All language subtitles for The.Naked.Face.1984.1080p.BluRay.x264.DD2.0-FGT

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Original subtitles

Se realmente tivesse sido inteligente,

se tivesse morrido em crian�a, quero dizer, isso teria sido uma coisa inteligente.

Sabe o que me salvou? Boing.

Deus fala comigo.

Fala-me sempre que h� um trabalho para fazer.

Eu sou o seu instrumento de justi�a.

Uma vez atearam fogo � minha casa.

Salvaram-me a mim, mas o meu gato morreu.

Sinto-me como morta. N�o consigo ouvir, sinto-me...

...que oi�o muito menos do que eu fiz na minha vida.

E por isso � que me venho consultar doutor. Sinto que algo n�o est� bem

e n�o sei se consigo resolver.

A CARA DESCOBERTA

- Quer que o estacione Dr. Stevens? - Sim, obrigado Charlie.

- � tudo por hoje? - Sim, gra�as a Deus.

O melhor de tudo � a seguran�a que sinto quando estou na cama com um homem.

Quando fazemos sexo.

Sinto-me um sexy silmbol.

Bonito. Diferente.

Depois vou para casa, onde est� a minha esposa e as minhas filhas,

e as encaro,

Confronto-me com o que sou na realidade.

Tenho duas filhas.

Elas me adoram.

E sinto que estou ali.

E tudo o que consigo pensar

� que est�o a olhar para um monstro.

Porque... � isso o que sou na realidade.

E prometo a mim mesmo que nunca mais o voltarei a fazer.

Tenho que... Oh, meu Deus!

- Ol�, posso ver algumas das suas rosas? - Estas s�o a 15.95 mas tenho 12 por 20 d�lares.

Muito bem.

Uma d�zia...

Vivemos numa casa maravilhosa.

Que d� vista para o lago com uma longa entrada para a casa.

O meu marido comprou-a para mim. Ele � muito generoso.

Ele me ama. Sinto que lhe estou a ser desleal estando aqui.

Tem que ter esta coisa ligada?

N�o. Podemos deslig�-lo.

S� a tenho ligada para me recordar das coisas.

N�o tenha receio Sra. Blake, tudo o que me contar ficar� s� entre n�s.

- N�o saia daqui. - � que estou... estou assustada.

A maioria das pessoas que se sentam nessa cadeira ficam assim.

Por isso n�o tenha receio.

Combinado?

- O que faz o seu marido?... - Constr�i edif�cios. Ele �...

- Construtor civil. - Ali�s, construiu onde eu vivo.

- � o seu primeiro casamento? - Sim.

E... era isso que esperou que fosse?

Foi o que eu disse. Eu... eu amo o meu marido e ele me ama.

Sim claro. N�s... N�o procura nada anormal, pois n�o?

- O que quer dizer? - Nada sinistro, apenas falar do que causou

problemas matrimoniais, sexuais, incompatibilidades, problemas sociais...

Mas a raz�o pela qual me consulta � algo mais profundo. Diga-me,

O seu marido sabe que me veio consultar?

- N�o. - Isso significa que o problema � dele e n�o seu.

- As pessoas podem imaginar coisas, n�o? - Frequentemente.

- Puras imagina��es. - Sim.

Vou pensar, mas e...

contactarei consigo novamente se precisar.

Tenho que ir. Depois telefono-te. Em que lhe posso ajudar, senhor?

Sim, queremos ver o Dr. Stevens.

- E o que lhe digo? - Bem, para lhe dizer que... n�o?

Para lhe dizer que... n�o?

- Gosto disso. - Porque n�o o anotas?

Vou us�-lo.

- Ouve Mac. - O qu�?

Quanto achas que nos ir�o cobrar por um lugar como este?

N�o sei.

Suponho que custar� alguns... 50 d�lares passar por essa porta.

Muita gente deve pensar que vale a pena.

Bem, o cirurgi�o sugeriu que fosses visto por um psiquiatra.

Desculpem-me, podem fazer o favor de entrar? O Dr. Stevens atende-os j�.

Muito bem. Obrigado.

Com licen�a.

Doutor, sou o tenente McGreary, dos Homic�dios e ele � o detective Angeli.

Ah sim, fa�am o favor de se sentarem.

McGreary?

- J� n�o nos conheciamos antes? - Sim, defacto conhecemo-nos dos tribunais.

No caso Ziffrin

Ziffrin.

Sim, eu lembro-me!

Um tipo numa cadeira de rodas e voc� disparou contra ele.

Um tipo numa cadeira de rodas e disparam cobra mim. E o meu companheiro foi morto.

E a sua experi�ncia o f�-lo evitar da justi�a no que respeita o caso Ziffin.

Eu n�o diria isso.

Fui declarado insano.

Foi libertado? E � por isso que me v�m ver?

Oh, ele est� muito bem. Tem 3 pratos saborosos por dia.

� mais do que posso dizer e que est� com a esposa do meu colega.

Mas n�o � por isso que estamos aqui, senhor.

Queremos saber se existe a possibilidade de identificar isto.

Parece-se com uma que eu tenho. �. Pelo menos tem o seu nome por dentro.

Queremos saber como se escapou das suas m�os.

N�o h� nenhum mist�rio, estava a chover e emprestei-o a um dos

pacientes que n�o tinha trazido casaco. De que se trata tudo isto?

J� lhe digo. Algu�m o atravessou com uma faca enquanto o seu ex-paciente o vestia.

Est� a dizer-me que o Sr. Boyd foi assassinado?

Bom, se n�o assim, n�o acredito que se tenha suicidado.

Oh, meu Deus!

Poder� dizer-nos a que horas saiu ele daqui aproximadamente?

Oh, a sua consulta era para as 11 e meia. Normalmente demoram uma hora...

Mas ele hoje estava mal disposto, por isso encurtou-a.

Penso que se ter� ido daqui por volta das 12 e 10.

De que se tratou a consulta? Em termos r�pidos, ele era um bisexual.

Casado, com duas filhas.

E queria desesperadamente perceber a sua homosexualidade.

Era um maricas com fam�lia.

Essa era a sua descri��o e n�o a minha.

E tem alguma ideia dos seus contactos gays?

N�o, porque � que haveria de ter? Onde foi que assassinaram o Sr. Boyd?

Oh, a uns quarteir�es daqui

Aconteceu por volta das 12:20 e n�o foi uma tentativa de roubo nem nada disso.

A carteira estava intacta e tinha cerca de duzentos d�lares.

O que gostaria de lhe perguntar � se ele era claramente um gay ou se o dissimulava?

N�o, para nada.

Isto � terr�vel.

Estou a pensar na sua pobre esposa e filhas.

Elas sabiam o que ele era?

N�o. N�o acredito.

- J� lhes comunicaram? - N�o.

Bem, ent�o quero ser eu a faz�-lo, penso que lhe darei a not�cia mais calmamente.

Oh, sim. Tenho a certeza. N�s os pol�cias somos uns brutos.

- N�o. Eu n�o quis dizer isso. - Ent�o serei bruto e pergunto-lhe mais.

Como se sentem os seus pacientes consigo. Desejam-no?

- Que raio de pergunta � essa? - Quero saber se se excitam consigo

enquanto voc� se senta ali e escuta os seus problemas,

segura as suas m�os, seca-lhes as l�grimas e um dia...

- Um maricas chega e... - N�o, um paciente!

Oh, eu pe�o-lhe perd�o! Oh, um paciente simp�tico!

Sim! Um paciente chega. Um que n�o se decide se gosta de homens ou de mulheres.

N�o seria poss�vel que o tal Sr. Boyd...? N�o o quero ofender com esta brutalidade...

Mas o Sr. Boyd, se excita consigo e voc� obviamente o afasta...

e ent�o ele o amea�a com chantagem e seria a sua palavra contra a dele.

E temos o in�cio de uma querela.

Voc� tem muita sorte estar com um colega que tem muito sentido de humor.

Oh sim, ele � todo alegria num caso de assassinato.

N�o se fa�a de simp�tico, Doutor.

N�o me sinto simp�tico.

Nem tampouco acho que tenha de estar aqui a escutar as suas insinua��es.

Se um dos meus pacientes foi assassinado ent�o responderei...

qualquer tipo de pergunta leg�tima e farei o que for necess�rio para ajudar.

- Mas n�o brinque com a sua sorte, tenente. - D�-nos s� a ficha do Boyd.

- De forma alguma! - Posso obter uma ordem do juiz.

Ent�o sugiro que a obtenha.

Pelo que me foi dito ele foi esfaqueado na rua por um homem louco.

- Ent�o sugiro-lhe que o comece a procurar. - Tem toda a raz�o.

N�o sei porqu� aqui no seu consult�rio, deveriamos estar na rua � procura dele.

Porque voc� � um expert em malucos vai proteg�-lo como fez com o Ziffrin!

Assim poderemos ver onde est� propriamente o assunto, n�o �?

N�o. N�o fa�o acordos com malucos.

Eu trato e cuido de pessoas com problemas de sa�de mental.

E pelos vistos voc� tamb�m ir� precisar de algum tratamento.

Apare�a quando tiver a ordem do juiz, tenente.

E eu vou arranjar um advogado se achar que � necess�rio.

Podem utilizar esta sa�da.

Oh Mary, avisa-me quando chegar.

Est� bem, obrigado.

Como est�s? Desculpa ter demorado, mas tem sido assim o dia todo.

Senta-te!. V�.

Eu sou capaz de beber uma coisa. Tamb�m queres?

Sim bebo algo, obrigado.

Perd�o, mas s� temos um copo de Johnny Walker.

- Toma. - Obrigado.

O que se passa?

Sim. Um dos meus pacientes foi assassinado hoje.

Meu Deus! Como foi?

Bem, vi-o esta manh� e chovia imenso, por isso emprestei-lhe o meu imperme�vel.

E uns minutos mais tarde mataram-no na rua com uma facada.

- Est�s a dizerem que o roubaram? - N�o. Aparentemente n�o.

Oh, isto est� na odem do dia.

- Quem era? - Um tipo normal, com mulher e duas filhas.

J� lhes dei a not�cia. Mas o estranho � que os dois detectives vieram...

dar-me a mim a not�cia... Lembras-te do caso Ziffrin?

- N�o. Na verdade n�o me lembro. - Bem, Ziffrin matou um pol�cia e eu fui...

a principal testemunha de defesa para o declararem inimput�vel.

E pronto, um dos dos detectives � o ex-colega do pol�cia que morreu.

Sei que parece loucura, mas... Ele tratou-me como se eu fosse o suspeito!

Foda-se, isso � rid�culo!

� claro que � rid�culo!

Talvez fa�am sempre isso! De todos os modos, Peter...

Te digo que realmente me impresionou.

Oh. Vamos, n�o fiques assim. Quem precisa deles?

Sim. Fala Hadley.

Est� bem. Vou dar uma olhadela. Escuta, tenho que sair.

Se te continuarem a acusar vai falar com o comiss�rio.

Eu convidava-te a ires l� a casa � noite mas j� temos um compromisso social.

V�o dar-me um grande cheque. Um dos nossos mais proeminentes cidad�os...

...est� a distribuir os �ltimos milhares. E j� sabes, por dinheiro, vou a todo o lado.

Obrigado pelo teu tempo.

Na verdade, n�o acredito nisso!

Boas noites, Charlie

Eu disse boas noites.

- Boas noites, Eddie - Boas noites, Dr. Stevens.

Vai subir?

� o normal. A menos que prefiras que eventualmente durma no s�t�o.

Que raio faz voc� no quarto da minha filha?

Saia j� daqui, e agora!

Agora!

Tenha calma.

Importa-se de me dizer de que se trata tudo isto?

N�o se enerve. Respondendo � sua pergunta: sim, o juiz autorizou.

Algo que nunca lhe disse � que tem o direito de chamar o seu advogado.

- Assim � a lei, mas devo informar-lhe que... - N�o, deixe-me perguntar aos dois...

O que � isto? Est� a trabalhar sobre algum rancor pessoal?

N�o. � uma investiga��o perfeitamente legal de um assassinato e invas�o de propriedade.

Que invas�o de propiedade?

No seu consult�rio.

- � claro que n�o sabe nada disso, n�o �? - O meu consult�rio?

Gostaria de saber onde esteve desde que saiu de l�.

Fui ver o meu cunhado ao hospital dele.

- E depois fui comer algo. - Com o seu cunhado?

N�o, fui s�. N�o vejo a invas�o de propriedade no meu consult�rio ou no meu apartamento.

- N�o imagina, n�o �? - N�o. N�o imagino.

E digo-lhe mais. J� me estou a passar com o seu jogo do gato e do rato.

Ent�o sugiro que vamos ao seu consult�rio e vejamos o que mudou desde que saiu.

Vamos, sente-se.

Voc� � um cabr�o doente!

Voc� colocou-a ali para que eu a veja, n�o �?

Preciso de uma identifica��o positiva.

- Podem lev�-la agora. - Sim senhor.

Deixe-me explicar-lhe algo.

Ningu�m morre facilmente no mundo real.

Algu�m entra para fazer um servi�o, a sua mo�a se assusta e cravam-lhe uma faca,

E depois torturam-na at� que a matam.

E eu gostaria de saber, porqu�?

Porqu�? O que tem voc� aqui? O que est� escondendo?

Porque � que viriam c� para fazer isso?

O que acontece? Tem algo escondido? Tem drogas? Dinheiro?

- Voc� utiliza drogas, n�o � verdade? - N�o lhes dou drogas aditivas.

- Muito bem, e o que h� nos arquivos? - N�o foram tocados.

- Tem um sentido extra ou algo parecido? - N�o guardo apontamentos.

A maioria dos meus casos gravo-os em cassetes.

E depois os arquivos em micro, por a�.

A menos que algu�m saiba como os codifico ou n�o conseguem aceder a eles.

- Mas a rapariga poderia saber o c�digo? - N�o.

Bolas, era bom que o soubesse. Se era isso o que procuravam.

N�o lhe deve tomar a mal. Ele � bom pol�cia.

Sim, t�o bom como era Hitler a pintar quadros.

- Como vais Mac? - Muito bem Sally.

Pode mexer nisso. Muito obrigado.

- N�o te vejo muito feliz. - Porque foi que demoraste tanto?

Decidi ficar e dar uma olhadela na aut�psia.

- Para ver a que horas morreu, n�o �? - Sim. E estava gr�vida de 3 meses.

Muito tarde para se fazer um aborto e muito pouco tempo para se notar.

Est� morta.

E eu sou um idiota, porque tive um palpite.

Sally, podes arranjar-me leite desnatado, por favor?

- Falaste com o namorado? - Claro.

- O que queres dizer com "claro"? Que te disse? - Est� limpo e � dos que se casam.

Estou a ver. � uma declara��o original.

- E ele sabia que ela estava gr�vida? - N�o lhe perguntei isso.

- Porque n�o? - Eu n�o sabia que ela estava gr�vida.

- N�o sabias porque n�o olhaste. - Ent�o, estava gr�vida e iam casar-se.

E qual � o problema? Isto acontece todos os dias da semana.

Estamos-lhe incomodando ou algo parecido?

Algo do que dizemos lhe d� curiosidade? Fa�a-me um favor, pegue as suas coisas.

E v� dois assentos mais � frente. E n�o esque�a da sopa, linda menina.

Agora ouve isto: uma mi�da vai e diz ao tipo, estou gr�vida. O tipo

diz-lhe que n�o quer saber. Isto acontece duas vezes por dia, todas as semanas.

- Todas as semanas. - Este alibi est� comprovado. � um tipo legal.

Meu amigo inocente: ningui�m neste mundo � perfeito. Ningu�m.

- Muito bem. Vamos, paga isto. - Aqui cobram caro.

- Sally, d�-lhe a conta. - J� vou.

Obrigado. Cuidem-se rapazes.

- Sally, vemo-nos depois. - Est� bem, cuida-te.

Ele sai e deixa a sua secretaria negra gr�vida e at� ela se vai casar...

Pode ser um bluff, ou talvez pense que � simp�tico.

As pessoas pensam que isso � de macho.

Mas a torturaram. Porqu� que a torturaram?

� um m�dico esperto. Deve conhecer milh�es de formas mais inteligentes de matar algu�m.

Talvez seja isso o que quer que pensemos.

N�o acredito nisso.

N�o acredito que o Stevens mataria duas vezes no mesmo dia.

N�o sabes como � o mundo l� fora? Matam-se por uma caixa de cerejas...

ou d�o uma surra a uma velha por uma cerveja.

Por um chuto de hero�na para te p�r em �rbita, o que me dizes?

O que �s? Um boy ou um pol�cia? Vai-te foder!

7102, 7102. - Sim, 7102

7102, temos dois homic�dios na North Avenue.

104,para a North Avenue. Vamos a caminho.

Vamos.

Desculpe.

Recuem por favor. Deixem passar.

Vamos pessoal. Recuem, recuem.

Com licen�a.

- O que temos aqui? - Dois tipos.

Bem, n�o estamos em perigo pois n�o Stevens?

- Senhor? - Oh, esquece. Um momento, h� descri��o?

N�o tenente, o que temos � um tipo de estatura m�dia usando uma meia.

Usando? Onde? Na cara ou no c�?

- Na cara. - Ah que bom. Descartamos a pervers�o.

N�o se tu, bem, j� estou a ficar cansado deste psicopata doente.

Realmente penso que � um doente.

De todos os modos, temos a hist�ria do assassinato, n�o �?

Temos duas v�timas. Uma pistola.

- E um motivo. - Isso confirma um grande assassinato.

Sim, encarrega-te do grande assassinato da Am�rica e eu regresso ao consult�rio.

- � voc� o assassino? - Quem? Eu? N�o!

Ent�o tire o c� daqui.

S� precisam de duas macas Duas. Vamos, deixem passar.

N�o deixem tocar em nada at� que os da bal�stica tenham o que precisam, sim?

Desculpem.

Mac.

Mac, n�o concordo com o teu racioc�nio sobre o caso do Stevens.

S�o puras conjecturas. N�o tens uma evid�ncia s�lida.

Ah, pensas que s�o conjecturas, Solidez? Quanta solidez necessitas?

Digo-te que temos..., temos um gay que foi esfaqueado.

depois de deixar o consult�rio, Temos uma negrita gr�vida,

e que foi assassinada, correcto?

E temos um m�dico que se nega a que vejamos os seus arquivos. Conjecturas?

Bem, o motivo � esse. O motivo � o dinheiro? N�o!

O motivo s�o as drogas? N�o! Bem, acho que procuramos um man�aco sem motivos.

Eu penso que estamos � procura de um m�dico muito esperto.

Eu acho que o que tu queres � vingan�a, Mac.

Queriamos...

Norah e eu... n�o queremos for�ar nada.

E... s� que..., tu j� sabes...

N�o podemos deixar de nos preocupar contigo. Bem, apenas... sempre.

Eu sei o que sentias pela Liz e pela Jane

Liz era a tua esposa e minha irm�, por Deus.

Claro, todos gostavamos delas.

Queriamos �s duas. Mas...

Judd, tu... tens que enterrar os teus mortos.

N�s pensamos que...

- Pensamos que tens que conhecer pessoas. - Conhe�o pessoas a todo o tempo.

N�o percam as esperan�as por mim. Algum dia serei soci�vel.

- Vejo-te amanh� no hospital. - Est� bem.

- Boas noites. - Boas noites.

Doi-lhe aqui?

Tem aqui um hematoma, onde lhe toco, doi-lhe?

- Sim. Um pouco. - Enfermeira, leve-o a fazer uma radiografia.

- Quanto mais? - Bem, podemos t�-lo toda a noite.

De forma alguma.

Se tenho que morrer, farei na minha pr�pria cama.

Os m�dicos s�o sempre os piores pacientes.

Isso significa que algum conhecimento � uma coisa perigosa.

Ou talvez tenham medo de n�o poder pagar.

Desculpe-me.

- Procuramos o Dr. Stevens. - Ah, est� ali.

- Somos pol�cias. - Por aqui.

Bem, soube que teve um acidente.

- Tive sorte de sair ileso. - N�o foi um acidente

O relat�rio diz que voc� caminhava por ali.

Algu�m me quis matar.

Ah! Estou a ver. E com quem vai sair? Com um motociclista que vai numa cadeira de rodas?

ou numa cadeira de rodas conduzindo duas motos?

Tenente McGreary

Acredite ou n�o, esta noite foi cometido um atentado contra a minha vida.

Bem, uma coisa: h� uma possibilidade de que me possa convencer.

Mas tem que arranjar uma muito melhor que um aleijado conduzindo uma Harley Davidson.

Muito bem, tenho estado a pensar. Eu n�o acredito...

Que o assassino procurasse o Boyd.

Nem a Carol.

- Creio que me queria a mim. - Oh, isso � genial.

Agora n�o s� buscamos um aleijado, como tamb�m a um louco.

Ei Mac, vamos escut�-lo, est� bem?

Sim, eu escuto-o, mas primeiro quero fazer-lhe umas perguntas, importas-te?

- Continua! - Boyd trazia vestido o meu casaco.

�bviamente que o assassino confundio-o comigo.

Ora, ent�o o assassino pensou que ele matara o homem errado e, em seguida...

retornou ao seu consult�rio, rasgou as suas roupas e encontrou a menina negra...

e golpeou-a at� a matar pensando que era voc�.

Deixe-me dizer-lhe uma coisa, doutor.

Essa garota estava gr�vida. Voc� sabia ou n�o?

- N�o. - Oh, surprende-me. Pensava que...

alguem como voc� com intui��es profissionais. - N�o me meto nas vidas privadas.

Ela tinha uma vida privada, claro. Sabia que antes de trabalhar para si foi prostituta?

Oh, n�o se fa�a de surpreendido. Encontramos no computador.

- E meu querido amigo, encontramos... - Mac

- Sim, eu sabia. - E porque � que trabalhava para si?

Nem toda a gente nasceu como voc� que t�o delicadamente disse, prostituta.

Eu tentava dar-lhe uma nova oportunidade na sua vida.

Oh, talvez obtendo algo em troca?

Tirar dividendos daqui.

Espere um momento. Espere um momento.

Posso enganar-me. Oh, sim!

Talvez voc� flertasse com o Boyd, enh?

V� que posso estar enganado? Talvez n�o estivesse com a sua secret�ria

Talvez n�o a deixasse gr�vida. Mas vou-lhe dizer uma coisa, amigo,

j� ouvi da sua parte demasiada baboseira e n�o ficar� a� quieto,

dizendo-me que h� um aleijado que � um bom condutor.

e um man�aco pela cidade matando por engano as pessoas erradas.

N�o a mim!

E vou-lhe dizer mais.

Amigo, por favor,

Recupere bem as suas for�as porque,

vai precisar delas.

Este homem est� doente.

Detective Angeli,

Tem que me ajudar.

Bem, farei o que puder.

Diga-me um motivo para ele o querer matar.

Deve-lhe dinheiro? Quero dizer, muito dinheiro?

N�o.

Voc� esteve a dormir por a�? Sabemos que a sua esposa morreu.

- N�o. - E o que diz dos seus pacientes?

S�o pessoas perturbadas. Talvez seja um deles que tem essa ideia?

O que voc�s psicologicamente chamam de fixa��o podem pensar nisso?

- � claro. - E?

Naturalmente que � uma possibilidade.

Ent�o diga-me quem s�o para que eu os investigue.

N�o posso fazer isso.

- Acredito que queria ajuda. - Trate de entender.

N�o sou um dentista ou um quiropr�tico.

Eu lido com pessoas que t�m s�rios problemas emocionais.

Voc� n�o pode ir por a� fazendo-lhes perguntas.

Se o fizesse eles perderiam toda a confian�a que t�m em mim.

E jamais os poderia tratar.

Bem, ent�o temos que continuar a fazer como estamos at� agora, n�o �?

O �nico que lhe posso prometer � que vou estar de mente aberta.

Voc� pode n�o apreciar as t�ticas do meu colega sempre, mas...

.. eu vou sair para apanhar quem faz isso.

Sim est� inocente. N�o h� problemas, mas se n�o estiver...

Cairei sobre si tanto ou mais forte que o McGreary.

- Pega em todas as tuas coisas e tira-as daqui. - Eu te agrade�o.

Sabia que voltarias r�pido.

Para mim � uma terapia poder escutar os pesadelos de outras pessoas.

- Bem, aqui est�. - Muito bonito.

Judd, esta � a Betty. Ela ir� secretariar-te at� que a substituamos.

Betty, � o Dr. Stevens.

- Bons dias, Betty. - Bons dias, Dr. Stevens.

Cuida bem dele. � um vagabundo ferido.

Bem, vou-vos deixar. Chama-me se precisares de algo.

N�o sabia como trabalhar doutor, mas tomei a liberdade de chamar os seus doentes.

- Depois vou reprogramar a sua agenda e... - Faz muito bem. Obrigado.

- A um ou dois n�o os vai encontrar. - Bem, continue tentando.

Quem � o primeiro? A senhora Coleman,dentro de 20 minutos.

Obrigado.

- Com o detective Angelli, por favor. - Quem lhe deseja falar?

O doutor Stevens.

- Fala o detective Angeli. - Ol� Angelli, desculpe-me o inc�modo, mas...

- Pensei numa coisa. - Em qu�?

- Ziffrin. - O que � feito dele?

Veja, podia ver se ainda est� a� dentro? - Deveria estar toda a vida.

Bem, pode-se ter escapado. Ou ter sido libertado sob fian�a.

- N�o creio, mas vou saber. - Obrigado. Eu aprecio isso.

- Fico � espera da sua chamada. - Est� certo.

Preciso de sexo.

Agora por exemplo.

Poderia ser voc� a foder-me.

J� lhe disse que continue falando assim, mas...

n�o posso fazer nada por si.

Bom, deixe de me tratar.

�s vezes � como se fosse um grito dentro da minha cabe�a

como se a �nica coisa que poderia fazer parar fosse uma faca.

- Uma faca? - O qu�?

- Uma faca. Porque pensa nisso? - Porque...

...todos os homens que j� tive e os que vou ter...

...quando entram dentro de mim...

...� como se me cortassem ao abrir.

Eu menti-lhe, doutor. Andei todo este tempo a mentir-lhe.

Bem, na verdade isso n�o � o importante.

Para mim � importante.

Veja, na verdade n�o h� nenhuma outra raz�o que me fa�a ter vindo � sua consulta.

Nada me preocupa.

Na minha vida � tudo perfeito. Tenho que o dizer j�, ou tirar�...

conclus�es precipitadas.

Depois que li no jornal sobre a sua pobre secret�ria, senti-me t�o mal por isso.

- Porque � que alguem faria algo t�o horr�vel? - Muitos querem a resposta dessa pergunta.

� como se...

Veja, o motivo pelo qual venho � sua consulta, e pelo qual lhe roubo tempo...

�... n�o foi para mim. Eu... n�o sou quem lhe pede ajuda.

Obrigada.

N�o estava pedindo ajuda para mim.

� para uma amiga minha.

Que n�o tem coragem para o encarar com isso e...

...bem, pensei que talvez eu a poderia...

Claro, que depois vi que foi um disparate da minha parte.

Essa sua amiga est� aqui?

- O que quer seja. - Como disse?

A sua amiga est� longe?

Bem, ela saiu daqui. Por isso nem sei onde possa estar.

� dif�cil conhecer algu�m completamente, n�o � verdade?

Suponho que sim.

Eu passo a vida tratando de ajudar as pesoas a conhecerem-se.

Sim, foi isso o que a minha amiga disse.

Obrigada.

Sabe, eu posso dizer-lhe agora porque na realidade � um bom m�dico,

mas a minha amiga descobriu algo acidententalmente...

Algo... maligno.

E isso mudou a sua vida por completo.

Acho mesmo que ela come�ou a duvidar da sua pr�pria sanidade.

- Vai-me dizer que isso n�o � normal? - N�o, todos temos d�vidas secretas.

Medos secretos.

A imagina��o pode-nos levar a estas d�vidas.

Como disse, o caso da sua amiga � felizmente cl�nico.

Se ela precisar de um conselho estarei aqui � vossa disposi��o.

J� lhe roubei demasiado tempo.

Nada disso. Tive muito prazer em t�-la aqui Sra. Blake.

Est� bem, obrigada.

Avise-me se precisar de algo.

A hist�ria entre meus casos raramente s�o bem sucedidos.

Sim, espero que assim seja.

Boas noites, Charlie.

N�o te preocupes com o carro, vou sair mais tarde.

- O que aconteceu � Charlie? - Est� de f�rias, doutor

O que �? Compraste-o? Precisas de outro casaco de pele como eu de terapia.

- Piso 9, � isso doutor? - Deixei uma coisa no carro.

- Eu j� trago. Entre. - Escuto o senhor doutor. Entre.

De forma alguma. N�o vou pagar um casaco maldito!

O que h� de mal entre voc�s?

- Eu nunca matei. � isso o que tem de mau. -15.

Escuta querida, vou cancelar o cart�o de cr�dito.

Muito bem. Vamos!

Disparas para qu�? Vamos!

Parece que alguem est� doente? Vamos l�. N�o � este o apartamento!

R�pido! Anda, vamos!

- Creio que v�m para aqui. - Vamos.

N�o, n�o. Por a� n�o.

Vamos, larguemo-nos aqui.

- Oh, foram voc�s que nos chamaram? - Sim.

- Chegamos a tempo? - Sim.

- Onde est�? - Ali.

- J� chamaram a pol�cia? - N�o.

Muito bem, fa�a-me um favor. Chamem a pol�cia agora. � importante.

Eu me encarrego disso. D�-me isso, vamos.

Vamos, traz-me isso.

Jud. Abre.

Est� tudo bem? Sou eu, o Peter.

- Peter? - Comprovem isso.

Assegurem-se para que n�o haja mouros na costa.

Oh, meu Deus!, Est�s bem?

Sim, estou bem.

Oh meu Deus. Que bom � ver-te!

Ouvi um disparo e pensei que o pr�ximo fosse para mim.

- Preciso de uma bebda. - Esta bem. Tenho um bom brandy. Toma.

- Conta-me como foi. - Roubou dois tipos � m�o armada.

Tens alguns elementos sobre eles? - N�o. Ainda n�o.

Algum ferido? - Tenho um l� em cima a fazer exames.

E surpresa, surpresa, adivinha que iam atr�s de quem?

De quem? - Do Dr. Stevens.

Pode ser que haja algo de verdade na sua hist�ria.

S� acredito se ele estiver morto.

N�o pude pensar noutra coisa. Tive que o informar do suic�dio.

Mas nunca pensei que fosses tu quem viesse.

Estava nas emerg�ncias quando contactaram e reconheci a direc��o.

Eu n�o fiz t�o mal, hein? Disse-lhes que chamassem a pol�cia.

Doutor, h� movimentos l� em baixo. A pol�cia j� chegou.

- Bom. - N�o faz sentido. Fizeram o que lhes disseste.

N�o, n�o. Eu chamei-os pela r�dio da ambul�ncia

Est� bem. Podeis irem-se embora. Obrigado. - De certeza.

- Sim, obrigado. - De nada.

Sa�de!

- Tenente. - Sim?

Encontramos dois porteiros no quarto dos arrumos.

- Mortos ou vivos? - Vivos.

- Bem, um ponto a nosso favor. - Sim senhor.

Vou-te servir outro, porque n�o me quero emborrachar s�zinho.

Assim est� bem.

Tenente McGreary!

� um pouco tarde para isso mas... uma bebida? Claro que se pode beber em servi�o.

N�o, eu... nunca bebo com suspeitos.

Viste o que eu te disse?

Mas desta vez, tenente, tenho testemunhas.

Testemunhas de qu�?

De que entraram aqui. E que atentaram contra a minha vida.

E o que aconteceu desta vez?

- Um an�o com um raio laser? - Estiveram aqui dois homens.

Quando a minha equipe chegou.

Estou a ver.

- Dois homens? - Sim. Vestidos como porteiros.

Vestidos como porteiros.

E voc� quem �?

Sou o doutor Hadley e sou o cunhado do doutor Stevens.

Ah, estou a ver.

Um assunto de fam�lia.

Bem, como � um profissional, doutor, tenho a certeza que nos dar� completa descri��o,

e nos poder� dar detalhes m�dicos e tamb�m o n�mero de s�rie,

- das pistolas. Eram pistolas, n�o eram? - Supostamente que sim.

Supostamente, n�o � convincente.

Temos uma v�tima, tenente, e o buraco da bala na parede.

Bom, agora temos um caso oficial de um ursinho de peluche.

que foi baleado por desconhecidos. Um pouco mais de mist�rio.

E para mim, isto n�o nos conduz a lado algum.

J� vos digo o que faremos. Vamos � esquadra da pol�cia e vemos umas fotos de assaltantes.

E mais vale que encontremos algo positivo.

Por que se n�o digo-vos em termos m�dicos, que os dois v�o apanhar na bilha.

- Vamos? - Tenente.

O que o seu departamento tem contra mim s�o tres multas de estacionamento por pagar.

E como bem sabe, contra o doutor Stevens n�o h� acusa��o por nenhum crime.

Ent�o serei eu a dar-lhe um conselho m�dico gratuito.

Sabe, n�o me parece que esteja em boa forma.

Tem marcas hep�ticas e o seu pesco�o fica vermelho quando se enerva.

Por isso se eu fosse a si, deixaria de amea�ar.

Voc� quer que o acompanhemos � esquadra da pol�cia, pois bem.

Pe�a-lhe amavelmente.

Ou deixarei uma reclama��o escrita, no gabinete do comiss�rio.

T�o r�pido como nem possa imaginar.

Ah, e para a sua informa��o, eu assisti ao parto do �ltimo filho do comiss�rio.

E ele esteve muito agradecido.

Menino ou menina?

Menino.

Muitas felicidades.

Vamo-nos embora.

Sally, uma ch�vena de caf� e um donut.

- Tens algo? - N�o, nada. Ningu�m fala.

E tu? Encontrastes algo? Oh sim. Temos um vencedor, s� que

tem estado na pris�o e de onde n�o sair� em 22.000 anos

- Contudo, encontrei algo interessante. - E o que �?

A esposa de Stevens, era aparentemente muito rica.

Vasculhei os jornais � procura das causas do acidente que a vitimou.

A ela e a sua filha, e escondido no arquivo havia detalhes do testamento.

Ao Stevens n�o lhe tocou nada! Com a morte dela...

- Passou tudo para as m�os do filho do irm�o dela. - Que � que sabemos do Hadley?

N�o sei.

- Que assistiu ao parto da mulher do comiss�rio. Fora de brincadeiras. Investigo?

- Vale a pena, n�o? - N�o acho que o devamos deixar intoc�vel.

Mac, um conselho: procura ser menos agressivo com o Stevens.

H� muitas pessoas que sabem como ficastes desde o julgmento do Ziffin.

Mesmo que quisesses reabrir o caso, qualquer advogado o revogaria em tribunal.

Achas isso?

� esse o... conselho?

N�o de todo.

- Falei com o Capit�o sobre isto. - Oh, est�s protegendo o teu trabalho?

N�o, porque me preocupas. Preocupaste comigo? Se � assim...

...deixa-te de te preocupar comigo, porque posso cuidar de mim e do Stevens.

Sabes o que podes fazer? Podes cuidar do teu pr�prio c�!

Com a tua licen�a.

Estava num comboio.

Sentada de frente a um jovem que lia uma dessas

revistas para homens.

Sabe das que falo.

Ele meteu conversa comigo.

- Pareceu-me muito familiar. - Ainda faz parte do sonho?

N�o, n�o.

O sonho vem mais tarde.

Isto era real.

Betty, n�o gosto que me interrompam quando estou com um paciente.

Doutor, tenho uma chamada da Sra. Blake. Diz que � urgente.

J� atendo.

Senhora Karen, d�-me um minuto.

Na linha 2, doutor.

- Ol� Sra. Blake, fala o doutor Stevens. - Doutor, sei que n�o devia incomod�-lo,

mas isto � importante.

Encontrei-me novamente com aquela minha amiga.

E ela quer que lhe diga,

que n�o estava equivocada, mas...

h� algo maligno, terr�velmente maligno,

- que o p�e a si em perigo. - Que tipo de perigo?

Senhora Blake, por que � que n�o vem c� e falamos sobre isso.

N�o, receio que n�o possa. Receio que isso seja imposs�vel.

- N�o voltarei a telefonar-lhe mais. - Um momento, Sra. Blake...

Senhora Blake... Senhora Blake...

Obrigado por cuidar de mim, e por me ter tirado do caso do Stevens.

Angelli. Venha c�.

Mac.

Na verdade, eu lamento.

Vai-te foder.

- Ol�. - � o senhor Morgens?

- Qu�? - Voc� � o senhor Morgens?

Voc� � o doutor Stevens, quem foi que me chamou?

- Fui eu. - Quem foi que me recomendou?

Bom, ningu�m em particular. Encontrei o seu nome nas p�ginas amarelas.

Ah, eu mesmo me recomendei.

Como digo, a publicidade vale. Entre.

O senhor � m�dico de qu�?

- Sou psicanalista. - H� ali um gato e assim j� me sinto mais em casa.

- Diga-me qual � o seu problema. Cafe? - N�o, obrigado. Lamento faz�-lo perder tempo.

- Cometi um erro. - Voc� pode ir, mas tem que pagar.

Est� bem. Quanto?

O m�nimo, 50.

-50? - Se quiser cobro-lhe mais.

Eu n�o sou ruim.

e como se retira deixando o p�o, ao menos posso dar-lhe a minha opini�o doutor.

N�o lhe prometo que possa dizer-lhe tudo, mas posso diagnosticar algo pessoal.

Porque n�o se senta?

Eu tive uma camisola da mesma cor.

Ora bem, de que se trata? Dinheiro ou mulheres?

Como sempre digo, sem estes dois problemas este muito estaria

muito melhor e todos estariamos bem.

N�o se deixe levar pela decora��o. Sabe, na maioria das vezes

lido com pessoas n�o muito endinheirada e gosto de as p�r � vontade.

De vez em quando consigo algo. Tive uma secret�ria muito bonita,

Esteve comigo alguns anos.

Mas ao menos pude dizer-he a hora correcta.

Eu creio que...

Acho que algu�m me quer matar.

H� algum motivo para que algu�m lhe queira fazer isso?

N�o fa�o ideia, mas n�o lhe posso garantir que n�o tenha inimigos.

- � casado? - N�o.

Tenho que lhe perguntar isto...

Voc� � homosexual?

- A minha esposa faleceu. - Os meus sentimentos.

Deve dinheiro a algu�m?

Olhe, Sr. Mogens, eu j� passei por tudo isso com a pol�cia

Bom, imagino que sim.

A �nica diferen�a � que voc� a mim me est� a pagar.

E o que me diz dos seus pacientes?

A maioria dos seus pacientes s�o man�acos, n�o � doutor?

- Falando cl�nicamente, n�o. - Para mim a maioria das pessoas, hoje, s�o man�acas.

- Gosta do caf� normal? - N�o obrigado. N�o quero!

N�o se pode deixar a culpa a um mau pol�cia, sabe?

Eu penso que, primeiro o que devemos fazer �

descobrir se existe mesmo alguem que o queira matar, ou se � imagina��o sua.

Ent�o, com qual dos homens de azul esteve a falar?

Com o tenente McGreary e com o detective Angelli.

Para lhe ser sincero, digo-lhe que tamb�m eu leio os jornais.

Por isso, voc� n�o me � totalmente desconhecido.

Uma das primeiras coisas que faremos � averiguar se h� algum jogo

e saber quem s�o os jogadores.

- Voc� vai tirar umas f�rias curtas. - F�rias?

Sim, imediatamente. Amanh� de manh�.

N�o. N�o isso � imposs�vel. Eu... tenho doentes agendados.

Ora bem, cancele-os! Cancele-os!

A primeira coisa que vai fazer agora � ir directamente para a sua casa.

Fa�a uma reserva para ir a algum s�tio bonito no campo.

Telefone para a pol�cia e diga-lhes que foi chamado para um caso caso de emerg�ncia.

E que estar� ausente alguns dias. Quando voc� se for eu vou investigar.

Ah, por falar nisso, penso que ter� que me pagar uns 200 como pagamento inicial.

Desconto-lhe os 50 que j� me tinha dado.

Tenho muitas despesas, sabe. Tenho que pagar a outros, por exemplo.

-150. - Obrigado.

Diga-me o que se passa. Sinto como quem tem estado a ler demasiado.

Propomos o chefe Mac, o homem tem muitas amizades.

Por isso tive que te afastar do caso.

Sim, n�o penses que � por rancor. A �nica forma de ganharmos � fazer o jogo dele.

Tenho estado a pensar.

Tens que renunciar, com muito car�cter.

� isso o que queres?

Poderia ajudar. Assim v�o pensar que j� n�o h� press�o.

Poderia ajudar-nos.

N�o o acenda, saia do carro.

Porra, senhor Morgens, n�o fa�a isso nunca mais.

Oh, perdoe-me doutor, gosto de fazer um pouco de teatro.

Sabe, o que me intriga do seu problema doutor?

Parece que em cada 5 minutos algu�m lhe est� tentando atirar-lhe um carro para cima.

Vamos a ver

Poderia abrir a mala?

Abra-a devagar!

O bom � que eu durmo pouco.

N�o me deito antes da meia-noite ou mais ainda.

T�m duas formas de fazer isto. Com isto encurtariam as suas f�rias.

N�o � que queiram realmente fazer isso.

Como digo sempre, se queres ca�ar um tubar�o deita sangue na �gua.

Bem, n�o � t�o mau assim, temos feito alguns avan�os.

Descubri duas coisas.

Quais s�o?

A primeira, sei que voc� n�o inventou o caso.

A segunda, sabemos que algu�m est� ansiosa por lhe fazer calar.

Colocaram este beb� no carro, para que voasse.

Nem sei. Ontem � noite estava inquieto. N�o conseguia dormir e isso d�-me muita fome.

Tranquila, beb�.

Ou estamos a lidar com um man�aco homicida ou h� algo mais profundo aqui.

Creio que � algo mais profundo, senhor Morgens.

Dois homens entraram no meu apartamento. Penso que um seria um man�aco homicida.

Talvez, mas que os dois trabalhem juntos, isso n�o acredito.

- Est� bem. E voc� � doutor porqu�? - Bem, porque...

Apesar que as mentes doentes t�m obsess�es.

Quase que invariavelmente isso acontece com os padr�es definidos.

E ainda, se fosse apenas a uma s� pessoa,

mas aconteceram outros assassinatos, al�m do Boyd e da minha secret�ria.

Ent�o, quando falhou a primeira vez em matar-me

Ele teria continuado com a lista seguinte.

Mas isso n�o aconteceu. Algu�m est� concentrado em mim.

E muito...

Eu entendo-o. Agora pergunto-lhe, tem algum segredo...

que envolveria o Boyd e a sua secret�ria?

Sabe, algo que apenas voc�s os tr�s soubessem.

N�o. Nunca comento nada dos meus pacientes, nem com pacientes nem com a minha secret�ria.

- E sobre as suas fam�lias? - O que quer dizer com as suas fam�lias?

Bom, nunca pede ao paciente para falar com a fam�lia?

Muito raramente

Na maioria dos casos os pacientes n�o est�o conscientes das consultas

Poderia ser isso.

Muito bem � sua, a abelha aquela que se afasta do mel!

Oi�a o que quero que fa�a.

V� ao seu consult�rio e analise os arquivos do seu computador, mas por favor...

n�o os leia como m�dico, fa�a-o como um detective.

- Procuramos algo um pouco estranho. - Est� bem.

Ah, outra coisa. Enterre o seu estilo de vida.

Rompa com as regras.

Tem alguma arma?

N�o. N�o acredito nelas.

Eu n�o acredito no Pai Natal, mas que tamb�m vem todos os Natais.

Foram umas f�rias muito curtas, doutor.

Sim.

Tentaram novamente ontem � noite.

Puseram uma bomba no meu carro.

- Talvez isso conven�a o McGreary. - McGreary foi j� retirado do caso. Agora sou eu.

- � este o carro? - N�o, troquei-o. Morgens achou que seria boa a ideia.

Morgens? Quem � o Morgens.

- Um homem a quem eu pago. - Que tipo de homem � ele?

Um investigador privado.

Nasce um a cada minuto. Para que pensa que estamos c� n�s?

- Bem, e onde est� a bomba? - Tem-na o Morgens, que a desmantelou.

E antes que diga algo mais, se n�o tivesse sido ele, eu n�o estaria aqui agora.

Est� bem. E como foi que encontrou esse tal... Sherlock Holmes?

Encontrei-o atravez das paginas amarelas.

Sabe, para ser um psiquiatra inteligente, n�o � muito brilhante...

s�o os que se procuram nas p�ginas amarelas os seguros de vida. O que sabe dele?

Sei que confio nele.

Doutor, a �nica pessoa no mundo em quem deveria confiar era em mim.

Veja, ao escolher o Morgens o seu grau de azar aumentou,

quero dizer, n�o poderia estar ligado a isso, est� bem?

Importasse que continuemos isto l� dentro?

Sinto-me um pouco vis�vel c� fora.

Morgens tamb�m disse que seria boa ideia se eu desaparecesse por um tempo.

- Disse que assim os despistaria. - E depois ele encontrou a bomba.

- Sim. - E por isso confia nele?

Sim.

Nunca lhe passou pela cabe�a...

- Bons dias, Betty. O Douctor Stevens, n�o o esperava.

- Algum recado? - N�o, s� pacientes aborrecidos.

N�o me passe chamadas.

O que eu tento dizer-lhe � se nunca se lembrou que Morgens

- pudesse ser ele mesmo a colocar a bomba? - N�o. E porque o faria?

Porqu�?, para ganhar a sua confian�a.. S� tem que ser expert

para manejar explosivos e n�o falamos de petardos do 4 de Julho.

Creio que � pouco prov�vel.

Tudo sobre este maldito caso � improv�vel. Mas pode estar alguem por tr�s a pagar

ao seu detective privado muit�ssimo mais do que voc� pode.

Bem, n�o fa�a nada sem me contactar, est� bem?

Eu n�o sou o tenente McGreary lembra-se? Apesar de tudo estou do seu lado.

Vou-lhe dar o n�mero do telefone da minha casa.

- Voc� entende que eu tinha de fazer alguma coisa. - Pronto, o que est� feito est� feito.

Mas n�o me mantenha �s escuras. N�o o posso ajudar se f�r por sua conta.

O que quer que seja n�o fa�a s� com o Morgens sem que eu esteja, est� bem?

- Muito bem, se voc� o diz... - Escute, voc� � um contribuinte, n�o �?

E com seu dinheiro vale.

Ol�.

- Sim, Morgens? Onde est�? - Isso n�o importa. Eu disse que tinha um palpite.

E tinha raz�o. J� sei quem matou o Boyd e a rapariga.

E espero que n�o se importe, mas voc� � o pr�ximo, doutor.

Temos que falar. Venha s�zinho.

Poderiamos encontrar-nos aqui? No hospital, est� bem?

N�o, estou a segui-los e penso que os despistei.

Procure-me no final do quebra-mar logo que possa.

- Venha s�. - Tem a certeza que os despistou?

Sim, nunca ouviu falar de Don Benton?

Venha s� aqui!

Despis..

- Sim. Ol�? - Angelli.

- Quem fala? - Sou eu, o Stevens.

- Tem novidades? - Sim, Morgens contactou comigo.

Disse-me que tem a resposta.

- Quer que o veja no final do quebra-mar. - Donde � que me est� a telefonar?

- Ainda estou no hospital. - Vou j� para a�.

Tome isto.

Bem, o final do quebra-mar � aqui, onde � que ele estar�?

Morgens,

Senhor Morgens!

Vamos.

Morgens,

Doutor Stevens, esta � uma investiga��o de homic�dio.

N�o � nenhum jogo estupido que possa brincar com as suas pr�prias regras.

Tr�s pessoas morreram de forma est�pida, doutor.

E voc� disse-me que...

Bem, vou-lhe dizer o seguinte: Pedirei um mandato judicial para lhe for�ar

que nos d� a informa��o. N�o estou aqui para suportar isto muito mais.

E o que h� sobre o nome que Morgans me deu?

- A quem se refere? - Bem, ele disse que sabia, que o homem

que procuramos � Don Benton, porque n�o o investiga?

- Veja a lista. - Analisamos todos ps Benton na �rea de Chicago

Existem onze.

E n�o � nenhum deles. Restam-nos quatro poss�veis.

N�o, cinco. Um est� de cama e � cego.

Depois h� um padre, o presidente de um banco que tem estado de f�rias

na Sui�a por um m�s. Um bombeiro que estava de servi�o nos dois homic�dios

E uma pessoa de 82 anos que tem uma loja de amuletos.

Tamb�m demos os dados ao FBl.

Ou ele ouviu mal, ou ele estava a brincar, quem sabe?

Eu n�o ouvi mal. E ainda acredito nele.

Meu Deus, o Morgens est� morto!

E tudo o que sei � que fizeram esta lista.

E agora tenho assuntos que atender.

E sugiro que voc� fa�a o mesmo.

Estarei na pris�o se voc� precisar.

Todas as semanas dou ali consultas.

- Tem-no vigiado. - Tento faz�-lo.

Ah, � verdade que o McGreary renunciou?

Estou aqui porque ele renunciou.

Thalem sai em liberdade condicional no dia 13 do m�s que vem.

Deveria pensar que � uma bela oportunidade.

Est� muito racional ultimamente.

Ultimamente t�m-nos dado problemas?

Posso fazer-lhe uma pergunta?

- Sobre o Thalem?. - N�o. N�o sobre isso.

Alguma vez ouviu falar de alguem chamado Don Benton?

J�.

Conhece alguem com esse nome?

Claro!

- Sabe onde o posso encontrar? - Provavelmente j� o viu. Est� ali.

Ali. Est� ali. Est� a ver aquele tipo encostado naquela parede?

Esse � o nosso Don Benton. Apanhou a perp�tua.

Cinco assassinatos do primeiro grau.

Conhece a especialidade dele? � trazer os homens para o ch�o pelo escroto.

Regava-lhes com perfume

e depois deitava-lhes fogo.

N�o lhes dava oportunidades.

Mas voc� disse... o nosso Don Benton. O que quer isso dizer?

Oh, � um apelido.

Em cada pris�o h� um. � um apelido para um homem destacado.

Aqui, eu sou o Don Benton.

Angelli, telefone, linha 2.

...se lhes der problemas avisem-me, est� bem?

Passe-mo para ali.

Fala o Angelli.

- Diga-me outra vez. - Eu disse que sei quem � o Don Benton.

S� que n�o � ningu�m.

� s� uma forma de falar. � um apelido italiano.

Por isso voc� n�o o encontrou.

- Significa homem grande. - Disse-me que � a mafia?

Veja, tinha que ser. Encaixa-se com o que o Morgens disse.

Ele estava convencido de que os crimes haviam sido cometidos por v�rias pessoas.

- Por uma organiza��o. - Sim � verdade que est� com grandes problemas.

- Onde est�? - Estou num bar chamado George's.

� esquina de Franklin e Kingsey

Fique por a�. Rodeie-se de pessoas que, eu vou j� a caminho.

Vamos. Vamos sair dqui.

Foi muito intiligente em deduzir isso, doutor.

Apenas tive sorte.

Pois.

- Para onde vamos? - Vou levar-lhe para uma casa com protec��o.

At� que tenhamos tudo isto resolvido.

Ent�o, isto � que s�o as casas seguras?

Entre. Para ser um psiquiatra inteligente n�o utiliza muito a psicologia.

Confiou no pol�cia errado.

Finalmente tenho o prazer de conhecer o famoso doutor Stevens.

Desculpe-me t�-lo trazido at� aqui de uma forma pouco convencional

mas para mim era necess�rio...

fazer-lhe algumas perguntas pessoais. Sente-se.

- Sou o Contine, como certamente saber�. - N�o. Porque � que teria de o saber?

Voc� j� atendeu a minha esposa como sua paciente.

N�o tenho nenhuma paciente com esse apelido.

Oh, talvez a conhece�a pelo seu nome de solteira: Blake.

Ann Blake.

- Ann Blake � sua esposa? - Sim.

N�o andemos com rodeios doutor, deixe essa atitude inocente.

Sei que a minha esposa vai l�, mas o que n�o sei e preciso de descobrir � o porqu�.

Porqu�, doutor?

A sua esposa vai �s minhas consultas por raz�es profissionais.

Que s�o...?

No meu trabalho em princ�pio contacto com pessoas com problemas emocionais

Problemas emocionais.

Sim, em termos gerais.

E exactamente quais? Diga-me, quais s�o os problemas emocionais da minha esposa?

Pelo que sei n�o existem.

N�o posso trair a confian�a profissional, mas posso

garantir-lhe que, em minha opini�o, ela n�o tem nenhum problema s�rio.

Voc� pode garantir-me isso, n�o �? N�o nos estamos a progredir.

Eu explico-lhe.

Se voc� n�o trai...

o que lhe chama de confian�a profissional

Farei com que lhe fa�am coisas que jamais pensaria.

Sei que ela acha que existem tr�s neg�cios Tr�s neg�cios separados.

N�o � cr�vel que ela tenha... problemas emocionais como diz, n�o �?

Alguns pacientes apenas querem falar confidencialmente.

Muito bem.

De quem lhe falou ela? Falou-lhe de mim?

Um pouco. De tudo, o que me disse � que voc� trabalha

no ramo das constru��es.

De certeza que n�o lhe falou no neg�cio de demoli��es? N�o est� a tentar, doutor.

J� viu que n�o tenta?

Talvez o tente muito, ou se calhar est� a faz�-lo de forma intiligente.

A sua esposa n�o me disse nada que o possa de forma alguma compromet�-lo

Infelizmente isso n�o � nada em que eu possa confiar.

Voc� � um homem morto, doutor, e n�o importa o que me diga.

Mas poderia salv�-lhe a ela.

Veja, tenho um certo princ�pio e vivo com isso.

E aquele que trair esse princ�pio

atrai�oa a Familia a que perten�o.

e paga o seu pre�o.

E n�o existem considera��es pessoais.

N�o importa qu�o pr�xima seja a rela��o.

- Est� a perceber-me? - N�o tenho ideia do que me est� a dizer.

Ele n�o sabe. N�o tem ideia, este psiquiatra que cobra 50 dolares � hora.

Nunca pensou que estava analizando a esposa de um Capo.

E ainda assim o pouco que possa ter dito foi demasiado.

Operadora, comunique-me com a pol�cia.

- N�o era ele que... - Capit�o.

- Sim? - N�o sei se � importante, mas...

uma operadora recebeu uma chamada de emerg�ncia de uma mulher

na �rea de Lake Forest. Desligou antes de dar detalhes.

E que acha que eu possa fazer? P�r um alerta nos jornais?

N�o senhor.

Bem, em que estavamos?

Fala Fratelli.

Sim, obrigado. Grandioso, ponham o c�digo 10 em todas as patrulhas.

Rudolph, Weaver, vamos sair!

Mac diz para estarmos atentos a tudo e que avisemos a SWAT. Quero toda a �rea coberta.

E que cerquem a casa tamb�m.

Bom, � aqui que termina a viagem, n�o � Tony?

Oh sim, o que me faz lembrar � que tenho de de arranjar um lugar para te esconder.

Alguma prefer�ncia? Bem, eu gosto da musica na Jamaica.

Combinado.

Pensei que gostaria de dar uma olhadela pelo meu verdadeiro neg�cio, doutor.

Trabalho com dejectos.

Dejectos humanos.

Tudo o que Chicago recusa.

Os segredos de milh�es de vidas.

Aqui tudo acaba.

Voc� trata das suas mentes,

e eu manuseio os res�duos das suas exist�ncias.

Veja isto desta forma, doutor.

Eu fico-me com os ideais descartados

com as esperan�as perdidas, velhos amores

tudo vem aqui parar

e eventualmente levamos tudo a um fim.

Tenho a certeza que aprecia a justi�a do tal acordo, doutor.

Eu, sendo um homem sens�vel, de facto...

a �nica diferen�a entre n�s � que voc� ainda acredita que a natureza humana

� b�sicamente boa.

Eu, em contrapartida, n�o tenho d�vidas

de que a natureza humana � fundamentalmente corrupta.

Ou n�o tenho raz�o?

N�o. N�o.

N�o!

- N�o! - Perdoe-me amigo. Os pol�cias corruptos s�o um risco

de tempo limitado.

N�o, por favor!

Por favor, n�o! N�o fa�as isto!

N�o disparem. Fechem a porta!

Deve achar estranho, doutor, que a sua vida esteja por acabar apenas porque

uma mulher errada tocou � sua porta

assim, repentinamente.

Uma pequena puta de esposa entrou assustada e contou-lhe tudo

Pela �ltima vez, a sua esposa n�o me disse nada.

N�o posso confiar nisso. Deve entender a minha posi��o.

Quanto ganha o doutor, para ouvir toda essa baboseira? 50 ou 75 das grandes?

Eu ganho mais que tudo isso num dia.

Tenho que prevenir.

Eu trato com a realidade, e n�o com sonhos, doutor.

Eu trabalho com muito dinheiro.

Um psiquiatra de 50 dolares � hora.

Frank.

Vamos!

Vamos psicanalista!

O que n�o � desej�vel � a vida que me faz.

Vamos, mexam-se!

Tragam uma ambul�ncia Vamos, mexam-se.

Vamos. R�pido! Mexam-se!

� uma forma m� de tratar um contribuinte.

Disseram-me que poderia sempre encontr�-lo aqui �s 2�s feiras.

Quem foi que lhe disse?

A sua cunhada.

- Sou paciente do Dr. Hadley. - Ele nunca mo comentou.

Eu pedi-lhe que n�o o fizesse.

- Voc� est� bem? - Sim. Estou bem.

E voc�?

Queria dizer-lhe que lamento.

Porqu�?

Por ter sido a causadora de tudo, n�o �? Se n�o tivesse assistido � sua consulta

voc� n�o se teria envolvido e nenhuma pessoa teria morrido.

- Disserm-me que j� n�o exerce mais. - N�o.

Estou... escrever um livro sobre la natureza da mente criminosa.

Ainda estou no meu consult�rio, mas j� n�o tenho mais pacientes privados.

E isso significa que n�o se permite socializar com ex-pacientes?

- O que tem em mente? - Algo arriscado, como uma ch�vena de cafe.

Bem, eu...

N�o penso que tenha problemas com isso.

Ent�o foi a minha cunhada que lhe disse onde encontrar-me, n�o �?

Sabe, ela tem certas teorias sobre mim.

E s�o certas?

N�o sei.

Talvez descubramos enquanto falamos.

Depois de tudo o que tem sido um dos meus grandes �xitos.

Bastardos!

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