All language subtitles for The.Three.Musketeers.-.Part.II.Milady.2023.720p.BluRay.x264.AAC-WORLD

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Original subtitles

D'ARTAGNAN DIRIGE-SE PARA PARIS, SONHANDO EM TORNAR-SE UM MOSQUETEIRO.

GRAÇAS AO ENCONTRO COM ATHOS, PORTHOS E ARAMIS,

O SEU DESEJO FOI REALIZADO.

A SUA NOVA VIDA É UMA VIDA CHEIA DE PERIGOS,

O PIOR DELeS É A ESPIÃ DE RICHELIEU, A MISTERIOSA MILADY DE WINTER.

Quando chegaste a Paris, D'Artagnan?

Esta manhã.

Três duelos com três mosqueteiros em três horas.

Se eu não tivesse de o matar, pagava-te uma bebida.

Bebe à minha saúde.

Constance. Vejo que estou a tocar o teu coração.

Cuidado com o amor, D’Artagnan.

Nunca amaste?

Ela era tão bonita, tão pura.

Ela estava em fuga.

Casada aos 15 anos com um marquês, ela foi submetida a horrores abjectos.

Defendeu-se,

foi tentada

e condenada a ser marcada.

Depois enforcada.

- Para quem trabalha, minha senhora? - O demónio, provavelmente.

Há uma faísca nos teus olhos, D’Artagnan.

E dessa faísca,

Vou acender uma chama para te devorar.

A FRANÇA É UM PAÍS DIVIDIDO: REALISTAS CATÓLICOS E REPUBLICANOS PROTESTANTES.

CONSPIRAÇÕES, ASSASSÍNIOS, TRAIÇÕES.

O PAÍS ESTÁ À BEIRA DE UMA GUERRA CIVIL.

O teu irmão, Benjamin de la Fère, é conhecido por ser

o advogado da causa La Rochelle.

Benjamin!

Fundaremos uma república protestante.

Atacaremos o reino no seu coração.

A guerra está a chegar. Escolhe o teu lado.

Gaston de France, aceitas como tua mulher Marie de Bourbon?

Aceito.

Declaro-vos marido e mulher.

Atirador! Protegam o Rei!

Os monges!

OS MOSQUETEIROS SALVARAM A VIDA DO REI,

MAS OS ORGANIZADORES DO ATAQUE PERMANECEM DESCONHECIDOS.

FORÇAS PODEROSAS CONSPIRAM NAS SOMBRAS,

NÃO SE DETÊM PERANTE NADA NA SUA ASCENSÃO AO PODER.

Tens a tua guerra. Em breve terás o país.

Pela graça de Deus,

chegou a sua hora, Mestre.

- Constance! - D’Artagnan!

OS TRÊS MOSQUETEIROS - PARTE II: MILADY

Os nossos prisioneiros Brandicourt e Beaumont,

os autores do ataque contra Sua Majestade, foram encontrados

assassinados nas suas celas.

Quando é que isso aconteceu?

Esta manhã, senhor.

E tiveram tempo de confessar?

Sabemos como descodificar as suas letras?

Não, e receio que não seja só isso.

Queríamos interrogar o abade Rougon, mas ele não está em lado nenhum.

Foi encontrado sangue em todos os seus aposentos.

O cérebro da conspiração está a eliminar os seus cúmplices.

Senhor,

Peço-vos que permaneçam em segurança em Paris

até que a sua identidade seja revelada.

Mas Paris não é o sítio mais perigoso para se estar, Capitão?

Quereis que Sua Majestade se faça à estrada e enfrente os seus inimigos?

Neste tempo de agitação, o Rei e a França devem manter-se fortes.

Por vezes é difícil cumprir o nosso dever.

Mas nunca é tão difícil... como não o fazer.

Eu vou para La Rochelle.

E Gaston comandará.

Amarra o que está vivo, Eu interrogo-o.

E dá o Abade Rougon aos cães.

... declarar guerra aos protestantes.

Está certo.

Muito bem. Vai à cozinha, vão dar-te comida.

Recompõe as tuas energias,

vais precisar delas antes de enfrentares aquela raposa.

Ela não disse nada?

Nem uma palavra.

- Interrogaram-na? - Sim.

Ela mordeu-o com tanta força, que quase lhe arrancou o dedo.

Ela falará comigo.

- Assim como o mosqueteiro. - Tenho a certeza que o farão.

Boa noite, Conde.

Nem um pio!

Vamos ver o prisioneiro.

E se eu fosse a ti, tentaria evitar esbarrar nas pessoas.

- Sabes quem eu sou? - Não tenho ideia.

Talvez sesouberes o meu nome, não estarias com tenta pressa.

Agora diz-me. Quem está no fim do meu punhal?

Henry de Talleyrand Périgord, Conde de Chalais,

Lider da Liga Católica.

São muitas palavras para um homem tão pequeno.

Eu posso fazer de ti um homem rico

ou um homem morto.

Só posso fazer de ti um homem morto.

Por isso não tentes nada engraçado. Vamos!

Fica quieto.

- Leva-nos ao prisioneiro. - Faz o que eles dizem.

Continua.

Constance.

As chaves.

Vamos lá, vamos lá!

O que estás a fazer?

Verifica o andar de cima!

Estão a vir.

Dá-me isso.

Aguenta-os.

Não vai aguentar.

Oh, não! Tenho medo de cães!

Ali estão eles! Apanhem-nos!

Encontra-os

e trás-me a cabeça deles em La Rochelle.

O que é táo importante?

O nome do homem que tentou matar o Rei.

Deixa-me adivinhar.

É alto, veste vermelho, e tem uma barbicha.

És um bonitão. É uma pena seres tão estúpido.

Podias ser simpática para a pessoa que salvou a tua vida.

Não estavas a tentar salvar-me,

estavas a tentar salvar Constance Bonacieux.

Espera!

O quê?

Ela foi raprada porque viu os traidores.

Onde está ela?

Pergunta ao Chalais.

Ele tem a Constance.

O que fazias em casa de Chalais?

Fui ordenada a levar as evidências.

Fui descuidada.

Sabes o que diz o texto?

Ainda não.

Se mantiveres as tuas roupas vestidas, vais morrer de frio.

Não te preocupes comigo...

Se eles voltarem, preciso de ti vivo.

Porque é que o chefe da Liga Católica

está em aliança com os protestantes? Não faz sentido.

Ambos os lados querem guerra.

Só o Rei quer paz.

E Richelieu?

Richelieu obtém o seu poder do Rei.

Se o Rei cair, ele cai com ele. Porque é que ele o quereria matar?

Tem vergonha, D’Artagnan?

Não...

Não me sinto nada envergonhado.

Tens medo de quê?

De ti mesmo?

Ou de mim?

Tão presunçosa.

O que te faz pensar que eu...

Os teus olhos.

A tua voz.

O teu corpo.

Tudo.

Lamento,

mas o meu coração pertence a Constance.

Pára.

- Pára. - Se a amas, esquece-a.

Talvez lhe salves a vida.

Somos assassinos, D’Artagnan, quer queiramos quer não.

Onde estamos, a morte também está.

Não sou como tu.

Tu sabes que és.

Deixa o diabo levar-te.

Pára. Deixa-me em paz.

Hey.

Onde está ela?

Não sei.

Vamos.

Hey!

Está a ouvir-me, Milady de Winter?

Sei que me consegues ouvir.

Saíste com algo que não te pertence.

Dou-te dez segundos

para devolveres o que me tiraste.

Ou o teu amigo pagará com a vida.

Dez,

nove,

oito,

sete...

Achei que foi um pouco longo no final.

Podias ter ajudado.

Não o ouvi ladrar.

Sem ressentimentos.

“Sem ressentimentos..”

CASTELO DE LA FÈRE

Vais mesmo para a guerra?

Sim.

Foi por isso que vim ver-te,

para dizer adeus.

Se não houvesse uma guerra, não terias vindo?

Claro que sim.

Mas o teu pai é um soldado, sabes?

Deus escolheu por mim.

Mas há também um fardo.

Um fardo que estou a colocar nos teus pequenos ombros hoje.

Mesmo que não o tenhas pedido.

Sabes, filho,

Posso não regressar de La Rochelle.

Sabes disso?

E se eu morrer...

Saberás que não morri em vão...

Para que possas carregar o teu nome

com orgulho.

Porque um dia, sereis o Conde de La Fère.

Joseph!

AQUI JAZ ANA DE BREUIL, ESPOSA DE D'HAUTEVILLE, CODESSA DE LA FÈRE

MORREU EM 5 DE DEZEMBRO DE 1620, COM 28 ANOS.

Promete-me que vais voltar. Promete-me.

Prometo.

Prometo.

Onde está o outro animal?

Ele tinha uma missão que, para além do Porthos,

a maioria das pessoas gosta de realizar sozinha.

D’Artagnan is wrong. A quantidade não diminui a qualidade.

Está bem, já percebi.

Senhor.

O que é?

O que é que estás a fazer? Aramis!

Aramis!

Aramis?

A mãe escreveu que estás grávida.

- De que se trata? - Não podes ficar aqui.

- Estás num convento. - Não me disseste.

- Porthos? - Mathilde!

Como mudaste, como estás bonita.

Estávamos a meio de uma conversa.

- Óptimo. - Vem.

Olá, irmãs. Algum de vós me pode oferecer hospitalidade?

Vou procurar alguma caridade cristã num dos vossos colchões.

Este está bem? Está bom.

Mathilde d’Herblay não será uma mãe solteira.

- Quem é o pai? - Não me lembro.

Não me queres contar? Está bem.

Eu diria três meses, certo?

Em junho passado, estiveste na propriedade. A minha mãe contou-me.

Houve uma festa, certo?

Quem é que lá estava? Os eternos parasitas, suponho.

Bralinguet? Não, os dentes dele são amarelos.

Caudaveine é muito velho.

Mortemart, a mulher é horrenda.

- Foi ele que te seduziu? - Não.

Um dos irmãos de Balestan.

Não me digas que o meu sobrinho é filho de um desses degenerados.

Não te esperam algures? Pensei que havia guerra.

Um soldado.

Ele é um soldado.

Sempre gostaste de soldados.

Eu sei, Villeneuve de Radis.

Aramis!

Por favor, Porthos. Só tu o podes deter para não matar o pai do meu filho.

- Onde está ele? - Foi para La Rochelle.

- Vamos, saíam daqui. - Devo...

Athos!

O que aconteceu contigo, D’Artagnan?

Oh, mais desgraças do que possas imaginar!

Estás a deixar-me com sede. Vamos lá.

Não consigo ouvir até ter bebido um copo.

Vamos lá.

Um amigo muito querido disse-me uma vez,

“Estás aqui, mas a tua mente está noutro lugar.”

Ainda não tens notícias de Menina Bonacieux.

É verdade.

Estou preocupado com ela.

Mas és tu que me fazes sofrer o coração.

Alguém tentou matar-te.

O homem a quem confiaste o teu destino não é o homem que pensas que ele é.

Não me atrevo a acreditar que suspeitas do Cardinal Richelieu

de ser um inimigo de França, senhora.

Não confies em ninguém.

Nem mesmo em ti?

Se te protege.

O irmão do Rei.

Olha para esta beleza!

Como te pareces com o nosso Pai.

Estou tão orgulhoso por me teres dado este dever.

Não podia esperar mais.

Minha senhora.

Vou-me embora esta noite.

Promete-me que todos os dias guardarás a tua vida.

Prometo.

Prometo também restaurar a vossa autoridade em todo o lado.

Com bondade ou sangue.

Vai.

Vai juntar-te às tuas tropas

antes que eu mude de ideias.

CAMPO DE GUERRA DE LA ROCHELLE

Estou a dizer-te, foi o Chalais que levou Constance.

Ele vai dizer onde ela está, ou eu mato-o.

D’Artagnan, fica calmo.

- Chalais não é apenas um soldado. - É isso mesmo, ele é um traidor.

Pensei que os mosqueteiros não tinham medo de ninguém.

Ele tem 4.000 homens sob o seu comando.

Sim, bem, tudo o que sabes, ouviste da Milady de Winter, certo?

Sim.

Que, como demonstração de confiança,atirou em ti e tentou roubar as jóias de Buckingham.

Ela era prisioneira de Chalais.

Ela queria isso.

Athos.

Consegue traduzi-lo?

- Não, mas... - Então como é que sabes quem ele está a acusar?

Atenção, D’Artagnan, essa mulher enfeitiçou-te.

Eu, pelo menos, já ouvi o suficiente.

Estou a levar esta carta ao Capitão de Tréville.

Fazendo-se de inocente, mas roubando os bolsos de jovens mulheres à noite.

Onde está a carta?

Já não a tenho.

Não quero confiar mais em ti.

Pára!

Pára!

- Onde está a carta? - Já te disse, não a tenho.

Não posso.

És a mulher do Athos.

Não!

Tens a certeza que ela está morta?

“Ela”?

A jovem de quem me falaste da última vez.

De que estás a falar?

Milady De Winter.

Tem uma marca de flor-de-lis nas costas.

Está viva.

É impossível.

Reforçámos os portos de Saint-Martin-de-Ré e Oléron.

Nós apanhámos o porto em Fort Royal.

As nossas tropas estão espalhadas por cinco campos...

O Regimento da Águia no norte, D'Alincourt no sul,

Champagne e Lorena, a oeste e Villequier a leste.

Neste preciso momento, Senhor, a cidadela está cercada.

E os ingleses?

Buckingham deixou Portsmouth com os seus navios.

Estarão em La Rochelle dentro de dois dias. Três, no máximo.

Se os empurrarmos para trás, mais navios virão.

Vamos concentrar-nos na cidade e incendiá-la.

E depois?

Carcassonne?

Pau?

Castres?

Montauban?

Temos de dar o exemplo.

Que todos os hereges do reino saibam o que acontece quando desafiam o Rei.

Quero que La Rochelle marque o fim da guerra,

não o início de uma nova.

Não quero que o sangue francês seja derramado desnecessariamente.

Nós cercámos a cidadela, isolámo-la do mundo.

Cai como fruta madura.

- Para ti. - Obrigado.

Então, encontraste o teu agente?

Posso ter alguma privacidade? Ficar sozinho?

Espera, Aramis,

o que vais fazer quando encontrares o Villeneuve de Radis?

- Vou falar com ele sobre a Mathilde. - E se ele não quiser?

Eu o farei de qualquer maneira.

Vai acabar mal.

Falaremos sobre isso discretamente, como dois homens de uma boa família.

Aposto 1.000 coroas que o desafiais para um duelo.

- Não tens 1.000 coroas. - O importante é que o faça.

Farás?

Não tens medo de estar ao alcance de um canhão?

Cavaleiro d'Herblay, Mosqueteiro do Rei.

Então este é o famoso Aramis. Continua.

O que vos traz aqui, Cavaleiro?

Um vento doce e perfumado chamado Mathilde.

Ela escreveu-me há algum tempo dizendo que queria entrar para um convento.

E?

Ela escreveu muitas coisas que faziam sentido.

Mas nada que convença a minha mente ou abalasse a minha alma.

- Eu só tenho uma irmã. Capitão. - Então posso falar-vos francamente?

- Pensei que já estivesse. - Não me casarei com a sua irmã.

Eu só me casaria por dinheiro, e não me interprete mal, eu também não sou rico.

Mas vós não sois rico.

Que a tua irmã encontre consolo. As tristezas e os prazeres são apenas temporários.

- E a vossa honra? - A minha honra é para o campo de batalha.

Não me deixais outra escolha. Ou é o altar

ou um duelo.

Deves-me 1.000 coroas.

Não.

- Como assim, “não”? - Não.

Sois um dos melhores espadachins do reino.

E, se por milagre, eu conseguir matar-vos, os teus amigos vão-te vingar.

Dou-vos a minha palavra que...

A vossa palavra... Se estais aqui, é porque as palavras significam pouco.

- Defende-te. - Agora, agora.

Sois cavalheiros.

Compreendo que não se queiram um ao outro como cunhados.

Mas a família de d'Herblay é uma grande família, em propriedades e em títulos.

E vós, senhor, mesmo que não tenhais fortuna, deveis saber que a natureza vos concedeu bem.

Garanto-vos. Cabelo loiro.

Pele clara, para não falar de brio.

Quem é este noivo?

- Não fales com ele assim... - O quê?

Silêncio! Estamos a falar.

- Quer provar um pouco do meu chumbo? - Ele é meu.

- Eu falei primeiro. - Para trás!

Olha...

Despachem-se! O médico...

O que estão a fazer aqui?

O que está a acontecer?

Mathilde, eu juro que não tive nada a ver com isso.

Não.

Eu só queria...

Vou matar-vos!

- Acalma-te. - Deixa-me!

Villeneuve morreu como herói na frente de batalha. Salvou a vida do teu irmão.

O quê?

Ele sentiu o ataque a aproximar-se e bloqueou-o.

Não é verdade, Aramis?

Sim.

Ele falou-nos da sua...

carta,

a sua longa carta.

- É lindo. - É lindo.

E antes de se juntar a Cristo, ele disse,

“Que Mathilde encontre consolo! As tristezas e os prazeres são...”

- Apenas temporário. - “...apenas temporário!”

Era um homem...

Um homem honrado.

Acho que estão a ir na direção errada, Mosqueteiro.

- Fiquem descansados, eu sei para onde vou. - É melhor dares a volta.

Está no meu caminho, senhor. Estou a tentar passar.

- Estás à procura de sarilhos? - Se fosse, já o teria encontrado.

- Estou à vossa procura. - Posso saber em nome de quem?

Capitão de Tréville.

- É um mosqueteiro? - Porquê? Não pareço um mosqueteiro?

- Não sei. És gascão? - Claro que sim. Da Gasconha equatorial.

Pensei que me tinha feito entender.

O Athos não vos transmitiu as minhas ordens?

Oh, sim, claro.

- Athos transmitiu perfeitamente as vossas ordens. - São elas?

Nada de se aproximar do Conde de Chalais.

Capitão, ele é o traidor.

Foi ele que... Eu sei.

Ele faz parte da conspiração, mas não é o líder.

Não importa o quão poderoso ele seja, ele nunca atacaria o Rei sozinho.

O Conde de Chalais irá um dia responderá pelos seus actos.

Mas ele não responderá a vós.

Soldados de França.

A frota inglesa aproxima-se.

Eles entrarão na baía depois do anoitecer para reabastecer os protestantes.

Temos navios em Saint-Martin-de-Ré e Oléron para os apanhar pela retaguarda.

Mas temos de os impedir de atracar a todo o custo.

Ao cair da noite, tens de te esgueirar para a cidadela de La Rochelle,

atravessar a cidade e assumir o controlo dos canhões da torre.

Duas companhias terão de se voluntariar.

Uma missão suicida com poucos homens.

Não haverá reforços e nenhuma hipótese de recuar.

Poucos regressarão vivos.

Mas este sacrifício não será em vão,

pois ele será feito em nome de Deus e do Rei e da França.

Meu senhor.

Vossa Eminência.

Um oficial que, através de seus conhecimentos militares,

imaginou que tal ataque seria possível,

falou-me do seu desejo fervoroso de ir lutar.

Quem é este homem corajoso?

O Conde de Chalais, senhor.

Bem, Conde, vós liderareis este primeiro ataque.

Pode dar um passo à frente.

É uma honra, senhor.

E quem será o...

O capitão de Tréville.

Quando chega a noite na cidade, os Mosqueteiros do Rei não a podem perder.

FORTALEZA DE LA ROCHELLE

Toma, isto é para ti.

Obrigado, Vedi.

Pegue a Bíblia.

LA ROCHELLE - ILHA DE RÉ

Eles vão atacar esta noite.

Mosqueteiros. Sois soldados para morrer.

Vou levar-vos para onde vamos morrer.

- Todos por um... - e um por todos.

Vamos lá.

Vamos.

Vamos lá.

Larguem as vossas armas.

Está cercado, Capitão.

Prometeste a morte aos teus homens.

Um movimento, e a tua promessa será cumprida.

Cavalheiros, bem-vindos.

Senhor.

Já utilizei os vossos serviços no passado.

Estou aqui hoje para lhe oferecer os meus.

Eu posso ver a prova da sua boa vontade esta noite.

Mas se estás aqui, significa que o teu mestre falhou contigo.

O que é que tu tens para nos oferecer...

além da sua vida?

Capitão, poupe-nos da carnificina e baixe as suas armas.

Só me deito diante de Deus ou com uma mulher.

Tendo todos os vossos melhores soldados aqui,

Consigo ver o medo que os meus homens vos causam.

E por uma boa razão.

Mas tenho de perguntar, senhor,

quem está a proteger as vossas torres?

Provavelmente vamos morrer esta noite,

mas teremos vencido.

Fogo!

Fogo!

O capitão está ferido!

Retirar!

Fogo!

Retirar!

Onde é que está a Constance?

D’Artagnan!

Toma conta dele.

- Ele vai viver? - É muito cedo para dizer.

Ele perdeu muito sangue.

Irmã Mary, traga compressas.

Vem.

Vamos fazer tudo o que pudermos.

Se ele recuperar a consciência, promete-me que me chamas.

Dia ou noite.

Eu sou D'Artagnan do Corpo de Mosqueteiros.

Eu irei.

A vida de uma jovem mulher está em jogo.

Eu prometo, D’Artagnan.

Obrigado.

Pegue um pouco de água para ele.

À vitória!

Ao capitão de Tréville!

O capitão vai ter alta em breve.

- Porthos já saiu. - Ele dirá que não há nada para beber.

Não há nada para beber aqui!

Isaac du Vallon de Bracieux de Pierrefonds. Os meus amigos chamam-me Porthos.

Aniaba, o príncipe de Assinie. Os meus amigos chamam-me Hannibal.

Saúde, Aníbal! Foi um prazer.

Vamos para a aldeia! Devem ter sobrado barris.

Vamos!

D’Artagnan?

Estou a ir.

Meu senhor.

Não mereço nada e não quero nada para mim.

Mas, poupa-a, peço-te.

Ela merece a felicidade.

Se achas que não posso dar-lhe...

então leva-a de mim.

Diz-me apenas que ela está viva. Por favor.

Doutor!

Ele acordou!

Ele acordou.

Foste um grande soldado.

Orgulho-me de ter lutado ao vosso lado.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Que o Senhor vos perdoe os pecados que cometestes por ver, por ouvir,

pela palavra, pelo tato.

Que todo o poder do demónio seja extinto dentro de ti

pelo poder investido em minhas mãos.

- Deixem-me passar. - Não me obrigues a lutar para passar..

Mosqueteiro.

Eu sei os riscos que correstes para trazer o Conde de Chalais aqui.

Vós tinheis, como nós, um desejo ardente de o ver ser levado à justiça.

Mas, Deus,

ansioso por o castigar também, acabou de chamá-lo para casa.

Se não fossem os Britânicos, duraríamos dois meses com racionamento.

Eu vou cravar este punhal no coração do primeiro homem que falar de rendição.

E eu quero-o virado contra mim

Se alguma vez eu falar de rendição.

Gaston nunca cumprirá a sua promessa.

Se ele se tornar rei, ele vai trair-nos como traiu Chalais.

Ele nunca nos dará a nossa independência.

Eu vou para Londres.

Voltarei com Buckingham e as suas tropas.

E se ele não vier?

Ele virá.

Eu vou convencê-lo e ele virá.

- Senhora. - Senhor.

- Bem, bem, olha quem está aqui. - Espera um pouco.

O que é que ele está a fazer aqui?

A mesma coisa que nós, talvez.

Uma pequena data de vitória.

Aposto dois cêntimos que ele gosta de ser espancado.

- Fica aí, nós voltamos. - Não me vou mexer.

Eu poderia dormir até à primavera.

Mantém-me informado!

Não tens medo que o Buckingham não confie em mim?

Tens todos os argumentos que precisas para domar a desconfiança dele.

Entra no barco esta noite e livra-te dele.

Estás bem, Athos?

Vai buscar o D'Artagnan. Depressa, depressa!

Quando chegares a Londres.

Espero que um grande evento que mude o Mundo aconteça.

D’Artagnan!

Vossa Eminência não teme que esta missão em Inglaterra...

esteja a parecer cada vez mais com uma missão suicida?

O amor de França protege de muitos medos.

É preciso estar loucamente apaixonado para não temer a forca.

Quando te conheci na prisão, não me disseste que

tudo o que fizeste, fizeste por amor?

Não há grande amor sem grandes provas de amor.

Com que provas pode a França satisfazer-vos?

Um vinho branco.

Uma ordem com a vossa letra, declarando que tudo o que eu fiz ou vou fazer,

Fiz pela grandeza da França.

D’Artagnan! D’Artagnan, depressa!

Vamos, depressa!

Aqui está o seu Vinho Branco.

Vossa Eminência.

Agora que recebi instruções sobre o vosso inimigo,

será que ela me permite dizer uma palavra sobre os meus?

Não sabia que tinhas inimigos.

Mosqueteiros.

Não quero ouvir mais nada sobre isso.

Os mosqueteiros são soldados.

Eles morrem todos os dias ao serviço de França.

Quem vem lá?

O teu marido.

O que é que tu queres?

Para acabar contigo.

Matar-me uma vez não foi suficiente?

Ver o meu corpo pendurado não aliviou a tua raiva?

Que crime é que eu cometi para além de te amar?

Eu teria feito qualquer coisa por ti, e tu fizeste-me passar por tudo isso.

Melhor...

E pior.

- Pensei que me amavas tanto quanto eu. - Eu amei.

Eu amei-te.

Não olhes para mim com esses olhos.

Eles são os únicos que eu tenho.

Como está o nosso filho?

Ele lembra-se de mim?

Não te aproximes mais.

A canção que eu costumava cantar para ele.

Infelizmente, meu amor,

Fazes-me mal

Para me abandonar com descortesia

E amei-te durante tanto tempo

Deliciei-me na tua companhia

“Mangas verdes” era toda a minha alegria

“Mangas verdes” foi o meu prazer

“Mangas verdes” era o meu coração de ouro

Perdoas-me?

Vai-me perdoar?

Eu perdoo-te.

Não te mexas!

Mexes-te, e eu mato-te.

E nunca saberás onde está a Constance.

Dispara, D’Artagnan.

Aramis.

Naquela noite, os homens de Chalais andavam atrás dela.

Dispara, D’Artagnan!

Ela podia ter morrido mesmo à tua frente.

Pela graça de Deus,

- chegou a tua hora, Mestre. - Dos vossos lábios para os ouvidos de Deus.

D’Artagnan!

O cardeal mandou-a raptar.

Salvei-lhe a vida.

Tenho uma mensagem urgente para o cardeal.

Um mensageiro do acampamento real está aqui para vos ver.

Onde é que ela está?

Se ele der mais um passo, rebento-te os miolos.

É uma pena não quereres trabalhar para mim.

A minha mente e a tua coragem.

Onde está Constance Bonacieux?

Não sei.

Porque me fazes perguntas se não queres respostas?

Eu sei que foste tu que a raptou.

Sim, fui eu.

Mas essa não é a pergunta que me fizeste.

O que é que fizeste com ela?

Trouxe-a para a casa de Deus.

- Vossa Eminência. - Vossa Alteza.

Porquê a urgência? Foi difícil para mim deixar o Rei.

Tinha de vos afastar de certos olhos e certos ouvidos.

Tenho uma confissão a fazer.

Vós não gostais de mim.

Não vos culpo, não sereis a única,

mas não gostais de mim pelas razões erradas.

Não sou o homem que pensais que sou.

Tudo o que eu sempre quis foi proteger o Rei.

- Até de vós. - Como vos atreveis?

Eu sei quem tentou matar o rei.

Sei que não fostes vós.

Quem?

Não ireis acreditar em mim.

Mas talvez acrediteis na tua senhora de confiança.

Constance.

Vossa Alteza.

Podeis pensar que ela está a ser ameaçada.

Confio-a a vós .

Chegará o dia em que as palavras dela, como as vossas,

deverão ser escutadas pelo Rei.

Sei que isso não é verdade.

A Rainha está em Luçon.

É um passeio de seis horas se o cavalo estiver em forma e o cavaleiro estiver treinado.

Porque não lhe perguntas se estou a mentir?

Se o que dizes é verdade...

Peço-vos que me perdoe.

Eu falo a verdade.

Pagarás por esta ofensa.

Não atires.

Protestantes. Eles estavam a caminho da Inglaterra.

Encontrámos isto com eles.

Coloca-os no pelourinho.

E distribui o dinheiro pelos teus homens. Eles mereceram-no.

CASTELO DE LUÇON

Vossa Alteza.

Perdoe-me a intromissão,

Eu tinha que falar consigo sobre algo que não podia esperar,

- correndo o risco de me enlouquecer. - De pé, Mosqueteiro.

Acreditareis que Perdi a cabeça na batalha, mas...

o cardeal

disse-me

que confiou a Constança a si.

Sim, ele disse a verdade.

Constance está viva?

Sim.

Ela queria escrever-lhe,

mas ela não podia para sua própria segurança.

Onde é que ela está? Posso vê-la?

I put her somewhere safe.

Vossa Alteza.

Peço-vos,

dizei-me onde a posso encontrar.

Ela está em Londres,

com o Duque de Buckingham.

Obrigado.

Dizem que um homem pode passar dias sem comida ou água.

Atira em qualquer um que se aproxime deles.

Veremos o que eles estão dispostos a fazer pelos seus camaradas.

Vais acabar por ser morto.

Que tipo de homem eu seria se deixasse o meu irmão morrer assim?

Óptimo.

Vou contigo.

Esta luta é minha, não tua.

Que tipo de homem eu seria se deixasse meu amigo morrer assim?

Espero que me possas perdoar.

- Um mosqueteiro? - Sim, senhor. Athos de la Fère.

Esta luta é minha, não tua.

Que tipo de homem eu seria se deixasse meu amigo morrer assim?

Espero que me possas perdoar.

Preparai-vos para disparar.

A Constança está em Londres, devo...

Aramis?

O que aconteceu?

Benjamin?

Deixa-me.

Pensa no teu filho.

Estou aqui.

És teimoso, d'Herblay.

Há um barco no porto.

Disparem.

Eu não faria isso.

Aniaba, príncipe de Assinie.

Os meus amigos chamam-me Hannibal. Podem chamar-me “Príncipe”.

É assim que o meu patrono Luís me chama.

Rei de França.

- Sinto que estás a gostar do teu trabalho. - Pára de te mexeres.

Posso dizer que estás terrivelmente atraída por mim.

Ouviste isso?

- O que foi? - Vem cá.

Um rufar de tambores?

Não.

Se não é um rufar de tambores, deve ser o bater do vosso coração.

- Sim. - Não.

- Gostas de mim. - Não.

Posso adivinhar.

- Tu não tens esperança. - É verdade.

Eu não me importo com um pequeno castigo de vez em quando.

Um pequenino.

Capitão de Tréville.

Três dos vossos homens libertaram um prisioneiro protestante.

Por ordem do Senhor, irmão do Rei, estais preso.

PROPRIEDADE DE BUCKINGHAM

Está tudo bem, minha senhora?

Mais medo do que mal.

Vamos pedir ajuda.

Bem, entretanto Eu levo-vos ao “Dutchie”.

Lá estarás segura e quente.

Foi a providência que vos enviou.

Peço desculpa por vos ter feito esperar. Só agora fui informado.

Estou...

Muito prazer em conhecê-la, menina...

Lady Clarick.

Fique à vontade, Lady Clarick.

E quem é o cavalheiro que me está a mostrar tanta bondade?

George Villiers, Duque de Buckingham, ao vosso serviço.

Oh, Vossa Graça.

Como é que vos poderei agradecer?

Aceitando o meu convite para jantar.

A vossa hospitalidade é louvável, Vossa Graça,

mas nunca me atreveria a impor-me.

Assim que a minha roda estiver reparada...

Minha senhora, esta semana perdi 23 navios

e muitos, muitos homens.

Outra desilusão nesta altura iria simplesmente partir-me o coração.

- Não quero que isso aconteça. - Obrigado.

Por uma vez, o meu cavaleiro mostrou alguma iniciativa.

Ele foi um perfeito cavalheiro.

Mais um elogio e eu mando-o embora.

Se já nos tivéssemos encontrado antes, eu lembrar-me-ia.

E no entanto a tua voz faz-me lembrar alguma coisa.

Não consigo situar.

Deves reconhecer o rosto da gratidão.

Estou muito contente por se ter juntado a nós.

Nós?

Tive a sorte de receber um amigo de França.

Falas francês?

Um bocadinho.

Desculpem o atraso.

Minha senhora?

Vocês conhecem-se?

Conhecemo-nos em circunstâncias bastante estranhas.

Lady Clarick?

Posso, Vossa Graça,

perguntar-vos

O que é que vai ser de Milady de Winter?

Amanhã, a esta hora...

A Inglaterra livrar-se-á dela.

E vós assinareis esta ordem sem remorso.

Sem remorso algum.

- Obrigado. - Encontrámos este Selo-Branco com ela,

assinado pelo próprio Richelieu.

Se tiveres pena dela, leva-lhe uma Bíblia.

Lamento.

Vim numa má altura.

Estavas a dormir.

O que é que as pessoas adormecidas podem pedir senão um despertar suave?

Então não estás ressentida comigo?

De tudo isto, acho que tu és a única que pode alegar inocência.

O Duque autorizou-me a trazer-vos a minha Bíblia.

É a minha salvação ele estar preocupado, ou a dele?

Não importa o crime,

uma pessoa culpada é sagrada aos pés de Deus.

Deus ama os mártires,

por vezes permite que os inocentes sejam condenados.

Não tentas-te matá-lo?

Esta guerra será um grande desastre para a Inglaterra e a França.

O que é que vale uma vida se salvar centenas?

Não estou a tentar conquistar-te.

Eu não desejo uma vida como a minha em ti ou em qualquer mulher.

Há alguma coisa que eu possa fazer por ti?

Só peço uma coisa.

Traz-me uma faca.

Só um minuto, por favor, não estou zangada contigo, estou comigo mesmo.

Só um minuto,

e terás salvo a minha honra.

Vais te matar?

Mas Deus desiste daqueles que desistem de si mesmos.

Se Deus quiser castigar-me, ele terá uma eternidade para o fazer.

Eu, por mim, temo menos a sua crueldade do que a dos homens.

Eles tiraram-me tudo. Não tenho mais nada a perder.

Isso faria de mim uma cúmplice da vossa condenação.

Estive ausente durante muito tempo.

Eu acreditava na liberdade.

Mas o homem em quem eu derramei o meu amor, meu marido,

tornou-se o pior dos homens.

Homens.

Desde que me tornei mulher, suas mãos me pegaram, me sujaram,

traíram-me.

Eles não me vão matar.

A minha vida tem sido a vida deles.

A minha morte será a minha morte.

Concede-me isso, estou a contar contigo. Também és uma mulher.

Pensa nisso esta noite.

Amanhã tu farás o que o teu coração te disser para fazer.

Em breve estaremos lá.

Toma, fica com esta Bíblia.

Mantém-a perto de ti.

Encontrarás as respostas às tuas perguntas.

No dia do Juízo Final...

Gaston vai pagar pelas suas traições.

Sim.

Pedes-me algo que não te posso dar,

mas posso dar-te uma oportunidade de escapar.

Serás acusada de traição.

Isso não é nada comparado com o destino que vos espera.

Depressa, minha senhora,

Posso não ficar zangada por muito mais tempo.

Tenho que falar com o Duque. Leve-me até ele.

O Duque ordenou-me que não ouça uma palavra vossa.

Não, não! O que é que estão a fazer?

- Não, não! - Pensai nas vossas orações, senhora.

Estão enganados! Chamo-me Constance Bonacieux.

Eu não sou a Milady!

Soltem-me!

Soltem-me!

Por favor, soltem-me.

Por favor,

estão enganados!

Estão enganados!

Não!

Não...

Estão a enforcar o espião de Richelieu.

Não!

Por favor...

- Não sou a Milady! - Constance?

Não!

É a Constance!

Constance.

As mãos dela estão geladas.

Chama um médico. Rápido!

Precisamos de um médico!

Constance?

Sim.

Está a acordar.

Toma. Constance.

Toma.

D’Artagnan...

Sim, estou aqui, meu amor.

Estou aqui.

- Eu queria escrever-te. - Eu sei.

Não tem problema. Estou aqui agora.

Estou aqui agora. Vou levar-te para longe daqui.

Constance?

Onde estás?

Estou aqui, meu amor.

Não. Eu estou aqui.

Fica comigo.

Não te vou deixar.

Eu nunca te vou deixar. Eu vou ficar contigo.

Vais ter de me aturar durante muito tempo.

Não...

Os meus homens encontraram-na.

Ela está cercada.

Vais queimar todo o casarão.

Ela ela que começou o fogo, meu senhor.

Para nos impedir de entrar.

Ela já matou os três homens que mandei para a tirar de lá.

D’Artagnan!

D’Artagnan!

Mostra-te!

Mostra-te!

Matas-te a Constance.

Eu disse-te para te afastares dela.

Avisei-te.

Tu és o diabo.

D’Artagnan!

Estás bem?

O tribunal está em sessão. Queiram sentar-se.

Capitão de Tréville.

Estão a ser acusados de crimes que derrubaram cabeças mais altas que a vossa.

Quem são eles, senhor?

Não sabes o que fizeste?

Fui preso por uma ordem que nunca me foi mostrada.

Bem,

fos-te acusado de corresponder com inimigos do reino.

Fos-te acusado de roubar segredos de estado.

Fos-te acusado de libertar espiões.

Fos-te acusado de traição.

E quem é que me culpa

se não a vossa imaginação?

Sou eu.

Eu te acuso.

Não imaginei que os teus homens, Eu vi-os como eu...

Prendam-os e levem-os a julgamento com o seu líder.

Estes senhores têm o Selo-Branco.

É mesmo? Assinado por quem? Pelo Rei?

Não, Vossa Graça.

Por Sua Eminência!

Mosqueteiro, traz-me isso.

Acalmem-se, por favor.

Recordo ao tribunal que ninguém pode opor-se a tal graça.

Se este Selo-Branco é autêntico, devemos escutar os seus testemunhos.

É esta a tua letra?

Vossa Alteza.

O atentado contra a vida do Rei

foi revelada ao mundo

a existência de uma conspiração

ao mais alto nível do Estado.

Conhecem o velho ditado de um soldado,

“Um amigo distingue-se à distância e um inimigo de perto.”

Tivemos de nos infiltrar no campo protestante para descobrir a conspiração.

Para expor os traidores,

por vezes temos de estar dispostos a fingir ser um.

Era arriscado, é claro,

mas um amante tímido, tal como um soldado tímido,

nunca é feliz.

O sucesso no amor é a recompensa da ousadia.

Vai direto ao assunto, Mosqueteiro.

No amor, tens de saber como embrulhar as coisas.

O Capitão de Tréville e o Cardeal Richelieu

têm na sua posse cartas codificadas apreendidas com os terroristas.

E graças a esta Bíblia,

é possível descodificá-las.

Ela dar-vos-á o nome do traidor.

Capitão,

pode dar o seu lugar

a alguém cuja cabeça é mais alta do que a sua.

Bravo!

O Estado, por vezes, tem razões que eu não compreendo.

Estou demasiado velho para isto.

Tens mais razões do que todo o regimento.

Esse posto pertence-te agora.

Não o posso aceitar.

Eu já fiz uma promessa que tenho de cumprir.

Ele perderá se fizer isso.

Tem razão.

É bom ver-vos com tão bom aspeto.

Continua assim, em breve serás maior que a minha irmã.

- Por falar em Mathilde... - O que é que se passa?

Encontrei um pai para o filho dela.

Um nobre?

- Sim. - Um soldado?

- Terno, mas forte? - De facto.

- Achas que vou gostar dele? - Acho que sim.

E a Mathilde? Sabes como ela é. Ela é tão...

Acho que ela tem sentimentos por ele.

E ele está disposto a casar-se com ela no estado em que ela se encontra?

Sim.

Que alívio.

Ficarei eternamente grato.

- És como um irmão para mim. - Um cunhado.

Se o teu pai concordar com a minha proposta.

Se ainda estiveres interessado em se juntar à ordem

nós adoraríamos que tu o fizesses oficializar o casamento.

Então eu vou usar o vestido para ti, irmã.

Obrigada.

Athos?

Vais-te embora?

Sim.

É demasiado para mim.

E é demasiado tarde para o Conde de La Fère.

Vais deixar-me sozinho?

Ainda és jovem.

Tem tempo para chorar, D'Artagnan.

O teu coração está cheio de amor,

juventude e vida.

Quem me dera poder chorar como tu.

Marguerite!

Aqui estás tu!

Lamento.

- O quê? - Desculpe, Conde.

Não havia nada que eu pudesse fazer.

Joseph!

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