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Como assim não vai mais acontecer nada entre a gente?
[Alex] Achei que estava tudo bem...
Foi errado ter transado com você.
Eu traí minha mãe, cê traiu a tua mulher.
Foi a pior coisa que eu fiz na minha vida.
A pior? [Angel] A pior.
[Angel] A mais horrível.
Acho que eu nunca vou perdoar o que eu fiz.
Cê é meu padrasto agora. Cê casou com a minha mãe.
Cê se arrependeu?
Cê não tá escutando o que tô te falando? [Alex] Angel...
Eu não consegui dormir!
[Angel] Hoje de manhã não consegui conversar com a minha mãe direito.
Não consegui olhar na cara do Gui. A gente não podia ter traído a minha mãe.
Eu traí tua mãe.
Mas a verdade é que eu não consigo trair o que eu tô sentindo.
O quê?
Eu vim aqui antes de você casar.
Perguntei se você amava a minha mãe. Você disse que sim.
Você disse que por mim cê só tinha desejo.
Eu menti.
Mentiu? [Alex] Menti.
Eu queria ter você por perto, Angel.
Se eu dissesse que eu não gostava da sua mãe - e eu gosto -...
...o casamento nunca ia acontecer.
Claro que não. Claro que não, eu contaria.
Eu contaria que eu já fiquei com você, que a gente teve um caso...
...e mesmo que ela ficasse louca da vida, eu ia falar a verdade.
Mas cê disse que amava ela.
Ela estava apaixonada por você. Por isso não contei.
[Angel] Mas cê mentiu. [Alex] Eu amo você.
Eu devia ter me casado com você quando te conheci.
Mas eu demorei a...
Eu demorei a acreditar que o que eu sentia era amor.
E você achava que você me comprava.
[Angel] Mas e se um dia a gente ainda estiver junto...
...e cê gostar mais de mim? Cê vai querer casar?
Não.
[Alex] Nunca.
[Alex] Entende uma coisa...
Eu não vou casar nunca mais na minha vida, com ninguém.
Muito menos com você.
[Angel] Muito menos comigo?
[Alex] É. Você eu não preciso me casar. Você eu compro.
Cê não sabe o quanto doeu escutar aquilo de você.
Eu te amava.
Não ama mais?
Não posso te amar.
Você casou com a minha mãe.
Eu tinha medo do escândalo que ia ser casar com você...
...uma menina.
[♪ música dramática com violinos ♪]
Talvez...
...se a Lyris não tivesse inventado esse negócio de estupro...
...talvez você me perdoasse.
Eu estava magoada. Mas talvez eu te perdoasse, sim.
Mas a Lyris me contou do estupro. Eu te vi como um monstro.
Aí depois a minha mãe aceitou casar com você e eu tive medo.
Medo de você maltratar ela também.
Eu jamais faria isso.
A gente fez pior.
Eu traí a minha mãe.
Não quero te perder nunca na vida...
Cê já perdeu.
No dia em que você casou com a minha mãe, você me perdeu pra sempre.
[Angel] Alex, ela te ama.
Ela ficaria muito infeliz se eu tivesse que voltar a morar com a minha vó.
Nem eu ia deixar que ela fizesse isso.
Olha...
Eu adoro a minha mãe.
Tá avisado.
Você nunca mais vai me beijar...
...você nunca mais vai me tocar.
Entendeu?
♪♪♪
Cê não sente nada por mim.
[Angel] Não importa o que eu sinto. Não importa o que eu sinto...
Agora cê tá casado com a minha mãe.
Ela te ama muito. E é o amor dela que a gente vai respeitar.
♪♪♪
Nunca mais.
Nunca mais vai acontecer isso de novo. Entendeu?
[Angel] Nunca mais.
♪♪♪
[passos, porta abrindo e fechando]
[♪ Artificial Nocturne - Metric ♪] ♪ I'm just as fucked up as they say ♪
♪ I can't fake the daytime Found an entrance to escape into the dark♪
♪♪♪
Peraí...
Então você tá com ciúmes de mim.
É isso. Primeira vez que sinto ciúmes de alguém.
Eu...
Acho que eu te amo mais do que eu pensava.
Eu também te amo.
Mas pra mim...
...sexo pode ser separado de sentimento. Eu gosto de fazer book rosa.
Não quero mais que você faça, Gi.
Me sinto um lixo pegando o seu dinheiro.
[Giovanna] Tá, e como a gente vai pra Milão?
Já teve aquele desfile, vão pintar outros.
E a Fanny tá tentando descolar o de lançamento de uma grife internacional aqui.
É pouco.
É pouco pra gente ir pra Milão, morar lá.
Vou descobrir um jeito de ganhar mais dinheiro. Sem te usar.
♪♪♪
Então...
Quer dizer que você pode ter ciúmes e eu não.
Como assim?
[Giovanna] Você mora com a Fanny, pega o dinheiro da velha e isso pode?
Amor, a gente ainda precisa disso por causa dos desfiles que ela vai arrumar.
Se rolar mais desfile, ela quem vai precisar da gente.
Cê tem a grana que meu pai te deu. Vamos fazer uma loucura...
Vamos pra Milão. Vamos arriscar!
[Giovanna] Anthony, você larga da Fanny... e eu largo o book rosa.
Largo também o Daniel. Aquele era um namoro só de fachada.
Fica só nós dois.
[♪ música animada com bateria ritmada ♪]
♪♪♪
Tá certo.
Ainda hoje eu largo a Fanny.
♪♪♪
Então...
Se é promessa...
...a gente tem que comemorar.
♪♪♪
[Giovanna] Me destrói, vai.
♪♪♪
[Fanny] Quanto às fotos da Like, deixa que eu mesma falo com a mãe da Angel, tá?
[Fanny] Tô curiosa pra visitar aquele ninho de amor...
[Visky] Deve estar uma felicidade contagiante!
[Fanny] E o Anthony?
[Visky] Como ele mesmo diz...
Não me faça pergunta difícil. Ui! Abafa, abafa.
E você, não faz piada ridícula. Alguma notícia boa?
Se é sobre os convites do coquetel do Maurice Argent...
...eu ainda não consegui nada. Tá fechadérrimo!
Ô Libélula inútil... e ignorante, né?
Absoluta, liguei pra todos os nosso contatos!
O coquetel tá hiper-fechado!
Imagina. As agências estão todas disputando lançar uma grife internacional.
Meu faro me diz que essa agência não tá escolhida.
[Visky] E o meu diz que quem escolhe é a agência de publicidade.
[Fanny] Não, duvido... Maurice Argent...
Ele faz o tipo costureiro das antigas, entendeu?
Ele quer supervisionar tudo pessoalmente. Ele já tinha essa fama quando eu morava em Paris.
Ai, eu queria tanto conhecer Paris!
Quer dizer, conhecer o mundo inteiro. Não conheço nem o Rio de Janeiro!
Se contenta em conhecer a Barra Funda.
[Fanny] Ai, eu vou ter que me virar pra conseguir esses convites.
Que é, que cê tá com essa cara de mamão murcho?
Eu tô sofrendo de amor, Absoluta.
Ah... N-não começa com essa conversa de amor, amor...
Não tenho paciência. A pessoa apaixonada fica ridícula.
Você que o diga. É apaixonada pelo Anthony.
E você não tem nada a ver com isso.
[Visky] Absoluta, eu não aceitaria o meu bofe metido com outro na minha cara.
Você pegou os dois no flagra e continua com ele.
É desespero de causa. Pronto, falei.
Eu só não te demito porque eu realmente não dou mais a menor importância ao que você diz.
E ó... tô cansada de ouvir tua voz...
Voa, Libélula, tá?
[Fanny] Voa, sai!
[Visky] Final de expediente, Larissa! Agora que cê aparece.
[Larissa] Eu dormi, Visky. Pra descansar a pele, ué.
[Visky] Deve ter dormido com a cabeça no forno, porque tá pior que batata assada com casca.
[Roy] Visky, dá uma força. Nós estamos precisando de trabalho.
[Visky] A última que a Larissa me aprontou foi tratar mal um cliente do book rosa.
[Visky] Ele ligou reclamando. Cê tá fora da lista dele.
[Larissa] Mas é que... Visky, é cliente antigo, entendeu? Achei que a gente tinha certa... liberdade.
Quem paga é que tem toda a liberdade. Quem recebe, nenhuma.
Ele não quer mais saber de você.
[Larissa] Também não estava nem aí pra ele. Tinha bafo!
[Visky] Ah, vou providenciar um kit escova de dente toda vez que for encontrar alguém.
[Roy] Ei, não fala assim com a Larissa. Ela é uma dama.
[Visky] Epa, dama aqui sou eu. Faz favor!
[Larissa] Peraí, Roy. Peraí...
[Larissa] Visky, a Lourdeca falou que tem uma campanha aí rolando.
Cê não consegue pra mim, cara? Vai, pra mim.
Tinha que ter falado da foto, Lourdeca!
Ela perguntou se tinha alguma coisa rolando fora os desfiles. Falei.
Não sabia que agora job era segredo!
Larissa, foto pra você, sem chance.
Olha como você tá! Se toca que tá destruindo a tua carreira!
Cê não se toca que tá me tratando mal!?
[Roy] Ela pode processar por assédio moral, sabia?
Eu posso dar teu endereço pra polícia. Aposto que tem muito mais pra conversar com você do que comigo.
[Visky] Cê acha que eu não saco quem cê é!? E você, Larissa...
[Visky] Devia tomar cuidado com esse cara e com o caminho que ele tá te levando.
Depois não diga que não avisei.
Pelo menos tenho alguém que gosta de mim. Você não tem ninguém!
Eu tenho alguém que gosta de mim, Visky.
Cê sabe que tá caída, Larissa.
Pelo amor de Deus, se cuida! Cê devia me ouvir mais!
Cê não é mais meu amigo como era antes, Visky.
[Visky] Você que não se cuida mais como antes, Larissa.
[Larissa] Ah, vambora, Roy.
[Lourdeca] E aí, ainda rola aquela vodka na sua casa?
[Visky] Doida pra beber de graça, né, baleia?
[Visky] Rola.
[♪ notas de piano ♪] [Larissa puxa fumaça]
Eu preciso de alguma coisa. Tô mal.
[Larissa] Cê viu que o Visky não me quer nem pra trabalhar?
Só tenho um fuminho aí.
[Roy] O resto foi todo ontem.
Acabou tudo?
[Larissa] A gente dá um jeito, ué. Vamos comprar.
[Larissa] Vamos. [Roy] Não dá, Larissa.
Você cachimbar toda noite vicia rápido.
Aliás, pelo jeito cê já tá no vício.
[Larissa ri triste]
Eu não uso toda noite.
Eu sei me controlar! Eu sei me controlar.
[Larissa] Eu preciso me refazer.
Eu fico bem. Sinto uma paz quando uso.
Não tem grana.
Ei, a gente dá um jeito de arrumar.
Cê já morou lá. Tem crédito.
A gente compra e depois paga.
Nesse mundo ninguém tem crédito, não.
Ok, a gente vende alguma coisa.
[Larissa] O quê? [Roy] Sei lá.
Já vendi um monte de coisa quando estava na pior.
Teu celular.
Não... Meu celular não. Preciso dele pra trabalhar.
A gente pode vender essa bolsa. Deve dar algum dinheiro.
Ela não deve valer muito, não.
[Larissa] Vale. Aqui, ó...
É de grife. Ó...
Cê vai levar tuas coisas onde? [Larissa] Não preciso mais dela pra trabalhar.
♪♪♪
Vamos vender?
[Eunice] Dona Carolina, eu trouxe um lanche.
[Eunice] A senhora não comeu nada ainda.
[Carol] Eu tô sem fome, eu tô...
[Carol] Tô com a cabeça cheia.
[Eunice] A senhora achou ruim de eu falar que fizeram bagunça na cozinha? Foi isso?
[Eunice] Olha, eu não quis insinuar nada.
[Carol] É...
[Carol] Mas o que você poderia querer insinuar?
[Eunice] Pois é. Nada.
[telefone toca]
[Carol] Deixa que eu atendo.
Fanny?
Pode subir, sim. Obrigada.
[Eunice] A senhora gosta dessa Fanny. [Carol] Eu adoro.
[Carol] E não gosto de ser chamada de senhora! [ri]
[Carol] Mas adoro uma visita. Fico o tempo todo aqui sozinha.
[Carol] Bom, serve um pedaço do seu bolo pra ela, que ela vai gostar.
[Fanny] Eu vim dar só uma passadinha rápida, ein!
[Carol] Pra mim é um prazer!
[Carol] Pelo menos você come um pedaço da fatia do bolo da Eunice.
[Eunice] Se precisar de mais alguma coisa, Dona Carolina, é só chamar. Com licença.
[Fanny] Obrigada! Hmmm....
[Fanny] Nossa, delicioso! Eunice tem mãos de fada!
[Carol] Muito bom, né? Eu tenho uma receita que Arletinha adora,
[Carol] mas nessa casa não me deixam fazer... Nada!
[Fanny ri] Também, ela não quer perder o emprego, né?
[Fanny] E você não casou pra virar doméstica do marido, né?
[Carol] Ah, minha querida, mas eu preferia do que ficar de enfeite.
[Fanny] Tenho certeza que o Alex prefere chegar em casa e te encontrar bonita, perfumada...
[Fanny] ...e não fedendo a gordura, né, Carolina?
[Carol] Ai, para, para. Eu sei que você veio aqui por algum motivo especial.
Desculpa, Carolina.
Eu sei que você deu permissão pra Angel fazer só desfile.
Eu não queria que atrapalhasse ela com os estudos.
Eu sei, mas olha...
Deixa ela fazer um catálogo. É um catálogo da Like, que é uma marca da holding do Alex!
[Fanny] Ela já fez desfiles pra essa marca. Ela é perfeita pra esse catálogo.
Deixa. Eu que tô pedindo.
Tá bom. [ambas riem]
[Carol] É um pedido seu, e também é a empresa do Alex.
Agora, em troca, a senhora vai ter que me responder uma pergunta.
Faz.
[Carol] Eu fui no salão do cabelereiro...
...e encontrei...
...uma ex-namorada do Alex. Ex-mulher, não sei, ex-noiva...
[Carol] Samia. [Fanny] Samia, Samia.
Eu sei quem é, e inclusive, ótimo você falar. Preciso pedir um favor pra ela.
[Carol] Pois é, mas quando conheci ele, ele não disse que tinha namorada.
Mas ele tinha. Então...
Carolina, isso é coisa de homem! Imagina!
É que ele estava tão interessado em você que não quis dizer que tinha um compromisso. Só isso.
[Carol] Por que ele ia trocar aquela mulher linda, maravilhosa,
uma mulher deslumbrante!... Aquela mulher linda por mim?
[Fanny ri] Para com isso, Carolina. Você é bonita, cheia de qualidades.
Será que ele não tem outro motivo pra ter casado comigo?
Outro motivo?
Outro motivo.
Que outro motivo? Nem rica você é!
[Fanny] Imagina, Carolina! Que outro motivo ele ia ter pra casar com você?
[Fanny] Para com isso. Olha...
Cê tem que ter... mais confiança em você mesma.
É? [Fanny] É.
[Fanny] O amor não tem explicação.
O Alex te ama.
Você tem certeza?
Certeza. Ele te ama.
[chiado de fritura]
[Nina] Então fica assim. A gente faz o trabalho do Guarani na mesma linha.
[Nina] Com as pesquisas sobre as receitas da época e o que a Ceci comia.
[Eziel] Os brancos comiam bem diferente dos índios.
[Nina] É... E eles estavam num forte.
[Nina] Mas mesmo assim, acho legal a gente pensar em algumas comidas.
[Nina] Pelo menos algum doce pra servir como da outra vez.
[Eziel] Valeu.
[Eziel] Nina...
[Eziel] Obrigado por fazer o trabalho comigo.
[Nina] Eu gosto de trabalhar com você, Eziel.
[Eziel] Você é a melhor amiga minha na escola.
[Eziel] A única pessoa de quem eu gosto. Na real.
[Nina] A galera não te conhece, Eziel. Cê é legal.
[ambos riem]
[Gui] Nina, vem cá. [Nina] Gui?
[Nina] O que cê tá fazendo aqui?
[Gui] Outro dia o Eziel falou uma coisa da Angel.
[Gui] Vocês estão sempre juntos. Sei lá se ele é teu peguete.
[Nina] Cê só pensa em pegação, né? A gente é amigo.
[Gui] Tudo bem. Não falei na crítica. Então vocês são amigos.
[Gui] Achei que cê podia saber o que ele sabe.
[Nina] Tá se mordendo, né?
[Gui] Tô.
[Gui] Total na da Angel. Amarradão mesmo.
[Gui] Na hora que o Eziel falou, parti pra cima. Tenho obrigação de defender minha namorada.
[Gui] Daí depois... Isso ficou na minha cabeça.
[Gui] Sabe de alguma coisa?
[Nina] Até sei.
Conta.
Vai ter que saber dele. Do Eziel.
Já tentei. Ele não quer falar. Nem deu papo.
Também, nunca fui amigo dele.
Se vira. Eu não conto.
Então quer dizer que tem alguma coisa pra saber, na real.
O que cê sabe da Angel?
Pergunta pro Eziel. É ele que pode dizer
[Nina] Mas ele tá magoado.
[Nina] Galera arrasa com ele no colégio. Sacaneia geral.
[Nina] Até eu tratava mal. Mas agora vi que o cara é legal.
[Gui] Também não exagera. O que cê viu nesse gordo?
[Nina] O que vocês fazem com o Eziel é bullying. Meu pai me explicou.
[Nina] Só porque é mais pobre que a gente e gordo.
[Nina] Agora, se quiser saber alguma coisa, faz uma ponte com ele.
[Gui] Qual é. Vou ter que ajoelhar e pedir perdão pro Eziel.
[Nina ri] É. Já disse. Te vira.
[Nina] Se quiser saber algum segredo da tua namorada...
[Nina] ...é pra ele que cê tem que perguntar.
[Nina] Vou pegar aquele táxi.
♪ Toda vez que eu olho... ♪
[Nina] Tá livre? [♪ Eu Amo Você - Céu ♪]
♪ Toda vez que eu chamo ♪
♪ Toda vez que eu penso Em lhe dar ♪
♪ O meu amor... ♪
♪♪♪
[Gui] Angel? [Angel] Oi.
[Angel] Estava com saudade.
♪♪♪
[Angel] Que cara é essa?
[Gui] É que cê nunca aparece de surpresa.
[Angel] Fiz mal? Combinou alguma coisa com teus amigos?
[Gui] Mesmo que fosse, cê tá em primeiro lugar na minha lista.
[Gui] Só fiquei surpreso. Esperou muito tempo aqui?
[Angel] Não. Acabei de chegar.
♪♪♪
[Gui] Bora subir? [Angel] Bora.
[Gui] Tô numa alegria de te encontrar aqui.
♪♪♪
♪ Eu amo você ♪
♪ Eu amo você, menino ♪
♪ Eu amo você ♪
♪♪♪
♪♪♪
♪ Juro que amo... ♪
♪ Eu te amo ♪
♪♪♪
♪ Toda vez que eu olho ♪
♪ Toda vez que eu chamo ♪
♪ Toda vez que eu penso Em lhe dar ♪
♪ O meu amor ♪
♪ Meu coração (pensa que não vai ser possível) ♪
♪ De lhe encontrar (pensa que não vai ser possível) ♪
♪ De lhe amar (pensa que não vai ser possível) ♪
♪ Te conquistar ♪
♪ Eu amo você, menino ♪
♪ Amo você... ♪
[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]
♪♪♪
[Fanny] Ah! Samia!
[Fanny] Que bom que cê veio.
[Samia] Só uma passadinha. Tenho encontro pro jantar.
[Fanny] Ahh... Separou do Alex e já arranjou um namorado.
[Samia] É, não suporto ficar sozinha. É bom ter companhia.
[Fanny] Mas cê não tá apaixonada? [Samia] Não. Ainda.
[Samia] Hoje eu conheci a mulher que o Alex se casou.
[Samia] Até que ela é bonita, mas é tão simplória. Não dá pra entender.
[Fanny] Quem entende o coração de um homem?
[Samia] O Alex não tem coração. Aquilo lá tem uma pedra no lugar.
[Fanny] Se você diz... Ah, ele aqui.
[Fanny] Ah, pois não. Tudo bem?
[Fanny] Cê sabe que acho que o Alex fugiu de você por causa das suas qualidades?
[Samia] Minhas qualidades?
[Fanny] Samia, você é uma mulher inteligente, uma mulher independente.
Cê não ia ficar ali concordando com tudo, dizendo sim pra tudo. Ia? Não!
E esses homens dizem que são modernos.
Mas no fundo eles querem aquela mulherzinha ali, de joelhos, fazendo tudo que eles querem.
Olha, mulher inteligente, independente, igual a nós...
...a gente sofre por falta de amor.
Mas essas donas de casa também sofrem,
porque elas têm que atender a tudo quanto é vontade do marido.
Sabe que isso me tira um peso? [Fanny] Que peso?
Vou ser franca. Eu encontrei a mãe e a filha,
aquela menina, a Arlete-An... [ambas] Angel.
Conheço muito bem.
Eu vi elas juntas no cabelereiro e me passou uma ideia. Uma ideia horrível.
Que ideia horrível?
Se a história era com a mãe ou com a filha.
[♪ notas calmas no piano ♪]
[Fanny ri]
Meu Deus!...
A Carolina, a nova mulher do Alex..
... ela é muito moralista! Ela jamais colocaria a filha no pacote.
Tá, mas e a filha?
Ah, louca pela mãe! Daí não sai nada.
Ainda bem. Estava até com um certo problema de consciência. Pensei em dar um toque pra mulher.
[Samia] Pra tomar cuidado com o marido e com a filha.
Ainda bem que cê não deu toque nenhum, né?
[Samia] Bom, mas você disse que precisava falar comigo, que era urgente.
[Fanny] Samia, no passado, eu te ajudei, te fiz alguns favores...
[Fanny] Não quero cobrar nada, por favor.
[Samia] Nunca me esqueci que você me ajudou, Fanny.
[Samia] Sou muito grata, pode ter certeza.
[Fanny] Que bom, porque agora vou precisar que você me ajude.
[Samia] O que cê quer? Se eu puder, é só dizer.
O Maurice Argent vai lançar a grife dele aqui no Brasil.
Quando ele chegar vai ter um grande coquetel.
Quero ir. Quero ser apresentada a ele.
E eu sei que vocês dois se conhecem bem.
[Samia] Sim, a gente se conhece superbem. Fiz o desfile dele. É fácil conseguir os convites.
Que bom!
Eu quero os convites, quero ser apresentada a ele, quero falar pra ele da minha agência.
Quero produzir os desfiles dele aqui no Brasil. O desfile que vai lançar a grife dele aqui.
Os convites eu consigo.
Agora, se tá com esperança de produzir o desfile dele...
Desiste, Fanny. A tua agência é pequena pra uma grife tão importante.
Consegue o convite. Me apresenta a ele.
O resto eu faço.
Eu vou fazer o impossível pra conseguir lançar a grife dele aqui no Brasil.
Com isso, a minha agência...
...vai pra outro patamar.
[♪ notas dissonantes de guitarra e piano ♪]
♪♪♪
[toque na porta] [Oswaldo] Darlene?
[Darlene] Seu Oswaldo! Olha!
[Darlene] Vai voltar a dar aulas, professor? [Oswaldo] Quem me dera!
[Oswaldo] Como ex-professor daqui, não barram a minha entrada.
[Oswaldo] Você... tem um tempinho pra um papinho?
[Darlene] Claro, claro. Senta! Quer um café?
[Oswaldo] Eu aceito um cafezinho!
[Darlene] Quer com muito ou pouco açúcar? [Oswaldo] Um pouquinho.
[Darlene] Então, tem alguma coisa que eu possa ajudar?
[ruído da cafeteira] [Darlene] Algum problema?
[Oswaldo] É o que eu espero, que você me ajude.
[Darlene] Diga.
[Oswaldo] Obrigado.
Bom, Darlene, é....
A Hilda foi até a minha casa. Ela apareceu lá de surpresa.
Bom, eu conheci uma senhora faz pouco tempo...
...e essa mulher estava lá em frente ao meu prédio...
...tentando mostrar as pernas pra mim.
Que cena!
[Oswaldo] É uma doidinha, uma pobre senhora, coitada.
Ela já foi muito rica, perdeu tudo e agora danou a beber.
Mas eu não tenho nada com ela! Nunca tive!
[Darlene] Entendo. [Oswaldo] Pois é. Isso aconteceu...
...um pouco tempo depois de eu ter ido até a casa da Hilda e ter dito a verdade a ela.
A verdade?
É, o quanto eu a amo, e eu sempre amei, e...
[Oswaldo] E anos após anos eu fiquei esperando que ela lançasse um olhar na minha direção.
Ah, e a Dona Hilda?
Ah... Ela me dispensou.
Mas quando eu voltei pra casa... a Hilda veio atrás de mim.
E ela disse o motivo?
Não, mas eu tenho certeza que ela queria me dizer alguma coisa.
[Oswaldo] Mas aí ela chegou lá, viu aquela situação, a senhora...
...e ela acabou me dando um tremendo passa-fora. Acho que ela ficou com ciúmes.
Ah, quem sabe.
[Oswaldo] Darlene, por favor, me ajuda.
Como eu faço pra Hilda me perdoar?
Me desculpar? Pra ela aceitar o meu amor?
Olha, Oswaldo... eu gosto muito de você...
...mas eu acho que com a Dona Hilda não tem chance.
Por quê?
Será que ela não consegue esquecer esse diabo de marido que morreu há décadas?
Eu prefiro nem comentar.
[Oswaldo] Por favor, Darlene. Cê tem que me dizer alguma coisa. Me ajudar.
Desculpa, mas eu...
...eu não posso falar de um segredo que não é meu.
Então...
...a Hilda tem um segredo?
Desculpa, eu...
...eu não posso falar.
Olha, já tô atrasada. Tenho que dar uma aula pro pré-vestibular...
[Darlene] Me desculpa seu Oswaldo.
[Oswaldo] Por favor, Darlene... [Darlene] Desculpa...
♪♪♪
[Lourdeca] Peraí. Eu não tô entendendo.
[Lourdeca] O Leo passou a noite aqui?
[Lourdeca] Cadê a faca de pão? Vou me rasgar inteira.
[Visky] Cê não tem que se rasgar, Lourdeca.
[Visky] Eu é que devia me encaixotar de vez e me despachar pro fim do mundo!
[Lourdeca] Ué? Por que? Ele não passou a noite aqui?
[Lourdeca] Eu que devia estar te pagando drinks em um lugar caro. Não era essa a aposta?
[Lourdeca] Mas vou querer provas.
Eu tô pedindo pra você pagar alguma coisa?
Não tô entendendo.
Rolar, rolar, não rolou nada.
Ah, aconteceu uns carinhos, sim. Mas... nada demais.
Mesmo assim, cê tá no lucro. Não ganhou a aposta por pouco.
[Visky] Faltaram alguns centímetros.
[Lourdeca] E eu sou uma porcaria de mulher.
[Lourdeca] Ele nem quis saber de mim e estava pelado na minha frente!
[Lourdeca] Pode falar. Sou horrorosa, feia, baleia!
Para, Lourdeca. Não tem nada a ver com isso. Já te disse.
E olha que tem técnicas.
Eu pensava que um dia, com o tempo e com as técnicas...
...uma noite seria explosão.
Mas tem técnicas que eu não conheço. Como vou aprender?
Lourdeca, sexo é igual aprender a dirigir:
Você vai na autoescola, mas só pega o jeito mesmo com a prática.
Lourdeca, olha pra mim.
[Lourdeca] Ahn. [Visky] Cê tá me vendo comemorar?
Não. Cê tá com essa cara péssima faz uma data.
Mas eu não tô entendendo. Se ele deu o primeiro passo... e aí?
Ah, eu me senti uma rainha quando ele disse que vinha pra cá...
Eu me senti tão magravilinda!
Não tô entendendo.
[Visky] No dia seguinte a burra acordou toda feliz.
Corri pra preparar o café da manhã, mas ele disse que não queria tomar café nem em pé!
Disse que não sentia nada por mim... que foi mecânico.
[Visky] Que nunca mais ia acontecer nada entre a gente.
Nunca?
Ele só queria... comemorar, porque estava feliz.
Desfilou, né.
Ele veio pra cá por pena de mim, Lourdeca.
Comigo ele nem tentou.
Ficou assustado quando eu fui atacando, tirando a roupa dele. Fugiu!
[ri] Quase se jogou pela janela pelado! E olha que ele é experiente!
Ai, Lourdeca, cê deve ter atacado ele igual uma loba!
[ambos riem] [Lourdeca] Baleia assassina!
[Ambos] Aah.....
[Lourdeca ri] [Visky] Me sinto tão sozinho...
Todo mundo ri das minhas piadas, mas ninguém gosta de mim. Lourdeca, eu sou uma piada ambulante.
E eu? Sou só uma baleia que faz os pagamentos.
Lourdeca...
Eu queria tanto que uma pessoinha...
...uma pessoinha só. Bastava...
...mas eu queria tanto que uma pessoinha desse importância pra mim.
[Lourdeca] Mas eu dou importância pra você, Visky.
[Visky] Dá?
Dou. Só tenho você pra brigar!
[Visky] Mentira. Cê rosna pra todo mundo.
[Lourdeca] É verdade.
[Lourdeca] Mas só pra você eu falei dos meus sentimentos.
[Visky] Eu também, Lourdeca.
[Visky] Só pra você que eu falei dos meus.
[♪ notas soltas de guitarra ♪]
♪♪♪
[♪ tambor e baixo ♪]
♪♪♪
[Lourdeca geme]
[copo de vidro batendo]
[homem] Vamo bater rolo nesse boné aí.
[pessoas falando ao mesmo tempo]
[homem] Seiszão aqui, porra. Preciso de pedra, mano.
[pessoas] Dois, dois, dá pra comprar uma pedra.
[♪ música dramática com violinos ♪]
[mulher] Sai, noia.
[mulher] Ela não é noia. É puta. Tu é puta!
[pessoas brigando]
♪♪♪
[homem] Dá uma tragada dessa porra aí, também...
♪♪♪
[homem] Olha aí, cachaça, mano!
[pessoas falando juntas]
♪♪♪
[homem] Negócio é bom demais, né?
♪♪♪
[pessoas negociando, falando juntas]
♪♪♪
[Roy] Olha bem, aí. Vai.
[Larissa] Olha aqui. É de grife, entendeu? Essa vale grana.
[homem] Vale nada!
♪♪♪
[Larissa] Cê quer comprar uma bolsa?
[homem] Porra nenhuma. [Larissa] Não, cara. É de couro...
[homem] Sem dinheiro... [Roy] Deixa, deixa...
♪♪♪
[Roy] Calma, a gente vai conseguir. Calma...
[Larissa] Pega pra você, cara. É baratinho... [Roy] Deixa Larissa, vamos...
[Roy] Larissa, não...
♪♪♪
[Roy] É o que a gente tem.
[homem] A bolsa não.
[homem] Mas cê tem uma coisa que me interessa.
Me interessa muito, e vale muito mais que a bolsa!
[homem ri]
[Larissa] Não vou sair com esse cara.
[Roy] Tá me estranhando? Na minha mulher cê não toca.
Então vocês não vão levar nada, playboy.
Porque aqui, só pagando. E quem dá o preço sou eu!
[homem] Tá ligado nas ideia!? Vaza! [Roy] Nem preciso.
[Roy] Vou achar alguém que quer a bolsa.
[Larissa] M-mas eu posso dar pra ele, entendeu? Eu posso...
[Larissa] Tô falando que posso dar pra ele. [Roy] Shhh. Tá.
[barulho de lixo remexido]
[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]
♪♪♪
[Alex] Oi.
[Carol] Você mentiu pra mim.
[Alex] Como é? Do que cê tá falando?
[Carol] Vamos conversar lá no quarto.
♪ You are my angel ♪
♪♪♪
[Carol] Você disse pra mim que não tinha ninguém quando a gente se conheceu.
[Carol] Eu te perguntei porque a sua filha Giovanna tinha me dito que você tinha uma noiva.
[Alex] Eu não tinha. [Carol] Ué!?
[Alex] Não tinha.
[Alex] Já falei. A Giovanna te falou isso pra você liberar a Angel pra passar o final de semana em Angra.
E já expliquei também que a Giovanna só fala besteira.
Só que eu conheci a Samia, hoje, no salão.
[Alex] Ué, é isso? Pelo amor de Deus.
[Carol ri] Mas o que mais podia ser!?
Sei lá o que podia ser. Nada, sei lá...
Vou saber o que passa na sua cabeça, em cabeça de mulher?
[Alex] Mas tudo bem.
Ce conheceu a Samia. E daí? Namorei com ela, sim. Ela foi com a gente pra Angra.
Que lindo. E porque cê não me falou a verdade?
Porque eu me interessei por você.
[Alex] Então como eu ia chegar em você e dizer "Oi, sou Alex Ticiano e tenho uma noiva"?
Então eu menti, sim.
Mas assim que a gente começou, eu terminei com ela.
[Carol] Tá, sei.
[Carol] Truquezinho de homem, né? [Alex] Uhum.
[Alex] É, truquezinho de homem. Às vezes a gente fala isso pra uma pessoa,
[Alex] diz que tá solteiro pra poder chegar. [Carol] Uhum. Sei como é.
[Carol] Aquela mulher alta, linda, modelo!
[Alex] Mas eu não gostava dela nem nunca gostei.
[Alex] Mas quantas vezes vou ter que falar pra você que me apaixonei?
[Carol] Uhm. Apaixonou...
[Carol] Apaixonou nada.
[Carol] Cê nem nota quando eu me arrumo pra você.
[Carol] Hoje eu fui no salão, ó. Não disse nada.
Claro que eu não falei.
Cheguei em casa, você mal deu um beijo e já me intimou pra vir pro quarto conversar.
Aliás, ficou bonito mesmo o seu cabelo.
[Carol ri]
[Alex] Agora manda colocar o jantar. Tô cheio de fome.
[Carol] Tá bom.
[Carol] Mas olha, depois...
[Carol] Depois... eu tô com saudade do seu cheiro...
[Carol] ...tô com saudade do seu beijo. Tem muito tempo que a gente não namora.
[Alex] Eu sei, tenho trabalhado demais. Eu tenho uma holding pra acomodar com várias empresas.
[Alex] Aliás, hoje vou trabalhar até mais tarde... [Carol] Hoje!? Hoje você vai trabalhar?
[Carol] Amor, a gente tá precisando de um tempo pra gente.
[Alex] Eu sei. É só uma fase.
[Alex] Vai passar.
[Alex] Manda colocar o jantar, por favor.
[♪ acordes suaves de guitarra ♪]
♪♪♪
[Angel] Tá tarde, tenho que ir. Cê me leva?
[Gui] Ah, dorme aqui.
[Angel] Aqui?
[♪ Há de ventar - Bruno Morais ♪]
[Gui] Por que não?
[Angel] É. Por que não?
♪ Abra os olhos, movimento involuntário Só os faça abrir e encarar de uma vez ♪
♪ Há de ventar ♪
♪♪♪
♪ Abra os olhos, reconheça, há de ventar ♪
♪ Abra os olhos, reconheça, vento bom ♪
♪ há de ventar ♪
♪♪♪
[Fanny] Ah, meu amor! Desculpa! Demorei, né?
[Fanny] Mas eu encontrei a Samia, ia tomar um drink com ela...
...mas ela me convidou pra jantar com o namorado novo dela.
Maior sorte dela, ein? Empresário riquíssimo!
[Anthony] Fanny...
Tenho uma coisa pra te dizer.
[Fanny] Fala. Ah! Antes...
Ah, eu tenho uma coisa maravilhosa pra te falar.
A Samia vai conseguir dois convites pro coquetel do Maurice Argent!
E vai me apresentar pra ele, ein!
Que bom. [Fanny] Ah, eu vou conseguir!
Eu vou conseguir lançar essa grife aqui no Brasil.
Meu Deus, vai entrar grana!
[Fanny] Prestígio, entendeu? Lançar uma grife internacional aqui.
É, muito dinheiro.
Se eu desfilar é uma retomada fenomenal pra minha carreira.
Exatamente!
E aí, meu amor?
[Fanny] O que cê tinha pra me dizer?
[Anthony] Ah, nada tão importante.
[Anthony] Cê conseguiu convite pro coquetel mais fechado da cidade.
[Anthony] Cê é uma leoa! Vou abrir um champanhe que cê merec-...
[Fanny] Não, não, não...
[Fanny] Faz o que você... sabe fazer melhor na vida...
[Fanny] Me destroi.
[Fanny] Não exita, não! [ri]
[Fanny] Eu sei que você estava com aquela safada agora de tarde.
[Fanny] Prova que cê merece ir nesse coquetel comigo. Hm?
[Fanny] Tá?
[Fanny] E que você pode desfilar se eu conseguir.
[Anthony] Eu provo. Provo agora.
[♪ música calma ♪]
♪♪♪
[Angel] Ô Gui, acorda.
[Angel] Acorda. Eu ainda tenho que passar em casa, tomar um banho, pegar minha mochila. Vamos!
[Gui ronca] [Angel ri]
[Gui robótico] Só acordo com bei-jo! [Angel ri]
[Angel] Bobo!
[Angel] Vamos! Vamos!
♪♪♪
[Alex] Angel não acordou ainda? [Carol] Não.
[Carol] Minha filh- Oh! [Angel] Oi!
[Angel] Eu só vim tomar um banho rapidinho. O Gui pode tomar café com vocês?
[Carol] Claro, senta, Gui.
[Alex] Cê não dormiu em casa?
Não.
Dormiu onde?
[Gui] Ô, tio. Óbvio dos óbvios. Dormiu comigo. [Alex] Com a permissão de quem ela dormiu fora de casa?
Espera aí que eu não tô entendendo. O que tá acontecendo?
Ela me ligou avisando.
Sim, mas eu não admito que ela durma fora de casa.
[Carol] E por quê? Tá tão bravo assim por quê?
[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]
♪♪♪
♪ You are my angel ♪
♪♪♪
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