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- Cancelei a exibi��o. - Cancelou?
Eu que dei in�cio � exibi��o. Agora eles n�o t�m nada.
Do que eles precisam, Gro?
De um novo lugar para morar e trabalhar.
- � bem complicado. - Acabei de comprar o celeiro.
Se quiserem, talvez gostem de ficar l�.
- � bem r�stico... - � perfeito.
Que bom.
Voc� me expulsou, Solveig. Jogou o Villads contra mim.
Hannah disse isso tamb�m.
Ela achava dif�cil respirar depois que Klaus se mudou...
sua vida nova e perfeita.
Ela disse isso?
N�o consigo falar com o Frederik nem com o Emil.
Eles s� querem que eu suma.
E por que n�o faz isso?
Est� fazendo isso por voc�.
N�o d� a m�nima pra ela, s� precisa mesmo de um travesseiro.
Eu tenho a cust�dia dela!
E n�o preciso te pedir merda nenhuma!
Vamos, querida. Hora de ir.
Precisamos do HD da Hannah, anota��es e alguns esbo�os...
N�o posso...
Talvez eu deva falar para o Frederik do seu apoio a Hannah.
Que a levou ao aeroporto.
Mas com isso as autoridades podem processar a Argus.
Mas n�s ainda n�o estamos interessados num processo.
Tempo de merda!
Eu consegui a correspond�ncia que voc� achou.
Posso invadir o sistema deles, se voc� quiser.
OS HERDEIROS S03 - EPIS�DIO 5
- Legenda por Frederic -
Ent�o esse Keylogger, voc� mesmo fez?
Sim, claro.
Como voc� faz para entrar?
Voc� n�o entenderia.
Eles descobriram a invas�o antes.
Os IDS e IPS deles bloqueiam os exploits conhecidos.
Eu vou entrar via proxy com um novo IP e um novo exploit.
T� bom...
Temos o bastante para vazar para a imprensa.
Vamos l�, velhote.
� uma das maiores mineradoras do mundo.
Se quisermos conseguir alguma coisa, precisamos de evid�ncia.
Os outros perguntaram aonde eu ia. N�o soube o que dizer.
Bem, mas isso �... Pode dizer que arranjou uma namorada.
N�o. V�o come�ar a perguntar sobre quem �,
onde eu conheci, se ela � legal...
- Certo. - Ol�!
- Quem �? - O Emil.
- Oi. - Est� aqui?
Est� metido na sua caverna?
Oi, achei que estava trabalhando.
Eu estava, mas tirei uma folga,
porque eu decidi que vamos pescar hoje.
Iscas. E a cerveja favorita do Frederik Gr�nnegaard.
E, por �ltimo e n�o menos importante, o melhor que tinha.
� muito legal, mas eu n�o posso.
Mas vai, n�o tem discuss�o.
- Fez caf�? - Sim...
E comida, nozes e tudo mais. Del�cia!
Veja Frederik, voc� est� enfurnado aqui...
trabalhando duro e sempre na mesma...
Precisa sair e pegar um ar, colorir as bochechas
e vamos beber algumas cervejas.
Vamos subir.
- Vamos. - Sim...
Oi...
- S� tenho que pegar meu... - O que ele faz aqui?
- Ele est� me ajudando. - Com o qu�?
A conseguir evid�ncias para o processo.
T� falando s�rio? Frederik, diabos!
- Achei que tinha entendido. - Talvez eu tenha...
Mas n�o pode pedir ajuda de um hacker.
- Eu posso... - At� mais, Frederik.
Estou indo, espera um pouco.
- Nos vemos por a�. - O que est� fazendo com ele?
Reunindo documentos ilegais. Pode ir pra cadeia.
- Voc� sabe disso, n�o? - N�o vou pra cadeia.
Sei que est� tentando me cuidar, mas precisa me deixar fazer isso.
Certo, mas ao menos pode pensar na sua fam�lia?
Na Solveig, no Villads? J� n�o sofreram o bastante?
Hannah � minha fam�lia, Emil.
Como a Solveig e o Villads. Estou fazendo isso por ela.
Pode aceitar isso?
- Emil? - Sim...
N�o pode contar isso pra ningu�m.
Ent�o vou pescar com voc�. Vamos fazer isso.
T� dando belone, n�o?
Tamb�m no outro lado.
Eu pego elas. Vou p�r aquelas primeiro e encontrar outras.
- O que disse? - Vou por aquelas primeiro.
Boa ideia. Sabe o que podemos usar tamb�m?
Acho que podemos usar isto aqui.
- Estamos chegando. - Estamos chegando.
- Est� pesado, n�o? - Est� pesado.
Estamos aqui.
Vamos l�. Que mergulho!
Que pedras legais.
� ele de novo. Vou ter que atender.
- Oi. - Est�o se divertindo?
- Estamos, sim. - E a Melody est� bem?
Est�. Igualzinho �s �ltimas duas vezes que ligou.
�... mas n�o foi por isso que eu liguei.
Por que, ent�o?
Frederik est� trabalhando com o Pitu.
Com o Pitu? Como assim?
Pitu est� ajudando o Frederik com o processo.
- Algu�m mais sabe disso? - Acho que n�o.
Surpreendi os dois no por�o.
N�o sei h� quanto tempo ele est� com o Pitu l�.
Que diabos!
Gro, n�o quer voltar pra casa e me ajudar com isso?
- N�o, n�o posso. - Venha, n�o consigo sozinho.
N�o posso, minha cabe�a est� uma bagun�a agora.
- Ele n�o me escuta. - N�o consigo chegar nele.
Consegue sim... Pode falar com ele. Voc� � tudo pra ele.
- Ele te escuta. - N�o, n�o posso me meter.
- Ele est� obcecado... - Ele sempre perdoa voc�.
Gro, venha ajudar.
J� estou indo.
Gro, n�o faria o favor de voltar pra casa?
- Pode ir em cima do Pitu. - Prometi n�o interferir.
- Tenho que ir. - N�o posso resolver sozinho.
Voc� consegue conversar com ele, Emil.
At� mais.
Est�o caindo.
Vamos l�. Vamos, amiguinho.
Est�o famintos. Olha s�...
Que beleza.
Mas que diabos! Eu volto logo.
Acabamos de receber os porcos. Precisamos de paz. Desligue!
J� vou desligar. Perd�o, eu desligo.
Est�o prontos?
A� tem um pouco mais.
- N�o repararam nos porcos? - N�o, parece que n�o.
Eles s�o uns queridos, n�o v�o criar problemas.
Eles v�o gostar de ficar aqui.
- Oi. - Emil, oi...
- Bem, ent�o j� chegaram. - �, venha ver.
- Ol�, voc�s... - N�o s�o bonitinhos?
N�o � legal. Mal posso esperar para mostrar para a Melody.
- Quando ela chega? - N�o sei.
- A Gro n�o disse quando? - N�o.
Signe, vim dar um al� pra eles. Est�o a�?
Oi. Pega.
Coloque em volta do c�rculo.
- No c�rculo? - �, aqui.
- O que vamos fazer? - Vamos benzer o solo.
Benzer o solo? Certo.
- Assim? - �.
Pronto.
Boa sorte com... At�.
O solo est� benzido.
Pronto, bandidinhos! Vamos, vamos...
Frederik est� de luto, certo? Em profundo luto.
- N�o est� pensando claramente. - N�o devia vir aqui.
Isso pode arrast�-lo totalmente e levar voc� junto.
- N�o sei do que est� falando. - Precisa parar, entendeu?
Precisa deix�-lo em paz, certo?
Precisa baixar a bola. Entendeu?
O que seus amigos dir�o se eu contar o que est� fazendo?
- Cuide da sua vida. - Oi, Emil.
Vim dar um al� para a Signe e ver os porquinhos.
- Que legal. - E queria saber de voc�s.
�... estamos trabalhando. E voc�?
�...
N�o quer entrar e ver o que temos feito?
- N�o... tudo bem. - Vamos. Venha.
Quando vai pra casa?
S� tenho que levar os produtos para o gin�sio.
Ent�o vai chegar para o jantar?
Bem... eu sacrificaria meu �timo Salmo Trutta a voc�.
N�o gostaria de se exibir para mais algu�m?
Vou me exibir pra voc�. Vamos comemorar.
E voc� poder� dizer "Uau, Aksel, voc� � inacredit�vel."
- Ent�o se tornar� uma boa noite. - Cala a boca...
Essa � velha!
- Posso ver? Torpedo? - �, voc� conhece...
�, isso mesmo. � muito bom pra pescar Belone.
Sempre usava com meu pai.
- Vou pescar com o Emil. - Acabei de ver ele.
- Onde? - No celeiro.
- No teu celeiro? - �.
O que ele faz l�?
N�o sei. Acho que queria ver como eles est�o indo.
Por qu�?
N�o sei. Ele s� foi l�.
Certo... Obrigado.
- O que aconteceu l�? - N�o sei. At� mais.
- Dia de lavar roupa? - �, pode-se dizer que sim.
Precisamos disso por todo o lugar.
Que surpresa.
�, eu j� estava indo.
Tentei falar com a Gro. Sabe quando ela volta?
- N�o atende o celular. - N�o, deve estar querendo paz.
Precisamos falar com ela, j� vamos terminar a obra.
Escuta aqui...
Com todo o respeito pelo que fazem,
n�o esque�a que Hannah era nossa sobrinha.
Ningu�m aqui esqueceu Hannah um minuto sequer.
- Se Gro fez algum contato... - N�o, n�o...
Precisam nos deixar em paz, entendeu?
Emil? Por que sempre tem que arruinar tudo pra mim?
N�o fiz nada, chega, vamos.
Prometeu que ficaria fora disso.
- Estamos indo pra cara agora. - Por que voc� est� aqui?
Estou consertando o trailer deles...
- O trailer, por qu�? - Estava estragado, eles pediram.
Vamos, vamos pra casa, conversamos no caminho. Venha.
O que � isso?
O que � isto?
Frederik? Frederik...
Que diabos? S�o as coisas dela!
Onde conseguiram isto? Desceram l� e roubaram?
N�o, n�o roubaram...
S�o as coisas dela, eles roubaram.
- Vamos levar pra casa. - Vou pegar tudo.
Ent�o pegue e vamos pra casa, vamos...
- Isto � seu? - O qu�?
Isto � seu?
- Por isso foi me ajudar? - Claro que n�o!
- Do que ele est� falando? - Por isso ajudou,
para roubar as coisas da Hannah.
Voc� se aproximou de mim e eu contei tudo!
Fui eu, eu peguei!
Por que diabos voc� fez isso?
N�o sei. Porque... Porque eles precisavam.
Frederik...
Voc� n�o mudou nada.
S� pensa em si mesmo.
S� penso em mim? Quem foi que fugiu?
- Disse alguma coisa? - Eu fiquei com eles.
Fiquei com a Hannah e com os outros...
Voc� n�o, certo? Tua filha precisou de ajuda.
Percebe o qu�o mal ela estava? Tem alguma ideia disso?
Ela quase n�o dormiu por dois meses. Estava desistindo.
Os amigos cuidaram dela. Eu cuidei dela.
Onde diabos voc� estava, Frederik?
Sabia que ela ia para a Groenl�ndia e n�o contei.
Eu a levei ao aeroporto, droga!
O que est�o fazendo?
- Frederik, pare! - N�o se meta!
N�o! Emil!
O que est�o fazendo?
Parem com isso!
Parem! Acabamos de receber os porcos. Eles precisam de paz.
Frederik...
Frederik... Frederik.
Me desculpe pelo que aconteceu. Lamento...
E logo hoje.
Eles precisam sair.
Quem?
Quem? N�o podemos deix�-los no celeiro.
Acabei de dar a permiss�o.
Mas eu n�o dei.
Eles precisam sair agora. O que est� fazendo?
� s� um despertador.
Para que programou um despertador pra tocar
bem na hora em que estamos conversando?
Estamos conversando, o que precisa fazer?
Desculpa, preciso tomar as vitaminas direito.
Tem a ver com a fertilidade.
Karin, n�o posso dizer a eles que n�o podem ficar.
O que tem isso com a fertilidade?
Est� tomando horm�nios?
N�o, � s� um suplemento que o m�dico receitou.
- N�o quis usar horm�nios... - Deixa eu ver.
- Posso ver? - Sim, claro que pode.
Tivemos uma conversa informal.
Mas isto s�o vitaminas qu�micas.
� cheio de toxinas.
Bem... eu consegui com o m�dico.
Achei que voc� me diria
se estivesse tentando engravidar...
Diabos, Signe. Voc� precisa me avisar
quando oito pessoas se mudam para o celeiro.
E precisa me dizer se vai come�ar a tomar
vitaminas em segredo.
Signe, acabamos de receber 50 porcos.
Como vamos trabalhar juntas
se voc� anda por a� fazendo coisas escondida de mim?
- N�o estou fazendo escondida... - Est�, sim.
- N�o estou n�o. - "N�o estou n�o."
Est� agindo como um bebezinho. Estou muito desapontada com voc�.
Muito desapontada, Signe!
- Ali tamb�m. - Talvez uma cor diferente.
Vamos deixar secando, vou conversar com o Robert.
Acha que o Emil pode conversar com ele?
Sobre o processo? Espero que sim.
E voc�? Voc� tamb�m assinou a cl�usula.
O que vai fazer se pedirem indeniza��o?
�... preciso resolver isso de qualquer jeito.
Escuta...
Ainda h� muita gente interessada no seu trabalho.
�...
Sinto saudade. Nenhuma responsabilidade.
S� ideias livres e n�s criando algo juntos.
Que acabou num buraco no meio do campo.
Para. O Bico ainda est� l�. Sua obra a caminho da Bienal.
Mas n�o � minha obra.
Mas nos divertimos.
Quando Hannah morou aqui...
Sim...
como ela estava?
Bem... no in�cio estava muito chateada.
Mas era mais o Emil quem conversava com ela.
Mesmo antes dela se mudar eles conversavam a noite toda.
E o Malik?
- O que pode dizer sobre ele? - N�o muito.
Voc� diria que ele dominava ela?
N�o. Ele sempre me pareceu gentil.
Muito atencioso.
Fazia ela feliz.
Ou era s� quando eu via...
Essa obra sobre a �gua...
sabe alguma coisa a respeito?
N�o muito, Hannah estava preocupada
que a comunidade vendesse a companhia.
- Como? - Fizeram v�rias pesquisas aqui.
- Pode falar com eles. - E quanto �...
� Argus e � Groenl�ndia?
N�o sei muito sobre isso. Por que n�o conversa com eles?
- N�o. - N�o? Por que n�o?
N�o conseguimos nos comunicar. Eles mentem para mim.
Talvez deva tentar escut�-los.
Sei que n�o tenho o direito de interferir, mas...
Deixa pra l�.
Achei que voc� havia pego.
- �, e foi pra cima de mim. - Me desculpe.
Eu fui um idiota, certo?
Foram muito azedos?
Eles me expulsaram.
- N�o podem fazer isso. - Voc� � t�o idiota!
- Pode esperar... - Malik era como minha fam�lia.
Todos eles...
Eles tamb�m precisam de voc�, ent�o v�o voltar atr�s.
Aquela senhora, amiga da Signe...
nos expulsou porque os porcos n�o nos aguentam.
E voc� pegou nossas coisas e n�o temos para onde ir.
Ent�o pode ver que � meio dif�cil seguir daqui.
- Para onde est� indo? - N�o � da sua conta.
- Pode ficar aqui. - Prometi que n�o iria ajud�-lo.
- E pretendo cumprir. - Sim, mas pode ficar aqui.
Ficar aqui?
Se for muito escuro pode ficar em outro quarto.
Mas voc� pode ficar aqui.
Posso pedir que saia?
Pode.
Sim, estou indo...
- Oi, querida. - Oi.
- Estou indo. - At� mais.
- Vamos pegar as coisas? - J� descarreguei.
- J�? - Est�o ali.
- O que...? - �.
Solveig, ela tem vindo todos os dias.
Mas isso � bom. O Villads n�o est� gostando?
- Ela n�o est� bem. - Estava falando com Jensen...
Jensen tamb�m est� preocupado com ela.
Acho que ela come�ou a beber. E muito.
- Aqui? - �, parece que sim.
Jensen a viu no estacionamento, e n�o � a primeira vez.
Villads ainda est� com voc�s? Quanto tempo vai ficar?
- Precisamos que tudo se acalme. - Vou conversar um pouco com ela.
Signe...
Como v�o as coisas com Jensen?
Eu limpei as coisas dele e ele n�o quer pagar a conta.
Eu sei disso, mas estava pensando...
que talvez devesse esquecer isso.
- O celeiro devia estar limpo. - Voc� tirou as coisas dele.
Porque eu precisava.
E agora est� cheio de artistas morando l�.
Pai, eu ajudei minha fam�lia, est� tudo muito dif�cil.
Gro n�o tinha nenhum lugar para eles.
Mas n�s ajudamos todo mundo.
Acho que ele n�o tem dinheiro.
H� tempos que ele n�o paga o gin�sio.
- Ele continua no Conselho. - Eu o deixo continuar
porque ele fez muito pelo gin�sio e pela comunidade.
Mas ele vai � fal�ncia?
Foi o que eu soube. Mas � algo que n�o se deve comentar.
Ent�o eu pensei que podia deixar isso pra l�...
Est� tudo bem com o c�nhamo, a cantina e os porcos.
- Preciso atender. - Meninos, vamos reunir aqui!
Oi. Pode me fazer um favor?
Sim, claro.
Ir at� o celeiro e pedir aos amigos da Hannah para virem aqui?
Pode dizer a eles que ter�o suas coisas de volta.
- Suas coisas? - Tamb�m quero conversar.
- Sabe... escut�-los. - Sim, tudo bem.
- Oi, John. Obrigado por ligar. - Claro.
- Onde ela est�? - Aqui...
U�, que coisa! Estava sentada ali.
N�o vi ela sair.
Eu encontro. Pode dar isto ao Villads?
- Sim, claro. - Obrigado.
O qu�?
Signe pediu aos outros para virem conversar.
Pode se juntar a n�s, se quiser.
Ent�o voc�s podem...
O qu�?
Bem, se acertar, ou como se diz...
Voc� � muito esquisito.
Bem... pode pensar nisso.
- Frederik? - O qu�?
Obrigado.
- Eles est�o chegando. - Certo.
Trouxe o especial da casa.
Comida?
�. Ent�o poder�o comer enquanto conversam.
Aqui tem tortas da Lise e algumas verduras aqui...
Ent�o s� precisa aquecer.
Bem... certo.
- E eles j� est�o chegando? - Sim, est�o.
- Bem... - Pode come�ar arrumando a mesa.
Acho que tem toalha de mesa no arm�rio.
Signe? N�o pode... Poderia ficar?
- Tenho um compromisso. - �, mas...
Gostaria que voc� ficasse, at� eles chegarem.
Certo... claro.
- Ol�. - Oi, amor, sou eu.
Frederik pediu para eu ficar aqui, na Gr�nneg�rd.
S� vou demorar um pouco. Beijo. Saudades.
- Est�o preparando o jantar? - �...
Vou ver umas coisas do Thomas.
- Oi. - Oi, Lone.
O que ela faz esse tempo todo?
Ela arruma as coisas do Thomas e o t�mulo dele.
E acho que ela vem ver se estamos bem.
Obrigado por virem.
Tivemos alguns contratempos...
Ent�o pensei que... Gostaria de saber um pouco
sobre o que est�o fazendo.
Acho que deveriam conversar com o Pitu e se acertarem.
- Pitu? Pitu est� aqui? - Sim, est�.
Mas ele n�o est� mais me ajudando.
E ele n�o quer magoar voc�s.
Talvez dev�ssemos servir a mesa primeiro...
- �... - Vamos entrando.
Vamos p�r alguns copos e pratos e...
Temos pratos aqui.
- Aqui est�. - Obrigado.
Pelo que sei, voc�s se conhecem h� tempos.
Isso, como voc�s se conheceram?
Rikke, Nick e eu j� trabalhamos juntos.
- Ent�o conheceu Pitu, n�o? - �... achava que sim.
- E voc�? - Eu conhecia... conheci o Pitu.
E a quest�o do projeto com...
a Argus e a Groenl�ndia e tudo isso...
quem come�ou tudo?
- Fui eu. - Voc�...
Mas todos combinamos como deveria ser conduzido.
- Por que a Hannah foi pra l�? - Ela queria ir. Insistiu nisso.
Ela j� estava envolvida nisso antes de conhec�-los, n�o?
- Ent�o a envolveu nisso? - Ela se envolveu.
E ent�o...
Ent�o voc� sentou sozinho no grande navio, seguro,
enquanto ela remava no bote e fazia o trabalho perigoso?
E mandou ela sair numa scooter nas calotas de gelo sozinha?
- Ela fez isso muitas vezes. - �, pode ser...
- Mas havia uma nevasca. - Veio de repente.
Conhecia o clima e o terreno, mas mandou ela sozinha...
- Vamos embora. - N�o, senta.
N�o foi isso,
voc� n�o mandou ela, mesmo sabendo disso tudo?
A pol�cia foi at� o bote. Malik n�o queria que ela fosse presa.
Eu penso nela o tempo todo.
Eu vi ela e a scooter...
no penhasco.
N�o posso fazer isso. N�o aguento olhar pra eles.
Por qu�? Porque eram amigos dela...
e tamb�m sentem sua falta?
Porque n�o pode culp�-los?
Sente-se.
Como est�o indo com o projeto da �gua?
Como est� indo com o processo?
Temos que separar alguns milh�es cada para indeniza��es?
Isso n�o vai acontecer.
Se eu conseguir as evid�ncias, voc�s est�o seguros.
E se pegarem o Pitu?
- Eles n�o v�o conseguir. - Quem falou com voc�?
Eu convenci o Pitu a me ajudar. � tudo culpa minha.
Nosso trabalho fica perigoso se n�o pudermos ter confian�a.
Podem ficar zangados comigo, mas precisam livrar o Pitu.
Al�m disso, ser� dif�cil seguir sem ele, n�o?
Obrigado pela comida.
- De nada. - Obrigada, estava delicioso.
Que bom.
- Bem. - �, bem...
Obrigado.
De nada.
Pronto, querido.
Vamos tocar...
Isso � ador�vel...
Parece que se saiu bem jantando com os meninos e tudo.
Foi dif�cil.
Eu pensava em voc� quando via Hannah com eles.
Por que isso?
Lembra do que fez com as raposas?
Com as raposas?
�... tinha um daqueles boletins pendurados na parede
com as �reas em que se podia atirar nas raposas.
Voc� n�o entendia que mal as raposas haviam feito.
Ent�o voc� fez quadros id�nticos �queles
e trocou a palavra "raposas" por "c�es"...
E espalhou pela cidade que as pessoas podiam atirar nos c�es.
Foi uma algazarra. As pessoas e os cachorrinhos.
Pode beber, se quiser.
N�o achei que algu�m sabia que tinha sido eu.
Ela n�o era boba.
- Obrigado pela noite. - Estava muito bom.
- Vamos arrumar tudo. - Obrigado.
Eles podiam ficar aqui.
N�o �?
- Nick? - O qu�?
Esperem um pouco.
- Oi. - Onde voc� estava?
- Recebeu minha mensagem? - O celular ficou no escrit�rio.
- Tem comida na geladeira. - Eu j� comi.
- N�o, merda... a truta! - Tudo bem.
Desculpa...
Eu aplaudi a mim mesmo. N�o tem problema.
Desculpa. O Frederik brigou com o Emil
e tamb�m teve confus�o com os meninos.
- Sim, a Karin me contou. - Tive que ajud�-lo.
- Ele ofereceu janta pra eles. - Janta? Isso � bom.
- Minha nossa. - O que a Karin queria?
Ela trouxe uma coisa... pra voc�.
Aqui. Aqui est�.
- 10 ml, 4 vezes ao dia. - O que � isto?
� o melhor para quem quer engravidar.
Achei que tinha ficado zangada por estarmos tentando.
- Zangada? Por qu�? - Por causa dos porcos...
Acha que fazendeiros n�o t�m filhos?
Meu Deus, o cheiro � horr�vel!
Credo...
Minha nossa!
Parece terra fermentada.
E eu tenho que tomar isto quatro vezes por dia.
- N�o precisa disso, certo? - Sim...
Bem, vou experimentar.
Ela tem muito conhecimento sobre essas coisas.
Quer ouvir uma coisa doida?
Jensen n�o paga o patroc�nio h� tempos
e John acha que ele est� � beira da fal�ncia.
Ele banca o rei sem ter nenhum dinheiro.
Na verdade � uma vergonha pra ele.
Podemos... podemos falar de outra coisa?
- E a conta? - Voc� pode pagar, n�o?
Pague! N�o quero mais ouvir falar dessa conta.
Algu�m pode enlouquecer de tanto ouvir sobre isso.
- Ela dormiu? - Sim, desmaiou.
� o Emil.
Nossa, � dif�cil de achar.
Por que est� assim? O que houve?
O Frederik...
Voc� comeu?
Obrigado.
Por que n�o disse que a levou ao aeroporto?
Eu s� n�o disse... at� ser tarde demais.
E agora acabou se tornando a pior maneira de contar.
Estive perto de dizer que ele n�o conhecia a pr�pria filha.
Ele n�o conhecia mesmo.
- Vou entender se ele me odiar. - Ele odeia a si mesmo.
N�o nos odiamos todos?
Sim, com boas raz�es.
Para, n�s nos adoramos! Sa�de!
- Voc� tamb�m. - Para com isso.
Claro que sim. Por que se isolou em casa?
- Eu n�o me isolei. - Por que n�o conhece ningu�m?
Eu conhe�o um monte de gente.
Voc� se isolou depois que voltou da Tail�ndia.
Para...
Tomou conta das coisas do Thomas.
Constr�i cavernas, toca viol�o, cuida da Melody, tudo bem.
Mas cad� a divers�o? E todas as garotas?
Tenho encontrado algumas meninas, n�o?
Mas precisa fazer o que importa. Coisas que tenham significado.
Chega, voc� est� come�ando a filosofar.
No momento eu s� quero estar aqui com o Robert e a Melody.
Tem sido �timo ensin�-la a ser mais familiar.
Quer ser dona de casa? Ficaria entediada em uma semana.
Sente falta dos teus filhos tamb�m, n�o?
E quanto a mim? Eu os vi tr�s vezes na vida,
foi o quanto os vi. E a Melody nem os conhece.
Isso � uma loucura.
Seria bom para a Melody ter outras crian�as na fam�lia.
Melody tem crian�as na fam�lia. Ela tem o Villads
e tem os amiguinhos da escolinha, certo?
Vamos levar a Melody na pr�xima vez.
Vamos ter que passar mais tempo com as crian�as.
Melody mora na Gr�nneg�rd comigo, certo?
Ela tem sua fam�lia, seus amigos e sua rotina...
Acho que seria bem melhor cuidar do pouco que ela tem
ao inv�s de tentar fazer todo tipo de coisas novas.
- Nunca se tem fam�lia que baste. - Mas � preciso ter base.
- N�s nunca tivemos isso. - Ent�o talvez ela deva ter.
Eu vou pra cama. Ela acorda super cedo.
- Boa noite. - Boa noite.
Durma bem.
Ela est� bem, a Gro? Parece meio...
Hannah era como uma filha pra ela.
�, mas ningu�m pode substituir isso, n�o?
- Nem mesmo a Melody. - N�o.
N�o.
Empurra.
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