Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
ILHA DO MEDO
ILHAS BOSTON HARBOR
Controle-se, Teddy. Controle-se.
É só água.
É muita água.
Vamos!
- Você está bem, chefe? - Sim, estou. É que
enjoo no mar.
- Você é o meu novo parceiro. - Correto.
Não é bom conhecer alguém com a cabeça na privada.
Não combina muito com "Teddy Daniels, o homem, a lenda".
A lenda? O que andam fumando Ia em Portland?
Seattle. Sou do escritório de Seattle.
Quanto tempo na Polícia Federal?
Quatro anos.
Então sabe como é limitada.
E você? Tem namorada? É casado?
Fui.
Ela morreu.
- Deus, eu... - Não se preocupe.
O prédio onde morávamos pegou fogo. Eu não estava.
Quatro pessoas morreram.
Foi a fumaça que a matou, não o fogo. Isso é importante.
Sinto muito.
Cadê meu maldito cigarro?
Tome, pegue um meu.
Podia jurar que estava no meu paletó.
O pessoal do governo rouba tudo.
Obrigado.
Falaram para você sobre essa instituição?
Só que é um hospital psiquiátrico.
Para doentes mentais criminosos.
Se fossem pessoas ouvindo vozes
e caçando borboletas, não precisariam da gente.
- É para lá que vamos? - É.
Do outro lado da ilha, os penhascos dão direto no mar.
O cais é a única forma de entrar ou sair.
Partiremos assim que pisarem em terra firme.
Por favor, sejam rápidos.
- Por quê? - Tempestade se aproximando.
DETETIVE POLÍCIA FEDERAL
Nunca havia visto um distintivo desses.
Diretor interino McPherson.
Sejam bem-vindos.
Levarei-os até Ashecliffe.
Seus rapazes parecem meio tensos, Sr. McPherson.
No momento, estamos todos tensos.
LEMBRE-SE DE NÓS PORQUE TAMBÉM VIVEMOS, AMAMOS E RIMOS
Perímetro eletrificado.
Como sabe?
Já vi coisa desse tipo antes.
Os senhores terão toda a assistência que pudermos oferecer.
Mas, durante sua estada, obedecerão ao protocolo. Entendido?
Perfeitamente.
O prédio de tijolos vermelho é a Ala A, masculina.
A Ala B, feminina, fica à esquerda.
A Ala C é aquele prédio no penhasco.
Um velho forte da Guerra Civil.
Abriga os mais perigosos.
A entrada só é permitida com consentimento escrito
e na minha presença e do Dr. Cawley.
Entendido?
Age como se loucura fosse contagiosa.
Devem entregar suas armas.
Sr. McPherson, somos da Polícia Federal.
Exigem que estejamos armados o tempo todo.
A ordem 319 do Código Penitenciário Federal dita
que os oficiais penitenciários têm autoridade máxima no presídio.
Senhores, não passarão por esse portão armados.
Tudo bem. Agora que a rotina oficial foi cumprida
vamos ver o Dr. Cawley.
Quando ela fugiu, essa prisioneira?
O Dr. Cawley o colocará a par dessa situação. Protocolo.
Polícia correcional em instituição psiquiátrica é bem estranho.
É o único presídio desse tipo no mundo.
Temos os pacientes mais perturbados.
Nenhum hospital saberia trata-los.
O crédito é do Dr. Cawley, que criou algo singular aqui.
Cuidamos daqueles que a sociedade vê como incorrigíveis.
Melhor da turma em Hopkins, depois Harvard...
Identifiquem-se, senhores.
Mostrem seus distintivos, senhores.
O Dr. Cawley foi consultado pela Scotland Yard,
pelo MI-5, pelo OSS...
Porquê?
Como assim?
Agências de inteligência consultando um psiquiatra?
Creio que terá que perguntar a ele.
- Detetive Daniels. - Doutor.
Detetive Aule.
Obrigado, diretor interino.
Sim, senhor. Foi um prazer, senhores.
Ele falou muito sobre você.
Ele é um bom homem. Acredita no nosso trabalho.
E que trabalho é, exatamente?
Uma fusão moral entre lei e ordem e cuidados clínicos.
Perdão. Uma o que entre o que e o quê?
Essas ilustrações são bem precisas.
Os pacientes eram
algemados e Iargados à própria degradação.
Apanhavam muito para expulsar a psicose.
Recebiam parafusos no cérebro.
Eram submersos em água gelada até perderem a consciência
ou se afogarem.
- E agora? - Nós os tratamos.
Tentamos curá-Ios.
E se falharmos, ao menos oferecemos algum conforto, tranquilidade.
São todos transgressores violentos, correto?
Feriram pessoas.
- Mataram. - Na maioria dos casos, sim.
Tranquilidade seria a última coisa que eu proporcionaria a eles.
Eu trato do paciente. Não o julgo.
- Então a prisioneira... - Paciente.
Desculpe. Paciente.
Uma tal de Rachel Solando fugiu nas últimas 24 horas.
Ontem à noite, entre 22h e meia-noite.
É perigosa?
Pode-se dizer que sim. Matou os 3 filhos.
Afogou-os no Iago atrás da casa dela.
Segurou a cabeça deles até morrerem
depois os levou para a casa e os sentou a mesa.
Ela comeu, antes de um vizinho aparecer.
- E o marido? - Morreu nas praias da Normandia.
É uma viúva da guerra. Ficou sem comer quando chegou aqui.
Dizia que os filhos não tinham morrido.
Desculpe, tem uma aspirina?
Tem dores de cabeça?
Às vezes, mas hoje estou com enjoo devido à viagem.
Desidratação.
- Tudo bem, chefe? - Sim.
Então tem razão. Quanto mais simples, melhor.
Muito obrigado.
A Rachel ainda crê que os filhos estão vivos
e que esta é a casa dela em Berkshires.
Está brincando!
Ela nunca aceitou
que está numa instituição.
Crê que somos entregadores, Ieiteiros, carteiros.
Para crer que os filhos não morreram
criou uma estrutura elaborada, e todos temos papéis a interpretar.
Já vasculhou a área?
O diretor e os guardas fizeram uma busca pela ilha.
Nem sinal.
O mais inquietante é não sabermos como ela saiu do quarto.
Estava trancado por fora e a janela tem grades.
É como se tivesse evaporado pelas paredes.
Trouxe-a aqui após a terapia em grupo e a tranquei.
Voltei na ronda da meia-noite e ela tinha fugido.
Como é que ela nunca tem contacto com a verdade?
Ela não está numa instituição psiquiátrica?
Devia perceber isso de vez em quando.
- Quantos sapatos recebem? - Dois pares.
Sanidade não é uma opção. Não se pode optar por reavê-Ia.
Entao, ela fugiu descalça?
Não avançaria nem 10 m nesse terreno.
Detetive?
A LEI DOS 4 QUEM É o 67?
I E a letra da Rachel, mas não tenho ideia do que seja a lei dos 4.
- Termo psiquiátrico? - Creio que não.
"Quem é o 67?"
Não sei mesmo!
Bem parecido com a minha conclusão clínica!
Rabiscos aleatórios?
Não. A Rachel é inteligente. Na verdade, brilhante.
Isso pode ser importante.
Com licença, mas teremos de ficar com isto.
Disse que ela teve que passar por aqui?
Depois que apagam as luzes, os enfermeiros jogam cartas aqui.
Ontem à noite havia 7 homens na base da escada
Jogando pôquer.
Mesmo assim, a Rachel conseguiu passar por eles.
Porquê?
Como? Ela fica invisível?
Precisamos ver as fichas dos funcionários,
médicos
e guardas que trabalharam ontem.
Analisaremos seu pedido.
Não é um pedido.
É uma unidade federal. A prisioneira...
- Paciente. - A paciente
escapou. Ou você concorda ou...
Verei o que posso fazer.
Doutor, precisamos falar com os funcionários.
Compreende?
Vou reuni-los após o jantar.
Se tiverem mais perguntas, juntem-se ao diretor interino na busca.
18 km de água gelada até o litoral mais próximo.
A corrente estava forte ontem. A maré subindo.
Ela teria se afogado e o corpo seria jogado na praia.
E aquelas cavernas? verificou nas cavernas?
Ela jamais chegaria Iá.
Os penhascos são cobertos de urtiga,
carvalho e sumagre venenosos.
Plantas com espinhos grandes como o meu pau.
Você mesmo disse que ela foi sem sapato.
Certo, vamos verificar o outro lado.
- Que torre é aquela? - E um velho farol.
Os guardas já procuraram lá dentro.
O que há lá? Mais pacientes?
É uma estação de tratamento de esgoto.
Vai escurecer logo. Vou encerrar por hoje.
Vamos, rapazes!
Estava de guarda no alto da escada?
Ninguém entraria ou sairia do quarto sem eu ver.
Rachel Solando. Por quem ela tem que passar para chegar aqui?
Por mim. Glen Miga.
Senhor, não vi nada.
Ficou no posto a noite toda?
Sim, mas não vi nada.
Glen.
Glen.
Me diga a verdade.
Talvez tenha ido ao banheiro.
O quê? Quebrou o protocolo. Cristo!
Saí por 1 minuto.
Certo, vamos relembrar. Só relembrar.
Ela foi para o quarto antes de apagarem as luzes.
Ninguém sabe o que ela fez antes disso?
Ninguém?
Vamos! Ninguém, ninguém, ninguém?
Fez uma sessão de terapia em grupo.
Aconteceu algo incomum?
Defina "incomum".
Como é?
Isto é uma instituição para doentes mentais criminosos.
Nossos dias não são nada comuns.
Vou reformular.
Aconteceu alguma coisa na terapia em grupo que fosse mais
digamos, memorável que...
- O normal? - Exatamente.
Não. Sinto muito.
A Srta. Solando disse algo na terapia em grupo?
Estava preocupada com a chuva.
Odiava a comida. Reclamava sempre.
Ontem à noite também.
Você estava Iá. Havia um médico presente?
Sim. O Dr. Sheehan orientou a conversação.
O Dr. Sheehan?
Ele estava conduzindo a sessão.
Ele é o psiquiatra que supervisiona o tratamento dela.
Teremos que falar com o Dr. Sheehan.
Não será possível. Ele pegou a balsa de manhã.
Já tinha adiado muito as férias.
Vocês estão em confinamento, uma paciente perigosa escapa
e deixa seu principal médico sair de férias?
Claro. Ele é médico.
Tem o telefone de onde ele está?
Alô?
Alô?
Tem alguém aí?
Estamos sem linha.
É por causa da tempestade.
Avise quando voltar. Os detetives querem fazer uma ligação importante.
Sim, senhor.
Tenho que ver pacientes
mas terei bebida e charuto em casa às 21 h
se quiserem passar por Iá.
Ótimo. E poderemos conversar, correto?
Já estamos conversando, detetive.
Estou na função errada do serviço público.
É meio exagerada. Foi construída durante a Guerra Civil
como o forte militar da Ala C.
Era o alojamento do comandante.
Quando viram a conta, ele foi para a corte marcial.
Dá para ver o porquê.
Boa música. Quem é? Brahms?
- É Mahler. - Correto, detetive.
Perdoem-me. Meu colega, Dr. Jeremiah Naehring.
Quarteto para Piano e Cordas em Lá Menor.
Seus venenos?
- Uísque, se tiver. - Agua com gás e gelo.
Não se entrega ao álcool? Estou surpreso.
Não é comum beber na sua profissão?
Bastante comum. E na sua?
Como?
Na sua profissão. A psiquiatria.
Ouvi falar que é cheia de beberrões.
Nunca percebi.
O que é isso? Chá gelado no seu copo?
Excelente, detetive.
Tem mecanismos de defesa extraordinários.
Deve ser um especialista em interrogatórios.
Homens como vocês são minha especialidade.
Homens da violência.
É uma suposição forte.
Não é suposição.
Me interpretaram mal. Falei que são "homens da violência".
Não os acusei de serem homens violentos.
É bem diferente.
Por favor, esclareça, doutor.
Ambos serviram no estrangeiro.
Não é difícil perceber isso.
Fazíamos trabalho de escritório.
Não faziam, não.
Desde crianças,
vocês nunca abandonaram uma briga.
Não porque gostavam, mas porque a retirada não era uma opção.
Não fomos educados para correr.
"Educados
E quem "educou" você, detetive?
A mim?
Os lobos.
Mecanismos de defesa impressionantes.
Acredita em Deus?
Não, é sério.
Já viu um campo de extermínio?
O inglês dele é muito bom.
Mas pronuncia as consoantes com força.
É alemão?
Imigração legal é crime, detetive?
Não sei. Diga-nos você.
Escutem.
Precisamos das fichas do Sheehan
e do resto dos funcionários.
Não terá acesso às fichas. Ponto final.
- Precisamos dessas fichas. - Está fora de questão.
Fora de questão nada!
Besteira!
Quem está no comando aqui?
O Dr. Naehring transmitiu seu pedido à nossa Diretoria.
Foi recusado.
Recusado? Eles não têm autoridade para recusar, nem você.
Continuem investigando e ajudaremos no que pudermos.
A investigação está encerrada.
Entregaremos nosso relatório para...
- Os rapazes do Hoover. - Os rapazes do Hoover.
Pegaremos a balsa de manhã. Vamos, Chuck!
Que bela noite!
Ficarão no alojamento dos assistentes.
A LEI DOS 4 QUEM É o 67?
Vamos mesmo embora?
Porquê?
Não sei. Nunca desisti de nada.
Não ouvimos a verdade nenhuma vez, Chuck.
Rachel Solando não sumiu de uma cela trancada, descalça
sem nenhuma ajuda.
Acho que teve muita ajuda.
Talvez o Cawley esteja agora lá na mansão
repensando a atitude que teve.
- Talvez de manhã... - Está blefando?
Não disse isso.
Achei um monte destas, Teddy.
Não fica mais sóbrio?
Matei muita gente na guerra.
É por isso que bebe?
Você é real?
Não.
Ela ainda está aqui.
Quem?
A Rachel?
Ela nunca saiu daqui.
Lembra quando passamos o verão naquela cabana?
Éramos tão felizes!
Ela está aqui.
Não pode partir.
Não partirei.
Eu te amo muito.
Sou apenas ossos numa caixa, Teddy.
Não.
Sou sim.
Tem que acordar.
Não vou.
Você está aqui.
Não estou. Tem que enfrentar isso.
Mas ela está.
E ele também.
Quem?
O Laeddis.
Tenho que ir.
Não. Por favor. Preciso ficar mais com você.
Só mais um pouco, por favor.
Tem que me deixar ir.
Não posso.
Não haverá balsa com esse tempo.
Doutor!
Queremos ver os pacientes da terapia da Rachel.
Não havia encerrado a investigação?
Não poderemos pegar a balsa.
A Rachel recebia outro tratamento para a doença dela?
Sabem o estado da área da saúde mental atualmente?
Não faço ideia, doutor.
Guerra.
Os mais antigos acreditam em intervenção cirúrgica. Psicocirurgia.
Procedimentos como Iobotomia transorbital.
Alguns dizem que os pacientes ficam dóceis.
Outros, que viram zumbis.
- E os modernos? - Psicofarmacologia.
Acabam de aprovar o Thorazine.
Ele relaxa pacientes psicóticos. Doma-os.
A que grupo pertence?
Eu? Tenho a ideia radical de tratar o paciente com respeito,
ouvi-Io e tentar entendê-Io para chegar até ele.
- Esses pacientes? - Até mesmo esses.
Hoje, a 1a resposta é dar-lhes uma pílula
e vai tudo embora.
Rachel Solando tomava uma combinação de drogas
para não ficar violenta.
Mas sua eficácia era intermitente.
O maior obstáculo era a sua recusa em aceitar o que havia feito.
"Era."
Por que continua se referindo à sua paciente no passado?
Olhe para fora, detetive. Por que será?
Peter Breene: atacou a enfermeira do pa¡ com um vidro.
O rosto dela está desfigurado para sempre.
Não vejo a hora!
Ela era muito meiga. Mas podia ver aquilo nos olhos dela.
Ela gostava de ficar pelada, para dar uma chupada.
Tudo bem, Sr. Breene.
Ela me perguntou se podia pegar um copo de água.
Sozinha, na cozinha? Como se não tivesse problema.
- E qual era o problema? - Era óbvio.
Ela queria que eu pusesse o meu treco para fora para ela rir dele.
Sr. Breene.
Queremos fazer umas perguntas, tudo bem?
Quando a cortei, ela gritou.
Mas ela me assustou.
- O que ela esperava? - Interessante.
Mas estamos aqui para falar de Rachel Solando, tudo bem?
Ela afogou os próprios filhos.
Afogou os filhos dela!
A gente vive num mundo totalmente doente.
Câmara de gás.
Para todos eles. Os retardados, os assassinos, os negros.
Se matou os filhos, gás nessa vaca!
Pode parar?
- Aquela enfermeira... - Por favor, pare com isso.
Talvez a enfermeira tivesse filhos.
E um marido.
Trabalhava para sobreviver.
Para levar uma vida normal.
Diz aqui na sua ficha que
você rasgou o rosto dela, não foi?
Parabéns! Ela nunca mais será normal. Não!
Sabe do que ela tinha medo?
De você.
Pode parar com isso? Por favor.
Pare com isso!
Por favor! Pare!
Conhece o paciente Andrew Laeddis?
Não!
Quero voltar.
Vamos! Eu o seguro! Peter!
Quero voltar.
Não quero vê-Io.
Nunca sairei daqui. Não sei se devia sair.
Desculpe dizer isso, Srta. Kearns...
- Senhora. - Sra. Kearns.
Mas parece bastante normal
comparada aos outros pacientes.
Bem, tenho meus dias ruins. Creio que todos têm.
Mas a maioria não mata o marido com um machado.
Acho que se um homem te bate
e trepa com metade das mulheres que vê e ninguém ajuda você,
dar uma machadada nele não é a melhor coisa a fazer.
Talvez não devesse sair.
O que eu faria se saísse? Não conheço mais o mundo.
Dizem que há bombas capazes de reduzir cidades a cinzas.
E como chamam aquilo? Televisões. Vozes e rostos saindo de uma caixa.
Já ouço vozes demais.
O que pode nos contar sobre a Rachel?
Não muito. Ela é muito fechada.
Acreditava que os filhos estavam vivos.
Achava que ainda estava morando em Berkshires
e que éramos seus vizinhos. Os Ieiteiros. Carteiros.
Entregadores.
O Dr. Sheehan estava lá?
Sim. Ele falou sobre raiva.
Me fale sobre ele. Como ele é?
Ele é bom. Legal.
Nada mau de se olhar, como diria minha mãe.
- Nunca se insinuou para você? - Não.
O Dr. Sheehan é um bom médico.
Pode me dar um copo de água?
Claro.
Obrigada, detetive.
Mais uma pergunta, Sra. Kearns.
Conheceu um paciente chamado Andrew Laeddis?
Não.
Nunca ouvi falar.
Ela foi instruída.
Usou as mesmas palavras do Cawley e da enfermeira. Sabia o que dizer.
Quem é Andrew Laeddis?
Perguntou a todos os pacientes sobre ele. Quem é ele?
O que foi, chefe? Sou seu parceiro, por Cristo!
Nos conhecemos agora.
Está nisso há muito tempo. Tem um dever, uma carreira.
O que estou fazendo não está dentro das regras.
Não estou nem aí para as regras.
Só quero saber o que está havendo.
Quando recebemos o telegrama desse caso
pedi para trabalhar nele. Compreende?
Porquê?
Andrew Laeddis
fazia a manutenção no prédio onde eu e minha mulher morávamos.
Tudo bem.
Ele também era incendiário.
Andrew Laeddis acendeu o fósforo
que causou o incêndio que matou minha mulher.
Deixe-os passar!
- O que aconteceu ao Laeddis? - Ele saiu impune.
Laeddis saiu impune e desapareceu.
Há um ano, abri o jornal e ali estava ele.
Bicho feio! Uma cicatriz da têmpora direita à esquerda do lábio.
Olhos de cores diferentes. Rosto difícil de esquecer.
Ele incendiou uma escola. Matou duas pessoas.
Disse que vozes o mandaram fazer isso.
Foi preso e transferido para cá.
- E depois? - Depois nada.
Sumiu como se nunca tivesse existido. Nenhum registro.
Não está na Ala B. Sobra a Ala C.
Ou pode estar morto.
Como a Rachel Solando.
Há muitos locais para esconder um corpo aqui.
Só num lugar ninguém realmente perceberia.
Quando aquela paciente, Bridget Kearns, me pediu água
ela disse alguma coisa para você?
Não.
Por favor, chefe!
Ela escreveu.
FUJA
Chefe!
Temos que entrar. Está chovendo canivetes aqui!
- Espere! - Não, vamos!
Cuidado!
Deus!
Venha!
Ali em cima!
Chefe!
Jesus Cristo!
Droga¡
- Tudo bem, chefe? - Sim, estou bem.
Se o Laeddis estiver aqui, o que vai fazer?
Não vim matar o Laeddis.
Se fosse a minha mulher, eu o matava 2 vezes.
Quando passamos pelos portões em Dachau, os guardas da SS se renderam.
O comandante tentou se matar antes de chegarmos, mas
ele falhou.
Levou 1 hora para morrer.
Quando fui para fora, vi todos os corpos no chão.
Impossível contar quantos.
Impossível imaginar quantos.
Então,
os guardas se renderam.
Nós os colocamos em fila.
Não foi um combate.
Foi assassinato.
Já matei demais.
Não vim aqui para isso.
Então por que veio?
Depois que o Laeddis sumiu, fiz umas pesquisas sobre Ashecliffe.
Muita gente conhece este lugar, mas ninguém quer falar.
Parecem assustados.
Este lugar recebe apoio financeiro especial
do Comitê de Atividades Antiamericanas.
Do HUAC? E como lutamos contra os comunistas nesta ilha?
Conduzindo experiências na mente.
Ao menos é o que penso.
Acha que isso acontece aqui?
Ninguém fala.
Mas achei alguém que foi paciente daqui.
Chama-se George Noyce. Um bom aluno da faculdade. Socialista.
Ele participa de um estudo psiquiátrico. Adivinhe o que eles testavam?
Pasta de dente.
Ele começa a ver dragões por toda parte.
Tenta matar o professor. E acaba aqui em Ashecliffe. Na Ala C.
Eles o soltam após 1 ano. E o que ele faz?
Duas semanas depois, vai até um bar e mata 3 homens a punhaladas.
O advogado alega insanidade, mas o Noyce se levanta no tribunal
e implora pela cadeira elétrica em vez de um hospital psiquiátrico.
O juiz o condena à prisão perpétua em Dedham.
E você o achou.
É,acheL
Ele está um trapo.
Mas está bem claro pelo o que ele me diz
que fazem experiências nas pessoas aqui.
Não sei, chefe.
Acredita num maluco?
Essa é a beleza da coisa.
Malucos são perfeitos. Eles falam e ninguém ouve.
Estive em Dachau.
Vimos o que os seres humanos são capazes de fazer um com o outro.
Cristo, lutamos uma guerra para impedi-Ios.
E agora pode estar acontecendo aqui? Em nosso solo?
O que veio realmente fazer aqui?
Vou obter a prova, volto
e acabo com este lugar. E isso.
Espere.
Começou perguntando sobre Ashecliffe,
esperando uma chance de vir aqui,
e, de repente, eles precisam de um policial federal?
Tive sorte. Uma paciente escapou. Era a desculpa perfeita.
A sorte não funciona assim.
O mundo não funciona assim.
Há uma cerca eletrificada em volta do presídio infectado.
A Ala C fica dentro do forte da Guerra Civil?
Um chefe do Estado-Maior ligado ao OSS? Apoio do HUAC?
Jesus Cristo! Este lugar fede a operações do governo.
E se o queriam aqui?
- Que nada! - Estava fazendo perguntas.
Que nada!
Onde há alguma evidência de que Rachel Solando existiu?
Eles não sabiam que eu cuidaria deste caso.
E se eles também estivessem investigando você?
Só tinham que forjar uma fuga para trazê-Io aqui.
E agora nós dois estamos aqui!
Detetives, estão aí? Diretor interino McPherson.
Detetives!
Eles nos acharam!
É uma ilha. Sempre nos acharão.
Sei que estão aí.
Vamos embora desta maldita ilha. Você e eu. Vamos!
Vamos!
Sequem-se! O Dr. Cawley quer falar com vocês agora.
Rápido! Isso vai se transformar num furacão daqueles!
Seus ternos estarão limpos amanhã.
Se não morrermos afogados antes.
Por falar nisso, seus cigarros já eram.
É a nossa única opção?
Temos coisas bonitas em cinza-prisioneiro.
Estes estão bons!
Repito: Os pacientes da Ala C devem ser acorrentados.
Se a unidade inundar, se afogarão. Sabe disso.
Só com uma grande inundação!
É uma ilha! Uma grande inundação é totalmente possível.
E se acabar a energia elétrica?
Há um gerador extra.
Se ele parar, as celas se abrirão.
Aonde eles irão?
Não podem pegar a balsa para o continente e criar confusão.
Tem razão.
Parece que vão criar confusão aqui mesmo.
Se forem algemados ao chão, morrerão.
Vinte e quatro seres humanos.
Consegue viver com isso?
Se dependesse de mim,
deixaria todos os 42 das Alas A e B acorrentados também.
- Com licença. - Detetive.
Desculpe, tenho uma pergunta rápida.
Só um momento.
Quando falamos sobre o bilhete da Rachel Solando...
A Lei dos 4. Adorei aquilo.
Você disse que não tinha ideia do significado da 2a linha.
"Quem é o 67?" Creio que ainda não tenho. Nenhum de nós tem.
Não vem nada à mente?
Nada?
Porque ouvi você dizer que há 24 pacientes na Ala C
e 42 pacientes nas Alas A e B.
Isso totaliza 66 pacientes neste presídio.
Correto.
Me parece que a Rachel Solando estava sugerindo
que você tem um 67° paciente, Dr.
Mas creio que não temos.
Isso é ridículo. O que eles fazem aqui?
Fazemos o nosso trabalho.
O McPherson não te contou a boa notícia?
Não. Qual é a boa notícia?
A Rachel foi encontrada.
Ela está aqui.
Sã e salva.
Sem nenhum arranhão.
Quem são esses homens?
Por que estão na minha casa?
Policiais. Eles farão umas perguntas.
Senhora.
Avistaram um comunista subversivo nesta área, distribuindo literatura.
Aqui?
Neste bairro?
Creio que sim.
Se puder nos dizer o que fez ontem, onde esteve,
ajudaria muito a nossa busca.
Sim.
Bem, eu
fiz o café da manhã para o Jim e para as crianças.
E depois, eu
embrulhei o almoço do Jim e ele saiu.
Depois mandei as crianças para a escola.
E depois
decidi nadar no Iago por bastante tempo.
Entendo.
E depois disso?
Depois disso
pensei em você.
Desculpe, não sei o que está dizendo.
Não sabe o quanto me sinto sozinha, Jim?
Você se foi.
Você está morto.
Choro todas as noites.
Como posso sobreviver?
Vai ficar tudo bem.
Sinto muito.
Tudo vai ficar bem. Está bem?
Enterrei você.
Enterrei um caixão vazio.
Sua carne se esparramou no mar e foi comida por tubarões.
O meu Jim está morto. Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
- Quem é você? - Rachel, está tudo bem.
Sinto muito. Não interrompi.
Achei que ela diria alguma coisa.
Nós a encontramos perto do farol, pulando pedras.
Não temos ideia de como saiu.
Devem ir até o porão.
Há comida, água e camas.
É o lugar mais seguro quando o furacão chegar.
Você está bem? Está pálido.
Estou. É que...
Chefe, tudo bem?
É só que está muito claro.
Fotossensibilidade, dores de cabeça.
Está com enxaqueca?
Vou ficar bem.
O que ele tem?
Tome isto. Vai parar a dor.
- O que é? - Uma enxaqueca.
Como se abrissem sua cabeça, a enchessem de lâminas
e a sacudissem bem forte. Tome as pílulas.
- Não quero as pílulas. - Vão parar a dor.
Tome as pílulas.
Ele precisa deitar.
Meu Deus!
O chão está cheio de vidro.
Tranquem os medicamentos.
Verifique a Ala B.
Vá até a enfermaria.
Certo, doutor.
Ponha-o na cama.
- Aqui. Tudo bem, chefe. - Isso.
Você o pegou?
Cuidado.
Poderia ser pior. Ele vai ficar bem.
Quem é esse?
Ele? O diretor.
Não se preocupe com ele.
Deite-se, deite-se.
Parece um ex-militar nojento.
Não vou discutir com você.
Devia ter me salvado.
Devia ter salvado todos nós.
Ei, companheiro.
Laeddis.
É.
Meu...
Meu companheiro.
Sem ressentimentos, certo?
Sem ressentimentos.
Um coisa para mais tarde.
Porque sei o quanto precisa disto.
O relógio está andando, amigo. O tempo está acabando.
Me dê uma mão aqui.
Posso ter problemas.
Estou morta.
Sinto muito.
Por que não me salvou?
Tentei. Eu queria, mas quando cheguei lá, era tarde demais.
Está vendo?
Não são lindas?
A LEI DOS 4 QUEM É o 67?
Por que está toda molhada, meu bem?
O Laeddis não está morto.
Ele não foi embora.
Ainda está aqui.
Eu sei.
Tem que achá-Io, Teddy. Tem que achá-Io, e matá-Io.
Está tudo bem.
A sala do gerador está inundada.
Vamos.
Tudo bem, chefe?
Essa maldita enxaqueca!
O gerador extra falhou. Está uma loucura.
O que quer fazer?
Cristo!
Não faça isso. Solte.
Pegue-O, pegue-o!
Vá procurá-Io. Ele tem de estar aqui.
Será que queimou todo o sistema elétrico?
É bastante possível.
Toda a segurança eletrônica.
As cercas, os portões, as portas.
Dia bom para um passeio, não acha? A Ala C, por exemplo?
Talvez esbarremos em Andrew Laeddis.
George Noyce, o homem de quem falei, disse que os piores ficam aqui.
Até os outros presos têm medo deles.
O Noyce fez um desenho daqui?
Não. Ele só lembrava dos gritos constantes.
Sem janelas. Barras de ferro por toda parte.
Cuidado!
Jesus Cristo!
1a vez na Ala C?
Sim.
Ouvimos histórias.
Confie em mim. Não ouviram nada.
A maioria está trancafiada,
mas alguns ainda estão soltos.
Se virem um, não tentem contê-Io sozinhos.
Esses putos matam vocês. Entendido?
Mexam-se. Andem!
Ele está aqui.
O Laeddis. Posso sentir sua presença.
Peguei! Está com você.
Ei, espere!
Me escute.
Escute. Não quero sair daqui.
Por que alguém ia querer?
Ouvimos coisas aqui sobre o mundo exterior.
- Sobre atóis, testes de bomba H. - Teddy, cadê você?
Sabe o que é a bomba de hidrogênio?
- Com hidrogênio! - Muito engraçado!
- Chefe! - Bombas explodem, certo?
Mas não a de hidrogênio.
Ela implode criando uma explosão de milésimo, milionésimo grau!
- Entendeu? - Sim!
- Mesmo? - Entendi.
Solte-o!
O que está fazendo?
Jesus Cristo, Teddy!
Pegaram o Billings. Qual é o problema com vocês?
Pegue-os, não mate-os!
- Ele nos atacou. - Me dê uma mão.
Vamos Ievá-Io à enfermaria. Droga!
Não, você não! Dê uma volta.
O Cawley vai acabar comigo.
Laeddis.
Detenha-me, por favor.
Antes que eu mate.
Detenha-me antes que eu mate mais.
Por favor, por favor.
Laeddis...
Você me disse que eu sairia deste lugar. Você prometeu.
Você mentiu.
Laeddis.
Laeddis?
Isso é muito engraçado.
- A sua voz... - Não a reconhece?
Após as conversas que tivemos?
Após as mentiras que me contou?
Me deixe ver seu rosto.
Dizem que sou deles agora.
Dizem que nunca sairei daqui.
Seu fósforo vai apagar.
- Me deixe ver o seu rosto agora! - Por quê?
Para mentir mais ainda? Não é por causa da verdade.
- É sim. Para expor a verdade. - E por sua causa!
E Laeddis. Sempre foi por causa disso.
Eu entrei nisso por acaso. Como meio de acesso.
George. George Noyce. Não.
Não é possível. Não pode estar aqui.
Gostou?
Quem te fez isso?
Você.
O que quer dizer?
Toda a sua conversa e volto aqui por sua causa.
Como tiraram você de Dedham?
Não importa como isso aconteceu.
Darei um jeito de resolver isso.
Nunca sairei. Saí uma vez. Não duas. Duas nunca!
Diga como o trouxeram para cá.
Eles sabiam! Não entende?
Tudo o que estava tramando. Todo o seu plano.
Isso é um jogo. Tudo isso é para você.
Não está investigando nada. É um rato num labirinto.
Está errado.
É mesmo? Muito sozinho desde que chegou?
Estou com meu parceiro.
Já tinha trabalhado com ele?
Ele é um policial federal.
Nunca tinha trabalhado com ele antes, não é?
George, conheço as pessoas. Confio nesse homem.
Então eles já ganharam.
Merda!
Eles vão me levar para o farol.
Cortar o meu cérebro.
E só estou aqui por sua causa.
Vou tirar você daqui.
Não irá para o farol.
Não pode descobrir a verdade e matar o Laeddis ao mesmo tempo.
Tem que escolher. Entende?
Não vim matar ninguém.
Mentiroso!
Não vou matá-Io! Juro.
Ela está morta.
Deixe-a ir.
Deixe-a ir.
Conte para ele, Teddy. Conte para ele o porquê.
Faça isso. Não há outro jeito.
Conte sobre o dia
- em que me deu o medalhão. - Tem que fazer!
Falei que eu estava desolada. Você me perguntou por quê.
Ela está te confundindo.
Falei que era de felicidade.
Ela vai te matar.
Quer descobrir a verdade? Tem que deixá-Ia ir.
- Não posso. - Tem que deixá-Ia ir.
Não posso! Não posso!
Então nunca sairá desta ilha.
Dolores.
Ele não está nesta ala.
Ele foi transferido daqui.
Se ele não está na Ala A, só há um lugar onde ele pode estar.
O farol.
Que Deus o ajude.
Problemas. McPherson e Cawley estão aqui.
Ouviram que um assistente arrebentou um paciente.
Eles o estão procurando. Estão indo para o telhado.
Vamos sair daqui.
Vá andando como se trabalhássemos aqui.
O que houve com você?
Como assim?
Onde estava?
Depois da enfermaria, fui direto ver as fichas dos pacientes.
Achou o Laeddis?
Não, não o achei.
Mas consegui uma coisa. O formulário de admissão.
Não há mais nada na ficha dele. Sem relatórios,
sem fotografias. Só isso. É esquisito.
Aqui. Dê uma olhada.
Verei mais tarde.
Qual o problema?
Verei mais tarde, só isso.
- Ashecliffe é por ali. - Não vou para Ashecliffe.
Vou para aquele farol,
descobrir o que está acontecendo.
Ali está.
Droga! Estamos muito ao sul. Teremos que voltar.
Não podemos atravessar essas rochas.
Pode haver um caminho por trás das árvores.
Deve haver um caminho em torno das rochas até o farol.
- Chefe... - Vamos.
O que estamos fazendo? O formulário de admissão
prova que há um 67° paciente, que eles alegam não existir.
Vou até aquele farol. Você entende?
O que digo para impedi-Io?
Por que o faria? Por quê?
Subir lá no escuro é o mesmo que suicídio.
Tudo bem. É melhor você não participar disso.
Você me pôs nisso, e agora estamos presos aqui
neste rochedo, nesta ilha, contando apenas um com o outro.
Está agindo como...
Como o quê? Como estou agindo?
O que foi que aconteceu lá naquelas celas, Ted?
Como está o tempo em Portland?
Sou de Seattle.
Seattle.
Vou até lá sozinho.
- Vou com você, chefe. - Falei sozinho.
Está bem.
Droga¡
Droga¡
Sabia que não ia demorar, mas não consegui chegar. A maré estava alta.
Chuck!
Chuck!
Vamos!
Cadê você, Chuck?
Quem é você?
Teddy Daniels. Sou policial.
Você é o detetive.
Isso mesmo.
Por favor, tire as mãos de trás das costas.
Por quê? Por quê?
Para ter certeza de que não vai me ferir.
Vou ficar com isto,
se não se importa.
Por mim, tudo bem.
Você é Rachel Solando.
A verdadeira.
Matou seus filhos?
Nunca tive filhos.
Nunca fui casada.
E antes de ser paciente em Ashecliffe, trabalhei aqui.
Era enfermeira?
Eu era médica, detetive.
Acha que sou maluca?
E se disser que não sou?
Não vai ajudar muito, não é?
É o lado kafkiano disso.
Dizem ao mundo que você é maluco
e todos os seus protestos só confirmam o que eles dizem.
Não estou entendendo.
Quando o declaram doente mental
tudo o que você faz é visto como parte dessa doença.
Protestos plausíveis são "negação". Medos autênticos, "paranoia".
Instintos de sobrevivência são "mecanismos de defesa".
É mais esperto do que parece. Isso não é muito bom.
Me diga uma coisa.
O que houve com você?
Questionei as cargas de amital sódico
e de alucinógenos com ópio.
Drogas psicotrópicas.
Também perguntei sobre as cirurgias.
Ouviu falar de Iobotomia transorbital?
Fritam você com eletrochoque
depois enfiam um picador de gelo no seu olho
e puxam umas fibras nervosas.
Os pacientes ficam mais obedientes.
Tratáveis.
É desumano.
Inescrupuloso.
Sabe como a dor entra no corpo, detetive? Sabe?
Depende de onde é ferido?
Não tem nada a ver com a carne. O cérebro controla a dor.
O cérebro controla o medo, o afeto, o sono, a fome, a raiva. Tudo!
E se você pudesse controlá-Io?
Controlar o cérebro?
Recriar um homem para que ele não sinta dor, nem amor nem compaixão.
Um homem sem lembranças para confessar.
Nunca poderá tirar todas as lembranças de um homem. Nunca.
Os coreanos fizeram experiências de lavagem cerebral
com prisioneiros americanos.
Transformaram soldados em traidores. E o que estão fazendo aqui.
Estão criando fantasmas
para fazer coisas que homens saudáveis nunca fariam.
Para ter esse tipo de habilidade, de conhecimento, levaria anos.
Anos de pesquisa.
Centenas de pacientes a serem usados.
Em 50 anos, as pessoas dirão:
"Aqui, neste lugar, foi onde tudo começou."
Nazistas usaram judeus. Os soviéticos, prisioneiros dos gulags
e nós testamos pacientes em Shutter Island.
Não farão isso.
Você entende
que eles não podem deixá-Io ir.
Sou um policial federal. Não podem me deter.
Eu era uma psiquiatra admirada, de uma família respeitada.
De nada valeu.
Me responda.
Algum trauma na sua vida?
Sim.
Mas o que isso tem a ver?
Dirão que algo do seu passado
é o motivo de ter perdido a sanidade.
Para quando o confinarem aqui, seus amigos dizerem:
"Claro que ele surtou."
"Quem não surtaria?"
Eles podem falar isso de qualquer pessoa.
Mas vão falar de você.
Como está a cabeça?
Minha cabeça?
Algum sonho diferente? Problemas para dormir?
- Dores de cabeça? - Tenho muita enxaqueca.
Jesus.
Não tomou nenhuma pílula, não é? Nem aspirina?
- Aspirina? - Jesus!
E comeu e bebeu o que ofereceram a você?
Mas fuma os seus próprios cigarros?
Não.
Não são meus.
Os narcóticos neurolépticos levam de 36 a 48 horas
para atingir níveis executáveis.
Começa com a paralisia.
As pontas dos dedos 1° e depois toda mão.
Viu alguma assombração recentemente?
Me diga o que acontece naquele farol.
Me diga!
Cirurgia do cérebro.
Do tipo "vamos abrir esse crânio e tentar mexer nisso".
Do tipo "aprenderam com os nazistas".
É lá onde criam os fantasmas.
Quem sabe sobre isso? Quero dizer, na ilha? Quem?
Todos.
Os enfermeiros? Os assistentes?
- Eles não podem saber. - Todos.
Não pode ficar aqui.
Pensam que morri. Se vierem atrás de você, podem me achar.
Sinto muito, precisa ir.
Voltarei para buscá-Ia.
Não estarei aqui. Mudo de lugar a cada dia.
Posso tirá-Ia desta ilha.
Ouviu alguma palavra do que falei?
A única saída é a balsa, e eles a controlam.
Nunca sairá daqui.
Tenho um amigo.
Estive com ele ontem, mas nos separamos.
Você o viu?
Detetive,
você não tem amigos.
Aí está você.
Queríamos saber quando apareceria.
Sente-se.
Vamos.
Estava passeando para relaxar?
Só estava dando uma olhada por aí.
Gostou do último presente de Deus?
- O quê? - O presente de Deus.
A violência.
Quando desci e vi uma árvore na minha sala
parecia a mão divina em minha direção.
Deus ama a violência.
- Não tinha percebido. - Claro que tinha.
Por que então haveria tanta violência? Está em nós. E o que somos.
Travamos guerras, oferecemos sacrifícios
e rasgamos a carne de nosso irmão.
E por quê? Deus nos deu a violência para Iutarmos em Sua honra.
Achava que Deus nos tinha dado uma ordem moral.
Há ordem moral mais pura que essa tempestade?
Não existe ordem moral.
Só existe isto: Minha violência domina a sua?
- Não sou violento. - E sim.
Você é muito violento.
Eu sei, porque eu sou muito violento.
Sem as regras da sociedade, se só restasse nós dois no mundo,
você abriria meu crânio com uma pedra e comeria o que pudesse.
Não é?
O Cawley o acha inofensivo, mas penso diferente.
- Não me conhece. - Conheço sim.
Conheço você.
Nos conhecemos há séculos.
Se tivesse que cravar o dente no seu olho agora
conseguiria me impedir antes de o cegar?
Tente.
Esse é o espírito da coisa.
AS PORTAS DEVEM FICAR TRANCADAS
Por onde andou?
Por aí. Visitando a sua ilha.
Partirá agora que achamos a Rachel.
Certamente.
Pare de olhar!
Reunião importante?
Ontem, um homem não identificado na Ala C
dominou um paciente extremamente perigoso.
É mesmo?
Conversou com um esquizofrênico paranoico, George Noyce.
Esse Noyce que você falou, ele tem alucinações?
Muitas. É preocupante.
Há duas semanas,
um paciente ficou tão perturbado com uma história do Noyce que bateu nele.
Cigarro?
Não, obrigado. Parei.
- Vai pegar a balsa? - Perfeitamente.
Nós já temos tudo o que queríamos.
"Nós", detetive?
Por falar nisso, você o viu?
Quem?
Meu parceiro. O Chuck.
Não tem parceiro. Chegou aqui sozinho.
Construí algo valioso, mas coisas valiosas são mal interpretadas.
Todos querem soluções rápidas.
Estou tentando fazer algo que nem as pessoas nem você entendem.
E não desistirei sem lutar.
Dá para perceber.
E quanto ao seu parceiro?
Que parceiro?
Detetive.
Vai a algum lugar?
Só estou indo em direção à balsa.
Creio que é do outro lado.
Se esperar um momento mandarei alguém acompanhá-Io.
- O que é isso? O que é isso? - E só um sedativo.
- Uma precaução. - Uma precaução.
O que vai fazer? Me matar?
Acha que merece?
Pelo quê? Por provocá-Io?
Me perdoe. O que não provoca você?
- Advertências? Palavras? - Nazistas.
Bem, isso também. E, claro, lembranças, sonhos.
Sabia que a palavra "trauma" vem do grego para "ferida"?
E como se diz "sonho" em alemão?
Feridas podem criar monstros, e você
está ferido, detetive.
E não concorda que quando vê um monstro
deve detê-Io?
Concordo.
Falei que levaria 1 hora.
Eles falaram para arrumar o 1° andar?
Há quanto tempo está trabalhando?
- Dezoito horas seguidas. - Contracheque gordo!
O que está fazendo, meu bem?
- Tem que pegar a balsa. - Não.
Se o mundo achar que o Chuck morreu, ele é perfeito para as experiências.
Só há um lugar para onde o levariam.
- Se for lá, morrerá. - E o meu parceiro.
Se o prenderam contra a vontade, tenho que soltá-Io.
Não posso perder mais ninguém.
Não vá, Teddy. Por favor.
- Não faça isso. Não vá! - Sinto muito, querida.
Sinto muito.
Adoro isto aqui porque foi você quem me deu.
Mas a verdade é
que esta gravata é horrível.
Não.
Não se mexa! Fique onde está!
Vai me matar?
Não vou matar você.
Por que está todo molhado, meu bem?
- O que disse? - Sabe exatamente o que disse.
Aliás, o rifle está descarregado.
Sente-se.
Seque-se. Vai se resfriar.
Está certo.
Machucou muito o guarda?
Não sei do que está falando.
Sim, ele está aqui.
Mande o Dr. Sheehan ver o guarda antes de subir.
Então o Dr. Sheehan chegou na balsa da manhã?
Não exatamente.
Você explodiu meu carro. Adorava aquele carro.
Sinto saber disso.
Os tremores pioraram.
Como estão as alucinações?
Saia daqui, Teddy.
Este lugar será o seu fim.
Nada mau.
- Ficarão piores. - Eu sei.
A Dra. Solando me contou sobre os neurolépticos.
Contou? E quando foi?
Achei-a numa caverna nos penhascos.
Mas nunca a encontrará.
Não duvido, levando em conta que ela não é real.
Suas alucinações estão muito sérias.
Não está tomando neurolépticos.
Na verdade, não está tomando nada.
Então, que merda é esta?
Abstinência.
Abstinência de quê? Não bebi nada desde que cheguei aqui.
Clorpromazina.
Não sou fã de farmacologia, mas no seu caso
- Cloroprozime o quê? - Clorpromazina.
A mesma coisa que temos te dado nos últimos 24 meses.
Então, nesses últimos 2 anos
alguém tem me drogado sem eu saber em Boston.
Em Boston não.
Aqui.
Você está aqui há 2 anos. É paciente desta instituição.
Depois de tudo o que vi aqui,
realmente acha que vai me convencer de que sou maluco?
Sabe o tipo de gente com quem lido?
Por Deus, sou um policial federal!
Você era um policial federal.
Uma cópia do formulário de admissão.
Evidência do 67° paciente.
Se você tivesse chegado ao continente,
podia ter acabado com este lugar.
Mesmo assim, não achou tempo para olhar para isto. Leia.
Vá em frente.
"O paciente é muito inteligente. Veterano condecorado.
"Presente na libertação de Dachau.
"Ex-policial federal. Tendência à violência.
"Não mostra remorso porque nega que o crime aconteceu.
"Narrativas bem desenvolvidas
"impedem encarar a verdade da..."
Que nada!
Cadê o meu parceiro? Cadê o Chuck?
Vamos tentar de outro jeito.
O sobrenome da sua mulher era Chanal.
Não fale dela.
Terei que falar.
O que esses nomes têm em comum? E a sua "regra dos 4".
O que vê?
Se fez alguma coisa ao meu parceiro...
Concentre-se, Andrew! O que vê?
Os nomes têm as mesmas letras.
Edward Daniels tem as 13 letras de Andrew Laeddis.
De Rachel Solando e Dolores Chanal.
Os nomes são anagramas.
Sua tática não funciona comigo.
Veio aqui atrás da verdade. Aqui está.
Seu nome é Andrew Laeddis.
O 67° paciente de Ashecliffe é você, Andrew.
Que nada!
Foi encarcerado há 24 meses.
Seu crime é horrível. Não consegue se perdoar,
então inventou outra personalidade.
Vamos nos ater aos fatos, certo?
Na sua história, você não é assassino, mas herói e policial.
Está aqui cuidando de um caso.
Você descobriu uma conspiração. Tudo o que te contamos
sobre quem você é, o que fez, você repudia como mentiras.
Meu nome é Edward Daniels.
Ouço essa fantasia há 2 anos. Conheço todos os detalhes.
O paciente 67, a tempestade,
a Rachel Solando, seu parceiro, seus sonhos.
Em Dachau, pode não ter matado os guardas.
Queria poder deixá-Io viver na sua fantasia. Queria mesmo.
Mas é violento, treinado, perigoso.
O paciente mais perigoso.
Feriu assistentes, guardas, pacientes.
Há 2 semanas, atacou o Noyce.
Sei tudo sobre você.
- Mandou bater no Noyce. - Não mandei!
Por que o atacada?
Ele te chamou de "Laeddis".
E você faria qualquer coisa para não ser ele.
Tenho uma transcrição da sua conversa com o Noyce.
"É por sua causa! E, Laeddis, sempre foi por causa disso."
Ele diz que é por mim e Laeddis.
Quando perguntou o que houve com o rosto
ele disse: "Foi você quem fez isso."
Quis dizer que foi minha culpa.
Você quase o matou.
O diretor e a Administração decidiram
que se não lhe devolvermos a sanidade agora,
tomaremos medidas para nunca mais machucar ninguém.
Vão Iobotomizar você, Andrew. Você entende?
Sim, entendo.
Entendo muito bem.
Se eu não compactuar com o seu jogo aqui
o Dr. Naehring vai me transformar num dos fantasmas dele.
Mas e o meu parceiro?
Dirá à polícia federal que ele é um mecanismo de defesa?
Olá, chefe.
O que está havendo aqui?
Trabalha para ele?
Não tinha outro jeito.
Alguém tinha que ficar ao seu lado, mantê-Io em segurança.
Você tem me vigiado.
Me vigiado a cada minuto.
Quem é você? Quem é você? Diga!
Não me reconhece, Andrew?
Fui seu principal psiquiatra nos últimos 2 anos.
Sou Lester Sheehan.
- Contei-lhe sobre minha mulher. - Eu sei.
Desci o penhasco para pegá-Io. Confie¡ em você.
Arrisquei tudo para vir aqui atrás de você. Tudo!
Eu sei, chefe.
O tempo está acabando.
Jurei à Administração
que eu podia construir a encenação mais radical
e avançada já realizada na psiquiatria.
Achei que se vivesse essa fantasia
você veria como isso tudo é falso e impossível.
Se movimentou livremente por 2 dias.
Me diga. Cadê as experiências nazistas?
As satânicas salas de operação?
Andrew, me escute.
Se falharmos com você
tudo o que tentamos fazer aqui será desacreditado.
Estamos na linha de frente de uma guerra aqui.
E, neste momento, tudo depende de você.
- Não se mexam! - Andrew, não.
Meu nome é Edward Daniels!
Está carregada. Sei disso pelo peso.
Tem certeza de que é a sua arma?
Tem as minhas iniciais e um amassado de um tiro.
Não pode me enganar nisto.
Então atire.
Não sairá desta ilha.
Andrew, não atire.
Minha arma.
O que fez à minha arma?
É um brinquedo.
Estamos falando a verdade.
A Dolores era maníaco-depressiva, suicida.
Você bebeu, se afastou, ignorou o que todos diziam.
Se mudou para o Iago depois que ela incendiou seu apartamento na cidade.
Está mentindo.
Você me drogou!
Mentiu o tempo todo!
Seus filhos. Andrew, seus filhos.
Simon. Henry.
Nunca tive filhos.
Sua mulher os afogou na cabana perto do Iago.
E aqui, a filhinha com quem sonha
toda noite.
Nunca tive uma filhinha.
A que te diz que devia tê-Ia salvado.
Salvado todos eles.
Sua filha. O nome dela era Rachel.
Nega que ela existiu?
Andrew, você nega?
Sinto muito, meu bem.
Falei para você não entrar aqui.
Falei que isso seria o seu fim.
Voltei!
Nós o pegamos nos arredores de Oklahoma.
Deve ter parado em 10 lugares daqui até Tulsa.
Dormiria por 1 semana.
Dolores?
Meu bem,
por que está toda molhada?
Senti saudade.
Quero ir para casa.
Está em casa.
Onde estão as crianças?
Na escola.
Hoje é sábado, querida.
A escola não abre no sábado.
A minha abre.
Meu Deus!
Meu Deus!
Meu Deus! Meu Deus!
Meu Deus, não!
Vamos, vamos!
Por favor, Deus, não!
Vamos colocá-Ios na mesa, Andrew.
Nós os secaremos. Trocaremos as roupas deles.
Serão nossos bonecos vivos.
Amanhã os Ievaremos a um piquenique.
Se alguma vez me amou, Dolores, por favor, pare de falar.
Eu te amo.
Me deixe ir.
Meu bem.
Daremos banho neles.
- Eu te amo, meu bem. - Também te amo.
Te amo muito.
Eu te amo...
Meu amor!
Está me ouvindo?
Rachel, Rachel.
Rachel de quê?
Rachel Laeddis.
Minha filha.
Por que está aqui?
Porque matei minha mulher.
Por que fez isso?
Porque assassinou nossos filhos
e me pediu para deixá-Ia ir.
- Quem é Teddy Daniels? - Ele não existe.
Nem a Rachel Solando. Eu os inventei.
Porquê?
Precisamos ouvi-Io dizer.
Depois da 1a vez que tentou se matar,
a Dolores me disse
que tinha um inseto vivendo dentro do cérebro dela.
Ela podia senti-Io estalando pelo crânio,
puxando os fios só para se divertir.
Ela me disse isso.
Ela me disse isso, mas eu não ouvi.
Eu a amava muito.
Por que os inventou?
Não suporto saber que a Dolores matou nossos filhos.
Eeu
os matei porque não busquei ajuda para ela.
Eu os matei.
Esse é o meu medo.
Fizemos progresso uma vez, e depois você regrediu.
- Não me lembro disso. - Eu sei.
Você reinicializou, Andrew.
Como uma fita tocando e repetindo sem parar.
Espero que isso que fizemos impeça que aconteça de novo.
Mas tenho que saber que aceitou a realidade.
Você veio atrás de mim, doutor?
Tentou me ajudar quando ninguém o faria.
Meu nome é Andrew Laeddis.
E assassinei minha mulher na primavera de 52.
- Como estamos esta manhã? - Bem.
- E você? - Não posso reclamar.
- Qual o nosso próximo passo? - Me diga você.
Tenho que sair daqui, Chuck. Voltar para o continente.
O que quer que aconteça aqui, é muito ruim.
Não se preocupe, parceiro, não vão nos pegar.
É, somos espertos demais para eles.
Somos mesmo, não é?
Sabe, este lugar me faz pensar.
O que, chefe?
O que seria pior?
Viver como um monstro ou morrer como um homem bom?
Teddy?
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.