All language subtitles for Everything.Calls.for.Salvation.S02E03.1080p.WEB.h264-EDITH

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Eu disse-te. Eu disse-te.

- O qu�? - Que t�nhamos de o trazer logo.

Olha para mim. Deixaste o Tormento descer.

Deixaste-o chantagear-te como um idiota. Bateste-lhe.

A culpa � tua.

- Fim de conversa. - Pessoal.

O que se passa?

Fraturas do �mero e antebra�o e pequenos traumatismos cranianos.

Est�o a p�r-lhe gesso.

- Podemos lev�-lo de volta? - N�o.

Vamos mant�-lo sob observa��o.

Voc�s os dois tiveram sorte.

- Gra�as a Deus. - Meu Deus.

Raios, � a Cimaroli.

- Atende tu. - N�o.

- Fizeste a porcaria. Atende tu. - Ela ligou-te. Atende tu.

Maldito...

Doutora, diga.

N�o acredito.

Um paciente chantageia-te e, em vez de me dizeres,

fazes-lhe a vontade e deixa-lo sair sem autoriza��o de um m�dico?

E tu, Ciogli? �s o tutor dele. Onde estavas? A fazer o qu�?

- Doutora... - Deixa-nos, por favor.

Sim.

Tens no��o de que as consequ�ncias ser�o graves para ti?

- Doutora, eu... - Nem uma palavra.

Confiei no Dr. Mancino

e fechei os olhos � tua briga com o Rachid. Cometi um erro.

Os dois incidentes est�o diretamente ligados.

O Rachid passou por muito. � um animal ferido.

Os animais feridos s�o perigosos porque atacam.

N�o vou denunciar isto �s autoridades judiciais,

porque vejo que est�s com dificuldades.

- Obrigado, Doutora... - Vou dizer � cooperativa.

Eles decidir�o o que fazer. Mas ficas a saber.

� o �ltimo favor que te fa�o.

Entre.

- Sim, Pino. - A culpa � minha, Doutora.

De que est�s a falar?

Eu estava com eles. Dei autoriza��o.

Como sou o tutor dele, a culpa � mais minha do que do Cenni.

Quando vejo uma bola de futebol, perco a cabe�a.

- Pe�o desculpa. - Estou a ver.

Muito bem.

Espera um aviso por escrito e uma san��o administrativa.

S�o dois dias sem pagamento.

- Acho que sabes como �, certo? - Sim.

Isto n�o muda a tua posi��o.

N�o muda o facto de n�o teres conseguido lidar com a situa��o.

N�o contaste a ningu�m.

Uma coisa assim t�o grave n�o poder� voltar a acontecer.

Agora, v�o. V�o!

- Fechem a porta. - Adeus.

Obrigado, Pino. Estou sem palavras.

Eu n�o. Vai-te lixar, tu e o Tormento.

Uma multa. Sabes o que significa?

Vais pagar as minhas refei��es esta semana.

- � o m�nimo que posso fazer. - Sim.

S� te protegi porque preciso de algu�m que fa�a o que eu mando.

- E agora? - O qu�? Nada.

Vai l�.

A �gua estava boa?

Muito fria?

N�o te cales comigo para depois te queixares � Cimaroli.

Ela j� est� zangada comigo.

Ent�o?

Quando acabares com ele, lembra-te da minha barbeadora.

N�o penses que me esqueci.

E o Rachid? Esqueceste-te dele? N�o queres saber como est�?

Como est� ele?

- Duas fraturas e traumatismo craniano. - �timo. Assim ganha ju�zo.

Para um louco como ele, � a �nica solu��o.

Ou talvez tivesse sido melhor ter morrido.

- N�o eram amigos? - Ele, meu amigo?

Querido, eu n�o tenho amigos. Tenho pena de todos por igual.

- Faz o teu trabalho. - Deve ser horr�vel viver assim.

Sem amar nada nem ningu�m, a odiar tudo.

Para odiar, � preciso coragem.

Nem sabes o que isso significa.

Porque estamos a falar?

� bom?

Olha o avi�ozinho.

Lucy. O que est�s a fazer? Mudan�a de esta��o?

N�o, menina Nina. Vou-me embora.

Come�o noutro s�tio na segunda-feira.

O qu�?

A decis�o � da sua m�e.

Ela n�o fez por mal. S�o tempos dif�ceis para todos.

Para voc�s tamb�m.

Desculpa.

Adeus, Lucy.

Adeus, Nina. Boa sorte.

Obrigada.

A Lucy foi-se embora.

ANGELICA

Angelica.

� m� altura? O que est�s a fazer?

Nada. Estava a escrever.

- A s�rio? - Sim.

A escrever o qu�?

Um poema, nada de especial. O que se passa?

Pensei que pod�amos ir comer uma piza uma noite destas.

Talvez com o Giorgio e...

O Gianluca? � uma �tima ideia.

Sem d�vida. Vou ligar-lhes e depois digo-te.

Obrigada. Tenho de ir. Tenho um gui�o enorme � minha espera.

S�o 350 p�ginas. A personagem principal cria bichos-da-seda.

E estou s� a come�ar. Beijos.

- Est� bem. Para ti tamb�m. - Adeus.

- Falaste com ele? - Liguei-lhe ontem � noite.

TERCEIRA SEMANA

Ele finge que n�o � nada, mas sei que est� em baixo.

Ele vai recuperar.

Lamento muito. N�o dormi a noite toda.

Eu sei, mas o Pino � ing�nuo.

Com 30 anos de experi�ncia, n�o se fazem merdas dessas.

Ele arma-se em duro, mas at� � boa pessoa.

Dizes-me isso? Eu sei que ele � bom rapaz, � atencioso, generoso...

Tamb�m � muito t�mido...

- Que cara � essa? - Que cara?

- N�o tenhas ideias estranhas. - N�o disse nada.

Vou-me embora, antes que te bata.

- Deixa-me falar. - O que poderia eu dizer?

Senhores, o aspirante a Maradona voltou.

Salaam Aleikum.

N�o tem piada. O tipo teve azar.

- Tamb�m n�o �s Pr�mio Nobel de Medicina. - O que disse eu?

Este s�tio deixa-vos malucos. Arranjem ajuda!

Ele tem raz�o. Ele precisa de ajuda.

Ouve, campe�o. Tu e eu vamos ter uma boa conversa.

Presta aten��o porque n�o vou repetir.

Primeiro, lamentamos o acidente e o bra�o partido.

Mas v� as coisas assim.

Vais receber milhares de euros do seguro.

� a primeira vez, n�o �? Tamb�m seria para mim.

Segundo, sei que est�s a chantagear o Cenni desde a briga.

Ambos sabemos muito bem que o provocaste.

Ele � um mi�do, mas tu �s um filho da m�e.

A partir de agora, acabou.

Se descobrir que continuas a ser um chato, ter�s de lidar comigo.

- Entendido? - Perfeitamente.

- Leva-o para o quarto. - Sim.

Ol�, parvos. Estou de volta.

Pois, infelizmente.

Princesa.

Deixa, eu consigo.

Espero que esteja claro.

Claro. N�o te preocupes. Podes relaxar.

- Daniele? - Sim?

O ficheiro do Alessandro diz que faz anos hoje.

- A s�rio? - Sim, faz 22 anos.

Estava a pensar numa coisa.

- Podes lev�-lo l� para fora. - Claro!

Pede ao Pino para te ajudar. Prendam-no � cadeira de rodas.

- Um pouco de ar vai fazer-lhe bem. - Posso mesmo?

Claro. Devemos ter sempre em mente quem est� � nossa frente.

- Sim. - O Alessandro n�o � o Rachid.

Certo.

- Vai l�. - Sim. Obrigado.

- Daniele, mant�m os olhos abertos. - Sim, sem d�vida.

Foi aqui que o Rachid foi atropelado. Fiquei muito assustado.

Pensei que tinha morrido.

- Daniele, meu amigo! - Giorgio, v� quem est� aqui.

Alessandro?

Calma. Ele est� amarrado.

- Est� amarrado. - Sim.

Desculpa, entusiasmei-me. Isto � maravilhoso.

A Cimaroli deu-lhe esta prenda. � o anivers�rio dele.

Est�s a falar a s�rio?

Sim.

Parab�ns, Alessandro!

O que te posso dar?

Lamento, querida, mas � uma coisa importante.

Setecentos e cinquenta e duas.

Cheira, Alessandro!

Cheira. Esta desabrocha em setembro. � uma flor m�stica.

Significa que te traz luz, est� bem?

N�o te cheira a para�so?

Daniele!

O qu�?

O Alessandro abriu a boca.

Como se quisesse falar. Ele sorriu mais ou menos.

- Talvez tenhas imaginado. - O que queres dizer?

Significa que querias mesmo que acontecesse

e achas que viste, mas n�o aconteceu.

Daniele.

Posso ser doido como dizem, mas n�o sou burro.

Vi com os meus pr�prios olhos.

Ser� que, agora que usas bata,

achas que �s um especialista?

N�o acho nada, mas acontece que algu�m acha...

Olha!

- Eu olho. Mas depois... - Eu disse para olhares!

Est�s a sorrir?

- Eu digo disparates? - Vamos dizer ao Mancino, j�!

- Sim! - A s�rio?

- Vamos. - Curaste-o, Giorgio!

- Sim! - Est� praticamente curado!

- Dr. Mancino! - Calma, Giorgio.

- Doutor! - Eu disse para teres calma!

- Doutor! - Outra vez!

O que se passa?

Ele tentou falar. Ele sorriu e mexeu a boca por uns segundos.

- A s�rio? - Sim. O Giorgio apanhou uma flor.

- Deu-lha a cheirar e... - Uma flor de setembro, Doutor.

No in�cio, nada, mas depois...

- Ele queria falar. - Por uns segundos?

Sim.

Talvez mais, o Daniele n�o estava a olhar no in�cio, mas eu estava.

Para a pr�xima, faz um v�deo e mostramos ao neurologista.

Podem ser v�rias coisas. Movimentos involunt�rios, espasmos.

Juro, Doutor.

Fizeram muito bem. Sobretudo tu, Giorgio.

Levem-no para o quarto.

Sim.

Ouviste? Ele disse que fiz algo bom.

�s bom. �s muito bom.

�s um nojo.

�s um nojo.

Paolo.

O Dr. Mancino est� � tua espera.

- Matilde? - Na casa de banho.

Matilde?

Matilde.

S� CONHE�O A BESTA EM MIM E O OUTRO

Matilde.

Ent�o?

Matilde.

Anda c�.

Anda c�.

Senta-te. Respira. Tudo bem. Respira pelo nariz.

Inspira. 1001, 1002, 1003.

Expira pela boca. Sentes o ar a fluir? Sim?

V� l�. Continua a respirar.

V� l�. Est�s melhor, n�o est�s? Est�s comigo?

Inspira e expira. V� l�.

Melhor? Est�s mais calma?

N�o fa�as o que n�o sabes fazer.

N�o me toques! Nunca mais me toques!

Eu queria ajudar! Qual � o teu problema? Que porra te fiz eu?

Estamos aqui para recordar um grande homem

e para dar as boas-vindas � Angelica, a filha dele. Um brinde.

Gianluca, o teu discurso.

Vai l�.

- N�o preparei nada, por isso... - N�o, vais fazer.

Um discurso sobre o Mario � f�cil de fazer.

� pegar no melhor dos seres humanos

e p�-lo numa pessoa.

O Mario era um artista da escuta.

Era a melhor qualidade dele.

Eu, e talvez todos n�s, dev�amos agradecer-lhe por estarmos aqui

e n�o confinados em casa ou amarrados a uma cama de hospital.

� gra�as a ele que...

Que lindo discurso.

- Lindo discurso. Um brinde ao Mario. - Sa�de.

Giorgio!

- Infelizmente, partiu-se. - Sim, infelizmente. O que como agora?

- Magoaste-te? - N�o, estou bem, obrigado.

Era como estar num navio, vestidos de marinheiros,

a dan�ar e a cantar.

Com as palavras dele, o teu pai levou-nos l�.

Uma esp�cie de magia.

Acho que o teu pai est� a viajar

com a minha m�e, eles comem ma��s assadas

e t�m orgulho em n�s.

O teu pai, de ti.

A minha m�e, de mim.

O pai dele, dele.

O que est�s a dizer? O meu pai est� vivo.

Est� vivo.

E � um general.

P�e as m�os assim. Tens de bater as m�os do advers�rio, mas ele...

Desculpa. O teu pai deu-me dinheiro.

V�rias vezes.

Dizia que era para o meu filho que ainda n�o tinha nascido.

Mas sempre o considerei um empr�stimo.

S�o 770 euros. Est� tudo escrito no bilhete.

N�o posso.

N�o quero.

Fica com ele.

Obrigada.

A vossa aten��o, por favor.

Uma recapitula��o. Vais voltar com a Alessia na lambreta, certo?

Giorgio?

Vou no autocarro 75,

depois no metro, linha B, at� � �ltima paragem,

e espero pelo 619, o autocarro noturno.

- Perfeito. - � f�cil.

Vens comigo. Estamos todos bem.

Vamos dormir, amanh� trabalhamos. Sejam profissionais. Boa noite.

- Boa noite. Adeus. - Adeus.

Ele est� entusiasmado.

- Ela � gira. - Parece um gelado.

Paras com isso, fofoqueiro? Vamos.

Gosto de gelados de cereja.

Vamos.

- Onde? - Podes parar ali.

- Ali. - Sim.

Ol�!

� o livro que o teu pai estava a ler.

Sim. Estava nas coisas que o hospital nos devolveu.

H� isto aqui, pensei que era dele,

mas depois percebi que � teu.

N�o conseguia perceber as iniciais no fim.

Sim, � meu. Ele deve ter anotado sem me dizer.

� lindo.

Achas?

Escreveste mais?

Sim, 20 ou 30, mas...

Vais deix�-los ganhar bolor numa gaveta?

Nunca pensei deixar algu�m l�-los...

Escrevi-os como... Por amor.

A poesia � para os ricos. Estou falido, � basicamente isso.

Ia adorar l�-los.

Manda-mos.

Sim. Est� bem. Vou pensar nisso. Obrigado.

Obrigada. Por tudo. N�o me divertia tanto h� muito tempo.

- Sim, foi agrad�vel. Muito agrad�vel. - Gostam muito uns dos outros.

Houve alguns momentos em que... parecia que tinha estado l� convosco.

E com ele.

Percebi que...

o meu pai n�o saltou.

Ele caiu.

Lembras-te de quando me perguntaste porque o fui visitar ao cemit�rio?

Sim.

Andava � procura de respostas.

Gra�as a ti, encontrei-as.

Muito bem.

Sim, muito bem.

D�-me um segundo.

- Volto j�. - Sim.

- Sim? - Tenho de ir � faculdade amanh�.

Vem mais cedo, a minha m�e tem de sair.

Sim, est� bem.

- Podias ter-me enviado uma mensagem. - Interrompi alguma coisa?

N�o, n�o te preocupes. Est� tudo bem. Falamos amanh�.

Est� tudo bem?

Sim, era a Nina, a m�e da minha filha.

Tens uma filha?

Sim. A m�e � a Nina Marinelli.

Ela � atriz. Tornou-se famosa por causa de uma s�rie.

Ela � popular nas redes sociais.

N�o uso.

Isso � bom.

Est� a ficar tarde.

Tenho uma reuni�o amanh� cedo. Boa noite.

Angelica.

A minha filha chama-se Maria.

Como o teu pai.

Isso � simp�tico.

Obrigada.

Ol�, querida.

Ol�.

- Padr�o de leopardo! - Estou ansiosa por isto acabar.

- O qu�? - Esta beb� � como um pacote.

- Ela vai e vem. - Ser� melhor quando n�o a vir?

- Eu disse isso? - N�o, mas pensou.

Temos de falar sobre isto � frente dela?

Como conseguem viver assim?

Toda esta raiva na vida da sua filha e na sua?

Quero o melhor para a minha filha e para a minha neta!

N�o te preocupes, vais descobrir. Sai da� ou o port�o n�o fecha.

Isto est� cheio de gente m�, psicopata.

A av� tem piada? N�o tem, querida?

Tanta piada.

Bolachas de chocolate e caf� s�o uma boa combina��o.

Sandu�che e Coca Cola Zero daqui a duas horas.

Mais alguma coisa?

Vais pagar muita coisa antes de estarmos quites.

- A Cimaroli proibiu a chantagem. - Vai-te foder, n�o � chantagem.

D�-me as bolachas.

Entre ti, a Matilde e o Rachid, devia ter ficado em casa este m�s.

Pino, quase me esquecia.

Falei com a Rossana no outro dia.

E depois?

Est�vamos a falar de ti,

do facto de me apoiares nesta hist�ria do Rachid.

- Essas coisas todas. - Vai direto ao assunto.

Ela falou bem de ti.

- Ol�. - Ol�.

Tipo o qu�?

Que �s boa pessoa,

que devia haver mais como tu. Ela disse que �s t�mido.

- T�mido... - Foi o que ela disse.

V�-se que significas algo para ela. Mas devias mexer-te.

- Fazer o qu�? - Leva-a a sair.

O qu�? Est�s louco? N�o posso.

Podes. Diz-lhe "Ross..."

Fala baixo.

"Rossana, ol�. Adorava ir jantar contigo um dia destes."

S� de pensar nisso fico com a cabe�a �s voltas.

Podes escrever-me um convite, uma daquelas coisas simp�ticas que fazes?

Original, mas n�o da Internet.

- Vou ver o que posso fazer. - �timo.

Doutor?

Sim.

Estou a ir.

- O Mancino. Tenho de ir. - Ouve.

O dinheiro para a sandes e a Coca Cola.

- Raios, �s ganancioso. - Mexe-te.

J� c� estou.

Entra.

O que faz o idiota aqui?

Ele est� aqui para o espet�culo?

As pessoas pagam para me ver.

Pedi-lhe que viesse. Parece que tens um problema com ele.

Matilde, j� me conheces.

Sou psiquiatra, n�o me interessa se gostas de mim.

N�o obrigo os pacientes a fazerem o que n�o querem.

- Mas tens de me dizer o que se passa. - Claro que sim.

Claro.

H� uns dias tive dificuldades.

Chamemos-lhe p�nico.

O mi�do tentou uma manobra peculiar para me acalmar.

E tocou-me.

Obviamente, isso n�o me acalmou.

Pronto.

Uma vez que ele est� aqui, que fique claro

que n�o quero nada com ele.

O Doutor, pelo menos, � bonz�o. � diferente. Mas ele...

Ele n�o � nada.

Ele deprime-me.

Tira-me a pica.

Isso pode ser...

� estranho que o odeies s� por isso.

Ningu�m merece tal ressentimento.

Bravo, Doutor.

Odeio-o por ser homem e jovem.

At� me arrepia os colh�es.

E os meus s�o maiores do que os dele.

� tudo?

N�o.

N�o � tudo.

Ele faz-me lembrar algu�m.

Algu�m que est� morto.

Odeio-o porque ele est� morto.

Quem me dera poder gritar e dizer-lhe: "Morre!"

Significaria que ainda est� vivo.

Em vez disso, manteve-se jovem.

Ele vive aqui.

Ele n�o envelhece.

Ele � sempre t�o bonito.

Continua a sorrir para mim.

Diz-me que me ama.

N�o � s� a apar�ncia dele.

� que ele tamb�m...

... gostava das pessoas.

Tinha aquela sinceridade.

Aquela total incapacidade de se proteger da dor.

Da vida.

Foi isso que o levou a injetar cavalo.

O canalha morreu.

Morreu ao meu lado.

Meia hora antes est�vamos na maior.

Um momento, ele sorria para mim

e no seguinte estava a espumar da boca, a pedir ajuda com os olhos.

Est�vamos t�o pedrados. Eu apaguei.

Quando abri os olhos, ele estava morto.

Ao meu lado. Morto.

E eu estou viva.

Viva e morta por dentro.

A odiar tudo.

O �dio mant�m-me viva. Quando deixar de odiar, morrerei.

� por isso que este idiota me irrita.

E agora, por favor,

mande-o sair.

Daniele, sai, por favor.

Est� tudo bem, Matilde.

Porqu� todo este sofrimento?

N�o entendo.

Algumas pessoas passam pela vida

sem sofrimento, sem nunca sentirem dor.

No entanto, eu atraio o sofrimento. Assombra-me.

N�o posso continuar assim.

Precisas de algo?

Queres telefonar?

Pede ao Dr. Mancino. Podes ligar para casa. N�o h� problema.

N�o voltes a falar da minha casa ou juro que te mato.

Aten��o!

Tanto �dio da Matilde e do Rachid foi como uma facada no peito.

Nunca conheci ningu�m que me odiasse tanto.

Estou chocado, acredita.

Sim. H� malucos bons e malucos idiotas.

N�s �ramos todos parvos. Parvos feios e sujos.

Depois vieste, terno e doce, e fizeste sair o melhor de n�s.

Seja como for, a Matilde � quem sofre mais. � verdade.

Mas tamb�m � a mais c�nica.

� como se todo aquele sofrimento

a tivesse transformado numa esp�cie de bruxa.

Tens de ter cuidado.

Nunca se sabe o que se passa na cabe�a de um maluquinho.

Mas o Rachid, sabes quem � que ele me faz lembrar?

- Quem? - Eu mesmo.

Acho que tem uma parte negra que o est� a devorar.

Em compara��o, �s um anjo.

Como sempre, n�o entendes.

Muito bem.

Minha querida.

Como correu com a Angelica? Tiveste alguma a��o?

N�o, pelo contr�rio...

Nada de nada.

Na verdade, fiquei com uma impress�o.

Que ela �... um gelado.

N�o � isso. Quando estava a ficar bom, a Nina ligou com os pedidos do costume.

Tanto faz.

- Ela est� triste como tu, v�s? N�o... - Ela n�o est� triste. Est� cansada.

Posso?

Estou a estudar.

Desculpa, mas tenho de te mostrar uma coisa.

Olha o que encontrei.

- Fiquei desmotivada. - Lembras-te?

- O amor, os ci�mes... - O teu primeiro programa.

O medo constante de perder a crian�a.

Tornei-me desprez�vel.

- Sim, mas porqu�... - Trabalhei nela durante semanas.

A Susanna era incr�vel. Muito mais teimosa do que eu.

Susanna qu�? A minha agente?

O Virzi est� a filmar um filme baseado em A Gaivota.

Ele procura a protagonista. Sabes como se chama? Nina.

� um sinal.

Enviei este v�deo � diretora de elenco.

Ela far� muito poucas audi��es. Adivinha quem ter� uma?

Tu!

M�e, n�o percebo. N�o percebo o que est�s a fazer.

J� n�o fa�o isso. Sou m�e, estudo...

N�o desististe por n�o saberes representar. V� como tens jeito.

Desististe porque n�o gostavas dos pap�is que estavam a propor.

Isto � outra coisa. Isto � cinema de autor.

- Os David, Veneza, passadeiras vermelhas. - "David".

- N�o sei se estou � altura. - Nunca deves dizer isso.

Nunca. N�o �s menos do que as outras.

�s incr�vel. Lembra-te disso.

S� precisas de uma oportunidade. Um realizador que te deixe brilhar.

Esta � a oportunidade. N�o voltar� a acontecer.

Pensa nisso.

A minha representa��o era absurda, n�o sabia o que fazer com as m�os.

N�o sabia estar em palco, n�o conseguia controlar a voz.

D�-me aquilo.

- Aquilo. - Isto?

Sim, obrigado.

Quem �? Vamos ver.

� a m�e.

Daniele, traz a Maria �s 22h30. N�o te atrases como de costume.

Est� bem, mas relaxa, est� bem?

- Era a Nina? - Notou-se?

Entre ela a mandar em ti e a Angelica que n�o faz sexo, est�s mal.

Precisas de uma... distra��o.

Sim. Serve-me vinho.

- � Maria. - � Maria.

Testaccio de um lado, Hamburgo do outro.

Idiota.

Obrigado. Est�s com sono?

O pai vai mudar-te a fralda e depois vamos dormir.

Aqui est� ela.

Podes dar-me os toalhetes e o p� de talco?

Obrigado.

Posso fazer eu?

For�a.

Pronto.

Aonde vais?

Ent�o...

- Ent�o... - Aqui est�.

- J� est�. - J� est�.

Pronto.

- V�s como o tio Gianluca � bom? - Voil�.

Voil�.

Sim.

J� est�.

Isso mesmo.

Anda. Vem ao pap�.

Voc�s s�o t�o giros.

Estou t�o cansado.

- Vai dormir. - Tenho de a levar daqui a duas horas.

Dorme. Qual � o mal? Acordo-te daqui a uma hora.

- Sim? - Claro.

�s 21h30 no m�ximo. Se houver tr�nsito, estou lixado.

Dorme.

Tu tamb�m.

Foda-se!

Daniele, que merda se passa? N�o est�s a atender!

- O que se passa? - S�o 23h e n�o me acordaste.

- Diz-lhe que � rapto! - M�e, para!

Daniele, traz a Maria daqui a uma hora!

Acalma-te. Adormeci. O telefone estava sem som. Chego daqui a 30 minutos.

Desculpa, Daniele, tamb�m ca� para o lado. Trabalhei o dia todo. Eu...

D�-me a mala.

- Toma. - Abre a porta. V� l�.

- Lamento muito, Daniele. - J� percebi.

Raios, n�o acredito.

Estou?

- Onde raio est�s? Onde est� a Maria? - Estou a cinco minutos da�.

- J� vou. Acalma-te. - Acalmo-me uma ova! Como est� a Maria?

Est� bem. Porque n�o haveria de estar?

Se gritares, vais enerv�-la. J� vou. Adeus.

V� l�. Pronto, finalmente.

Est�s uma hora e meia atrasado. N�o atendeste durante quase duas horas!

- Adormeci! Sim! - Durante duas horas!

Sim. Tentei ligar-vos antes do jantar.

N�o me parece e n�o me interessa. Digo a quem for preciso.

Espera, vou mostrar-te uma coisa.

Espera.

Parab�ns. Olha.

UM PAI FANT�STICO

Oitocentas visualiza��es numa hora. Vou poupar-te aos coment�rios.

- Adormeci. N�o �... - Daniele, que raio aconteceu?

O Gianluca n�o me acordou.

C�us, ainda sais com aqueles malucos!

- Sim. - N�o acredito.

Talvez devesse ter desistido, como fiz contigo.

Convenci a minha m�e a n�o chamar a Pol�cia por pena!

Cometi um erro.

Tamb�m acho. Devias ter feito o que ela disse e dar cabo de mim.

- Destruir-me em tribunal! - Est�s doente.

- �s doido! - Fazer-me desaparecer!

Mas tamb�m n�o podias fazer isso.

Nunca mais v�s a Maria. Olha para mim.

- Olha para mim. Nunca mais a v�s! - N�o te aproximes mais.

Nunca mais ver�s a tua filha! Vai-te embora ou chamo a Pol�cia!

Gianluca, vi o teu v�deo.

Obrigadinho.

�s uma merda. Vai-te foder.

O que se passa?

Daniele.

Por favor, n�o digam nada. J� sei tudo.

Ent�o sabes que n�o podes dar-te ao luxo de estar assim.

- Por favor. - Por favor, o qu�?

O qu�?

Agora �s pai, sabias? Um pai!

N�o sou um pai.

Nem um pai, nem um filho.

N�o sou s�o, nem doente. N�o sou enfermeiro.

N�o sou nada.

Tento fazer as coisas bem, juro. Mas a vida d� comigo em doido.

D� comigo em doido!

- N�o. N�o vais a lado nenhum assim. - Deixa-me em paz.

Ou o qu�? Vais voltar a bater-me?

Daniele, por favor.

Preciso de ar, por favor.

N�o estava preparado.

N�o est� preparado.

Entre ele e a menina, n�o temos escolha.

Com aquelas duas doidas e ele neste estado.

Temos de proteger esta menina, Anna.

Vou ligar � Cimaroli.

Por favor, n�o.

Por favor, n�o ligues � Cimaroli. Por favor.

Daniele!

Mario.

N�o podes conduzir assim. Encosta.

N�o sabes o quanto preciso de ti.

Ol�!

Desculpa. �s tu.

Perdi a minha alma.

Virgem Maria!

Virgem Maria!

TODOS QUEREMOS SER SALVOS

BASEADO EM TUTTO CHIEDE SALVEZZA DE DANIELE MENCARELLI

Legendas: Helena Cotovio

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.