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Original subtitles

O palhaço.

O palhaço.

E agora? Não?

Distribuição de Papéis

Não?

O que aconteceu?

Música

Guarda-Roupa

Cenografia

Montagem

Fotografia

Olha o passarinho!

Produção

Argumento

Realização

Não te preocupes, querida.

Vamos!

Gosto mais de pássaros.

Tens fome?

Vamos comer qualquer coisa.

Muito obrigada.

Bom dia.

- É tudo? - É sim.

São 90 cêntimos, por favor.

- Obrigada. - De nada. Bom dia.

Igualmente.

Estás sozinha, menina?

Desculpe, posso ajudá-lo?

É a mãe deles?

Vamos.

Não há nenhum problema.

Não fales disto, está bem?

Até logo.

- Bom dia! - Bom dia Lu, entra.

Está outra vez atrasada um quarto de hora.

Bem,

podemos arranjar isto.

Mas é melhor pedir ao médico dela para lhe dar um novo.

Este aparelho é muito sensível,

e com a pancada que levou

pode nunca mais ter a mesma qualidade.

É melhor um novo.

Não sei se podemos receber um novo.

Quanto custaria comprá-lo?

- Um potente? - Sim, normal não chega.

Podia pagar em 36 prestações, de 34 libras por mês.

Só é preciso trazer o recibo de vencimento,

a conta bancária em Inglaterra com débito direto,

e preencher este impresso.

E se não tivermos recibo de vencimento?

Então seria

este impresso.

É para um fiador.

Estou a ver.

Preciso de tempo para pensar.

Mas obrigada pela sua ajuda.

De nada.

Não se esqueça dos papéis.

Pois. Obrigada.

- Bom dia! - Igualmente, obrigada.

Não é nada.

Já vai.

Que foi?

Tenho fome.

Tenho fome.

Só recebemos no dia do pagamento.

Isto é para quê?

A Lu vai-nos matar.

As de adulto devem ficar fora do armário.

Estou cansado.

Isso passa-te. Vamos.

Tenho frio, pai.

Sinto-me doente.

- São três e um quarto. - Eu sei...

- Quinze minutos de atraso. - Eu sei, eu sei.

Peço muita desculpa.

Pode trazer a Lu, por favor?

Preciso de falar consigo.

Estou com pressa. Não me dá jeito agora.

Tentámos contatá-la várias vezes esta manhã.

Ela está bem? Onde é que ela está?

Está no hospital.

Descobriram-lhe hematomas nas costas,

mas não conseguiram comunicar porque ela não tinha o aparelho auditivo.

Não?

Deve tê-lo esquecido em casa.

Poderia ir chamá-la...

Compreende como é perigoso uma criança como a Lucia

brincar sem o aparelho auditivo?

Tem noção das necessidades da sua filha?

Eu vou buscá-la.

Estás bem?

Desculpa mãe.

Não tiveste culpa.

Peço desculpa.

No hospital, o que te perguntaram?

Sobre as nódoas nas costas.

Como surgiram?

Não sei.

Como não sabes?

A minha cabeça às vezes treme...

Sentes tonturas? Diz-me.

Não me lembro.

Como não te lembras?

De quando caí.

O que perguntaram?

Se tu me batias.

Se o pai me batia também.

Se o meu irmão me batia.

Que lhes disseste?

Disse-lhes a verdade.

Que verdade? O que aconteceu?

Eu não adivinho.

Magoei-me. Caí.

Como é que caíste?

Disse que o aparelho não ouvia.

O aparelho. Eles perguntaram?

Sim, disse que é um segredo.

Disseste-lhes que é um segredo?

É um segredo, não é?

Disseste-lhes que eu te disse que era um segredo?

Sim, mas não contei o segredo.

O aparelho já não trabalhava. Disseste-lhes que o partimos?

Disseste-lhes?

Olha para...

Lu, olha para mim.

Vamos para casa.

O quê?

Volta-te.

Não tenhas medo.

A mãe está um pouco cansada.

Como magoaste as costas?

Tenho de saber.

É importante.

Posso pedir que te levantes?

Sim.

Se não fosse importante eu não pedia.

Eu ajudo-te.

Vamos.

Estás a arder em febre.

Vamos.

São horas.

Calça os sapatos, Diego.

Ou não, deixa estar.

Liga a televisão.

Qualquer canal serve. Obrigado.

Agora porta-te bem.

Vamos.

- Boa tarde, senhor! - Bela!

Serviços sociais.

É o Sr. João Nicolau de Sousa Augusto?

Vão para o quarto.

Sou.

Temos uma ordem de proteção de emergência.

Somos obrigados a levar os seus filhos connosco, hoje.

Fiquem aí.

...sobre o destino da sua família.

Está bem?

Sra. agente.

Foi considerado que os seus filhos

estão em risco iminente de maus tratos.

Vem cá.

07 209 847. É o meu telefone.

Por favor, guarda isto.

Vão querer tirar-to.

Decora-o.

Sim mamã, mas para que é isto?

- Eu percebo... - Perceba o meu ponto de vista.

Perceberei ainda mais quando assinar isto.

Não vou assinar nada.

- Não vou assinar nada. - Facilite as coisas.

- Está bem, está bem... - Não se preocupe.

Vá buscar uma caneta.

Lá em cima, venha comigo.

Minha Sra., tem de abrir a porta. Se não colaborar, teremos de prendê-la.

Não podem fazer isto.

Eles são meus filhos. Não podem fazer isto.

Afastem-se, afastem-se.

Eu sou boa mãe. Afastem-se, por favor.

Somos uma família boa, eu sou boa mãe...

Não.

Eu compreendo.

Você não compreende.

Por favor.

Eles são meus filhos.

Não podem fazer isto.

Senhora, acalme-se, eu compreendo.

Acalme-se, por favor. Acalme-se.

Que estão a fazer?

Não têm o direito de fazer isto à minha família.

É a minha família!

- Afaste-se! - Por favor, Sra.

Eles são meus filhos.

Acalme-se, por favor.

Acalme-se você! Vá-se embora daqui.

Vá-se embora, vá-se embora.

Vá-se embora, não me agarre.

Vá.

Vá-se embora.

Não.

Não assuste os meus filhos.

- Parem. - Por favor.

Por favor.

Vai ficar tudo bem.

Larguem-me!

Larguem-me!

Pare! Venham comigo.

Pare!

Estou a dizer-vos que se afastem.

Larguem-no!

Pare!

Pare!

Larguem-me!

Estão a assustar os meus filhos.

Larguem-me!

Está tudo bem. Está tudo bem.

PROTEÇÃO DE EMERGÊNCIA

Quero saber dos meus filhos.

Foram levados por um funcionário vosso.

Ontem.

o-a-o

n-i-c-o-l-a.

Vai dizer-me quando poderei ver os meus filhos?

Está?

Quando?

Setenta e duas horas sem informações.

É inacreditável!

Onde é que eles estão?

Onde estão os meus filhos?

AGRESSIVOS

Quero ir para casa.

Temos de ir. A minha mãe fica preocupada.

Não te preocupes.

Não é preciso teres medo. Nós estamos do teu lado.

Podemos ir agora? Temos de voltar para casa agora.

Ainda não.

Vamos ver como isto corre.

Nós tomamos conta de tudo.

Eu quero a minha mãe.

Ela é que toma conta de tudo, não é você.

Compreendo o que estão a passar.

Faremos tudo o que pudermos para os proteger.

O nosso dever é cuidar de vocês.

Quero os meus pais. Quero voltar para casa.

Desculpe.

Tenho de estar cá dentro.

Estás bem?

Quero ir para casa agora, quero ir para casa, por favor.

Fala em inglês, Diego, por favor.

Não estou a dizer nada de mal. Quero ir para casa.

Calma, Diego.

Concordámos falar em inglês.

Tivemos tantas saudades vossas.

Desculpe, mas não pode dizer essas coisas.

Mas eu sinto imensas saudades dele.

Se insistir em linguagem como essa, vou terminar a visita.

Tive muitas saudades tuas.

Penso em ti todos os dias.

Ninguém fala comigo. Só o Diego.

Eu quero passear contigo...

Não, não, ela não pode fazer isso.

Como é que podemos comunicar?

Nós concordámos que era em inglês.

Se queriam mesmo, podiamos ter pedido uma intérprete.

O quê?

Só inglês!

Desculpem, não podem fazer isso.

Desculpe. Está maluco?

Não permite que eu veja os meus filhos durante dias

e quando vejo não posso conversar com a minha filha

O que eu estou a dizer

é que não pode enviar mensagens

usando as mãos.

Você sabe que a minha filha, infelizmente é surda.

Não lhe estou a enviar mensagens.

Não posso falar com ela em inglês nem em japonês.

É linguagem gestual.

Preciso das mãos para falar com ela.

É a única maneira de falar com ela.

Se não está apto para este trabalho,

o problema é seu.

Não faças isso, acalma-te.

Senta-te.

Agente!

O que é agora?

Esta visita acabou.

Porquê?

Acabou!

Porquê?

Porquê? Porquê?

Não.

Espere.

Não, espere.

Não faça isso assim.

Não!

Obrigado, muito obrigado.

Porque está a fazer isto?

Anda, vem comigo.

Boa menina.

Senhor, não pode gritar aqui.

Mogg!

Vai-te lixar mais os teus contratos pagos no vencimento!

Vais receber esta porcaria de volta,

quando pagares o que me deves.

Taralhouco.

Devolvo-te isto quando receber o dinheiro.

Não te preocupes.

BATERIA FRACA

O mais novo tem 12 meses. O mais velho 12 anos.

Muito bem. Também vai usar isso contra eles.

Em particular com ela. É importante.

Nós somos portugueses. Eu trabalho numa serração de madeira.

Não tenho contrato permanente. A minha mulher faz limpezas.

Não podemos pagar um advogado particular.

Eles disseram que podemos ter um advogado gratuito.

Não faria isso. Vão tentar forçá-los a aceitar as decisões dos Serviços Sociais.

É o mais fácil e mais rápido.

Assim sendo, devo recusar?

Deve.

Não sou teu inimigo. Estou do teu lado.

Estou do teu lado.

Esta é a minha mulher, Bela.

Prazer em conhecê-la.

Vamos diretos ao assunto.

As coisas estão mais rápidas agora, devido às mudanças na lei em 2014.

O que significa que pode levar só meses

a transformar um plano de assistência numa adoção forçada.

Este processo pode ser muito rápido.

Já vi isso acontecer.

Precisam saber que depois de a adoção forçada ser feita,

eles não vão reverter o processo.

Precisam de estar preparados emocionalmente para isto.

Lamento dizer que a Jessy pode ser levada em breve.

Não quero aumentar a vossa ansiedade

mas é muito importante eu mantê-los informados nesta fase.

São tomadas decisões todos os dias, com base em diretrizes,

em definições vagas do chamado protocolo dos Serviços Sociais

e, sem dúvida alguma, estão a tomar decisões muito erradas.

A luta que temos pela frente, vai ser dura.

Diga-nos, quais são as hipóteses?

Impossível de dizer nesta altura.

Não acredito que isto nos esteja a acontecer.

Deviam estar preocupados com outras famílias, não a nossa.

Já não tenho mais forças.

Tem de encontrar forças.

A percentagem de crianças retiradas às mães deprimidas, é muito elevada.

Claro que estamos deprimidos.

Eles retiraram-nos as crianças.

Quem não ficaria deprimido nesta situação?

Compreendo como se sente, mas precisa de controlar a raiva e a ansiedade.

Quais são as hipóteses reais

de obter permissão de voltar a Portugal?

Esse é o nosso plano A.

Não tenho a certeza...

Levarmos as crianças e tentar resolver as coisas

com a Segurança Social portuguesa.

Esse é o plano A e vamos tentar,

mas por agora devem manter silêncio.

Estamos a trabalhar com outras famílias que dependem desse silêncio, também.

Temos uma rede de suporte na Europa continental.

Não devem falar com a imprensa.

Devem manter silêncio sobre isto.

E mais importante ainda, não devem pôr nada nas redes sociais

porque isso daria prisão.

Prender-nos?

Sim.

As leis deste país protegem as crianças em adopção forçada.

Porquê?

Os pais adotivos recebem muito dinheiro por semana,

se aceitarem ficar com a criança, e podem ter até quatro.

Irei fazer tudo ao meu alcance para vos ajudar.

Sim, por favor.

Obrigado.

Diego,

vais viver

com uma família nova, muito simpática.

Tentámos colocar-vos os dois juntos

mas é mais difícil ainda achar família

para uma criança, por assim dizer,

especial.

A minha irmã é só surda.

Pois.

A vossa irmã terá de ficar connosco.

E se isso nunca acontecer?

E a Jessy, se ela for...

Nunca iremos saber...

Bom dia!

Vá-se embora!

Diego, tens de preparar a tua mala.

Diego, por favor,

se não preparares, eles mandam-te à mesma e não levarás nada contigo.

Vá-se embora. Você sabe que isto é errado.

Está na hora, Diego.

Eu tenho de ir.

Eles levam-me de qualquer maneira.

Coragem!

Eles não podem obrigá-los a ficar.

Vai demorar cerca de sete horas a conduzir para sair do Reino Unido.

Vai correr tudo bem.

Estou com medo.

Será difícil partir, mas seria mais difícil ficar.

Fique com isto.

Boa sorte para vocês.

Obrigada.

Só precisamos de dois dias.

É isso. Termo-los de volta por dois dias e fugimos.

Parece mais fácil do que é, mas é muito arriscado.

Pode ajudar-nos?

- O Diego é o mais difícil de voltar. - Porquê?

Deve haver uma maneira.

Depois de os vossos filhos serem colocados para adoção,

se fizerem o que tencionam fazer...

Mas, há alguma hipótese de correr bem?

Bela...

Sequestrar crianças não faz parte do nosso acordo.

- Pode correr muito, muito mal. - Não pode ser pior do que perdê-los.

Podemos tentar arranjar autorização,

que permitiria à Lucy e à Jessy passarem o Natal com a família.

Não espero alguém com bom coração, mas...

Parece-me razoável.

Sim. Isso era ótimo.

E quanto ao Diego?

Eles nunca revertem o processo.

Não tem mensagens novas.

Estou?

Pergunta qual é o endereço.

Fale com a minha mãe, por favor. Dê-lhe o endereço daqui.

Estou?

Olá, minha senhora.

Tem uma caneta?

Sim...

Muito bem, obrigada. Muito obrigada.

Posso falar outra vez com ele, por favor?

Olá querido.

Fica onde estás, não saias daí!

Sim, vamos agora buscar-te.

O mais depressa possível!

O Diego fugiu. Está num restaurante em Uxbridge.

Muito bem. Por aqui. Obrigada.

E se o descobrirem primeiro?

- Entrem. - Certo.

Como sempre, nunca me viste. Obrigada, Maria.

- Como é que o Diego sabe chegar aqui? - Dei-lhe um mapa.

Ele é um menino, sabe?

Entra no carro.

Bela!

Eu vou dar-lhe um telemóvel com um número novo.

A partir de agora, você não pode falar com o Diego do seu número antigo.

Diego, estás a compreender?

Não podes ligar à tua mãe para o número antigo.

Eu compreendi.

Esta é a sua casa?

É uma casa para pessoas que precisam, tal como tu.

Está a ficar tarde.

Deves descansar um pouco.

Estarei na parte principal da casa. Não vais ficar só.

Estou muito grato de estar aqui consigo, obrigado.

Estou contente por estares em segurança. Boa noite.

Está a dizer-me que não sabe onde está o meu filho?

Tirou-me o meu filho e acha que pode perguntar-me onde ele possa estar?

Diga-me você, onde é que ele está.

Chá?

Não, obrigada.

- Café? - Café, sim.

Olá!

Lucy!

A mamã está aqui.

Olha para mim.

Vem ao papá.

Já não reconheces o papá?

Olha para mim.

- Senhora. - Sim?

- É a última vez que faz isso. - Por favor, deixe-me falar com ela.

Eu posso ser despedida por isso.

Desculpe, mas tenho de conversar devidamente.

Ela tem um aparelho auditivo.

Eu sei, mas o aparelho só a ajuda a detetar sons de referência.

Por favor, deixe-me usar linguagem gestual. É a única maneira de comunicar.

Tenho muita pena.

As crianças estão stressadas. Tenho de acabar a visita.

Tenho muita pena.

Desculpem.

Por favor.

Preciso de lhe fazer uma pergunta.

É sobre os hematomas nas costas. Já os viu?

Eu sei que...

São novos.

Não são de nada que nós lhe fizéssemos.

Eu sei.

No sábado ela fez um exame.

Ela sofre de uma forma de púrpura.

Hemorragias cutâneas.

Oh, meu Deus!

É tratável.

Não diga nada a ninguém, por favor.

Há mais uma coisa que tenho de vos dizer.

Foi a vossa última visita à Jessy antes da audiência.

O que é que quer dizer?

- Última? - Eles vão colocá-la.

Não.

- A audiência é para isso? - É. Falem baixo, por favor.

Não.

Ajude-nos, por favor.

Diga-lhes para não nos tirarem as crianças.

Nada posso fazer. Ela está no sistema. É uma decisão do tribunal.

Por favor.

O tribunal decide, sem falar connosco?

Eu não devia ter dito nada.

Não, por favor.

Também vai usar isso contra eles.

Ninguém comunicou devidamente, com ela.

Ninguém

comunicou

- Devidamente. - ...devidamente

com ela.

Ninguém conversou devidamente com a minha filha Lucy

durante todo este tempo.

Ela foi abandonada dentro desta instituição com o consentimento dos serviços sociais,

com a falsa suposição de que era o melhor para ela.

Não é uma forma decente de tratar nenhuma criança.

Excelência, a razão de a Lucia estar connosco é para estar acompanhada pelo irmão.

Os nossos funcionários não têm formação para crianças surdas

nem necessidades especiais de qualquer tipo, e se ela fosse para uma unidade especial

então não poderíamos mantê-la com o irmão.

Quando tentei comunicar com a minha filha,

fui proibida de o fazer, porque não posso usar outra lingua,

além do inglês, não é verdade?

Excelência, a minha filha é surda.

Eu precisava de usar as mãos para conversar com ela.

Não temos um advogado, nem precisamos de nenhum

porque não cometemos nenhum crime.

Enfrentámos muitas dificuldades, sim,

como pode acontecer a qualquer um, mas somos bons pais.

Nem eu nem o meu marido batemos nos nossos filhos, nunca!

Nós nunca estivemos deprimidos, mesmo quando os serviços sociais

fizeram tudo para destruir a minha família.

Procurámos a ajuda dos serviços sociais

quando percebemos que a nossa filha era surda

e em vez de ajudarem, acusaram-nos da meningite dela.

Trouxemos a declaração dos médicos com o remédio prescrito que lhe demos.

Agora, é os hematomas!

Não resultam de nenhum comportamento violento.

A Lu tem uma doença, uma forma de púrpura.

Pode mandar examiná-la por um médico.

E mesmo sob a supervisão dos serviços sociais

surgiram nódoas novas no corpo dela.

Disseram-nos que a Lu não era de fácil adoção

devido à sua limitação.

Excelência, então as famílias que o governo defende como sendo as melhores opções

são aquelas que dizem, que não querem aquela criança

por ela ser surda?

Nós queremo-la.

Desculpe Excelência. Nós queremo-la, queremos que ela esteja em segurança

feliz e amada.

E ninguém é melhor candidato do que nós próprios.

Eu garanto...

Excelência, a minha filhinha está assustada

Espero que nos dê a oportunidade de corrigirmos isto

e nos ajude a recuperar.

Quero deixar este país,

mas só irei quando tiver a minha família toda junta.

Os meus filhos não são para venda.

Os meus filhos não são para venda!

Obrigado, Excelência!

Perdemos de ambas as formas.

É para ti.

É o meu pagamento!

Verdade?

Leva isto também.

Obrigado.

De nada.

Na mochila estão algumas roupas novas

e outras coisas de que podes precisar.

Queres pô-la?

Portanto...

Sei que isto é assustador mas precisas de confiar em mim.

A Maria vai levar-te para França de automóvel.

Tens de lembrar-te do que deves dizer.

Os teus pais irão telefonar-te muito em breve.

Eles estarão lá mais depressa do que esperas.

Prometa que vou recuperar as minhas irmãs.

Tentarei.

- Prometa, por favor. - Prometo que continuo a tentar.

Tens de ir, querido.

- Pode assinar-me isto? - Claro!

Obrigada.

Continuamos a dar o nosso melhor para encontrar o Diego.

Lamento ficarem sem a Jessy, mas fiz tudo o que podia.

Se fosse o suficiente...

Eu compreendo.

Não, não compreende.

Não é culpa dela, Bela.

Claro que é! Ela conhece o sistema.

Sabe como funciona.

Sabemos todos.

Toda a gente sabe.

Eu sei que fez o melhor que podia, obrigado.

Deus a abençõe.

Tradução e adaptação Bxbxbxbx/speedflex

Revisão e resincronização: RHFA

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