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Original subtitles

O ESPI�O FANTASMA

� bom que os esque�as. Tu n�o viste nada.

Produ��o

Livrem-se das malas e dos sacos.

S�o muito �bvios e chamariam a aten��o.

Am�rica, a bela...

Argumento

Realiza��o

SEIS MESES PASSADOS

Senador Friedman, tem sido ultimamente um cr�tico feroz do presidente

pela forma de lidar com a R�ssia?

Est� de volta. O presidente dela declarou inequivocamente

o seu desejo de voltarmos a 1985. Retomou o seu programa nuclear,

tem desde a semana passada tr�s submarinos no Mar de Bering...

A nossa miopia no M�dio Oriente

levou-nos a n�o notar o urso sentado bem no meio da sala.

Senador Darden, tem in�meros interesses comerciais na R�ssia,

partilha os receios do Sen. Friedman?

Os meus interesses na R�ssia, como lhes chamou,

s�o somente feitos em nome do povo do meu Estado.

Este chocalhar de espadas � mera tentativa do Sen. Friedman

de aumentar o or�amento...

A R�ssia tem hoje dez vezes mais agentes secretos nos EUA

do que tinha durante a Guerra Fria,

fala de qu�?

N�o seria sensato largar os interesses que tem na R�ssia,

numa altura destas?

Todas as minhas transac��es comerciais s�o transparentes

e s� por isso as fiz.

O presidente diria que o medo � contraproducente, Senador,

que � s� uma poderosa arma na bagagem de um pol�tico

mas que n�o vai ajudar a obter progressos...

Vai sair.

Gra�as a Deus.

N�o foi buscar o dinheiro.

As coisas t�m andado quentes por aqui...

Temos um acordo, Senador, e esperamos que o cumpra.

Estou-me nas tintas para o que esperavam.

N�o volte a ligar para aqui.

- O sacana vendeu-se. - Ou foge com o rabo � seringa.

- Que fazemos? - Darden estabeleceu contacto.

Parece ir a sair.

Merda, foi abatido!

Ali, atr�s do pr�dio!

O caso � interno, voc�s n�o t�m direito, jurisdi��o ou autoridade.

H� meses que o seguimos e isto � a cena dum crime,

n�o um ataque terrorista.

- Vai ter de esperar. - Ai sim, e esperar o qu�?

Por ele.

Sr. Director Highland, porque est� a CIA...?

Agente Weaver.

- Fomos afastados. - Falavas com quem?

O Director Bell. Afastou-nos sem perguntas ou explica��es.

Eram voc�s quem o vigiava?

H� coisa dum m�s que tinha contactos com Moscovo,

- mas nunca passou disso... - E que aconteceu aqui hoje?

Algu�m o agarrou por detr�s, onde n�o pod�amos ver nada.

Foi tudo t�o depressa...

Desculpe, tem horas?

Lamento, n�o uso rel�gio...

� que o meu marido disse que viria a� pelas nove.

- Qual � o seu? - O Decker, segunda base.

Ele � bom... Tem um bra�o forte.

- Chamo-me Molly. - Paul.

Qual � o seu?

Nenhum, eu n�o...

Vivo aqui perto e venho assistir a um jogo de vez em quando.

Que simp�tico...

Isso � que � n�o ter rala��es...

Nunca pensei ver algu�m apanhar Paul Shepherdson de surpresa.

- Como entraste? - � especialidade nossa...

Tenho telefone, sabes?

Trata-se do C�ssio.

Voltou.

Tom, o C�ssio j� morreu h� muito.

Desapareceu h� mais de vinte anos.

Diz isso ao Sen. Darden,

que est� agora num beco, degolado.

- � algu�m que o imita. - � o que dizem todos.

Bom, quase todos...

Naquela �poca eu conhecia-o melhor que a mim pr�prio.

O C�ssio morreu.

Por uma vez acho que te enganas.

Bem-vindo de volta.

Meus senhores...

Paul, o Director Roger Bell.

- Mr. Shepherdson... - O FBI?

A burocracia mudou muito, agora partilhamos fardos.

Como sabem, foi o Paul quem eliminou os Sete C�ssios,

os assassinos sovi�ticos com o nome de c�digo

dos senadores que mataram J�lio C�sar.

Segundo julgo saber, apanhou todos menos um?

- O C�ssio original. - Exacto.

Mas isto n�o foi obra dele, tenho a certeza.

Eu digo que �.

Quem � aquele?

Um dos meus homens, Agente Ben Geary,

que de n�s � quem sabe mais sobre o seu assassino.

E dos da CIA, tamb�m.

Gost�vamos que voc�s trabalhassem juntos.

Palavra? Diga-me c�, que fazia quando o Muro caiu?

Via pela televis�o.

Como todos, nesta sala.

Mostras o dossier?

Est� bem assim. Reparem como o corte come�a a meio da garganta

e depois sobe, o corte t�pico come�a em cima e na lateral,

movendo o assassino a faca duma orelha � outra.

C�ssio, n�o, as degola��es que fazia eram sempre iguais

e come�ando a meio da garganta,

- nunca percebi porqu�. - � algu�m que o imita.

Ele � o melhor que t�m?

Mr. Shepherdson, a minha tese de doutoramento foi sobre o C�ssio.

E falei com todas as testemunhas ainda vivas dos crimes dele.

Recriei mesmo, passo a passo, todos os seus actos quando matava,

conhe�o o homem.

E n�o tenho a menor d�vida tratar-se da obra do C�ssio.

Conhece-o?

Harvard, certo?

Certo...

E � filho de um attach� nosso na Turquia.

O meu pai esteve em embaixadas pelo mundo todo... Mas como sabe?

- Eu li a sua tese. - Leu?

Anda h� meses a tentar falar comigo, digo-lhe porque recusei.

Porque nunca foi um agente activo.

Porque n�o o conhece. E porque � um bibliotec�rio.

Digamos que estou enganado e que voc� o faz reaparecer,

que acha acontecer a seguir?

Que ele se p�e em campo e vai atr�s de si?

� exactamente para isso que aqui estou.

Vou para casa... E gostava de ser deixado em paz, sim?

N�s temos o Bruto.

Igor Ivanovich Kozak, mais conhecido por Bruto,

est� vivo e preso em Brinkerman.

Imposs�vel, ele matou-o em Salzburgo, em 1989.

Dei-lhe um tiro no peito, caiu de um 3�. andar.

- E sobreviveu. - E n�o me disseste?

Quiseste retirar-te, reformados perdem alguns privil�gios...

Olha, sabes?

Vou-me embora, Tom.

Ligue-me ao Highland.

V�, sei que a� est�, passe-me o Highland.

O Director Highland encontra-se com o presidente amanh� de manh�,

diz que sabe o que isso significa.

Bom dia, dois caf�s normais.

� para j�.

Espi�es n�o deviam ser criaturas de h�bitos...

� um luxo s� permitido a quem manda.

Dei-te vinte anos, Tom.

E prometeste-me uma vida.

Nunca gostei do caf� na Casa Branca,

talvez devido � porcelana ter 150 anos...

Fui director durante tr�s presid�ncias,

e � certo que nunca teria sido

se n�o tens ajudado com os Sete C�ssios.

Mas daqui a 15 minutos o presidente vai retirar-me do lugar

se n�o agarrarmos o gajo que matou o Sen. Darden.

N�o foi o C�ssio, Tom.

Nunca o apanhaste...

Porque est� morto.

Pois prova-o.

Mr. Shepherdson?

Bom, Paul Shepherdson...

H� tr�s anos analista da CIA aqui, em Paris.

- De que me queria falar? - Dos Sete C�ssios.

Avancei no caso.

E posso acabar com eles.

Eu trato disso, d�-me s� 15 minutos.

- V�, e, e, e, e...? - N�o sei.

- Estava l� o Director Bell? - Estavam l� todos.

Estou c� h� um ano mais do que tu e ainda nem sequer vi o director.

V�o p�r-te em campo, tenho a certeza disso.

Ainda n�o disseram nada...

N�o tiveste raz�o sobre aquilo o tempo todo?

Agente Geary.

Sim, senhor.

Sim, senhor.

Claro, l� estarei.

E...?

Estou dentro.

� de doidos...

Estudei tanto o seu trabalho que sinto como se o conhecesse.

N�o conhece.

Quis s� dizer que me punha no seu lugar,

tentava pensar como pensaria...

Est� em muitas das fotos de locais de crime que tenho.

Devia pedir-lhe que me autografasse uma...

Isso seria uma estreia...

Em Budapeste, em 91, notou algum padr�o espec�fico?

Agente Geary...

Explique-me porque algu�m

que escreve uma tese sobre um espi�o internacional

vai para o FBI em vez da CIA?

Bom, achei que o C�ssio se escondia nos Estados Unidos...

Pense, onde melhor se retirava um espi�o sovi�tico?

Chegou-lhe para basear nisso uma carreira?

Pode diz�-lo, sim...

- Posso fazer-lhe uma pergunta? - Se depois parar de falar...

Porque n�o sabia do Bruto?

Encarregaram-no de ca�ar os Sete C�ssios e tiveram medo de qu�?

Que o matasse.

Que traz no saco?

- Motiva��o. - Acha que ele fala?

N�o a mim.

Ele est� limpo!

Sei que � o homem a quem falar sobre o C�ssio.

Falas russo, �?

Aprendi, sim.

Pois ouve ent�o este russo...

A tua m�e � uma puta.

Li que trabalhou com o C�ssio.

- Numa outra vida... - Sabe onde ele se esconde?

Porque me...?

- O C�ssio est� vivo? - Matou um senador.

Quem �s tu?

Sei que pede uma coisa destas h� coisa de dez anos...

D�-ma.

Diga-me uma coisa que n�o sei sobre o C�ssio, e � sua.

- Poder ouvir o mundo l� de fora... - D�-ma, filho da puta!

Fale-me do C�ssio. Treinou-o ele? Qual � o aspecto dele?

Pode viver o resto da vida em sil�ncio...

Guarda?

Espera!

A reputa��o dele foi feita como soldado.

Mas em vez de seguir a via f�cil, indo para a Academia,

- aperfei�oou outros talentos. - E treinou-o ele?

Treinou-nos a todos. � sua maneira.

S� aceitava os melhores.

E t�nhamos de provar ser.

T�m a� os vossos alvos.

S� seis cheg�mos ao fim.

E juntos torn�mo-nos nos vossos Sete C�ssios.

E nunca o viu?

Indicava-nos os nossos alvos atrav�s dos canais habituais,

mas planeava ele as mortes.

Tinha sempre a informa��o mais fidedigna.

O instinto dele de quando atacar era sempre o certeiro.

Que lhe aconteceu?

Cometeu erro. Viveu fora dos par�metros.

Quais par�metros?

Os de um assassino.

- Que � que lhe fez? - D�-lhe a telefonia.

- Quero saber exactam... - Mandei-o dar-lha!

N�o ouviu? D�-lha.

Embora.

Venha.

Guarda.

Porque raio n�o pude terminar o interrogat�rio?

Porque ele mentia.

- Quis mat�-lo por uma raz�o. - Mas o fio de a�o faz sentido,

explica porque come�a sempre o golpe a meio, subindo depois,

isso revela tudo.

Amanh� cedo vou comparar outras mortes feitas na Europa.

- Que tem ele? - C�ibras e vomita sangue.

Leve-o para a 3.

Tirem-lhe as amarras.

Algu�m me d� uma bacia?

Pilhas?

Para tr�s!

Engoliste as pilhas, foi?

� mais f�cil fugir de um hospital que duma pris�o.

Genebra...

Estiveste l�?

N�o sei nada de...

- Estiveste sim, foste tu. - Nunca matei ningu�m l�.

Mentiroso.

Quem �s tu?

Quem te meteu uma bala em Salzburgo.

E quem te treinou em Moscovo.

C�ssio?

S� soube aquilo de Genebra depois de ter acontecido.

Mandaram l� algu�m sem ter nada a ver contigo.

Foi o que disseram os outros...

Disseram-te que ele vinha do C�ucaso Negro?

Era tropa, acho.

Pod�amos encontr�-lo juntos, vimos ambos do mesmo s�tio.

Eu admirei-te toda a minha vida.

Pontual como sempre...

O americano est� morto.

Eles arranjaram um nome para ti.

Pois, eu sei... Chamam-me C�ssio.

- Agente Geary. - Agente Geary, temos de falar.

Abandone a investiga��o.

E vou abandon�-la, como?

Ao C�ssio n�o importa quem tiver de eliminar.

Eu estou preparado para ele, voc�, n�o.

Tem mulher, tem dois filhos.

Pois, que percebem ser importante o que fa�o.

J� pensou no que far�, caso o encontre?

� s� no que penso. E agora quero encontr�-lo mais do que nunca.

Quero conhec�-lo, quero perceb�-lo.

- E depois? - Quero p�-lo atr�s das grades.

De vez.

- Que merda toda � esta? - Material de estudo.

Volks, Volkskrant...

De Volkskrant, um jornal di�rio holand�s.

A 3� p�gina fala duma morte por fio de a�o

dez dias antes das primeiras elei��es livres sovi�ticas.

- O C�ssio? - Acho que sim.

Tenta meter-me neste caso.

Por favor? J� estou at� ao pesco�o com merdas de bancos.

Falo a s�rio.

Agente Geary.

Onde?

- E depois saiu por aqui? - Pois.

Ol�, Paul.

Agente Geary, que soube?

O Bruto engoliu as pilhas do r�dio que lhe deix�mos.

Deve ter feito telefonemas � procura de onde se esconder...

O C�ssio soube, e ele nunca deixa pontas soltas...

Pontas soltas quer dizer ter falado connosco?

Provavelmente, sim.

Precisamos de saber

que chamadas de telem�veis foram feitas no hospital.

Sempre tive a teoria...

Que o C�ssio voltava ao local dos seus crimes.

Para observar quem o investigava.

Acha-o assim vaidoso?

Acho que parte � vaidade...

Parte querer saber quem enfrentava.

V� o blus�o castanho daquele ali atr�s? � de fabrico russo.

O senhor fa�a favor...

Merda, saiam da frente!

E separarmo-nos?

V� por ali.

- N�o dei com ele. - Tamb�m eu n�o...

Avise o FBI.

Veste blus�o de camur�a castanha, tem cabelo louro, cortado rente...

N�o, n�o era ele.

Era alto de mais.

Militar de mais, tamanho errado, novo de mais... Montes de raz�es.

N�o era ele.

- Ent�o porque foi atr�s dele? - Porque fugiu.

Pensei prend�-lo por alguma coisa dever ter feito.

Tem fome?

Paul, esta � a Natalie, a minha mulher.

- Como est�, Mr. Shepherdson? - Paul.

H� muito que n�o janto numa casa particular...

E nunca soube o que fazer.

Muito f�cil, basta sorrir e dizer-me o bom que est�.

Certo, minha senhora.

Minha senhora? Tu ouviste?

O senhor fa�a o favor,

dou-lhe as boas vindas ao nosso humilde lar.

Ajuda-me a fazer o jantar?

A fazer o jantar?

N�o vou ser de grande ajuda...

� f�cil, traga o pap� do jardim para a cozinha.

Esse � o teu pai? Mostra.

Venha conhecer o beb�.

Chama-se Nicholas.

Parece-se consigo... Sim, tem o seu nariz.

Dizem que se parece com o meu pai.

E gosto, perdemo-lo h� dez anos.

Os meus p�sames... Mas � definitivamente seu filho.

O Paul tem filhos?

Bebe alguma coisa?

Tens a cabe�a segura?

Anda, Lucy.

- Que lhe apetece? - Um vodka martini?

Seco e com uma cebola, caso haja.

Sabe, acho que anda atr�s do C�ssio h� tempo de mais.

Isso � o que ele bebe.

Querendo meter-me na mente dele devo ter adquirido os seus gostos.

Olhe, j� agora vou imit�-lo.

Os mi�dos j� dormem. Por fim...

Sei que vai achar estranho mas sinto ter uma liga��o a ele.

- A quem? - Ao C�ssio.

N�o � o tipo de homem com quem se tenha liga��o.

Claro... Se n�o liga��o, pelo menos um enorme respeito.

Bom, ponhamos os pontos nos iis.

Ele n�o merece o seu respeito ou admira��o, � um assassino.

N�o tem fam�lia como voc�, n�o tem uma mulher como a sua,

a vida dele foi sem prop�sito.

A �nica boa coisa que fez foi desaparecer. Percebido?

N�o acha merecer respeito o facto de se ser...

O melhor, em alguma coisa?

Respeito � a �ltima coisa que sinto por um animal como ele.

J� continuamos, tenho de ir mijar.

S� relatava um facto!

- Ele vive obcecado, Paul... - �, eu sei.

E isso desde que o conhe�o.

- Pelo C�ssio. - E por si.

Quero tanto que isto acabe...

O seu marido est� envolvido com um ser...

Que julga perceber, mas n�o percebe.

Ele permitiu que o seu marido

vivesse at� hoje, por n�o representar grande amea�a.

Permitiu que ele vivesse?

Acha que sabe quem o meu marido �?

Tenho a certeza.

Leu mesmo a minha tese?

Li a sua tese, sim.

E...?

Pronto, acho que...

Esqueceu um ponto essencial.

Est� bem, qual?

Mostrou os onde estava o C�ssio e os comos,

mas nunca se perguntou os porqu�s.

Porque eram os alvos dele cada vez mais aleat�rios?

Porque desapareceu?

S� quando souber responder a esses porqu�s o conhecer�.

Volta a agradecer por mim � Natalie?

Verific�mos as chamadas efectuadas do hospital.

E nada.

� pena...

A coisa que... Bom, eis o que n�o percebo.

Como soube o C�ssio que levariam o Bruto a um hospital

em vez de o tratarem na cadeia?

Os russos ter�o algu�m a soldo l� dentro.

E queriam-no morto para o calar.

- Pois... - Boa noite, Geary.

Meus senhores...

Conhecem o Martin Miller,

nosso principal analista das opera��es russas neste pa�s.

Come�a, Marty.

H� seis meses assassinaram dois agentes fronteiri�os

e roubaram-lhes a viatura.

Foi encontrada passada uma semana num parque junto ao aeroporto,

limpa de qualquer vest�gio. Foram espertos,

estacionaram-na longe das c�maras para n�o os podermos reconhecer.

As Pol�cias local e a fronteiri�a tomaram-nos por mexicanos.

Mas encontr�mos isto.

Uma c�mara num carro-patrulha...

Pois, a Pol�cia de Tucson testava c�maras de alta defini��o

em alguns dos carros.

S�o todos russos, todos operacionais conhecidos.

Todos agora nos EUA.

O gajo com o blus�o russo...

Pois, e h� melhor.

Espere, pare.

Filho da m�e...

� o Bozlovski.

Isso, Johann Bozlovski, ex-For�as Especiais russas e ex-KGB.

Em 1990, ele e a sua 10� Brigada do C�ucaso Negro

foram a Vars�via eliminar aliados conhecidos do Solidariedade.

Procurei-o durante um ano,

depois da queda do Muro.

Mas desapareceu.

Como o C�ssio...

E que � que achas?

Temos um operacional sovi�tico conhecido,

desaparecido na L�bia ou no Afeganist�o,

ao mesmo tempo que C�ssio faz o mesmo.

Vinte anos passados reaparece

e a garganta de um senador americano � degolada.

N�o sei...

Bozlovski era um Spetsnaz

e t�o vis�vel...

Talvez fosse o que queriam.

E um alter ego mais vis�vel

n�o baralharia mais a situa��o para quem o perseguisse?

Como soubemos que o Boz esteve em Vars�via em 1990?

Como? Porque os russos no-lo disseram!

A desinforma��o sovi�tica era a sua melhor arma,

- antes do Muro cair. - � verdade...

- O Bozlovski faz sentido... - Foi ele, sem d�vida.

- Que precisam voc�s de n�s? - De nada.

De nada, sumia-se de novo se nos soubesse na peugada dele.

Aonde vamos?

Amber.

O gajo negoceia em produtos russos, sejam eles quais forem.

Vire junto ao rio.

Fa�a favor...

Procuro a Amber.

Pois n�o procure, ou ela ainda lhos capa.

Junto ao rio.

Obrigado.

Amber � uma prostituta?

Se os russos usassem as suas mulheres em vez de m�sseis

andar�amos todos com gorros de pele...

Sabe que � o rio mais polu�do do pa�s? E mesmo ao lado da capital.

Belo s�tio onde ter casa...

Amber?

Calada! N�o te fa�o mal.

O Bozlovski, onde est� ele?

Onde est� o Bozlovski?

N�o sei de quem fala!

Calada!

Mato-te aqui e j�

e depois atiro-te ao rio, juro por Deus.

- Onde est� ele? - Eu juro, n�o sei...

Aldrabas-me.

- N�s invadimos a casa dela. - V� para o carro e cale-se!

Onde est� ele?!

Deixe que fale eu com ela!

�s uma tipa cheia de sorte.

N�o lhe mostrou mesmo fotografias dos seus filhos?

Em Qu�ntico ensinam-nos uns tantos truques...

Tipo pol�cia bom, pol�cia mau?

- A estabelecer liga��es. - Mas que bem...

Eu conhe�o o homem que voc�s procuram.

Sigam-me e levo-os.

Quem �s tu?

Irm�o dela.

Eu levo-o ao Bozlovski.

Como te chamas?

- Leo. - D�-me o teu telem�vel.

O telem�vel.

N�o ligaste a ningu�m dizendo que est�vamos a chegar, certo?

N�o, juro que n�o.

Alguma coisa corre mal e meto duas balas na cabe�a dela

e atiro-a ao rio. E depois vou atr�s de ti.

Rebentava-lhe a cabe�a?

Estabelecia s� uma rela��o com ele...

Pronto, � aqui.

O Bozlovski est� l� dentro.

Diz, Leo...

Quantas raparigas tens?

V�, diz. Cinco, dez?

Quinze? Desembucha.

- Duas... - O qu�?

Duas!

Levas-me ao Bozlovski e deixo-te continuar o neg�cio.

E nunca nos vimos, certo?

Ligue a pedir refor�os. Ou o que for que aprendeu em Qu�ntico.

E fique quieto, junto � porta.

V�.

- Ele tamb�m vem? - N�o, ele fica � porta.

Perfeito.

Porque fui o melhor da aula em guarda a portas...

Andas a fazer perguntas a meu respeito e sabes o meu nome...

Johann.

Muito inteligente, entrarem pelo M�xico...

Como sabes isso? Para que ag�ncia trabalhas?

Dizem que mataste um senador.

Que �s o C�ssio.

Achaste-me suficientemente burro para o avisar do meu telem�vel?

Achas que ligo uma pevide ao que acontece a uma puta?

Sim, j� fiz de C�ssio...

Se querem que seja o C�ssio, torno-me no C�ssio.

Mas n�o �s ele.

Palavra?

Como tens a certeza?

Por ser eu o C�ssio.

Estava aqui?

E corri imediatamente escadas acima.

Ollie, n�o fizeste tu o trabalho pr�tico na captura do Moussali?

Diversas teorias geogr�ficas quanto ao seu paradeiro?

Sim, fugitivos e esp�cies em vias de extin��o s�o semelhantes,

descartas os locais aonde n�o querem ou podem ir

limitando-se aqueles onde procurar.

Queres participar disto?

Anda.

- Que vou procurar? - No fim da carreira do C�ssio

os crimes dele j� n�o eram s� pr�-sovi�ticos, matava tamb�m russos.

E ingleses, polacos, checos, o que tu quiseres.

- Isso foi quando? - Por volta de 1988.

Isso nunca fez sentido.

Qualquer coisa me escapou.

Porque achas que te escapou, tens alguma nova informa��o?

Paul Shepherdson.

O qu�?

- H� uns 25 anos que ele � CIA! - Por isso preciso de ti,

j� dei mil voltas � cabe�a, e n�o saio sempre do mesmo.

Procura-me uma coisa diferente.

Est� bem, claro...

Mas se tens raz�o, isso significa que durante o tempo todo

ele se perseguiu a si mesmo?

- E matou ele o senador? - Se temos raz�o, sim.

Agente Geary.

Uma pergunta: tenho aqui um dossier azul com uma nota,

"Demasiadas d�vidas, n�o � o C�ssio."

Esse foi um logro.

Um crime cometido com uma m� imita��o.

Pronto, excluo-o.

- Vou buscar um caf�, queres? - Agora n�o, obrigada.

Paul, ol�! Obrigada.

Tenha mais cuidado...

Fique a�.

Quero que mande o seu marido pedir que o afastem do caso.

Ele que diga que � demasiado para ele, para a fam�lia...

O que for preciso, mas tire-o do caso.

Como fa�o isso? Ele...

N�o posso tomar conta dele sempre e aproxima-se de algu�m perigoso.

N�o me dar� ouvidos, nada que eu diga far� efeito, portanto...

Ele vai morrer, Natalie!

Percebe, dito assim?

O C�ssio j� matou homens muito mais experientes que o Ben

e est�-se nas tintas para si, os seus filhos...

Ele matar� o seu marido.

� t�o simples como isto.

E n�o sentir� nada.

Reuni as fotos de todos os crimes e dispu-las cronologicamente.

A luz vermelha indica

quando eles se tornaram err�ticos e inexplic�veis.

Agora basta-te formular uma hip�tese negativa e tentar prov�-la.

N�o podendo, significa que ela tem de ser a certa.

Vamos por partes.

Achas que o C�ssio volta aos locais dos crimes?

E como h� fotos deles todos,

p�e a hip�tese de, por exemplo, Stephen Hawking ser o C�ssio,

o que d� a hip�tese negativa de n�o poder ser o C�ssio.

Tenta pelas fotos provar que um Rolling Thunder n�o � C�ssio,

se conseguires, � por a tua hip�tese n�o ser correcta,

caso contr�rio, dependendo do factor das probabilidades,

provas estatisticamente que ela tem de ser verdade.

Ou que Stephen Hawking � o C�ssio.

Houve quem estivesse atento �s aulas de l�gica e estat�stica...

Isto do caf� resulta mesmo... Venho j�.

Paul n�o � C�ssio.

Paul � C�ssio.

Santo Deus...

Anda c�, matul�o.

Tem saudades do pap�...

Amor, que tens?

Tu sabes o quanto gosto de voc�s, n�o �?

Meu Deus, claro que sei...

S� vim a casa dizer que tenho de fazer uma directa.

Isto est� quase a acabar.

Disse-me o Paul...

Que h� com o Paul?

Foi hoje � loja dizer-me o perigoso que isso tudo �.

N�o d�s aten��o a uma �nica palavra dele, ouves?

� s� um velho que pensa que a guerra ainda � fria.

Confia em mim, isto est� mesmo quase a acabar.

- Prometes? - Sim, mas agora tenho de ir.

Natalie?

Esquece.

Escavei mais fundo a vida do Bozlovski, como pediste.

O gajo era s� uma m�quina de matar, fosse quem fosse.

Usando todas as armas de que te lembres,

duma M-24 a 800 metros a um prego enferrujado.

Onde estava em Junho de 88?

Temo-lo num voo para Genebra como irland�s chamado Ted O'Leary.

Passou l� quatro dias.

Onde est�s?

Onde est�s...?

Merda...

O Bozlovski?

Temos de nos encontrar para falar do teu disparate.

N�o quero encontros. E que disparate?

Uma mulher e filho em Genebra. Conheces o regulamento.

Meu Deus...

Matou-te o Bozlovski os teus.

Portanto o tempo todo...

Quiseste foi vingar-te.

- Agente Geary... - Onde est�?

Leu o que lhe deixei no p�ra-brisas...

J� sei a verdade.

Procura h� muito tempo o C�ssio, n�o �?

E agora encontrei-o.

Dir-se-ia que sim.

- O Paul Shepherdson? - Eu n�o...

Quer continuar o seu neg�cio?

Ou todos os agentes da zona � perna?

Tenho poder para isso, portanto onde est� ele?!

Abra.

Abra a porcaria do port�o, j�!

Como n�o dei por isso, Paul? Como pude n�o dar por isso?

C�ssio esteve todo o tempo mesmo ao meu lado!

- Baixe a arma, Geary! - O qu�, devo confiar em si?

Isso, falemos de confian�a...

5 para baixo, "C�ssio".

70 lateralmente, "Ybpatb".

Eliminado.

32 para baixo, "BbIxoh".

Sa�da.

� um c�digo sovi�tico com trinta anos.

Que idade tinha quando para c� vieram?

A� uns dez anos?

Nunca teve alternativa?

E ao escrever uma tese que n�o podia ser ignorada

o FBI avan�ou e contratou-o.

Constituiu mesmo fam�lia, uma a s�rio, para parecer real.

Foi agente duplo toda a vida...

Quando o activaram?

H� um ano.

Encarregaram-me de tornar seguro o ambiente para quem vinha a�.

Degolou o senador,

por saber ser o perito

que podia convencer os americanos que tinha sido o C�ssio.

Que uma investiga��o faria C�ssio reaparecer � tona.

Recebi ordens para o matar.

Volto para Moscovo.

O avi�o parte hoje � noite.

Sozinho?

Ent�o isto � tudo o que ser�.

O C�ssio vai escapar.

Ou�a-me bem.

Ele est� ferido, acossado, n�o falar� nem far� jogo limpo.

N�o se deixa apanhar vivo.

Geary!

V� l�...

V� para casa.

Examine o rel�gio do C�ssio.

Puxe a corda.

Era como fazia.

Explica a forma do corte.

O da garganta degolada � o Bozlovski.

Ouvi um tiro...

E quando me virei vi o Paul a cair.

Mas n�o antes de ter o arame do C�ssio

� volta do pesco�o.

O Paul foi morto por C�ssio?

A Bal�stica prova-o.

Mas n�o antes do Paul agarrar o seu homem.

Pois...

Bom trabalho, Agente Geary.

Era melhor mandar revistar o barco.

Por alguma raz�o veio o C�ssio aqui.

- Que � isto? - Foi descarregado do barco.

Diga-me uma coisa...

Aceitaria trabalhar para n�s?

Fa�a favor?

Pense nisso.

Ripadas por: n0Te

Tradu��o de Correia Ribeiro

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