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Original subtitles

"O MIST�RIO ETRUSCO"

Raizes verbais?

O "monstro" os isolou...

Est� relacionando-os aos conceitos de...

"d�diva", "oferenda", "sacrif�cio"...

Eu comecei a sonhar com ra�zes verbais.

Os Etruscos me fizeram uma visita ontem � noite.

N�o sei se era de verdade...

ou apenas as palavras que voc� inventa.

Eu certamente n�o falaria em etrusco com voc� de noite.

Maike!

Voc� brigou com o Arthur, certo?

Sabe o que as mulheres etruscas faziam...

quando brigavam com seus maridos?

Pulavam dentro do sarc�fago com o primeiro macho que viam.

Dez meses...

J� n�o somos amigos a essas alturas?

N�o tem gra�a e voc� est� for�ando.

N�o. Estou tentando te tirar dessa...

Que cara...

Voc� tamb�m? J� basta meu pai, ele vive em outro planeta.

J� estou cheia dessa exposi��o.

Arthur h� um m�s na It�lia, meu pai roendo as unhas...

e agora esses sonhos. Est�o me deixando louca!

Que tal jantarmos esta noite?

Talvez s� precise se distrair um pouco.

Chega de ra�zes verbais, n�o?

O que � isso?

Acabaram de chegar. Curioso, n�o?

� a letra de Arthur.

Ele mandou. Est� pesquisando em Valterra.

Joan? O que foi?

Sr. Arthur, hora de comer.

Vai voc�, Masaccio, estou sem fome.

Eu vou, voc� fica.

Esse foi mordido por uma cobra.

Cuidado!

Obrigado.

N�o agrade�a. Essa cobra nunca o teria mordido.

- Voc� n�o � italiano. - Americano.

Eu estudo o passado dos Etruscos.

N�o... Raseni. Eles se chamavam Raseni.

Sim, eu sei. Tamb�m se interessa por culturas antigas?

Venha, vou te mostrar algo.

- Al�! - Joan. � Arthur.

- Arthur. - Escute, quero que...

Eu estava cochilando...

Sonhava com voc�. Foi horr�vel...

Onde est� voc�? Vai partir hoje?

Eu n�o. Mas os engradados v�o amanh� de navio.

- Desculpe se te acordei. - Por que n�o vem pra casa?

- Arthur? - N�o posso explicar agora...

fiz uma descoberta fant�stica.

Eu falei com seu pai mais cedo.

Diga-lhe que a n�o ser que mande o telex...

os engradados ficar�o aqui.

Do que est� falando?

Explico depois, apenas diga, sem telex, sem engradados.

Ele entender�.

N�o farei nada. Ou me conta tudo ou pode ir pro infer...

Achei uma tumba, numa caverna. Uma gruta enorme.

� o sonho de todo arque�logo. Est� intocada, como a de Tutanc�mon.

� a tumba etrusca mais rica.

H� um po�o na gruta, com fuma�a sulfurosa saindo...

e um t�nel que sai de um dos lados.

Sim. Como sabe?

Eu sonhei, num pesadelo.

Eu estava na gruta e havia um ritual acontecendo...

Arthur, qual o problema?

Arthur, responda-me!

Um louco ou um ladr�o. At� a pol�cia disse isso, voc� leu.

Eles acham que foi um ladr�o.

Arthur estava no telefone, virou-se, viu o cara...

e ele o matou. Para que voc� quer ir at� l�?

Eu falei com Heather Hall...

vai embarcar os engradados e cuidar das formalidades.

Pai, Arthur esperava algo de voc�...

disse que se voc� n�o mandasse o telex...

ele n�o mandaria os engradados; por qu�?

Ele casou com voc� pela Funda��o e pelo meu dinheiro.

Como pode? Ele era um grande arque�logo.

Pode-se ser um grande arque�logo e um grande picareta.

Quer um pouco de conhaque?

Pai, ainda n�o me disse o que Arthur queria.

Queria cem mil d�lares para escavar a tumba que achou.

Heather vai chegar, ele te conta todos os detalhes.

Por que n�o vai descan�ar na fazenda e esquecer tudo?

Talvez mais tarde, quando voltar da It�lia.

O relat�rio de Heather n�o me deixar� satisfeita.

Joan...

Acalme-se.

Voc� me surpreendeu vindo junto...

Obrigada.

A Condessa est� chegando. Fiquem a vontade.

- Obrigado. - Madame.

Tanto Dante como a Condessa ouviram-no gritar...

mas quando chegaram, o assassino tinha sumido.

Boa tarde.

Srta. Barnard? Sou Maria Volumna.

Este � Mike Grant.

Muito prazer.

H� quanto tempo Arthur era seu convidado?

Uma semana.

De in�cio veio fazer consultas em minha biblioteca.

Tem ideia do motivo de ter sido morto?

- J� perguntei isso � Condessa. - Obrigada.

Acho normal uma esposa fazer essa pergunta.

Por favor, sentem-se.

As janelas e portas estavam trancadas. Aqui � 3� andar.

Quando Arthur gritou, Dante entrou aqui imediatamente.

N�o havia ningu�m e Arthur j� estava morto.

Chamamos a pol�cia imediatamente. Revistaram a casa...

pensando que o assassino ainda estivesse aqui dentro.

Parecia que ele tinha que estar, mas tinha sumido.

Talvez ele n�o saiu.

E vamos dizer, nem se escondeu.

Talvez ele ajudou a revistar a casa...

A Srta. Barnard parece insinuar que Dante e eu o matamos.

� preciso muita for�a para matar algu�m desse jeito...

e al�m disso, por que a Condessa e ele iriam...

Sim. Aparentemente ningu�m tinha motivo para mat�-lo.

No entanto... algu�m o fez.

Talvez um ladr�o, ou...

Entre.

A Srta. Hall deseja ver a Srta. Barnard.

- Fa�a-a entrar. - Por favor.

Ol�, Joan. Eu ainda n�o acredito.

- Oh, Mike. - Oi, Heather.

N�o sabia que tinha vindo tamb�m.

- Como vai? - Ol�.

- Fale-me sobre a tumba. - Que tumba?

Arthur me contava que tinha achado...

uma tuba etrusca... quando o mataram.

Eu n�o sabia de nada.

Tem certeza que entendeu bem?

Fizemos toda a pesquisa juntos, Arthur e eu. E Nick...

Voc�s se conhecem? Nick Forte, Joan Barnard...

Nick era nosso motorista, al�m de proteger Arthur.

- De quem? - Por favor.

Ideia do pai de Joan. Ele disse que...

com o grande com�rcio legal de rel�quias, poderia precisar.

Arthur encontrou coisa pior do que isso.

Aqui dizem que o americano era violador de tumbas...

e foi morto pela Maldi��o dos Lucomons.

E voc�, Condessa, como grande admiradora...

de rituais etruscos antigos, qual a sua opini�o?

O Universo � bem mais estranho que imagina...

do que poderia imaginar.

Onde est�o as coisas pessoais do meu marido?

N�s examinamos tudo, mas n�o acho...

Gostaria de v�-las.

Claro. Cuidarei que mandem ao seu hotel.

Bem vinda, Madame.

- Velathri. - Volterra em etrusco.

- Eles tinham o "th" como n�s. - Vem de "Theta".

Quanto aos engradados para a exposi��o...

temos de preencher os pap�is do seguro.

Querem fazer aqui ou vamos � companhia de navega��o?

Tantos faz.

Mas antes quero tomar um banho.

- Melhor traz�-los at� aqui. - Voc� manda, chefe.

- Para a companhia? - Para a companhia.

Um joalheiro.

Entre!

Oh, Mike.

Posso entrar, ou quer procurar em paz?

N�o tem nada.

O que esperava? A pol�cia passou por tudo.

Arthur encontrou algo grande, eu esperava achar.

N�o sei, teremos que ler todas as anota��es.

Pode haver algo que a pol�cia n�o entendeu.

Algo camuflado em sua pesquisa, talvez.

S� sei que queria dinheiro do papai para escavar em segredo.

Ei, olhe isso. Cinco dias antes de morrer.

"S�o doze..."

Que doze? Doze do qu�?

Acho que voc� est� com uma fixa��o.

Frases etruscas... a tumba.

- Que doze? - Como posso saber?

Ei, eram doze cidades-estado etruscas, certo? N�o eram doze?

Sim...

Doze cidades governavam o pa�s.

Juntas formavam a Dodecapolis.

Os magistrados da Dodecapolis se reuniam em emerg�ncias...

ou para ouvir as reclama��es dos Lucomons.

E da�? Arthur sabia muito bem disso.

E nunca anotaria assim com dois pontos de exclama��o.

Sim. Sabia mais que qualquer outro.

"S�o doze".

Doze o qu�?

Aqui est�, senhora.

Quando eu soube que o Professor foi assassinado...

Tenho um neg�cio s�rio, nosso nome tem 200 anos.

Nunca pensei em guardar a pe�a, mas n�o sabia como...

Poderia ter entregado � pol�cia.

Eu n�o sei...

Olha s�.

Entende agora? � muito antigo, muito valioso.

Conhece essa pe�a?

Nunca a vi antes, mas...

sinto como se fosse minha.

N�o que eu suspeite do Professor, Deus me livre.

Um famoso arque�logo. Mas de qualquer jeito, � etrusca.

Por que duas caudas?

Segundo uma lenda, era um s�mbolo de divindade.

Seu marido me trouxe para colocar a corrente.

Pensei que talvez fosse um presente para voc�...

At� um cientista pode ter as suas fraquezas.

Pensou que ele havia roubado de mim?

N�o! O dono disso morreu h� quase dois mil anos.

O Professor... como diria? O achou...

A necr�pole fica logo depois do morro.

Isso pode ser uma pedra de moinho...

mas o que faz perto do templo, ningu�m sabe.

Talvez o moeiro era padre nas horas vagas.

Aquele vaso, "Crater of Euphronius"...

que est� no Metropolitano, foi encontrado aqui, n�o?

Sim. Na necr�pole de Monte Abatone, ao sudeste.

Poderiam escavar por s�culos aqui e n�o achar tudo.

Fazendeiros de Lazio est�o sempre descobrindo coisas.

N�o vou chegar mais perto da beira, Gianni.

Est� bem, fique onde est�.

Mostre mais as pernas.

- Onde ela foi? - L� embaixo.

Acho melhor ela voltar para Nova Iorque.

- Poderia sair, por favor? - Desculpe.

Joan, voc� est� bem? O que foi?

Eu quero chorar...

- Por qu�? - Eu n�o sei.

Chega de tumbas por hoje, certo? Vamos!

Fico tendo essas estranhas vis�es, larvas e coisas...

Esse lugar tem um ambiente prop�cio, mas n�o exagere.

Bem, n�o v� nada?

Cuidado: grandes sombras est�o no seu caminho.

Isso te ajuda a enxergar melhor?

Pode apostar! Dias de gl�ria e felicidade o aguardam.

Obrigado, mas n�o acredito nisso.

Voc� n�o acredita, Doadora de D�divas?

Do que ela te chamou?

A pedra que tem aqui � um peda�o de sua vida.

O... o que � isto?

Encontrar� outras pedras. E saber� tudo, passado e futuro.

Est� bem, j� chega! Ela disse que n�o queria...

J� recebi mais do que merecia.

Socorro! Tem um homem morto ali!

Bem vinda de volta, Doadora de D�divas.

Quem � voc�? Por que me chama disso?

Uma cigana me chamou disso logo antes de um homem morrer.

N�o sei de nada. Sou apenas um velho.

Por que "Doadora de D�divas"? O que isso quer dizer?

Est� escrito, "conhe�a a si mesmo".

A eternidade � feita de ciclos de vida.

Cada ciclo � uma d�diva. O meu tinha se acabado...

mas um homem pr�ximo ao seu cora��o o prolongou.

Que homem?

Ele que prolongou meu ciclo...

j� terminou o seu.

N�o � f�cil entender os des�gnios dos deuses.

Refere-se a Arthur, n�o? Sabe quem o matou?

Amanh� voc� ver� a luz.

Est� marcado.

� este aqui!

Droga. A marca � essa mesma!

Ele deve ter marcado o engradado errado.

� melhor abrirmos todos.

Voc� tem a noite toda para isso.

Mas tem que estar aqui.

Algu�m te enganou, Mulligan. Sinto muito.

Sela l� quem for, se me der mais um tempo...

Uma velha amizade merece confian�a: duas semanas.

N�o se preocupe. Venha!

Temos que subir. Mas vai reconhecer o caminho.

Onde estamos?

� voc� quem deve me guiar, Imortal.

- Que barulho � esse? - A respira��o de Charun.

Conhe�o este lugar.

A caverna...

Os vapores.

N�o pode ser apenas coincid�ncia.

Sonhei com tudo isto em Nova Iorque.

Como pode ser?

Nunca estive aqui antes.

Nunca estive na It�lia.

Nunca estive na Europa.

Mas eu me sinto como...

Mas eu me sinto como...

se tivesse voltado.

Os imortais sempre voltam.

Pare de ser misterioso. Por que me trouxe aqui?

Que lugar � esse? Quem � voc�?

O que tudo isso significa?

Eu n�o sabia at� te encontrar.

Eu estava te esperando.

Sabia que vinha, pois n�o tenho filhos e netos vivos.

Sou o �ltimo, entende?

Ent�o eu sabia que chegara a hora.

Hora do qu�?

Eu n�o sei, n�o me pergunte.

Este � o lugar, mas n�o me pergunte que lugar.

Eu n�o sei...

D�-me a tocha.

Vou ver que lugar � este.

A luz � sua.

No meu sonho... havia algo...

desse lado.

Como um arco, ou uma entrada.

"E Turan segurou o escorpi�o..."

Doze. S�o doze. Eram doze engradados!

Socorro! Socorro! Sr. A luz se apagou.

Pode me ouvir?

Pode me ouvir?

Senhor? Onde voc� est�?

Guie-me com a sua voz para que eu possa achar o t�nel certo.

Onde voc� est�?

N�o! N�o!

Deixe-me!

- Para onde? - Volterra.

Vai custar muito dinheiro.

Problema meu. Leve-me para l� r�pido!

Pensei que ia me buscar no aeroporto.

- Onde est� Joan? - Por isso n�o fomos.

Saiu de tarde ontem num t�xi e ningu�m a viu mais.

Voc� tem um carro?

Sim, est� ali. Mike j� falou com a pol�cia.

Est� bem, d�-me o carro. Tenho que ver algu�m a s�s.

Cuide do t�xi e da minha mala.

Os engradados chegaram bem? Nada quebrado?

Ainda n�o.

Voc� fala como se soubesse onde Joan est�.

Talvez eu saiba.

Sabe como o pr�ncipe �.

Sim... Muito cauteloso.

Se ele pensa que mandei matar meu genro s� para...

N�o "s� para', Mas "tamb�m para".

Sim. Neg�cios s�o neg�cios.

Agora quero ver minha filha.

Pensa mesmo que sei onde ela est�.

Claro que sim.

Bem, est� aqui, mas apenas por um acidente.

- Sim, madame? - Traga a garota aqui.

Eles n�o s�o um pouco �bvios.

S�o legais.

Houve um grande renascimento da "iniciativa privada" por aqui...

isso inclui for�as de seguran�a.

Joan est� bem, n�o est�?

Est� bem melhor de que quando achamos.

- Papai. - Tudo bem, querida...

estou aqui. Est� tudo bem agora.

Era necess�rio tudo isso com minha filha.

Ora, vamos! Voc� � um traficante de drogas...

Sim, ajudo a levar drogas aos Estados Unidos.

Mas sou apenas uma pe�a na engrenagem.

N�o se pode sempre escolher o que se quer na vida.

Voc� mandou matar Arthur porque ele descobriu que...

N�o, Joan, eu n�o mandei matar ningu�m.

"S�o doze", foi isso que ele escreveu no di�rio.

N�o sabia o que era, at� ver o outro engradado...

a� tudo ficou bem claro.

Ele descobriu que eram doze engradados, n�o onze.

E que o 12� estava cheio de hero�na.

E foi por isso que o mandou matar.

Sim, doze engradados, porque um era para ficar aqui...

e o cheio de hero�na devia ir em seu lugar.

N�o sei como Arthur descobriu o tr�fico...

mas n�o foi o �nico a descobrir a hero�na.

Seja l� quem for, roubou a droga e o eliminou.

Tinham que faz�-lo, sen�o me levaria at� eles.

Gostaria de acreditar, mas do jeito que foi morto...

o jeito que todos foram mortos.

Quem matou Arthur est� criando uma representa��o para despistar a pol�cia.

Acredita mesmo que zumbis de dois mil anos matam gente?

Seu pai tem raz�o, Joan...

ou sabe de algo que o provaria errado?

Aquele engradado vale uma fortuna, querida.

S�o 300 libras de hero�na pura, 700 milh�es de d�lares.

Falando em tesouros etruscos...

Isso n�o � dinheiro, � morte!

Sim, minha morte se n�o aparecer o engradado.

Voc� sabe onde est�, Joan, voc� disse.

Outra grande escolha em sua vida.

Ou diz onde est�, ou assina a senten�a de morte do seu pai.

Depende de voc�.

O engradado est� em uma caverna.

� o carro do pr�ncipe, disse que talvez precis�ssemos.

Muito bem pensado.

Vidros � prova de balas, o carro todo � protegido.

Vai!

Sim... sim.

Ela est� nos levando l� agora, uma caverna, ela disse.

Diga para mandar ajuda ou nos matar�o a todos.

Sim, pr�ncipe, entendo. Tr�s homens na jun��o de Roncolla.

Massacio, est� a�?

Eles vem vindo.

N�o consegui me livrar daquele abelhudo.

Quem est� a�?

Voc�! O que quer por aqui?

Quem pediu para se meter?

Muito engra�ado. Vamos, Massacio, corta essa!

Temos que tirar a muamba daqui r�pido.

Depois pode pegar a sua parte e fazer o que quiser.

Se voc� e seus amigos est�o querendo me enganar...

Saia para fora! Chega de brincadeira!

Chega de brincadeira!

Nunca soube que havia uma caverna aqui. Incr�vel!

Espere! Pode ser perigoso.

Aqui!

Oh, n�o...

Foi ele quem me trouxe aqui.

Condessa, veja!

- Anna! - Por qu�?

Ela disse que n�o sabia de nada.

Ela devia estar com Arthur quando descobriu tudo...

e resolveu jogar seu pr�prio jogo.

E como Arthur era um obst�culo...

Mas ela n�o foi morta da mesma maneira que Arthur.

Ela n�o poderia ter agido sozinha...

mas escolheu os parceiros errados.

Acho que o pr�ncipe n�o ter� problemas resolvendo isso...

e algu�m vai pagar muito caro.

Melhor n�o perdermos tempo.

Mostre onde o engradado est� antes que o retirem.

Certo! O engradado! O dinheiro!

Cinco pessoas j� foram mortas...

e a Condessa s� pensa em dinheiro.

Esse aqui � um lugar sagrado.

Essa gruta, esses vapores, sagrados h� milhares de anos.

E voc� s� consegue pensar em riqueza.

Eu te respondo, Maria Volumna, siga o seu caminho.

Por que diz essas coisas?

Imortais... Sadis. Rei Atis! Rei Lido!

N�s, construtores de torres, n�s Tyrrhenes...

n�s, senhores do ferro, filhos das entranhas da Terra.

�, Charun, ou�a-me.

Das sete mil torres da Sard�nia, seus filhos partiram.

�, Guardi�o dos Abismos, Guardi�o dos Ciclos Eternos.

�, Charun, ou�a meu chamado.

Eles profanaram o ventre sagrado da M�e Terra.

Charun! Responda �s minhas s�plicas.

Enterre os transgressores.

Ela est� fora de perigo agora.

� melhor ir descan�ar ou teremos que reanim�-lo.

- Quero v�-la. - N�o!

Ela ainda est� sob o efeito da anestesia.

Tiramos uma bala dela, bem perto do cora��o...

como se o pericardio a tivesse detido.

Digamos que foi muita sorte...

ou um milagre.

Lido, aprovado e assinado.

- J� terminou? - Sim, Sr.

Assine aqui.

Pobre papai.

Pode voltar para casa agora.

Se tivermos mais perguntas as faremos pelo Consulado.

Claro, se lembrar algo que ajude...

gostaria de saber o por que do tiroteio antes do tremor.

Vou ajudar em tudo que posso, pois decidi...

n�o voltar enquanto n�o descobrir toda a verdade.

O que foi?

O caminho est� fechado, ca�ram barreiras.

N�s iremos com muito cuidado.

Desculpe, n�o podem passar, a �rea est� fechada.

O tremor revelou uma grande tumba etrusca.

Ouviu isso? A tumba de Arthur.

Sabia que n�o mentiria sobre algo assim.

Mike, tenho que v�-la, depois de tudo que houve.

- N�o h� chance de... - Desculpe.

Eu era casada com Arthur Barnard, o arque�logo.

Deve ter ouvido falar dele. Por favor, deixe-nos olhar.

Desculpe, tem que pegar um passe na Prefeitura.

Tenho certeza que te dar�o um.

Incr�vel! Desculpe, mas isso � incr�vel.

Desculpe, mas o rosto dela...

Estou confuso.

Meu nome � Paolo Dameli. Sou arque�logo.

Estou estudando a pintura de uma tumba etrusca...

e h� um retrato que se parece exatamente com ela.

Por favor, aceite minhas desculpas.

Paolo, vamos indo...

Professora, veja s� a semelhan�a.

Ela poderia ter sido a modelo.

Sou a vi�va de Arthur Barnard.

Gostaria de ver a tumba, mas n�o tenho passe.

Poder�amos passar com voc�s?

Um colega nosso n�o veio, temos passe para tr�s.

Tenho certeza que a Prof. Sorensen ficaria contente.

Mike, importa-se?

Espero que tenham a bondade de lev�-la ao hotel depois.

- Claro. - Divirtam-se.

- Obrigado. - Professora...

N�o vai se perder.

"Voc� � a luz". � uma express�o etrusca.

Eu sei.

Olha a cabe�a.

Por favor, a luz.

"Os Imortais sempre voltam".

Era seu.

V� o que quero dizer?

J� estamos tentando decifrar.

O etrusco � f�cil de ler, pois o alfabeto vem do grego.

Mas o que as palavras significam, � um mist�rio.

Eu sei.

"Para... Imortal... Caere... Mulvanice."

Isso poderia significar... Dedicado.

Mas aqui d� para ler melhor.

Pelo que sabemos, Caere era a �nica Lucomon f�mea.

Os Lucomons, al�m de serem os regentes absolutos...

acreditavam ser imortais, indo de um ciclo de vida...

para outro, por toda a eternidade.

Nesse momento... tenho que dizer que tinham raz�o.

Dedicado � imortal Caere, Lucomon Doadora de D�divas.

Guardi� do Sagrado Tesouro, no Banquete Eterno.

"Sagrado Tesouro"?

Desculpe, mas... Por que disse isso?

Porque � o que est� escrito.

Meu marido era um grande arqueol�go.

Ela jura que h� um engradado, estou curioso.

Deixamos o carro aqui e vamos pela trilha at� aqui.

Dali em diante � com voc�s.

Querida, entre.

S�o dois amigos. V�o nos ajudar a encontrar...

voc� sabe o qu�. S�o profissionais.

Como vai? Sou Gianni Andrucci.

- Como vai? - J� nos vimos.

Sou o fot�grafo que estava em Cerveteri...

quando seu amigo, Sr. Forte foi morto. Lembra-se?

Acho que sim.

Ent�o est� certo. Preparamos tudo...

e nos encontramos na jun��o de Roncalla.

Est� bem, mas... e a pol�cia?

N�o se preocupe, eu arrumo tudo. At� amanh�.

Joan, n�o � melhor deixar as coisas como est�o?

N�o quero que a pol�cia encontre a droga.

Vamos.

Bem?

Tomara que o morro todo n�o desabe.

Temos que cavar aqui.

- Tem certeza? - Sim!

N�o deve ser muito.

Certo, vamos trabalhar.

Espere na frente, se algu�m vier, avise.

D�-me duas se��es e um �ngulo aberto.

Agora, vamos ver o que est� do outro lado.

� assim que sabemos o que est� numa tumba...

sem nem precisar abr�-la.

Mike, venha aqui.

Encontraram alguma coisa?

Se achamos...

Parece que � ele mesmo.

N�o est� mais selado.

J� n�o estava quando vi antes.

Imagine s�, est� cheio de he...

Bem, o risco maior n�o deve ser do guia...

ent�o, como cliente, eu vou, est� bem?

Me passa a luz.

- Est� vazio. - N�o � poss�vel.

- � por causa deles? - Venha olhar.

O que est� fazendo a�?

Desculpe, n�o me deixaram subir. Vim por aqui.

Entre.

- Onde est� Mike? - Duvido que esteja aqui.

Disseram que saiu, com ordens para ningu�m te perturbar.

- O que h�? - Duas coisas que achei importante.

A Dra. Sorensen decifrou a inscri��o, voc� tinha raz�o.

Aquela debaixo do retrato que se parece com voc�.

E a segunda?

Algu�m j� tinha entrado naquela tumba...

a n�o ser que os etruscos fumavam Nazionali.

O qu�?

Acharam uma bituca de cigarro num dos vasos.

Oras. Dra., algu�m da sua equipe deixou cair sem querer.

N�o. O tabaco estava mofado, estava l� h� uns dois meses.

Algu�m entrou mesmo dentro daquela tumba.

Se est� pensando em Arthur, esque�a, ele nem fumava.

N�o penso nele tanto quanto a pessoa que estava com ele.

Quer dizer, algu�m que fuma Nazionali pode ter...

- Al�! - Desculpe-me, Senhora...

mas, algu�m da alf�ndega subiu para v�-la.

Sim. Ele j� chegou. Obrigado por me avisar.

Senhor Mark Grant?

N�o. Paolo Dameli, um amigo. Sou arque�logo.

- Senhora Barnard? - Sim, o que houve?

Sinto, ter� que vir conosco.

Est� bem. Para onde?

Achamos um engradado, com selo do Governo.

Um daqueles que mandou para Nova Iorque um m�s atr�s.

Est� bem, vou pegar meu casaco.

Para a exposi��o?

Estavam todos cheios de pe�as conhecidas cada uma numerada e catalogada.

Est� l� dentro. Achamos um buraco na parede.

N�s o alargamos e l� estava.

Algu�m quebrou os selos e roubou as rel�quias.

N�o havia rel�quia nenhuma l� dentro.

� s� o que tenho para dizer.

De acordo com a nota, onze engradados deixaram Roma...

e onze engradados chegaram em Nova Iorque.

Sra. Barnard, acho que tem mais a nos dizer.

N�o me impaciente. O que havia dentro deste?

Voc� se cortou!

Mas...

Mas n�o h� corte.

Mas... De onde veio todo esse sangue?

Frio.

Tenho um cobertor dentro do carro. Vamos!

Mike estava l� dentro.

Eu sinto que minha cabe�a vai estourar.

O que estou dizendo?

Pobre Mike. Ele s� queria me ajudar.

Acalme-se.

Quando ele viu o engradado. Vazio...

n�o me pareceu surpreso, como se j� soubesse.

Voc�s estavam sozinhos?

N�o! Haviam dois violadores de t�mulos que contratamos.

Sabe o nome deles?

Um era fot�grafo, chamado Andrucci.

A casa de Andrucci. Mas dizem que nunca est�.

- As luzes est�o ligadas. - Vamos tentar.

Ele � nossa �ltima liga��o com Mike.

Cruze os dedos.

Quem est� chamando a essa hora da noite?

- Amigos. - N�o tenho amigos.

Por favor, queremos falar com voc�.

Sra. Barnard, � voc�. Desculpe, entre.

Nunca se sabe...

Algu�m pode pensar coisa errada.

Por aqui.

Pegou-me no meio do trabalho.

Tiro fotos para fazer um dinheirinho.

Os etruscos est�o na moda agora.

Hilda, mostre a perna um pouco mais.

Assim, isso.

Julie, um pouco para tr�s. Esse � o angulo.

Segurem a�. �timo, lembrem das posi��es.

Certo. Descansem um pouco enquanto falo com os amigos aqui.

Por que n�o pensei em estudar os etruscos assim?

Fazemos o que podemos.

A julgar por algumas de suas pinturas...

Por aqui.

Eles eram bons em arte er�tica.

Sintam-se em casa.

Desculpem a bagun�a, sabem como �.

A que devo essa agrad�vel visita?

Ouviu falar da morte de Mike?

Sim. Senaldi acabou de me ligar.

N�o bebo, obrigada.

- Esses cigarros s�o seus? - Sim, vai em frente.

- J� n�o nos vimos antes? - Pode ser, meu nome �...

- O que � isso? - Um cristal.

Obsidio, acho... N�o vale nada.

"O prisma preto do Rei Lido".

Essas s�o as chamadas "as pedras da vida".

Quanto mais uma pessoa vivia, mais importante era...

mais pedras tinha em sua tumba.

N�o significavam apenas idade...

deviam ter algum outro significado.

Se essas pedras estavam em uma s� tumba...

o ocupante dela devia ser muito importante.

J� que n�o h� nenhum vaso aqui...

onde coloca as suas bitucas?

N�o � preciso ser um Sherlock Holmes, Gianni.

Achei uma de suas bitucas dentro de um vaso na tumba.

Voc� esteve l�... com o Professor Barnard?

Isso veio de l�.

Voc� o pegou?

O Professor Barnard queria escavar a tumba em segredo.

Massacio me chamou, pois n�o dava conta sozinho.

Chamei Senaldi e Tonino. E fomos todos juntos.

Deixamos Tonino de guarda enquanto entr�vamos.

Mas era uma parede fina, para que quatro homens?

O Professor disse que era apenas uma ante-sala...

e que seria a descoberta do s�culo.

Tutancamon era nada comparado com isso, disse ele.

H� uma fortuna aqui, uma fortuna!

Lembrem-se, n�o toquem em nada.

Eu disse para n�o tocar em nada!

Era a arquitetura etrusca mais linda que j� eu vira.

Pinturas de paredes, est�tuas, vasos...

Mas quando se est� no neg�cio...

s� se pensa em beleza em termos de dinheiro.

O Professor disse que haveria uma entrada pra tumba principal.

Mas n�s n�o achamos nada.

Se havia, estava bem escondida.

Da� o Professor teve outra ideia.

Talvez o tesouro de Dodec�polis esteja aqui.

Poderia ser, mas se tem falado muito nisso...

em todas as descobertas, durante s�culos.

N�o ligamos, nos interessava os resultados imediatos.

Vamos tir�-lo para fora!

Mais tarde disse estar certo sobre o tesouro estar ali...

e que t�nhamos apenas que escavar.

- Ele mostrou onde escavar? - Ele n�o tinha certeza...

e algu�m fez com que ele nunca descobrisse.

E Massacio, ficou estranho.

Ele disse que j� havia achado o tesouro...

e s� precisava de um comprador.

Mas n�o achou nada. Nada etrusco, pelo menos.

O que Mike queria, a noite quando fomos � gruta.

N�o queria apenas o engradado.

N�o, queria descobrir quem matou o Professor e os outros.

Disse que havia algo l� que queria encontrar.

Vou descer e buscar mais.

Por que tem medo de tocar?

N�o tenho medo... � respeito, acho.

� sagrado, Paolo, � sagrado!

De Sardis... em enormes navios...

Navios. Eu disse navios?

Tem raz�o, elas me assustam.

Sempre que as toco, sinto tontura.

Pegue, Joan.

N�o. Eu n�o quero!

Pegue.

- N�o! - Pegue.

Pode nos ajudar a descobrir a verdade.

- N�o, n�o posso. - N�o quer saber?

Andrucci sabe, ele poderia nos dizer, mas...

- ele n�o vai voltar. - O qu�?

Eu vou ver.

Est� l� embaixo.

O que quer que fa�amos? Podemos nos trocar?

Foi pegar vinho. N�o est� a�?

Ningu�m responde.

- Voc� est� doente? - Estou bem...

N�o est� na cozinha... e a porta est� aberta.

Se isso � piada... � de mau gosto.

- O que houve? - Piadinha do Gianni.

- Ele desapareceu. - Quer dizer, fugiu?

N�o sei, n�o est� aqui.

Por qu�? Do que teria medo?

De falar, de se entregar, quem sabe?

Se ele estava trabalhando com Mike...

pode ser dos assassinos.

Ele estava em Cervereti quando mataram Nick Forte.

Voc� acha...?

N�o sei de nada, voc� que estava l�.

Como isso aconteceu?

- O que houve? - Temos que ir � gruta.

A Grande Tumba deve ser a entrada de algo importante.

Por isso voc� pegou o prisma?

Talvez voc� tenha um poder.

Um contato com aquele mundo antigo.

Nas suas m�os, pode nos dar a chave.

Voc� leva.

Daqui a pouco vai amanhecer.

O lugar dele era na cabe�a da esfinge.

Joan... o que est� fazendo?

Volte, vai sufocar a� dentro.

Esses gases s�o venenosos.

Joan, o que quer fazer, querendo se matar?

Degraus.

A grande for�a �nica, o ovo c�smico.

O antiuniverso, o buraco branco.

Onde est� o tesouro? Joan!

Estamos aqui. � esse o lugar!

Voc� o encontrou!

Agora diga onde est� o Tesouro.

Os cegos n�o sabem que a luz existe.

Mostrar para eles n�o tem sentido, eles n�o enxergam.

Paolo... o Tesouro est� ali.

Ali est� o fim e o come�o do tempo.

Ali a mat�ria � contr�ria, oposta.

Parece um diamante.

Se for...

� melhor que mil koh-I-Nors.

Se eu puder...

N�o toque nele, Paolo, n�o toque!

- Est� me empurrando. - Antimat�ria.

Antigravidade. Se tocar, Paolo, voc�...

Se tocar...

O cristal � envolto por um v�cuo...

protegido por uma for�a contr�ria � gravidade...

que empurra o ar para longe.

Sen�o, n�o poderia sobreviver...

teria sido destru�do no come�o do tempo.

Mat�ria e antimat�ria n�o poderiam coexistir...

se n�o fosse pela gravidade e antigravidade.

Apenas desse modo pode o universo existir.

H� quanto tempo voc� sabe essas coisas?

� como se me falassem dentro de mim.

Vamos embora. Tudo isso pertence aos Imortais.

Ent�o voc� � o �ltimo dos Imortais.

Agora, diga onde est� o tesouro. O de verdade!

Sen�o... J� virei a cabe�a de muitas pessoas.

Virarei a sua tamb�m, Lucomon.

Voc� � o assassino, n�o �?

Sim. Mas n�o posso ficar com todo esse cr�dito.

Voc� vai me matar?

Se � mesmo imortal, n�o tem com o que se preocupar.

Eu sou a guardi� do Tesouro Sagrado.

Se n�o me disser onde posso encontr�-lo...

vai ficar aqui para o resto da eternidade.

O Ciclo Eterno � o maior tesouro de todos.

Desculpe, Joan, devia saber de que lado estava.

Paolo Dameli, est� preso por assassinato.

Maravilha, Mike. Mas acho que n�o.

Vapores sulf�ricos fazem grandes estragos em armas.

Deixe-o em paz! Deixe-o em paz!

Est� bem, bruxa.

Onde est� o tesouro, ou mato os dois.

Onde est� o tesouro?

Morra, morra!

Voc� estudou hist�ria etrusca s� para vigiar o meu pai.

Devia ter me dito que era da divis�o de narc�ticos.

Nunca me disse como descobriu que Paolo...

Eu te mostro.

O Pr�ncipe que voc� e a Condessa mencionaram...

era apenas um turco plantador de hero�na.

Depois Andrucci me vendeu uma fotos que tirara...

em Cerveteri, no dia que Nick Forte foi morto.

Mostram algu�m nos espiando da entrada da tumba.

A pol�cia italiana ampliou as fotos o suficiente...

para reconhec�-lo como Paolo.

- Reconhece os �culos? - Sim!

S� n�o entendo como matou Paolo depois que apaguei.

Eu n�o o matei!

E s� havia n�s tr�s; voc�, eu e ele.

Talvez voc� seja uma bruxa.

Nunca sei quando est� brincando ou n�o.

� porque est� apaixonada por mim.

Vamos nos casar...

N�o sei se � boa ideia casar com um tira suspeito.

Bem, tem uma coisa que pode fazer por ele...

ficar quieta.

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