Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
N�o, v� l�!
V� l�!
Rodri?
Como est�s?
Vais ver que, daqui a uns dias ou a umas semanas...
O que te aconteceu � normal.
Vai acontecer-nos a todos. Faz parte do trabalho.
Pronto? Querem ver-nos.
N�o te preocupes.
Boa sorte.
Cabe�a erguida, aguentamos o embate e continuamos.
- O que te aconteceu �... - Sim.
Rodri, a s�rio. Ouve.
Rodri, o que...
O que te aconteceu � uma merda, mas faz parte do trabalho, est� bem?
N�o faz de ti mau m�dico.
Rodrigo, entra.
N�o. Eu vou com ele. Eu era a especialista.
- � minha responsabilidade. - Primeiro ele e depois tu.
Rodri...
- Toma conta dele l� dentro, sim? - N�o te preocupes.
A s�rio. N�o quero que fa�a nenhuma parvo�ce.
Est� muito nervoso.
Por favor.
A m�e da Odalis afirma que n�o � a assinatura dela,
que n�o autorizou a cirurgia. � verdade?
Rodrigo, queremos perceber o que aconteceu.
Por favor, diz-nos.
Porque est� aqui a chefe de Psiquiatria?
Para avaliar se estou a mentir ou se estava capaz durante a cirurgia?
N�o, Rodrigo.
Vim ajudar-te. Estamos todos aqui para isso.
Sabemos que perder um paciente pode afetar um m�dico.
Deves saber que o hospital tem seguro para cobrir
complica��es que um m�dico pode ter com um paciente.
- � dif�cil meter tanta �gua como tu. - Todos cometemos erros.
Primeiro temos de esclarecer isto da assinatura.
- Falsificaste-a? - Pilar, n�o est�s a ajudar.
- Vamos acalmar-nos. - N�o discutam por minha causa.
Se acharem que tenho de ir, estou disposto a demitir-me j�.
Rodrigo, acho que n�o entendes. Esse n�o � o teu maior problema.
Nenhum seguro cobre documentos falsificados.
Se a fam�lia decidir processar-te,
podes acabar na pris�o.
Senhora presidente, muitos acharam que, devido � doen�a,
deixaria temporariamente o cargo.
E perder a maior feira de turismo da Europa?
Nem pensar!
N�o. Sou e continuarei a ser a presidente da Comunidade Valenciana
enquanto me quiserem.
Agrade�o � oposi��o por me tornar suficientemente forte e corajosa
para enfrentar e vencer qualquer batalha.
Isso mesmo, rainha!
- Obrigado. - Corajosa!
Temos mais perguntas.
Obrigada.
PATRICIA SEGURA INAUGURA FEIRA DO TURISMO
Corajosa!
Linda!
Linda!
S� um momento.
Joana, certo? Acompanha-me.
N�o te preocupes, eles esperam l� fora.
Entra.
V� se os relat�rios est�o completos e preenche os formul�rios.
Certo.
Vamos sair para mudares de roupa, sim?
N�o te preocupes, n�o vai demorar.
Tomaste banho depois da agress�o?
Sim, n�o aguentei.
N�o te preocupes, n�o faz mal.
V�, muda de roupa.
- Nunca julgues uma v�tima de viola��o. - N�o disse nada.
V�o sentir-se questionadas em cada gesto e sil�ncio.
O exame tem de ser o menos traum�tico poss�vel. Entendido?
N�o! Raios partam.
Que caralho!
- � um dia mau ou qu�? - Tirei um XL por engano.
Vou passar outra vez o dia a mostrar o cu aos pacientes.
Pareceu-me ver a Dra. Donoso de m�os dadas com o diretor.
Parecem pr�ximos, n�o?
� normal quando se est�o a comer.
Porra, Biel. �s sempre o �ltimo a saber dos mexericos.
Posso perguntar-te uma coisa?
Qu�o fi�veis s�o os testes de VIH das farm�cias?
Porqu�?
N�o me fodas.
N�o me fodas tu, Biel. Esqueci-me de tomar a PrEP uns dias.
Estou em p�nico.
S�o relativamente fi�veis.
S�o muito sens�veis, mas pouco precisos.
Pode haver falsos positivos.
Faz uma an�lise aqui para saberes.
N�o sei se conseguirei enfrentar.
O que vais fazer? Fingir que est� tudo bem?
Tens de saber, p�. Quanto mais cedo, melhor.
Posso ir contigo e tamb�m fazer um.
- Mal n�o faz. - Fizeste sem prote��o?
N�o precisas de fazer. �s hipocondr�aco aqui.
Precisas � de psicoterapia.
A primeira coisa � recolher uma amostra de sangue.
Costumam ser enfermeiras a fazer isto, mas est�o cheias, por isso, trato disso.
Mas quantas menos formos, melhor.
Pronto.
� s� uma picadinha. Nem vais sentir.
J� est�. V�s?
Agora, enquanto tiramos sangue,
podes dizer-nos o que aconteceu. Pode ajudar.
Est� bem, n�o te preocupes.
Estamos aqui para te ouvir.
J� est� quase.
Pronto. V�s?
E agora...
... prime aqui.
Isso, com for�a.
Quando estiveres pronta, p�e uma perna aqui e a outra ali, sim?
Posso?
Vamos come�ar o exame.
N�o sei se � boa ideia. N�o devia estar aqui.
Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
N�o sei se me for�ou ou se consenti. Estava muito drogada, n�o me lembro.
Queres saber um segredo?
Quando uma mulher denuncia uma agress�o sexual � Pol�cia,
� porque ela existiu.
- Na verdade... - Queres dizer mais alguma coisa?
Vamos come�ar.
Relaxa.
Rodri?
Andava � tua procura.
- Aonde vais? - Vou embora.
- Vou demitir-me. - O qu�? N�o.
Porque n�o te defendeste da acusa��o?
- Rodri, para. N�o falsificaste nada. - Sim.
- Foi o irm�o da menina. - Mas eu deixei.
- N�o vou fazer mais merda a esta fam�lia. - E ficas tu na merda?
Queres ir preso?
Muito bem. Se n�o falas com ele, falo eu.
- Nem te atrevas. Ouviste? - Sim.
Sou o �nico respons�vel pela morte da menina.
- N�o. - Sim.
- N�o. - Por isso...
- N�o fa�as nada. - N�o!
Nunca te dev�amos ter deixado sozinho.
D�-te outra oportunidade.
Falei com a Neus. Ela pode encaixar-te esta tarde.
- Falar vai fazer-te bem. - Falar n�o vai adiantar nada.
N�o nasci para isto.
- O que lhe disseste? - O qu�?
O que te deu? Mostra alguma empatia.
Terei mais empatia quando fores mais sincera.
O teu namorado � o diretor deste hospital?
- � por isso que est�s assim? - N�o me ias dizer?
Por acaso, n�o.
Achei que n�o te dizia respeito.
- Ai n�o? - N�o.
N�o me diz respeito,
porque sou um interno de merda que anda a foder a namorada do diretor?
Foda-se, J�sica, vou ser despedido.
N�o te preocupes, n�o voltar� a acontecer.
Que cabra...
Ent�o?
Ol�!
Entra, n�o fiques a�.
- Como est�s? - Todo fodido, mas enfim...
Estou vivo.
Ouve... Foste tu, certo? Que me trouxeste ao hospital.
N�o.
Acho que foste.
Obrigado.
Salvaste-me.
N�o, n�o fiz nada. Levei-te para a ambul�ncia e pronto.
Os m�dicos disseram que podia ter morrido.
Espera, deixa-me ver uma coisa.
Isso.
Est� bom.
E o incha�o?
Bom, est� melhor.
Ouve...
Vais dizer � tua m�e que eu e tu... nos conhecemos?
N�o te preocupes, n�o te vou denunciar.
Al�m disso, nem sei o teu nome.
Chamo-me Enrique, mas podes tratar-me por Quique.
Que cena, estares a comer-me o cu h� dois dias e n�o saber o teu nome.
N�o vamos para esses s�tios propriamente para fazer amigos, certo?
Posso perguntar-te uma coisa?
Sim, claro, o qu�?
O meu teste ao VIH deu positivo.
A minha m�e diz que a carga viral � muito baixa e h� duas possibilidades.
Ou � um falso positivo,
ou a infe��o � muito recente e da� n�o se ver tudo.
Tenho de repetir o teste e ver o que acontece, mas...
Estou cheio de medo e n�o posso falar com a minha m�e.
Qual � a probabilidade de ser um falso positivo?
N�o sei.
N�o � a minha especialidade, n�o te posso ajudar.
Mas ainda bem que est�s melhor. Cuida de ti, sim?
� inacredit�vel. Pago o seguro para isto.
- S� podem estar a gozar. - Vamos ter calma.
O hospital inteiro n�o precisa de saber. Nem eu sei.
Calma, o tanas!
Vou ao hospital privado e tratam-me como se fosse uma estrela.
S� faltou o champanhe.
No entanto,
disseram que o tratamento ia custar 200 mil euros. E fora o dinheiro...
E fora o dinheiro...
Como se 200 mil euros fossem uma ninharia.
Se pudessem ser tratados pelo Dr. Moa no Sorolla, n�o hesitariam.
� por isso que estamos aqui? Para voltares a ser tratada por ele?
� a minha vida, Emilio. Que porra esperas que fa�a?
Vamos ver o que dizem os resultados, mas confio totalmente no Dr. Moa.
N�o se preocupe. Vai correr bem.
Sim.
- Est� nervosa? - Um pouco.
- Claro. - J� fiz dois ciclos de qu�mio.
Venho as vezes que for preciso.
Patricia...
� bom ver-te. Entramos?
Sim.
Doutor, j� chegou.
- Ol�, Patricia. Como est�s? - For�a.
- J� nos tratamos por tu? - Como preferir.
Bom, preferia estar noutro s�tio,
preferia n�o ter cancro e preferia ter outro m�dico.
Ainda assim, voltou.
Sim, porque vou fazer o que for preciso para vencer esta doen�a.
Aqui, preferimos pensar que o cancro n�o se vence, cura-se.
- Est� a corrigir-me? - N�o.
Um pouquinho.
As mulheres n�o gostam de ser corrigidas. Foram demasiados s�culos.
S� queria dizer que temos tentado n�o usar a linguagem belicista.
Livre-se do que quiser, mas vou derrotar este cancro.
- Com canh�es, se necess�rio. - � esse o esp�rito.
Obrigada.
� assim que se trata um paciente.
Por onde come�amos?
Rom�n?
Como est�, doutora?
Pareceu-me ter-te visto a falar com o meu filho.
Sim.
Estava por ali e fal�mos sobre algumas coisas.
Ainda bem que ele fala com algu�m.
Desde que saiu da cirurgia, ainda n�o disse nada.
Sobretudo comigo.
Como se fosse tudo culpa minha.
Como pode algu�m ser t�o imprudente, porra?
Talvez o seu filho se sinta julgado.
Est� � a chamar a minha aten��o para mostrar que n�o o apoiei,
que n�o tenho sido a m�e que ele queria ou isso.
Desculpa, n�o sei porque te estou a dizer isto.
N�o se preocupe, doutora. Se precisar de falar, conte comigo.
N�o � preciso, obrigada.
Mas fala com ele se vires que ele precisa.
Entre pares, v�o entender-se melhor.
- Como assim? - N�o �s tamb�m gay?
Mas se n�o quiseres, tudo bem.
Ajudo-o � minha maneira.
Primeiro, tem de ficar bom.
E depois
logo vejo quem lhe fez isto
e vou fazer com que se arrependa at� ao fim da vida.
- As an�lises est�o �timas. - Ol�.
Se se sentir capaz, dev�amos come�ar j� hoje.
E n�o se preocupe, a primeira sess�o n�o ser� muito dif�cil.
N�o deve sentir n�useas nem tonturas.
Se ficar, tenho de dizer �s enfermeiras qual � a medica��o.
Ouve.
Lembras-te do lema da tua campanha?
- "Sempre em frente." - Gostaram muito.
V�, vamos come�ar. Tenho montes de reuni�es.
� melhor tirar o resto do dia.
N�o disse que n�o ia ser dif�cil?
V�. Onde me sento?
- Aqui. - Aqui...
- Aqui? - Sim.
- Diz se est�s � vontade. - Sim.
Ent�o, como est�s, querida?
Vou buscar o tratamento e j� venho aqui ter, sim?
N�o sei o que � pior, ela chamar-me "querida", ou a cadeira.
N�o percebo porque tem de ser tudo t�o feio.
Patricia, olha para mim.
Sabes o que vai acontecer?
Nota-se que sou privilegiada, que sou uma classista?
Estou com medo.
� normal.
Mas n�o te deixes dominar pelo medo.
O que fazes quando tens um grande problema que n�o sabes como enfrentar?
Quando os teus rivais pol�ticos est�o dispostos a destruir-te?
Meto a armadura de presidente e sigo em frente.
Mas a armadura n�o resulta aqui.
�s t�o presidente aqui, como na Generalitat.
Certo?
- Obrigada. - V�.
- Vamos l�. - Vamos l�.
Ver�nica Baldayo!
Sim, aqui.
S� um momento, Ver�nica.
Joana, est�s bem?
O que fazes aqui?
Lembrei-me que arrancou isto quando...
- Pode ter as impress�es digitais dele? - Claro.
Porque n�o o levaste � Pol�cia?
Joana, o que foi?
N�o havia les�es, pois n�o? No exame, quero dizer.
Pensei nisso depois.
A Pol�cia estava sempre a perguntar-me se eu me debati.
Mas eu estava muito pedrada.
At� tomei duche. Sou mesmo idiota.
Querida, n�o �s culpada de nada.
O �nico culpado aqui � o sacana que te violou.
Sim, mas vai safar-se. � a palavra dele contra a minha.
N�o te preocupes, n�o se vai safar. N�o depois de o juiz ler o meu relat�rio.
- Mas disse que n�o havia nada. - Eu disse isso? Ouviste-me dizer isso?
- N�o. - Ent�o, pronto.
Manuel, para a pr�xima, depois do vinho, beba �gua tamb�m, est� bem?
Deixei de beber.
- N�o acredito nisso. - Desculpe, doutora. Podemos falar?
� o Sr. Pupilas. Estou um pouco ocupada.
- Se queres falar, ajuda-me. - Est� bem.
Ora bem, em rela��o ao outro dia...
Juro que n�o sabia que aquele mi�do era filho da Dra. Amaro. Como ia eu saber?
Mas agora a m�e dele n�o descansa enquanto n�o souber quem fez isto ao filho dela.
E n�o queres que ela saiba que foste tu e te agrade�a.
Claro, porque eu n�o lhe fiz nada.
E, bom...
Queria agradecer-lhe por manter isto entre n�s.
N�o gosto de esconder coisas, sobretudo coisas assim.
Sabe quantos pontos eu subiria na considera��o da Amaro?
Roc�o...
Por favor.
N�o disse nada, mas n�o sei o que farei se voltar a perguntar.
A s�rio? � assim que se protegem os colegas?
N�o fui eu que apanhei uma grande broa, por isso, calminha.
Pronto, Manuel.
- O meu colega trata da ferida. - Obrigado, doutora.
Filha da puta.
Apanha isto, mostra-me na luta
Por favor, pare.
Patricia, pode explicar... Pare! O que se passa aqui?
Estamos quase a acabar. Al�m disso, o Dr. De Felipe autorizou.
Biel, a s�rio que permitiste este circo todo?
H� outros pacientes. N�o est� sozinha.
Precisam de cuidados, sossego, descanso e sobretudo de privacidade.
Nenhum dos pacientes vai aparecer na foto.
N�o me importo de aparecer.
V�?
Biel, explica-lhe que me aconselhaste a faz�-lo.
Patricia, porque faria eu isso?
Pronto, n�o disseste exatamente isto.
Disseste para enfrentar os meus problemas como costumo fazer.
E s� o sei fazer de uma forma: a trabalhar.
Sendo presidente. � isso que estou a fazer.
Quer aparecer na foto?
Manuel, uma foto.
- Manuel? - Cinco minutos, Patricia.
E saem todos.
- Patricia, por favor. - S� mais um pouco.
Estou a lidar com isto tudo.
- Leo, acho que te enganaste. - Onde?
No relat�rio da Joana Martorell.
RELAT�RIO
Diz que havia abras�es vaginais, mas n�o havia.
Se diz, � porque havia.
N�o vi nada.
� por isso que �s interna e eu especialista.
Ol�.
- Ol�. - Como est�s?
- Bem. Enfim... - Falaste com o teu irm�o?
Sim, mas...
... n�o me d� ouvidos.
Vou pedir aos meus pais que o venham convencer.
Vai ser uma tempestade de merda que teremos de ver como resolver.
Ouve...
Se os teus pais v�m c�,
pode ser uma boa altura para contares.
N�o?
Claro.
"O vosso filho pode ir preso, mas arranjei namorado."
Na verdade, parece-me bem.
- Vou indo. - Espera l�. N�o v�s.
- Tenho de ir. - Espera um pouco.
- Tenho de ir. - N�o me deixes assim.
Vou.
Humilha-me sempre � frente dos outros.
N�o percebo porque n�o gosta de mim. � o hijabe? Ou a gravidez?
Ou por n�o partilhar das suas ideias feministas ultrapassadas?
Devia haver mais sororidade entre n�s, n�o? Para qu�?
- Toma as autoriza��es da anestesia. - Obrigado.
N�o sei. N�o sei por que raio pensei que ela me ajudaria.
Merda de hospital. Merda de esp�rito de equipa.
� cada um por si. Pois eu serei o primeiro.
Vou ganhar uma fortuna como anestesista num hospital privado, caralho!
- Olha a linguagem, tenho aqui um beb�. - Ora, tu pareces um camionista.
- Desta manh�. - Para o laborat�rio.
V�, desembucha.
Quem te irritou tanto para estares assim? Nem me d�s ouvidos.
Se nem voc�s me d�o ouvidos, desisto.
Sabes aquela filha da puta da Urg�ncia?
- A Roc�o Fuster? - Diz-me algo. Sim.
J� est�, querida.
- Como se sente? - Bem.
Bem, certo? N�o foi assim t�o mau.
J� se pode levantar. Cuidado, pode ficar tonta.
- Sim? - A mala.
Aqui est�.
- Pronto. - Est� bem?
- Precisa de ajuda? - N�o.
Calma. N�o se preocupe, � normal.
N�o se preocupe, � normal.
- Est� melhor? - N�o.
- N�o? - Melhor, n�o.
Um segundo. Podes levar este.
- Certo. - S� um momento.
Pressione com for�a, j� c� vimos. Como est� a respira��o? Melhor.
Como estamos aqui? Vai sentir-se melhor quando lhe der o soro.
Estou enjoada. A s�rio.
- Oriol, ajuda-me, por favor. - J� vou.
Sente-se.
- Fugiu de alguma festa de m�scaras? - Sei l�!
Quando algo corre mal, tudo corre mal.
Que raio � isto?
- O que � isto? - V�m da feira.
Intoxica��o em massa. Parece mau.
- Quero todos os internos a ajudar. - Eu aviso-os.
Calma. Pronto.
- Oriol! - J� vou.
A vomitar? � imposs�vel a quimioterapia causar n�useas t�o repentinas.
- Onde est� ela? - N�o sei. Deixei-a aqui a descansar.
- Desculpem, viram a presidente? - N�o.
Disse que tinha de resolver uma crise na feira de turismo.
Que crise?
Deixaste-a ir?
Est� tudo sob controlo. Achamos que foi uma intoxica��o alimentar.
Os casos mais graves est�o a ser hospitalizados.
Os m�dicos acreditam que, com descanso e a medica��o certa,
n�o passar� de um susto. Est�o a minimizar...
A Urg�ncia est� um caos.
Mais de 350 pessoas intoxicadas.
Parece tratar-se de uma crise sanit�ria grave.
- � a Patricia? - Est� muito p�lida e tonta.
- Tr�-la de volta. - Porqu�?
Foi � feira antes da qu�mio. Se comeu l�, tamb�m est� doente.
- Pode ficar desidratada. - Arranjaremos solu��es.
- Quero-a sob observa��o. - Est� sob controlo.
- Vemo-nos no meu gabinete. - Temos outros assuntos urgentes.
Muito obrigada.
Rodri! Vamos para o hospital.
- Intoxica��o alimentar em massa. - N�o contes comigo.
Ouve-me bem, sim?
J� chega.
Meu, tens de arranjar uma forma de te perdoares.
N�o consigo!
Consegues, pois. Rodri...
Alinhei com o que o meu pai e a minha irm� queriam.
Era o que devia fazer, mas...
N�o sou como eles. N�o nasci para ser m�dico.
- Sou um perigo. - Ouve, Rodri.
N�o tens de ser como a tua irm� para ser bom m�dico.
H� tantas formas de se ser bom m�dico. Sabes ouvir.
Percebes como as pessoas se sentem.
Digo-te isto para que os pacientes n�o percam um m�dico como tu.
Sabes que mais? Vens comigo.
Eu sei que ainda tens um m�dico dentro de ti.
Est� bem.
- Vamos l� ent�o. - Sim?
- Quando vou ser visto? - Eu sei. S� um momento, por favor.
Estamos cheios. J� vou ter consigo.
Que nojo.
V� l�, Rodri. Vamos.
- Rodri, vieste. - Sim, e j� estou arrependido.
Nada disso.
V�, atende esta senhora. Verifica os sinais vitais, a temperatura...
Vejo a frequ�ncia card�aca, a tens�o e dou-lhe soro para a hidratar.
- For�a. - Como se sente?
Preciso de a observar.
Ligou para Patricia Segura. Por favor, deixe mensagem.
Ela n�o atende.
Liguei para o telem�vel, para casa e at� para a Generalitat.
- Mas ignoraram-me. - A ficha dela?
- Quem � o n�mero de contacto? - Vou ver.
- Ser� que aconteceu algo? - O pessoal dela j� nos teria dito.
Est� aqui.
Oito, sete, dois, dois.
Eu ligo.
- Emilio Alto? - Sim?
- Estou a ligar do Hospital Sorolla. - O que se passa? A Patricia?
- Desculpe? - N�o sei dela.
- N�o, n�o est� aqui e por isso... - Como assim?
- Estava muito tonta. - Como?
Estava muito mal.
- O que temos aqui? - Um caos.
- Para onde vou? - �quele.
- J� vou. - Desculpa.
Pronto.
Boa noite, meu senhor. Como se sente? D�i-lhe o est�mago?
V� l�!
- Blanca! Depressa. - J� vou.
- Chama um especialista, vomitou sangue. - Sim, mas faz algo, Rodri.
N�o � s� sangue.
Vinho?
Cirrose? Est� bem.
As varizes esof�gicas devem ter rebentado.
Precisa de um bal�o para estancar a hemorragia. Liga � Gastro.
Patricia!
Patricia!
- Patricia! - Patricia!
Biel, v� ali.
Patricia!
Patricia!
Patricia?
- N�o adorme�a. - Ningu�m est� dispon�vel.
- Ele precisa de uma endoscopia! - Est�o ocupados.
Estamos a perd�-la, doutor.
Rodri!
Rodri! Est� 8/4.
E agora? Est� a morrer! T�m de lhe p�r um bal�o, j�!
- Tu � que �s o m�dico. - Sou a porra de um interno!
Eu vejo um m�dico que quer salvar o paciente. Ele s� te tem a ti.
Merda.
Merda. Vamos tentar. Diz-me que arranjas um bal�o.
� para j�.
V� l�, senhor. Preciso que se sente.
Patricia! Est� na casa de banho!
- Tens�o baixa e pulsa��o muito r�pida. - Chama uma ambul�ncia. Sai.
Patricia!
Diga-me o seu nome.
O qu�? Pedro?
Vai ficar bem. N�o adorme�a. Olhe para mim.
Pronto, est� aqui.
Vou p�r-lhe o bal�o. Entra pelo nariz. D�i, mas tem de aguentar.
V� l�.
N�o entra. Vou tentar pela garganta.
- Est� bem. - Tem de engolir.
Isso, engula. � s� um momento, aguente.
Engula. Muito bem. Acho que est� no est�mago.
V�.
Isto �...
... 30.
E 60 no es�fago. V� l�, Pedro, aguente-se.
V� l�.
Sente-se melhor?
Conseguimos?
Conseguimos.
Que coragem do cara�as.
Patricia? Isso mesmo.
Abre os olhos. Abre-os. Isso.
Olha para mim.
Muito bem.
Est�s comigo?
Doutor?
Sim?
J� nos tratamos por tu?
Parece que sim.
- O que fazes fora do quarto? - Estava a enlouquecer.
Ouve, fizeste uma craniotomia. Nem devias estar de p�.
- Estar assim � uma merda. - Tens de ter calma. De descansar.
- Ficar�s como dantes, n�o tarda. - Como dantes?
Acho que n�o vou ficar como dantes.
O que te aconteceu � uma merda, sim. Mas n�o � o fim do mundo.
Tu n�o esperas resultados que mudam a tua vida.
Como sabes?
Como sabes que tamb�m n�o estou � espera de resultados?
Ou que j� mos deram e que sou seropositivo?
N�o me lixes. Foste tu que me infetaste?
Bom, espero que n�o, porque tomo profilaxia pr�-exposi��o,
mas a realidade, �scar, � que fazer sexo sem prote��o numa festa
com estranhos cuja vida sexual desconhecemos de todo
assumimos um risco.
Eu nem sequer tomo a PrEP.
Sou um idiota.
Ouve.
Qual � o pior cen�rio?
Que se confirme que �s seropositivo?
Se isso acontecer, n�o mudar� assim tanto a tua vida.
Hoje em dia, h� diagn�sticos muito piores. A diabetes, por exemplo.
Mas aconte�a o que acontecer, sei que vais aguentar.
Vais ver.
Bom...
Obrigado.
- Tens uma coisa a�. - Acho que � v�mito.
Vamos estabilizar-te j�.
Podemos dizer que ganh�mos a primeira batalha, doutor?
- Se lhe quiseres chamar isso. - Sim, quero. Agora, ganhar a guerra.
- Malena? - Doutor, pode ver a minha cabe�a?
Um momento, por favor. D�-me o historial da 16.
- Obrigado. - O her�i do dia.
- Pode abotoar a camisa. - Salvei um b�bedo.
Um paciente que teria morrido se n�o fosses tu.
V�s como este hospital precisa de ti?
Quando nos v�o ver? J� passaram horas!
Ol�.
Ol�!
Tudo bem?
- Como te sentes? - Bom... cansada.
E tu? Como est� a pequenina?
Farta de estar no hospital, como a m�e.
Vai para casa. N�o v�s que n�o � bom para a beb�?
O que mais me faltava agora era a Leo a chatear-me.
Tu conhecia-la bem, certo?
Mais ou menos.
O suficiente para saberes se era capaz de falsificar um relat�rio de viola��o?
Isso � uma acusa��o grave.
Eu sei, Ro. Mas tenho quase a certeza de que o fez.
- N�o sei o que fazer. - Nada. N�o tens de fazer nada.
Primeiro, n�o queres come�ar uma guerra com a tua especialista.
Segundo, entre m�dicos, salvamos sempre a pele uns dos outros.
Sempre?
Tamb�m n�o vais contar do Quique � Dra. Amaro?
Para lhe salvar a pele.
Come alguma coisa.
Tenho de voltar ao trabalho. Adeus!
At� logo!
Esquadra, em que posso ajudar?
Achas que conseguirias fazer um retrato-rob� do agressor?
Tenho algo melhor. Tenho o perfil dele.
- M�e, precisas de ajuda? - O qu�?
- Precisas de ajuda? - N�o.
Queres ver a s�rie depois do jantar ou vais estudar?
- Vemos a s�rie. - Est� bem.
Eu abro.
- Hugo Jornet? - Sim, sou eu.
- Acompanhe-nos. - N�o fiz nada. M�e!
- Por favor. - M�e! N�o fiz nada.
- Por favor... - Est�o enganados.
- N�o fiz nada. - O que se passa?
- M�e! - Pode explicar o que se passa?
Temos um mandado de deten��o por agress�o sexual.
- O qu�? - M�e, juro que n�o fiz nada.
M�e!
AN�LISE A INFE��ES VIRAIS NEGATIVO
Foda-se, gra�as a Deus!
V�, querido. N�o � uma senten�a de morte.
Pronto...
N�o vais morrer.
A s�rio.
- Parab�ns, Rodri. - Obrigado.
Muito bem, Rodri.
Rodri... Bom trabalho na Urg�ncia.
- Muito obrigado. - Parab�ns.
- Obrigado. At� logo. - Adeus!
- Ent�o? - Ent�o, Rodri?
Doutor?
- Bom dia. - Bom...
S� algu�m com falta de vergonha e de dec�ncia amea�a um menor.
Desculpe? O qu�?
Uma m�dica foi � escola dele dizer-lhe se n�o assinasse uma declara��o
a admitir que tinha falsificado a minha assinatura por sua conta e risco
todos os advogados deste hospital iam atr�s dele e da fam�lia
e nos deixavam sem nada.
Juro que n�o tenho nada que ver com isso.
- Lamento, n�o fazia ideia. - Lamenta?
S� pode ser um canalha. N�o bastou mat�-la?
Lamento.
Eu n�o...
Sinto muito.
Isto � para que nunca a esque�a.
Oxal� ela pese sempre na sua consci�ncia.
N�o sei o que dizer. Lamento.
Neus!
- O que foi? - Podemos falar?
� a minha vez!
- S� um momento. - Ele que espere!
- Estou muito ocupada. Espera 15 minutos. - Doutora!
J� vou, Rebeca.
Quinze minutos, sim?
Obrigada.
Espera.
A partir de hoje, j� n�o sou m�dico.
Tenho culpado o sistema
por nos deixar a cargo pacientes que ainda n�o sabemos tratar.
Est� tudo t�o colapsado, t�o sobrecarregado,
que quase n�o h� especialistas e temos de trabalhar sozinhos.
E n�o estamos preparados.
Mas...
... n�o faz sentido culpar o sistema porque...
... o problema sou eu. Eu � que n�o devia estar aqui.
S� vos queria dizer...
... adeus.
Foram a melhor coisa que me aconteceu neste percurso.
Obrigado.
E adoro-vos.
Legendas: Carla Barroso
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.