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Original subtitles

[música de mistério]

[música de ação ritmada]

[música de ação continua]

[música de ação diminui]

Essa é a última joia do lote.

[música triunfante]

[música encerra]

[música de tensão]

Onde você se enfiou?

Já guardaram todas as joias?

O Polignac acabou de guardar a tiara de diamantes da Elena de Saboia.

O cofre não vai ser aberto nas próximas 15 horas, quando vão fazer a avaliação.

[bipe do scanner]

[cofre tranca]

Obrigado, Alain.

Ah, perfeito.

Chegou a hora de entrar.

Faz dois dias que não aparece no hotel. Onde você tava?

Conhecendo a cidade.

E a Sra. Polignac também faz dois dias que não aparece.

É uma coincidência?

Tava com ela, não tava?

Por isso chegou atrasado no roubo.

Disse que não ia colocar a gente em perigo. E continua colocando.

Tá parecendo uma namorada enciumada. O que é que é isso?

Você já tirou as câmeras da casa do Polignac?

Não.

Não imaginava que a gente ia ter que roubar as joias hoje à noite.

E sou eu que coloco em perigo o roubo?

Vou tirar as câmeras enquanto soldam a antessala,

mesmo não sendo meu trabalho.

Vamos colocar os trajes.

[música de ação]

[jato de desinfetante]

Tô gravando o looping de imagens do cofre com o lote completo.

Avisem quando estiverem prontos

e jogo as imagens nos monitores dos guardas pra vocês entrarem.

[telefone tocando]

Alô? Monsieur Polignac.

Oi. Obrigado.

François Polignac.

Keila, estamos prontos.

Disparando imagens da antessala.

Pronto.

[música de ação]

[Polignac] Ótimo, muito bom.

Sim. Muito obrigado.

Boa noite. Até logo.

Obrigado.

[música de ação]

Preparados pra entrar no cofre, Keila.

- Pronto. - Cameron.

[guindaste rangendo]

[batida de ação]

Vamos deixar cada caixa no lugar onde tá. Não podemos movê-las um milímetro.

[rangido para]

[música de ação pulsante]

[música aumenta]

[música encerra]

Quando a Keila tirar o looping, as caixas têm que estar nas mesmas posições.

Vamos indo.

[música de ação dramática]

Joia 26.

Joia 56.

[Cameron] Joia número 5.

Joia 59.

Joia 46.

[Roi] Joia número 53.

[Damián] Joia 23.

Joia 36. Da Leonor de Avignon.

Joia 39. O colar de Beatriz de Bolonha.

Essas são as coisas pelas quais a vida vale a pena.

[música melancólica]

O que sabe sobre as coisas que valem ou não a pena?

Se é esse tipo de gente que, só por estar três dias em Paris com uma mulher,

vai fazer com que ela termine um casamento de 10 anos.

Joia 62.

[Damián] Que a bajula por capricho.

Fazendo ela acreditar que não gosta da vida que tem.

Não é capricho coisa nenhuma.

[música de tensão]

Eu tô perdidamente apaixonado por essa mulher.

Então se contenha e a respeite.

Que amor é esse que destrói uma vida?

Joia número 11.

E como pode dizer que é amor se é tudo falso?

O telefone, seu nome no hotel.

Em dois dias você vai sumir, não vai sobrar nada de você.

Não penso em deixar de viver nenhum único minuto desse amor

porque ele vai terminar.

E quando isso acontecer, vou mergulhar no abismo da dor.

Mas até lá, eu juro que vou viver.

Prontinho. Esse aqui é o último.

Você é um ególatra doentio.

Acha mesmo que estar ao seu lado valha esse sofrimento?

Com toda a certeza.

[música de tensão aumenta]

Cinco minutos com a Camille têm mais paixão

que essa pantomima dos seus 20 anos de casamento.

Você nem sequer se deu conta de que a Carmen

vive domesticada ao seu lado porque não encontra coisa melhor.

[grunhidos]

[baque ecoa]

[suspira nervoso]

[música de tensão]

Escutou esse barulho?

Que barulho, senhor?

Eu escutei um barulho lá dentro.

Pode ser por causa da dilatação do aço. Às vezes acontece.

Cuidado, eles ouviram.

[música de tensão continua]

O senhor viu? Tá tudo bem.

[música de suspense]

Abre a porta.

Mas o senhor sabe que o cofre só abre de 15 em 15 minutos.

Não, não. Só a antessala. Pra gente dar uma conferida.

Vão entrar na antessala.

Bruce, Cameron, têm que fechar tudo. Vai, vai, vai!

[música tensa de ação]

Fecha.

[música tensa de ação aumenta]

Tirando o looping.

[música encerra]

[porta rangendo]

[música de suspense]

[batimentos cardíacos]

[porta fecha]

- Tá tudo em ordem. - É, tô vendo.

O senhor quer que eu ative o temporizador?

[música de tensão]

Meu Deus. Eu acho que eles vão abrir o cofre.

[música de tensão aumenta]

[celular tocando]

Não, não esquenta.

Eu vou pra casa. Boa noite, Alain.

Boa noite, senhor.

[Keila] O Polignac foi embora.

[suspiram aliviados]

Obrigado.

Bertrand.

Ele tá passando pela recepção, acho que vai pra casa.

Podem continuar. [suspira]

[música de tensão recomeça]

[Damián ofegante]

Eu vou terminar o que eu vim fazer, pelos meninos.

Mas esse é meu último golpe com você.

Assim que tivermos tirado a bufunfa do cofre,

o Roi e eu levaremos tudo pro hotel enquanto os outros desmontam acampamento.

[música de ação]

Tem quatro horas pra deixar tudo do jeito que tava.

[música atinge ápice e encerra]

[música tema]

BERLIM

[música tema encerra]

[música de tensão]

- [bipe] - [porta abre]

Eu já deixei as joias no quarto do Damián.

[Berlim] Uhum.

Ele já dormiu. Vamos indo.

[música se intensifica]

[portão destrava]

- Vem aqui, isso! Isso, bonitão. - [Quentin choraminga]

[respira pela máscara]

[música de tensão aumenta]

[Polignac ronca]

[música se intensifica]

- Vamos embora. - [música encerra]

Uma vez estando de posse das joias, a gente tem que fazer o caminho contrário.

Voltar a deixar tudo exatamente como tava.

Vamos soldar o aço de novo.

[música de ação]

Vamos polir os restos da solda

e vamos pintar para que o cofre volte a ficar selado.

[ruídos metálicos]

Mais uma vez, o ilusionismo.

Pra que ninguém deduza que entramos.

Pra nem sequer sermos alçados à categoria de suspeitos.

Agora só faltam as do quarto.

Não, não. Dessas cuido eu.

Você leva essas e some sem deixar vestígio.

Tem certeza do que vai fazer?

Quê?

A coisa do clorofórmio não fazia parte do plano.

O Damián tem razão.

Seu romance tá afetando perigosamente o roubo.

Agora você me faz avaliações morais?

Você? De mim?

Eu aprecio sua vocação de cachorrinho adestrado.

Mas talvez você tenha se esquecido, de repente,

que você roubava postos de gasolina com faca há quatro dias.

[Berlim] Hum?

O analfabeto que existe aí dentro

não pode me dar lições de ética.

[música de tensão]

E agora some.

Vai fazer sua parte do plano, que sei muito bem o que tenho que fazer.

Vem cá, vem cá. Você é muito bonitão, né?

Vem cá. Vem, vem. Vem comigo, vem, vem! Isso.

[música de tensão continua]

[música de tensão aumenta]

[música de tensão continua]

[alarme do carro desativa]

ÚLTIMOS DESTINOS

TEM CERTEZA QUE DESEJA IR A ESSE ENDEREÇO? SIM

[motor acelera]

[música de tensão encerra]

[música de suspense]

[música de suspense continua]

[descarga]

[música de suspense diminui e encerra]

- [grilos] - [latidos ao fundo]

[motor acelera]

Quando tiver terminado o trabalho, a gente vai deixar tudo impecável.

E quando eu interrompo os emissores do sistema de segurança?

Enquanto estiver lá, a gente aparece ao vivo.

A menos que ocorra um acontecimento inesperado,

que vamos chamar de "o grande estouro".

Por baixo da casa de leilões passa um desses cabos de alta tensão

Enterrados no subsolo de Paris.

Tem mais de 20 quilovolts.

Se a gente junta as três fases do edifício e conecta os diferenciais,

a gente gera um pico de tensão que vai torrar

todos os sistemas eletrônicos da casa de leilões.

Mas antes do grande estouro, a gente cria mais um elemento para distrair a atenção.

Ligamos pros guardas de segurança, nos fazendo passar pela central,

que, como todo mundo sabe, funciona com senhas de segurança.

Você usa a sua senha como chave, e o outro, a dele.

E a essa altura, a Keila já vai saber todas as senhas de cor.

Atenção, eu falo do quartel-general. Qual a senha?

Cavalo Branco, 33. E a sua?

Estrela Polar, 74.

Eu tô na escuta.

Detectamos uma movimentação suspeita do lado de fora do prédio.

Carros e pessoas estranhas nas imediações.

Eu agradeceria se pudessem dar uma verificada.

É claro.

De tal forma que, quando a polícia perguntar se eles estiveram em seus postos

em frente aos monitores a noite toda,

eles vão ter que dizer que não.

Que se ausentaram por dois ou três minutos.

E aí vão começar as dúvidas: "Será que entraram pela porta principal?".

- Alain? - Acabaram de ligar do quartel-general.

- O que aconteceu? - Vem comigo.

E avisa os outros.

[música de tensão]

Alain?

Não tem nada.

[música de tensão diminui]

E nesse momento,

às três horas da manhã, vai acontecer o tal grande estouro

que vai deixar esses guardas de cabelo em pé.

[estrondo]

[Alain assusta]

CHEZ VIENOT CASA DE LEILÕES

[música de suspense]

Bertrand? Alô, Bertrand, tá na escuta?

Não só vamos estourar o circuito de câmeras de todo o edifício,

mas também os controles de abertura das portas blindadas.

Alain, tudo bem?

Tá travada.

- O quê? - Tá travada!

Como "tá travada"? Tenta de novo.

[Alain] Ah, não.

Eles vão ter que ligar pros técnicos do cofre.

E levando em consideração que é uma empresa de Genebra

e que são três horas da manhã, eles vão demorar pra abrir o cofre

umas seis ou sete horas, na melhor das hipóteses.

E assim, vamos poder tirar os emissores que colocamos

com absoluta tranquilidade.

[música de ação animada]

Pode fechar definitivamente.

Selado.

CASA DE LEILÕES

[celular tocando]

[bipes de alarme]

E depois da eletrônica,

passaremos para a alvenaria.

A gente vai cimentar a porta da área de serviço

pra deixá-la exatamente como a encontrou.

Pra isso, a gente vai usar ladrilhos antigos idênticos aos que a gente quebrou.

E vai deixar dentro do túnel tudo o que foi utilizado.

A grua, as roldanas, o motor duplo com fio de diamante,

e a escavadeira.

A escavadeira.

E fecharemos o túnel de novo.

Vai ser como emparedar a parte logística do plano.

Imaginem a emoção de quem encontrar tudo dentro de, sei lá, 600 ou 700 anos.

Serão como os fósseis desse latrocínio.

Seremos parte da história.

[música animada continua]

[bipes de alarme]

- [música de tensão] - [Quentin choraminga]

CHAMADA CASA DE LEILÕES

[rock enérgico]

[Berlim] Quando tivermos terminado, vão ser três ou quatro da manhã.

Vamos entrar no hotel em grupos diferentes.

Nessa noite, eu não quero ninguém na rua.

Zero movimento.

[rock enérgico continua]

[Damián] No dia seguinte, vamos fazer checkout separados, entre 9 e 10 horas.

Não vamos levantar suspeita fugindo no meio da noite.

[Berlim] Mas antes, vamos embalar as joias e limpar os quartos meticulosamente.

POR FAVOR, NÃO PERTURBE

[Berlim] Não podemos deixar nenhuma pista. Nenhuma ponta solta.

[rock continua]

[batidas à porta]

[música encerra]

Tenho uma ponta solta, preciso falar.

- Agora? - Você tem que me ajudar. Vem cá.

É que eu tô de camisola.

- Então deixa eu entrar. - Não.

- Só um minuto. - Agora não.

Por favor? Um minuto, me deixa entrar.

[Cameron] Oi, Bruce.

[ruído aspirador]

Eu não posso sair de Paris.

Claro que pode. Todo mundo pode. A gente vai amanhã.

Eu não. Fui pegar meu passaporte na loja de aluguel de motos

e vi que eles têm alarme.

Por isso vim te buscar. Pra não ter mais problema.

Foram claros ao dizer que não pode sair do hotel.

E o que é que eu faço?

Fico de braços cruzados? Estão com uma cópia digital do passaporte.

Falso, mas com a minha fuça.

Imagina a gente roubando 44 milhões de euros

e sendo pego por roubar uma loja fuleira de aluguel de carros?

Imagina a gente sendo pego por não fazer isso?

Keila.

- Não. - Vai ser super-rápido.

- Não. - Desativa o alarme.

A gente entra, hackeia o computador e vaza dali.

Mais fácil do que roubar as joias.

Eu falo o quê pra Cameron?

Ela é amiga do Damián. E se ela abre o bico?

- Fala que a gente vai beber. - E se ela se convida?

Ela é mega-animada pra tudo.

[Bruce suspira]

[porta bate]

[voz sensual] Keila...

[porta bate]

[aspirador para]

[porta batendo]

- [Bruce suspira] - [som distorcido]

- [estalo de beijo] - [batidas na porta ecoando]

[música instrumental suave]

[estalos de beijo]

[batidas na porta ecoam]

[voz sexy ecoando] Keila...

[batidas contínuas]

Vamos lá pro meu quarto.

[sussurra] Fala que não.

Não.

- [porta bate] - [estalo de beijo]

Caralho, Keila.

[aspirador]

[sussurra] Te espero lá fora.

A gente vai conversar um pouco ali fora para não te incomodar, tá?

De boa, eu fico aqui limpando, não se preocupa.

Keila?

Cuidado com o "lobo".

[música cômica]

- [Cameron imita uivo] - [uivos ecoam ao fundo]

Ô, meu pai. Que vergonha, que eu passei.

A Cameron vai pensar que sou a fácil do grupo.

Para com isso! Ela já viu coisa pior.

Vamos pro meu quarto pegar a chave do carro, vem.

Pera aí. O Roi tá lá, né?

Ele pode contar pro Berlim que a gente saiu.

Deixa comigo.

[aspirador]

Roi, você pode deixar a gente sozinho um pouquinho?

[música tensa cômica]

- Como é que é? - É que a gente vai trepar.

[ri sem jeito]

Você ficaria mais à vontade em outro lugar, né?

Fora que vai ser um tempinho muito, mas muito demorado.

Se liga, vou colocar aquela plaquinha na porta e tiro quando terminar.

E aí, pode ser?

Bom, trepar é uma possibilidade.

A gente vai vendo.

É que não gosto de ter as coisas tão planejadas, sei lá.

Se elas acontecem, ótimo, mas, agora, umas,

umas carícias, uns beijinhos, assim.

E a gente deixa rolar, né?

- [Roi suspira] - [música cômica]

Quando terminarem, vocês que limpem.

["Que C'est Triste Venise" de Charles Aznavour tocando no rádio]

[suspira, chora]

[música melancólica francesa aumenta]

[suspira]

[batidas à porta]

CONFIT DE PATO

[música diminui]

Damián, tudo bem?

O que você quer?

Precisa de ajuda com a limpeza? Ou com as latas?

- Não, obrigado. Não se preocupa. - Pera aí. [hesita]

É que, é...

O Bruce e a Keila tão "de conversinha".

No meu quarto.

Você acha que eu posso dormir aqui?

O que você quer, hein?

Uma cama compartilhada num hotel cinco estrelas superior

pra liberar todos os seus excrementos?

- O quê? - Excrementos, Roi.

Suor, pele, toxinas. Pelos.

Aqui é cada um na sua cama. E Deus na cama de todos!

["Que C'est Triste Venise" continua]

- [Cameron suspira] - [música francesa abafada ao fundo]

[digitando]

[chamando]

[suspira]

[homem] Oi, aqui é o Jimmy. Eu não posso falar.

Mas se for deixar um recado que mude a minha vida, você sabe. Depois do sinal.

[bipe da caixa-postal]

[piano melancólico]

NÃO OLHE PARA MIM

[batidas à porta]

Olha ele.

O braço direito.

Que foi? Quer conversar no corredor ou hoje você prefere entrar?

Hoje eu prefiro entrar.

[música provocante]

Eu vou dormir aqui.

Você vai "dormir aqui"?

Deixa eu entender. [ri]

Você tá insinuando que a gente vai ser as únicas duas pessoas no mundo que,

depois de terminar um roubo milionário

Não vão comemorar?

Sim, esses somos nós.

[música provocante continua]

[música encerra]

E você é quem?

Porque eu tenho uma certa curiosidade de saber.

O que você esconde debaixo dessa luva?

Mitene.

Desculpa. Mitene.

O que esconde debaixo dessa mitene?

A antiga vida de maloqueirinho de bairro?

Da época de gandula de boliche?

Certeza que essa mãozinha já deu muita porrada por aí.

[ri]

E essa tattoo?

Deixa eu ver?

Um cabritinho invocado, né? Com chifres enroscados.

O que será que aconteceu com esses ossinhos para ficarem marcados pra sempre?

Deixa eu ver.

O que é isso que tá aparecendo?

Olha, um tentáculo.

Ui!

Um polvo!

[ambos riem]

Você tem um aquário desenhado nas costas, é isso?

Ou eram os seus bichinhos e...

[música provocante continua]

Vamos fazer uma coisa.

Já viu o filme Uma Noite de Crime?

É uma noite em que você pode fazer tudo o que quiser,

sem nenhum tipo de norma, de lei, de nada.

- Filmaço. - Filmaço.

Então, hoje podia ser essa noite.

Aí você solta a rédea desse animal que vive aí dentro.

E amanhã, tipo a Cinderela, volta a ser esse cara formal, respeitoso.

Com o freio de mão puxado.

O babá da Cameron. O braço direito do Berlim.

Quer saber?

O quê?

Tô de saco cheio de ser o cachorrinho adestrado do Berlim.

Então, se você quiser, podemos subir um pouco a voltagem da noite.

E como seria isso, da voltagem?

Bom, tudo depende do seu grau de loucura.

Eu, hoje, tô em...

Uns nove e meio.

Eu estou em 10,75 e subindo.

[ri]

Só dizer pra onde a gente vai.

[Roi ri e suspira]

Troca de roupa. E não penteia o cabelo.

Porque a gente vai voar baixo.

[música provocante continua]

[música encerra]

[música de suspense]

ALUGUEL DE CARRO

- [Keila] Psiu. Aqui. - [Bruce] Boa.

ALARME DESCONECTADO

Não acredito. Tá desconectado.

Como assim, "desconectado"?

Você podia ter vindo sozinho.

Sozinho?

Lembra que a gente tem que apagar o passaporte do HD.

[música de suspense continua]

Tá nesse computador. Os meus dados estão aqui.

Tem chave de segurança.

[bipe computador]

CLIENTES CARROS

[música de tensão]

[diálogo inaudível]

[homem] Tá foda, hein?

[música de tensão aumenta]

[digitação]

[sussurra] Keila? Keila!

Tem quatro caras jogando pôquer ali embaixo.

Vocês me dão dois minutinhos?

[homem 2] Não é pra fugir.

Quer recuperar o seu dinheiro, é? Tá maluco, parceiro. Já era.

SEGURANÇA

[homem 3] Cara, na boa.

Eu não sei de onde ele tira esse monte de ás.

[música de tensão se intensifica]

Quem é você?

Amélie. A novata.

Eu cheguei duas horas antes pra verificar as faturas.

E a Michelle? O que houve com ela?

Ela tá...

Tá machucada.

[música de tensão continua]

[música de tensão aumenta]

Pra surpresa de ninguém.

Olha, essa mulher não vai parar até conseguir levantar um caminhão.

[ri de nervoso]

[segurança ri]

[música de tensão continua]

Você sabe como faz café?

Eu tô estressada.

É que eu tô mega-ansiosa.

Tá bom.

Eu posso passar um café.

- Sem problemas. - Obrigada.

E olha, não se preocupa.

Todo mundo já teve um primeiro dia, né, não?

[ri sem jeito]

Seguinte, gente.

Eu queria apresentar a Amélie.

Ela é a nossa nova colega de trabalho.

Prazer.

- Bem-vinda. - Oiê!

- Alguém quer cerveja? - Não, obrigado.

[estática soa no rádio]

Quer uma breja?

Não, obrigada. Não quero.

[geladeira fecha]

Chegou cedão, hein?

Hã?

Você chegou cedo.

Pois é.

É, é verdade.

Disseram que tá rolando um BO na contabilidade.

[música clássica toca no rádio]

- Vai um franguinho ao molho rôti? - Vou querer.

- Sua mulher é "Cordon Bleu", não é? - Não tô comendo mais frango.

Por quê?

- Você virou vegano? - Não, idiota. É claro que não.

Mas só que vi um documentário de como eles são processados.

Eles injetam uma merda usando uma seringa

e duas semanas depois os bichos engordam dois quilos.

Aí a gente come essa merda e fica obeso.

Esse frango foi feito pela minha mulher.

ERRO. ARQUIVO INACESSÍVEL.

Ficam injetando hormônio na porra dos frangos, e é tipo um por um.

[música aumenta]

Espera aí. Você tá falando que alguém injeta em um por um?

É. Pode ver esses caras que comem frango. Ficam tudo com teta.

[música continua]

[bipes de erro contínuos]

O que tá pegando?

É que travou.

Tem um método infalível pra quando trava.

E funciona sempre.

Desliga e liga de novo.

Você vai ver.

É infalível.

[música clássica atinge ápice e encerra]

[rock enérgico]

[música encerra]

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