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Original subtitles

De jeito nenhum. Não estou para ninguém.

Ei!

Extras para a cena do corredor, imediatamente.

-Vi seu filme ontem. -Viu?

Pena que não tenham ficado juntos no final.

Por que não fazer uma história de amor original, onde terminem juntos?

Nenhum casal termina junto na realidade.

Se terminassem, não seriam mais eles.

-Como estão as coisas com Kent? -Você logo vai ver.

Ele é tão ciumento! Às vezes, acho que ele está mais interessado

em ser ciumento do que em mim. Entende?

-E você, como está? -Bem, você sabe...

Ela pensa pouco em si mesma. Poderia trabalhar menos, como nós.

Quero dizer, poderia arranjar um amigo.

Alguém com quem fofocar. É tão bobo..

Todos sabem que a amo. Só não consigo lhe dizer isso.

Lindos desenhos, Nina!

Você os fez, Nina?

-São muito bonitos. -Sim.

-Estou em algum deles? -Sim.

-Você é o laranja. -Esse?

E onde está a mamãe?

-Este é Kent, e este, Inger. -E esse?

-Aqui está ele com o narigão. -Sim.

Todos juntos.

Já é uma verdadeira garotinha de Skane.

-Quando ela fez isso? -Para sua chegada.

Estávamos muito ocupadas.

Posso ver essa folha?

Acho que são seis.

O que você fez com seus óculos?

-É uma mancha. -Uma mancha?

Deixe-me limpá-los.

Não, você não vai conseguir, porque é verniz.

-É verniz? Por quê? -Porque eu sou estrábica.

Estrábica? Posso ver?

-Você não os colocou? -São muito pequenos, não cabem.

Vou segurá-los no seu rosto.

Que estranho.

-Ficou estranho? -Sim.

Posso ver?

O que se pode fazer com os olhos de Nina?

Pode-se operá-los.

Foi o que fiz quando era criança. Também era estrábica.

Dói?

Não é a dor, é o curativo depois.

Tem que ser usado por cinco dias.

Mas você pode continuar andando por aí...

Minha mãe andava comigo até seus pés doerem.

É a escuridão.

Pode imaginar as coisas que são vistas nessa escuridão?

Todas as suas experiências anteriores...

todas as memórias antigas, de casa e do ambiente ao seu redor...

elas continuam dentro de você.

E agora, é a vez de Nina.

Desta vez, Keve e eu somos os pais.

Entende?

-O que foi, Opel? -Estes sapatos são seus?

Eu os tirei ontem, porque meus pés doíam.

Costumo fazer isso. Você sabe.

Não posso usar meias com estes sapatos.

Que tal uma rede?

Nada de rede.

Achei um isqueiro e o cachecol.

A rede... Acabei desmaiando nela por um tempo.

Você tem que relaxar um pouco.

-Quero ouvir uma música. -Ponha um disco, então.

-Não com você aqui. -Está louco?

Saia um pouco, tome um banho, qualquer coisa!

É uma garota, não é?

-Entendi, obrigada. -Obrigado.

"Convocação para equipe de..."

O que esta sociedade criou

foi uma nova classe média, sem nenhuma tradição.

Sem nenhuma tradição.

Não tenho mais nada a dizer. Nesta noite, só quis...

pontuar os danos causados pela nova liberdade

em Estados de bem-estar social, como a Suécia.

Onde valores antigos são demolidos,

tabus obsoletos deixam de funcionar.

Tentei explicar como a crescente prosperidade

que vem com a liberdade, a liberdade de escolha

entre alternativas diferentes, pode tornar a vida mais difícil.

Se tiverem alguma dúvida, sou todo ouvidos, agora.

Nenhuma?

-Olá. -Olá.

-Obrigado pela aula. -Obrigado.

-Já nos encontramos antes. -Então, você se lembra?

Você era o professor, naquela época.

Sim, Kårhuset?

Isso mesmo.

Você veio me perguntar sobre algo que eu havia dito.

Então, você se lembra.

Havia mais assistentes, naquela época.

Minha esposa.

Sinto muito, deveria tê-los apresentado. Eva-Britt.

Esta é minha esposa. Eva-Britt. E este é...

Estou indo.

-Sessenta coroas. -Sim.

-E o bilhete do trem... -Você tem...

Quanto deve custar? 91,60 coroas.

Para dividirmos ao meio.

Você paga metade do bilhete.

110 coroas, então. Tem dinheiro trocado?

Espere um pouco, minha esposa tem. Aqui está.

Sinto muito, não tenho trocado.

Você tem 4,20?

Não vão conseguir outras pinturas como estas.

-Com o cavalo, é a mesma coisa? -Sim, a mesma coisa.

Tanto o cavalo quanto Gustav se movem.

Viram-se para esta direção, quando você está aqui.

Agora, o cavalo está olhando para esta direção.

Se você for para o outro lado, o cavalo irá virar-se para lá.

-Não entendeu? -Não, não entendi.

-Ele se virou! -Eu disse.

-O cavalo e Gustav. -Como se estivessem vivos.

A sala já esteve cheia deles. Mas todos se foram.

Ah, então havia mais desses que se movem?

Sim, mas não eram tão bons. Este é especialmente bom.

-Você viu Keve? -Não.

Pintar objetos que se movem é sua especialidade.

Estou em outro lugar, assando um porco...

-Precisa de alguma coisa? -Não, nada, estou bem.

Não se preocupe comigo, estou bem.

Vamos ter... bolo de arroz hoje.

-Com molho de frutas? -Sim.

Às vezes, eu a vejo nos jornais, mas não é a mesma coisa.

Está acontecendo tanta coisa, e divórcio e tudo o mais.

Venho visitá-la mais vezes.

Exemplo de um paciente que está tão confortável no hospital

que faria algo assim só para voltar para lá.

É também um sintoma comum de séria...

insanidade que fere, como a de seu irmão.

Foi um defeito nos mecanismos da hereditariedade

que o deixou assim.

Você ainda tem dois dias para filmar.

Que tal amanhã?

Amanhã não é um bom dia. É o aniversário de Anette.

Estou preparando a festa.

-Depois de amanhã, então? -Sim, está bem.

-Tudo bem? -Sim.

-Está resfriada ou só está escorrendo? -Está escorrendo.

Limpe o nariz com o lenço do papai.

Você já está terminando aquele filme, papai?

Tivemos um atraso.

As coisas ficaram difíceis.

-Vamos nos ver à noite? -Não, hoje não posso.

Não, corte!

Droga, você tem que me dizer...

Diga apenas o que tem que dizer, diretamente, como um polonês.

Não é tão importante.

A cena tem que... Do que está rindo?

-Falo sério. -Não é complicado mesmo.

Mas Keve, por que está errado olhar para ela?

É um contato que estou pensado em estabelecer mais tarde.

Mais uma vez. Prontos?

Corta!

Assim? Eu a olho assim?

Não posso admitir tanta vida na cena. Tenho que poupá-la.

Posso tentar assim?

Certo, vou fazer da sua maneira.

Está bem.

Uma última vez, então!

Prontos? Silêncio.

Câmera.

Ação.

-Não, corta! -Mas por que cortou agora?

Eu tinha conseguido. Não viu?

Não há problema algum em tentar.

Obrigado por hoje, obrigado.

Västergatan 10.

Deixe-me.

É ele quem amo.

Eu o amo. Eu o amo.

O que vamos fazer agora?

Bem, dormimos juntos, não foi?

Você fez primeiro. Eu nunca o enganei.

Havia tantos... impedimentos. É essa a expressão?

Sim.

-Alguém fala assim? -Sim, muitos falam.

Como é sua esposa?

-Ela é loira. -Isso eu vi nos documentos.

Quero dizer... o que há de errado com ela?

-Errado? O que quer dizer? -Quero dizer, isso...

Eu a amo.

É como entrar no bosque por um lugar diferente.

Estou falando de amor...

Você entra no bosque sempre por um lugar diferente,

com cada pessoa que ama.

Vê as árvores antigas sob uma nova luz. E vê novas árvores.

Em seus sonhos, sempre estará o desejo de ver toda a floresta.

Sabe por que dirijo filmes?

Falo muito?

Sempre falo muito quando estou apaixonado.

O que aconteceu com o cinema foi que ele, de repente,

passou a ter uma questão moral.

Finalmente, criou coragem

e proclamou a si mesmo cinema, e nada mais.

"O cinema", disse Godard, "é a verdade 24 vezes por segundo".

É nessa medida que ele pode criar compromissos.

E para Antonioni, cada escolha do ângulo da câmera

é uma questão moral.

Não podemos mais fazer filmes com começo, meio e fim.

O cinema antigo foi a mentira em sua máxima forma.

Precisava de continuidade.

Ele nos falava sobre um mundo fragmentado

que só poderia ser percebido de uma maneira.

Onde está esse mundo, hoje?

-Estou dando uma palestra? -Meu braço acabou de adormecer.

Não, a verdade, de hoje... não pode ser aplicada a todas épocas.

Os artistas não podem criar quebra-cabeças, porque eles não têm um padrão.

O que podemos fazer é segurar as peças contra a luz.

O padrão que surgir deve ser a verdade.

Ou, pelo menos, parte dela.

Deixe-me tentar.

Espere, faça assim.

Não, quero ver eu mesma.

-Hoje, é sua vez. -De quê?

De sair primeiro.

-É a sua vez. -Não, é a sua.

Eu saí primeiro ontem.

Eu saí primeiro duas vezes na semana passada.

Então, vai ter que se vestir sozinho.

Não acho que a arte tenha que ir até Marte para se desenvolver.

E o que podemos esperar daqui para frente?

Gostaria de me tornar mais simples...

... sem mentir.

Quero fazer um filme que seja tão real e concreto

quanto algo que se diz durante o café da manhã.

-Cansado? -Sim.

-O que fez hoje, Nina? -Brinquei.

-Brincou com o trem? -Que trem?

-O trem vermelho. -Que trem vermelho?

-O que lhe dei ontem. -Mas não ganhei nenhum trem.

De que você está falando, papai?

Tem alguma coisa na sexta tomada, quando eles se viram.

Está horrível.

Deveria ter feito um filme sobre isso...

Sobre um artista perguntando a si mesmo:

"Por que não posso evocar sentimentos?"

"Por que não posso evocar sentimentos?"

Você me ensinou a mentir, pelo menos.

Sei mentir, é minha profissão.

Mas não tenho uma profissão.

Há muito tempo não vejo...

-... um inverno tão longo. -Sim.

Tomara que chegue logo o verão.

Fui convidado este ano também.

"Depois de sua feliz aparição, no último ano..."

"...vimos solicitar um novo..."

"...estimulante."

O cavalo não se moveu este ano. Não acho que consiga.

Havia, pelo menos, 15 pessoas na sala.

Éramos apenas 11, no último ano.

Doze.

Por que você a largou?

Ela mentia muito.

Ela não podia mentir.

Nunca pôde mentir.

Não precisa dizer mais nada.

Você quer ficar?

Quem é você?

Eu me chamo Benito. Quem é você?

Então, aqui é bonito.

Dá para assar muita coisa com tudo isso.

Como vocês o chamam?

Não, é centeio.

Centeio.

Bem, ouça, deixe que me apresente.

Eu vim para ver Keve Hjelm, de Londres.

Vou trabalhar em seu filme.

Ele está na colina, soltando... pipas.

Pipas.

Você solta pipas. Eu solto pipas.

Todos soltam pipas. Lá na colina.

Então, vamos.

Olá, Keve. Como está?

-Bem, como você está? -Bem.

-De onde veio? -Acabei de chegar de Londres.

Pode deixar.

Onde estão todos?

Não sei. Descansando, ou lá fora.

Empinando pipas.

-Você esteve lá? -Sim, estive.

-Está frio? -Muito frio.

É difícil ser um ator?

Deve ser estressante, quando começam a dizer... câmeras...

Sim, é um trabalho muito... irreal. Você tem que tentar captar

algo com sua imaginação. Você o agarra, rapidamente,

enquanto está vivo, e o filme já está indo para a próxima cena,

e você espera tê-lo capturado.

É um pouco melhor do que atuar no palco.

Você acha?

Acho que isso tem que melhorar um pouco.

"Shadows", gostei de sua atuação nesse filme.

Obrigado. Foi o meu primeiro.

Gosto dele, deu-me a chance

de fazer muitas coisas. Coisas pessoais.

Aquela garota... Le... Lelia.

Sim, sim. Lelia Goldoni.

-Goldoni? -Goldoni.

-Ela estava maravilhosa. -Gostou dela?

-Muito, muito. -Bom!

Ela é boa.

E ainda está atuando?

Está em Londres, agora, em uma televisão.

E você...

O quê?

Tenho sorte, de qualquer forma.

Como se sente sendo a esposa de um diretor famoso?

Não sei... é...

É bom.

Prove a salada.

Já provei alguma coisa exatamente igual a isso.

-Onde? -Em algum lugar.

Você é muito habilidoso.

Eu trabalhava em um restaurante.

Antes de levar essa vida honesta.

-Você viu o roteiro deste filme? -Não, não vi.

Você não sabe nada sobre o seu papel?

-Não. -Ótimo.

-Não o viu ainda? -Não.

De qualquer forma, temos a salada.

O que vamos colocar aqui, tomates...

Sim, e...

-Cebolas. -Cebolas.

Mas você fica com as cebolas, não quero chorar hoje.

Diga-me quando parar.

Vou colocar os tomates, está bem?

Acho que está bom.

Consegue ouvir quando alguém...

quando outra pessoa está mastigando a salada?

Você pode ouvir a si mesma.

Sim. Pode ouvir?

-Posso ouvir a mim mesma. -E o som fica alto!

Como quando comemos pão duro.

Na primeira vez...

Chegou aqui com uma dessas ideias comuns...

Ele usa as pessoas como... para me fazer sofrer...

Pessoas como... os convidados.

Todos nós usamos as pessoas, dessa forma.

Pessoas de quem gostamos, por exemplo.

Quero dizer, você não...

Sim, mas...

Mas se você realmente ama alguém...

não quer ser usado dessa maneira.

Se realmente ama alguém. Não é verdade?

Sim, você está certa.

Não é assim. Está certa.

Passe-me a salada.

Do que você mais sente falta dela?

E você? Sabe do que eu sinto?

No que baseia sua vida?

Não pode baseá-la em linhas vazias.

Há uma fala em Moravias...

que é muito boa, mesmo que o romance não seja tão bom.

"Não é preciso estar junto em uma sala

para continuar amando alguém."

Enquanto você... você e ela...

Estou sempre perto dela.

O romance não é tão bom.

Vejam ali!

-Alguém que eu conheça? -Sou eu. É você?

Bem-vinda ao banheiro feminino.

Estava me recuperando da bebida quando a vi.

A embriaguez do filme é diferente.

Como eles fazem para parecer tão elegante?

E aquelas rosas nas bocas? Eles devem beber menos do que nós.

Como era o nome daquela alta? Com a rosa na boca.

-Quem? -Aquela...

-Alta e inglesa, não é? -Sim. Com uma rosa na boca.

Não, não me lembro.

-E o nome do filme? -Não lembro.

Era alta e inglesa, não é?

Não me lembro.

-Sabe de quem estou falando? -Sim, eu sei.

-Qual era o nome dela? -Já lhe disse, não sei.

Adivinhe o que tenho aqui!

-Quer provar? -Provar o quê?

-Aqui está. -Obrigada.

-Quer mais? -Sim.

Sem rosas.

-Ei. -Sim?

Por quanto tempo você ficou com Keve?

Já faz um século!

-Não pode ficar com ciúmes disso. -Não, não estou.

Só estou perguntando para as estatísticas.

-O quanto você gosta de Ben? -Gosto muito dele.

Kent era tão...

Ele fez muitas coisas boas, mas acabou se complicando.

As coisas pareciam tão difíceis quando ele as fazia. Entende?

Estava na festa, mas... não vou desistir de você.

Sozinho?

Quer ficar sozinho em casa, não é?

Na verdade, vim falar sobre meu papel.

Sobre o filme.

Eu não tenho condições...

de pensar em filmes agora.

Veja, estou pensando em alguém que...

talvez, esteja construindo um personagem, agora.

Um leve.

Bem, eu não sei nada sobre essa pessoa,

mas eu sei que não seria tão importante para mim,

se eu estivesse tratando com você.

Então, estou indo. Estou partindo.

Cuide-se.

Cuide-se você.

Ben já se foi.

Ele ficou mal com Keve. Acha que Keve o enganou.

As senhoras estão olhando. Vamos.

Esconda isso.

-Pode esconder? -Ali estão eles.

Está vazia, não está?

Pelo menos, ainda tenho meu casaco.

O que vamos fazer com ele?

-Não sei. Conserte. -Para mim?

Para mim, é mais difícil, você sabe.

Dedico todas as forças às crianças.

E meu casamento...

O homem com quem sou casada não liga para mim.

Como é duro ser mulher!

É verdade, muito duro. Menstruação, dor do parto...

-Joelhos de lavadeira... -Mãos frágeis...

-Tudo, menos o serviço militar. -É só uma questão de tempo.

Vamos.

Não faça isso. Quer um sanduíche?

-Está bom? -Sim.

Uma pena. Eram boas. Boas cartas.

Sim.

Eram bonitas.

-Mas não significavam nada. -Significaram no passado.

-Temos que escrever cartas novas. -Eu não ousaria escrevê-las.

Você se lembra...

da cabana na praia?

E pensar que passávamos o verão naquela cabana.

Como era proibido, nos esgueirávamos à noite.

Lembra-se?

Usávamos revistas para nos proteger do vento.

Podíamos viver juntos em 4 metros quadrados, naquela época.

-Eram 2.25 metros. -4.5 metros quadrados, então.

Podíamos nos aturar em 4.5 metros quadrados.

Mas nós...

Acalme-se. Não fique histérica na frente dela.

Você não liga para ela. Só quando é útil para seus filmes.

Você pensa naqueles cinco dias de escuridão?

Se fosse amanhã...

se fosse amanhã, como acha que ela ficaria com esses curativos?

Você não é mais comprometido do que...

Está falando de métodos antigos.

Estive no médico, na semana passada.

Depois da cirurgia, ela vai dormir uma noite.

Na manhã seguinte, vai estar pronta para outra.

A escuridão dura poucas horas.

Outra responsabilidade que podemos ignorar.

As coisas avançam.

Vai ficar fácil, Ann-Marie.

Isso deixa a vida mais fácil de ser encarada.

Mais fácil...

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