizmente, restam poucos lugares, Sr. Presidente.
Nunca fazemos o suficiente pela 3ª idade...
Não é bonito aqui?
É bom o sol, né?
Você vai votar no domingo?
Domingo... não esqueça!
Tem que votar!
Sobre o meu problema, Sr. Presidente...
- Tem uma solução? - Talvez.
Se Verjeat é tão brilhante...
ele deve ser recompensado.
Sim?
- Pediu para me ver, senhor? - Sim. Verjeat está nos deixando.
- Como? - Verjeat está nos deixando.
E pensei em você para substituí-lo.
Ele não mencionou isso ontem à noite!
Ele ainda não sabe. Obrigado, Pignol.
Vote em Lardatte!
Seu amigo está agindo rápido.
Ele precisa recuperar os votos que você o fez perder.
Vote em Lardatte!
Com a bunda de fora, à americana. Só faltam as bailarinas!
Vote em Lardatte!
Senhorita, você sabia que árvores foram cortadas para esse lixo?
E as árvores produzem clorofila, que produz oxigênio.
Para fazer campanha, Lardatte desmata as nossas.
Nada mal!
E cada pedaço de papel significa menos oxigênio!
Pare com isso!
Não haverá mais oxigênio por causa do Lardatte!
Ele está tentando nos impedir de respirar!
Socorro!
- Eu não vou votar nele! - Você é cansativo.
ZR2, você me ouve?
ZR2. Estou ouvindo.
Vou passar o Sr. Ledoux, comissário.
- Em que você está trabalhando? - Ainda em Portor, senhor.
Localizamos um dos cúmplices dele.
- Estamos indo lá. - Espero você.
Ele não se mexeu desde que está foragido.
Ele só sai para caminhar.
Anda por 20 minutos, volta e se tranca de novo.
Acho que ele estaria melhor na cadeia.
É meu filho, e não quero que seja morto.
Posso fumar um cigarro?
- Estava esperando você. - Acabei de chegar.
- Continue! - Certo.
Aqui.
Ele acha que Portor ainda está na área. Vamos pegá-lo, senhor!
Sente-se, Verjeat.
Aqui.
Obrigado.
Algum problema?
Tenho uma boa e uma má notícia para te dar.
Vou começar com a má.
Você está saindo do departamento.
Também é uma má notícia para mim...
Estou perdendo um dos meus melhores.
Agora a boa notícia. Você foi promovido.
Você foi nomeado superintendente em Montpellier.
Não foi minha escolha. Vem de cima.
Que besteira é essa?
Essa "besteira", como você chama...
é o eco do alto-falante ouvido recentemente em nossa cidade.
Isso lhe diz algo, não é?
E quando devo ir embora?
Você começa em Montpellier na próxima segunda-feira.
- E Portor? - Seu substituto vai cuidar disso.
Moitrié era um dos meus homens.
- Diga que chego em Montpellier em 15 dias. - Nem pensar!
Não gostei do seu comportamento na prefeitura.
Você usou um pobre coitado para insultar Lardatte.
Isso não é um método, Verjeat.
Você não pode colocar seus sentimentos acima do trabalho.
Você vai sair quando deve sair.
Não reclame, você saiu bem dessa.
Vamos tomar um drinque antes de você sair.
Nenhum de nós está muito a fim, mas é o ritual.
Meu isqueiro, senhor.
Obrigado.
Lefèvre, venha aqui!
Não vamos conseguir muito mais dele.
Onde estávamos?
Algo errado?
O que é isso?
Testemunhas de Shiva protestando.
Por quê?
Eles estavam obstruindo a via...
- e um deles foi preso. - Livre-se deles!
Eu preciso de reforços.
Idiota!
O quê?
Cai fora!
Faça isso todas as manhãs, e você estará em forma!
Para onde?
Lardatte me pegou. Tenho que deixar Rouen.
Me transferiram para Montpellier.
Ele é esperto, é uma promoção.
E uma promoção não se recusa.
É isso, meu camarada.
Lardatte e Ledoux são uns canalhas!
- Não Ledoux. - Ele é um velho desgraçado.
Eu teria ligado se tivesse alguma coisa. Acabei de te ver!
Eu preciso de tempo para respirar.
Nenhum de nós tem tempo para respirar. Eu preciso de Portor em 48 horas.
Eu não sei onde ele está. De verdade, não sei.
Isso deixa marcas!
Tem alguém para cuidar dele?
- Como? - Ele estará grande quando você sair.
Certamente não vai te reconhecer e te morder.
Sergio está na cidade. Ele costumava trabalhar com Portor.
- Ele pode saber de algo. - E onde posso encontrá-lo?
Tente no Moissat.
Aqui.
Eu pediria demissão se fosse você. Eles não te merecem.
- E o que faria para viver? - Não sei, qualquer coisa...
É o que policiais que pedem demissão fazem.
Então você vai embora quietinho?
- Eu estava quase na cama. - Você teria levantado.
Ele está na cidade e veio aqui ontem à noite.
- O nome dele é Sergio. - Não o conheço.
Faça um café para mim.
Está diferente, né?
- Ele esteve aqui ontem à noite. - Só tomou uma bebida e foi embora.
Você pode encontrá-lo no Lautrin!
- Agora você é da Gestapo? - Engraçado, né?
Tem alguém aí?
- Dois dias não é muito tempo. - Qual é a sua decisão?
Ainda não sei.
Te vejo mais tarde!
Chefe!
- Sim? - Você deveria sair da cidade.
- É uma boa ideia. - Há pouco você disse o contrário.
- Não, você deve ir embora. - Então se explique.
- Não fique bravo. - O que foi?
Eu acho que você é burro o suficiente para tomar uma posição...
- e eles não valem a pena. - Ah, é?
Você ainda acredita em ideias ultrapassadas: honra, dever...
É a maneira clássica de enganar as pessoas.
- E no que você acredita? - Em nada, mas não importa.
Você não tem chance contra Lardatte, admita.
- E se eu não admitir? - O quê?
E se eu decidir ir atrás dele?
Você vai pagar por isso.
- Sim. - Ele vai te esmagar.
Sim, mas não posso perder uma oportunidade como essa na minha idade.
ZR2?
ZR2, estou ouvindo.
Invasão na sede do Lardatte.
84 Quai des Marchands.
- Bom dia, Comissário. - Sr. Lardatte.
Não! Só dois de cada vez!
Um Renault 16 vermelho foi relatado registrado em Saône-et-Loire.
E não se esqueça da barricada na praça do pedágio.
- Obrigado. - Olá.
E aí?
Não havia muita coisa.
Meu contador vai me dizer exatamente.
Merda, polícia!
- Nova carreira? - Bom dia, Comissário.
- Lardatte foi roubado. - Sr. Lardatte?
- Ele foi roubado? Quando? - Ontem à noite.
Onde você estava ontem à noite?
Eu jantei com amigos, depois dormi na casa da minha mãe.
É tudo que sei, você pode verificar.
A esposa do seu irmão não está em casa.
Onde está sua cunhada?
- Marie? - Sim.
Ela também dormiu na casa da minha mãe. Eu a vi esta manhã.
Não estamos envolvidos, Comissário.
Chamando ZR2!
ZR2 aqui.
Acidente na estrada de Bressay.
Um Renault 16 vermelho, 3 pessoas envolvidas: 2 homens e uma mulher.
Encontramos sua cunhada!
- Bom dia, Comissário. - Bom dia, Capitão.
Os outros dois estão mortos e ela... Encontramos isso.
- Só restou isso? - Sim, é tudo.
Vamos ter uma pequena conversa.
Eles fizeram isso para forçar Lardatte a ajudar meu irmão.
Eles precisavam de dinheiro para deixar a França.
Mas não havia dinheiro no cofre.
Sim, mas sua contabilidade estava lá.
Tenho certeza de que ele não quer que eles sejam examinados.
- Lefèvre! - Sim?
Não quero que a imprensa saiba que esses documentos foram queimados.
Se Portor acreditar que eles ainda estão intactos,
teremos uma chance de revê-lo.
Encha o tanque rápido!
Os dois homens estão mortos e Marie Portor está na cirurgia.
Você encontrou os bens roubados?
Não, mas temos algumas perguntas para a esposa de Portor.
- Abra! - O que você está fazendo aqui?
Abra!
Olá, senhor.
Ela ainda não recuperou a consciência.
- O que os médicos dizem? - O prognóstico é ruim.
Portor pode aparecer. Tenho homens de plantão dia e noite.
Muito bem, diga isso ao seu substituto.
E não se esqueça da nossa bebida de despedida.
Não vou esquecer, senhor.
Até mais.
- Como estão as coisas? - Ele precisa de um sedativo.
Que sorte a minha! Minha enfermeira é lésbica!
Como está quente dentro desses curativos!
Isso não vai durar muito tempo.
O cirurgião a declarará morta em três dias.
À sua promoção, Verjeat!
Agora, passo a palavra a quem terá o difícil privilégio de substitui-lo.
Nomeei o Comissário Pignol.
É um difícil privilégio sucedê-lo.
Os homens passam, mas nossa missão continua.
Farei o meu melhor. Assumirei seu departamento...
e espero que façamos um bom trabalho juntos.
Certo, pessoal?
- Um brinde a... estou sem bebida. - Mais uma bebida, Pignol?
Você mente aos jornalistas, fantasia um paciente falso...
não conta nada ao chefe, embebeda Pignol...
- O que você está tramando? - Está com medo?
Não, não tenho nada a perder. Estou com medo por você.
Você é o comissário principal.
Você não é mais jovem. Cuide-se.
- Por que está rindo? - Eu sou o comissário, tenho 50 anos...
você é 25 anos mais jovem e fala como meu pai!
- Não, acho que está indo longe demais... - Lefèvre!
É você que não acredita em nada. Não está nem aí para dever, honra ou legalidade,
e que adora brincar de polícia e ladrão. Por favor, não me dê sermão.
- Não estou te dando sermão! - Não estrague minha diversão.
Apenas relaxe. Tente se divertir também.
Tudo bem!
Estamos fechados, senhor.
Diga à sua chefe que o Inspetor Lefèvre da Homicídios quer vê-la.
Desculpe incomodá-la...
mas eu preciso terminar meu relatório sobre seu cliente morto.
Sim...
O chefe me disse para pegar pesado com você.
- Qual é o nome dele? - Verjeat.
Comissário Verjeat.
Você não pode fazer nada contra ele.
Está indo embora.
- Sério? - Ele foi transferido.
Ele está furioso e descontando em todo mundo.
E em você... em particular.
E por quê?
Não sei. Ele não está pensando direito.
- Posso? - Sim.
Obrigado.
Seus amigos não podem pressioná-lo se ele estiver indo embora.
- Que pena, não é? - Por que está me dizendo isso?
Eu poderia influenciá-lo de alguma forma.
Poderia intervir.
Sério?
Você me agrada. É verdade.
Fiquei imediatamente interessado em você.
Então, me incomodava que você tivesse problemas.
Eu gosto de mulheres com classe...
e você tem isso.
- O que você acha de mim? - Como?
Eu sou muito atraente, em geral.
- Posso pegar mais? - Sim.
Você não tem vontade de dormir com um jovem simpático e viril?
- Não. - Certo, não falamos mais disso.
- Sobre o que podemos conversar? - Quanto?
Como?
Eu perguntei quanto?
- Merda! - O que foi?
- Meu cigarro! - Não grite.
Já estraguei duas calças!
- Onde foi parar meu cigarro? - Não acredito nisso...
Emergência!
- Está tudo bem? - Não. Aconteceu algo ruim.
Martin queimou as calças.
Isso é uma catástrofe.
- Acidente de carro? - Sim.
Leve-o para a emergência.
Quando Lefèvre chega?
Ele já deveria estar aqui.
- Estou indo para casa. - Chamando GR3!
Eu escuto.
Os Serviços de Emergência nos informam que uma ambulância está desaparecida.
Ainda há uma ali.
Pise fundo! Rápido!
Chame Esteve!
Polícia, abra!
Esteve, despache a enfermeira e se esconda, entendeu?
Hora de ir, querida.
Ele veio pela esquerda e quebrou minha clavícula.
- Não é grave. - Mas é chato mesmo assim!
Mal posso esperar para ir para casa amanhã.
Cuidado! Pare!
Merda! Minha perna!
Calma, meu chapa.
Pare!
Eu quero ir para casa!
Eu quero ir para casa!
- Ele está gravemente ferido. - Está no lugar certo.
Chame o cirurgião.
Portor se importa com a esposa, provou nesta noite.
Temos que continuar protegendo-a o tempo inteiro.
Esse é o trabalho do Comissário Pignol agora.
- Eu não saio até a próxima semana. - Por que Lefèvre não estava lá?
Vou perguntar a ele.
Lefèvre, venha aqui.
Pode me explicar onde você estava ontem à noite?
Desculpe, chefe, fui para casa tirar um cochilo...
e não acordei.
Você pode explicar isso para o Ledoux agora.
- O que é isso? - Meu relatório, dê uma olhada.
- Tirou um belo cochilo? - Como se chamava o Homem da Areia?
Só pedimos o primeiro nome dela, não o sobrenome.
- Me deixa em paz! - O que é esse relatório de merda?
Assim, não é um bordel que sua chefe administra. É um hotel.
Suponho que ela também dê aulas de catecismo!
- Alô? - Alô. Aqui é o Inspetor Lefèvre.
Desculpe, mas meu relatório não funcionou.
- Como é? - Meu relatório não funcionou.
O quê?
O chefe se opôs e eu tive que te acusar.
Mas não é minha culpa.
- Escritório do Juiz Delmesse, por favor. - 1º andar, no fim do corredor, à esquerda.
Marthe Rigaud, 35, rua De la Poste, 14.
Você foi acusada pelo Inspetor Lefèvre...
- de aliciamento... - E corrupção de oficiais.
O quê?
Disse que pode acrescentar outra acusação! Corrupção de oficiais.
- Lefèvre? - Perfeitamente. Lefèvre.
Ela afirma que o pagou.
- Isso não é possível! - Bem, sim!
Ela disse ao Juiz que o subornara. O Juiz convocou Lefèvre. Isso é sério!
E eu o conheço, o juiz, é o Delmesse.
Um puro. Um idealista. Um justo. Um enxerido, enfim!
Se Lefèvre tiver algo a esconder, ele está encrencado!
Você sabe o motivo desta convocação.
A Sra. Marthe Rigaud afirma ter comprado sua cooperação.
Isso não é verdade, Meritíssimo.
A Srta. Rigaud, naturalmente desconfiada,
mandou registrar os números das notas no banco.
Espero que não encontremos os números na sua conta ou no seu apartamento.
Ela não me comprou.
Talvez só tenha me dado alguns presentes.
Sim... para manter nossa amizade.
E você não acha que amizade entre um
policial e uma cafetina é inapropriada?
Não, faz parte do trabalho.
Você encontra informações em bares, hipódromos, bordéis...
Não nos conventos!
Qual é a diferença entre presentes e corrupção oficial?
Obrigado, isso é tudo.
As sanções por bobagens não vão tão longe, né?
Eu quero uma sanção exemplar. Espero a inculpação.
- Inculpação? - Isso é tudo.
- Você acha que sou o único envolvido? - Como?
Quanto mais alto eles estão, mais eles custam!
Você se dá conta da gravidade do que está afirmando?
Por que eu deveria ser o único a pagar?
Dos três no hospital, um está morto, um está em coma...
e vamos questionar o terceiro. Ele não está gravemente ferido.
- Oi! - Olá.
Lefèvre!
Mentiroso desgraçado!
O que está acontecendo? Ficaram loucos?
Tenho duas palavras para dizer a esse canalha!
Imediatamente no meu escritório, os dois!
- O que está acontecendo? - Quem sabe? Eu entrei...
Calma, Verjeat.
Responda-me: por que você acusou o Verjeat?
- Eu não acusei! - Não minta, é infantil.
Delmesse me contou.
Quero uma resposta clara e objetiva.
Você acusou o Verjeat para obter indulgência do juiz...
ou porque ele é realmente culpado?
Eu não acusei ninguém!
Bom...
Então vou perguntar a você.
Você aceitou subornos como Lefèvre afirma?
Não.
Não acredito.
Que uma suspeita dessas possa manchar um cara como você.
Não acredito.
Eu não fiz nada de errado!
Não se engane, a verdade virá à tona.
Delmesse cravou os dentes na carne, não vai mais soltar.
Essa é a sua cruzada, a corrupção policial.
E se você é culpado...
Enquanto isso, quero acreditar na sua inocência.
Continue a desempenhar seu trabalho, mas com mais dignidade.
Você se expôs de uma maneira constrangedora.
Estou na polícia há 30 anos e nunca vi isso!
Jamais. Lamentável!
Saiam.
COMISSÁRIO VERJEAT acusado de corrupção?
Fique aqui, não preciso de você!
Norbert, Marroyeur, Ravel...
Darnois, Dziger, Paullia...
Deferre, Jardin...
Caruggi, Guedj, Chapier...
Tavernier. Tavernier?
Corrupto, corrupto, corrupto.
Corrupto, corrupto, corrupto.
Onde está o Portor?
Você está encrencado, sabia?
Eu sei. Mas você também...
pelo que eu entendi.
Vou pegar a pena máxima...
mas talvez compartilhemos uma cela, comissário.
Deixe-me lembrar o motivo desta convocação.
A Srta. Martha Rigaud deu dinheiro ao inspetor Lefèvre...
que afirma ter dado a maior parte para você.
Cito a frase exata de Lèfevre.
"Eu só recebi gorjetas, Verjeat pegou o pacote".
Espero sua explicação.
Você realmente acredita nessas bobagens?
Eu controlaria o tom se fosse você, comissário.
A declaração do inspetor Lefèvre é devastadora.
- Lefèvre é um merdinha. - Você certamente tem mais envergadura.
Ele pode ser comprado por um preço baixo.
Um par de sapatos, uma pulseira, um lenço.
Suas comissões não são as mesmas, eu suponho.
Você afirma sem provas, Meritíssimo.
Vou consegui-las. Já tenho a declaração do Lefèvre.
Homens como você desonram a polícia.
Você é da mesma vingança que os canalhas que persegue.
Isso é tudo por hoje. Obrigado.
- Sairei da cidade amanhã para Montpellier. - Fora de questão!
A Inspeção Geral de Serviços deve conduzir uma investigação sobre você.
Você ficará até o fim do processo.
Tudo bem.
Mais uma coisa, Meritíssimo. Portor está na cidade.
Ele matou um dos meus homens.
Posso continuar minha investigação durante o processo?
Não é um presente, Meritíssimo.
Você pode continuar a sua investigação.
Obrigado.
- Tem alguém em casa? - Não.
Suba!
Eu vou ficar.
Sério?
Tem cerveja?
- Você está bem? - Muito bem!
Comi purê com um canudo por três dias, mas estou bem!
Obrigado.
Eu não acreditei em você!
Tem mais. Lardatte me telefonou.
Está vendo, meu camarada? A gente pode continuar sonhando.
Tenho certeza que minha ligação te surpreendeu...
mas ouvi dizer que você teve alguns problemas.
Apesar das acusações que pairam sobre você...
você ainda tem o respeito de muitas pessoas.
Pode te surpreender saber que eu estou entre elas.
- Obrigado, mas... - Não me agradeça.
É em momentos difíceis que você sabe quem são seus amigos.
Agora você sabe que não está sozinho.
O juiz é o Delmesse, certo?
- Sim, Delmesse. - Vou ver o que posso fazer.
Não será fácil, mas vou tentar.
Por que está fazendo isso por mim, Sr. Lardatte?
Porque, se a oportunidade surgir, você saberá retribuir o favor.
E é possível que a oportunidade surja rapidamente.
- Entendo. - Mas tudo ao seu tempo.
Vou resolver seu problema e te ligar em uma semana.
Tudo bem.
Pronto. Ele foi fisgado.
Só preciso puxar levemente a linha...
com muita calma...
e depois trazê-lo para o barco!
Que bonito o que está fazendo.
É um prato de peixe, não uma lata de lixo!
- Tudo bem. - Você vai comer isso?
Não, estou adotando. Coloque na conta e suma!
- Parece promissor, tudo isso. - Não se empolgue, será difícil pegá-lo.
Estou te dizendo, ele está fisgado! É evidente!
Ele precisa de você para recuperar seus livros contábeis.
É óbvio! Não?
Agora é você que está sonhando.
Mais uma rodada, por favor.
Já não bebemos o suficiente?
Não, não, estamos comemorando.
Precisa de algo, Comissário?
Não, obrigado. Só estou pegando um ar.
Que vida, hein?
Não é?
Por que você entrou na polícia?
Porque eu era preguiçoso...
- Não tinha habilidades... - Foi o mesmo comigo.
Fui policial 24 horas por dia durante 30 anos...
e também não sei o porquê.
E aqui estou eu, às 5 da manhã, com um sujeito
que fará o mesmo e, um dia, acabará sozinho, como eu.
Felizmente! Pode imaginar?
A esposa de um policial nos esperando em casa...
com ensopado de carneiro!
Não... somos reis.
Sozinhos, livres...
E, de quebra, vamos pegar o Lardatte.
Nós somos os vencedores.
Eu gosto de ensopado de carneiro, na verdade.
Você afirma que deu 50 mil francos em dinheiro ao Inspetor Lefèvre aqui...
- para um relatório favorável? - Sim, Meritíssimo.
Agradeço, senhorita, pode se retirar.
Sua polícia é uma beleza.
Felizmente, ainda existem policiais íntegros.
Existem dois tipos de policiais, Meritíssimo.
Aqueles que fazem política e aqueles que não fazem.
Os primeiros não correm nenhum risco.
Nunca são baleados e nunca acabam aqui.
Eles fazem dossiês sobre todo mundo e são praticamente intocáveis.
Eu não faço política e nunca fiz dossiês.
Mas, uma vez, eu brinquei com um alto-falante e me pegaram.
Guarde sua defesa para o tribunal.
Pode se retirar. Não você, inspetor.
Se você soubesse tudo o que eu tive que inventar
para fazer meu trabalho de policial normalmente.
O que você quer? Não tenho nada a te dizer.
Seu substituto Pignol já passou por aqui.
Disse que a partir de agora vou lidar com ele.
Eu só dou informações a policiais de verdade, não a você.
Agora é um grande silêncio?
Os informantes não dizem nada, ninguém sabe de nada!
Martin!
Você não viu e não ouviu nada?
Você também não?
A mesma coisa aqui?
Obrigado, senhores.
Chefe!
Localizamos Portor.
Faremos uma batida hoje à noite com o Comissário Pignol.
É o Pignol que quer me tirar da ação?
Tenho duas palavras para te falar, Pignol.
Você não acha que me substituiu um pouco rápido?
Sei que você deu instruções aos meus informantes e à minha equipe.
Mas não guardo rancor e vou te provar isso.
E sabe como? Vamos prender o Portor juntos.
Obrigado, mas meu plano de ação já está em andamento.
Não existe plano de ação. Temos que pegá-lo vivo.
Você vai chamar todos os policiais da cidade e gritar "Ataque!"
E será difícil levantar o Portor, de tanto chumbo que levou.
- Não, vamos usar meu plano de ação. - Ledoux me colocou no caso.
O juiz me deixou no caso. Ledoux deve segui-lo.
- O juiz te disse isso? - Sim, e está na hora de ir!
- Para onde? - O duelo, como nos faroestes.
A rua principal, Portor de um lado e nós do outro. O mais rápido vence!
Você está maluco?
Esse é o seu problema! Eu não quero levar um tiro!
Você não tem nada a perder, mas eu tenho minha vida inteira!
Eu preciso do Portor vivo, entendeu?
Ou você vem, ou fica na sua cadeira como nos últimos 30 anos.
O Comissário Pignol está um pouco cansado.
Eu que vou lidar com o Portor.
Merda!
Ransac!
Cuide do Ransac!
Mexa-se, Lefèvre!
Não atire!
Merda!
Continue assim. Obrigado. Ligue para nós aqui.
A área está cercada e estão revistando cada apartamento.
Ransac vai ficar bem.
Obrigado.
Eu preciso falar com vocês dois.
O Comissário Pignol foi visitar a esposa do Portor no hospital.
Você perdeu a cabeça?
Encobriu uma morte e envolveu dois de seus inspetores em uma farsa sinistra!
A única explicação é que você perdeu a cabeça!
- Não. Escute, senhor... - Não! Nada disso!
Suas estratégias suspeitas não me interessam.
Você me manteve afastado, e não quero mais ouvir você.
Senhor...
Você! Eu vou cuidar de você e daquele idiota cheio de bandagens!
Ele pode ficar com o gesso dele e brincar de múmia no cruzamento.
Agora, sumam daqui.
Se você não fosse acusado pelo juiz Delmesse,
estaria lidando comigo. Sem regalias!
Não haverá acusação. Esse caso é falso.
Não compreendo.
Eu criei do zero. O dinheiro da dona está com um oficial de justiça.
Do que você está falando?
Isso quer dizer que eu sonhei.
Acreditei que poderia reunir Portor e Lardatte no mesmo cartaz.
O assassino e o cidadão acima de qualquer suspeita.
Agora você está me mostrando que eu não tinha nenhuma chance.
Você não sabe de nada. Seus métodos são inaceitáveis.
Desculpe, mas não temos a mesma concepção da polícia.
Você vai para Montpellier imediatamente.
Se Delmesse acusá-lo de desacato ao tribunal...
Eu não farei nada para impedi-lo.
E o Portor?
Isso diz respeito a Pignol e à polícia de Rouen!
Você está em Montpellier, entendeu?
Portor está na casa de Lardatte. Ele o fez refém!
A casa está cercada. O guarda nos ligou.
O que devemos fazer?
- Quer água? - Não, obrigado.
Vamos dar uma voltinha.
Entregue-se, Portor! Você não tem chance.
Facilite as coisas, Portor!
Verjeat!
Quero falar com o Verjeat!
Aqui é o Comissário Pignol. Estou ouvindo, Portor.
- Disse que quero falar com Verjeat! - Responda, Verjeat!
Aqui é o Superintendente Ledoux, chefe de Homicídios.
Estou ouvindo, Portor!
Já disse que quero falar com o Verjeat!
Verjeat, responda! Ele vai me matar!
- Verjeat, você me ouve? - Responda a ele.
Não seja idiota.
Eu quero um carro com o tanque cheio e sem mais policiais!
- Ouviu, Verjeat? - Vamos.
Verjeat está em Montpellier.
Adeus, tira.
Legendas traduzidas do inglês e do francês pelo ChatGPT.
Sincronia, diagramação, correção e revisão: Fi.De.Lio.00, jan. de 2025.
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