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- Acabei uma relação. - Paul Simon!
Isso foi há dois músicos atrás. Informem-se!
Parem. Era uma mulher. Não.
Era uma verdadeira parceria.
Durou mais que qualquer um dos meus casamentos.
À sua maneira, era como um casamento.
Foi um contrato que terminou num processo e não fizemos sexo.
Exceto uma vez. Não há que fazer em Pensacola.
Terminar uma relação comigo é horrível.
Não, a sério. A minha cara aparece em cartazes.
Com alguém normal,
não podem voltar a um restaurante.
Comigo, não podem usar a autoestrada.
Ela era uma amiga.
Sempre discutimos por causa dessa palavra. "Amiga."
Mas deixei-a e comprei um cão.
É uma cadela na mesma, mas traz-me os sapatos.
A MARAVILHOSA SRA. MAISEL
NOVA IORQUE 1990
Ela não vai ficar contente.
FRIARS CLUB RESERVADO
O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia.
O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia.
Está bueno, rapazes?
Prefiro o Steve Martin.
"Com licença!"
O George Carlin, com os sete palavrões? Muito engraçado.
O Robin Williams também. O Diabo da Tasmânia.
Quem raio é esta?
Não sei.
STEWART JONES "O APRESENTADOR"
AARON LEBOWITZ "A TESTEMUNHA HOSTIL"
Mãos ao ar!
BENNY (NÃO FOI CONVIDADO)
50 dólares em como não vem.
Não? Que se lixe. Vou mencionar a Maisel.
Muito corajoso.
RAY ORTIZ "O NEGOCIADOR"
CARMINE STREETO "O MARTELO"
É um quem é quem
de pessoas dos bastidores do entretenimento
que se reúnem para satirizar um dos seus.
MIKE CARR "O REITOR"
Sai.
Era a único plano que queria. Bom trabalho.
Temos notícias infelizes.
A Susie chegou.
Olá, Susie.
Isto é parvo.
Prazer em ver-te.
Todos me conhecem e desejam ser como eu.
Sou o Stewart Jones, o vosso mestre de cerimónias.
Quando falámos com a Susie Myerson para a satirizarmos,
disse-nos para enfiarmos as cabeças num local pouco recomendável,
claustrofóbico e impossível.
Esforça-te. Acredito em ti.
Então, sugerimos um jantar de homenagem
e ela disse: "Não."
"Isso é para velhas com ratas enrugadas."
Desfrutem da vitela.
Negociámos com ela.
Se nunca o fizeram, não recomendo nada.
E ela concordou com uma sátira experimental.
É fácil de pronunciar.
Aqui está ela, uma hora atrasada e a cheirar a Cheech e Chong.
Queimou mais erva do que os ventos de Santa Ana.
Oxalá rendesse tanto dinheiro aos clientes
como à Visine e aos Doritos.
A sua oportunidade surgiu quando descobriu a comediante
cujo nome não podemos pronunciar,
no defunto Gaslight Café na MacDougal.
Preciso de um prato.
Muita carne, poucos legumes.
O serviço de jantar acabou.
Preciso de um prato.
Agora.
Que idiota quer jantar depois do jantar?
Quem negoceia com a Susie pelo telefone
ou, Deus nos livre, pessoalmente,
sabe que ela é uma das melhores negociadoras do ramo.
A maioria de vocês sabe daquele dia em 1970.
O melhor dia de sempre.
O dia do lendário Triple Crown.
A Susie tinha um guião.
Era controverso e ninguém lhe queria tocar.
Então, Sol, este filme vai ser rodado em locais espalhados pela cidade.
Manhattan, Queens, Brooklyn.
- O Friedkin tem uma visão. - Ele é impetuoso.
Só alguém assim faria Os Incorruptíveis Contra a Droga.
Joga, Tommy.
O Paul Newman, o Steve McQueen e o James Caan recusaram.
Temos o Gene Hackman.
Vais contestar o Gene Hackman? Ele é genial.
É sucesso garantido. Vá lá.
Isto não vai acontecer. Agora, para.
Joga, Tommy.
A maioria desistiria, mas não a Susie.
Nem pensar que ia sair de mãos a abanar.
Tinha pagado estacionamento.
Não. Nem pensar. Gosto dos Dodgers.
Ganham a liga e a World Series.
Sol, o que achas?
Até hoje, ninguém sabe o que ela lhe disse.
Mas que raio?
Se foi só a paixão dela pelo guião,
controlo do orçamento ou...
Podia ter fotos dele a comer um burro ou assim.
Quem sabe? Ela tinha olhos em todo o lado.
Seja o que for...
- Vai avançar. - O quê?
Fecha o negócio. A Susie dá-te os termos.
- O que for preciso. - Sol...
Faz isso.
Primeiro negócio, feito. Mas ela não tinha terminado.
O grupo da frente era lento.
Ela cruza-se com eles.
Um deles é responsável pela programação da CBS.
Cameron! Olá. Parabéns pelo novo emprego.
Obrigado, Susie.
Como uma cobra do mundo do espetáculo, ela ataca.
Tem um projeto. Quer dar-lhe prioridade.
É uma comédia de meia hora e vai lançar as tuas quintas-feiras.
Por favor. Estamos a tentar relaxar. Liga-me na segunda.
Ela não vai esperar.
Tenho dois clientes envolvidos.
A Liz Montgomery e o Andy Griffith.
Assinaram para o fazer na CBS.
- Belo par. Qual é a premissa? - Ouve.
Ouçam. Não havia premissa. Ela inventou-a na hora.
Há um casal, ambos psicólogos.
Ela é urbana, perspicaz, estudou na Ivy League.
Ele é simples, caseiro, do Sul profundo.
Os pacientes estão sempre a trocar um pelo outro.
Adoro.
O que é que ela fez no momento? Criou o É o Nosso Tempo.
Ele aceita imediatamente e o programa dura sete anos.
Têm dois filhos...
A questão é esta.
As estrelas que mencionou nem eram clientes dela.
Não até ouvirem falar da série que ela criou
e terem luz verde para entrarem nela.
Contrataram-na imediatamente.
Aspirar. Adoro.
Segundo negócio, feito!
Mas ainda tinha 40 minutos de estacionamento.
Ela diz que vai à casa de banho.
E mais?
Há um tipo de uma editora.
Acontece que ela tinha pagado aos caddies
para lhe contarem o que sabiam sobre cada buraco do campo.
Bom trabalho.
Descobriu que estava lá um tipo da A&M Records.
Encontrou-o logo.
Falou-lhe de uns compositores em Londres.
Escreveram um musical e queriam gravar um álbum.
É a história toda, do início ao fim. Até à crucificação.
- As 39 chicotadas e tudo. - Que loucura.
As músicas ficam no ouvido.
Quando ouvires, vais querer gravar o álbum.
Como se chamam?
Foi assim que lançou o Tim Rice e o Andrew Lloyd Webber.
O que é que o mundo ganhou?
O Triple Crown.
- Queres coca? - Não, estou bem.
O próximo convidado dispensa apresentações. Ainda bem,
porque me esqueci do nome dele.
Sim, Aaron Lebowitz. Vem cá.
Olá a todos.
Como sabem, sou manager
e compito com a Susie há muitos anos.
Neste ramo, não há ninguém como a Susie.
Desculpem, li mal. É: "Ninguém neste ramo gosta da Susie."
O que há a dizer da Susie Myerson
que não tenham dito do Pol Pot?
Ela é como toda a gente.
Tem um lado mau e um lado bom.
Há a crueldade, o rancor,
a bílis profana que jorra da boca dela como lava satânica.
Depois, no lado mau...
O mentor dela foi o meu ex-chefe, o falecido e grande Harry Drake.
Sim. É a reação que eu esperava.
Morreu com tantas facas nas costas
que o enterraram ao contrário.
Mas o Harry respeitava a Susie, mesmo antes de ela ser alguém.
Tiveram altos e baixos, mas a Susie continuou leal, ao contrário de outros.
O velho está a enlouquecer.
Estão todos a abandoná-lo. O Spencer Tracy foi o último.
Não que o Spencer Tracy importe.
Queres outro copo?
- Tu pagas. - Mais dois.
Queria entrar no Dr. Estranhoamor.
O Harry disse que vão dá-lo ao George C. Scott.
- O George é bom, mas sou melhor. - Sim.
O que é que ele faz, para além de ficar com a comissão?
Quero que me representes.
Chega de perder para o George,
o Tony Perkins ou o Richard Burton.
Eis o que quero daqui a dois anos.
Um andar com terraço com vista para o parque.
Um roupeiro cheio de fatos Sy Devore.
Um Porsche 911 para conduzir até à minha casa na praia.
Estás comigo?
Como se chamava o teu último filme? A Noite Cai?
Sim. Correu bem.
Não. E o anterior?
A Terra Gira.
- Fez-me doer a barriga. - Então!
O que é que o Harry Drake fez por ti?
Pegou num ator de segunda categoria sem talento
que estava em nono lugar na lista para uma telenovela,
arranjou-lhe trabalhos que não merecia
e não conseguia fazer.
Mas que raio?
Estás aí sentado, nas tintas para o Spencer Tracy.
Comparas-te com atores muito superiores
e achas que eu desceria ao teu nível
para lixar o Harry Drake?
Espero que tenhas um plano B, idiota.
A única casa na praia que vais ver
é a da piscina que limparás.
E o único terraço é aquele de onde vais saltar.
Paga tu as bebidas, seu merdas sem talento.
Sim, ela defendeu o Harry.
Imbecil.
No fim, o Harry entregou-lhe
os seus clientes mais lucrativos, aqueles que ficaram,
passando por cima dos seus próprios sócios.
Eu era um desses sócios.
Não gostas da história, falaste de ti.
Esperem um minuto. Como raio aconteceu isso?
Como raio ficou ela com os clientes?
Tornou-a um êxito.
Cimentou a lenda.
Sei o que aconteceu.
Eu conto-vos.
Quando o Harry foi hospitalizado, ela infiltrou-se no quarto dele,
levou documentos falsos e obrigou-o a assiná-los.
Acorda, Harry. Faltam três.
Depois, podes ir para Buffalo.
Nem deixou a família entrar. A filha. Ninguém.
- Avô? - É a Ruth?
Não. Assina.
Pai, deixa-nos entrar.
Assina, Harry.
É o meu pai.
Não.
- Não ouvi isso. - Então!
A filha estava lá por outra razão.
Elas falaram, fizeram um acordo
e enganaram o Harry para entregar os clientes.
- Boa, pai. - Muito bem.
A filha recebeu dinheiro, ali mesmo no quarto.
Treta. Vá lá.
A minha irmã trabalhava no Lenox Hill.
Estava de serviço nessa noite. Viu tudo.
Olá, Harry.
Vim só vê-lo. Está tudo bem?
Muito bem. Obrigado, Linda. És querida.
O senhor também. Descanse.
- Ela é gira. - Para.
Acho que provocou qualquer coisa ali em baixo.
Queres ver?
Vejo se tens uma ereção?
És doente.
Sim. Estou doente.
Para com isso, está bem? Prometeste.
Muitos empregados abandonaram-no.
Os que ficaram, roubaram os quadros da parede.
A tua filha? Onde está a Ruth?
Não sei. Está... Não sei.
Já aprendeste a jogar golfe?
Não vou aprender.
É onde se fazem negócios.
- Tens de jogar. - Não sei.
Vou deixar-te os meus tacos.
Não os quero.
Joga, bate em alguém. Não quero saber. Vais ficar com os meus tacos.
- Olá, Harry. - Olá.
Boa. Aquilo tinha acabado de murchar.
Nunca bateram os mudos.
- Não. Vá lá. - Não. Ninguém bateu o Keaton.
Ele tinha 25 anos quando fez isto. Era um génio.
É engraçado, mas há coisas mais engraçadas.
Discutes comigo no meu leito de morte?
Não é o teu leito de morte.
Susie, estou a morrer.
Eu sei.
Mudo-te para outra cama quando estiveres a morrer.
Esta está nojenta e suada.
Harry, foste o único a reparar em mim.
Obrigada por isso.
Ouve, vou entregar-te alguns dos meus clientes.
Os grandes que ficaram. O Jerry, o Mel, o Peter, a Lucy...
Harry, não.
Falei com eles e concordaram.
Mantém-nos no bom caminho, como fizeste com a Midge.
Mantém-nos focados e felizes.
Porquê? Porquê eu?
És a única em quem confio.
Não.
Falei com os advogados. Tu consegues.
Tu consegues, Susie.
Estamos a perder o filme.
Estamos a perdê-lo.
Está confortável.
Ruth.
Estou aqui, pai.
- Merda! - Merda!
Que triste.
Não foi o que ouvi.
Vou chamar um homem muito engraçado,
o mais engraçado da sala, o que não significa nada.
Ray Ortiz.
Obrigado.
E olá, Susie.
A Susie só está aqui
porque apostaram que ela não viria.
Não digo que seja viciada no jogo,
mas ligou ao corretor a meio do Campo de Sonhos.
Quando joga solitário, aposta contra ela mesma.
Tentou o dobro ou nada numa auditoria do fisco.
Quando a apresentei às minhas gémeas,
disse: "Dois oitos? Divide-as."
E há os rapazes. Sabem o que quero dizer?
Os rapazes.
Onde eles estão, está a Susie,
a implorar para lhe deixarem o mindinho.
A sério, são só rumores.
Rumores?
A máfia ia-lhe ao bolso desde o início.
Como o Harry Drake e todos...
Eu não ia dizer isso.
Prefiro estar vivo.
A Susie aproveitou mais que outros.
Começou com a Dinah Rutledge.
- Conhecem-na, certo? - Claro.
O braço direito.
Gere Nova Iorque.
Gere mesmo Nova Iorque. É dura como a Susie.
- Eu que o diga. - Era 1961, 1962.
Foi aí que a Susie os tornou guarda-costas dela.
Mete-me no Copa, esta noite.
Lá atrás. Não como da última vez.
Parecia uma idiota, a sair a meio do número.
Vamos começar a ligar.
- Aos tipos da William Morris? - Sim.
- Estás bem? - Sim.
Dinah?
Mas que raio?
Como aconteceu isso? Não digas que foi uma porta.
Foi o Ronald.
- Embebedou-se, zangou-se, ficou ciumento. - Dinah!
Expulsei-o. Acabou.
Podes apostar que acabou.
Um dia, vais ser manager,
tenho de te manter inteira.
Fazemos um acordo. Está bem?
A partir de agora, tenho de aprovar os tipos com quem sais.
Para. Dói-me quando rio.
Têm de vir preencher um questionário.
Vai ser comprido, 50 ou 60 páginas.
Quero vê-los de fato de banho.
Apertado. Quero saber o que têm.
Como quiseres, chefe.
Pronto. Vai para casa. Descansa. Apanha um táxi em vez do metro.
Obrigada.
Vou mandar-te muitos Zabars.
Muita canja e babka.
- E fruta cristalizada. - Sim.
Agora, vai. Até amanhã.
Acham que acabou ali?
Claro que não.
Preciso de um favor.
Claro. O quê?
- Sim? - Chamas-te Ronald?
Sim. Quem és tu?
Quem somos?
Somos amigos da Susie Myerson.
Eles eram da velha guarda. Minuciosos.
E ainda recebem uma parte por cada cliente da Susie.
Cada cliente, menos a Maisel.
Sim. Como aconteceu?
Estavam lá desde o início.
Sim. Porque não ela?
Eu sei. E vou contar-vos depois de mijar.
- Céus, Carmine! - Acaba a história.
Vamos ao próximo orador.
Conhecem-no e têm inveja dele.
É um produtor nomeado três vezes para os Óscares.
Um génio da televisão premiado com um Emmy.
O lendário produtor-executivo do The Gordon Ford Show, Mike Carr.
Olá a todos. Olá, Susie.
Devo-te um almoço, não é?
Podes pagar em dinheiro.
Então, quem é a Susie Myerson?
É a única pessoa cuja vida melhorou com o Arthur 2.
A única mulher que disse ao Tom Cruise
que ele é um minorca.
É a única que conheço
que gritaria com o Sidney Lumet
na festa de anos da Anne Bancroft.
Conhecemo-nos no Gordon Ford.
Só um aparte sobre uma pessoa
com quem trabalhei durante vários anos.
Passaram dez anos da morte
do meu antigo chefe e mentor no Gordon Ford, o George Toledano.
Muitos de vocês conheciam-no. Muitos veneravam-no.
Era um bom homem que não teve o que merecia.
Sinto falta dele.
Treta.
O Mikey odiava o George.
Era amigo do Gordon.
Ele criou o Gordon.
Quando o George o descobriu,
o Gordon apresentava o trânsito e a meteorologia.
Era parceiro de uma galinha.
- Cocorocó. - Elas não fazem isso.
Era assim foleiro.
Mas o George viu algo nele e lançou-o.
Toda a gente achava
que ele só deixaria o Gordon num caixão.
O que aconteceu?
A Susie.
- Eu sei. - Também eu.
Está bem, mas vou contar.
O Mike contratava os artistas.
Ele e a Susie ficaram amiguinhos.
Outro casal estranho, como ela e o Harry.
Sabem quando repetimos uma palavra e deixa de soar bem?
Há uma palavra para isso.
Que palavra?
Não me lembro.
Andaste em Harvard. Qual é?
Não sei. Não tirei esse curso.
- Isso vai chatear-me. - Ela vai fazê-lo.
- Cala-te. - É o que dizem.
Era camaradagem a sério ou era só um estratagema da Susie?
De qualquer forma, a oportunidade surgiu.
Quem criou a regra parva
que impede quem trabalha no programa de aparecer?
O George.
O George criou essa regra
por causa de uma superstição parva com...
Não sei, era um miúdo em Pompeia.
O Gordon segue-a porque... Não sei.
Não sei nada.
O George?
Saturação semântica.
São duas palavras.
Ela não gostava do George,
mesmo antes de se tornar a grande Susie Myerson.
O desprezo magoa.
Bom dia.
Olá. Lembras-te da Susie?
Não nos conhecemos.
Conheceram, sim.
- Conhecemos? - Meia dúzia de vezes.
Prazer em ver-te.
A Susie nunca gostou que se esquecessem dela.
O prazer é meu.
Ele estava na sua mira.
Uma noite, havia uma festa no estúdio,
era o 500.º episódio ou assim.
Havia bebida grátis, claro que a Susie foi.
Aborreceu-se e começou a vaguear.
Não me pressiones.
Faz isso, Mike, ou procuro alguém que o faça.
A Susie fica curiosa,
então, segue o Mike.
Trata-me como rececionista.
Rebaixa-me em frente a todos.
- Estava farto. - Estou farto.
- O Gordon sabe? - Sabe.
Propôs-me produzir programas quando fechar o acordo.
Mas adivinha? Não chegam a acordo.
Porquê? O Gordon é o mais visto. Qual é o problema?
Aposto que o problema foi o George Toledano.
A Susie investiu muito no Mike
e não queria que ele saísse.
O George?
Podia decidir, não sei,
dedicar-se à canalização com o padrasto.
O que ganharia ela com isso?
Tinha canalizador.
Então, decidiu bisbilhotar.
Vasculhaste as coisas dele?
De quem?
Não podemos fazer isto.
Claro que podemos. Vê.
Há seguranças a vigiar o piso.
Estão na festa.
Treta.
Porque tem luvas?
Para ver as minhas coisas.
Gaveta trancada.
Estes idiotas não abrem cartas, mas têm sempre abre-cartas.
Odeio isso.
Não posso estar aqui. Adeus.
Ela é a melhor bisbilhoteira
ou a sacana mais sortuda do planeta.
A arma estava quente como um alarme de incêndio
e a vida do Mikey estava prestes a mudar.
Quanto ao George...
Dorie, é possível estares mais bonita hoje do que ontem?
Mudei as pestanas.
Como estão os melhores argumentistas?
Belo fato, George.
Estás em forma. Qual é o segredo?
Sumo de toranja.
O sacana não estava à espera.
O Gordon quer-te fora daqui dentro de uma hora.
Afinal, o George estava a impedir o contrato do Gordon.
O George queria pagar a hipoteca.
GEORGE TOLEDANO DESPEDIDO DO GORDON FORD
Um barco novo, uma quinta, uma casa para um "amigo".
Quando o Gordon soube, passou-se
e o Mikey ficou com o lugar dele.
Dinah, este piscou-me o olho.
Os pombos não fazem isso.
Piscou-me o olho, estou a dizer-te.
Caramba! Isso diverte-me. Porque me diverte tanto?
És fácil de divertir.
Foi apenas mais um dia de trabalho para a Susie Myerson.
Caramba! Adoro estas coisas.
Então, Susie, minha velha amiga.
Muito velha amiga.
És muito velha.
Deixo-te com isto.
Está bem.
Sim, Susie!
Pronto. Já mijaste. Agora, fala.
Sim. Vá lá. Fala.
Como escapou a Midge à máfia?
Conhecem o primeiro marido da Midge?
O que lhe deu o Maisel.
Bem, já trabalhei para o Joel Maisel e ele é um cabrão duro,
- acreditem. - Saiu agora da prisão.
Sim. Foi apanhado pelo FBI há uns anos.
- Também foi a Susie. - Céus!
A máfia tinha a Susie na mão desde o início,
logo, eram donos da Midge.
E o Joel Maisel não ia permitir.
Está no teu escritório.
Raios!
Ele entrou por ali,
exigiu saber o que ganhavam com a ex-mulher dele.
És louco?
- Onde estão? - O quê?
Os livros.
Estão com o contabilista.
Não são esses.
Estes livros.
Há leis contra a invasão de propriedade.
Idiota!
Estava tudo preto no branco.
Por cada 100 dólares que a Midge fazia, a Susie recebia 15 e a máfia recebia 30.
Chamaste a polícia.
Não chamei. É o meu primo. Vamos almoçar.
- Prazer. - Prazer.
Merda! Esperem.
- Conhece este homem? - Sim.
Vai fazer queixa?
Não. É um mal-entendido.
Pode explicá-lo?
Não. Solte-o.
Saia daqui.
Eu garanto isso.
- Depois, Dougie? - Sim.
Joel, ouve.
Ela vai fazer tanto dinheiro que não vai importar.
Vou dedicar-lhe a minha vida. Tudo.
Vou conseguir. Isto vai ser só uma nota de rodapé.
Ela é deles.
Eu resolvo isto.
Ele sabia que a Susie não resolveria nada.
Então, o que fez?
Entrou no covil do leão.
Podemos ajudar?
Frank e Nicky, certo?
Sim.
Sou o Joel Maisel. Têm um minuto?
Claro.
Voltamos já.
Pode ser aqui.
És o Frank?
Sim. Aquele é o Nicky.
A minha mãe deu-me o nome do São Nicolau
porque saí gordo e alegre.
E o meu pai foi baleado no Natal.
Estão à minha espera. Diz.
- Não podem ficar com a Midge. - O quê?
Não podem ficar com ela.
- Não percebo. - Não temos a Midge.
Mas têm a Susie, certo?
Não falamos dos clientes.
Olhem, não sou parvo.
Não vim de mãos a abanar.
Tenho algo a oferecer em troca.
- A sério? - O quê?
- Eu. - Tu?
Estou a imaginar-te de vestido.
Tenho um clube noturno em Chinatown.
É muito lucrativo. Tem filas enormes.
- Chinatown? - Mercado difícil.
Sou muito bom nisto.
Neste negócio, faço dinheiro.
Com o financiamento certo, posso expandir-me.
Mais rápido que agora.
Vocês financiam, certo?
Sim, financiamos.
Então, larguem-na.
Deixem-na sair.
Ela começa a fazer muito dinheiro.
Ela é mãe dos meus filhos e quero-a fora disto.
Vocês têm filhos.
- Dá-nos um minuto. - Claro.
Quer uma bolacha?
Fui eu que as fiz.
Qual é a melhor?
A estrela.
Feliz Natal.
Feliz Natal.
Já foste preso?
Não.
Ainda bem. O velho gostou da ideia.
Tu como testa de ferro.
Ele já tem ideias de cidades onde abrir clubes.
Onde temos negócios.
Estou aberto a ideias.
Deixam a Midge em paz?
És corajoso, amigo, admito isso.
Sim, deixamos a Midge em paz.
Está bem.
O que acontece agora?
Vamos ter com os miúdos.
Feliz Chanucá.
Evitou acusações mais tempo do que esperavam.
Tinha bons advogados, teve sorte.
Mas, no final, caíram-lhe em cima. Com força.
Tudo desmoronou.
Assumiu todas as culpas.
Protegeu o parceiro, o Archie. Garantiu que ele ficava bem.
Escondeu dinheiro nas Bermudas, ou assim,
para quando saísse.
E a Midge? Ela nunca o abandonou.
A Susie Myerson.
É lésbica, heterossexual? Quem sabe?
Vi os negócios que fez ao longo dos anos
e sei que fode os clientes.
Acabou de meter o George Carlin num programa infantil.
Para o ano, vai substituir o Ringo Starr
na Estação da Puta que Pariu o Cabrão do Mijo de Merda da Alegria.
Pronta para uma convidada especial?
- Não. - Que pena.
Foram precisos três voos e duas injeções de B12
para a termos cá, mas conseguimos.
Senhoras e senhores, a irmã da Susie, Tessie Myerson.
Olá, mana.
Olá, Tess.
Então...
O que posso dizer da Susie Myerson
que não tenha sido dito do Pol Pot?
Quando a apresentei às minhas filhas gémeas,
ela disse: "Dois oitos? Divide-as."
Devia ter sido comediante.
Aquilo foi estranho, muito.
Disse as piadas dos outros.
A Susie é a única que conheço
que gritaria com o Sidney Lumet
na festa de anos da Anne Bancroft.
Pronto, Tessie, termina.
Mas, sinceramente, estou contente por estar aqui.
Sempre foste a minha âncora e sempre me apoiaste.
Feliz aniversário.
Não é o meu aniversário.
Esta mulher teve fé e paixão
na minha carreira como cantora quando mais ninguém teve.
Caramba!
É a única responsável pelo meu single de sucesso,
Nunca Vou Parar.
Ficou em 85.º lugar nas tabelas
e até chegou ao topo na Indonésia.
Antes disso, nem sabia que a Indonésia existia
e agora vivo lá. Foi ideia da Susie.
Enfim. Vou animar um pouco este funeral
e cantá-la para vocês. Força.
Quando te vi na discoteca.
Estavas a dançar.
Depois, ficou muito estranho.
Deixa-me esfregar-te a cara Enquanto abanas a anca.
Sou só uma rapariga Que quer provar os teus lábios.
Dizes que tens de ir.
Mas, rapaz, tens de saber uma coisa.
Que eu nunca Nunca vou deixar.
De te amar, de te ver, de te seguir.
Nunca vou deixar.
Então! Paraste antes da melhor parte, o gemido.
Cá vamos nós.
Tessie Myerson.
Obrigada por me ouvirem.
Uma família de talento.
A Susie fez aquilo pela irmã.
- Foi simpático? - Não.
Sim, foi simpático.
Ela não é um monstro.
Era ótima manager até me abandonar.
Era ótima porque fazia tudo pelos clientes.
Sabem a do casamento havaiano?
- Conta. - Vamos ouvir.
Espero que seja verdade.
- Ouves? - O quê?
O mar. Não ouves o mar?
Parece trânsito.
Marcy, contacta o Lucius de novo.
Isso é um uquelele?
Estou tão calma.
Pela primeira vez na vida.
Como ananás todos os dias.
Quero uma casa aqui.
Céus! Assustaste-me.
Não posso fazer isto.
Apertar o fecho? Eu ajudo.
Não é o fecho. Não posso fazer isto.
Não me posso casar.
Ligo-te depois.
Estás a gozar...
É um erro. Não posso.
Estão aqui 700 pessoas para o teu casamento.
- Eu sei. - 20 minutos.
- Eu sei. - Alugámos uma ilha.
Vieram pessoas de todo o mundo.
Eu sei.
O orçamento das amêndoas financiava uma greve da Marinha.
- Odeio essas amêndoas. - Vais casar-te.
- Não. - Sim.
- Não. - Porquê?
Não o amo.
Também não amavas o último. Isso não te impediu.
Não é ele. O Philip é ótimo.
É mesmo. Mas há amor.
E há amor, sabes?
E há amor.
E não sinto o tipo certo de amor por ele.
Vou bater-te com um ananás.
Sei que é loucura,
mas estava no quarto, vi-me assim vestida
e pensei que não é um bom conjunto.
É um pedido de ajuda.
Não esperava as calças.
E os convidados? Começou por ser um casamento íntimo.
Trinta pessoas, 50, só os amigos próximos.
Depois, não parou de aumentar
até se tornar neste monstro de 700 cabeças.
Colegas que mal conheço.
Familiares que nunca conheci.
Quatro ex-namorados.
Tantas más vibrações.
- Porquê? - Mais é melhor.
Ele não tem sentido de humor.
Preciso de um homem que me faça rir
e ele não me faz rir.
Odeio-o por isso.
Não devia odiá-lo, mas odeio.
- Estou a adorar o Philip Roth. - Que cavalheiro.
Ofereceu-me a coleção completa dos livros dele. Autografados.
Tipo fantástico.
Parece ter algo contra o Norman Mailer.
Que também é encantador.
Está tudo pronto?
- Acho que ainda amo o Joel. - O quê?
- Ele não tem piada. - O que se passa?
Ouçam isto. Ela está a pensar desistir do casamento
até ganhar juízo e parar de procurar motivos
para desistir...
Lamento. Ainda amo o Joel.
- Que Joel? - O Joel Grey?
Não. O Joel Maisel. Porquê o Joel Grey?
Porque saíste com ele.
Estiveste noiva dele até cancelares.
Porque ele não te fazia rir.
Estás a notar o padrão?
Ele é bom amante.
Então!
É uma lista de prós e contras.
Isso é um grande pró.
É inteligente e é fácil comprar sapatos para ele.
Não há mais prós.
E a banda? Está pronta para tocar.
Só temos de lhes pagar.
Os Three Dog Night.
Isso não se faz aos Three Dog Night.
E trouxemos convidados musicais especiais.
O Marvin Gaye, o Jim Croce.
Adoro o Jim Croce.
Eu sei. Por isso é que te preparei uma surpresa com o Jim Croce.
Os Grand Funk Railroad.
Os Grand Funk Railroad? A banda de rock?
- Não gosto deles. - Disseste-me que sim.
Disse-te que gosto de música funk.
Eles estão cá, mocados e prontos para tocar.
Pagámos o bolo.
Devolvem-nos o dinheiro?
Não posso avançar.
Lamento. Não posso.
Vais dizer-lhe isso?
Ele acha que se vai casar.
Não consigo. Não posso ser eu.
Não consigo.
Miriam.
Já fiz muita coisa por ti.
Saltei para a linha do metro para ir buscar o teu chapéu.
Fui a tua casa de madrugada matar uma barata.
Afinal, era uma passa.
Eutanasiei três dos teus animais de estimação.
Pendurei os teus sutiãs em varandas de hotéis.
Lutei com um polícia turco.
Afastei a Ethel Merman de ti.
Mas isto não tem nada que ver com a tua carreira.
É a tua vida e tenho de estabelecer limites,
a partir de hoje.
Desculpa, mas resolve tu isto.
Ela quer rir-se com alguém, Philip, e tu não a fazes rir.
Sim, li O Complexo de Portnoy. É muito engraçado.
Não a fazes rir de manhã.
É assim.
Devias ter lido em voz alta
ao pequeno-almoço. Não sei.
A questão é esta. Ela gosta de funk, não dos Grand Funk.
A culpa é tua. Escolheste o nome.
É muito confuso.
Era um bolo muito caro.
A secretária fala com a pastelaria.
Era um bolo muito caro.
Podem revendê-lo.
Era um bolo muito caro.
Vão recuperar o dinheiro. Prometo.
Demorou semanas a resolver tudo
e a situação custou-lhe uma fortuna.
O bolo era bastante caro.
Sim.
Não resistia à Midge, especialmente quando estava vulnerável.
A Midge era exigente e a Susie sabia.
Era perfecionista e corria muitos riscos no palco.
A maioria deles compensava.
A Susie sempre a respeitou muito.
Uma lealdade inabalável.
Era mais do que isso.
De certa forma, era amor.
Não é preciso deitar tudo fora. Pode doá-lo.
Nos anos seguintes,
três das personagens mais odiosas do Philip Roth basearam-se na Susie.
O Havai é uma treta.
O que aconteceu? Alguém sabe?
- Como assim? - Entre elas.
Eram inseparáveis. Como foi?
Perdeu-se no nevoeiro.
Sim. Ninguém sabe.
Ninguém vivo, pelo menos.
Eu sei.
A Susie contou-me quando estava bêbeda.
Um ano depois, a Midge contou-me quando estava bêbeda.
As histórias correspondem?
Umas coisas sim, outras não, mas eu percebi.
Onde aconteceu? Caramba!
Começamos com a Amidá silenciosa,
que pode ser encontrada na página 382.
Que gira.
Não resisti.
A Chava também te assusta?
A cabo Chava assusta-te?
Um dia, vão encontrar o meu corpo numa tamareira.
Estás bem?
Está muito calor aqui.
E a Chava é assustadora.
Desculpem. Podemos ajudar-vos?
FBI, rabi.
Desculpa.
O quê? Porquê?
Não sabia que vinham cá.
Pai, o que se passa?
O que fez a tua mãe ateia?
Raios, Chava! Eu percebo hebraico.
- Joel, o que se passa? - Vieram buscar-me.
- A ti? Porquê? - Lê isto.
- É o que precisas de saber. - Joel.
Estão à minha procura. Sou o Joel.
- Pai! - Mãos atrás das costas.
Odeio mesmo Nova Iorque.
Sr. Maisel, está detido.
- O quê? Não, é um erro. - Não.
Joel, o que aconteceu?
Lê a carta.
Pode ter advogado.
Tenho um criminalista.
Tens um criminalista?
- Vamos. - Joel.
Chamaste-me?
É um sítio dramático.
Onde estão todos? A família?
Miriam?
O Joel foi preso.
O quê? Quando?
Há cerca de uma hora, mesmo no meio da cerimónia.
Caramba! Porquê?
Acho que sabes.
Não sei.
Crime organizado, fraude, lavagem de dinheiro.
Céus! Isso é terrível.
Pois é.
- O que foi? - Ele fê-lo por mim.
Por ti? De que estás a falar?
Vendeste-me ao Frank e ao Nicky.
- Vendeste-me à máfia. - Não vendi.
Há uns anos, o Joel fez uma troca.
Ele no meu lugar. Está aqui tudo.
- Miriam... - Vai ficar preso durante anos.
Espera aí. Sabias que estava envolvida com eles.
Tu conhecia-los.
Disseste-me que estava livre e não estava.
Não até o Joel fazer o que fez.
Está bem, última hora. É o mundo do espetáculo.
Mentiste-me.
Faz parte.
Não me fales assim.
Quando começámos, eles eram donos de toda a gente.
De todos os que não tinham quem cuidasse deles.
Não me fales assim.
Quem é teu dono agora, Susie?
Quem? Sou dona de mim mesma.
- Não é o que me dizem. - Quem?
Dizem que as minhas atuações nos casinos
são para pagar as tuas dívidas.
A ver se percebo.
Odeias os cheques dos casinos?
Os quartos com piscina privada fazem-te sentir uma vendida?
Não queria ir aos casinos,
- mas tu não paravas de insistir. - Mentira!
Ando em digressão há 15 anos. Precisava de uma pausa
e marcas três atuações por noite, seis noites por semana.
Folgas no Natal, Ação de Graças, Chanucá.
Ninguém folga no Chanucá! Nem o Jackie Mason!
Quanto deves ao Caesars?
- Ao Harrahs? - Espera.
Ao Flamingo?
Quem te disse isso tudo? Quero nomes.
Porquê? Para os banires?
Ou pior?
Ou pior?
Miriam, tu conheces-me. Sabes quem sou.
Sei?
Conheces-me há 25 anos. Somos amigas.
Amigas?
Que conveniente.
A primeira vez que me chamas amiga é quando és apanhada.
A minha equipa vai pedir uma auditoria.
Uma auditoria?
Espero que não resistas.
Confiavas em mim.
Agora pareces o George Toledano.
Foi exatamente isto que ele fez ao Gordon.
Negócios nas costas dele.
Por isso, foi despedido.
Estás a comparar-me a ele.
Vai-te lixar! És uma estrela por minha causa.
Ou apesar de ti.
Eras dona de casa. Não eras nada.
Devias ir.
Não vou.
O Al está do outro lado da porta.
O teu guarda-costas vai expulsar-me?
Estás a gozar?
Está bem.
Já tenho o que precisava.
Não digo o mesmo.
Sua cabra ingrata.
É assim que me vou lembrar de ti.
Pequena.
Bem, é aquele momento que ninguém esperava.
Preparem-se, vem aí a convidada de honra
e ela não está aqui.
Mas que raio? Achei que tínhamos trancado as portas.
A viagem começa com um beijo.
Joguei bowling com uma miúda dos B-52s.
Vou dizer-lhes para vos contratarem.
São incríveis.
- És tu, chefe. - Credo! Está bem.
Sem asas, sem rodas.
Susie, boa. Espero que tenha saído tudo bem.
A convidada de honra, Susie Myerson.
Mais de 30 anos no ramo
e são vocês que me homenageiam.
É um quem é quem de quem se importa.
Não me importa tão pouco o que um grupo de pessoas tem a dizer
desde aquela vez em que fui aos AA.
O que há a dizer sobre o Aaron Lebowitz?
Este homem tem alguns dos melhores comediantes
que abandonei há cinco anos.
Tens mais piada que isso.
Admite. És o Jim Belushi dos managers
e nem contrataste o Jim Belushi.
Carmine. Vou dizer uma coisa.
Tens um dos números mais originais.
Infelizmente, é do Sam Kinison.
Antes de vir, descobri que nenhum de vocês está a ser pago,
logo, eu também não.
Portanto, vou ser breve.
Tenho de dizer algo sincero? Está bem.
Este é o único ramo
capaz de aturar uma cabra como eu.
Parvos!
Sempre uma inspiração. Obrigado.
- Os profiteroles? - Toma.
Dá-me o casaco.
Espera aí, jovem.
Temos outra coisa para ti.
Puta que pariu esta merda!
Temos um tributo especial em vídeo.
Divertido, certo? Vais gostar.
Baixem o ecrã.
Certo, qual é a pressa?
Não temos o que há de melhor em tecnologia de ponta?
Vá lá!
Baixem as luzes.
O que raio é isto?
Esquece o tripé. Isto não é O Mundo a Seus Pés.
Não, nem pensar.
Isto vai entrar, já agora. Nada disto será cortado.
Sim.
Está bem.
Enquanto a minha amiga Imogene faz variações
de cenas do Chinatown, deixem-me continuar.
Então, olá a todos.
Divertiram-se a tentar evitar o meu nome?
Não comeram camarão, espero eu.
Estava guardado desde que o Jerry Lewis tinha graça.
Pensei fazer um vídeo porno para vos pregar uma partida,
mas tive medo que se rissem.
Lamento não poder estar presente esta noite,
apesar de estar vestida a rigor.
Estou no Novo México...
- Kansas. - Kansas. Desculpem.
Perguntava-me porque há um museu do Feiticeiro de Oz.
Muitos de vocês disseram coisas apropriadamente inapropriadas
sobre a Susie Myerson.
Provavelmente, a maioria é merecida e metade é verdade.
Já trataram disso.
O que vim dizer
é que a Susie fez de mim quem sou hoje.
Viu um esgotamento nervoso e transformou-o numa carreira.
Não. Numa vida.
Não sei se já te agradeci por isso, Susie.
Não interpretem mal. Tivemos discussões.
Muitas discussões e uma muito grande no final.
Mas também nos divertimos.
Convivi com as pessoas mais divertidas do mundo,
mas ninguém me fez rir como a Susie.
Tenho andado um pouco nostálgica a pensar nesses anos.
Lembras-te do desentupidor? Ainda o tens?
A maratona televisiva da artrite e fugir da Sophie Lennon.
O Doink. Lembras-te do Doink?
E do cheiro do Gaslight.
O Jackie. No outro dia, pensei no Jackie.
Ainda tenho saudades dele.
O que achas?
O que achas de nos encontrarmos quando eu voltar à cidade?
Encontramo-nos onde quiseres.
Menos numa sinagoga. Os judeus já sofreram muito.
Espero que aceites.
Em breve, porque não estamos a ficar mais novas.
Então...
Peito para fora, velha amiga.
Peito para fora.
Espero ver-te em breve.
Tens de desligar a câmara.
Não sei do botão.
É o que usaste para ligar.
- Porcaria... - Está mesmo aí, o vermelho...
Que tal este fim, malta?
O número da Midge.
A secretária dela ligou. O carro está pronto.
Obrigado por virem.
Ninguém sai sem contribuir no mínimo 100 dólares
para a Fundação Jackie Dellapietra.
No mínimo.
Vou a pé para casa, Dennis.
Está uma bela noite.
Sim. Uma bela noite.
Legendas: Pedro Freitas.
Supervisão Criativa Pedro Renato Marques
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