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Original subtitles

DEM�NIO DA NOITE (1948)

Este caso ficou conhecido pela pol�cia como...

um dos mais dif�ceis casos de homic�dio j� registrado...

devido ao talento, intelig�ncia e ast�cia...

de um assassino desconhecido.

A hist�ria � contada aqui como ela aconteceu.

Apenas os nomes foram trocados, para proteger os inocentes.

Esta � Los Angeles.

Nossa dama, a Rainha dos Anjos, como os espanh�is a batizaram.

A cidade que mais cresce no pa�s.

Eles a chamam de sub�rbio em busca de uma cidade.

E a chamam de capital mundial do glamour.

Uma Meca para turistas, uma parada para viajantes...

um alvo para g�ngsteres...

ref�gio para fugir do inverno, um lar para trabalhadores.

Uma cidade que guarda os sonhos de mais de 2 milh�es de pessoas.

Ela se espalha por mais de 1. 170 km2 de vales e planaltos...

de colinas e praias.

Devido � grande �rea...

e de uma popula��o vinda de todos os estados da Uni�o...

Los Angeles tem uma das maiores pol�cias do pa�s.

E uma das mais duras.

N�s o levaremos � prefeitura, onde fica a chefatura de pol�cia.

Aqui, o setor de comunica��es s�o os ouvidos e a voz da pol�cia.

As luzes da central telef�nica piscam 24 horas por dia.

Cidad�os dando queixa de um bandido, crian�a perdida...

um homem agredindo uma mulher...

um acidente de carro, uma grande festa.

Passe uma hora aqui e pensar� que a cidade enlouqueceu.

A cada minuto s�o dadas ordens para as viaturas em toda a cidade.

Watts e Wilshire a oeste de Los Angeles.

Hollywood e Hollenbeck Heights em North Hollywood.

O trabalho da pol�cia, como o de uma mulher, nunca acaba.

Esta � a hist�ria de um assassino...

retirada dos arquivos da Divis�o de Detetives.

Os fatos s�o narrados como aconteceram.

A hist�ria come�a aqui, na sede da divis�o de Hollywood...

� 1:00 de uma manh� de junho do ano passado.

Robert Rowlins terminara seu turno e deixara o servi�o.

Foi um dia duro. Ele estava feliz em ir para casa.

Sua esposa o esperava em casa, como sempre fazia.

Ol�, amigo. Venha c�.

O que fazia na loja dos r�dios?

Estava olhando. Eu ia para casa.

- Mora por aqui? - Algumas quadras daqui.

- Mostre sua identidade. - Claro.

Esqueci a carteira.

Escute, preciso ver algum documento.

Serve o certificado de baixa? Est� aqui.

Pol�cia, operador 27.

Um policial foi baleado.

Um minuto.

Repita.

Um policial foi baleado.

- Qual � o endere�o? - Rua State, 5057, Santa Monica.

Um minuto.

Hospital, operadora 2.

Operador 27, Rua State, 5057.

State, 5057. Policial ferido. Mande uma ambul�ncia.

Todas as unidades...

perto da rua State, Santa Monica Boulevard.

Dirijam-se � rua State, 5057.

Rua State, 5057.

Policial ferido. C�digo 3.

-80 K para Controle 1. - Controle 1 para 80 K, fale.

Aqui � o Breen. Alerte a Homic�dios.

Prendam qualquer suspeito na �rea do tiroteio.

Mande os sargentos Marty Brennan e Chuck Jones...

me procurarem no local.

Controle 1 para 80 K. Entendido.

O que descobriu?

Pouca coisa, capit�o Breen. Algumas c�psulas.

- Marty, Chuck. - capit�o.

Testemunhas? Quem chegou primeiro e nos avisou?

Fui eu. Moro aqui. Tenho sono leve, mas ou�o bem...

O policial disse algo antes de desmaiar?

Ele descreveu o sujeito.

- Ele era... - Sobre o policial ferido.

Suspeito � branco, entre 26 e 27 anos.

Entre 1, 77 m ou 1,80 m.

Entre 70 kg e 75 kg.

Cabelo castanho. Fei��es comuns. Cavanhaque.

Repetindo a transmiss�o.

- Est� correto? - Sim, senhor. Isso mesmo.

E o policial dizia: 'ele parecia um bom sujeito'.

Como se n�o acreditasse no que acontecera.

Entendo. � tudo?

Muito obrigado.

Se puder ajudar, ser� um prazer.

Podemos ligar para voc�. Pegue o nome e o endere�o.

- Verificou a porta? - Sim, capit�o.

- Descobriu algo? - Nada importante.

Achei isto no porta-luvas. Parece nitroglicerina.

H� algo estranho.

- Verifique no laborat�rio. - Certo.

Vamos.

Abra, Joe.

- N�o tenho a chave, capit�o. - Abra.

Passe a barra, Frank.

Um verdadeiro arsenal.

- �. E veja isso. - O que �?

N�o sei. Parece um aparelho el�trico.

Marinha americana.

� roubado ou excedente de guerra.

Mande para o laborat�rio e verifique o n�mero de s�rie.

- Sim, senhor. - Capit�o Breen.

Achamos isto perto da loja.

- O que �? - Um par de luvas, capit�o.

Ele pensou em tudo.

- Entregue para a per�cia. - Sim, senhor.

Marty, voc� e Chuck, venham comigo.

Vamos ver o que descobriram na opera��o.

Voc� o conhece, Marty?

Sim.

Tamb�m conhe�o a esposa.

Desde o col�gio.

Capit�o, entregue o caso para Chuck e eu.

Muito bem. Mas n�o quero her�is mortos.

S� o homem que atirou em Rowlins.

Os suspeitos come�aram a chegar em bandos.

A pol�cia revistou todos os hot�is e muitas casas...

numa �rea de 10 km2 em torno do tiroteio.

Todas as viaturas, policiais e detetives estavam na opera��o.

A press�o era cada vez mais forte.

Muitos, na volta de um encontro, festa ou jogo de p�quer...

acabaram parando numa viatura...

a sirene tocando enquanto iam para a divis�o dos detetives.

A opera��o deteve pessoas estranhas e comuns.

Durante toda a noite os detetives investigaram...

pressionaram, interrogaram.

Tudo foi verificado.

Impress�es digitais, nomes, endere�os, hist�rias.

Todos os peixes da rede foram examinados.

A maioria foi devolvida ao mar, de nada serviam.

Exceto alguns violadores da condicional e suspeitos...

cujas hist�rias precisavam ser checadas.

N�o estava depenando carros.

Fui caminhar. Para manter a forma.

Voc� corria quando a viatura o deteve.

�? Talvez por isso me chamem de Vigoroso.

Nisso ele tem raz�o.

Duas condena��es. N�o � procurado, est� em condicional.

Prenda-o. Viola��o da condicional. O pr�ximo, Joe.

O que fazia no terreno baldio?

O terreno baldio. Terreno...

O que fazia ali �quela hora da noite?

- Seu nome � Ralph Henderson. - E da�?

H� algo estranho, Ralph.

H� um sujeito usando suas impress�es digitais.

Mas seu nome � Pete Hammond.

Certo, estou morto.

Outra confiss�o n�o faz diferen�a.

Assim � que se fala. Vamos, Andy.

- O que temos aqui? - Suspeitos de roubo.

Candidatos a San Quentin.

O bonit�o � o chefe. Ele lidera o grupo.

Olhe sua ficha.

Roubo de carro, fugiu do reformat�rio, roubo...

agress�o com arma letal. Nada mal.

Veja a arma que encontramos. Luger alem�, carregada.

A ruiva tentou atacar um policial com este brinquedo.

Pessoal simp�tico.

Ao amanhecer, diversas infra��es tinham sido descobertas...

al�m de alguns crimes em gesta��o.

A checagem dos suspeitos foi rigorosa, demorada e tediosa.

Mas o trabalho foi in�til.

Quem atirara no policial n�o estava entre eles.

Ele ainda era s� uma descri��o, uma sombra de um homem.

Misterioso. Fugidio. Mortal.

Oculto na vasta cidade.

EMERG�NCIA HOSPITAL

Rowlins n�o podia ajudar muito.

Ele estava em coma no Hospital Receiving.

A Sra. Rowlins esperou as horas longas e tensas...

enquanto o marido lutava pela vida.

Muitas esposas j� esperaram. Muitas v�o esperar.

A not�cia foi dada ao amanhecer.

Um homem branco, 26 ou 27 anos...

entre 1,77 m ou 1,80 m...

entre 70 kg e 75 kg.

Cabelo castanho. Fei��es comuns. Cavanhaque.

Ele n�o era um fugitivo assustado.

No que ele pensava?

Por que ele decidira atacar uma pessoa...

tirar a vida de um estranho...

de um homem que cumpria seu dever?

Ele deve ter um plano...

um objetivo que exigia a morte de quem o atrapalhasse.

LABORAT�RIO

- Bom dia, rapazes. - Bom dia, Lee.

Ol�, professor.

Pensei que era simples arrebentar cofres.

Voc� vai beber, espero.

Sou um bom sujeito. Fiquem aqui. Vou provar.

Venham.

Segure para mim, Chuck.

Obrigado.

Passe o martelo, Marty.

Obrigado.

Sim, nitroglicerina.

N�o pedi nenhum dedo, apenas impress�es digitais.

Todas as digitais eram do dono do carro roubado.

- Nada nas armas ou no material? - Nada que prestasse.

- As luvas? - Comuns. Usadas por coveiros.

Vou examin�-las, mas n�o dar� em nada.

- O que os testes disseram? - Algumas coisas.

A identifica��o das ferramentas.

Uma est� no microsc�pio. Quer ver?

Veja.

Entendo.

� a ferramenta usada na fechadura.

Mas o microsc�pio n�o diz quem fez isso.

Estou tentando descobrir.

S� um amador levaria nitroglicerina no carro.

Ele n�o � amador.

Ele a preparou para que suportasse choques normais.

Tomou outras precau��es tamb�m.

Nenhuma digital, identifica��o, nada definitivo.

Mas tem conhecimento cient�fico.

Conhece eletricidade. � inventivo.

Gosta de atirar.

Aqui � o capit�o Breen. Ligue para o capit�o Stevens.

Lamento decepcion�-lo, mas voc� descobriu algo.

Ol�, Steve. Como voc� est�?

Deu tudo certo no casamento da sua filha?

�timo. Sobre os roubos de equipamento el�trico.

Usaram ferramentas para arrombar a porta?

�timo. Me avise se houver outro caso desses.

O assassino de Rowlins pode estar envolvido nisso.

�timo. Mande lembran�as aos rec�m-casados.

At� logo, Steve.

O que est�o esperando? T�m trabalho a fazer. Mexam-se.

Vamos, garoto.

Segure para mim, Lee. Obrigado.

Sem nenhuma digital e s� com uma vaga descri��o...

sargento Brennan procurou as fichas sobre 'modus operandi'.

Um criminoso, como qualquer um, tem seus h�bitos...

costumes inconscientes que podem denunci�-lo.

Aqui est�, garoto.

Ladr�es que usam ferramentas para arrombar.

�timo. Reduzimos os suspeitos para algumas centenas.

Passe o f�sforo.

Talvez n�o seja t�o ruim.

Esse sujeito � bom. Talvez tenha feito um trabalho igual.

L� vamos n�s. Virando a cidade, fazendo milh�es de perguntas.

- Somos pagos para isso. - Sou pago para andar com voc�?

- Poderia ser pior. - N�o este ano. Vamos.

Viatura 12. Viatura 12.

Na quadra 10.000 na Mississippi.

Um dist�rbio 394-15.

Viatura 80 K. C�digo 1.

Todas as unidades.

Alerta sobre o suspeito preso pela morte de Rowlins.

Cancelar o cancelamento Suspeito solto.

LABORAT�RIOS ELETR�NICOS REEVES

Ol�, Sr. Martin. O Sr. Reeves est� na oficina.

Ol�, Roy. � um prazer v�-lo.

- Como vai, Sr. Reeves? - �timo. Esperava sua visita.

Obrigado por nos mostrar como fazer o conserto.

Ajudou muito.

O que � desta vez?

Oscil�grafo?

Temos muitos deles aqui.

N�o como este.

Entendo.

Como sempre, voc� o aperfei�oou.

Algu�m talentoso como voc�...

n�o devia trabalhar com aluguel de equipamento.

Deveria se dedicar a eletr�nica experimental.

Esse dia vai chegar.

- Terei um lugar como este. - Por que esperar?

Tenho boas instala��es.

Voc� teria equipamento moderno, um laborat�rio.

- E minha confian�a. - Obrigado, Sr. Reeves.

- Tenho outros planos. - Mas n�o sabe aonde vai dar.

Posso at� lhe oferecer uma participa��o na empresa.

Eu gosto desse modo. Voc� aluga meu equipamento.

Muito bem.

- Mas se mudar de ideia... - � improv�vel que mude.

Creio que queira que eu alugue este tamb�m.

Voc� j� tem cinco aparelhos meus.

Gostaria de saber o resultado das m�quinas alugadas?

N�o posso culp�-lo.

Achar� isso satisfat�rio.

Satisfat�rio.

- At� logo, Sr. Reeves. - Voltar� logo, n�o �?

- Claro. - Ali�s...

e o projetor de TV que reflete uma imagem de 3,6 m?

Ainda estou testando.

S� quero que saiba que j� tenho quem alugue isso.

Na verdade, eles comprariam.

O pre�o � bem alto.

Dinheiro n�o � problema para este cliente.

- Ele poder� peg�-lo amanh�. - Disse que n�o estava pronto.

Estar� pronto.

Ele usa um fixador de imagem e proje��o por incandesc�ncia.

� o melhor projetor de TV que j� vi.

- Espero que seu cliente concorde. - Concordar�.

Sim?

Mande-o entrar, Charlotte.

Est� vendo? O cliente chegou, implorando para comprar.

Eu j� vou. N�o sou bom para fazer neg�cios.

Ele vai querer cumpriment�-lo.

Consiga um bom pre�o.

Est� bem. Farei um bom neg�cio.

- At� logo. - At� a pr�xima.

Sr. Dunning, entre.

N�o � uma beleza?

- � uma beleza mesmo. - Gostou?

Com certeza.

- Ela � minha. - Como assim?

Ligue para a pol�cia.

- Eu constru�. Gastei anos nela. - Deve estar louco.

Roy construiu o aparelho.

Seu amigo � um patife. Voc� foi enganado.

Al�? Divis�o de Roubos.

Caro Tim...

sobre o rev�lver calibre 38 Smith & Wesson...

Entrem, rapazes.

A divis�o de Roubos enviou isto.

Um homem chamado Dunning achou um projeto de TV roubado...

- no Laborat�rio Reeves. - H� rela��o com o caso Rowlins?

Vamos ver o Reeves e ver o que ele diz.

Notificarei a Roubos que estamos investigando.

Certo. Vamos, garoto.

- O que mais ele deixou aqui? - Algumas coisas.

Excedente de guerra que ele comprou.

- H� mais alguma coisa? - Ele deixou isto em consigna��o.

Tenho certeza de que Roy pode explicar tudo.

Talvez, Sr. Reeves, se nos contar onde ele mora.

Mas eu n�o sei.

Sr. Martin ao telefone.

- � melhor falar com ele. - Creio que sim.

Atenderei na sala do superintendente.

Diga que vendeu o aparelho.

O dinheiro dele est� aqui. Descubra quando vir�.

Ponha-o na linha.

Ol�, Roy.

Sim, vendi.

Seu dinheiro est� aqui.

Sim, trabalharei at� tarde. Quando voc� vir�?

Pela manh�, bem cedo.

Deveria vir esta noite. Quero esclarecer algo.

O qu�?

Quest�es t�cnicas.

E n�o gosto de deixar dinheiro na f�brica � noite.

Que tal 20:30?

�timo. Vejo voc� depois. Deixarei a porta destrancada.

Ele vir� �s 20:30.

Vou para casa jantar.

Gostar�amos que ficasse.

- Por qu�? - Companhia.

Quer cooperar, n�o �, Sr. Reeves?

- Claro. - �timo.

Espere em sua sala. N�s estaremos por aqui.

Muito bem. Por aqui, senhores.

Reeves.

� voc�, Roy?

Bloqueie a porta lateral.

Onde voc� est�?

Quem est� a�?

Ningu�m. Estou sozinho.

Entre. Tenho seu dinheiro.

Traga-o aqui.

Est� bem.

Um minuto.

N�o. Nenhum deles se parece com Roy Martin.

Ele tinha um belo rosto.

Isso n�o o impediu de ter uma arma. N�o sabia disso?

N�o, n�o sabia.

Disse tudo o que sei. Tudo o que ele contou.

E seus amigos? Ele n�o tinha namorada?

N�o, n�o creio.

Ele s� se interessava por eletr�nica.

- Como ele se informava? - Livros, revistas.

Sobretudo do Corpo de Sinaleiros. Ele trabalhou com radares.

Envie uma mensagem ao Departamento de Guerra.

Sua liga��o para o Receiving Hospital.

Aqui � capit�o Breen.

Alguma novidade sobre Jones?

Entendo.

Avise se houver novidades.

Obrigado.

Chuck est� em estado grave.

Ele est� paralitico. Talvez nunca mais ande.

Sinto muito.

Estranho Martin ter ido �s 19:00 quando disse que viria �s 20:30.

N�o sei por qu�.

Ele era sempre imprevis�vel.

Voc� o avisou. Por isso ele veio cedo e entrou por tr�s.

Eu disse que a porta da frente estaria aberta.

- A chave dos fundos. - Ele fez uma c�pia.

Conte a verdade.

Escute, Paul.

Ficar� mais f�cil acreditar na sua hist�ria...

se nos contar alguns fatos.

Algo que possa nos ajudar.

Eu disse tudo o que sei.

Eu fui ing�nuo. Deixe-o me enganar.

Mas eu faria qualquer coisa para vingar o que ele fez com Jones.

Claro que sim.

- Pode ir agora. - Obrigado.

Meus amigos podem atestar meu car�ter.

�timo. Ligaremos se precisarmos. Muito obrigado.

Acho que ele diz a verdade. Ele � ing�nuo, como ele disse.

E o material roubado que ele vendia para o Martin?

N�s o usaremos como isca.

Talvez Martin venha busc�-lo. A�, perguntaremos.

Tome.

Quero que Reeves seja vigiado 24 horas por dia.

Vigiem sua casa e sua f�brica.

- Certo. - Pode ficar com eles.

Certo, capit�o.

O assassino mudou sua t�tica, seu 'modus operandi'.

Isso confundiria a pol�cia.

Eles esperam que arrombadores continuem seu trabalho...

e n�o virem assaltantes.

Eles nunca o ligariam a isso.

Usando v�rios disfarces, indo e vindo como uma sombra...

pronto para matar se acuado...

ele roubou diversas lojas de bebidas sozinho...

deixando tonta a pol�cia.

O assassino, sempre criativo...

sempre imaginando como confundir seus ca�adores...

descobriu um modo ideal de fuga.

Sob Los Angeles existe um vasto sistema de drenagem...

constru�do para evitar enchentes na �poca de chuvas.

Muitos t�neis s�o largos o suficiente para dois carros.

Aqui havia uma rede de 1100 km...

ideal para quem precisava fugir de um lugar para outro...

sem ser visto.

Ideal para esconder armas e suprimentos.

O que houve, Lee?

Pedi que viesse porque acho que descobri algo.

- Uma identifica��o? - N�o, mas uma pista.

Estas s�o as c�psulas da arma que matou Rowlins.

Estas s�o do assalto � loja de bebidas em que o ladr�o fugiu.

Estas feriram o Chuck.

Todo ejetor, mesmo em armas que s�o iguais, � diferente.

Cada uma deixa sua marca na c�psula.

Veja estas estrias.

Esta ranhura profunda.

S�o iguais nos tr�s casos.

Em outras palavras, o homem que matou Rowlins...

e que atirou em Jones e Brennan...

e o ladr�o que ataca as lojas de bebida � o mesmo homem.

Tudo que precisamos saber � como ele �.

Ligue para Chandler, da Roubos.

Tive uma ideia.

Isso permitir� verificar se Reeves est� sendo sincero.

Steve, Breen.

Quanto aos roubos das lojas...

re�na todas as v�timas. Traga-as esta noite.

Apenas um pequeno teste.

Obrigado, Steve.

�timo. Fa�a um novo desenho do mesmo tipo.

- Fa�a mais fino agora. - Est� bem.

- Pronto para esta noite? - Estaremos prontos.

- Acha que dar� certo? - Deve dar.

- De onde tirou a ideia? - De um sequestro em Chicago.

O slide pode ser um avan�o sobre o m�todo que usaram.

Pode ser. O capit�o pensa assim.

Boa noite, senhoras e senhores.

Posso ter um minuto de aten��o, por favor?

Foram solicitados a participar de um teste hoje.

Tentaremos montar um rosto...

o rosto de um homem esperto, criativo e letal.

Ele matou um policial.

Alguns de voc�s ficaram sob a mira de uma arma.

Podem ter visto seu rosto, lembrado de algo sobre ele.

Queremos que contem exatamente o que lembram...

seus cabelos, olhos, nariz ou boca.

Tentaremos reunir essas partes...

para que formem um retrato do rosto do homem que queremos.

Voc�s podem ver como dependemos de voc�s.

Luz.

Primeiro, nos concentraremos no tipo de cabelo do nosso homem.

Se o desenho se parece com o cabelo dele, quero que falem.

Muito bem, o primeiro slide.

O cabelo era ondulado, bem penteado.

Essa � a ideia, Srta. Smith.

Est� mais pr�ximo?

N�o, era dividido de lado.

Isso, mas era mais volumoso.

- Est� bem parecido. - A testa dele era assim.

Era larga e alta.

Mantenha o slide.

Na pr�xima s�rie de slides, veremos os olhos.

Um minuto, espere. Seus olhos eram assim.

Talvez menores, como contas.

Prossiga, Lee.

Sim, desse jeito.

Mantenha o slide, Lee.

Algu�m mais?

� parecido, s� mais louco.

Ele tinha uma venda num olho, quando foi � minha loja.

Lembro que o outro olho era azul.

Quem me assaltou usava �culos de tartaruga.

Ele usava um curativo no nariz quando me derrubou.

Muito bem. Espere, Lee. Chega dos olhos.

Prossiga.

- Senhor capit�o! - Sim, Srta. Montalvo?

Daquele jeito, mas mais achatado e largo.

Tente outro, Lee.

- Ela diz que � assim. - Muito obrigado, Srta. Montalvo.

Traga o Reeves.

- Mais algum coment�rio? - Est� bem parecido.

- Bem parecido. - Perfeito.

Muito bem. Agora, falaremos da boca e do queixo.

A pr�xima s�rie, Lee.

O l�bio inferior era mais saliente.

A boca era fina e m�, como se nunca risse.

Prossiga.

Assim, mas l�bios mais grossos.

� isso. � ele.

Muito bem. Espere, Lee.

Entre, Sr. Reeves.

- Boa noite, capit�o. - J� viu este rosto antes?

� o Roy.

Exceto que o cabelo � mais claro e as sobrancelhas mais grossas.

� o Roy.

- Tem certeza? - Absoluta. Eu o reconheceria.

Quero uma foto retocada.

Deixe o cabelo mais claro e a sobrancelha mais grossa.

- Certo. - Luz.

Isso � tudo. Muito obrigado. Voc�s ajudaram muito.

� incr�vel como descobriram suas fei��es.

N�s procuramos um criminoso inteligente, Sra. Johnson.

- Obrigado e boa noite. - Boa noite, capit�o.

Assim, o rosto do assassino, montado a partir de fragmentos...

foi enviado a todo o pa�s...

a chefes de pol�cia, xerifes, policiais e carcereiros...

a diretores de pris�o...

a agentes e inspetores do correio...

a agentes do Departamento do Tesouro...

ao FBI.

Eles mostraram a foto a presos em penitenci�rias...

a gente com rela��es com ladr�es de carro e arruaceiros.

Informantes, vigaristas e pistoleiros foram interrogados...

aqueles � beira do crime, e os que vivem no submundo.

Muitos queriam ajudar. Ningu�m podia.

Ningu�m no submundo reconheceu a face misteriosa.

Ele era desconhecido, como se vivesse no s�culo XVI.

Reeves.

Roy.

Preste aten��o, Reeves.

Controle-se.

Sei que est� s� em casa. Aja como se estivesse s�.

A pol�cia observa tudo o que faz.

A pol�cia? Aqui?

Eles o observam. Vigiam-no 24 horas por dia.

Aqui, na f�brica, seguem seu carro.

Sente-se na cadeira.

Pegue tr�s livros.

N�o olhe para cima e n�o responda.

Est� bem.

Olhe os livros.

Pegue um deles.

Certo. Este � o livro que ler� antes de se deitar.

Agora, levante-se e apague a l�mpada.

Venha c�.

Venha c�.

Entre no est�dio.

Feche as cortinas.

Afaste-se delas.

O que a pol�cia sabe sobre mim?

Pouca coisa, Roy.

Nenhuma digital. N�o t�m foto sua. Tentaram fazer uma.

Quanto dinheiro tem a�?

Nada. Nunca guardei dinheiro aqui, � perigoso.

Voc� n�o achou perigoso me enviar para aquela armadilha.

N�o fa�a nada do que se arrependa. Escute.

N�o � tarde demais. Entregue-se.

Ponha a cabe�a no lugar antes que mate mais algu�m.

Como assim, mais algu�m?

- Como assim? - Nada, eu...

Dois policiais... Um deles pode morrer.

Ele ainda est� vivo, n�o �?

Jamais pensei que viraria informante.

Voc� quase me matou.

A pol�cia est� l� fora. Voc� jamais escaparia.

� verdade.

Agora, est� sendo sensato.

- Voc� tem dinheiro. Onde est�? - N�o, Roy. Vou pegar.

N�o basta. Meu aparelho que est� com voc� vale milh�es.

Vou arranjar mais.

Arranje mais. Deixe-o � m�o.

Voltarei semana que vem ou m�s que vem, mas traga mais.

- Deixe-o pronto. - S� me d� tempo.

N�o quero a pol�cia perto de casa, me seguindo.

Isso deixou Roy desconfiado.

- Partirei pela manh�. - Terei de decepcion�-lo, Paul.

Infelizmente, voc� � nossa isca.

N�o farei isso. J� fiz demais.

Ningu�m fez o bastante at� acharmos o assassino.

Mandei que vigiasse a casa com aten��o.

Eu fiz isso. Dois dos melhores policiais vieram para c�.

Isso n�o impediu Martin de entrar. Est� cansado?

Tem ideia de quanto tempo est� no caso?

Meses. O suficiente para ter achado alguma pista.

Sabe mais sobre o assassino do que sabia na primeira semana?

Ele � o caso mais dif�cil que j� tive de resolver.

Foi o que disse ao chefe quando perguntou sobre o caso.

Escute, capit�o, Rowlins era meu amigo.

Assim como o Chuck.

Tenho mais interesse nisso do que o chefe imagina.

Estou me esfor�ando ao m�ximo.

Isso n�o basta, Marty.

Est� envolvido demais para pensar com clareza.

Preciso de uma nova equipe, novas ideias.

� melhor tirar umas duas semanas de folga, comece amanh�.

O senhor manda, capit�o.

Ol�, Marty.

- Ol�, Chuck. - Srta. Scanlon, minha protetora.

- � dele que eu falava. - O sujeito esperto?

- Prazer. - Ol�.

- Ele tem se comportado? - Ele aprendeu.

Ela me leva para passear, me p�e na cama, me acorda, me veste.

Agora, j� � capaz de se vestir.

Eu j� volto.

Como vai, garoto?

Muito bem, Chuck.

Por isso saiu do caso?

- Como sabe? - Breen esteve aqui de manh�.

Deve ter contado que colocou uma nova equipe no caso.

- Ele me contou tudo. - Vejamos o que conseguem.

Talvez examinem os fatos com mais aten��o.

Que fatos? Quando um homem � esperto e trabalha s�?

Ele n�o tem ficha, n�o deixa digitais, sabe o que fazemos.

Muitos fatos, mas que n�o dizem nada.

Esque�a o caso.

Vai folgar por 10 dias. V� � praia, pegue um bronzeado.

Quando voc� voltar, o caso estar� resolvido.

N�o � o que quer?

- Sabe que n�o � isso. - S� sei o que ou�o.

Voc� fica se queixando de como o chefe n�o o apoiou.

- Ele quer acordar voc�. - Jeito estranho de mostrar isso.

Voc� se descontrola. Sempre desprezando as pistas.

Voc� precisa ter ju�zo.

- Ele sabia que queria o caso. - Ele ainda sabe.

Por isso ele quer deix�-lo irritado, para voc� se mexer.

- Acha que essa � a ideia dele? - Sei que �.

� um caso dif�cil. Nenhuma pista, nada para seguir.

Voc� entenderia se estivesse trabalhando comigo.

Eu tenho trabalhado com voc�. Tudo o que tenho feito...

� sentar e estudar os fatos que sabemos...

para descobrir quem ele �.

A� voc� sabe o tipo de sujeito que voc� enfrenta.

Chuck, este homem � um g�nio...

Parece estar conosco quando seguimos uma pista.

Breen o avisa para manchar a sua imagem.

� quase isso, o jeito que ele nos vence sempre.

� a sua vis�o. Voc� d� cabe�adas, mas n�o v� isso.

Junte os fatos. Um, o submundo n�o o conhece.

Dois, ele sempre o vence.

E tr�s, � quase como se ele estivesse com voc�, certo?

Junte com os outros detalhes...

como ele usar uma arma da pol�cia e ser bom atirador.

Qualquer um pode comprar a arma. O ex�rcito o ensinou a atirar.

Quem lhe ensinou o jeito da pol�cia trabalhar?

Sei o que quer dizer, Chuck. Mas um policial?

Essas coisas acontecem.

Eu come�aria a investigar nosso departamento.

Depois, Santa Monica, Culver City, Burbank, Pasadena.

At� mais, garoto.

Fique de olho nele. � a primeira vez em anos que ele pensa.

Voc� tem todas as nossas fotos. Sempre enviamos uma c�pia.

- Quero a foto do pessoal. - Dos nossos homens?

- � o assassino do Rowlins? - Sim.

- Verificou seu departamento? - Come�amos por ele.

A tediosa busca continuou.

Brennan gastou seus sapatos e sua paci�ncia...

indo de delegacia em delegacia...

vendo fotos at� seus olhos cansarem.

O trabalho policial n�o � s� glamour, aventura e gl�ria.

H� in�meros dias rotineiros, de busca tediosa...

de pesquisa incans�vel...

dias infrut�feros, quando nada d� certo...

quando parece que ningu�m consegue desvendar...

o labirinto de pistas confusas que um criminoso deixa.

Mas a resposta para isso � persist�ncia...

e esperar que cedo ou tarde algo apare�a...

uma pequena pista que cres�a...

e aponte para a solu��o de um caso dif�cil.

Isso � tudo.

N�o lamento por n�o ach�-lo aqui.

Odiaria pensar que era um policial.

N�o parece ser ningu�m.

Apenas partes de um rosto que nunca existiu.

Posso olhar de novo?

Ponha numa moldura. Deixe-a na sua c�moda.

Espere. Ele n�o era policial.

Era um t�cnico de r�dio na central de comunica��o.

- O que disse? - Ele trabalhou aqui em 1942.

Vamos, fale!

Lembro bem dele. Sujeito estranho.

N�o se misturava com ningu�m, ficava sozinho.

Ele ia ser promovido quando foi convocado.

- Onde ele morava? - N�o me lembro.

Consulte o arquivo morto.

N�o pediu o emprego de volta ap�s a guerra.

Escrevi a ele sobre isso. Um �timo funcion�rio.

Aqui est�. Sim, � esta.

Ele demorou a responder.

Como ele disse na carta, n�o estava interessado.

Postagem de Hollywood. Sem remetente.

Quer nossa ajuda?

- Muito obrigado, Freddie. - Lembre-se, ele era um civil.

CORREIO DE HOLLYWOOD

Algu�m o reconhece?

- N�o na minha rota. - Nunca o vi antes.

Certo, pessoal, muito obrigado.

Por um minuto eu pensei...

Mas esse rosto... fico pensando...

Pode n�o ser nada, mas parece o sujeito da minha rota.

Ele n�o recebe cartas, mas sempre o vejo.

- Ele mora numa vila. - Onde?

- Vamos, eu lhe mostro. - N�o � t�o f�cil.

A que horas passa pela �rea?

- �s 9:00. Por qu�? - Estava pensando.

- Tem achocolatado? - Claro, amigo.

- Aqui est�. - Obrigado.

- Que apartamento? - Nos fundos.

Segundo no L, n�mero 7.

Certo. Est� quente hoje.

N�o est� mal para essa �poca.

- Bom dia. - Bom dia.

Voc� � novo.

- Sou um substituto. - E o outro?

- Adoeceu. - O que ele tem?

- N�o sei. - Sempre estou doente.

Ou�o algo no r�dio, no dia seguinte estou doente.

Que pena.

N�o � muito soci�vel. O outro sempre conversava comigo.

- Desculpe, estou atrasado. - Queria sua ajuda.

H� algo muito estranho nesse lugar.

Tive medo de ir � pol�cia. Talvez tenham me envenenado.

- O qu�? - A administradora. � uma bruxa.

- O qu�? - Uma bruxa. Envenena o leite.

Entendo.

Troque as garrafas quando ela n�o estiver olhando.

Beba o leite dela. Assim estar� segura.

Deixei cair uma garrafa. Tem um esfreg�o? Eu limpo.

Pode deixar. Eu limpo.

Sim, senhor.

O lugar se chama Bellevue Court. Desenhei de mem�ria.

� onde ele se esconde.

Tem certeza de que � ele?

N�o me enganaria com aquele rosto, � o nosso homem.

H� cinco chal�s no local.

E dois, 6 e 7, no L no fim da estrada.

Nosso homem mora no sete.

Esta planta mostra toda a �rea.

O local � ladeado pela Fuller, Santa Monica e Poinsettia.

� parcialmente cercado por um muro alto.

Breen, Homic�dios.

Fiquem atentos at� chegarmos l�.

Morgan chegou ao chal� dele sozinho.

Perguntas?

J� sabem suas ordens. Vamos.

Chegamos bem na hora.

Espere cinco minutos. Bloqueie a entrada lateral.

Mantenha as luzes apagadas.

Ele fugiu. Chame uma viatura.

Todas as unidades perto de Santa Monica e Fuller...

o assassino de Rowlins est� fugindo.

Quero um mapa do sistema de drenagem da regi�o.

Me encontrem na Venice com a Garfield.

Jones, Miller, fiquem aqui, caso ele busque um pouco de ar.

Quero um homem em cada bueiro nessa �rea.

Ele vai aparecer em algum lugar. Marty, voc� dirige.

Vigie este bueiro. Ele aparecer� em algum lugar.

Por que Venice e Garfield?

� a intersec��o principal. Assim podemos intercept�-lo.

80 K para Controle 1. Libere a frequ�ncia 7, � uma emerg�ncia.

Controle 1 para todos na frequ�ncia 7, aguardem.

Controle 1 para 80 K, fale.

Avise a Homic�dios. Envie para a Venice com Garfield...

quatro esquadr�es, lanternas...

m�scara de g�s, g�s lacrimog�neo. Urgente. � um c�digo 3.

Controle 1 para 80 K. Entendido.

Ele seguir� a tubula��o at� chegar ao rio Hondo.

- Cubra aquela sa�da. - Certo.

Mande viaturas circularem por esta rua.

Vigie a �rea. Vamos entrar.

- Algum sinal dele? - N�o.

Vasculhamos toda a �rea, daqui at� o rio Hondo.

Ele deve estar bem na frente. Vamos.

Lan�ador de g�s

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