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Na noite de 29 de setembro de 1975, uma tempestade el�trica repentina
abateu a zona de Georgia. Os cabos de alta tens�o, derrubados,
mandaram centenas de milhares de volts para a terra enlameada,
deixando sem eletricidade a pequena e afastada cidade de Fly Creek.
Depois da tempestade,
os cidad�os de Fly Creek sofreram do que os cientistas acham que foi
uns dos epis�dios mais estranhos j� registrados.
Esta � a hist�ria de de...
A NOITE DO TERROR RASTEJANTE
A LOJA DE ISCAS DO WILLIE
ISCAS FRESCAS - MINHOCAS VIVAS
Muito am�vel da sua parte, Roger...
mas, n�o faz muito calor para esse trabalho?
N�o, senhora, Srta. Sanders.
- Entre, tome uma bebida gelada. - Assim que terminar com isto.
N�o sei como Roger pode trabalhar com tanto calor.
Far�o 32 graus hoje.
Parece que j� est� assim.
Verifique a garagem. Espero que nada tenha se molhado na loja.
Ontem de noite, levei tudo para o segundo andar.
Por Deus! O refrigerador tamb�m.
Toda a comida estragar�.
Onde conheceu o tal Mitch?
Mick. J� te disse que na feira de antiguidades.
Ele estava passando os olhos pelas mercadorias.
E veio at� aqui s� para buscar antiguidades?
Tem cinco dias de f�rias e prefere pass�-los no campo...
Qual � o problema? O que h� de mal com ele vir?
Querida, eu...
Por Deus!
Est� bem, n�o me meterei.
S� quero que n�o se decepcione muito se ele n�o vier.
Talvez o �nibus do aeroporto n�o possa passar.
Ainda estou inquieta depois de tantos trov�es.
Nunca vi uma tempestade igual.
Havia algo mau nela.
...e o norte de Statesboro se encontra inundado e bloqueado pelas �rvores.
A previs�o do tempo anuncia calor para hoje e amnh�.
Ah, n�o! E agora?
Agora o �ltimo boletim sobre a tempestade de ontem.
A maior parte do dano foi causado...
Acha que Roger me emprestar� seu caminh�o?
Desse modo passaria pelo bosque e encontraria o Mick na estrada 41.
N�o sei. Por que n�o pergunta para ele?
A maior parte do dano causado foi pela a��o do vento...
que derrubou tudo o que n�o estaba pregado.
Queria conhecer esse cara. Esteve tagalerando a semana toda sobre ele.
N�o � certo.
Est� tudo �timo.
A pia n�o funciona.
O que mais pode dar errado aqui?
Posso te pedir um grande favor?
Onde conseguiu essa camisa?
Roubando cad�veres de novo?
Como est�o suas espinhas?
Tenho que pegar algu�m na estrada 41.
Os caminhos est�o inundados, mas com seu caminh�o eu chegaria.
J� te levarei.
O que h�? Tem medo de que n�o possa ir sozinha?
Ma, onde Mick vai dormir?
No quarto da Geri?
Dormir� no ber�o no quatro livre.
Prometo que terei muito cuidado.
Pode pegar emprestado o caminh�o, mas...
tenha cuidado com as caixas. H� um carregamento completo l�.
Est� bem.
Voc� compraria gelo na loja do Henley?
S� o Senhor sabe quando a geladeira fuincionar� de novo.
Decis�o ruim.
Me desculpem, pessoal.
Teremos que dar a volta e voltar para Poolerville.
Uma �rvore est� atravessando a estrada e o caminho est� inundado.
Um momento. Eu vou descer.
Espere.
Sinto muito. Me desculpem.
- Tem mapas da �rea? - Aonde vai?
Para Fly Creek.
Siga reto por uns 8 kms.
A estrada est� inundado.
Vai precisar de um bote para chegar.
Talvez voc� tenha um.
H� outra forma de chegar.
Pelo bosque. � cerca de um quil�metro.
Mas precisar� de uma b�ssola. Talvez tenha uma.
Por falar nisso...
sabe onde h� um banheiro para homens por aqui?
Ol�, Geri. Como est�?
Te darei roupas secas quando chegarmos em casa.
Veio preparado, n�o �?
S� trouxe poucas coisas. Onde conseguiu isto?
Gostou do meu caminh�o?
Casa de Iscas do Willie - Fly Creek, Ga.
Que tipo de isca vende?
� do meu vizinho. Ele tem uma cria��o de minhocas.
Cria��o de minhocas? As pessoas as comem?
N�o, tonto. As criam para vend�-las como iscas.
Conte-me sobre sua viagem. Teve uma boa viagem no avi�o?
Me preocupei tanto com voc� durante a tempestade.
Acho que desviei dela.
Tivemos uma viagem tranquila at� que um tronco nos parou.
Tiveram que me deixar descer.
Um momento, como chegou aqui?
Peguei um atalho atrav�s do bosque.
O �nibus n�o teria conseguido chegar. Segure-se!
Conhe�o um lugar maravilhoso para te mostrar.
� a melhor loja de antiguidades da cidade. Voc� ir� ador�-la.
Prometi para mam�e que conseguiria gelo.
N�o h� eletricidade nem telefone que funcione.
- Deve ter sido essa incr�vel tempestade. - Com certeza foi incr�vel.
Nunca escutei tantos trov�es nem rel�mpagos na minha vida.
- Que pena que a perdi! - Foi bonita.
Eu gosto de uma boa tempestade.
Faz voc� sentir-se indefeso.
J� volto.
E os Cutters?
- Eles sempre tiveram problemas com essas inunda��es. - Eles foram os mais prejudicados.
Ouvi que o velho Wally teve que vir de bote.
E eu que a torre de energia caiu.
Por sorte, n�o houve inc�ndio.
Toda essa corrente fluindo pela terra.
Mais de 300.000 volts.
Quando v�o reestabelecer as linhas?
Espero que antes que venha a falir.
Est�o enviando gente de Statesboro. Prometeram restabelec�-la amanh�.
Enquanto isso, toda a eletricidade vai pelo ch�o.
E adivinhem quem paga por isso.
Sim, querido.
Quero creme achocolatado e um copo de �gua, por favor.
Tenho �gua, mas o que disse que queria? Chocolate achocolatado?
Creme chocolatado. � calda de chocolate, um pouco de leite e �gua com g�s.
Milkshake de chocolate.
Isso mesmo, com um pouquinho de leite batido para faz�-lo espumoso.
Foi a pior tempestade desde que eu era do tamanho de um pato.
T�nhamos seis perus em casa, e estavam do lado de fora, no campo.
Cinco deles ficaram totalmente sem penas.
Mas o velho peru macho tinha todas.
As f�meas estavam ali fora batendo as asas...
Que tal isso?
...tentando se esconder como cinco velhas solteironas...
H� tr�s anos atr�s tivemos uma tempestade.
Com muitos trov�es e rel�mpagos.
Os turistas se assustaram muito.
Nunca tenha visto ningu�m remando t�o r�pido para sair da ba�a.
Se pareciam como os traseiros das mulas indo pelo caminho.
Tem uma minhoca no meu creme!
Se n�o gostava de bebida, s� tinha que dizer.
Tenho bastantes problemas, n�o preciso de comediantes.
Eu a encontrei no copo. N�o a coloquei a�!
Mantenho este lugar muito limpo. Nunca antes havia acontecido algo assim.
Agora sim. N�o � uma boa forma de ganhar novos clientes.
Entende o que quero dizer?
Por que faz algo t�o infantil como isso?
- De onde �? - Aposto que da cidade.
N�o quero seu dinheiro. S� v� embora.
N�o acha que devia se desculpar?
Me desculpar por que?
Por encontrar uma minhoca no meu creme?
Que tipo de neg�cio te trouxe para Fly Creek?
Nenhum, vim por prazer.
Ai, por Deus!
Consegui a �ltima pe�a.
N�o sei o que vou fazer com isto. Vai cair.
Ter� que segur�-la.
N�o posso me molhar mais do que j� estou.
Sinto muito.
Por que s�o t�o pouco amistosos por aqui?
Na verdade, as pessoas s�o muito am�veis. S� desconfiam dos estranhos.
Os turistas v�m e contaminam a ba�a e a lagoa.
N�o sou turista. Sou libra.
Mam�e, ele � o Mick.
Ela � a minha irm�, Alma.
Mick desceu do �nibus e caiu no p�ntano.
Se empapou todo, seu equipamento tamb�m.
Pode d�-lo as roupas velhas do papai.
Est�o l� em cima, no ba� do dep�sito.
Ficar�o um pouco grandes nele.
- Onde ponho isto? - Na cozinha.
Espera at� ver a casa do Sr. Beardsley. Tem o melhor em antiguidades.
E � muito razo�vel. Com ele se pode negociar.
Ai, Senhor! Me esqueci.
Os rel�gios n�o funcionam. Que horas s�o?
S�o 11:20.
Fiquei de ir em sua casa �s 11:30.
- Teremos que nos apressar. - Espere um minuto.
E se vermos o que tem na sua garagem?
- Faremos isso na volta. - Espere.
- Como vai? - Bem.
Iremos com o carro na casa do Beardsley.
E a roupa seca?
Acho que colocarei mais tarde.
Por que acha que � melhor do que eu?
N�o tem nada.
Ou trabalha para mim ou n�o trabalha.
N�o sabe de nada, nunca saber�, jamais.
Claro.
- N�o sabe o que faz. - Ainda assim comando este lugar!
Quando algu�m morre, o Sr. Beardsley vai...
e pega o melhor. Corda marinha, aparadores, camas de bronze.
- Me pergunto o que acontece l�. - Sempre brigam.
S�o Willie Grimes e seu filho, Roger.
Eles s�o os donos da fazenda de minhocas.
O velho Willie � um pobre-diabo. Ele est� sempre explorando Roger.
Esse caminh�o � minha responsabilidade.
Te emprestei porque dissee que teria cuidado.
O que houve?
Todas as gavetas est�o vazias. At� a �ltima.
Mas eu n�o sa� do caminh�o!
Eu n�o sei de nada.
- Eu n�o as deixei sair. - Se n�o foi voc�, quem foi?
Quantas minhocas haviam?
Eu posso te dizer quantas haviam. Haviam 100.000 minhocas.
Me custar� mais de $300, jovenzinho.
Talvez a porta estivesse frouxa e voc� se esqueceu de fechar as gavetas.
� claro. Voc� esqueceria sua cabe�a se n�o estivesse grudada.
N�o se concentra nem o m�nimo no neg�cio ultimamente.
Estou tentando dirigir um neg�cio, e voc� n�o...
n�o emprestar� meu caminh�o para ningu�m, nunca mais.
Levarei a semana toda para recuperar essas minhocas...
se � que as posso substituirr.
Vai ter que cavar fundo, realmente fundo. At� as suas unhas.
Sinto muito mesmo. O que posso fazer?
Verei voc� depois, certo?
Talvez possamos ajud�-lo de alguma maneira.
- 100.000 minhocas? - Qual � o problema? Elas te assustam?
Quem, eu? Com medo de minhocas?
Sim.
N�o h� nada que temer enquanto voc� as segura pela cauda.
- Por que pela cauda? - Porque mordem.
As minhocas daqui s�o glycera.
Minhocas vermelhas e da areia do mar.
Como se sabe qual extremo � a cauda?
O oposto ao que te morde.
- Algu�m mais mora aqui? - Ele vive completamente sozinho.
Isto � meio tenebroso.
Onde est� ele?
Sr. Beardsley, � voc�?
O que houve?
- Quem voc� acha que �? - N�o tenho ideia.
Algu�m devia buscar o xerife.
Eu ficarei aqui, est� bem?
� melhor eu ir contigo.
Que tal uma joia?
Um broche, um bracelete ou algo parecido.
Por que n�o me mostra algo?
N�o sei.
� algo para a Julia, suponho.
Geraldine sabe mais do que eu sobre joias.
L� vem ela.
O xerife quer escolher algo para a Sra. Reston.
Est�vamos lhe buscando. Ele � o meu amigo, Mick.
J� nos conhecemos.
Encontramos um esqueleto na casa do Sr. Beardsley.
Mostre-o para Beardsley. Ele te dar� muito dinheiro.
N�o estava em casa.
Acho que voc� deveria ir ver.
Estou indo agora.
- Em que lado? - Na parte de tr�s.
Por aqui.
Olhe, cara, eu n�o sei qual � a sua.
Mas voc� n�o far� nada desonesto em Fly Creek.
Quero que voc� v� embora desta cidade.
Mas estava aqui, Sr. Reston, n�s dois vimos!
J� basta.
Poderia esperar esta besteira da sua irm�, mas n�o de voc�.
Seu pai tinha muito orgulho de voc�.
Se ele estivesse vivo e te visse agora, ele te daria uma porrada.
Ela n�o fez nada.
Vou deixar isto passar porque faz muito calor.
Estou muito ocupado para prender esta fuinha da cidade.
Tenho uma cidade inteira para recompor.
Mas se eu te ver uma vez mais...
voc� nem sequer poder� ligar para um advogado da cidade...
porque todos os telefones est�o mudos.
"Porque todos os telefones..."
N�o entendo. N�o poderia ter ido sozinho.
Mas de quem era o esqueleto?
Poderia ser da guerra da Independ�ncia.
O que voc� acha?
N�o tem muito estilo, a menos que voc� quiera se misturar com os cidad�os de Creekenho.
- O que � um Creekenho? - As pessoas de Fly Creek.
O fumo em Fly Creek � um fracasso.
- J� conhecia o xerife Reston? - Est� falando do cara dentu�o?
Exato. Exagerado.
- Tem um f�sforo? - Sim.
- Tome, fique com eles. - De Quigley.
Esteve l�?
Quigley � muito divertida.
Vou com alguns amigos, muito drogados.
Nos sentamos e observamos como os velhos bebem at� ficarem b�bados.
- Faz tempo que co�a? - N�o, acabou de come�ar.
Sobre Beardsley, o antiqu�rio...
- Ele vai ao bar de Quigley? - Se vai l�?
Ele vive l�.
Aaron Beardsley � um alco�latra cr�nico.
Aqui vamos n�s.
Deve gostar muito de Geri.
Vir da cidade at� aqui.
- N�o, obrigado. - Guarde para depois.
- Vai precisar. - �? Por que??
Isso na sua perna...
� a hera venenosa.
- Ol�, Roger. - Ol�, Geraldine.
Ol�, Sr. Quigley, como est�?
O que est�o bebendo? A cerveja est� morna.
Estou procurando... Estamos procurando Aaron Beardsley.
Esteve por aqui?
N�o. N�o o vi desde a tempestade de ontem a noite.
Ele foi quando come�ou a chover muito forte.
Procurando antiguidades?
Voc� � um cara legal. Deixe-me te dar um conselho.
Afaste-se do velho Aaron.
Ele vende caro, entende? Tenho uma garagem repleta de coisas l� atr�s.
O suficiente para te fazer babar como um cavalo com a��car.
- Sr. Quigley... - Um momento.
Isto John Wayne usou em "Vendaval de Paix�es"...
Pararemos aqui se tivermos tempo.
Se ver o Sr. Beardsley, diga a ele que estamos procurando-o.
Ele deve estar por aqui, fique tranquila com isso.
- Sinto muito pelas minhocas. - Esque�a.
Geri e eu vamos pescar. Gostaria de vir conosco?
Com certeza voc� conhece os melhores lugares.
Vamos, Roger.
Te faria bem ficar um tempo longe do seu pai.
- Quando v�o? - Depois do almo�o, em uma hora.
Procurarei algumas coisas na loja de iscas.
- Esperarei voc�s onde o bote est�. - Est� bem.
Fant�stico! E ent�o voc� poder� me ensinar a usar o novo carretel que eu comprei.
Vamos.
Todos em Fly Creek se consideram antiqu�rios em potencial.
Ningu�m joga fora nada.
Voc� nunca sabe o que os turistas querem.
Adivinhe o que este turista quer.
A salada de atum tem que render por ora.
Parece boa.
� minha especialidade.
Acha que aconteceu algo com o Sr. Beardsley?
Talvez n�o.
Acho que o veremos esta noite bebendo em um canto escuro no bar.
- Voc� quer mesmo voltar l�? - Claro.
- Havia uma minhoca no meu creme. - O que?
Hoje quando fui na lanchonete e pedi um creme achocolatado...
- havia uma minhoca no creme. - O que � um creme achocolatado?
� como uma batida de chocolate...
Talvez foi minha culpa, afinal de contas.
Talvez isso tenha algo a ver com as minhocas do caminh�o.
Viu Roger aqui?
Talvez esteja na doca preparando o bote.
- O esqueleto! Como chegou at� aqui? - N�o sei.
Se for o mesmo. Para mim, todos se parecem.
� o Sr. Grimes.
Vamos contar para o xerife Reston.
Cont�-lo o que?
Se pelo menos n�s soub�ssemos de quem s�o esses ossos.
Lembre o que te disse.
Fa�a o que puder para manter Roger no lago.
Preisarei de meia hora no m�nimo.
Te encontrarei atr�s da casa.
Mick, Me assustou.
Bem vinda ao club.
Mexa-se.
Quero pescar deste lado.
N�o h� nada como o ar fresco marinho.
E isto n�o cheira como o ar fresco marino.
- Que cheiro � esse? - A mar� baixa.
N�o se pode nem nadar aqui. N�o sei como os peixes est�o vivos.
Talvez v�m de Nova York.
Talvez sim.
� um profissional nisso. O que me diz?
N�o quero perder tempo colocando-as no anzol.
N�o posso.
S�o nojentos.
N�o entendo. N�o mexe com elas o tempo todo?
Eu odeio.
Eu farei isso. Meu Deus!
- Est� bem? - A maldita me mordeu. Deus!
Tem certeza que n�o foi o anzol?
Essa coisa mordeu meu bra�o!
Geralmente n�o mordem tanto como para penetrar a pele.
Me deixe ver.
- Nunca vi uma mordida igual. - Eu j�.
Quando era pequeno...
meu pai tinha acabado de come�ar com a granja...
e experimentava distintas maneiras de tir�-las da terra.
Tentou a eletricidade.
Pegou o transformador do meu trem e o conectou.
Logo, umedeceu a terra...
se sentou e esperou anoitecer.
Funcionou?
Bem, sa�ram da terra...
como as baratas dos canos.
Quase me cortam fora meu polegar todo.
- Nunca soube... - N�o foi para tanto.
Queria voltar para colocar algo na ferida.
- Vamos todos voltar. - N�o, est� bem.
Me levem de volta. Quero tirar uma soneca...
Voc�s podem pescar algo para o jantar.
Est� bem. Roger cuidar� de voc�.
- N�o � mesmo? - Sim.
Que tal aqui?
Todos os lugares s�o bons.
- Quer que ponha a isca por voc�? - N�o.
- Duas linhas s�o melhores que uma. - Voc� me deixa feliz em n�o fazer nada.
Bem, l� vai.
Te peguei!
Que divertido!
O que tem a�?
- Quem �? - � o que quero averiguar.
Voc� tirou isso do caminh�o do Roger?
N�o acho que ele gostar� disso.
- Eu devolverei. - Est� bem se eu for?
Claro, por que n�o?
- Talvez dever�amos tentar uma vez mais. - N�o me importo.
� lindo, n�o �? Que estemos sozinhos aqui.
Vai dormir no seu quarto esta noite?
Sabe que n�o deve escutar a Alma.
Queria que tiv�ssemos feito isto antes que ele viesse aqui.
Estou desfrutando tamb�m.
Estive pensando...
Que com seu pai morto e tudo...
Pensava que poderia precisar de ajuda com o neg�cio.
Para mover os m�veis pesados.
Estou pronto.
Pronto para dizer ao meu pai que n�o quero tomar conta de granja.
Tenho uma supresa para voc�.
S�rio? O que �?
J� te disse que � uma surpresa.
O que �?
� ele, n�o �?
Veio at� aqui de prop�sito. Se ele se aproximar de voc� outra vez...
vou acabar com ele se tentar te tocar.
- O que h�? - Mick est�?
Achei que estava contigo.
Cortou o dedo no anzol e tinha que se curar.
O que houve com voc�?
Ca� no lago tentando pegar um peixe.
H� algo errado?
Veja como estou!
Mick n�o pode me ver assim. O que vou fazer?
V� para cima e tire todo esse barro e sujeira.
Est� cheirando horr�vel.
S� Deus sabe o que os turistas jogam na �gua.
Devia ter sabido.
N�o se pode trabalhar nos dentes sem eletricidade.
Na pr�xima vez esperarei uma tempestade antes de marcar um encontro.
O que est� fazendo?
Quero averiguar isto.
Excelente!
Igual em Nova York.
Isto d� medo.
- Posso perguntar o que est� procurando? - Radiografias.
Faltam tr�s molares na parte superior do cr�nio.
Segure por um minuto.
Preciso de mais luz.
Traga-o aqui.
� algu�m que conhe�o?
Aaron Beardsley.
Vamos.
O que houve?
O que �? O que aconteceu?
As minhocas atacaram Roger.
Elas rastejaram por seu rosto.
E ele correu pelo bosque gritando.
N�o consegui encontr�-lo.
Fico feliz que n�o tenha ido atr�s dele.
Se ele conseguir ver, ele provavelmente trilhar� seu caminho para casa tamb�m.
Sua granja fica muito mais pr�xima da lagoa.
Ent�o, vamos � granja e o buscaremos.
Est� bem?
N�o vai devolver o cr�nio do Sr. Beardsley...
antes que Roger volte?
N�o! N�o pode ser!
Sua pirralha! N�o se importa com nada.
Ele era um belo velho.
- Para com isso! Quem disse que n�o me importava? - O que est� acontecendo aqui?
- Por que est�o brigando? - Por nada.
- Jovenzinha... - Eu disse para ela que ia fazer o jantar.
Como Geri tem um convidado...
acho que seria am�vel de sua parte preparar o jantar...
sendo sua vez ou n�o.
Est� bem.
Lembrou de dizer para Alma que havia convidado Roger para jantar?
N�o, esqueci.
Pense em um enfeite extra.
S� o Senhor sabe quando foi a �ltima vez que tivemos dois homens famintos aqui.
- Sinto muito. - Est� bem.
Estou preocupada com a mam�e.
Nunca a vi t�o alterada.
Tente ficar com ela at� voltarmos.
Me pergunto por que as minhocas est�o agindo assim.
Acha que o velho de Roger esteja fudendo com a eletricidade?
Que eletricidade?
Boa observa��o.
Espero que o encontremos antes do anoitecer.
Espere no carro.
- Voc� o viu? - Volte para o carro.
- Me d� as chaves. - Deixei-as na igni��o.
O que viu?
E falam mal de Nova York. Dois cad�veres em um dia.
Da pr�xima vez, voc� me visita. Certo?
- Roger? - N�o.
Seu pai.
O xerife Reston est�?
Esteve aqui.
- Ei, Geraldine! - Ol�, Sra. Klopp.
- Sua m�e recebeu o rolo que a mandei? - Sim.
Ela prometeu me tecer um xale.
N�o para mim e sim para a minha filha. � uma surpresa...
- Ele est� por aqui? - Quem?
- O xerife Reston. - N�o, n�o est� aqui.
Deve estar jantando agora. N�o sei que horas s�o.
- Os rel�gios n�o funcionam. - � muito importante que falemos com ele.
- Deve estar em Casa Roma. - Obrigada.
Pensei que j� que os caminhos para Statesboro est�o fechados...
ter�amos que conseguir alojamento para voc� esta noite.
Com licen�a, mas isso � muito importante.
Xerife, sei que pensa que trago problemas.
� a primeira vez que diz algo que me convence.
N�o sei como diz�-lo.
Mas acho que posso provar que o esqueleto que encontramos...
� de Aaron Beardsley.
Como?
Encontramos outro corpo. Era o Sr. Grimes.
- Conte-lhe sobre as minhocas. - Minhocas?
Mordem.
� horroroso.
Atacaron Roger Grimes quando est�vamos pescando.
E ele correu para a floresta, e n�o conseguimos encontr�-lo.
Se puder vir conosco para a granja, eu posso prov�-lo.
Escute, tenho muito espaguete aqui.
Pode nos demorar entre 10 a 15 minutos termin�-lo.
Isso te d� mais vantagem do que merece.
Sr. Reston, voc� n�o...
Vamos.
Ent�o, como te dizia, com os caminhos fechados...
- Aonde vai? - De volta para a casa de Beardsley.
O que espera encontrar l�?
O que ele fazia na oficina t�o tarde da noite?
Talvez, trabalhava em um m�vel e n�o queria para com seu trabalho.
Isso � sangue.
O que h� a� dentro?
- Acho que dali se tira a �gua. - E velas?
N�o sei.
Vamos.
N�o acho que Roger nem seu pai estejam envolvidos na morte de Beardsley.
Roger deve nos ter seguido at� aqui, nos espiou como um garoto.
E ent�o ele viu este...
E por que levar o esqueleto?
Essa era a surpresa de que me falava no bote.
- O que? - Ele nos tinha dado $100 em um leil�o.
Falava de entrar no neg�cio.
- Ent�o quem... - As minhocas.
Atacaram?
Mick acha que o Sr. Beardsley foi � oficina buscar velas...
quando acabou a luz.
Ele ainda tinha um f�sforo na m�o quando o encontramos.
Olharam a oficina?
N�o.
Fico feliz que n�o.
N�o deveria ir � porta ao lado e perguntar por Roger?
Me sinto muito mal come�ando sem ele.
Talvez tenha trabalhado at� tarde na granja de minhocas.
Willie n�o valoriza o tanto que trabalha esse garoto.
N�o entendo esse homem.
Esse � o lugar de Roger.
Qual � a diferen�a?
Achei que voc� se sentaria ao lado de Mick.
N�o faz nenhuma diferen�a.
Por que ningu�m est� comendo?
Mam�e? Est� bem?
Onde est� Alma?
Est� bem, mam�e. Ningu�m est� ferido.
Vamos.
Poderia vir um segundo?
Alma, quero que fique com a mam�e, sim?
Me escute.
H� gasolina por aqui?
Sim, na loja.
Est� bem?
Se foram.
Por que isto est� acontecendo?
N�o sei.
Algo faz com que as minhocas enlouque�am.
Que surjam na superf�cie.
A eletricidade!
- Mas n�o h�. - Sim, claro que h�!
Os cabos de energia que ca�ram enviam a corrente para a terra.
Isso significa milhares de volts no lodo que atua como condutor.
E quando h� luz, desaparecem.
Buscarei chapas para tapar as portas para que as minhocas n�o entrem.
Se estou certo, a �nica coisa as det�m � a luz.
Onde posso conseguir as chapas?
- H� um velho moinho derrubado. - Onde est�?
- Te mostrarei. - N�o, voc� fica.
Sua m�e est� a ponto de ter um colapso. Voltarei antes do anoitecer.
Fique em casa. N�o diga nada sobre o que vimos.
Mantenha as velas acesas.
Por onde �?
Reto por uns oitocentos metros.
Ver� um clar�o e logo una estrutura de concreto.
- N�o tem erro. - Est� bem.
Como ir� traz�-las?
Pensarei em algo.
Aonde vai?
Vou tomar um banho enquanto h� um pouco de luz.
Est� bem, mas n�o saia.
- O que h� l� fora? - Fa�a o que eu digo.
Espero que tenha melhor sorte do que a minha.
Antes n�o havia �gua.
N�o h� para onde ir, garoto.
Ela me pertence.
Sempre me pertenceu.
Agora voc� veio aqui e arruinou tudo.
Eu vou te arruinar. Voc� ser� o cara-de-minhoca!
Alma, ouviu esse barulho?
N�o, mam�e.
Leve algumas velas para ela.
Est� ouvindo?
Mam�e, n�o me assuste.
Deixou a torneira aberta no banheiro?
Sim.
A �gua est� saindo l� em cima.
Mal posso esperar para lavar o rosto.
Tenha cuidado, querida.
Est� escuro l� em cima.
Voc� gosta do alojamento?
Sim, querido.
- Tem servi�o de quarto? - Claro que sim.
Tudo que possa comer.
- O que foi isso? - N�o se preocupe, tenho a chave.
Pare de fazer isso.
De fazer o que?
Isso!
N�o estou fazendo nada.
- Vamos, crian�as, � hora de fechar. - Sim.
Ouviu algo?
N�o sei. Espere. Me d� uma vela.
Onde est� Alma?
L� em cima.
A porta de entrada est� trancada?
Deixei a de tr�s aberta para que haja ar fresco.
Queria um pouco de brisa.
Isso mesmo, quase terminado.
Sei que a Sra. Klopp gostaria de ficar com ela...
se n�o fosse al�rgica � l�. Pobrezinha.
H� algu�m a�?
Sra. Sanders...
� voc�?
Oh, n�o!
Est� tudo bem, te ajudarei a descer.
Outro, vamos, mais um. Isso mesmo.
Est� bem.
Deixe-me tirar isto de voc�.
Tudo vai ficar bem.
Est� bem?
Vamos, venha comigo.
Como voc� � para subir em �rvores?
Espere. Onde est�o mam�e e Alma?
Voc� n�o pode descer. As minhocas chegam � metade da escada.
- Temos que ir embora daqui. - N�o!
- Tenho que ajud�-las! - � tarde demais!
Est�o mortas!
Vamos.
N�o!
Ei, com licen�a.
Achei que gostariam de saber que a energia voltou.
A torre foi reparada, tudo est� como novo.
Onde fica a cidade mais pr�xima?
Espero que tenham muito caf�. Eu poderia tomar 20 litros agora mesmo.
Coisa estranha.
As linhas j� funcionam, mas ningu�m atende o telefone.
Fique onde est�. N�o se mexa, certo?
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