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Sr. Miller, se o senhor puder ajudar Lucy, ficarei muito grata.
Se fizer com que ela venha, tentarei fazer com que ela fique.
Ele me agarrou! Ele tentou...! Socorro!
Ela saiu gritando da sala do Sr. Miller.
-Acho que ele tentou agarr�-la. -Fazendo assist�ncia social, Pammy?
Ou n�o gosta de ver seu antigo namorado andando por a� com Lucy?
-Calma, caub�i, calma! -Pamela, leve-a pra casa.
S01E02 - A Li��o
Legenda por Susanawho
FAZENDA SOUTHFORK
Seu cavalo est� pronto.
-Muito bem. Suba. -Certo.
Enfie o p� a�.
-Me d� um impulso. -Pra cima...
-E pra baixo de novo. -O que foi?
Vamos voltar pra casa. Podemos fazer coisas bem melhores.
-Quero aprender a montar. Falo s�rio. -Eu tamb�m.
Muito bem, mais uma vez. Vamos, querida.
Ponha o p� direito do lado de l�.
-J� firmou o p�? -J�.
V� at� o final, vire e volte.
-Certo? -Certo.
Relaxe um pouco e segure com os joelhos.
� f�cil falar.
Mas, Ray, eu n�o quero.
-Quem perguntou se quer? Obede�a. -Ela detesta o col�gio.
Sabe como ela �. Ela teima muito pra fazer o que n�o gosta.
Coloque algod�o nos ouvidos, n�o tire as m�os do volante...
...e leve-a ao col�gio. -Ray?
Tenho de cuidar da fazenda, Hal. N�o tenho tempo pra ser bab�.
-Arranje tempo, Ray. -Bobby?
Meu pai pediu para voc� levar Lucy ao col�gio.
Voc� sabe que eu sempre fa�o o que Jock manda.
Voc� n�o entende. lsso � diferente.
N�o sei por qu�.
Simplesmente �.
Voc� sempre faz o que Jock manda, ao p� da letra.
A neve veio t�o de repente que nos pegou de surpresa.
Preciso tirar 2OO cabe�as de gado do pasto, no lado sul.
Leve Lucy ao col�gio e pronto.
-Eu te ajudo com o gado. -V�o terminar o caf� em uma hora.
Lucy estar� pronta.
Certo.
-Como estou me saindo? -�tima.
-Posso ir de novo? -Acho que n�o. � hora do caf�.
Vamos.
Caf�, que bom!
Bem, eu poderia esquecer o caf�.
Poderia, �? Nem pensar! Estou morta de fome.
Tudo bem.
O que houve com voc� e Ray?
Nada, querida. Papai pediu que ele levasse Lucy � escola...
e ele tentou mandar outro no lugar, s� isso.
Est� bem.
-Caf�? -Que fome!
N�o gosto quando Lucy n�o toma caf�.
Deixe-a cavalgar, Ellie.
Pelo menos, n�o recebemos mais aquelas cartas do col�gio.
-Lucy gostava de ir ao col�gio. -Faz tempo que isso mudou.
Eu s� quero que ela v�.
N�o queria que ela fosse para uma escola particular.
-Voc� a mandaria? -Talvez seja preciso...
...se ela n�o estiver se saindo bem. -As cartas n�o falavam em reprova��o.
Falavam que ela n�o ia � aula.
Como ela vai se formar este ano se nunca vai � aula?
-Bom dia a todos. -Bom dia.
-Bom dia, querida. -Bom dia, vov�.
-Lucille, venha comer. -N�o, obrigada, vov�.
Ray j� est� vindo para me levar ao col�gio.
Lucy, voc� vai se trocar, n�o vai?
-Trocar? -Trocar de roupas.
Claro.
N�o posso envergonhar minha fam�lia, posso?
Bem, � hora de irmos.
J� terminei, vou pegar minhas coisas.
Bobby quer mesmo virar executivo, n�o?
lsso mesmo. Ele quer, sim.
Com licen�a, mam�e.
Vou � Dallas mais tarde, Sue Ellen. Quer vir comigo?
N�o, obrigada.
Pam?
-Oi, Ray. -Bom dia, Pam.
Bobby est� querendo me despedir?
-Por que ele faria isso? -Ele disse alguma coisa?
Pra mim, n�o.
Achei que ele quisesse, por causa de n�s.
''N�s'' acabou h� muito tempo.
Estou aqui h� muito tempo, Pam. N�o quero ir embora.
Voc� pode falar com Bobby? Pode me ajudar com ele?
Se for necess�rio, sim. Mas est� se preocupando � toa.
-Bom, muito obrigado. -Bom dia, Ray.
J.R.
Bobby.
-O que foi? -Nada. Ray acha que vai despedi-lo.
Se ele trabalhar direito, n�o vejo por qu�.
Volte cedo para casa.
N�o consegue se lembrar de tirar as abotoaduras antes de mandar lavar?
Pedirei a uma das criadas que fa�a isso.
-Certo, J.R. -Tenha um bom dia.
O mundo inteiro ama os amantes. At� mais, Sue Ellen.
At� mais, titia.
Quer caf�, Pam?
Eu adoraria.
Que tristeza.
-Como disse? -Todo dia Lucy vai ao col�gio.
Mas quase sempre se esquece de fingir que leva livros.
Ela acha que eu n�o vejo...
mas ela entra pelos fundos, vai ao est�bulo, pega o cavalo dela...
e sai sabe l� Deus para onde.
Sempre quis ter uma filha.
Talvez tenha sido melhor nunca ter tido uma.
-Por que diz isso? -Os homens Ewing s�o fortes.
Jock, J.R., Bobby...
mas o pai da Lucy n�o era forte. N�o conseguiu competir com eles.
Por isso, ele foi embora...
e deixou Lucy conosco.
E os corajosos Ewing nunca tiveram coragem de dizer ''n�o'' a ela.
E eu tamb�m n�o.
Acho que estragamos Lucy.
Bem, ela tem...
muita for�a de esp�rito.
Eu n�o gostaria de mand�-la a um internato.
N�o quero perd�-la.
Obrigada, Pamela.
Por qu�?
Por me escutar.
-Vai � nova danceteria em Braddock? -O que voc� acha?
-Amanh� � a inaugura��o. -Vai me levar com voc�?
S� se eu quiser morrer!
-Diminua a velocidade. -Vai se atrasar para o col�gio.
-Sabe que n�o vou. -Vai, sim.
Todo dia discutimos a mesma coisa...
...e quem ganha sempre? -Hoje, ganho eu.
�?
Lucy, pare.
-Parar com o qu�, Ray? -Pare, Lucy! N�o consigo dirigir!
� mesmo?
Vamos, querido.
Sinto muito. Achei que era vison. J� est� meio tarde.
Al�?
N�o, a Sra. Ewing n�o est�...
Espere a�. Eu sou a Sra. Ewing. Uma delas, pelo menos.
Sou mulher do tio da Lucy.
Pelo que sei, n�o mandaram mais cartas.
Tamb�m suspeito a mesma coisa, Sr. Miller, e acho que temos raz�o.
Ela vai hoje, se eu conseguir encontr�-la.
Sim, claro.
Eu � que agrade�o. At� logo.
Droga!
-Ray? -J� estou descendo.
-Pam? -Des�a aqui.
Est� me dando ordens?
Des�a, por favor.
-Quer alguma coisa? -Quero, sim.
Deixe-nos a s�s. Quero falar com Lucy.
-Pam, voc�... -Agora, Ray.
Como quiser.
Lucy!
Ray Krebbs estava me dizendo que voc�s dois costumavam...
lsso n�o importa. Vim falar do col�gio.
Est�o me educando bem aqui.
-Voc� vai ao col�gio hoje. -N�o vou a lugar nenhum!
Que tal falar com o Jock?
Por mim, �timo. O vov� acredita em tudo o que eu digo.
Ele vai acreditar que o correio perdeu as cartas do col�gio?
Se eu dizer isso, sim.
E vai continuar acreditando depois que eu pegar as c�pias das cartas?
Claro.
Mocinha, s� um idiota acreditaria nesse monte de mentiras.
-Voc� n�o vai contar a ele, vai? -Vou, sim.
-E vou obter c�pias daquelas cartas. -Por qu�? Por acaso � da sua conta?
Agora eu sou uma Ewing.
Essa fam�lia se sente t�o culpada por seu pai ter fugido...
que te deixam solta por a�. Mas eu n�o, mocinha.
O que preciso fazer?
lr ao col�gio.
N�o.
CENTRO EMPRESARlAL DE DALLAS
Ele est� no telefone, Bobby.
O que est� lendo hoje?
Hist�rico das elei��es da Associa��o de Refinadores Lone Star.
Prefiro ler Harold Robbins.
Ultimamente, a Ewing tem ganhado de lavada nessa associa��o.
J.R. soube ficar do lado vencedor em v�rias elei��es.
�, talvez.
Mas cada vez que ele muda seu voto, 6 ou 7 votos mudam com o dele.
E isso requer for�a. Nem meu pai tinha tanta for�a assim.
Seu irm�o � muito persuasivo.
� preciso mais do que isso para mudar esses votos.
� preciso petr�leo. N�o temos tanto petr�leo assim.
Deixe-me pegar a assinatura dele pra correspond�ncia da tarde.
S� levar� um minuto.
-O que � isso? -Nada. Camuflagem.
Bobby est� a� fora com as atas das reuni�es.
-E da�? -Ele est� decifrando tudo.
Por exemplo, como a Ewing tem tanto poder assim.
-E o que voc� disse a ele? -Que voc� � muito persuasivo.
Que voc� tem sorte. Nem sei o que disse.
Diga que tenho de sair por uma hora. Vou pensar em alguma coisa.
Tudo bem.
Droga.
COL�GlO BRADDOCK
-Lucy? -Sim?
-Sra. Ewing? -Sim.
Ol�, sou o Sr. Miller. Falei com a senhora por telefone.
-Ol�. -Ol�. Oi, Lucy.
-Oi. -N�o devia estar na aula de Hist�ria?
Sabe melhor do que eu.
Talvez tenha esquecido em que sala �. Se quiser...
Tudo bem. Eu me viro.
Venha � minha sala depois da aula, por favor.
Lucy?
J� sei, j� sei.
-Como conseguiu? -Fiz chantagem.
Bem, se funciona...
Sr. Miller, se o senhor puder ajudar Lucy, ficarei muito grata.
Sei que ela deve estar atrasada.
Bom...
se fizer com que ela venha, tentarei fazer com que ela fique.
Ela tem mais dificuldade em Matem�tica. Eu poderia...
...dar aulas particulares a ela. -Obrigada.
-N�o h� de qu�. -lsso parece muito divertido!
-Vai fazer alguma coisa no s�bado? -Por qu�? O que voc� quer?
-Quer ir a algum lugar? -N�o vai querer sair com ele!
-Voc�, s�bado. Voc�, na outra sexta. -N�o saia com ele.
-Por qu�? -Vamos sair depois do jogo.
-Jogo de futebol? -Que tal um drive-in?
Oi, Lucy.
-S� matem�tica, hein? Que bom. -O qu�?
Soube que s� tem dificuldade em matem�tica.
Sem querer, ouvi sua conversa com Miller.
Sou presidente do Clube de Letras. Nossa sala fica ao lado da dele.
O Clube de Letras presta servi�os. Somos bons em tudo.
-Ensinamos matem�tica, biologia... -S�o experts em educa��o sexual?
Que �timo senso de humor! Bem diferente, mas �timo.
Com seu senso de humor e meu talento na matem�tica...
Bem, � bom te ver de volta ao col�gio.
Sinto muito pelo atraso.
-Oi, sou Roger Hurley. -Pamela Ewing.
-N�o pode ser m�e da Lucy! -N�o. Sou tia dela.
-Bem, cuide-se. -At� logo.
Ele me pareceu um rapaz legal.
-Pelo menos � bonito. -Aquele nojento? N�o o suporto.
Te faria bem namorar um rapaz da sua idade pra variar.
Namorar?
Comprei roupas novas pra voc� ir ao col�gio. Acho que vai gostar.
D� uma olhada na caixa cor-de-rosa.
Raul, leve isso l� pra cima.
Volto logo para te ajudar a marcar as bainhas.
-Srta. Ewing. -Oi.
Hal, pode nos dar licen�a?
Pode deixar, eu levo.
Estou calma, ent�o sabe que estou falando s�rio.
Se voc� e Lucy ficarem juntos de novo, vou contar a Bobby, J.R. e Jock.
Voc� mesmo disse o que aconteceria.
�.
Eles me matariam. Pelo menos Jock e J.R.
Sem pestanejar.
Ent�o, estamos entendidos.
Fazendo assist�ncia social, Pammy?
Ou n�o gosta de ver seu antigo namorado andando por a� com Lucy?
lsso n�o importa. S� fa�a a sua parte.
Fique longe da Lucy.
-Bobby, j� terminou com isso? -Eu n�o sei. O que �?
-Atas das reuni�es da Associa��o... -N�o, n�o, n�o.
-Tenho de falar com J.R. sobre isso. -J.R. j� foi embora, Bobby.
-Ele o qu�? -Ele saiu com Sue Ellen.
V�o ficar na cidade hoje. Pediu pra voc� levar o carro dele.
Mas ele sabia que eu queria conversar com ele sobre...
COL�GlO BRADDOCK
N�o foi t�o dif�cil, foi?
Certo.
�timo. Voc� at� que � boa nisso.
A Sra. Ewing vem te buscar hoje?
-Vem. -Pode esperar aqui, se quiser.
Tudo bem. S� se n�o tivermos de conversar.
Claro.
Socorro! Pare! Ele est� tentando me agarrar!
-O que h� com voc�? -Pare!
Ele me agarrou! Ele tentou...! Socorro!
Socorro! Ele arrancou minha roupa!
-Sra. Ewing, Lucy j� foi embora. -Embora?
Ela fugiu. Coitada.
Eu acho que o Sr. Miller tentou...
-A senhora sabe. -N�o, n�o sei.
Bem... se aproveitar dela. Ela saiu gritando da sala do Sr. Miller.
A blusa dela estava toda rasgada. Acho que ele tentou agarr�-la.
Acho que ele est� bem encrencado. Est� na sala do diretor agora.
Obrigada.
Sr. Daly, estou lhe dizendo que isso � um engano.
Gostaria que fosse s� isso mesmo.
Entre.
Sra. Ewing, este � o Sr. Daly, o diretor.
Pamela Ewing, tia de Lucy.
-J� soube do que aconteceu? -N�o houve nada, Sra. Ewing, nada.
-Acredite em mim. -Nada?
Lucy Ewing saiu gritando da sua sala com a roupa rasgada.
-Terei de chamar a pol�cia. -N�o. Quero falar com ela antes.
O senhor conhece a Lucy. Ela j� fez de tudo para faltar � aula.
-Senhor, eu tenho fam�lia. -Eu tamb�m.
-E isso � grave demais. -Trarei Lucy na 2�-feira bem cedo.
Eu assumo essa responsabilidade.
-Na segunda-feira de manh�? -Bem cedo.
Cavou seu pr�prio t�mulo. Espero que a Sra. Ewing te ajude a sair.
-Eu tamb�m, pois voc� n�o vai ajudar. -N�o vou mesmo.
Eu te avisei.
Avisou do qu�?
De que Jock Ewing...
Que nunca � bom dar m�s not�cias a Jock Ewing...
porque ele � muito poderoso.
Sra. Ewing, se ele souber disso, n�o vai parar de fazer perguntas.
N�o estou preocupado s� com meu emprego.
Posso ir pra cadeia, ou pior.
A senhora trouxe Lucy de volta e pediu minha ajuda.
Agora estou pedindo a sua.
-J.R.? -Sim, Bobby?
-Posso te incomodar? -Entre.
Poderia me fazer um favor?
Claro. O qu�?
Me contar os segredos do seu poder de persuas�o.
N�o tem segredo nenhum. Est� no nosso sangue.
Voc� sempre fez isso por a�, enquanto eu fiquei aqui, nesta sala.
J.R., n�o estou mais ''por a�''.
�, eu j� percebi isso. Se percebi!
Eu quero te dizer que...
voc� encheu o papai de alegria ao entrar no neg�cio comigo.
Pois �. Estou nos neg�cios. Tenho o direito de saber de tudo.
� mesmo?
Bem...
n�o � t�o simples assim.
Por que n�o, J.R.? Somos irm�os, n�o inimigos.
N�o, claro que n�o somos inimigos.
Mas enquanto voc� fazia suas estripulias, eu aprendia o neg�cio.
Enquanto voc� estava jogando bola, ganhando trof�us e tudo mais...
n�o estou dizendo que agiu errado...
mas eu estava aqui, levando bucha do pai.
E vou te dizer, n�o � f�cil trabalhar para ele.
Eu te agrade�o por isso.
�?
Voc� passou os �ltimos anos espalhando ''b�s''...
bebendo vinho e jantando com amigos da Petr�leo Ewing...
saindo com mulheres lindas e jogando charme.
Eu fiquei administrando a empresa, e a fiz crescer.
� verdade. Que eu me lembre, voc� s� pensava em dirigir a refinaria.
Acho que est� fazendo o que mais gosta.
E estou. Estou mesmo.
Estou tentando dizer o seguinte: tive de tomar decis�es...
e fechar neg�cios como diretor da empresa.
Meu neg�cio � esse. E � s� meu. E enquanto eu dirigir essa empresa...
� assim que vai ficar.
-lsso responde � sua pergunta? -Claro. E outras que eu nem fiz.
Entre no carro.
-Andar faz bem pra manter a forma. -Por que voc� fez aquilo?
Eu? O Sr. Miller quase me matou de susto!
lsso nunca teria acontecido se n�o tivesse me obrigado a ir � escola.
Sabe o que pode acontecer com o Sr. Miller?
Voc� se preocupa mesmo com ele?
Me preocupo com o que pode acontecer com ele.
Ent�o, na segunda...
irei � escola dizer a eles que foi tudo um mal-entendido.
E em troca desse gesto t�o generoso...?
Bem...
garanta que nenhuma carta vai chegar em casa quando eu faltar � aula...
e fa�a com que vov� acredite que vou � escola todos os dias.
Voc� planejou tudo direitinho.
Obrigada.
Viu o que acontece quando se preocupa com algu�m?
-Lucy, voc� voltou a ir ao col�gio? -Estou at� come�ando a gostar.
Estava linda hoje cedo. Parecia a Betty Coed.
-Betty, quem? -Betty Coed.
Era uma das roupas que Pam comprou pra voc�?
Era. Admiro o bom gosto dela.
Claro. Afinal, ela trabalhou tantos anos em lojas de departamentos...
-Com licen�a. Telefone, Srta. Lucy. -Obrigada.
Francisco, leve o caf� � sala.
Pamela, agrade�o por se interessar por Lucy.
Obrigada, Dona Ellie, mas n�o fiz nada demais.
Fez, sim.
Tudo bem. J� disse que sim.
Oito horas, nove horas, qual a diferen�a?
-Vov�? -Oi, docinho. Quer jogar?
Agora, n�o, obrigada.
Um colega me ligou para me convidar para uma festa.
Que tipo de festa?
Lucy, um cavalheiro nunca liga para uma dama na mesma noite da festa.
Ele se desculpou, vov�. Os pais dele chamaram uns amigos pra jantar...
e ele n�o sabia que os jovens participariam.
-Se n�o, teria ligado antes. -Bem, n�o acho que seja boa ideia...
-J.R.! -Lucy, qual � o nome do rapaz?
-Roger Hurley. -O filho do Dr. Hurley?
-N�o sei. -Deve ser neto dele.
Se os pais dele est�o dando a festa, voc� pode ir.
Obrigada, vov�zinho.
-Divirta-se. -Obrigada.
Pare de trat�-la como crian�a, Jock. Ele ainda vai namorar.
Faz com que eu me sinta velho.
J�nior, voc� j� nasceu velho.
Quer conversar ou vai ficar escovando o cabelo a noite toda?
Ora, querida. Achei que estaria feliz.
Mam�e est� gostando de voc�. N�o sei por que est� chateada.
� que ela acha que controlo Lucy.
-E n�o controla? -N�o sei quem controla quem.
Lucy acha que fa�o isso pra conquistar sua m�e.
Em vez de se preocupar com ela.
-E ent�o? -Ent�o, o qu�?
-Por que est� fazendo isso? -Eu n�o sei.
-Talvez Lucy tenha raz�o. -Eu n�o acredito nisso.
Voc� n�o � do tipo que faz coisas para agradar.
-Se fosse, n�o estar�amos casados. -Pode ter certeza disso.
Acho que voc� v� um pouco da Pamela Barnes na Lucy Ewing.
� mesmo?
E decerto a entende muito melhor do que n�s.
Se n�o ligasse pra ela, n�o ficaria aqui amuada, ao inv�s de se vestir.
Vestir pra qu�?
Pra inaugura��o de uma danceteria no centro de Braddock.
N�o seria uma inaugura��o oficial sem Bobby Ewing e sua linda mulher.
Se ficarmos mais tempo nesse quarto, J.R. vai mandar grampe�-lo...
pra descobrir o que fazemos e que ele n�o faz.
Agora se vista.
Pammy!
Voltem cedo e dirija com cuidado, entendeu?
-Sim, senhor, pode deixar. -Cumprimente seu av� por mim.
-Claro, senhor. Boa noite. -Boa noite.
Boa noite, Dona Ellie.
Boa noite, vov�. Boa noite, vov�.
At� mais, meu bem.
Ele � um bom rapaz.
Ele me faz lembrar como fui esperta.
E esperta por qu�?
Por me casar com um homem que tinha unhas sujas.
Eu te amo.
Ei, pare! Pare, Roger!
N�o t�nhamos feito um trato?
Posso livrar a cara do Sr. Miller num segundo.
Sinto �dio de voc� por isso.
Vai sentir outra coisa mais tarde.
Talvez. Vamos sair e nos divertir um pouco, est� bem?
-Seu av� disse para voltarmos cedo. -Ele dorme cedo. Vamos dan�ar.
Dan�ar?
Dan�ar me deixa muito carinhosa.
E depois?
-Sabe de algum lugar legal? -Se tiver identidade, sim.
Querida, tenho tudo que precisamos.
Voc� � muito boa nisso.
Ray, preciso falar com voc�.
-N�o � lugar nem hora para isso. -Precisa me ajudar. Por favor.
-Eu j� volto. -Venha me ajudar.
O que � isso? O que est� fazendo aqui?
Aquele nojento me fez sair com ele. Precisa dar um jeito nele, Ray.
-Voc� sabe o que ele quer. -lsso � problema seu.
Ray, vamos l�, livre-se dele por mim. Vamos.
Lucy, isto � loucura. Algu�m pode nos ver aqui.
N�o me importo. N�o vou pra casa com ele.
-Prefiro ir pra casa com voc�. -Lucy...
Por favor.
-Roger, n�o � mesmo? -lsso. Oi, Sra. Ewing.
Oi. Este � meu marido, Bobby Ewing.
-Este � o Roger e esta �... -Eu n�o sei.
-Maureen. -Maureen.
-Voc�s n�o vieram juntos? -N�o, eu vim com a Lucy.
Ela est� conversando com algu�m.
Foi voc� quem ligou pra ela hoje?
Claro.
-Leve-a para casa. -Espere um minuto, Bobby.
-Bobby! -Calma, caub�i, calma!
S� queria que ele me ajudasse a me livrar do Roger.
Pamela, leve-a para casa.
Eu estou bem. Vamos. Me solta!
Eu sabia que ainda faria isso.
Se quiser mais, vamos pra fora.
-N�o, acho que j� acabei. -�? E por que fez isso?
Por causa de seu caso com a Lucy.
Tem certeza?
Se a bronca era por causa da Lucy, n�o temos por que brigar mais.
Pam � sua mulher. S� sua e n�o minha, Bobby.
Voc� viu o que aconteceu no col�gio, n�o viu?
S� por isso Lucy aceitou sair com voc�.
Est� fazendo isso para ficar mais �ntimo dela, n�o �?
Cuide da sua vida. N�o pedi sua ajuda.
Queira ou n�o, vou te ajudar.
Na segunda, voc� vai ao col�gio comigo dizer exatamente o que viu.
E por que eu faria isso?
Se n�o fizer, direi a meu marido que voc� chantageou a sobrinha dele...
e, Roger, ele n�o vai gostar muito disso.
Lucy?
Desapare�a. Eu vou com ela.
-Bem, est� feliz agora? -N�o.
Quer saber? Voc� faz Sue Ellen parecer sincera.
Ela � simpl�ria, mas n�o � falsa como voc�.
Ela diz como devo me vestir e como devo falar.
Mas ela acha isso importante.
Ela tenta me ajudar, � maneira dela. N�o como voc�.
Quer saber de uma coisa?
Voc� j� � uma Ewing, sabia?
�, porque...
voc� j� sabe como manipular as pessoas e mentir sobre isso.
Lucy?
-O que foi aquilo? -Foi pessoal.
-Cad� o rapaz que veio com voc�? -Eu n�o sei.
-E como pretende voltar para casa? -Dou um jeito.
N�o, quem vai dar um jeito sou eu, de agora em diante.
-Por que foi t�o dura com a Pammy? -Por que n�o pergunta a ela?
Bem...
sabe quando ela come�ou a me levar ao col�gio?
-Ah, esquece. -Achou que ela se preocupava.
-Talvez. -E ela se preocupa mesmo!
-Lucy, voc� e a Pammy s�o... -N�o venha dizer que nos parecemos.
Eu n�o ia dizer isso.
la dizer que Pammy se preocupa com voc� mais que todo mundo!
Claro!
Querida, voc� sabe como �. N�s te amamos...
mas nunca tivemos tempo pra...
...te orientar. -N�o preciso de orienta��o!
N�o, claro que n�o. Voc� � perfeita em tudo.
Ora, ela se preocupa com voc� e voc� sabe disso.
Vamos procurar por ela.
Bem, eu sei que n�s temos muito que conversar, mas...
estou com as garotas mais lindas do Texas. Vamos dan�ar at� o sol raiar.
Pam?
Voc� ouviu o que ele disse.
Legenda por Susanawho
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