Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Segura, demiss�o!
SEM SERVI�OS M�NIMOS
Segura, demiss�o!
PELO RODRIGO
Segura, demiss�o!
Segura, demiss�o!
Segura, demiss�o!
Com a Segura, vamos para a sepultura!
Com a Segura, vamos para a sepultura!
A viol�ncia contra os profissionais de sa�de aumentou 38 %.
Somos sobrecarregados com tanta press�o e responsabilidade
que a taxa de suic�dio na nossa profiss�o
� significativamente maior do que no resto da popula��o.
Segura, demiss�o!
Antes, bateram-nos palmas.
Agora, s� pedimos que nos ou�am.
E n�o vamos parar at� o conseguirmos.
A incis�o est� a sarar muito bem.
Por amor de Deus. Como se atreve?
- Patricia... - N�o, por favor, imploro-te.
Abandonaste-me no bloco.
Por tua causa, perdi um peito e o cancro continua a espalhar-se.
Prometeste que a minha recupera��o seria o mais importante
e que o m�dico triunfaria...
... sobre o sindicalista. E confiei em ti.
No momento mais fr�gil da minha vida.
Escolhi acreditar em ti.
E tu mentiste-me.
Por uma greve de merda.
A greve n�o teve nada que ver com isso. A cirurgia n�o devia ter continuado.
Ou melhor, n�o devia ter come�ado.
O tumor era muito maior do que pens�vamos.
O teu corpo estava num estado fr�gil.
O melhor a fazer era parar e reavaliar.
Se tivesses feito a...
- Como se chama? - Resson�ncia.
- Se a tivesses feito, n�o estaria aqui. - Exatamente.
Deixa-me com a minha paciente, por favor?
Conte comigo para o que precisar.
Obrigada.
Falamos depois.
Apesar de estar em greve, fui eu que te tratei desde o in�cio.
Sou quem melhor conhece o teu caso.
Incluindo o Biel, que � apenas um interno.
Se �s o que melhor conhece o meu caso,
diz-me: tenho met�stases?
Ela n�o me deu um diagn�stico,
mas tu poder�s dar.
Tens coragem.
Chegou aos g�nglios?
Quanto tempo me resta?
Ainda n�o sabemos.
E quando...
Patricia, tem calma.
E quando � que vais saber?
Se n�o h� ningu�m para me fazer exames.
Lamento.
N�stor...
N�stor!
Sim?
N�stor...
J� n�o �s um m�dico, �s um perigo p�blico.
E eu vou certificar-me de que nunca mais voltar�s a exercer.
� que te esqueceste de uma coisa.
N�o sou apenas tua paciente, tamb�m sou a maldita presidente!
Cobrimos a Urg�ncia e s� operamos em casos extremos.
A triagem fica limitada a tr�s n�veis.
Pulseiras vermelhas, alta prioridade. Amarelas, que ficam em observa��o.
E verdes, que s�o enviadas para o Esperan�a e o Sant Vicent.
Perceberam?
V�o trabalhar sem especialistas, por isso, apoiem-se uns aos outros.
S�o m�dicos muito capazes e v�o prov�-lo.
Estou uma pilha de nervos.
N�O VENS A CASA?
MENSAGEM APAGADA
May, n�o me ignores tamb�m. J� tenho inimigos que cheguem.
ROC�O FOI BLOQUEADA
N�o sei se esta merda � uma alergia ou se apanhei algo mortal.
- May! - Desculpa.
Estou com a cabe�a a mil.
Ainda bem que ganhaste ju�zo.
Tome, da Urg�ncia.
Vamos?
Aposto que isso � do detergente.
Ou ent�o da maneira como o Dr. Moa olha para ti agora.
Mas fizeste a coisa certa. Ficaste no bloco.
E, apesar desta situa��o merdosa, estou feliz por trabalhar sem a Leo.
Que comece o caos.
- Gerard Serra. - Aqui.
Bando de pregui�osos! Nem examinam o meu marido!
Acalme-se, senhor!
N�o me acalmo nada. N�o v� que desmaiou?
- Caiu e ningu�m ajuda! - O que foi?
Querem que vos bata palmas?
- Ent�o? - Bato � nas vossas caras!
- Sai! - O que est� a fazer?
- Perd�o. - Roc�o, est�s bem?
- Deixa ver. - N�o pode fazer isso.
- Algu�m est� ferido. Vejo sangue. - N�o pode agir assim.
- Est� tudo muito tenso. - Acalme-se, sim?
- Perd�o. - Ponha-se no nosso...
O que aconteceu?
Nada, foi um idiota.
Deixa-me ver.
N�o � nada.
Ningu�m me trata.
Por favor! N�o aguento mais esta dor no joelho!
Como est�s?
Como est�s?
Est�s a aprender alem�o?
Deves estar aborrecida sem o que fazer.
May...
Volta para casa.
Ou... n�o sei...
Uns dias at� encontrares casa. Onde tens dormido?
Vai � merda!
Foda-se.
Temos de falar. Vamos ter uma filha.
P�e gelo tr�s vezes por dia.
Raios...
Tenho uma visita surpresa!
Eu disse que n�o queria visitas.
Nem um ministro da Sa�de em crise?
Ventura...
Ventura...
J� viste a confus�o em que nos meteram? E eu estou aqui metida.
Parece uma piada de mau gosto.
N�o entendo porque n�o foste para o privado.
S� temos vaga no Santa Ana daqui a tr�s dias.
- E � por especial favor. - Adiante.
Diz-me, em que pensaram?
T�m um plano contra greves de pessoal m�dico sem precedentes?
Vim para ver como est�s, n�o para trabalharmos.
V� l�, n�o posso ficar parada sem fazer nada. Conta-me.
T�m as exig�ncias dos sindicatos?
Patricia...
... isto � uma altura complicada para ti.
Achamos que � melhor afastares-te durante uns tempos. Para te tratares.
Mas n�o consigo estar quieta.
Mete baixa e descansa.
Est�s a falar a s�rio?
Queres afastar-me agora?
- Sabias disto? - Como saberia?
Patricia,
n�o � isso.
Ent�o, o que �?
Diz-me o que �.
N�o me olhes assim. Sei quando me querem tramar.
� preciso ser-se mais inteligente do que tu, Venturita.
E flores
muito mais caras!
- Vamos acalmar-nos. - Acalma-te tu.
N�o?
Diz-me, como te sentirias se soubesse que eras respons�vel
pela paralisa��o total do SNS e que, ainda por cima, podes morrer
enquanto os abutres do teu partido disputam o teu cargo?
Como te sentirias?
Patricia, n�o sejas teimosa. Mais cedo ou mais tarde, ter�s de parar.
� pelo teu bem.
N�o.
N�o o...
N�o o permitirei.
Caramba, se me tiram isto, tiram-me tudo.
Tiram-me tudo.
Arquiva este.
- Certo. - Obrigado.
Doutor, por favor, preciso de ajuda. Cortei-me nos pit�es de uma chuteira.
Se � um corte, v� ao centro de sa�de.
Estamos cheios.
Mandaram-me para aqui. Por favor, ajude-me.
Deixe-me ver.
- Fa�a press�o. - Est� bem.
- Venha comigo. - Obrigada.
Com licen�a.
O anest�sico vai arder um pouco, mas n�o sentir� nada.
Est� bem.
Ent�o? Como est� tudo por aqui?
Corte profundo. Seis cent�metros.
Desculpa, podemos falar um pouco?
Estou stressado, meu... Nem me interessa que sejas um fura-greves.
Estou ocupado. N�o v�s?
Tens de fazer uma sutura subcut�nea. Olha como est� aberta.
Credo!
Depois, uma intrad�rmica, se souberes fazer, porque...
... n�o a vais deixar com uma cicatriz. - Obrigada.
Ora essa.
A quest�o � que...
Nunca perdi uma ere��o, Menchu, juro.
E o rapaz pensou que foi por ter uma doen�a, mas n�o foi.
Que pena.
E n�o estavas nervoso, querido?
Podes ter pensado que n�o estavas � altura.
- � comum. - Eu? Nem pensar.
- Al�m disso, conhecemo-nos num chill. - O que raio � isso?
Um s�tio onde se fazem orgias.
Estamos com um e outro e, de repente, temos quatro pilas na cara.
- A s�rio? - Quique, por favor!
O que foi?
Quero dizer que j� tivemos rela��es sexuais.
Melhor assim?
E nunca me aconteceu isto.
- N�o? - N�o sei o que foi.
Isso acontece sempre aos homens quando come�am a gostar de algu�m.
Bloqueiam.
- Achas? - � certinho, querido.
- J� te aconteceu isso? - A mim?
- Sim. - E o que fizeste?
Casei-me com ele.
- Gozas! - Juro.
Eu e o �scar namoriscamos, excitamo-nos um ao outro e tudo isso,
mas acho que n�o gosto dele.
N�o gostas, mas est�s a falar dele h� dez pontos de sutura.
- L� isso � verdade. - Pois...
- Estou aqui h� hora. - Estou farta, vamos.
Um momento, por favor!
Deem-me a vossa aten��o, por favor! Quem puder ir para o Sant Vicent, que v�.
Que pouca-vergonha!
N�o saio daqui at� ser atendida.
- Estamos aqui h� mais de quatro horas! - Ningu�m nos atendeu l�.
Tamb�m n�o t�m servi�os m�nimos.
O qu�?
"Hospital Universit�rio Sant Vicent junta-se � greve sem servi�os m�nimos
come�ada pelo Sorolla h� dois dias."
"Enquanto isso, o governo de Segura
esconde-se em sil�ncio em plena crise sanit�ria."
Isto est� a descontrolar-se.
Se aderirem mais hospitais, teremos de tomar medidas dr�sticas.
Vamos concentrar-nos. O que fazemos agora?
Re�ne-te com eles e ouve-os. V� se se acalmam.
Est� bem, Emilio.
- Aqui tens. - Obrigada.
Dra. Amaro, como est� o seu filho?
O meu filho?
Sou o param�dico que o trouxe.
Tu � que o trouxeste?
J� queria ter falado consigo, mas n�o nos t�nhamos cruzado.
Ainda bem que estava um m�dico com ele, ou n�o teria sobrevivido.
Um m�dico? Que m�dico?
Segura, demiss�o!
Segura, demiss�o!
Com a Segura, vamos para a sepultura!
Com a Segura, vamos para a sepultura!
Sa�de p�blica!
Sa�de p�blica!
Sa�de p�blica!
- Falsa! - Dissimulada!
Sai daqui!
Dissimulada!
Bem, aqui estou eu. Patricia Segura, em carne e osso.
T�m todos os motivos para estarem aqui e terem chegado a este ponto.
Eu entendo-vos.
E n�o vos censuro.
A morte do Rodrigo foi um golpe duro.
Um golpe bem duro.
- Perdemos um colega. - Sim.
Mas o que querem agora?
O colapso total?
Estou aqui.
Vim para vos ouvir.
Com uma condi��o, a greve termina hoje.
- Sim, certo. - Claro.
Deve ser, deve!
Patricia,
o Gabinete de Sa�de tem as nossas exig�ncias h� meses.
E tu devias estar na cama.
Devia estar na cama, mas estou aqui convosco.
O Gabinete de Sa�de n�o far� nada porque passaria uma imagem de fraqueza.
Portanto, da� sabem o que v�o levar? Nada!
E, aqui, t�m uma porta-voz que est� disposta, capacitada
e totalmente comprometida para resolver isto hoje.
Porque n�o negociamos? A presidente est� aqui.
Agora? N�o vai adiantar nada.
N�o sei.
Talvez adiante. N�o?
Quer�amos que nos ouvissem... N�o sei.
Eu voto sim.
�timo.
- Voto sim. - Eu tamb�m.
Que raio est�o a fazer?
Patricia!
- Por favor, ouve-me. - Malta, ou�am!
Estamos a conseguir! O Gabinete de Sa�de acabou de ligar.
Querem reunir-se connosco com urg�ncia j� esta tarde!
- Boa! - Sim!
Os outros hospitais de Val�ncia juntaram-se � greve sem servi�os m�nimos!
Os sete!
Sa�de p�blica!
SA�DE VIVA
Sa�de p�blica!
- Trouxe as minhas coisas de tua casa. - Espera. J�sica, n�o.
"N�o" o qu�, Llu�s?
Abandonaste-me na altura mais dif�cil da minha vida.
Eu percebo que est�s stressado com a greve
e at� zangado comigo por a apoiar,
mas n�o tens o direito de me tratar assim.
Tens raz�o.
Tens raz�o. � tudo o que posso dizer.
Mas, por favor, n�o te precipites. Deixa-me explicar.
Se queres explicar, f�-lo agora.
Porque desapareceste?
Tudo bem, �scar? Eu...
Queria pedir desculpa pelo outro dia porque...
N�o queria que te sentisses mal e estava a pensar se...
N�o sei o que isto vai dar, mas quero muito ver-te e...
Porra, que merda de mensagem.
- Achas que sou idiota? - Credo, doutora.
N�o. Porqu�?
N�o? Achaste que n�o ia descobrir?
- Refere-se � mensagem? - Foste tu, Enrique!
Tu � que estavas com o meu filho de 19 anos no dia em que ele quase morreu.
Aonde vais? Aonde pensas que vais?
- Cobarde de merda! - Desculpe, est� bem?
- Sinto muito, doutora. - Sentes?
O qu�? O facto de o teres drogado?
De o teres comido sem preservativo? Acho que n�o sentes nada.
Mas vais sentir, sim, acredita.
Vais arrepender-te de lhe teres lixado a vida.
Porque eu vou lixar a tua.
A TUA SA�DE EST� � VENDA
Desculpa, n�o te queria acordar.
N�o faz mal.
S�o as minhas coisas?
Sim.
Como n�o quiseste ir a casa, achei que te fizessem falta.
May,
s� te quero ajudar e conversar.
Est� bem.
O apartamento � teu.
N�o somos casadas.
E a beb�, bem...
... logo se v�.
Uma semana contigo, outra comigo.
- J� n�o vais para a Alemanha? - Claro que vou.
Ent�o, como vamos fazer para alternar as semanas com a beb�?
- Eu vivo aqui. - Ningu�m te obriga a viver aqui.
May...
- Liga-me quando quiseres falar. - Estou a falar.
N�o, est�s a castigar-me.
Se agisses como uma adulta, falar�amos a s�rio.
Est� bem.
Desculpa.
Come�a tu.
Engravidaste porque eu te pedi, May.
E estou-te infinitamente grata.
Mas n�o acho justo que arques com essa responsabilidade.
O que est�s a dizer?
Que eu devia ficar com a guarda da beb�.
E � o que vou pedir. E vou faz�-lo por ela e por ti.
Por mim?
Est�s maluca.
- N�o, May... - Sai, por favor.
Vai-te embora.
Paciente em estado cr�tico. Prioridade m�xima.
Afastem-se, por favor.
Rosa!
- O que aconteceu? - Estava a sangrar do pesco�o.
Tent�mos examin�-la, mas, quando tir�mos a m�o,
um jato de sangue arterial atingiu o teto da ambul�ncia.
Ela voltou a p�r o dedo no buraco e trouxemo-la.
- No buraco? - Veja.
A costura abriu.
Estou bem, doutor. S� me assustei com tanto sangue.
A tens�o est� baixa, mas est�vel. O dedo estancou a hemorragia.
Mas � grave?
A pele dela parece papel por causa da radioterapia.
Rosa!
Doutor, n�o diga ao Ramiro que isto tem que ver com o tratamento.
- Ele vai passar-se. - Calma.
- Desculpe. - � a minha mulher.
� grave, doutor?
Ela conseguiu estancar a hemorragia.
Vamos fechar a incis�o e j� a devolvemos daqui a duas horas.
- Volto j�. - Est� bem.
Com licen�a.
N�o podem avisar o Dr. Moa que estamos aqui?
Germ�n, preciso de uma box.
- Estamos cheios. - � urgente.
Box de reanima��o?
Vou dar-lhe algo para relaxar, mas primeiro tenho de ver a incis�o.
Est� bem.
Pronto, pode tir�-lo agora.
Merda! Rosa, est� bem?
- Sim. - Sim?
Germ�n, traz dois cateteres 18 e sangue O Rh-.
- Temos de a deitar. - Sim.
Rosa, olhe para mim.
O que fazemos agora?
May!
Pulseira vermelha. Preciso de um anestesista e um cirurgi�o vascular.
- J�! - � para j�.
Rosa, ent�o?
N�o adorme�a.
Raios!
Apenas um dia ap�s o in�cio desta greve sem servi�os m�nimos,
com todos os hospitais valencianos envolvidos,
o Gabinete de Sa�de e os sindicatos v�o reunir-se para acabar com este impasse.
Est�o a caminho do Gabinete agora para apresentarem as suas exig�ncias.
A SA�DE N�O EST� � VENDA VAL�NCIA UNIDA CONTRA A PRIVATIZA��O
Sa�de p�blica!
Sa�de p�blica!
Bravo!
T�o corajosos!
Sa�de p�blica!
Viva!
Viva a sa�de p�blica!
Sa�de p�blica!
- N�o h� cirurgi�es vasculares. - Est�s a brincar.
Foda-se!
O que fazemos?
Se a queremos salvar, temos de operar n�s.
Podemos estancar a hemorragia ligando a car�tida.
N�o � arriscado? � por onde vai o sangue para o hemisf�rio esquerdo.
Podemos causar um AVC grave.
� a �nica op��o que me ocorre para impedir que morra.
Bem, isso e rezar para que tenha estenose e boa circula��o colateral.
Ent�o, reza.
- Posso tirar o dedo? - For�a.
- Valha-me... - Prepara o campo est�ril.
- Gazes! - Raios.
E pontos absorv�veis 4/0.
- Certo. - Preciso de gazes.
Pin�a.
Biel.
- Pressiona a�. - Sim.
N�o d�, a art�ria est� a desfazer-se.
Biel, tenta mais para baixo, est� bem?
Eu seguro.
Raios...
- Biel, ela est� a sangrar! - Um minuto!
Estou quase l�.
Consegui.
A ver se ela se safa.
Achamos que � um bom acordo. O valor de plant�o ser� reajustado
e, apesar de uma semana de 35 horas n�o ser vi�vel, oferecemos 37.
O resto j� sabem.
E a presidente est� a par disto?
A presidente est� a par de tudo o que o seu governo faz, Sr. Moa.
Certo.
E concorda?
H� algum problema com o acordo?
Acho que � melhor do que esperavam.
Parece bem no papel. A quest�o � se ser� cumprido ou n�o.
Se concordarem, amanh� ser� entregue � Sra. Segura
e, depois de ela assinar, assinam voc�s. Concordam?
Muito bem.
Se me for�arem a assinar isto,
terei de me demitir.
N�o vejas as coisas assim.
Pensa que, se os m�dicos voltarem, poder�s continuar o teu tratamento
e salvar a tua vida.
S� ego�sta, f�-lo por ti.
O partido deve estar a esfregar as m�os de contente.
Correu-lhes muito bem o golpe.
Maldita greve.
O que mais me irrita � que nem leram o meu programa de governo.
- Claro. - Querem l� saber.
S� querem saber de uma coisa.
A presid�ncia.
N�o devias fumar.
A minha av� viveu at� aos 90 anos.
A fumar?
Sem se meter na vida de ningu�m.
N�o h� nada que possamos fazer agora, Patricia.
O melhor a fazer � afastares-te com um pouco de dignidade.
N�o sei.
Amanh� apresento a minha demiss�o.
Olha para mim.
Olha para mim, Emilio. Deixa-me ser eu a anunci�-lo.
Claro.
Toma.
Sou eu.
SEM SERVI�OS M�NIMOS
Porra, n�o podia ser mais baixo, n�o?
May!
- A Dra. Santapau? - N�o est� aqui.
N�o?
Tinhas raz�o. N�o devia ter sido inseminada durante o internato.
Nunca disse isso.
- Sim, mas pensaste. - N�o sejas tola.
- Desculpa se fui... - O batimento card�aco?
- H� batimento? - Espera, temos de lhe dar tempo.
E o pai?
N�o, m�e biol�gica.
Barriga de aluguer?
A minha namorada... A minha ex-namorada.
N�o h� batimento card�aco. Vou perd�-la.
Leo!
Talvez seja melhor assim.
Assim, nunca conhecer� estas m�es de merda.
Porra!
Obrigada.
Queres esta beb�?
Sim.
Ent�o, tens de lutar por ela. � o que as m�es fazem.
HOSPITAL JOAQU�N SOROLLA
V� l�, Rosa. D�-me boas not�cias.
Foda-se!
GREVE
DEFENDE A TUA SA�DE!
Como disse, a cirurgia correu bem.
Mas s� quando fizemos a TAC � que conseguimos avaliar os danos.
A laquea��o da art�ria
provocou um AVC massivo no hemisf�rio esquerdo,
acompanhado de um edema cerebral com um desvio da linha m�dia.
Em termos leigos, doutor.
N�o...
... achamos que seja compat�vel com a vida.
Mas n�o era grave.
Lamento imenso.
As pr�ximas horas ser�o decisivas.
Prometo que faremos tudo o que pudermos, mas � prov�vel que piore e...
... ter� de tomar a decis�o de limitar os esfor�os terap�uticos.
O qu�? Eu?
N�o, eu n�o posso.
� a minha mulher.
Quero falar com o Dr. Moa.
- O Dr. Moa... - Quero a opini�o do Dr. Moa!
Chame o Dr. Moa!
- O que se passa aqui? - Chamem o Dr. Moa.
Lamento muito, Ramiro.
Como cheg�mos a isto?
Tudo o que ela queria era que n�o sofr�ssemos com a doen�a dela.
E agora a minha Rosa desapareceu.
E eu tenho de decidir se a mato.
N�o consigo.
Lamento muito n�o ter estado convosco.
- A s�rio. - N�o era suposto ser assim.
Disse que ainda ter�amos uns meses depois da cirurgia.
Mas tiraram-mos. Tiraram-mos assim de repente.
- Ramiro... - Tudo culpa da vossa greve!
Sabem disso, n�o sabem?
Deixaram mi�dos inexperientes sozinhos.
Teria acontecido o mesmo.
Qualquer m�dico teria feito o mesmo.
Sei que � dif�cil de acreditar, mas ningu�m tem culpa.
Garanto-lhe, Sr. Meseguer.
Obrigada.
Queres tomar o pequeno-almo�o juntos?
Estou a ter um dia de merda.
- Biel, eu... - Espera.
- Deixa-me dizer uma coisa primeiro. - Est� bem.
J� disseste que n�o queres ter nada.
E eu disse que n�o me importava.
Mas, por mais que goste de te foder �s escondidas pela cidade toda,
s� queria poder tomar o pequeno-almo�o contigo sem termos de nos esconder.
O que achas?
- Ol�. - Ol�.
De Felipe, parab�ns. Ouvi dizer que n�o paraste estes dias.
O hospital agradece.
N�o o esquecerei.
Pronta?
- Sim. - Est� bem.
- At� logo. - Adeus.
Pilar!
Muito obrigado.
N�o te iludas. S� estava a tentar evitar um processo.
Isto j� se virou contra n�s, n�o v�s?
O teu interno est� ali.
Continua a deix�-lo sozinho e teremos outro suic�dio em breve.
Como te atreves a operar sem um cirurgi�o vascular?
E a ligar a car�tida de uma paciente terminal?
- Est�vamos sozinhos, t�nhamos de tentar. - N�o.
O certo era t�-la deixado morrer na sala de opera��es.
J� chega!
Como te atreves?
Estou aqui h� dias a trabalhar sem descanso!
N�o te atrevas a dizer-me o que devia ter feito.
Podes enfiar o teu serm�o de merda no cu!
Porque, se aquele homem tem de tomar esta decis�o,
� porque tu n�o estavas aqui!
Vai-te foder!
Puseste demasiado batom. Exageraste na boca.
- Espero l� fora. - Est� bem.
Obrigado.
- Como est�s? - J� n�o sou tua paciente.
O acordo est� ali. Podes rev�-lo.
Mais um pouco.
- � um �timo acordo. - N�o teria feito melhor.
- N�o o terias feito. - �s muito cansativo, N�stor.
Os meus sucessores ser�o piores. Acredita.
Porqu�? Vais demitir-te?
D�s-nos um minuto?
Isso
� apenas fumo.
- Est�o a usar-te para se livrarem de mim. - Fumo que salvar� muitas vidas.
- N�o a minha. - N�o sabes.
Olha-me nos olhos e diz-me que sou apenas um dano colateral
do teu grande plano para salvar o SNS.
N�o �s.
Se tiveste tomates para me deixar no bloco, a meio da cirurgia,
tamb�m tens para me dizer a verdade.
Fui um dano colateral?
N�o.
Mas h� coisas mais importantes do que n�s
pelas quais tamb�m vale a pena lutar.
S� isso.
Sabes que mais?
Tens toda a raz�o.
Emilio!
Sei que h� rumores sobre os acordos que estamos a fazer com os sindicatos,
e que, devido a isso e � minha doen�a,
me vou demitir.
- O qu�? - Ela vai demitir-se?
N�o!
N�o podiam estar mais errados.
O qu�?
Porque eu...
Eu n�o aceitei este cargo... para... Aceitei este cargo para fazer a diferen�a.
Sim. E n�o me tenciono ir embora at� esta situa��o estar resolvida.
Filha da puta!
N�o cheg�mos a acordo com os sindicatos,
porque isso significaria renunciar a todas as minhas pol�ticas
e render-me � brutalidade do Sistema Nacional de Sa�de.
Com licen�a.
Obrigado.
Este sistema de sa�de tirou-me a mama.
Sem o meu consentimento.
E n�o conseguiram remover o tumor que se continua a espalhar pelo meu corpo.
Se querem alcan�ar alguma coisa, ser� literalmente por cima do meu cad�ver.
N�o vou ceder.
Mesmo que isso signifique que a falta de m�dicos e de tratamentos
me custe a vida.
Para que o que me aconteceu n�o aconte�a a mais ningu�m.
Porque, senhoras e senhores, a nossa sa�de merece melhor.
Muito obrigada.
Viva a nossa presidente!
Legendas: Carla Barroso
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.