All language subtitles for Breathless.2024.S01E01.1080p.WEB.h264-EDITH

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian Download
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Biel?

Biel, acorda.

Biel?

Biel, v� l�.

Biel!

Biel, v� l�. Acorda.

Porque n�o est�s na sala de opera��es? V�o oper�-la agora.

- O qu�? - Biel, anda l�.

- Mas agora? - Sim.

- V�o oper�-la agora? - Sim.

N�o vai dar tempo, merda!

BASTA! GREVE J�!

ASSASSINOS

�REA CIR�RGICA

- Desculpa. - Onde estavas?

- Desculpa. N�o pensei... - Podemos concentrar-nos?

Bisturi.

Est�o �timos, malta. Quando acabarem, pendurem-nos nos corredores.

Estes s�o os folhetos para dar na rua.

Sinto mais massa tumoral. � pior do que parece na TAC.

Merda.

S�o 23h51.

Pedes ao teu interno que pare de dizer os minutos?

Todos sabemos ver um rel�gio.

Vamos precisar de pelo menos mais duas horas.

N�o, paramos j�.

- Paramos e pensamos no que fazer. - O que h� para pensar?

Diz ao teu chefe o que fazemos nestes casos.

- Bom... - N�o o metas nisto. � entre n�s.

Entre n�s?

Estamos aqui para salvar a vida da tua paciente, ou n�o?

N�o � uma guerra nossa.

N�o me lixes. Quem decidiu operar a esta hora?

Tu � que decidiste oper�-la de urg�ncia.

Como fazemos?

Em circunst�ncias normais, remover�amos o tecido canceroso.

Em circunst�ncia normais?

E n�o s�o circunst�ncias normais?

Sa�de p�blica!

Estamos no Hospital Joaqu�n Sorolla, em Val�ncia, onde � meia-noite

come�a uma greve do pessoal m�dico sem precedentes.

T�m no��o do que isto representa?

�s vezes, salvar vidas requer decis�es dr�sticas.

� o objetivo desta greve.

Os servi�os de urg�ncia perdem a paci�ncia!

GREVE INDEFINIDA

GREVE

Meia-noite, malta.

Vai come�ar a greve.

- Vamos fechar a paciente. - N�o. Vamos terminar a cirurgia.

O que fazemos?

Voltem �s vossas posi��es.

Pilar, estamos a operar h� demasiado tempo.

A paciente n�o aguenta mais stress.

Queres parar para n�o a submeter a mais stress?

N�o � devido � tua devo��o a esta greve absurda?

Eu vou ficar. Quem fica comigo?

Novato, fizeste um juramento de que o teu chefe j� n�o se lembra,

mas tu, sim.

"Salvar a vida do paciente acima de tudo."

� isso que fazemos, salvamos vidas.

Deixamos a pol�tica de fora.

Vais ou ficas?

Bebemos um copo em breve, sim?

Sim. Adeus!

Vou levar para a c�mara.

Ramiro!

Bom dia.

- O areeiro � fresco? - Se o auscultar, ainda respira!

- Onde est� a Rosa? N�o acredito em ti. - Rosa!

O doutor n�o acredita que o peixe � fresco.

Bom dia, Dr. Moa.

Mais gelo aqui!

Sou o Biel, o seu interno.

Claro. Como est�s? Podes tratar-me por tu. E fica aqui, podes ajudar.

Est� bem.

Ol�, doutor.

- Como est�s? - Muito bem.

- Posso ajudar? - O que tens para mim?

Ligaste-lhe, foi?

N�o o censures, foi por gostar de ti.

Posso ver o caro�o?

- N�o � nada. - Vamos ver.

- Sentes-te cansada? - O normal.

Com as horas que trabalhamos, n�o admira.

Vem ao hospital quando puderes. O meu interno mete-te l� dentro, certo?

Muito obrigada.

Vamos adiantando trabalho. Sabes picar?

Sim, passei um ver�o no Sud�o a recolher sangue.

Perfeito.

V�o l� para dentro, arrega�a a manga.

Que sorte! N�o vais encontrar um tipo mais giro para te tirar sangue.

Sim, l� giro, �.

Gostas de mero?

Malta, ainda fico mais algum tempo no hospital.

Estou c� h� 22 horas. Depois conto o meu turno.

Adoro-vos. Viva os profissionais de sa�de!

Se te apanham com essas bolas, est�s tramado.

O qu�? Tornou-se a minha imagem de marca. Agora pedem sempre.

Al�m disso, temos de trazer alguma alegria para o hospital, n�o?

O que est�s a fazer?

J� n�o sei se o admiras, ou se ele te excita.

O Moa? Claro que o excita. N�o v�s?

- Vai para o teu balne�rio. - T�m papel? J� n�o temos.

Deixa ver.

Olha para ele.

Com o crach� de sa�de p�blica.

- Sim, achas mal? - Eu?

Se fossem todos como ele...

N�o o defendas. Ele nem sabe como te chamas.

- Vamos. - Acidente de via��o.

Vamos!

- Com licen�a. - Desculpe.

Quatro feridos num acidente de via��o. Uma delas est� gr�vida.

- Est� na box 11. - Certo.

Biel, pede o relat�rio do 18 e vou contigo.

Rodri, vem comigo.

Estamos sentados h� mais de duas horas. Nem somos poucos.

Blanca, onde est�o os especialistas?

V�.

J� pass�mos por pior.

N�o olhes para mim.

- Os �rg�os est�o bem. - Sim?

O batimento card�aco... Os batimentos card�acos est�o fortes.

Tem a certeza?

- N�o tarda, ter� tr�s beb�s saud�veis. - Por pouco, apanhava-me, doutora.

Sim. Vai ter de deixar o trabalho, o internato...

Uma �tima ideia, engravidar agora.

Ouviu alguma coisa?

Eu n�o ouvi nada.

A paciente sofreu uma contus�o forte.

O cinto aparou o golpe, mas pode ter fraturado uma costela.

Demos-lhe Lorazepam para a acalmar.

- Ol�. - Ol�.

Bom dia.

- Pode tirar os �culos? - O qu�?

Os �culos, por favor.

N�o quer tir�-los para n�o ser reconhecida. � a...

Eu consigo ouvir.

Patricia Segura.

- Consigo ouvir tudo, estou aqui. - Patricia?

Sou o Biel. Biel de Felipe.

Meu Deus, Biel! O que fazes aqui?

- Terminei Medicina e... - Acabaste num hospital p�blico.

Pe�o desculpa.

Quase t�o desconcertante como eu estar aqui.

Porque eu, bem... Era o hospital mais pr�ximo.

Queria ir ao privado, mas acabei aqui.

Tentei convencer o pessoal da ambul�ncia e...

Est�s giro.

Bem, sempre foste.

Tu sempre foste giro.

Muito giro.

- Agora, um pouco mais. - Obrigado.

Deixa-nos a s�s?

Desculpa.

- Posso examinar-te? - Sim, claro. Examina-me.

Vejamos...

Est� a doer?

O que aconteceu?

N�o sei bem. A noite foi muito longa.

Um carro despistou-se... acho.

Ainda estou a processar. Como est� o teu pai?

Est� bom.

Foi o melhor chefe que j� tive.

O melhor chefe do mundo.

- Posso puxar isto para baixo? - O qu�?

Puxa.

N�o � preciso tanto.

Toca, querido, �s m�dico.

Desculpa.

N�o faz mal.

- Desculpa, � que a enfermeira... - Eu entendo.

Ela deu-me... n�o sei, um comprimido.

Sei l� o que me deu.

Patricia, fazes o autoexame?

- Desculpa? - N�o...

Tens um alto aqui

e outro aqui.

Vou chamar o Dr. Moa.

Quem?

� o melhor oncologista do hospital.

N�o, espera. Porqu� um oncologista?

Um momento.

Calma, amor, est� tudo bem. N�o adorme�as.

- Desculpe, pode v�-la? - Desculpe.

- Desculpe, pode ver a minha filha? - Vai ser vista ali.

Est� tudo bem.

Est� tudo bem, amor.

Lavem as m�os para se manterem saud�veis.

Tussam para o cotovelo e n�o para o ar.

- Usem m�scara... - Pode ver a minha filha?

- Custa-lhe respirar. - Claro.

Na rece��o disseram...

H� horas que esperamos para sermos atendidas.

- Certo. - Ela n�o est� a respirar! Entende?

H� imensa gente � espera e est� a fazer v�deos!

- O meu turno acabou. - Ela n�o respira!

- Calma. - Por favor, ajude-me!

Desculpe. Ele � meu interno.

Eu pedi-lhe que fizesse o v�deo para uma mi�da com cancro.

- Certo, doutor? - Sim.

- Doutora, precisam de si na box dez. - Sim, vou j�.

Por favor, examine-a. � r�pido. Por favor.

S� um segundo.

- Imploro-lhe, por favor. - S� um segundo.

- V� a paciente. - Eu? N�o sou pediatra.

Se ela esperar pelo pediatra, vais ter uma queixa.

V�-a. Falamos do v�deo depois.

E liga aos pais, por favor.

Andas a ignor�-los e n�o posso continuar a defender-te.

- Na box dez? - Sim.

Para onde levas essas toalhas? Diz-me que s�o para o lixo e n�o para lavar.

Ainda vamos pedir aos pacientes que as tragam de casa.

- H� quanto tempo lhe custa respirar? - H� uma semana.

Tenho-lhe dado Ventolin, mas n�o melhorou.

Houve alguma mudan�a na escola? Est� preocupada...

- O qu�? - N�o sei, talvez...

Se mais algu�m disser que a minha filha de 8 anos tem ansiedade

ou que � tudo da cabe�a dela, n�o respondo por mim, doutor.

Sim. Podemos descartar asma e alergias.

- Ela tem comido bem? - Pouco.

E antes custava-lhe comer?

Como assim?

Tem sinais de malnutri��o,

o que pode afetar o sistema imunit�rio.

N�o sei cuidar da minha filha, ent�o?

- Como? - � isso?

N�o lhe dou de comer? A culpa � minha? Sou m� m�e?

A minha filha tem dores no peito. Custa-lhe respirar.

Para a diagnosticar, tenho de saber todos os dados.

Ela come tudo? Latic�nios?

Legumes? Prote�na?

Que vergonha. N�o sabe o que dizer e s� lhe ocorre insultar-me?

Garanto que n�o � isso. Posso recomendar que continue o Ventolin.

Pois, muito obrigada, doutor.

- Vamos ver... - Muito obrigada.

O dia todo aqui com uma crian�a que n�o consegue respirar.

- Pode levar... - N�o, obrigada.

Vamos encontrar algu�m que nos leve a s�rio.

Sinais vitais muito baixos, quase n�o reage.

Avisaram o hospital que estamos a chegar?

Porra, o que consumiram?

Depressa, estamos a perd�-lo!

Vamos!

Marta, vai buscar os relat�rios, assim que entrarmos.

Vou busc�-los.

Vamos. Cuidado!

Porra. Ajuda-me, cara�as!

Vamos!

- O que lhe aconteceu? - Tens�o 7/4. Glasgow 7.

- Consumiu droga com ele. - N�o.

Levem-no para a reanima��o. Que droga era? Hero�na?

- GHB. - Mais um.

Vai acabar por vos matar.

N�o imaginam o perigo que � a merda dessa droga.

A tua cara �-me familiar. Trabalhas aqui?

Est�s a ter um ataque ou n�o queres dizer?

Quique?

N�o est�s de servi�o hoje. Est�s bem?

Sou interno. Trabalho aqui. Mas � melhor ir indo.

Nem penses.

Ficas a ajudar-me. Vou buscar o FAST.

Que pupilas s�o essas? O que consumiste, p�?

Quando nos atendem?

Quique, est� em paragem.

- Roc�o, est� em paragem! - D�-lhe 1 mg de adrenalina.

A dar 1 mg de adrenalina.

O que se passa?

Dei-lhe 1 mg de adrenalina, mas n�o reagiu.

Para qu�, se est� em fibrilha��o ventricular?

V�. Gel.

- Carrega a 300 joules. - Carregado.

Afastem-se!

Vai dormir para curar isso.

Fingimos que n�o estiveste c�.

Prometa-me que n�o vou sofrer.

Quando as coisas complicarem, injeta-me o que tiver de ser.

N�o quero saber da lei.

Morfina, ou o que for. Sen�o, vou comprar cavalo.

Rosa...

Vais ter os melhores cuidados paliativos.

Prometo.

Obrigada.

- Ent�o, querido, que cara � essa? - Ent�o?

Se � por a m�quina de caf� de Oncologia n�o funcionar, esta tamb�m n�o funciona.

Oxal� fosse s� isso o que n�o funciona neste hospital.

Acabo de declarar o estado terminal a uma paciente por n�o ser vista a tempo.

Tudo bem, estivemos sobrecarregados na pandemia

e perdi 30 % dos pacientes com cancro porque n�o se atreviam a vir c�.

Mas agora � o qu�?

Porque deixamos morrer pessoas t�o cedo?

N�o exageres, n�o � assim t�o mau.

Ele n�o est� a exagerar.

Pilar, olha para eles.

- Quantos turnos fizeram este m�s? - S�o pagos por isso.

Recebem uma mis�ria, e tu sabes disso.

Sim, est� tudo p�ssimo, vai tudo descambar...

- Como queiram. - Sim.

As pessoas queixam-se muito do servi�o de sa�de.

E que fazemos n�s?

Vemo-los, tratamo-los e salvamo-os quando podemos.

Est�o a dar cabo do Servi�o Nacional de Sa�de.

E, se n�o nos defendermos, Pilar,

se n�o dissermos "basta", v�o continuar a lixar-nos.

E como tencionas defender-te?

Pod�amos convocar uma greve por tempo indeterminado.

Mostrar o que � um pa�s sem m�dicos.

- Uma greve? - Sim.

Como todas as feitas em v�o

que � como se n�o existissem por causa dos servi�os m�nimos?

Talvez tenhamos de fazer uma sem prestar servi�os m�nimos.

Continua a sonhar, N�stor.

Pergunta-lhes porque � imposs�vel. A um dos novos.

Dr. Moa, tem um momento?

Ele j� te ajuda, mas, primeiro, responde-me a isto.

Porque nunca far�amos uma greve total?

N�o, respondo eu.

Basicamente, por duas raz�es.

Primeiro, porque embora se diga que n�s, m�dicos, somos solid�rios

e que far�amos tudo pelos outros,

na verdade, somos individualistas e narcisistas.

Cada um olha por si.

Segundo, porque, se fiz�ssemos uma greve geral,

ter�amos de deixar pacientes morrer.

E nenhum m�dico toleraria isso.

Porque fizemos um juramento.

"A vida dos nossos pacientes acima de tudo."

E sobretudo acima da pol�tica.

Por isso, n�o faremos greve.

� por isso que dev�amos ir.

- Estou? - � a m�e do �scar?

Sim, fala a m�e do �scar.

- O qu�? - Quando estiver est�vel, ser� levado.

Em que hospital?

O meu filho est� aqui?

O que lhe aconteceu?

Fizemos exames a tudo. Dizemos-te quando tivermos os resultados.

Mas, Pilar...

Sabemos que foi uma overdose.

O qu�?

N�o.

� imposs�vel.

Quem o trouxe? Onde estava?

N�o sabemos. Veio de ambul�ncia.

Com quem? Quero falar com eles.

Quero saber onde o apanharam. Quero saber tudo e j�.

O que v�s aqui?

Uma massa tumoral.

Pode ser benigno? N�o sei, calcifica��es finas.

Temos de fazer uma bi�psia, mas n�o estou muito otimista.

- Que merda... - O que foi?

Eu conhe�o-a.

� uma amiga. Bom, amiga de fam�lia.

- Patricia Segura? - Sim, � ela.

Se pudermos ser discretos...

Porque �s amigo da presidente da Generalitat?

Porque vem a um hospital p�blico se quer acabar com eles?

Enfim...

Temos de fazer mais exames.

J�.

Ol�, Sra. Segura. Sou o Dr. Moa. Como se sente?

Bom... Se me tivessem dito ontem quando estava com amigas

que hoje ia estar a fazer uma bi�psia para saber se tenho cancro,

n�o teria acreditado.

� muito para assimilar. Mas, no pior dos casos,

vamos dar gra�as ao acidente por permitir detetar cedo.

Bom, eu...

N�o quero ofender, mas... Ia sentir-me mais segura no Santa Ana.

- Prefiro ver caras conhecidas. - E a minha n�o?

N�o leves a mal, Biel.

Deita-te.

O Dr. Moa � um dos melhores oncologistas da Europa.

Se correr mal, o Santa Ana manda-te para c�.

� o que fazem os hospitais privados.

Certo.

N�o...

N�o leves t�o a s�rio a propaganda de esquerda. N�o te deixes levar.

Tenho um seguro �timo. Vou ser bem tratada, como sempre.

E n�o deve ser nada grave, certo, doutor?

- Biel, tu sabes faz�-lo. - Credo...

Muito bem. Vais sentir uma leve picada.

- Quase nada, n�o te preocupes. - N�o, vai doer.

� melhor ser sincero e dizer a verdade.

Quando sentir dor, saber� que � normal.

Vai ser sempre sincero?

Se tiver meses de vida, tamb�m me dir�?

Vamos ver o que diz a bi�psia.

N�o adianta pensar j� nisso.

- Est� algu�m? - Ol�!

- Onde est�o? - No terra�o. Anda c�.

- Trouxe mantimentos. - Boa.

Muito bem.

- Como vai isso? - Bem.

Que dias compridos! Nem sei a que cheiro.

A minha irm� acha-me o pior m�dico do mundo.

Bom, nem me considera m�dico.

Ora, Rodri. �s um novato, como todos n�s.

Perdeste o ogre da Dra. Amaro destro�ada com o filho.

Ai sim?

Trouxeram o filho para o hospital com uma broa daquelas.

Ela fez uma cena na Urg�ncia.

Quique, est� tudo bem? Est� sempre a fazer porcaria.

O que disseste, Rodri?

- Como se chama o mi�do? - O mi�do?

- Sim. - N�o fa�o ideia.

Estava hist�rica,

a jurar que ia matar a pessoa que tinha arranjado a droga ao filho.

- A desgra�ada estava um caco. - � normal, n�o?

O que se passa?

Ouve. Isto fica entre n�s, entendido?

Fui eu que levei o mi�do ao hospital.

Est�vamos numa festa de sexo e, de repente, desmaiou.

Aquela Roc�o viu-me com ele. Se contar � m�e, mata-me.

Comeste o filho de uma especialista. Os gays s�o mesmo kamikazes.

Que foi? N�o tens para onde ir?

- Isto � muito mais interessante. - Ouvi que estava todo pedrado.

� verdade?

Bem, ele tomou GHB, speeds, coca, tusi,

poppers, cristais, MDMA...

- Credo. - E algumas pilas.

- Incluindo a tua. - E aposto que sem preservativo.

Eu tomo a PrEP.

Boa. Todos sabemos que a PrEP evita hepatite, s�filis, gonorreia...

Viram se tinha doen�as ven�reas? Sabem que fodeu v�rios?

Rodri, a gonorreia n�o te p�e neste estado.

A hepatite, sim.

- Claro. - Pode afetar-lhe o f�gado.

O Rodri tem raz�o. Ainda dizes que n�o �s bom m�dico.

Vais ter de contar.

Pelo amor de Deus.

J� estou farto de estudar.

Vamos beber um copo ao bar de karaoke?

Fizeste-me um chup�o? Ficaste entusiasmado com o meu pesco�o.

E se fiz?

O meu namorado n�o vai gostar.

N�o sabia que tinhas namorado.

Quando bebo, esque�o-me.

Como est� o Rodri?

Ele n�o foi feito para isto. Talvez n�o o devesse proteger tanto.

Ele sabe como tratar os pacientes.

E hoje mostrou ter crit�rio e cabe�a.

Devias dar-lhe um voto de confian�a.

Ele n�o tem de ser igual a ti para ser um bom m�dico.

Estou?

Sim, est� est�vel.

Para j�, est� bem.

S�o urgentes. N�o as metas no sistema.

- D�-mas diretamente. - Rom�n?

- O que faz aqui t�o tarde? - Para mim, � cedo.

Quis vir mais cedo para rever uns casos

e, bom, Deus ajuda a quem madruga.

� melhor deixar Deus fora do hospital. Est� a ignorar-me desde ontem.

Doutora?

Tenho a certeza de que o seu filho vai ficar bem.

Vai ficar, sim.

Vou tratar disso.

- Com licen�a. - Desculpe.

Afastem-se, por favor.

Foda-se... Nunca mais sa�mos durante a semana.

Vai buscar algo para a ressaca. Sorri e as enfermeiras d�o-te tudo.

- Bom dia, rapazes! - Bom dia!

Divertiram-se ontem � noite?

#Demiss�o, #BezanaSegura,

#CarregaNoPedal. Boa.

#Demiss�o.

Emilio, chega, caramba!

J� ouvimos.

Como raio sabiam que eu estava b�bada?

A pol�cia divulgou o relat�rio?

N�o, espera... O hospital.

V�o pagar por isto.

Qual era o n�vel de �lcool no sangue?

Bastam duas cervejas, certo?

- Sim. - Bom, meus senhores.

Como damos a volta a isto? Ideias.

Pousem o croissant. N�o viemos comer.

Patricia?

Patricia, est�s connosco?

- Sim. - �timo.

Passa tudo por mim primeiro. T�m os vossos contactos, �timo.

Mas os jornais, a televis�o... Tudo por mim primeiro.

N�o tenho sido informado.

Temos v�rias op��es. Sugiro que sejamos agressivos, radicais.

Primeiro, quimioterapia para reduzir o tumor e, se conseguirmos, cirurgia.

Vou morrer, Biel?

Apanh�mos a tempo.

Que grande porra! Se for ao Santa Ana, operam-me amanh�.

Ningu�m a impede.

Pode pedir uma segunda opini�o. Sobretudo quando pode pagar.

Inacredit�vel.

Patricia, ouve. O melhor � seres tratada pelo Dr. Moa.

C�us...

Senhora presidente!

Senhora presidente!

� verdade que sofreu um acidente?

Consta que estava acima do limite legal de �lcool.

- � verdade? - Como est�?

Uma declara��o para La Vesprada d'Ana. Pode dizer porque foi hospitalizada?

Nada de declara��es. A senhora presidente tem de recuperar.

Senhora presidente, s� uma pergunta.

Sim, calma.

Primeiro, muito obrigada por terem vindo.

Eu sei...

... que ouviram as not�cias e estou bem.

Mas...

... quando me examinaram,

encontraram um caro�o na mama.

- Um caro�o? - Sim, um tumor.

Tem algum tipo de diagn�stico?

- Um tumor. - Vai manter a atividade pol�tica?

Os m�dicos dizem que o apanh�mos a tempo, que isso � o principal.

Por isso, devo precisar de algumas sess�es de quimioterapia

e talvez de ser operada.

Vai ser dif�cil,

mas nada que outras mulheres n�o tenham j� enfrentado.

E tamb�m tive a oportunidade de ver em primeira m�o

que todos os recursos que este governo investiu na preven��o compensaram.

Por isso, encorajo todas as mulheres a fazerem exames,

porque a preven��o salva vidas.

Temos de estar orgulhosos do nosso Servi�o Nacional de Sa�de

e dos nossos hospitais de Val�ncia,

pioneiros na tecnologia na Espanha e na Europa.

O nosso Servi�o Nacional de Sa�de funciona e melhor do que nunca,

apesar dos pessimismos e cr�ticas.

Encorajo as mulheres a virem fazer exames.

Desculpe, senhora presidente.

- Este � o Dr. Moa. - Por favor.

O meu oncologista. Talvez queira falar do diagn�stico.

N�o.

Pe�o a todas as mulheres que est�o a ouvir esta mensagem

que n�o venham fazer exames.

Queria pedir-vos o contr�rio, porque a preven��o salva vidas,

mas estamos assoberbados. N�o aguentamos. Sinto muito.

S�o os cuidados de sa�de a que estamos condenados.

A preven��o salva vidas, mas n�o a podemos praticar.

Sinto muito.

Qual � o estado da senhora presidente?

Senhora presidente!

Calma, sim?

- Um segundo. - Ent�o? O que se passa?

Menina, 8 anos. Dores no peito e custa-lhe respirar.

Ela estava a morrer e eu n�o sabia o que fazer.

Ela queria vir para c�. �s o tipo dos v�deos?

- Tem a satura��o muito baixa. - Box quatro.

E chama a Dra. Donoso.

Olha para o pulm�o esquerdo. Porque n�o fizeste um raio-X ontem?

- Sa�ram antes de a poder examinar. - E porqu�?

Ela estava a exigir que a vissem.

N�o sei o que aconteceu, mas tens um ar culpado.

Se queres ser levado a s�rio, porta-te como um m�dico a s�rio.

Menos redes sociais e mais proatividade.

Mostra-me que sabes algo. Que devemos fazer aqui?

Muito bem.

Ent�o...

Segundo os sintomas e as imagens da TAC,

pode ser fibrose qu�stica.

Temos de fazer mais exames, uma prova de suor e at� um teste gen�tico.

Tamb�m tem um pneumot�rax.

Primeiro, vai para a sala de opera��es e pomos-lhe um tubo.

Depois, logo se v�.

Informa a m�e, obt�m a autoriza��o, e fazemo-lo hoje.

Tem de ser j�. Desenrasca-te.

- Muito bem dito, N�stor. Obrigado. - Obrigado.

Nerea?

- Belo discurso! - Deixou as coisas bem claras.

- Vamos ver se ajuda. - De certeza.

O homem do momento! Despejaste tudo hoje.

Ficaram embevecidos.

Mas se o meu ex te vir, mata-te.

- N�stor! - Por falar no diabo...

O que est�s a tramar?

Deixei passar estes disparates dos novatos mas a ti, n�o.

- N�o � caso para tanto. - Leo, n�o.

Sabes a confus�o que fizeste? As chamadas que recebo?

Puseste o hospital sob os holofotes.

N�o me fa�as falar da tua carreira. Se pudesse, despedia-te j�.

Mas �s um kamikaze, est�s-te nas tintas.

A presidente j� n�o quer ser tratada aqui.

- J� n�o queria antes, Llu�s. - Tr�-la de volta.

Est�s a p�r em risco o emprego de todos os que trabalham aqui.

Sobretudo o teu, n�o �?

Agora que �s diretor do hospital, n�o � bom para ti.

N�o v�s por a�.

Olha, sabes o que � mais triste nisto tudo?

Se aquela mulher tinha alguma hip�tese de ficar boa, era contigo.

Mas, gra�as � tua bocarra, condenaste-a � morte.

ONCOLOGIA

Patricia, como est�s? Podemos falar?

Claro, vou abrir.

Obrigado.

Biel, n�o estava � tua espera.

Trouxe uma pessoa. N�o te zangues.

E ouve-o, por favor.

Esse senhor j� n�o � o meu m�dico. N�o tenho de o ouvir.

Entendo que n�o queiras que seja o teu m�dico depois do que fez,

mas ouve-o dois minutos.

Ele que me ou�a a mim.

N�o foi pelo que fizeste.

N�o foi por me teres apanhado desprevenida. A s�rio.

Estou habituada, caramba. N�o � isso.

Foi por me veres no meu momento mais vulner�vel

e me teres atirado aos le�es sem escr�pulos.

Diz-me... Como posso confiar em ti?

Como sei que vais ser m�dico e n�o sindicalista?

Patricia, ele s� quer saber dos pacientes, garanto-te.

Prometes-me que na minha recupera��o a cura ser� sempre o mais importante?

Prometo.

N�o acredito em ti.

Fecha a porta ao sair, Biel.

Como est� ela?

- Ligaste � tua m�e? - N�o atende.

- Deve ter o telem�vel no sil�ncio. - N�o sabes onde trabalha?

Trabalha num bar e limpa casas.

Est� sempre a mudar, n�o sei onde est�.

Est� muito doente. Vai melhorar com a cirurgia?

Vai.

Mas precisamos da autoriza��o de um progenitor.

Sen�o, n�o podemos operar.

Est� bem?

Consegui que seja operada daqui a duas horas. Tens a autoriza��o?

- Bom... - Sim.

Ela j� assinou.

Boa, �timo.

Queres participar na cirurgia?

Adorava.

Achas-te muito esperto?

Copio a assinatura da minha m�e na perfei��o.

N�o. Tens duas horas para obter a autoriza��o.

Mas ela vai autorizar que a operem.

Ora bem, se n�o a operarmos j�, morre.

- De certeza que a m�e autorizaria? - Claro, n�o?

O que fariam? Avan�ariam?

- N�o sei, Rodri. - A mi�da tem de ser operada.

O que � isso?

S�o as an�lises dele. N�o contem nada.

Merda. Deu positivo em tudo.

Gonorreia, hepatite, VIH.

- E tu a foder sem preservativo. - A quest�o n�o � essa.

N�o explica o que est� a causar isto. A hepatite n�o afeta o f�gado.

E se n�o forem as DST?

Disseste que desmaiou e caiu no ch�o.

Bateu com a cabe�a? Fizeram-lhe uma TAC?

� uma hemorragia.

Sim, � uma hemorragia.

E se for a causa do coma?

Pode ser.

Est� com hipertens�o e bradicardia. Avisa o neurocirurgi�o!

Saiam! Depressa!

Depressa!

�scar?

- O que aconteceu? - A TAC diz que tem um hematoma subdural.

- Quem pediu a TAC? - Precisa de uma craniotomia, j�!

Avisa a Dra. Donoso.

V�, por ali!

Et voil�.

Pronto.

Dra. Donoso, j� terminou? Precisam de si na sala de opera��es quatro.

- Agora? - � o filho da Dra. Amaro.

Por favor, doutora.

J� vou.

Toma.

S� falta inserir o tubo e suturar. Consegues?

- Consegues? - Sim.

Boa.

Bandeja, por favor.

J�sica, preciso que ajudes o Dr. Casta�o.

- O que aconteceu? - � um hematoma subdural.

Temos de come�ar. Cada minuto conta.

Por favor. � meu filho.

Bisturi.

Pin�a e separador.

Gazes.

Est� a sangrar muito.

- O INR est� controlado? - Sim, 0,9.

- De certeza? - Sim, doutora.

Est� tudo bem?

Mais gazes.

Eu marco e tu abres.

A tens�o est� a baixar, n�o demores muito.

N�o!

O que se passa, doutor?

Gazes!

Pin�as, bandeja e irriga��o com soro.

Temos de parar isto.

- Est� inst�vel. - Precisa de uma toracotomia.

D�-me o bisturi.

C�us, n�o vejo nada.

Gazes.

Est� a sangrar muito.

Bisturi 22.

Aspirador.

A hemorragia est� a fazer a tens�o cair.

Bomba de norepinefrina.

J�sica?

H� muito sangue.

Mais gazes!

Est� a perder muito sangue.

- O que fa�o? - Vamos perd�-la!

Rodrigo! V� l�!

N�o o posso manter assim muito tempo.

Est� limpo.

- Temos de suturar. Est� a perder sangue. - Temos de suturar.

- Vamos faz�-lo juntos. - O qu�?

Dois porta-agulhas com absorv�vel 4/0 e duas pin�as Adson sem dentes.

Um de cada lado.

Doutor, estamos a perd�-la!

N�o sei o que fazer.

Chama a minha irm�, a Dra. Donoso.

Est� em paragem. Iniciar RCP.

Meu Deus!

Algu�m tape a ferida! Por favor, Emi!

Dra. Donoso, o seu irm�o precisa de si.

Que v� outra pessoa.

Tu ficas aqui.

J�sica...

V� l�!

V� l�, foda-se!

N�o!

- N�o, por favor! - Perdemo-la, Rodrigo.

- N�o. - Perdemo-la.

Est� a estabilizar.

Obrigada.

Sinto muito.

Legendas: Carla Barroso

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.