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15 ANOS ATRÁS
Alô?
O MI6 confirmou.
O alvo está em ação. É com vocês.
Entendido.
Amor, eles ligaram. Está pronta?
Estamos atrasados. Vamos.
- Já vou. - Disse isso cinco minutos atrás.
Só um minuto.
É o que fala quando vai levar vinte.
Tá, vou buscar o carro.
Não...
É uma festa infantil.
Então eu deveria...
- As duas. - Sério?
E isto.
Caraca, que beleza de carro!
Sabe que tem um limite de gastos, não é?
Não dá pra economizar no disfarce.
- Não foi você que ensinou? - E Macau?
Perdeu meio milhão só pra cair nas graças da Tríade.
Querem saber?
Se concluírem a missão, ficam com o carro.
Sério?
- Não. - Nem acreditei.
Serão negociantes de arma franceses.
O Sr. E Sra. Lemieux de verdade estão "indispostos".
Foco. Vamos lá.
Balthazar Gor.
Ex-agente da KGB, atual líder da Volka
e terrorista perigosíssimo do Leste Europeu.
Pode ser o aniversário do filho dele, mas não peguem leve.
Se misturem, tentem encontrá-lo.
As câmeras não o acharam.
Saca só. Tudo isso pra um moleque de oito anos?
Ele vai virar um babaca.
Tem vários jeitos de estragar uma criança.
Dê zoom.
Bem ali.
Só pode ser piada.
- Quê? - O quê?
Não devia ter apresentado vocês. Estão transando!
Só estamos atuando pra missão.
Básico da espionagem. Fala sério.
Se forem pegos, é bom melhorarem na mentira.
A gente dá conta.
Avistamos o Gor.
Já sabem. Finalizem.
Mezcal com limão.
Olá, sou Mélodie Lemieux.
Só queria dizer que sua casa é maravilhosa.
Me chamo Gor.
Balthazar Gor. É um enorme prazer.
O prazer é meu.
- Aproveite a festa. - Obrigada.
Voz e digital coletadas.
Ótimo trabalho. O cofre.
Andar de cima, no escritório.
Vamos conferir se a digital transferiu.
Balthazar Gor.
- Dispositivo coletado. - Ótimo.
- Que isso? - Conhecem chaves ICS?
- Chave? - De sistema de controle industrial.
É uma chave-mestra
das maiores infraestruturas do mundo.
Usinas, represas, reatores nucleares...
Gor poderia começar um Chernobyl com isso.
Sacamos, é ruim.
Saída pela escada a leste. Vão.
Ótimo. Vão ao ponto de encontro.
Baron Andrews do MI6 vai estar lá.
Emily, não comente sobre a chave com ele.
Sei do passado de vocês, mas...
não confiamos em ninguém.
- Emily! - Baron.
Graças a Deus está bem. Morri de preocupação.
- Morreu? É, parece abatido. - Matt.
Emily, quando volta para a Inglaterra
para atuar numa agência decente?
Quando contratarem agentes decentes.
É, mas no quesito viagem,
está nos dando um baile, hein?
Cortesia do MI6.
Vê se não estraga. Americanos podem ser rudes.
Não me ofendeu.
Era assunto delicado? Está com ciúmes?
- Do quê? - Não sei.
Percebi um certo ciúme. Será o sotaque?
Não, é a sua personalidade mesmo.
- Mas o sotaque não ajuda. - Vocês dariam um belo casal.
Boa viagem, Emily. É sempre um prazer vê-la.
A sua chave.
Vê se não estraga. Adeusinho.
Se me der licença, patrão.
Péssima imitação.
Bem-vindos. Sou o Dylan. Ajuda com as malas?
Não precisa. Mas poderia trazer um champanhe?
- Claro. - Ótimo.
Não precisa pra mim. Obrigada.
Sem champanhe?
- Sem. - Mesmo?
Costumamos brindar após a missão.
É, mas tem a altitude e me sinto desidratada.
Não estou no clima pra champanhe agora.
Acabou de confirmar que tem algo rolando.
- Tem? - Tem.
Não sei o que, mas algo aconteceu.
- Estou grávida. - Como é que é?
E você é o pai.
Bom...
Eu imaginei que era o pai, mas...
- Está saindo com outro? - Não. E você?
Não, só com você.
Está grávida mesmo?
Com certeza.
Nossa, que bela mão de...
testes de gravidez.
Eu fiz xixi neles, então...
Não sei no que está pensando,
mas, sabe...
Sei que estamos juntos há pouco tempo...
Conta comigo.
Quê?
Falei para contar comigo. Para tudo.
Quem eu mais amo vai gerar alguém que vou amar mais ainda.
Conta comigo.
- Sempre diz a coisa certa. - Porque é verdade.
Na real, manda a champanhe, D!
Traz a garrafa. Vou beber por dois.
Eu vou ser pai.
Meus parabéns. É uma ótima notícia.
Não tem problema mesmo?
Eu sei por experiência própria
que filhos e esta carreira não se dão bem.
E eu sei por experiência própria como é não ter uma família.
- Eu sempre quis uma. - Eu também.
O que foi?
O quê? É meu hálito?
- Tudo bem? - Só...
Preciso jogar uma água na cara.
Desculpe, o banheiro está quebrado.
- São 11 horas de voo. - Sinto muito.
Matt, o banheiro está quebrado.
- Sai de perto dela. - Queremos a chave.
Beleza.
Está bem aqui. Agora solta ela.
Em!
- O que vai fazer? - Só tem um.
- Não! - Em, não temos tempo.
Cuide do bebê.
Em, o que está fazendo?
Não solta!
- Não solta você. - Não vou.
Está vendo aquela clareira?
- Segura firme! - Estou segurando!
Conseguimos. Depressa.
- Tudo bem? - Quebrei umas costelas, mas não é isso.
Em, não dá pra continuar nesta vida, ainda mais com o bebê.
E fazemos o quê? Nos demitimos e viramos civis?
Sabiam onde estávamos.
Fomos descobertos.
Então devemos sumir do mapa?
Todo mundo acha que morremos na queda.
- É. - É uma chance de desaparecer.
É, podemos recomeçar.
Cortamos contato com todos.
Tranquilo, eu não tenho ninguém. Você tem sua mãe.
- Tem que dar adeus. - É.
Não é uma perda.
E o Chuck?
O Chuck? Ele é nosso amigo. Esta é nossa família. Ele vai entender.
Vamos abandonar tudo pelo que trabalhamos,
nossas carreiras, vidas, tudo que conhecemos?
Vamos, porque tudo mudou.
Sabe que, se minhas coxas não fossem superfortes,
você estaria morto, né?
Suas coxas me salvaram.
E não morremos.
Vamos mesmo fazer isso?
Vamos, sim.
Não sei o que vamos fazer nem pra onde vamos...
Vamos dar um jeito.
- Eu topo se você topar. - Eu topo tudo.
- Vamos logo. - Vamos.
DE VOLTA À AÇÃO
ATUALMENTE
Será que alguém pode me dizer que dia é hoje?
O dia em que meu homem vai trazer a vitória pra casa.
- Dia de jogo! - Jogo!
- Escuta. - O que foi?
Se vencermos o mata-mata hoje,
não que seja graças ao meu treinamento,
mas talvez seja...
Tudo graças ao seu treinamento.
- Gosta do treinador? - É.
Sabe o dizem de mim?
- Fala. - Jogo como Messi.
Minha nossa!
Droga, vão se atrasar de novo.
Alice, Leo! Café da manhã!
Leo, larga já o videogame!
Claro que ela sabia.
Alice, vamos! Vamos!
Estou escovando o dente.
Está escovando faz 20 minutos? Está é naquele celular.
Já disse, se não gosta do celular, é só tirar dela.
- Tira você. - Tenho medo dela.
- Pois é, de arrepiar. - Principalmente como ela me olha.
- Alice, seu dente está limpo! - Já vou!
- Lembra quando ela gostava da gente? - Não, já faz muito tempo.
E se eu recuperar as noites de filme em família?
É uma boa ideia. Podemos ver Creed.
Creed II.
Ele passa óleo demais.
- Quer mesmo? - Passa?
O que fazia com sua mãe aos 14 anos?
Quando eu tinha 14? Nossa...
Minha mãe foi mandada para Beirute e não me contou.
- É... - Exemplo ruim.
Foi uma infância diferente.
E aí, parça?
- De boa? - De boa.
Então, ficou jogando ontem depois de apagar as luzes?
Não.
Tá, fiquei. Foi mal.
Te desarmei muito rápido. Tinha me ganhado.
Não ceda tão depressa.
- Beleza? Treine. - Espera.
Ficou bravo pelo quê?
Não o incentive a mentir, por favor.
Por quê? Vocês vivem mentindo.
- Como é? - O que disse?
Ouvi você falar em russo com o cara do ar-condicionado.
- Sabe como? - Era o Bobby Brown.
É minha prerrogativa. Foi isso.
- Você fala russo? - Eu arranho, tipo...
- Do svidaniya e... - Quê?
Sputnik, Gorbachev, russos brancos.
Mas era sobre o ar-condicionado.
Seu pai e eu aprendemos o básico quando fomos lá com o Corpo da Paz.
O Corpo da Paz não foi na Colômbia,
- onde se conheceram? - Pois é.
- É. - Nos conhecemos onde nos encontramos.
- Colômbia. Fomos da Colômbia pra... - Colômbia pra...
- Rússia. - Belize.
Belize fica perto da Colômbia.
Exato. Colômbia, Belize, Rússia.
- É. - Viajamos bastante.
- Não havia paz. - E não só isso. Kushay zavtrak.
Traduzindo?
- "Tome o seu café." - "Tome o seu café."
Tenho umas coisas pra fazer à tarde.
Consegue pegar a roupa lavada?
- Pego. - Precisamos ir ao Costco.
- Acabou tanta coisa em casa. - Beleza.
Cara, não faz bem tomar Coca diet de manhã.
- Coca diet impede o câncer. - Onde ouviu isso?
Passa pra cá. Não está à sua disposição agora.
Oi. Pode tirar?
- Que foi? - Melhor não.
Está ouvindo o quê?
Você não conhece.
Me pegou. Não mesmo.
Só queria saber se já tem planos pra hoje, depois do jogo.
- Por quê? - Eu só pensei
que poderia levar uns amigos lá em casa
pra fazermos mocktails
e ficarmos por dentro das fofocas.
Vou estudar na Annalise hoje.
Strike dois.
Certo. Claro, você ama estudar.
Bom, não tenho nada pra fazer na segunda.
Que tal uma noite de filme?
- Estou de boa. - É mesmo?
De boa? Tem certeza? Então tá.
Aceito a noite de filme.
- Aceita? - Claro.
- Até Creed III? - Vou passar óleo.
Como o Michael B. Sabe como?
Beleza, chegamos.
Tenha um ótimo dia na escola, meu bem.
Não, eu te amo mais.
Leo, não esquece que vamos te buscar mais tarde hoje.
Usando isso de novo?
Mas é incrível! Monitora meu sono,
oxigenação e até pressão sanguínea.
Tem 12 anos. Não tem pressão.
Não é grande demais pro seu dedo?
Por isso uso no polegar.
E se sairmos amanhã? Jogar uma pelada?
Não conhece ETC?
Só vamos chutar. Sabe que eu jogava, né?
Sei. Melhor ir no médico.
Toma!
Vou mostrar pra ele o que é ETC.
- Viu aquilo? - O quê?
- Aquele menino de novo. - É.
- Onde arrumou isso? - Amazon.
- Dê espaço. - Ela está com ele.
Estão de mãos dadas hoje.
- O quê? - Se beijaram.
Beijaram?
Que menino de 14 anos tem bigode?
- O nome dele é James, tem 16 anos. - Nem a pau.
- É a 1a vez. - E isso aí?
Como assim? É da Amazon.
E ficou brava com meu soprador.
Não acredito...
Merda, e agora?
- É ela. - Atende.
- Ela nos viu. - Desliga.
Espera, abaixa isso.
Precisa atender.
- Oi, esqueceu algo, meu bem? - Mãe?
Estão fazendo o quê?
Que bizarro! São binóculos?
Bom, sua mãe que começou.
Vocês precisam arranjar uma vida.
Volto pra casa depois de estudar.
- Tchau. - Tá bom.
Eu disse pra tirar o celular dela.
Seja mais discreta.
Sério? "Arranjar uma vida"?
Eu tenho uma vida.
Como assim? Ela nem sabe como é.
Tudo que faço é viver a vida dela. E mais,
se eu saísse, o que ela faria?
"Mãe, cadê você?"
"Preciso ir aqui, preciso ir ali."
"Não olha pra mim. Sai do meu quarto. Traz comida."
Adolescentes! Mudam de um dia pro outro.
Dizem que eles te quebram, mas ela não vai me quebrar.
Meu Deus...
Não entendi. Poderia repetir?
Quer saber? Que bizarro, Alexa! Cuide da sua vida.
Aceita um app de meditação?
JAMES: TOTAL! CHEGO AÍ EM UM SEGUNDO
ANNALISE: ESTAMOS NO MEZANINO COM BEBIDA!
Tá bom.
Só mais uma vez.
Que seja, tanto faz.
- O que faz aí? - Oi, que... Nossa.
- Nada. - Não é o que parece.
- É a Alice. - Alice?
Ela está mentindo. Não foi estudar na Annalise.
É por isso que não podemos tirar o olho dos filhos
que nem os outros pais.
Não somos que nem os outros pais.
Já conversamos.
Mas somos literalmente espiões. É nosso trabalho.
Era nosso trabalho.
Espionávamos terroristas e militares, não nossos filhos.
Tá, mas olha...
- Isso saiu... - Não quero ver.
Descolou e fez... O que é isso?
Quê? "Mamãe é um pohe."
Escreveu errado.
É o que ganha. "Mamãe é um pohe." Não quero ver.
Vou tentar.
MAMÃEÉUMPOHE
- A curiosidade matou o gato. - Vá com Deus, gatinho.
Prontinho.
Não devia se meter.
Parece que é o mantra dela ultimamente.
O que... Olha isso.
PRONTO PRA DETONAR. APOCALIPSE QUÍMICO
O que é isso?
- Apocalipse químico. - Apocalipse químico.
Disseram "apocalipse químico"?
Achei que iam parar depois do ano passado.
O que aconteceu?
Sei lá, tinha a ver com uma menina chamada Molly.
Está de brincadeira? Olha.
Ela está no centro, em Adamson, Piedmont.
Ela não devia ligar a localização. Parece trapaça.
É uma boate!
- Boate? - É!
Vamos lá.
- Está animado aqui! - Está querendo piorar?
- Quê? Faz tempo que não saímos. - Mas foi nossa filha que saiu.
Qual é! Não podemos nos divertir também?
Licença. Passando.
Com licença.
Minha nossa...
Me vê um Harvey Wallbanger?
Saúde!
Ela está lá.
Alice Emilia Reynolds, vamos. Agora.
- Mas eu não... - Nem um pio.
Nem você, bigodinho. Você e sua boca peluda.
- Vamos. - Por que não posso ficar?
Os pais deles não ligam.
Talvez os pais deles não os amem.
Sei lá. Vamos.
Alice, não pode ir. A festa mal começou.
Pega suas coisas, e vamos.
- Vamos. - O quê? A TV a cabo estragou?
Por isso os boomers saíram?
Digam "oi", boomers.
Boomers?
É, Karen. Boomers.
Karen?
Olha, é só se afastarem,
e vamos cair fora.
O que vai fazer?
Não me ouviu direito.
Eu pedi pra se afastarem
pra eu tirar minha filha menor de idade da boate.
- Pai! - Parece adulta pra mim.
Vai com calma, tá?
Vamos. Acabou.
Mais devagar aí.
- Caraca... - Não respiro.
Foi tudo tão rápido. Não foi tão ruim, né?
APAGAR DA GALERIA
Não somos boomers, tá? No máximo, Gen X.
Estamos no limite, sabe?
Entre gerações. Vamos cair fora.
- Como entrou? Identidade falsa? - Não.
Então deixam adolescentes entrarem na boate?
Tá, eu tenho uma identidade falsa, mas só uso pra dançar.
Quem te chamou? O peludinho?
É James. E só não gosta dele porque é branco.
Quê? Sua mãe é branca.
Além disso, não se trata do James.
- Se trata de você. - É.
Só está brava porque vivo a minha vida, não a sua.
- Quê? - Por favor...
Como me acharam?
Olá?
"Mamãe é um pohe", P-O-H-E?
Senha bem facinha.
Invadiu meu notebook e fuçou minhas mensagens?
Suas? São nossas mensagens.
- Não é seu celular. É nosso. - Isso mesmo.
E vai ficar de castigo na nossa casa.
Por isso vou fazer supletivo.
Vai o quê?
Pra me formar mais cedo e partir pra faculdade.
Quero ver quem vai pagar.
Não vamos falar do que aconteceu?
Meteram o pau naqueles caras, e um deles era um nojo de lindo.
Olha a boca.
Sério? Querem mesmo falar de como eu falo?
Como aprenderam aquilo?
Seu pai e eu fizemos umas aulas de taekwondo.
Aulas de taekwondo?
Quando? No Corpo da Paz no Japão?
Nunca dissemos Japão.
E taekwondo é uma arte marcial coreana.
Ficaria surpresa, dá pra aprender bem rápido.
Querem mesmo que eu caia nessa? Estão sendo mentirosos totais.
- Mentirosos? - A gente? E sua identidade?
Vocês são impossíveis!
Nós somos impossíveis?
E você está de castigo. Olha como somos possíveis!
Não fez muito sentido,
mas não vai querer irritá-la depois do que ela fez com eles.
Eu não aguento vocês!
- Foi loucura, né? - Loucura. Maluquice.
Mas uma maluquice ruim? Foi errado?
Ou uma maluquice boa,
tipo a maior adrenalina nos últimos anos?
- Foi ruim. - Ruim.
- É. - Pois é, só pra confirmar.
O que foi, Em?
Sabe que eu amo a nossa vida.
- Não sabe? - Mas?
Sei lá. Hoje algo se encaixou, entende?
Pela primeira vez em muito tempo,
eu me senti necessária.
É necessária, de outro jeito.
Ei, abestado, me dedurou pros nossos pais?
E eu lá ligo pra sua vida?
- Pelo menos tenho uma. - Tinha.
Vai ficar de castigo até eu me formar.
Não fantasia em dar uma escapada pra América do Sul?
Em deter um golpe? Ou começar um golpe?
Tanto faz, só um belo golpe das antigas.
Não quero golpe nenhum.
Saímos por um motivo.
- Pra proteger nossos filhos. - Tem razão.
Ela achou a senha colada no seu note.
- Estava escondida. - Não direito.
Se me espiam, vão te espiar também.
Quero só ver. Só uso autenticação dupla.
- Velho, que nerd! - Um nerd que não é espionado.
Sabe do que preciso? Me sentir viva de novo.
Preciso sentir o coração bater.
Me sentir a maioral. Está me entendendo?
Amor.
Eu sei do que precisa.
- Está reprimido, né? - Está, sim.
Eu sei do que nós dois precisamos.
Senhor amado... Eles não têm limite.
- Cara... - Que nojo!
Manda ver!
Vai!
Vai. Mais um.
Mais um.
- Se sente melhor? - Sinto.
Um pouco.
Eu vou precisar de um banho.
Você vem?
Estou imundo.
- As crianças foram pra aula? - Afirmativo.
- Chamou alguém? - Eu não!
Chuck?
- E aí? Um vislumbre do passado. - Matt, como vai?
Suave. Como nos achou?
Pois é. "Boomers invadem balada."
Mas nem somos boomers.
- É o Chuck? - É! Acredita?
Oi, Em.
Você está ótima, sério. Os dois estão.
- Entra. - Não dá tempo.
- Quê? - Foi bem fácil achar vocês.
- Seus inimigos também vão achar. - Qual é!
- Faz 15 anos. - Não temos inimigos.
- Vendo quebra-cabeça. - Jogamos Wordle.
O que vão querer da gente?
A chave ICS.
Mas foi perdida na queda do avião.
Não a achamos quando procuramos.
Achamos a pasta, cadáveres de terroristas, mas nada de chave.
Isso é loucura.
Lembra do Baron Andrews do MI6?
- Claro. - Branquelo desbotado.
Fora de forma.
- O que tem ele? - Ele preparou o jato.
Acho que foi ele que denunciou vocês.
- Parece verídico. - Sério, o Baron?
Tenho informações confiáveis.
Ele trabalha pro Gor agora, e vão atrás de vocês e da chave.
Mas não estamos com a chave.
- Não estamos. - Não importa, Em.
Se a CIA souber que estão vivos, vão pra cadeia.
Precisam sair daqui, vocês e...
Chuck!
- Corre! Vai! - Vai!
Merda! Se nos acharam, sabe o que vem agora?
- As crianças. - É.
- Agora! - Vamos.
Abaixa.
Dá a volta! Vai!
Agora!
Vai!
Chuck. Que pesadelo!
Como vamos provar que não estamos com a chave?
Preciso te contar.
- O quê? - Promete entender?
Não prometo nada.
- Eu peguei a chave. - Quê?
Queria protegê-la.
À esquerda!
Sim.
O que tem contra os móveis? Não precisa atropelar.
Faz tempo que não pratico.
Está distraída porque seu ex quer nos matar.
Saímos uma vez.
Supera! Ele só falava do Manchester United.
Então admite que foi um encontro? Vai! Esquerda!
Por que fez isso?
Precisávamos de uma segurança caso descobrissem o disfarce.
Bom, descobriram.
- Cadê ela? - Na Inglaterra.
- Tá. - Em Foxhound.
- Na casa da minha mãe? - Era segura...
Porque ela era alvo de muita gente.
Não podemos nos esconder, temos filhos.
- A CIA vai nos proteger. - Só com a chave.
Pegamos a chave, pedimos imunidade, e eles nos protegem. Nada de mais.
Nada de mais?
Você roubou uma arma de ciberterrorismo, escondeu na casa da minha mãe
e mentiu sobre isso por 15 anos.
Parece ruim quando fala desse jeito. À direita!
- Vai recarregar. - Espera.
A arma dele emperrou.
É brincadeira?
- Vamos. - Temos que trocar de carro.
Já pensei nisso. O Shane tem um Prius cinza.
- Vai estar na saída norte. - Tá.
Vamos sair cedo!
- Quê? - Vamos.
O que foi?
Não comeu nada. Foi isso.
Ponha o sanduíche na mochila. Vamos.
- Tem que comer. - Por que surtaram?
Não surtei. Você surtou.
- E nosso carro? - Longa história.
- Aonde vamos? - Vamos viajar.
Não se pergunta isso pros pais, só vai.
EMBARQUES INTERNACIONAIS
- Vamos pra Inglaterra? - É, a boa e velha.
E a escola?
E o futebol? Estamos no mata-mata.
A escola e o futebol... Acho que foram descontinuados.
Como é?
Temos que aceitar que a temporada mágica acabou.
É. Sinto muito, meu bem.
- Mãe, por que vamos pra Inglaterra? - Boa pergunta.
Porque vamos visitar a vovó.
- Quê? Temos avó? - Temos avó?
Pois é. Que surpresa, né?
Eu sei que é difícil entender e sinto muito, de coração,
mas eu não queria minha mãe nas suas vidas.
- Ela mal esteve na minha. - Disse que ela morreu.
- Não falei isso. - Não, falou exatamente isso.
A morte é aberta a interpretações.
Às vezes parecia morta,
mas é que ela era muito fria e distante
e me mandou para o internato assim que pode, então...
Achei legal.
Percebemos que erramos
e deveriam conhecê-la a tempo.
- Isso. - Ela vai morrer?
Não. Digo, vai. Todos nós vamos um dia.
Podemos morrer no avião.
- Quê? - Matt.
Falei mal. Mas ela não vai morrer.
Se estivermos estranhos ou irritados,
é o efeito que ela causa na gente.
Em mim. É o efeito dela em mim. Faz sentido?
- Faz. - Faz.
- Faz. Ótimo. - Faz?
Não, claro que não!
Menti sobre a boate e fiquei de castigo
e você mentiu sobre sua mãe, não faz sentido nenhum!
Mocinha, olha esse tom. Fala baixo.
Tem razão. Devo uma explicação.
Mas não pode ser aqui e agora.
- Mãe. - Oi?
Não me sinto bem.
- O que foi? - Pode ser enjoo de avião.
Nem embarcamos ainda.
- Próximo. - Vamos passar pela segurança primeiro.
Passageiros, o capitão pede para colocarem os cintos.
Voltem aos assentos...
- Ei. - O quê?
Verifiquei o avião. Não nos seguiram.
Certo.
O que foi?
A hora é agora? Contamos pra eles?
Não poderia ser hora pior pra contar.
Guardamos esse segredo por 15 anos. Dois dias não são nada.
Tem razão. Essa mentira os manteve seguros.
Bons pais mentem o tempo todo.
"O recital foi ótimo."
Claro, com certeza.
"Não vamos à Disneylândia porque está fechada."
Adoro essa. "Seus pais não têm tatuagem."
"Maconha dá diarreia."
- "Usamos álgebra todo dia." - "Todo dia."
"Pi é igual a MC à asneira."
Estamos mandando bem.
É assim que se cria filhos maravilhosos e multifacetados.
- É. - Mentindo na cara dura.
Obrigada por confirmar.
Em alguns minutos, nossos comissários passarão...
Oi. Bom dia.
Bom dia. Que bom que descansaram.
Eu disse que o travesseiro é feio, mas funciona.
BOAS-VINDAS A LONDRES
- Passaporte, por favor. - Aqui.
- Olá, querida. - Olá.
A família Baker.
- Obrigada, Sra. Baker. - Obrigada.
Por ali, gente. A saída.
Andando.
Vamos.
Vamos pegar o ônibus.
Próxima parada, estacionamento.
Parece que é a nossa parada. Certo?
É estranho, admite logo.
Pode ser um estranho bom, tipo ainda ouvirmos Michael Jackson.
Vamos. Não se afastem.
Gor falando.
Estão aqui. Aeroporto Heathrow.
Certo, me mantenha informado.
Me desculpe.
Chegamos!
O que acham?
É um estacionamento.
É, sim.
Aonde ele vai?
Alugar nosso carro.
O carro é esse?
É. Entrem.
Lembro deles, sim.
Família bonita. O pai era sarado.
Não precisa opinar, oficial. Obrigado.
Entendi por que está atrás dela há 15 anos.
Não estou atrás dela.
Estou atrás da chave.
Foque no trabalho.
Não se revelaram à toa.
Vão saber se esconder.
Pois é. As crianças.
Foque nelas.
- Sério? - É.
Vamos verificar todas as câmeras do aeroporto.
Celulares, impressões digitais.
Uma hora vão aparecer.
Que nojo!
Isso é um chiqueiro.
De que marca isso é?
- É um isqueiro? - Passa pra cá.
Estamos na Europa. As coisas são meio diferentes.
O carro tem wi-fi pelo menos?
Não tem, não. Nada de internet na viagem.
A propósito, os celulares?
- Deem pra mamãe. - É.
- Quê? - Quê?
Saiam da rede.
Assim, evito pagar os custos de roaming.
Talvez eu arranje um cartão SIM daqui.
Está brincando?
Jamais.
Estou ficando cansada.
Passem.
Obrigada.
Leo!
Desapega.
- E vamos fazer o quê? - Como assim?
Que papo é esse?
Converse com a sua irmã.
"Como vai? O que rola? Gostou da Inglaterra?"
Estamos num continente novo.
Passamos por um Costco.
Eu não dispensaria o Costco. Dá pra passar horas lá.
Vamos pôr uma...
Uma musiquinha.
- Essa é das boas. - Não.
Está de sacanagem.
Quase sem gasolina.
Podemos comer alguma coisa?
Olha que sorte! Chegamos.
Belezinha.
Podem nos dar dinheiro?
Claro, passa a minha bolsa.
Agora, por favor.
Claro, tudo bem.
Vamos abastecer.
Entrem e comprem alguma coisa.
Vapt-vupt.
Tragam o troco.
- E M&M's. - Falou.
O que vão querer?
Café da manhã.
- Café da manhã inglês? - Claro.
Prontinho. Aproveitem.
Tem algo mais leve pro meu colesterol?
Não. E morcela.
- Morcela? - É.
- Minha nossa... - Pois é.
Não, olha isso.
Por que me chamo Jeffrey Baker?
E por que diz que somos do Alabama?
Não dá pra acreditar.
Me encherem pela identidade,
e eles têm nomes, passaportes, tudo falso.
No dinheiro ou cartão?
Dinheiro.
Prontinho.
Espera, tem conexão nessa coisa?
Tem, mas nossos pais proibiram.
O Sr. E Sra. Baker? Anda logo.
- Aproveitem o café. - Obrigado.
E se eles forem criminosos fugindo do país?
Quê? Nem pensar. Não são criminosos.
Jogam pickleball.
Não significa nada.
Eles assistem HGTV.
- Leo. - Fazem a própria massa mãe!
Eca.
Temos quanto tempo?
Quarenta e cinco minutos até nos identificarem na imigração.
Uma, uma hora e meia pra verem as câmeras fora do aeroporto.
Se acharem o carro ou não,
são mais 30 minutos, no máximo.
Então não dá tempo de cumprimentar a mamãe.
Tem tempo de sobra.
Dois minutos.
Tempo de sobra pra traumatizá-los.
Mas talvez tenha mais gente além do Baron.
Pegamos a chave, entregamos à CIA,
recuperamos nossa vida, simples assim.
Não acredito que os colocamos nessa.
Sou uma péssima mãe.
Não é como se eu fosse o pai do ano.
- E você é uma mãe incrível. - Não é como me sinto.
E sabe que vão usar isso contra nós até morrermos.
Como vai aí? Diga.
Eles pararam. Vamos cercar.
Envie a localização.
Precisaremos de reforços.
Entendido. Já vou mandar.
Como sabe que vieram vender?
Porque eu os conheço bem demais.
NÚMERO RESTRITO
Diga.
Ótimo. Obrigado.
Posto de gasolina a cinco quilômetros. Vai.
O que achou?
Tem um Jeffrey R. Baker.
Nasceu em Huntsville, mas morreu em 1952.
- Eu sabia! - Não prova nada.
Olha, só podemos torcer
pra não repararem.
Nunca prestam atenção em nada que eu digo ou faço, então...
Mas que...
Droga!
Meu...
Fazemos alguma coisa?
O que vai fazer?
Como você é negativa!
Liguem pro 911.
O número é outro aqui.
Mãe!
Ela está bem. Não foi nada.
As crianças.
- O que foi aquilo? - Vamos.
- O que foi? - Vamos.
- E o troco? - O troco?
- M&M's? - Quem eram?
- Por que lutaram? - Por nada.
Vamos, Alice.
Vamos, vamos. Vai, vai, vai.
- Entrem no carro. - Nem pensar! Não viram aquilo?
Não viram o que fizemos?
Te ensinamos a questionar autoridades, e eu adoro, mas entra na merda do carro.
Está xingando? Fala sério!
Vamos. Ponham o cinto.
Entra!
Quem era aquele? Por que o atropelou?
Por que ele atirou?
- Sentem. Está tudo bem. - Somos cúmplices?
É o Baron.
São eles.
Dê meia-volta.
Isso é uma arma?
Pai, o que você vai fazer?
- Pista errada, mãe! - Alice, eu sei onde estou.
O que é tudo isso? Por que querem matar os caras?
- Não queremos matar ninguém. - Senão, já teriam morrido.
Mortinhos.
Vai ficar tudo bem.
- Vai ficar tudo bem? - Vai.
Papai atirou num caminhão, fez um lança-chamas,
e você matou aquela vaca com as próprias mãos.
Eu não matei ninguém, só deixei inconsciente.
E não era vaca.
Era uma mulher que quase morreu. Não vamos ofendê-la.
Nos digam quem são.
Tá, calminha aí.
Escutem.
Eu e sua mãe somos...
- Éramos ARR. - Quê?
Agentes de reação rápida não oficiais da CIA.
- Éramos espiões. - Eram espiões?
- Sim. - Tipo Jason Bourne?
- É, mas lembramos de tudo. - É.
Eu sabia que estavam mentindo,
mas não achei que fossem legais pra serem espiões.
- Não somos legais por isso. - Não é por isso.
Ganha do pai do Connor?
Cara, ele é vegano.
E do pai da Sydney?
Já viu o pai da Sydney?
De todos os pais da escola?
Ganho de todos, separadamente.
Mas não lutamos mais. Nos aposentamos.
Não foi o que pareceu. Eles eram espiões?
Eram terroristas, talvez mercenários pagos.
Tem diferença?
Terroristas seguem uma ideologia, mercenários são só uma arma ambulante.
Sei que devem estar assustados, mas vamos proteger vocês.
Esse é nosso trabalho.
Mandou bem, hein?
Estaríamos arrasando se não tivessem nos denunciado.
Não ficam sem internet por uma hora? O que era tão importante?
Pesquisamos quem vocês são de verdade.
Quê?
Meu bem, somos seus pais. É isso que somos.
Isso.
Espera aí. Consegue acessar a internet nisso aí?
Consigo.
Que esperto, cara! Deixa eu ver. Nossa!
Mas que...
Videogames são violentos.
Os videogames que são?
Ele tem uma mira fantástica.
Foi sorte, Wendy. Não faça um auê.
Sabia da habilidade dele, mas não do nível.
Obrigado.
Tatuagem da prisão chechena. A Volka.
Como soube do posto de gasolina? Não tínhamos os celulares ainda.
Eu tinha um grampo na Volka.
Pegaram a chave há 15 anos.
- Achei que tentariam de novo. - Que jogada!
Obrigado por reparar.
Rastreamos as redes e jogos dos filhos.
O portátil do garoto deu sinal.
Como você disse, as crianças.
Não sei, eles nos viram.
Veja as câmeras e fique de olho no Land Rover.
Ela deve estar perto.
Eles, chefe.
Eles devem estar perto.
Isso.
Logo vão achar o caminhão. Não vai nos dar muito tempo.
Acho que eu deveria ficar com a parte da conversa.
Assim, vocês não têm que se envolver.
Acho uma ótima ideia.
Ela vai saber dos assassinos treinados atrás dela, e é você que vai contar.
Que...
MANSÃO FOXHOUND
Crianças, acordem.
Leo, Alice, chegamos.
Essa é a casa da vovó?
É, foi aqui que eu cresci.
E mal via a hora de sair.
Nossa!
Você é da nobreza? Nós somos?
Não.
Não, sua avó tinha uns esquemas bem duvidosos
nos anos 1970, daí...
Em.
O que foi?
Tem que digitar a senha.
Vamos conhecer a vovó.
Nossa, a casa da vovó é demais.
Por que quis ir embora?
Cara!
Por isso.
- Oi. - Ah, é você.
Oi, mãe. Ainda gosta de matar, né?
Não me provoque, querida. Ainda sou boa no gatilho.
Estes são seus netos. Não atire neles.
São muito maiores do que nas fotos.
Fotos?
Sim, Matthew me mandou fotos.
Ele mandou?
- Oi, querido. - Como vai?
Mandei fotos roteadas de vários países pra não serem rastreadas.
Pra vovó ver os netinhos crescerem,
porque crianças crescem nas fotos. Ela não postou nada.
Devemos te dar um abraço?
Não!
Eu sou inglesa. Não abraçamos aqui.
- Mas pode pegar o pássaro morto. - Vai, ela está armada.
Não faço ideia do motivo desta honra,
mas entrem.
Tudo bem.
- Solta. - Tá.
Emily, lembra da casa?
- Como ia esquecer? - Que incrível!
Não entrem aí.
Não toquem em nada.
Nossa, isso aqui parece o Fort Knox.
Seus filhos sempre se intrometem assim?
Só estão curiosos.
São porcos farejadores?
O que vão querer?
Ginny, é muita gentileza,
mas temos que pegar uma coisa e vazar.
Podemos marcar um encontro qualquer dia.
Que bobagem! Já estão aqui.
É meio cedo pra beber, Ginny.
Essa hipocrisia arrogante...
Ela estava destinada aos EUA.
Ainda fala de mim na minha cara.
Desculpe, criei o hábito porque sua cara nunca estava aqui.
Para você. Mezcal com uma raspa de laranja.
Acertei?
Não sei como ela sabia.
E você, querida? Já bebe gim?
Ela não falou sério.
Lá vem o monstro suado!
- Ginnyzinha! - Ginnyzinha?
Viu meus energéticos de toranja?
Estou sem ar.
Quatro pessoas novas.
Olá. Amigos ou inimigos?
Este é meu Nigel.
- Olá. - Tudo bem?
Ótimo.
Minha nossa...
Deu pra ver a língua.
Nossa...
Me perdoem.
E desculpe por isto. Não esperava companhia.
E eu não esperava aquilo.
- Estava no meio do treinamento. - De quê?
Treino para quando ela me achar apto para o MI6.
Sou o projetinho especial dela.
Nini...
Essa é minha filha.
- Não. - Emily.
- Não é. - É, sim. Emily.
Em-zo?
E o marido dela, o pedaço de mau caminho Matthew.
Matty. Não tem como não ver.
E os filhos deles, Alice e Leo.
Nossa, eu amo crianças!
Ele adora.
Amo a inocência, o olhar maravilhado.
Vou pôr esta carta na mesa que nem geleia no Natal.
Vão me chamar de vovô?
Quê? Não!
Entendo. É complicado, não é?
Espero que não me vejam como uma figura paterna...
- Como é? - Porque o que eu quero...
Matty, Em-zo,
é que me vejam como um amigo.
Não vai rolar.
Então, vai querer o gim ou não?
Não vai. Eles têm 14 e 12 anos.
Só tomam água ou suco.
Isso.
Por que não vamos direto ao ponto? Temos muito o que fazer.
Nigel.
Faz um tour com as crianças?
Os netos? Claro que ajudo.
Tarefa de vovô. Ginnyzinha.
Gostam de coisas incríveis, por acaso?
Querem ver meu escritório maneiro?
- Claro. - Vêm.
Me deixem ver.
Aqui, senhor.
"Não é seu sotaque, é sua personalidade."
Matt, que previsível!
Ela deve estar morrendo de tédio. Obrigado.
- O que foi? - É a chave.
Ouvimos de várias fontes que ela está no mercado.
E o carro?
Rastrearam o Land Rover até aqui, mas foi encoberto há dez minutos.
Ótimo.
Na melhor das hipóteses, estão neste raio de 8km.
Aqui é uma fábrica de munição. Aqui, uma fazenda.
- Uma pista de corrida. - E aqui?
Não sei.
O terreno é de uma ONG offshore
situada na Ilha de Man, Fox Hunter LTD.
Fox Hunter?
De onde conheço?
Ginny Watson.
Ela era uma lenda no MI6.
Ginny, quando Emily e eu sumimos do mapa,
peguei um item valioso.
Se não tem vantagem, crie uma. Saúde.
- Sempre gostei dele. - Espera pra saber do resto.
Como podem ver, é bem desinteressante.
É o seu escritório? O que você faz?
O que não faço é a pergunta certa.
- Mas com o que trabalha? - Tem um emprego?
Ali é onde guardo o equipamento, por assim dizer.
Eu dominei todos.
Tenho sai, tenho nunchakus.
Um cassetete! Minhas costas...
Tenho estrelas-ninjas. Estou bem melhor nessas.
Era a parede. Eu acerto várias coisas.
- Vou tentar. - Cuidado. São afiadas.
Pode tentar, mesmo não dando em nada.
Não estraga.
Per... É.
Não consegui fazer isso ainda. Foi... uma coisa.
Nossa. Quer tentar?
Não, vou atrás de um banheiro.
Claro, por que uma estrela precisaria de outra? Já é uma estrela.
Tenho cigarros fluorescentes,
relógio com laser e guarda-chuva à prova de balas.
À prova de balas?
Se quer ser espião, tem que...
estar preparado para absolutamente tudo.
- Por isso usa o monitor de saúde? - Não, é para monitorar meu sono.
Sua vó costuma me deixar acordado.
Ela ronca.
Você também usa! Gêmeos.
Então, Ginny,
eu...
Escondi aqui.
Imagino que tenha gente procurando.
Tem.
Então, após todo esse tempo,
arrastou os seus problemas até a minha porta.
Nem tudo tem a ver com você.
Porque, pela minha experiência, tem a ver com você.
Passei a vida toda tentando ser diferente de você.
Ser a mãe que você nunca foi.
Amável, estável, acolhedora.
- Controladora. - Não! Nossa...
Presente.
Presente na vida dos meus filhos.
E tem dado certo?
Tem dado muito certo.
Que bom que nos entendemos porque...
Foi o que pensei.
Sua filha te odeia.
Desistiu de tudo por ela, e ainda assim ela te odeia.
Tá...
Eu consigo aceitar por que a Alice me odeia.
Consigo. Mas você consegue aceitar por que eu te odeio?
Ódio é um negócio tão pesado.
- Podemos achar... - Tanto faz.
Eu fiz algo que você jamais fez.
Escolhi minha família, não a carreira.
Mas não acabamos no mesmo lugar?
Não importa que tipo de mãe quer ser. Adolescentes se rebelam.
Eu me rebelei, você se rebelou,
sua filha também.
Só pode torcer
para criá-los bem o bastante para se cuidarem
e, um dia, voltarem para casa.
Por que eu iria querer voltar?
Você se convenceu
de que eu te mandei sem escrúpulos para o internato nos EUA
para facilitar a minha vida.
Mas convenientemente esqueceu que me implorou para ir.
Agora,
gostaria de passar alguns minutos com meus netos.
Imagino que não terei mais muitas chances.
Não entendi, chefe.
Qual é a conexão?
Não sei.
Dividam-se em três e verifiquem os locais.
Vou visitar a Sra. Watson após a vistoria aqui.
Precisamos da autorização?
Sim. Não vou invadir a casa dela
e arriscar a minha carreira sem uma.
Acho que descobri algo.
Vou te mandar.
Acredita naquela mulher? Me culpou por querer ir embora!
Sua mãe não é fácil, mas ainda é sua mãe.
Aqui?
Vamos.
Tiramos essa antes de ela partir para o internato nos EUA.
Adoro o sorriso dela.
Mas agora sei que era porque ela estava
superfeliz por ficar sozinha.
Quando era jovem, ela nunca demonstrou querer ser parte da minha vida.
Mas eu também não era parte da vida dela.
Dediquei minha vida a servir.
Não dei muito do meu tempo a ela.
Eu não odeio a minha mãe.
Eu sei que não, querida.
- E acho que ela não me odiava também. - Ela disse que você morreu.
Bom, não fui nenhum modelo de perfeição.
Gostaria de um pouco de chá, querida?
Tipo boba?
O quê?
Desculpa, não tomo chá.
Não toma chá? Nem gim?
E Emily acha que a mãe ruim sou eu.
Vamos consertar isso. Venha.
Sai!
Sai da frente!
PROGRAMAÇÃO PARA INICIANTES
- Você programa? - Programar?
Programo, sim.
Adoro tudo. AR, VR, R&R, QR code. Todos os "R". Com certeza.
Tem que entender de tecnologia para entrar no MI6.
Tem que ser o James Bond e o Q numa pessoa só.
Você entraria fácil.
- Seria o candidato ideal. - Como assim?
É filho de espiões. Está no seu sangue.
Mas não sou como eles.
Um testezinho. Vou correr até você.
- Quê? - Vou correr até você.
Quero que reaja sem pensar.
Não vou te machucar.
Faço isso o tempo todo. É um treinamento básico da agência.
Três, dois, um.
Por favor, não!
Meu Deus!
Me desculpa. Não sabia que eu tinha essa habilidade.
Seu punho é pequeno. Estou acostumado com grandes.
- Passou pela costela. - Não foi a intenção.
Tranquilo, fui treinado para apanhar.
- Consegue fazer quantas flexões? - Quinze?
Quinze?
Quem fizer quatro ganha.
Por aqui. Vamos.
Vem.
Está aí?
O que é isso?
Este é meu e esse é seu.
"Querida Emily,
se estiver lendo isto, estamos em perigo, e deve ser culpa minha."
"Sinto muito. Só queria manter você e...
o anjinho que está crescendo na sua barriga a salvos.
Por favor, não me abandone nunca, porque sou inútil sem você.
Tipo, seria triste."
Sempre diz a coisa certa.
Por que escondeu aqui?
Eu sabia do bebê e que estávamos em perigo.
E sabia que, se precisássemos disto, precisaríamos da Ginny.
Pois é.
Vamos.
Por aqui.
Porta da cozinha.
Tudo bem.
Espera. Vem.
Mãos pra cima!
Não se movam. Parados!
E nosso filhos?
Sala de estar. Vão!
- Se afasta. - Afasta você.
Estão bem?
Estamos com o que vocês querem.
A chave, beleza? Está bem aqui.
Soltem as crianças, e vamos conversar.
Baron, vem cá!
Poxa, gente...
Chuck?
Desculpe desapontá-los. Esperei que tivesse ensinado melhor.
O gato comeu a sua língua?
Emily, Matt.
O que é isso?
Que bom te ver, né?
Chuck, vimos atiraram em você. Foi...
Plano meu. Achei que precisavam de uma motivação pra me trazerem aqui.
Você está com o Baron nessa.
Não, ele é inocente como bebê. Era só uma garantia
de que não voltariam chorando pra unidade.
Baron está atrás do Gor e da Volka, não com eles.
E o cara que atirou em mim?
Deem "oi".
É incrível o poder de bombinhas hoje em dia.
Chuck!
A propósito,
eu fico com a chave.
Por favor.
Mexeu com meus filhos.
É hora de desapegar, Matt.
Limpo.
O que houve com você?
O que houve comigo? Vocês dois.
Como assim?
Que culpa temos?
Dois dos meus melhores agentes foram raptados
em retirada, supostamente mortos.
A chave? Supostamente perdida.
A agência me culpou. Fui largado de escanteio.
Me demitiram em um ano.
Perdi minha pensão, minha casa, minha esposa, meu cachorro!
Por causa de vocês.
Então é uma vingança?
Não, eu quero dinheiro.
A vingança é um bônus.
Solte as crianças!
Vamos fazer assim.
- Vamos sair. - Não vão se safar.
Quer mesmo me interromper agora?
- Solta! - Se não interferirem,
amanhã os dois voltam pra casa sãos e salvos.
Tudo bem, amor.
Não chamem a polícia.
Situações de reféns não acabam bem.
Chuck!
Devagar. Vamos.
Você acordou.
Alice, Leo! Temos que seguir o helicóptero.
Anotaram o número?
Não, já estava longe.
As câmeras.
Genial! Por aqui.
Volte para o pouso do helicóptero.
- Ele está bem? - Ótimo.
Espera aí.
- Volte para as crianças. - Tá bom.
Pare. Dê zoom bem aí.
Viu?
Ele está mostrando algo.
Ele está usando o anel no polegar.
- Exato. - O quê?
Ele usa um monitor no polegar.
Tem GPS naquilo.
Tem um computador?
Entrei na conta dele.
Autenticação dupla? Sério?
- Latitude e longitude? - É 51.5076o Norte e 0.0994o Oeste.
Tate Modern.
Ótimo.
Diz que está fechado pra um evento de gala.
Nigel, teria um terno, por acaso?
Claro! Todo agente tem.
Não pode parar aqui, não está na lista.
Espera. Estamos na lista.
Eu fico com isso.
BOAS-VINDAS AO TATE MODERN
Devia imaginar. Chuck é esperto.
Segurança de ponta.
Detectores, evento de destaque.
Ninguém sai da linha.
Vamos encontrá-los.
- Vamos achá-los. - Agora.
Não estou nem aí se só tem duas horas, Gor.
Eu disse que seria em Londres hoje.
Seus concorrentes largaram tudo para vir.
Não parece querer tanto assim.
Desgraçado...
Ele vai vender hoje à noite.
Vão até lá. Agora!
Obrigado por comparecerem tão em cima da hora, mas, acreditem...
Não vão se arrepender. Por aqui.
O que diz aí?
Deveriam estar bem aqui.
SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS DE LONDRES
Daphne, como estamos?
Tudo pronto.
Prometi um show a vocês,
e não quero perder tempo.
Se puderem observar a cidade,
gostaria de mostrar as possibilidades. Agora, Daphne.
Entendido.
SUDOESTE 16: OFFLINE
Segundo passo.
E a nossa.
SUBESTAÇÃO TATE: OFFLINE
Está demonstrando a chave.
Ele deve querer a melhor vista.
Daphne, reative tudo.
Era pra estarem aqui.
Não estão aqui, então estão embaixo ou em cima.
- Espera. - O que foi?
São os capangas do Chuck. Vem.
Portas fechando.
Não é só um showzinho luminotécnico.
A Barreira do Tâmisa, Daphne. Assuma o controle.
BARREIRA-TÂMISA: ACESSO LIBERADO
Aquilo impede que o Oceano Atlântico inunde esta grande cidade,
e agora temos o poder de abri-la ou fechá-la.
Quando quisermos.
Por que não abrimos, Daphne?
BARREIRA-TÂMISA: POSIÇÃO 1
Senhor, precisa ver isto.
Portas abrindo.
Melhor nos liberar.
E se não liberar?
Não estou oferecendo só um pen drive
ou um monte de zeros e uns.
Estou vendendo o poder.
Se estiverem interessados, a chave pode abrir qualquer porta.
Em!
Vou começar o leilão com um valor que acredito ser bem razoável:
US$ 150 milhões.
Eu ouvi US$ 200 milhões?
Duzentos e cinquenta.
- Duzentos e cinquenta milhões? - Sim.
Temos um vencedor. Por US$ 250 milhões para o Sr. Ivanov.
Se bem conheço esse cara, se tiverem familiares em Paris,
é bom fazerem as malas depressa.
Aonde estão indo?
Baron.
Como nos achou?
Somos do MI6, Matt. Vocês são fugitivos internacionais.
- Então sabe que levaram as crianças. - E que achou que eu era agente duplo.
Pode nos prender depois. Só queremos nossa família.
Não vou prender vocês.
Agora sei que não iam vender a chave.
Venham.
Vamos.
Mãos pra cima!
Com licença.
Não saia daí!
- Chuck! - Cubram aquela porta!
Chuck, solta meus filhos!
- Bravo. - Obrigada por reparar.
Não deixe subir à cabeça. Encontre a chave.
Chuck!
Levem as crianças ao barco.
Vamos.
BOAS-VINDAS AO TATE MODERN
Me solta!
Ei!
Aonde vamos? Me larga!
Vamos, depressa com eles.
Me solta!
Senta.
- Gor quer a chave. - Não está com a gente.
Eu não me moveria. A mira dela continua excelente.
É uma armadilha.
Pegaram nossas motos, estão indo a leste. Peguem eles!
- Vão pro banco a norte. - Vou por aquele lado.
Cuidado! Passando!
Qual é!
Daphne, traga a chave ao ponto de encontro.
Estou indo.
Cuidado!
Chuck abriu a barreira.
Se ele entrar em mar aberto, acabou. Não vai querer as crianças.
Temos que embarcar!
A sala está vazia, sem sinal da chave.
Chuck está no Tâmisa a leste.
- Essa não. - O quê?
A barreira foi aberta.
Vou mandar barcos para lá.
Wendy, trate de fechar a barreira.
Olá, gostaria de se juntar a nós ou...
Podem segurar?
Ei! Espera!
Consegui o barco. Cadê você?
Em, às 11h, sentido sul.
Desce. Eu te pego.
Não conseguem fechar. O sistema foi sobreposto.
E onde está a maldita chave, Wendy?
- Oi, Ginnyzinha. - Oi.
Só queria saber se precisa de mim
porque estou pronto para tudo.
Nige, não saia daí por enquanto.
Não, mas eu...
Nossa!
Não dá para acreditar!
Nossa, é assustador!
Mas é bem legal.
Fui tudo muito legal.
Me desculpa.
Você está bem? Você filmou?
Claro que não.
Ela apagou.
Meu Deus! Isso!
Beleza.
Ginnyzinha, estou com a chave.
Nige, você está arrasando.
Nigel está com a chave. Repetindo, Nigel está com a chave.
Mande ele fechar a barreira agora!
Feche a barreira.
Claro, entendido. Eu consigo.
Ótimo! É o que tem estudado.
Não cheguei nessa parte.
Caramba! Desculpe, bati na sua cabeça.
- Seja um bom agente. - Certo.
Deletando.
ERRO NO SISTEMA
Não deu em nada.
Control, é isso. Crtl e Z.
ACESSO NEGADO AVISO
Nada ainda. Um segundo.
Com licença.
Poderia acordar e me ajudar rapidinho?
Não pode. Claro que não.
Mãe!
Não fiquem parados!
Meu Deus...
Podem se ajudar, por favor?
Ei!
Vem cá!
Me solta!
Colete salva-vidas!
Mande o Nigel fechar a barreira agora!
Nigel, feche a barreira.
Siri, pode me ajudar a...
Nigel, agora!
Sim, Ginnyzinha. Sinto muito.
Uma coisa de cada vez. Estou tentando!
Por favor!
O quê?
Mas que ótimo!
Nossa, é real.
Certo.
Tomara que não inunde Londres.
BARREIRA-TÂMISA FECHANDO
Eu consegui?
Vamos!
Vai, vai, vai!
Mãe.
- Confia em mim? - Confio.
Mãe!
Não precisa, mãe. Eu me viro.
Leo!
- Oi? - Tudo bem?
- Vim te salvar. - Quê?
Matt!
Acaba com ele!
Verdade. Situações de reféns não acabam bem.
FECHADA
Eu consegui.
Eu consegui!
Você viu? Não tem ninguém para comemorar!
Mas não tem problema!
É assim que se faz no MI6... No programa de treinamento.
Estou tão feliz.
O que você fez hoje foi incrível.
- Sério? - Sério!
O extintor, o anel no polegar.
Tão esperto! Não acredito que achei que você fosse ceder.
- Achou que eu ia ceder? - Não, nunca.
Nunca! Na verdade, quando voltarmos pra casa,
vamos só jogar videogame, e nunca mais vai sair de casa.
- Mas posso contar pro Connor? - Não pode, não.
Vamos dizer que tiveram mononucleose.
Nossa! Desculpa por te apertar tanto.
Estou tão feliz por você estar a salvo.
Tudo bem. Eu gosto.
- Que bom que se resolveram. - Né?
Cruzes, quanto abraço!
Passou tempo demais nos EUA.
Vamos.
Fui eu quem fechou a barreira, então...
Mandou bem, cara.
Me prometa que nunca mais vamos fazer isso.
Eu prometo que nunca mais vamos fazer isso.
Não, nunca mais.
Mas acho que dá tempo de voltar pro jogo.
Certo. Se ela marcar, vencemos.
Para. Está piorando as coisas.
Foi mal, treinador. Não vou ver, não consigo.
Respiração solar.
- Respiração do dragão. - Do dragão!
Não se preocupe, querida. As mulheres da família nunca erram.
Ela é destemida, igualzinho à avó.
Viva!
Viva!
Ainda sou inglesa.
Essa é minha filhota!
Viva!
Conseguimos!
Viva!
Afasta, Bigode. Fica longe.
Pra trás. Isso aí.
Foi legal ter vocês por aqui.
- Mas quando vão embora? - Quem disse que vamos?
- Mãe? - Oi, meu bem.
Posso ir estudar na Annalise hoje?
Meu bem, não precisa mentir.
Se quer comemorar com seus amigos, pode ir.
Preciso estudar mesmo. Leo e eu perdemos muita aula.
Claro.
Se estiver livre na segunda, talvez possamos ver um filme, se quiser.
Claro. Se é o que você quer, eu estou à disposição.
- Legal. Prontos? - Claro.
- É? Tá. - Divirtam-se.
Tchau.
- Pode chorar. Ela já foi. - Não vou chorar.
- Já está chorando. - É lindo.
Fiz uma pesquisa sobre essa Annalise.
- Ótimo. - Se for o nome dela.
Não, não vamos fazer isso.
Não. Não vamos, não.
Se quiserem que eu espione ela e o do bigodinho,
operação secreta e tal... Preciso proteger meus netos.
Ela não é sua neta.
- Tá? - Certo.
Confiamos nela. Não precisamos investigar os amigos.
Por que não tiram um tempo para vocês?
- Sério? - Sério.
Posso cuidar do Leo, dar um treinamento.
- Ensinar as exigências do MI6. - Depto. De TI.
- Bom... - Aproveitem a noite.
Obrigada.
Faz tempo que não temos uma noite sem filhos.
Sabe o que significa.
- Dormir. - Dormir, é.
- Mal vejo a hora! - Nossa filha detonou.
- Bom... - Uma bela vitória!
- Estou orgulhosa de você. - Para...
Por Deus, não.
Baron, que merda é essa?
Não posso cumprimentar velhos amigos?
Não!
Está cuidando dela?
Com certeza, casados há 15 anos.
- Não foi o que perguntei. - Dois filhos, Baron!
- Emily? - Dois filhos.
- Está feliz? - Estamos bem, sim.
Fala sério.
Era piada. Vocês não entendem piadas.
- Tá. - Claro.
É trabalho.
Não vamos voltar. Foi coisa inesperada, não planejada.
- Não viria se não fosse sério. - Obrigado, mas mande um e-mail.
Não achamos o corpo do Chuck.
Preciso de vocês. Bom, não tanto de você, Matt.
Mas você, Emily, preciso que recrute um membro da sua família.
Minha mãe vai adorar ajudar.
- Pode falar com ela... - Ela não.
Seu pai.
Seu pai?
É, nunca falei dele?
Legendas: Ana Paula Shiguemoto
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