Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
O Armando vai deixar-nos hoje. Vai para um s�tio melhor.
QUINTA SEMANA
O que estou a dizer?
H� algum s�tio melhor do que a Villa San Francesco?
- N�o! - N�o!
Ent�o, dizemos: "Onde ele pode ter uma vida melhor."
O Armando merece,
porque � boa pessoa e tornou-se querido de todos n�s.
Vamos ter saudades tuas.
Um aplauso para o Armando.
Boa sorte, Armando.
- For�a. - Muito obrigado, doutor.
- Um presente para ti. - N�o poup�mos a despesas.
� tudo o que tenho, Armando.
- Obrigado. Que simp�tico. - Virgem Maria.
Obrigado!
Obrigado.
N�o sabia que ias. N�o tenho nada.
V� l�, o que interessa?
O que est�s a fazer?
N�o. � demasiado.
� um prazer. Vai a um bom restaurante.
O nosso querido e desamparado Armandino est� a deixar-nos.
Tamb�m tenho um cadeau para ele.
Madalenas. Comprei-as com a ajuda do pessoal.
V�o ajudar-te a lembrar do temps perdu.
O tempo que perdeste aqui.
O que posso dizer, Matilde?
- Muito obrigado. - Sem beijos, estragas-me a maquilhagem.
- Vai, Armandino. Vai. - Sim, obrigado.
- Adeus. - Obrigado.
Adeus, Armando.
A VIDA � UMA MERDA
Nunca sabia o que fazer �s m�os.
N�o sabia estar em palco nem controlar a minha voz.
Nem imaginas como � ter consci�ncia
de que se representa mal.
� boa.
Sou uma gaivota.
N�o foi isso que quis dizer.
Lembras-te de matares uma gaivota?
Um homem passou e deu "cato" dela s� para passar o tempo.
V� l�. Continua. N�o pares.
Deu cabo dela.
� uma ideia para um conto.
O que estava eu a dizer? Falava do palco.
Eu mudei. Sou uma atriz a s�rio.
Contraceno com alegria, com entusiasmo,
estou inebriada e sinto que sou maravilhosa.
Desde que aqui estou,
tenho andado e andado.
Andado e pensado.
Sinto a for�a do meu esp�rito a crescer em mim todos os dias.
Entendo que Kostja, que...
Para n�s, quer escrevamos ou atuemos,
n�o � a gl�ria que importa,
nem � o esplendor com que sonhava.
- � a capacidade para... - Para. �s incr�vel.
Vejo que est�s bem preparada.
Obrigada.
Obrigada. Tentei respeitar o texto original,
mas de uma forma que tamb�m falasse de mim.
Certo. De que maneira fala de ti?
Ela � uma atriz que tenta afirmar o seu talento.
Conheces Chekhov? Gostas dele? Gostas dos contos dele?
Estudei Chekhov no liceu. Mas...
Talvez tenhas visto uma pe�a dele. Ou talvez um filme.
Uma Pe�a Inacabada, uma obra-prima, ou A Gaivota de Bellocchio?
N�o. Ningu�m me tinha pedido.
N�o te preocupes. Desculpa tantas perguntas.
A tua m�e, que est� l� fora, disse-me que estudaste muito.
Obrigou-me a despachar-me.
Ela quase me repreendeu por n�o ter vindo logo.
Obrigou-me a entrar enquanto fumava. Seja como for...
Ent�o. Obrigado. Voltaremos a encontrar-nos, certo?
Ou seja...
No futuro, talvez... N�o para este filme.
Certo? No futuro, talvez.
Obrigada.
Obrigado.
Diz ol� � tua m�e. Que personagem.
Ela tamb�m � atriz?
N�o? Est� bem. Agora vou fumar um cigarro, est� bem?
O que acham? N�o sei quem � o pr�ximo.
Querida? Como correu?
N�o fales comigo.
- O que foi? - Deixa-me em paz.
Desculpe? O que aconteceu?
N�o aconteceu nada, minha senhora.
A audi��o n�o foi m�. Ela � muito nova e ainda n�o est� pronta.
Isso diz o senhor.
- Sim, foi o que eu disse. - Est� enganado.
Est� completamente enganado e vai ver.
Querida!
Ela � maluca.
M�es!
Doutora?
- Ol�, Daniele. - Podemos falar?
Com certeza.
V�m buscar o Alessandro em breve.
� triste v�-lo partir?
Sim, mais ou menos. Vou perder outro irm�o.
Mas o Madonnina voltou.
O verdadeiro desafio
� descobrir a humanidade em todos os pacientes.
Parece que a encontraste tamb�m nestes pacientes.
Sem d�vida. E eles sabem disso.
Mas � dif�cil, doutora.
� dif�cil.
E, ultimamente, eu...
... com a Maria, o novo emprego...
Comecei a tomar sedativos. H� um m�s.
Sabe como funciona. N�o como medicamento, mas como droga.
Acabei por ficar viciado.
Sabes que te puseste a ti e a outros em perigo?
Eu sei.
Eu sei. Na verdade, estou a pedir-lhe que me ajude a deixar.
N�o me ajudam a livrar-me da dor. Na verdade...
Amplificam-na.
Est� bem.
Quero ver-te todas as semanas, todas as sextas de manh�.
Ainda bem que me contaste.
Obrigado.
Com licen�a.
� o Pino.
Sim, Pino.
Entendido. Obrigada. J� vou.
A ambul�ncia do Alessandro chegou. Vamos.
Ent�o?
Parem!
- O que � isto? - Giorgio.
- V�o lev�-lo? - Ouve.
� a �nica op��o. Tu sabias isso.
Ele vai para um s�tio onde ser� tratado.
N�o me iam dizer. Tira as m�os de cima de mim.
Ol�, Alessandro.
V�s?
Ele virou a cabe�a!
Doutora, tamb�m viu desta vez.
Sim, Giorgio, tens raz�o. Mas n�o temos escolha.
Doutor! N�o o levem!
Se o Alessandro ficar aqui,
eu e o Daniel vamos acord�-lo. - Acalma-te, Giorgio.
A doutora disse que n�o t�nhamos escolha.
Estou calmo. Estou muito calmo!
- Pino. - N�o, deem-me um momento.
Giorgio. Anda c�.
Giorgio, anda c�.
Preciso de falar contigo, est� bem? Vem comigo.
Ent�o? Olha para mim.
Vamos fazer algo de que vais gostar.
Entra na ambul�ncia com ele. S� voc�s os dois.
Diz-lhe o que tens de lhe dizer e que o vamos visitar.
Est� bem? Leva o tempo que quiseres.
Posso levar o tempo que precisar?
O que quiseres. Est� bem?
Depois, tens de o deixar ir. Combinado?
Sim.
Boa, cabe�a dura.
Vai.
Carreguem a maca.
Fica � vontade.
Alessandro, tens de confiar em mim, est� bem?
Tens de rezar, porque s� Jesus nos pode salvar.
Tens de rezar muito.
Ele vai salvar-nos a todos.
S� Jesus, Alessandro.
N�o te preocupes. N�o te vamos deixar, est� bem?
Vamos visitar-te. Eu cuido de ti.
Adeus.
S� um bom menino, sim?
Adeus.
Obrigado.
- Obrigado, Daniele. - Obrigado, Giorgio.
Disseste que o �amos visitar. Prometeste, est� bem?
Prometido.
Sou uma velha sentimental.
Uma velha tonta, rid�cula e sentimental.
A vida vai sempre foder-te.
Sempre.
Daniele?
Tens um cigarro?
O doutor n�o fuma.
Preocupa��es?
Demasiadas.
Conte-me uma.
Este s�tio salvou-me. Mas agora � a minha cruz.
�s vezes, penso: "Chega. Vou para casa."
Mas n�o est� ningu�m em casa. N�o tenho companheira, nem filhos.
Basicamente, isto � o meu lar.
Na verdade, tamb�m durmo aqui.
Devia ir-me embora.
Mas para onde?
N�o se pode fugir �s preocupa��es.
Por isso, mais vale ficar.
N�o sei por quanto tempo mais.
- Com licen�a. Volto j�. - Claro.
- Nina. - A audi��o foi uma merda.
Nada de novo, certo?
Tenho um exame amanh�, mas n�o vou. Como achas que correria?
Uma merda, acredita. Porque a minha vida � uma merda.
- Est�s em casa? Queres que v� a�? - Para qu�?
Para me dares um dos teus serm�es de sabich�o? Esquece. Obrigada na mesma.
For�a, Roma!
Olha para estes tipos.
Demasiado entusiasmados.
Vamos cantar at� morrer A acenar com as nossas cores
- O que foi? - Filho da...
Mudei de roupa e deixei os bilhetes em casa.
A s�rio? E agora?
- Vou a correr a casa. - O qu�? Come�a daqui a 30 minutos.
Raios.
E agora?
Tenho fome. Leva-me a jantar.
Onde?
Obrigado.
�timo. Estava esfomeada.
� bom.
Estraguei tudo. Desculpa.
N�o te preocupes, � a inten��o que conta.
Podemos imaginar o resto. Ouve isto.
Espera.
Golo!
O que �?
- J� est�s na m�dica, querida? - Estou quase l�. Diz.
O advogado disse que nos encontramos meia hora mais cedo amanh�, no tribunal,
para nos prepararmos.
Nina, est�s a�?
Estou. Temos mesmo de fazer isto?
Desculpa?
N�o sei, m�e. Esta situa��o � cada vez mais absurda.
O Daniele � um bom pai e sabes disso.
Falamos esta noite.
Adeus.
O que fazes aqui?
Queria ver a tua cara quando te contasse.
O qu�?
Gostaram dos teus poemas. O Roberto quer public�-los.
- N�o est�s contente? - Sim, eu...
N�o estava � espera. Estou feliz.
N�o � tudo.
Ele pediu-me para ser a editora, vamos ter de nos ver.
S�o mais boas not�cias para mim. Quanto a ti, n�o sei.
Na verdade, estou feliz.
O livro vai ser �timo.
Fui um idiota. Desculpa.
Tamb�m disse coisas horr�veis.
Eu...
Tenho um problema com os homens.
S� tive uma breve rela��o e acabou mal.
Tenho medo desde ent�o.
Eu entendo.
Ainda bem que me disseste essas coisas. Precisava de as ouvir.
Eu n�o estava bem.
Tinha estado a beber, a tomar sedativos.
Porqu�?
Porqu�?
A audi�ncia para a cust�dia da Maria � amanh�,
e morro de medo de n�o ma deixarem ver mais.
Vamos tentar de novo.
Sim, vamos.
Doutora?
Sim?
N�o tinha consulta com a Nina hoje?
Sim, mas ainda n�o a vi. Vou tentar ligar-lhe.
J� tentei. Est� desligado.
Problemas?
Que eu saiba, n�o. A audi�ncia � amanh�, mas acho que n�o � isso.
Vou andando.
Hora de dormir.
Resolvemos todas as reservas
e chamei-os para vos informar da decis�o do tribunal.
Com base no que ouvimos das advogadas, da requerente e do requerido,
decidimos nomear um consultor t�cnico...
� um psic�logo.
... com qualifica��es apropriadas e experi�ncia em psiquiatria,
para chegar a uma decis�o que tenha em conta todos os fatores
e que siga estritamente os factos tal como s�o.
Ambas as partes s�o muito novas
e, por isso, uma avalia��o precipitada seria imperdo�vel.
Explico depois.
O conselheiro contactar� as advogadas
para marcar reuni�es e decidir m�todos de trabalho.
Desculpe, n�o percebo. O que significa isto?
Para chegar a uma decis�o,
� melhor confiarmos num conselheiro especialista e neutro.
- Ele vem a nossa casa? - � um procedimento normal.
Sim, em casa ou no trabalho.
Ou onde quer que decida encontrar-se com ele.
Todas as coisas que fiz nas semanas... meses desde que a Maria nasceu
n�o foram suficientes.
Claro que n�o.
Ou seja, n�o assume responsabilidade.
- Espere. - Deixa.
O que lhe interessa? N�o � a sua vida, pois n�o?
Pe�o desculpa por ela.
A sess�o acabou. Ter�o not�cias nossas em breve.
Adeus e tenham um bom dia.
- Bom dia. - Adeus.
Est�o todos contra mim! Todos voc�s!
Est� a estragar tudo.
Ent�o, o que acontece agora?
A sua filha p�s-nos numa situa��o muito dif�cil.
Como assim?
Significa que devem vir ao meu gabinete nos pr�ximos dias
para decidir se continuamos a nossa rela��o.
A s�rio?
Trabalhar assim � imposs�vel. Agora, se me d�o licen�a...
- Nina, porque fizeste aquilo? - M�e, sabes que n�o ganh�mos?
Tinhas tanta certeza que sim. Absoluta.
Perdemos. Como te sentes agora?
Est�s bem?
Sim, estou. Vamos ter com a Maria.
O comportamento da rapariga vai dar-nos vantagem.
Est�o felizes? Os bonzinhos ganharam.
Deixe essa figura de Virgem chorona.
- O qu�? - � a pior de todos.
- M�e. - Com essa cara de hip�crita!
- N�o pode falar assim com a minha m�e. - Quem �s tu?
- A que queria bater na minha filha? - E a si tamb�m.
- For�a! - Calma.
- Vamos, m�e. - Isto n�o acaba aqui, escumalha.
- � uma rufia! - � uma saloia!
Ela disse saloia?
- Disseste rufia. - Calma.
- Idiota! - N�o ouvia isso desde o secund�rio.
- Esquece. - � pior do que a filha.
Fiquei com fome. Chamo um t�xi?
- At� logo. - Adeus!
- Adeus, Giorgio. - Adeus.
O que comemos?
N�o vou cozinhar. Pod�amos ir ao Circolino.
- Circolino? Outra vez? - Temos de celebrar.
- Ol�. - Cenni, certo?
Obrigada.
Meu Deus.
V�o andando. Encontramo-nos l�.
- Encontramo-nos l�? - O qu�? Aonde vai ele?
Como correu?
Diria que... correu bem.
Eu sabia.
Ent�o?
O tax�metro est� a contar.
Como � cansativo
Cair alguns metros para o lado
Do meu azar
Do meu medo
� um voo planado
Para ser lembrado aqui
Por n�o saber voar
Como me lembraria agora
N�o sou uma senhora
S� com estrelas no seu destino
N�o sou uma senhora
Mas uma mulher Por quem a guerra nunca acaba
N�o sou uma senhora
Com apenas algumas cicatrizes na vida
N�o
Que barulho � este? A Maria est� a dormir no meu quarto!
- Aonde vais? - Vou divertir-me, est� bem?
E tu tamb�m devias, mam�.
J� n�o sei o que dizer.
Pai Sant�ssimo.
Ol�! Olha onde estou.
Pensei que ainda me reconheciam, mas ningu�m quer saber. T�o fixe.
Fico feliz por poderes ver a Maria.
Mas n�o te habitues a isso.
Estou de olho em ti.
N�o te preocupes, n�o me vou habituar. Diverte-te. Tem uma boa noite.
Foda-se.
Giorgia?
N�o encontro a Nina. Falaste com ela?
Sim, ela enviou um v�deo...
... h� duas horas. Estava na discoteca Seashell.
Ela estava bem?
Sim, parecia feliz. Porqu�?
N�o sei. Ela estava com pressa de sair, estava estranha.
Primeiro, n�o atendia e agora tem o telem�vel desligado.
Estou t�o preocupada. Por favor, Daniele, ajuda-me.
Ou�a, vou l� ver. J� lhe ligo.
Obrigada.
Desculpa, viste esta rapariga?
N�o.
Desculpem, viram esta rapariga?
- N�o, lamento. - Obrigado.
Pe�o desculpa.
Vamos a isso!
Acorda, estamos quase em Ibiza.
Acorda, mano.
Giorgia.
Diz-me que a encontraste.
Ela n�o est� aqui.
Aonde vais, Rachid?
Calma. N�o vou fugir. Tiraram-me o gesso e deram-me alta.
Que cara � essa?
N�o me podiam manter mais tempo.
Devia ter ficado uma semana e fiquei um m�s.
Eles precisam das camas. Devem estar a chegar mais maluquinhos.
O que foi? Est�s arrependido?
N�o... S� um pouco. Mas estou feliz por ti.
Para onde vais?
Pensei em ir chez toi. Para tua casa, j� que gostas tanto de mim.
Posso?
Calma! Serei como um c�o.
Vou ficar onde sou tolerado e atiram-me um osso.
No fim de contas, o que te interessa?
N�o queres saber.
Adeus.
Bater no fundo Encontrar o mar
A felicidade
Como uma onda � espera ali perto
A felicidade
Como uma sombra a ir e vir
O tribunal n�o correu bem?
N�o, correu bem.
Que cara � essa?
N�o sei.
O Alessandro, o Armando
e agora o Rachid.
Est�o todos a ir-se embora.
Eu ainda aqui estou.
A melhor pe�a.
N�o sou suficiente para ti?
Anda c�.
Anda c�.
Quando est�s assim t�o triste, a minha m�e interior vem ao cimo.
Quase quero gostar muito de ti.
Felizmente...
... n�o dura.
Vou-me embora amanh�.
N�o sabem o que fazer comigo.
O que vais fazer sem mim?
N�o sei.
Nem eu.
Nem eu.
Para! Aonde vais?
Mario! Chama a ambul�ncia!
Daniele, a Nina est� nas Urg�ncias. Est� muito mal.
Abre a porta!
- Abre a merda da porta! - N�o grites!
Abre a merda da porta!
- Temos um c�digo vermelho! Acalma-te! - Abre!
- Daniele! - Deixem-me entrar!
- Daniele! N�o! - Tenho de entrar!
Para! Podem chamar o m�dico de servi�o?
- Deixa-me... - Daniele!
- Quero v�-la! - Acalma-te.
T�m de me deixar entrar. Quero v�-la.
Vais ver. Acalma-te.
- Porque n�o me deixam entrar? - Senta-te.
S� paciente. N�o podes entrar nas Urg�ncias.
- Sabes disso. - S� a quero ver.
Certo.
Ent�o?
� muito cedo para dizer.
Entrou em paragem card�aca, mas reanim�mo-la.
A an�lise deu positivo para �lcool, benzodiazepinas e coca�na.
Estamos a lavar-lhe o est�mago. Ela deve safar-se.
- Obrigado. Vou dizer � Elisabetta. - Acabei de falar com ela.
Ouviste?
Tem calma.
Elisabetta?
Sim, estou nas Urg�ncias com o Daniele.
Tudo bem.
Est� bem.
Querida. Anda c�.
Como est� ela?
Fizeram uma lavagem ao est�mago. Estava muito mal quando chegou.
Est� a melhorar.
Queria dizer-lhe que...
Venha.
- A culpa � minha. - N�o.
Est� tudo bem.
Est� tudo bem. Sim, querida.
Querida.
M�e. Que vis�o, voc�s os dois juntos.
- Desculpa. - A culpa � minha.
- Desculpa. - Estrago tudo.
Tento fazer as coisas bem, mas fa�o sempre asneira.
N�o � verdade.
O juiz vai entregar-ta. E com raz�o.
- N�o. - Ele tem raz�o.
Como te sentes?
- Fiz asneira. - N�o te preocupes.
Viste o que fiz?
- A culpa n�o � tua, � minha. - N�o.
Fa�o as coisas bem, mas correm sempre mal.
- N�o. - Mas eu tentei.
Querida, olha quem est� aqui.
- Maria. - M�e.
Meu amor.
A m�e est� aqui.
- Ol�. - Maria.
A mam� est� aqui.
�s uma m�e maravilhosa.
Deste-lhe tudo e ela adora-te.
Certo, Maria? Gostas muito da mam�.
Quanto gostas da mam�? Sim?
A m�e tem de descansar. Anda.
Vamos l�.
Anda c�.
Dizes-me um dos teus poemas para eu adormecer?
Escrevi um para a Maria, mas n�o o tenho aqui. Posso tentar.
V� l�.
Quando sorris com alegria
O mal n�o existe
Os teus bra�os tremem no ar A agarrar coisas invis�veis
Luzes e sombras Brincam contigo em segredo
Numa l�ngua proibida a todos os outros
Ent�o, as nuvens negras tapam o sol
Paredes pretas Onde as tuas m�os acariciaram o p�
Os teus olhos conhecem a dor
E depois o teu sorriso volta
Luz a propagar-se a partir do Universo Nesta sala
Acabou.
� lindo. Muito lindo.
Obrigado.
Escreves um para mim?
Sim.
�s nojenta.
Nojenta.
Virgem Maria.
Virgem Maria.
TR�S MESES DEPOIS
Olha aquela fila, Rossana.
E ent�o? N�o v�o pedir bilhete.
- �s cruel. - Vamos.
V�s? � r�pido.
- Obrigado, adeus. - Obrigada.
- Ol�. - Ol�.
Pode dar-me...
... dez?
Dez?
- Sou a m�e dele. - Foi �bvio.
Aqui tem. Devia ser 120, mas 100 chegam.
- Obrigada. - Obrigado.
- Sou a Angelica. - Eu sou a Anna.
� um teatro importante, Gianluca.
Sim, � bonito.
Daniele.
Est� cheio.
Sim. Estou a morrer.
N�o, relaxa. Vai correr lindamente.
- Vou primeiro. - Est� bem.
N�o fujas. �s a seguir.
N�o vou fugir.
Boa noite.
Obrigada por terem vindo. Sou a Angelica Visentin, da Bibli.
Esta noite, apresentaremos a primeira cole��o de poesia de Daniele Cenni,
Dias Partilhados.
O Daniele escreve poemas desde o liceu,
mas nunca pensou em publicar porque, nas palavras dele:
"N�o d� para ganhar a vida."
N�o o podemos censurar.
Mas os bons poemas t�m de ser publicados. N�o dev�amos pensar apenas no mercado.
Sem poesia, a humanidade torna-se analfabeta.
Emocionalmente analfabeta. Estamos a passar por isso agora.
Acreditamos que o Daniele � um verdadeiro poeta.
Voc�s decidir�o. Um aplauso para ele.
Boa noite.
For�a, Daniele!
Boa noite.
N�o sei o que dizer. A Angelica j� disse tudo.
Bem...
A poesia sempre foi um escape para mim. Pensamentos colocados na forma...
... de, digamos, uma declara��o de amor.
Estes poemas falam de coisas que aconteceram nos �ltimos anos,
que me aconteceram, e muitos de voc�s estavam l�.
Seja como for, tenho de agradecer � Bibli, a editora,
e � Angelica Visentin.
Obrigado.
Bravo.
Ambos conhec�amos um homem que era um mestre da poesia.
Um mestre da vida.
Vou ler uns poemas. O primeiro chama-se "Subida".
J� n�o via nada
Os meus olhos n�o se lembravam De como chorar
Depois tu, um tu aleat�rio
M�e ou pai ou de rosto desconhecido
Emprestaste-me os teus olhos E voltei a ver
Embora com dor
Mesmo quando a fome e a sede acabaram
Vieste tu, um estranho No meio da estrada
Para me ajudar a lembrar-me Como se come e bebe
Mas n�o parou a dor
Tu, um estranho dentro de um hospital
Ou nas profundezas do mar Ensinaste-me a odiar
Sem ningu�m para abra�ar a minha raiva
Por isso, odiei, com esperan�a
Tu, feito de carne e osso
Vestido de beleza Que me faz tremer a voz e as pernas
D�-me a tua boca para beijar Toda a tua alma para entrar
E l� permanecer, para sempre, com amor
- Fim. - Bravo!
- Bravo! - Bravo!
For�a, Daniele!
Bravo!
TODOS QUEREMOS SER SALVOS
BASEADO EM TUTTO CHIEDE SALVEZZA DE DANIELE MENCARELLI
Legendas: Helena Cotovio
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.