All language subtitles for Verdades.Secretas.S01E40.1080p.HDTV.x264-LAPUMiA

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Original subtitles

[Giovanna] Você não largou a Fanny?

[Anthony] Não, e tem motivos. Quer ouvir?

[Giovanna] Não! Nem dá vontade. Anthony, você tinha me prometido.

[Anthony] Eu fiz isso por nós.

[Giovanna] Não vou cair nessa historinha outra vez. Você fica com o papinho de que a gente vai ficar junto,

que a gente vai pra Europa, mas você não larga daquela velha!

Gi, calma! Me ouve.

[Giovanna] Anthony, eu trouxe até umas roupas pra gente ficar mais tempo aqui. Qual é a desculpa dessa vez!?

[Anthony] Em primeiro lugar, tem os desfiles. [Giovanna] Desfiles?

Os desfiles não vão ser produzidos pela Fanny. Nós passamos no casting.

Ela não vai mandar tirar a gente e passar recibo de que te perdeu pra mim!

Tem mais: a Fanny tem grandes planos. Planos que vão abrir novos caminhos.

Que caminhos?

[Anthony] Ela quer ganhar conta de uma grife internacional que vai ser lançada aqui. Do Maurice Argent.

Ah! Maurice Argent!

Tá vindo pro Brasil. Vai ter um coquetel. A Fanny vai comigo.

Se ela conseguir produzir o desfile dele, a agência sobe de patamar.

E nós também. Lançar uma grife internacional não é pra qualquer um.

Anthony, eu conheço as roupas do Maurice Argent.

A minha mãe tem várias delas. Toda perua chique usa, compra no exterior...

Cê acha realmente que ele ia fechar um contrato com a Fanny Models!?

Essa agenciazinha mixuruca!?

Amor, é a agência que cê trabalha.

Se não fosse o contrato do meu pai, a agência estava falida.

Gi, a Fanny, quando quer uma coisa, consegue. Ela já conseguiu os convites pra esse coquetel.

Vai ficar no fim da fila de boa noite.

Anthony, você tá me enrolando.

Não tô! Eu tô pensando em nós dois!

Mas agora eu vou pensar em mim, tá?

Que futuro você tem sem mim?

Sei lá.

Eu vou descobrir.

Cê quer ficar comigo e com ela mas ó, pra mim, já deu. Cansei!

[Anthony] Não Gi... Não, não fica assim...

[Giovanna] Me larga! Vai arrumar outra pra você enganar!

[♪ música animada com ritmo de desfile ♪] [♪ Criança - Marina Lima ♪]

♪ Onde está ♪

♪♪♪

♪ O mapa da mina ♪

♪♪♪

♪ Eu sei (eu sei) ♪

♪ Criança, eu sei... ♪

♪♪♪

Desculpa, eu não entendi a pergunta. O que eu acho do quê?

É que às vezes eu sinto que o Alex, ele...

...ele olha pra Arletinha... ...ele olha pra minha filha...

...não como se ela fosse uma enteada, mas...

...como se ela fosse mulher.

[Darlene] Carolina... você conhece a sua filha?

Ué, mas claro.

A gente conversa sobre tudo.

Ela não é só minha filha, nós...

...nós somos amigas.

[Darlene] É...

É que tem coisas sobre sua filha que talvez você não saiba.

O que cê quer dizer com isso?

Cê sabe alguma coisa sobre a minha filha que eu não sei?

Cê fala, porque a minha filha, pra mim, é tudo.

[Angel] Também não entendi o que cê veio fazer aqui, Alex.

[Gui] Como cê sabe que a Angel estava fotografando aqui?

Foi só uma coincidência. Eu tive uma reunião de negócios aqui perto.

Falei com a Fanny no celular e ela me disse que você estava fotografando aqui.

O lugar é um pouco longe, então passei pra te oferecer uma carona...

[Gui] Tio, cê acha que eu,

[Gui] que sou namorado dela, não ia me preocupar?

Eu não tenho como saber, Guilherme.

[Gui] Eu acho que cê se preocupa mais com a Angel do que com a tua filha.

[Gui] Cê sabe onde a Gi tá agora?

[Angel] Ó, e-eu... te agradeço, tá?

[Angel] Mas... eu vou sair com o Gui.

Não chega tarde. Amanhã cê tem aula.

[Gui] Aaah... Agora até os horários vai controlar.

Ela faz parte da minha família agora.

A mãe dela se preocupa e eu dou razão a ela.

[Gui] Bora, gata.

[Angel] Cê não vai me dar nem um beijo?

[Angel] Vocês ficaram aí, discutindo. Você não me deu nem um beijo.

[♪ rock lento ♪]

♪♪♪

[motorista] Tá tudo bem, Doutor Alex?

Por que a pergunta?

[motorista] É que tá com a cara ruim. Posso ajudar?

Pode, calando a boca. Vambora.

[Carol] Eu sempre botei minha mão no fogo pela minha filha.

[Carol] Se eu souber que a Arletinha tá fazendo alguma coisa de errado, eu morro.

[Carol] Fala o que você sabe.

[Darlene] Calma, Carolina. Eu não sei nada sobre a sua filha.

[Carol] Ai, graças a Deus.

[Darlene] Só acho que a gente não conhece tudo do outro.

Não, eu conheço minha filha, sim.

Eu dou aula pra adolescente, Carolina.

O comportamento deles no colégio é muito diferente do que em casa.

Sim, mas com a minha filha não é assim.

Não é assim. A gente conversa sobre tudo.

Quando ela perdeu a virgindade, ela me contou.

[Carol] Foi naquela viagem pra praia.

Sei... Foi daquela vez.

[Carol] Eu tinha tido uma conversa com ela.

Tinha pedido pra ela que, quando acontecesse alguma coisa, me contasse.

E ela me contou.

Então qual é a sua preocupação, já que você confia na sua filha?

Eu amo meu marido.

Mas eu...

...eu percebo que o Alex...

...olha pro corpo da minha filha, sim.

E ela?

Ela... acho que ela não percebe.

Bom, então pede pra ela usar menos shortinhos, saias tão curtas,

mostrar menos as pernas...

Eu pedi que ela usasse roupas mais comportadas,

mas ela insiste que as amiguinhas delas todas usam roupas assim.

Ah, mas... conversa de novo, com jeito...

Fala com ela amanhã.

Depois da aula. Não vai falar sobre isso hoje, na frente do Alex.

É isso. Ai, que bom conversar com você, Darlene!

A Arlete é... uma menina linda!

É impossível que um homem como o Alex não perceba isso.

E homem olha, né?

Mas olhar... não mata. Não acaba com um casamento.

Ai, meu Deus do céu!

É. Cê tem razão.

A minha filha é linda, sim.

E o Alex, ele...

Ele olha pra ela, mas ele não percebe.

O meu marido é tão bobo... [ri]

...que chega a ser conservador, até.

Mas é homem, né?

Ai, meu Deus do céu.

Minha amiguinha...

[Carol] Conversar com você me tirou um peso!

[Carol ri]

[Hilda] Ai, que delícia você me trazer ao cinema!

[Hilda] Fazia anos que eu não saía de casa!

[Oswaldo] Hilda... Cê sabe bem por que te convidei pra sair, né?

[Carol] Ah, Oswaldo... Não vamos estragar essa amizade de tantos anos, né?

[Oswaldo] Dizer a verdade estraga uma amizade?

[Oswaldo] Hildinha, eu me abri com você.

[Oswaldo] Olha, eu já sei que a Darlene vai se casar e você vai ficar sozinha naquele apartamento.

[Oswaldo] Por que escolher uma vida solitária se a gente pode ficar juntos?

É... que eu não penso mais em me casar.

Na nossa idade, dividir a vida vai fazer bem pra nós dois.

As coisas não são mais como na nossa juventude.

[Oswaldo] Cê sabe que eu sempre te amei...

e-e... que eu desejo muito ficar perto de você por tantos anos...

Ah...

Eu sinto tanto, mas...

...mas é impossível.

Então... vamos pelo menos jantar juntos e conversar mais.

Sabe, eu acho que essa nossa conversa... não deve se estender.

Você faz a gentileza de me acompanhar até em casa?

[♪ música dramática de orquestra ♪]

♪♪♪

[Hilda] Ô, Darlene, já está aí?

[Hilda] Então, como foi o jantar com a Carolina?

[Darlene] Foi ótimo, conversamos muito. E o cinema, como foi?

[Hilda] O Oswaldo, ultimamente, tem sido quase desagradável, sabe?

Ele quer mais que amizade comigo.

[Darlene] Eu já tinha percebido isso há muito tempo, Hilda.

[Hilda] Se a situação fosse outra, eu até aceitaria, mas...

[Hilda] ...dada a realidade dos fatos, minha filha, é impossível.

Sinceramente, Hilda, conta a verdade pra ele.

Darlene, foi por acaso que cê soube a verdade, e jurou não contar.

Eu tenho o direito de decidir o que é melhor pra minha vida.

Eu quero manter segredo sobre o que tá acontecendo. É um direito meu.

Lógico. Lógico.

Mas eu queria falar sobre a Arlete.

Aconteceu alguma coisa com a minha neta?

Não, mas...

Quando a gente descobriu que ela... estava se prostituindo, você disse que ia contar pra Carolina.

É um erro não ter contado ainda, Hilda.

Ah, eu sei. Eu sei!

Mas ela ia sofrer tanto!

Mas imagina se a Carolina descobrir de outra maneira.

Você... tá sabendo de alguma coisa?

Ah, meu Deus...

Ai, não me diga que ela voltou a se prostituir. Não acredito!...

Não!... É que a Carolina...

...tem uma imagem da filha, tão inocente...

... eu acho que se ela soubesse, ela estaria mais preparada...

...pro caso de alguma eventualidade.

Cê... desconfia de alguma coisa, Darlene?

De nada.

Mas a conversa com a Carolina me deixou preocupada.

Fala a verdade pra ela, Hilda.

Eu vou levar esse segredo pro túmulo.

A Carolina e a Arlete estão com uma vida nova...

...e elas vão seguir assim. Felizes.

[Lídice] Claro que eu te acompanho até a clínica, Pia.

[Lídice] Venho te buscar com o carro e te trago de volta. Nem se preocupa com isso.

[Pia] Mas eu não vou atrapalhar seu trabalho?

[Lídice] Logo depois daquela nossa conversa...

[Lídice] ...eu fui demitida. [Pia] Demitida?

[Lídice] Cê acredita?

[Pia] Como assim? Mas você é vital na empresa.

[Lídice] Pensei que era.

[Lídice] Mas a empresa entrou em uma reestruturação e... efeito da crise!

[Pia] pra você não vai ser difícil conseguir uma nova colocação, né?

[Pia] Cê tem experiência, é supercompetente...

[Lídice] É, eu não tô com muita expectativa, não.

[Lídice] Talvez eu tente abrir meu negócio próprio...

[Lídice] Não sei ainda o que vou fazer.

[Lídice] Mas eu sempre soube dar a volta por cima!

[Pia] Isso com certeza, eu te conheço bem.

[Giovanna] Que milagre é esse? Não tá com o personal.

[Pia] Giovanna, deixa eu te apresentar. Essa é minha amiga Lídice.

[Lídice] Oi, tudo bem? [Pia] E "que milagre" é teu, né?

[Pia] Você que está aqui a essa hora. Que foi, tá gripada?

Tô cheia.

[Pia] Que aconteceu?

Homem não presta.

Mas quer saber?

Eu vou virar lésbica.

[♪ música calma com bateria e clarinete ♪]

[porta bate] [Lídice] Puts, que furacão, ein?

Cê não viu nada.

Deve ter brigado com o namorado.

[♪ Sentimental - Los Hermanos ♪]

♪♪♪

♪ Eu sei, não é assim... ♪

♪♪♪

[Giovanna] Por que eu tenho que gostar desse safado!?

O Anthony tá me enrolando.

Tá me enrolando.

♪♪♪

[Carol] Alex? [Alex] Hum.

[Carol] Cê já chegou.

[Alex] Faz um tempo.

[Carol] A Eunice te deu o jantar?

[Carol] Fui na casa da mamãe. [Alex] Não precisa explicar.

[Carol] Vai ficar muito tempo aí no computador?

Tenho algumas coisinhas pra resolver.

Hum...

E a Arletinha, chegou?

Não.

Deve demorar. Saiu com o Gui, né.

Ué, como cê sabe?

Eu fiquei preocupado com essa história do catálogo.

Como eu tive uma reunião lá perto, eu passei pra oferecer uma carona,

[Alex] mas quando cheguei, o Gui já estava lá.

[Carol] Ai, meu amor...

[Carol] Você se preocupando com a minha filha...

[Alex] É.

[Alex] Porque sei que se acontece alguma coisa com ela, você não ia suportar. Foi por você que eu fiz.

[Carol] É? Por mim? [Alex] É.

[Carol] Obrigada.

[Carol] Te espero lá no quarto.

[♪ música emocionante com violinos ♪]

♪♪♪

[Carol] Psiu!

Ei.

♪♪♪

Me arrumei pra você.

[Carol ri] [Alex] Tá linda.

[Carol] É? [Alex] Uhum.

[Carol] Lindo, gostoso...

[Alex] Vou no banheiro... [Carol] Vem cá, vem cá, vem cá...

[Carol] Para. Muito tempo que a gente não transa.

[Alex] Tô exausto. [Carol] O quê?

[Alex] Tô exausto, muito cansado. Trabalhei demais.

[Alex] Vou no banheiro, tomar um banho...

[Alex] Cama.

♪♪♪

[♪ orquestra dramática ♪] [♪ Sua Estupidez - Roberto Carlos ♪]

♪♪♪

♪ Meu bem, meu bem ♪

♪♪♪

♪ Você tem que acreditar em mim ♪

♪♪♪

♪ Ninguém pode destruir assim ♪

[Carol chora] ♪ Um grande amor ♪

♪ Não dê ouvidos à maldade alheia ♪

♪ e creia ♪

♪ Sua estupidez não lhe deixa ver... ♪

♪ ... que eu te amo! ♪

♪♪♪

♪ Meu bem, meu bem... ♪

♪♪♪

♪ Sua incompreensão já é demais ♪

♪♪♪

♪ Nunca vi alguém tão incapaz ♪

♪ De compreender ♪

♪ Que o meu amor é bem maior que tudo Que existe ♪

♪ Mas sua estupidez não lhe deixa ver... ♪

♪ ... que eu te amo! ♪

♪♪♪

♪ ... que eu te amo! ♪

♪♪♪

♪... que eu te amo!... ♪

[Pia] Vou tomar uma aguinha...

[Giovanna] O que houve? Toda produzida essa hora da manhã.

[Pia] Eu sempre me arrumo.

[Pia] Já você, hoje, esqueceu disso, né?

Esse cabelo tá parecendo um ninho de urubu.

[Giovanna] Pior vai ser esse urubu cagar na tua cabeça.

[Pia] Giovanna, não fala assim com seu irmão.

[Giovanna] Hoje eu não tô boa. [Pia] Tô vendo.

[giovanna] Vem cá, cê não vai tomar café da manhã?

[Pia] Não, combinei de tomar café da manhã com a minhas amigas do colégio.

[Leidiana] Nem um cafézinho, Dona Pia? [buzina]

[Pia] Não, obrigada. Ó...

Minha amiga chegou. Não gosto de deixar ninguém esperando.

Não vai nem convidar a fulaninha pra entrar? Depois eu que sou grossa.

[Pia] Minhas amigas são empresárias executivas e eu não quero deixar ninguém esperando.

[Pia] Beijo. [Bruno] Beijo.

É... parece que o personal já era.

Problema dele. Eu já tenho os meus.

[Pia] Igor. O que cê tá fazendo aqui?

[Igor] Vim tomar café da manhã com você.

[Pia] Justamente hoje eu marquei café da manhã com uma amiga. Ela já tá aqui me esperando.

[Pia] É um café da manhã fora, só de mulheres. Não posso nem te convidar. Desculpa.

[Igor] Tudo bem, eu tenho que ir pra academia.

[Igor] Me fala o que tá acontecendo?

[Pia] Como assim "o que tá acontecendo"?

[Igor ri] "Como assim o que tá acontecendo"? Pia, pelo amor de Deus! Cê não fala direito comigo,

[Igor] tá me evitando há semanas, não me deixa dormir aqui. Sabe há quanto tempo não durmo aqui?

[Pia] Não é nada disso... [Igor] Sempre inventa uma desculpa!

[Pia] Eu não tô bem, não tô com a cabeça boa. Só isso.

[Igor] Se você não tá bem, vamos conversar, que a gente resolve.

[Igor] Seja o que for, a gente resolve. Tô aqui com você.

[Pia] Eu sei, mas não dá pra falar agora, que a minha amiga tá aqui me esperando.

[Pia] Eu prometo. Deixa eu passar esse tempo.

[Pia] E a gente vai jantar fora, e eu te falo por que não tô bem. Mas hoje não dá, tá?

[Igor] Cê promete me falar a verdade? [Pia] Claro.

[Pia] Cê merece saber a verdade.

[Igor] Não é legal ser tratado assim, Pia. [Pia] Tá bom, mas hoje não dá. Desculpa.

[motor do carro liga]

[♪ rock com bateria ritmada ♪]

♪♪♪

[Visky] Ui, que é isso?

[Fanny] Nós ganhamos a concorrência.

[Fanny] Nós vamos fotografar a coleção Rock Fellas...

[Anthony] Da nova campanha da Chilli Beans, que homenageia Rita Lee, Amy Winehouse e Ramones.

[Visky] Ah, já vi que foi inspirado nas estampas da roupa da Amy Winehouse. Diva!

[Anthony] Olha esse relógio com amplificador do Ramones.

[Anthony] Esse óculos aqui, da Rita Lee. Que legal.

[Visky] Tudo! Quero pra mim.

[Fanny] Faz por merecer, tá?

[Fanny] Ó, as fotos têm que ficar lindas, maravilhosas.

[Visky] Absoluta! Olha o que chegou pra te deixar ainda mais feliz...

[Fanny] Será, será, será... É!

[Visky] Pro coquetel do Maurice Argent!

[Visky] Achei que cê não ia conseguir. Eu mesma não consegui.

[Fanny] Cê só consegue convite pra festa de pobre.

[Visky] Ai... eu me acho tão competente...

[Anthony] Você, competente? Só se for pra agarrar macho.

[Fanny] Ó, capricha, trabalha muito, que agora tem evento, desfile semana que vem...

[Fanny] Eu vou... caprichar no portfólio pro... Maurice Argent.

♪♪♪

[Visky] Olha só, que lindo esse óculos!

[Visky] Ah! Que gracinha! Ficou caruda! [ambos riem]

[Fanny] Consegui!

[Fanny] A Samia cumpriu o que prometeu. Ela colocou meu nome na lista de convidados pro coquetel.

Sempre consegue tudo o que quer, né, Fanny? Te admiro por isso.

Vou conseguir mai. Cê vai ver.

Olha só, ein. Esse é só o primeiro passo.

Eu vou fazer o desfile dele. Eu vou lançar o Maurice Argent no Brasil!

Não duvido.

Realmente, quando cê quer uma coisa, cê batalha.

Bom, preciso ir.

Onde cê vai, assim, tão cedo?

Só vim te deixar na agência. Vou na casa da minha mãe.

Ontem ela teve aquela piração. Tô preocupado.

Mãe tem mesmo mil e uma utilidades.

Cê acha que vou me encontrar com alguém a essa hora?

Sei lá.

Cê tá tão disperso desde ontem.

[Fanny] A gente fala e é como se estivesse... pensando em outra coisa.

Bom...

A essa hora, a piriguete tá no colégio,

que não é o melhor lugar pra você encontrar uma menor de idade.

[Fanny] A lei é muito rigorosa nesses casos.

Eu... posso te denunciar.

Que ameaça gentil!

Mas eu não duvido.

Acredito mesmo que cê pode me denunciar.

Nunca se sabe o que uma mulher com ciúmes pode fazer na hora da loucura.

Tá dado o recado, Fanny. Agradeço.

[Anthony] Tchau. [Fanny] Tchau.

[♪ notas calmas de guitarra ♪]

Em breve teremos aula gastronômica.

[Darlene] Mais uma vez, a Nina e o Eziel vão preparar pratos da época do Guarani.

[Dudu] Quando tem rango é melhor, ein, fessora. [Nina] E o Eziel cozinha bem.

[Nina] Isso vocês têm que reconhecer.

[Giovanna] Gordo assim, ou vira cozinheiro, ou vira balão, né?

[turma ri] [Eziel] Eu tô cheio de rirem de mim! Cê não faz nada!?

Eziel, cê sabe que eu não aprovo isso, mas você tem que aprender a se impor!

E também, você devia se cuidar... emagrecer...

[Darlene] A obesidade em uma certa idade é perigoso pra saúde...

[turma ri]

[Dudu] Aí, é o obeso que tem peso!

[turma ri] [Dudu] Rimei! Sou poeta!

[Eziel] Valeu a força, mestra.

[Giovanna] Se até você, que é professora, acha ele gordo, quer que a gente ache o quê?

[turma ri] [♪ notas calmas de guitarra ♪]

[sino de colégio]

♪♪♪

[Angel] Cê tá bem hoje?

[Giovanna] Tô uma fera.

[Giovanna] Detesto ser enrolada.

[Angel] Conseguiram te enrolar?

[Angel] Porque o cara, pra conseguir te enrolar, tem que ser muito bom.

[Giovanna] Ah, deixa pra lá.

[Giovanna] Tô com a cabeça fervendo.

[Giovanna] Sabe...

[Giovanna] Pela primeira vez...

[Giovanna] ...eu descobri que tô apaixonada.

[Angel] Pelo Daniel?

[Angel] Mas acho que ele tem um jeito tão bonzinho!

[Giovanna] Irmãzinha, para de ser burra.

[Giovanna] Ninguém merece ter que aguentar irmã postiça e burra, né?

[Darlene] O Eziel veio dar queixa?

[coordenadora] Você chamou ele de gordo na frente da sala toda!

[Darlene] Mas eu tive a melhor das intenções. Sabina...

[Darlene] A turma toda faz piada com ele, bullying...

[Darlene] Eu disse que ele devia se impor, mas que também devia cuidar do corpo.

[Sabina] Olha só: o pai dele é dono de lanchonete...

[Sabina] A alimentação não deve ser nada saudável.

[Sabina] Deve comer muito sanduíche, gordura...

[Sabina] Cê não devia ter falado nada.

Eu só quis ajudar. Esse menino precisa se valorizar.

E você precisa desse emprego, Darlene.

Nós trabalhos nesta instituição, os pais pagam as mensalidades...

Se o aluno reclama, e o pai reclama,

[Sabina] quem perde o emprego é o professor. E eu acho você uma professora maravilhosa.

[Sabina] Darlene, por favor, toma cuidado.

Tá dado o recado, Sabina. Com licença.

♪♪♪

[Gui] Angel, vem comigo. A gente descola um rango e depois vai pro meu apartamento.

[Angel] Vai faltar teu cursinho de novo? Desse jeito cê não vai passar no vestibular...

[Gui] Gata!...

[Gui] Tô tendo umas ideias. Tô pensando em mudar de vida... Quero ter uma conversa com meu velho.

[Angel] O que tá passando nessa cabeça? [Gui] Deixa eu pensar mais um pouco, depois te conto.

[Darlene] Arlete... Eu preciso falar com você. É sério.

[Gui] A aula não acabou ainda?

[Darlene] É assunto pessoal.

[Angel] Aconteceu alguma coisa com a minha avó?

[Darlene] Vamos conversar... ou vocês não podem ficar longe um minuto?

[Gui] Por mim, não. Eu casava agora!

[Angel] Que exagero, Gui!

[Angel] Onde, Darlene?

A gente toma um café, eu tenho um intervalo.

[Angel] Tá. Eu vou com ela. Depois a gente se fala, tá?

[Gui] Tudo bem. Vou tratar de uns assuntos detetivescos!

[Angel] Que assunto? [Gui] Umas coisas que tô pensando.

[Angel] Tá. [Gui] A gente se fala.

[Angel] Vamos?

♪♪♪

Gi!

[Anthony] Vem cá.

Cê não devia estar aqui. Vai que alguém dedura pro meu pai.

[Anthony] Entra aí, depressa.

Eu já falei que cê tá me enrolando e eu quero distância de você, Anthony.

Entra, Gi. Não consigo ficar longe de você.

A gente precisa ter uma conversa séria.

Séria quanto?

Muito séria. Cê vai cair dura de surpresa.

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

♪♪♪

[Visky] Milagres sempre acontecem! Não é que a Larissa voltou?

[Visky] Tá melhorzinha de cara.

[Lourdeca] Se ela tá melhorzinha, eu sou a Miss Universo.

[Visky] Aham, só se for Miss Aquário, baleia gorda!

[Mayra] Gente, vocês se gostam, né?

[Visky] Zzzz! Peixa de fora não dá palpite!

[Larissa] Visky, cê sabe... Eu preciso de trabalho.

Cê sumiu. Não tem nada pra você.

[Divanilda] Ela tá há tantos anos na agência.

[Divanilda] Sempre fez tudo que pediram. Até aquelas coisas que nunca gostei que ela fizesse.

[Visky] Me engana que eu gosto, Divanilda.

Cê fica na porta esperando a filhota atender os clientes do book rosa!

[Divanilda] Pra proteger! Pra impedir que algo pior aconteça!

[Larissa] É pra pegar o meu dinheiro. Aqui todo mundo sabe que cê faz isso.

[Larissa] Visky, cara. Ei...

[Larissa] Eu sou modelo. Eu tenho experiência. Cê sabe que eu tenho...

[Visky] Larissa, eu te liguei muito e você não atendeu. [Larissa] Eu dormi!

[Mayra] É tanta droga que não consegue nem acordar? [Larissa] Ninguém pediu tua opinião, Mayra!

[Mayra] Tá na cara que entrou numa pesada. [Visky] Eu, de ressaca, fico melhor. Mesmo quando acordo.

Pior que você quando acorda, só viagem de trem fantasma!

[Larissa ri] Peraí, peraí... Cê já viu ele acordar?

[gagueja] Eu não, claro que não. É-é...

Mas eu posso imaginar a sessão terror!

Sessão terror é você, que tem cara de abóbora de Halloween!

[Visky] Quer dizer, imagino, gente.

[Divanilda] Visky, faz alguma coisa pela minha filha. Por favor, faz.

[Visky] Ah, como eu sou boa!

[Larissa] Vai, me arruma um trabalho, Visky.

[Visky] Tem um evento. Eu posso te colocar.

[Visky] Mas cê promete que vai ficar com a pele melhor do que tá? Promete?

[Visky] Promete que vai cuidar do cabelo, chegar na hora, botar a roupa do evento...

[Divanilda] Prometo, Visky. Vou ficar com ela o tempo todo.

[Lourdeca] Vai acreditar na conversa dessa drogada, Visky?

Depois ela arruma problema, cê tá na rua por incompetência e merecimento.

Vou dar uma olhada nessas contas e mostrar quem é a incompetente.

[Lourdeca ri] Pode olhar.

[Visky] Larissa, eu vou te dar mais uma chance.

[Visky] Mas tem que estar OK. Totalmente OK nesse evento.

[Larissa] Aham. Vou estar linda, Visky! Vou botar no chinelo todas essa aí que acham que são modelos.

[Mayra ri] [Stephanie] Tenta, querida.

[Angel] O que cê quer falar comigo?

[Darlene] Eu vou direto ao ponto.

[Darlene] A sua mãe me procurou pra conversar, desabafar.

[Darlene] Ela acha que o Alex... [Angel] O que tem o Alex?

[Darlene] Ela acha que o Alex olha pra você...

[Darlene] ...com interesse de homem por mulher....

[Darlene] ...com...sensualidade, acho que é a palavra certa.

[Darlene] Com desejo.

Nem sei o que te falar.

[Darlene] Eu quase revelei o seu passado, Arlete.

Sempre achei que sua mãe devia saber de tudo.

[Darlene] Até pra estar preparada pra enfrentar uma situação como essa, por exemplo.

Por favor, cê não precisa nem dizer que não tem nada com o Alex.

[Darlene] Eu sei que não.

[Darlene] Você não ia ser tão baixa de trair a sua mãe com o marido dela.

Mas... você tem experiência com os homens.

Não é impossível que, mesmo sem intenção, você esteja se mostrando pra ele.

De jeito nenhum.

[Darlene] Você nunca notou nada? Um olhar? Um interesse?

Não.

[Darlene] Mesmo assim, você se veste de um jeito muito sensual.

A sua mãe vai falar com você.

Ela vai pedir pra você usar roupas que exponham menos o seu corpo.

Mas todo mundo se veste como eu!

[Darlene] Garotas também usam calça comprida, saia menos curta,

Sua mãe vai falar com você, e você vai aceitar.

Ah, vou pensar.

[Darlene] Mas não pensa muito.

[Darlene] Senão vou ter que alertar sua mãe de uma forma mais clara.

Eu nunca falei nada pra ela sobre o seu passado.

Minha mãe não ia suportar, mesmo.

Tá certo.

Quando ela vier falar comigo, eu falo que sim.

Não fala que a gente conversou. Tô fazendo isso pelo seu bem.

E pelo bem da sua mãe.

[Leidiana] Dona Pia, a senhora tá sentindo alguma coisa?

[Pia] Não, eu tô bem. [Lídice] Deve ser só o início de uma virose.

[Lídice] A sua patroa só precisa descansar e comer uma comidinha bem leve.

[Pia] Isso, Leidi. Uma comidinha leve seria ótimo.

[Pia] Vou deitar. Cê traz pra mim?

[Leidiana] Tá, levo já. [Pia] Obrigada.

[Lídice] Faz o que o médico aconselhou.

[Lídice] Vê televisão, descansa.

[Lídice] Já-já cê tá pronta pra outra.

[Pia] Pronta pra outra, nem pensar.

[Lídice ri] Maneira de falar!

[Lídice] Mas descansa. [Pia] Vou tentar.

[Lídice] E acho que vou indo.

[Lídice] Qualquer coisa, você me telefona, tá? [Pia] Tá bom.

Lídice.

Deixa eu te perguntar uma coisa: cê acha que esse médico não guarda nenhuma ficha?

[Lídice] Fica tranquila. A gente paga pra isso.

É sigilo absoluto.

Tá bom. Obrigada, tá?

Agora é tocar em frente.

Fica bem.

[Pia] Obrigada pela ajuda.

[♪ notas calmas de teclado ♪]

♪♪♪

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

♪♪♪

[Carol] Não falei por mal, filha.

[Carol] Mas é que realmente acho que você usa roupas um pouco exageradas.

[Angel] Mãe, já entendi. Tá tudo bem.

[Carol] Tá tudo bem?

[Carol] Ei, tudo bem?

[Angel] Uhum. [Carol] É?

[Carol] Na outra vez você falou "tudo bem" e ficou toda bravinha comigo.

[ambas riem]

[Angel] Sou meio respondona, né, mãe?

[Carol] Não, nem tanto, minha linda.

[Angel] Ó, pode ficar tranquila.

[Angel] Vou começar a usar roupa mais comprida. Calça, vestido...

[Carol] Ai, linda...

[Carol] Olha, não é porque eu ache que o Alex tenha malícia,

[Carol] porque ele chega a ser até conservador, mas...

[Carol] Eu não quero que ele reclame de nada! Tá entendendo?

[Angel] Tô.

[Angel] Pode ficar tranquila. [Carol] Ai, que chato!

[Angel] Conta comigo, tá?

[♪ música calma com guitarra ♪]

♪♪♪

[Carol] Te amo.

♪♪♪

[Carol] Te amo. Te amo, te amo, te amo...

♪♪♪

[Eziel] Tá tudo bem aí?

[Gui] Tudo.

[Eziel] Cê nunca vem aqui, agora tá aparecendo cada vez mais.

[Eziel] Que foi? Tá olhando a paisagem? Acha legal ver um gordo de chapeiro?

[Eziel] Ou ficar pensando o que meu pai faz pra pagar aquele colégio.

[Eziel] Se soubesse que vocês zoam de mim, tinha até dó do dinheiro que gasta.

[Gui] Senta um segundo aí, Eziel. Vamos levar um papo.

[Eziel] Nunca tive papo com você. Que papo vou ter agora?

[Gui] Tá certo. Vamos no papo reto. Cê não tem grana.

[Gui] Teu pai faz o maior esforço pra pagar tua escola. Deve ter um monte de coisa que cê quer e não pode ter.

[Eziel] É. Tem muita coisa, mesmo.

[Eziel] Vocês tem tudo. Eu vivo no limite. Grana extra, só de gorjeta.

[Gui] Então.

[Gui] Quanto cê quer pra me contar o que sabe da Angel?

[Gui] Eu sei que cê sabe alguma coisa do passado dela.

Tô pagando. Quanto cê quer?

[Giovanna] Eu não devia ter vindo...

[Giovanna] ...pra cair na tua conversa de novo.

[Anthony] Não suporto pensar que você pode sumir da minha vida.

[Giovanna] Eu não tenho dignidade mesmo.

[Giovanna] Depois de você me enganar e continuar com aquela velha, eu venho aqui.

Só mais um tempo, Gi.

Hoje chegaram os convites pro coquetel do Maurice Argent.

É certeza. A Fanny vai e eu também.

Tá bom. Ela conseguir os convites...

...não quer dizer que ela vá fazer o desfile de lançamento da grife.

Ela tá empenhada. É capaz de fazer um strip tease no coquetel pra conseguir.

Ah, e quem quer ver strip tease de velha?

Pois é, ninguém.

[ambos riem]

Mas acho que ela chega lá. E a gente tem que pagar pra ver.

Por quê?

[Anthony] Porque participar do lançamento de uma grife internacional abre portas.

Se a gente for pra Milão ou qualquer lugar da Europa, a gente tem que mostrar. Eu e você.

Principalmente você, que é new face.

É. Cê tem razão.

Segura mais um pouco, Gi. Vai valer a pena.

Segura, vai.

[Giovanna] Só porque eu sou maluca por você.

[Anthony] E eu, por você.

[Anthony] Uma outra coisa: tenta conseguir sua emancipação de uma vez.

[Anthony] Agoras as coisas estão desenrolando. Você emancipada, a gente viaja tranquilo.

[Giovanna] Meu pai não vai querer me emancipar.

[Anthony] Eu conheço um jeito.

[Giovanna] Como?

Gi...

Eu menti pra você.

Ah, já perdi a conta de quantas vezes você mentiu.

O que foi agora?

É uma informação importante e valiosa.

Tô curiosa.

[Anthony] Cê me perguntou se a Angel tinha tido um caso com seu pai.

E eu menti. Falei que não.

E aí?

A Angel teve um caso com seu pai.

Foi antes de você entrar pra agência. Era ele que bancava ela.

Digo mais: ela se apaixonou por ele,

[Anthony] e seu pai também era apaixonado por ela.

[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]

♪♪♪

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