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Original subtitles

TORNEIO DE XADREZ WASHINGTON - 1972

FACE A FACE COM O INIMIGO

Xeque.

Xeque.

Jogadores como seu filho exigem muito de si mesmo.

N�o posso mant�-lo aqui para sempre.

Amanh� o psic�logo infantil vai atend�-lo.

J� esperava por isso. A m�e n�o � r�gida com ele.

Ela bebe e ele faz o que quer.

Depois que sair daqui, ele dever� ser vigiado.

Durante o tratamento, ele n�o pode nem chegar perto de um tabuleiro.

Tenho uma esposa b�bada e um filho maluco!

Estou farto disso!

Voc�s dois s�o malucos!

Ajude-me...

Hoje termina a segunda semana do torneio.

Os jogadores v�o se defrontar pelo menos tr�s vezes.

O vencedor disputar� o t�tulo mundial no ano que vem.

A novidade � a volta de Peter Sanderson, l�der do torneio.

O Grande Mestre europeu, hoje morando em Connecticut...

abandonou a disputa h� 3 anos, com tr�s jogos de vantagem.

Perdendo, assim, para Viktor Yurilivich...

que est� agora duas partidas atr�s de Sanderson.

- Parab�ns, Sr. Sanderson. - Obrigado, Srta. Rutlege.

- Sua programa��o para amanh�. - Papai!

- Parab�ns, papai. - Obrigado, querida.

Minha torcida.

Est� usando a abertura inglesa. Lutz n�o far� isso.

- Ele usou no primeiro jogo. - Ele sabe que voc� tem no��o disso.

- Agora eu transponho. - Deve fazer uma varia��o...

mas deve ser �nica.

- J� pensou em qualquer coisa... - Claro.

Livre-se do Cavalo.

Bispo por Bispo. Pe�o por Pe�o.

A Torre vai parar aqui...

Isto lhe d� vantagem.

Depois, voc� aproveita a posi��o dos bispos para acabar com ele.

- A t�tica � boa, mas arriscada. - N�o se ganha sem arriscar.

Papai...

- Ainda est� acordada? - N�o consigo dormir.

O meu colch�o tem calombos.

Esqueceu seu abajur, n�o foi?

N�o tem nada a ver com isso.

- Quer dormir na minha cama? - Tudo bem.

Eu irei nin�-la.

Pe�a a algu�m para comprar um abajur.

Certo.

- Al�? - Debi?

Sim?

Sou eu. Esqueci uma coisa.

Lamento estragar a sua viagem, Frank, mas a coisa � s�ria.

Fale.

Debi Rutlege, sexo feminino, branca, 24 anos.

Trabalhava no Hotel Four Oaks. Foi encontrada pela vizinha.

- � da cidade? - N�o. Veio para aqui...

de Portland, faz quatro meses.

O que est� acontecendo?

Senhores, isso n�o � uma festa!

Quem n�o tiver o que fazer aqui, pode ir saindo.

Agora!

Vim para c� para me livrar disso.

LEMBRE-SE

E ent�o, Nolan?

N�o h� vest�gios de arrombamento. Acho que ela o deixou entrar.

Est� morta h� quanto tempo?

Seis... oito horas no m�ximo.

Qual a causa da morte?

Acha que quem fez isto quis dar ideia de suic�dio?

Nesse caso, n�o deixaria as marcas de corda, nos pulsos dela.

Ele a amarrou, cortou-lhe os pulsos...

e sentou-se para v�-la morrer. Mas tem uma coisa:

O que falta nesta foto?

Onde est� o sangue?

Acertou.

- A Srta. Rutlege tinha namorado? - Acho que sim.

- Acha? - Sei que ontem teve uma visita.

- Um homem. - Como sabe?

O quarto dela � colado ao meu. As paredes s�o muito finas. Ouvi tudo.

Quer dizer que estavam... transando?

Tiveram rela��es sexuais, sim. Eu n�o queria ouvir...

mas a parede � fina... - Muito obrigado.

Bem...

N�o tivemos chance de nos conhecer desde que...

substitu� o Comandante Waters, m�s passado.

Voc�s acham que o substituto deveria ser algu�m daqui...

mas eu � que fui o escolhido.

Podem reclamar � vontade,

mas ter�o de me obedecer.

Da pr�xima vez que atenderem uma chamada de homic�dio...

n�o podem deixar ningu�m entrar no local do crime...

a n�o ser o detetive Wagner e eu. Fui claro?

Sim, Comandante.

Al�m disso...

n�o quero ningu�m falando da mensagem na parede.

Nada.

- Novidades? - Pouco.

N�o foi violentada. N�o h� ferimentos na regi�o p�lvica.

- E esperma? - Nada.

- Digitais? - Nada.

- S� as dela? - N�o, Frank.

Nem as dela.

- Sim? - Sr. Sanderson?

Frank Sedman e Detetive Wagner, da Pol�cia de Roxbridge.

- N�o sei se j� soube... - Da Srta. Rutlege? Sim.

- Podemos entrar? - Claro.

Obrigado.

- Esperamos n�o interromper nada. - N�o.

- Bom dia. - Bom dia.

- Podemos falar a s�s? - Saio j�, senhores.

- Prazer em conhec�-los. - Igualmente. Obrigado.

Como est� ocupado, vamos direto ao assunto. Conhecia bem a Srta. Rutlege?

S� de vista. Era s� "bom dia", "boa tarde"...

Como assim? N�o estou entendendo.

Houve quem nos dissesse que o senhor era... �ntimo dela.

Os torneios de xadrez, �s vezes, s�o aborrecidos.

Como as pessoas t�m tempo livre, gostam de fofocar.

- O que fez ontem � noite? - Joguei contra o Gregory Lutz.

Sim, venceu duas partidas e saiu do audit�rio �s 20:45.

O que fez depois?

Vim para meu quarto. Mais tarde, fui dar uma volta.

Sozinho?

- Claro. - Claro...

Tenho uma listagem das liga��es efetuadas para o seu quarto.

�s 21:04,

a Debi telefonou-lhe e disse: "Ligue para minha casa".

Foi para me dar a programa��o de amanh�.

Entendo... O engra�ado � que...

voc� disse que a conhecia de vista...

mas ela n�o informou o n�mero do telefone dela. Ou seja...

o senhor j� sabia.

Est� no programa do torneio.

Ela n�o consta da lista.

Procurou na lista geral.

A lista dos jogadores

inclui os contatos de todas as pessoas relacionadas com o torneio.

- Parece que temos um problema. - � mesmo?

Que problema?

Acho que est� mentindo. � esse o problema.

O que est� dizendo?

Nada. S� queremos encaixar umas pe�as.

- Obrigado. - Por nada.

O que acha?

Ele tem resposta para tudo, mas nenhum �libi.

Acha que foi ele?

N�o sei, mas voc� tem raz�o. Ele est� mentindo.

Quero outra cadeira. Esta me matou ontem.

E as pe�as se movem devagar. Perco a concentra��o.

- Que seja mais r�pido. - Grande Mestre Sanderson,

h� mais cinco jogadores. Se atendermos todos os seus caprichos...

N�o � capricho nenhum. S� quero poder me concentrar.

- David? - Sem problema.

� s� uma quest�o de ajuste.

Pode fazer com que n�o deslizem pelo tabuleiro?

Se eu mudar isso, o p�blico n�o poder� seguir o lance.

Pode faz�-las andar mais r�pido?

Assim est� bom.

Voc� parece um garoto supersticioso, Peter.

Tamb�m vai pedir incenso e um ter�o?

O Grande Mestre Lutz vai sentar aqui, na pr�xima partida.

N�o! N�o posso me sentar a�!

Quero ficar de frente para o norte.

Minha for�a vem de l�.

Por favor...

- Ol�, Peter. - Ol�, Viktor.

Jogou uma partida interessante, ontem.

Tamb�m sacrifiquei minha Torre contra Valsney, em 1982.

Que bom que isso o ajudou.

Est� perdendo por duas partidas. N�o fica nervoso?

Nunca fico nervoso.

- Voc� acabar� vacilando. - N�o desta vez.

Ent�o dessa vez ficar� at� o fim do torneio, n�o �?

Estarei aqui.

- Est� pronta? - Sim.

- Com certeza? - Sim.

Verdade!

Pai!

- Quem lhe disse isso? - A Sra. Lutz.

Ela me disse que o Sr. Lutz vai a uma vidente,

para tentar se comunicar com esp�ritos de outros Grandes Mestres.

- E j� teve sorte? - N�o...

mas j� falou com um campe�o de gam�o!

- Sr. Sanderson? - Sim.

- Telefone para o senhor. - Obrigado.

Al�?

Al�?

Al�, Peter.

Quem �?

Algu�m que ser� parte importante da sua vida.

Quero jogar com voc�.

Olhe, n�o tenho tempo para isso.

Mas teve tempo para Debi.

- O qu�? - N�o se preocupe.

Apaguei suas impress�es digitais.

O que foi, papai?

Nada. Vamos.

- Sr. Sanderson? - Sim.

Tem um recado para o senhor.

- At� logo, papai. - Tchau.

Obrigado.

O JOGO COME�OU LIGO AMANH� �S ONZE

LEMBRE-SE

Ligue para a pol�cia.

Por que n�o nos disse que esteve l�?

Temi um interrogat�rio longo. N�o posso faltar aos jogos.

N�o deixar�amos um homic�dio atrapalh�-lo.

- Como era sua rela��o com ela? - Ocasional.

- Ocasional? Transava com ela, n�o? - Nada s�rio.

- Qual o seu problema? - Voc�. N�o gosto de voc�.

Tudo bem. Ent�o n�o me convide para sair.

Jamais... J� vi como acabam seus namoros.

Chega! Parem com isso!

Isto � bastante conveniente.

- Como assim? - Se eu fosse o assassino,

era capaz de inventar uma hist�ria dessas para despistar a pol�cia.

Loucura. Por que eu faria isso?

Gosta de jogar, n�o �?

Ele diz que liga amanh� �s 11 h.

Voltem para ouvir.

N�o se preocupe. N�s voltaremos.

INSTITUTO DE PSICOLOGIA DE ROXBRIDGE

Quero que entendam, n�o � minha especialidade.

Nem a minha, mas ele � louco!

E o senhor n�o trabalha com loucos?

Lido com pessoas com problemas. H� muitos tipos de problemas.

N�o podemos pagar um psic�logo, Dr. Fulton.

- Usamos o que temos. - � um tipo de fantasia.

- � uma pessoa muito perturbada. - N�o brinca...

E uma pessoa assim poderia passar por normal, doutor?

Sem d�vida.

Temos um suspeito, mas nenhuma prova concreta.

Se o vir, poder� dizer?

- Dizer o qu�? - Se ele � louco.

Se � uma pessoa perturbada.

Talvez, mas n�o necessariamente.

Mas de uma coisa estou quase certo.

Ele matar� de novo.

Desculpe. Pensei que estivesse vazio.

Tudo bem.

Est� no torneio?

- � um dos jogadores? - Sim.

Sempre quis aprender a jogar xadrez.

Parece muito complicado.

N�o �, n�o.

� s� perseguir seu objetivo.

Todos os obst�culos devem ser destru�dos.

Parece muito violento.

O xadrez � um reflexo da vida.

A vida � violenta. Os fortes vencem. Os fracos morrem.

Voc� gosta de ser o mais forte?

Se quer saber se sou apaixonado pelo que fa�o, eu digo que sim.

Sem paix�o, nada se move.

Qual � a sua paix�o?

� uma pergunta muito pessoal.

Entendo... Esta vai ser uma conversa muito educada.

Achava que aberturas precoces eram erros fatais no xadrez.

- E s�o. - Voc� sempre abre t�o r�pido?

Est� falando de mim ou do xadrez?

De voc�.

Depende do advers�rio.

Espero que se lembre disso amanh�, quando jogar com Krikorian.

Bem, creio que j� chega.

Ficou quente demais para voc�?

Quem � voc�? Rep�rter? Policial?

S� vim fazer uma sauna.

E at� onde pretende ir?

E ent�o?

Ent�o o qu�? Isso � uma estupidez!

N�o d� para conhecer algu�m em alguns minutos.

N�o captou as vibra��es dele?

Sou psic�loga, n�o m�dium.

- Para que isso? - O que o Dr. Fulton lhe disse?

Que queriam ajuda num caso em que est�o trabalhando.

- O que ele fez? - N�o temos certeza.

- O que acham que ele fez? - � suspeito de homic�dio.

A garota que mataram ontem?

E nem me avisou do perigo?

Eles vieram me pedir ajuda. O que eu devia fazer?

Voc� podia ter sido honesto comigo.

Trabalhamos juntos. Tenho de confiar em voc�.

Sanderson n�o falaria com ele. Voc� � jovem, bonita...

Ele podia ser um psicopata.

Mas correu tudo bem, n�o foi?

V� pro inferno!

- Venci. - Parab�ns.

S�o 11h06.

Ol�, Kathy. Obrigado por ter vindo.

Sr. Sanderson, esta � a Dra. Sheppard, a psic�loga que est� nos ajudando.

J� nos conhecemos, n�o �, doutora?

Ainda tem problemas com as suas aberturas.

Fale o m�ximo que puder. N�o discuta.

- Al�? - Peter?

S� um instante.

Al�?

Isso � de amador, Peter. Estou surpreso por tentar usar uma t�tica t�o �bvia.

N�o sou nenhum idiota! N�o me trate como se fosse!

Ligarei todo dia. Voc� tem um minuto.

Falar... ou n�o... � com voc�. Est� pronto para jogar?

Sim.

Por que matou Debi Rutlege?

Para chamar sua aten��o.

E a palavra "Lembre-se" na parede?

Ter� de descobrir isso sozinho.

Francamente...

N�o est� esperando que eu responda a perguntas diretas.

- Por que n�o? - Voc� n�o quer pensar.

Por isso vou derrot�-lo. J� estou 2 pontos na sua frente.

- O qu�? - Matei outra ontem.

Voc� podia salv�-la, mas n�o quis jogar...

Onde ela est�?

Voc� a encontrar�.

Se quer me dizer algo, diga logo!

Onde ela est�, seu madito?

Detetive Wagner...

Saia do telefone e volte para o seu equipamento.

Se eu quisesse jogar com um idiota, teria ligado para voc�.

Al�?

Quer saber onde vou matar esta noite?

Acho que n�o me dir� isso.

"Wee Willie Winkie corre por a�.

Sobe e desce escadas com sua roupa de dormir.

Pela janela, ele entra no fim da rua de dona Emma.

O deus dela foi embora, por isso podemos nos encontrar agora".

Por que diabos pegou o telefone?

Desculpe.

- Alguma coisa? - Nada.

� melhor ligar na caixa principal.

Obrigado.

Obrigado, Sr. Sanderson.

Quer que eu v� com voc�s? Talvez possa ajudar.

N�o, n�s cuidamos do resto.

Voc� deveria ser ator. Parecia estar mesmo zangado.

Com as veias salientes, e tudo...

- N�o ficou furioso? - Precisava fazer isso.

Queria saber se havia algu�m no outro lado.

- Mas n�s o ouvimos. - Podia ser uma grava��o.

N�o consta ningu�m parecido com este cara no FBI.

Acho que � um novato, Frank.

Ligue para a Pol�cia Estadual. Talvez n�o tenha matado fora de Washington.

- Nolan? - Ele tapa a boca das v�timas.

Encontramos vest�gios de adesivo.

Vamos analisar a sua composi��o qu�mica,

mas deve ser do tipo mais comum, que se vende em qualquer lugar.

Vamos investigar isso.

Mas o batom que ele usa � interessante.

Por qu�?

Por que a empresa fabricante fechou h� 16 anos.

- E o sangue? - Nem uma gota.

Talvez o cara trabalhe para a Cruz Vermelha.

Kathy?

Ao encarar isso como um jogo, tenta provar sua superioridade.

O m�todo indica necessidade de controle completo da v�tima.

E a disposi��o do corpo?

Indica que est� interpretando uma fantasia.

Estes assassinos fantasiam sobre sua a��o...

muito tempo antes de viv�-la.

Ao torn�-la realidade,

eles ficam euf�ricos...

e repetem o ato para manter esse sentimento.

Mas nunca vi um assassino em s�rie que agisse t�o r�pido.

Como se o jogo fosse o catalisador dos crimes.

Mais alguma coisa?

Sim. Por que distorcer a voz, se ningu�m o conhece?

Tamb�m pensei nisso. Ele deve ser daqui.

E por que Sanderson?

� campe�o mundial de xadrez. Ningu�m melhor para jogar.

Ainda desconfia dele?

Sim. Sinto algo estranho em rela��o a ele.

� como se zombasse de n�s. Acho que est� nos enganando.

Dev�amos prend�-lo. O assassino liga por algum motivo.

- Nem pensar. - Capit�o, n�s a achamos.

FINALMENTE

Est�o tentando controlar meus pensamentos.

Folha de alum�nio. Repele as ondas mentais.

Interessante...

- N�o conseguiram decifrar o enigma. - Achou que seria f�cil?

- Que ele fosse se entregar? - Precisamos de sua ajuda.

J� ofereci. Sedman recusou.

- Mas � com voc� que ele quer jogar. - N�o posso. Tenho um jogo.

Uma jovem poder� morrer.

- J� pode estar morta. - E se n�o estiver?

N�o d� para acreditar! Quais s�o suas prioridades?

O xadrez vale mais que a vida de algu�m?

A v�tima de ontem tinha 21 anos.

Ele jogou o corpo dela atr�s de um dep�sito como se fosse lixo!

Senhores...

Com licen�a.

A VINGAN�A

Igual �s outras?

- Sim. - Volte.

Vamos l�... Continue subindo.

Continue subindo.

- Bom dia! - Bom dia.

- Papai! - Problemas?

Nosso computador de novo.

- Coisa s�ria? - J� consertei.

Instalei uns jogos para sua filha. Espero que n�o se importe.

Claro que n�o. S� eu vou jogar.

- Brincadeira. - Vou ver Lutz.

Ele acha que sabotaram o computador dele,

para emitir raios gama e controlar a sua mente.

At� logo.

N�o vai agradecer ao David?

- David! - Sim.

- Obrigada. - De nada.

Est� pronto?

- Para qu�? - Voc� disse que me levaria a Seattle.

Desculpa, amor, n�o posso. Hoje n�o d�.

- Voc� prometeu... - Querida...

Sinto muito.

Peter!

- Agora n�o. - Tem de ser agora.

N�o fa�a com sua filha o que voc� fez � sua mulher.

- N�o v� busc�-la. - Por que n�o? � verdade, n�o �?

Eu n�o me pronunciei enquanto a afastava de voc�,

mas desta vez direi o que tenho a dizer.

� o meu treinador de xadrez! N�o manda na minha vida!

Voc� levantou a voz para mim?

Voc�?

Acha que pode falar assim s� porque conquistou uns trof�us?

Desculpe.

Peter... voc� � como um filho pra mim.

Fico triste vendo-o desperdi�ar sua vida.

Foi por aqui que ele entrou.

Achamos fibras no parapeito da janela.

Provavelmente, part�culas do tecido da roupa dele.

Saberei mais depois de observar no microsc�pio.

Andy, apague as luzes.

� um sapato de homem.

Muito velho pelas caracter�sticas. 40 ou 42.

O que � isso?

N�o sei...

Parece um corte ou rasg�o na sola.

Fulton tem raz�o. Ele n�o vai parar.

Assegure-se de que Brooks esteja pronto para a pr�xima liga��o.

- Sem desculpa, desta vez. - Est� bem.

Fa�a o que eu disse. Ligo depois.

- Bom dia, Frank. - Bom dia, Prefeita.

Como estava aqui perto, quis fazer-lhe uma visitinha.

� muito am�vel.

- Ouvi dizer que morreu outra. - Exatamente.

- J� sabem alguma coisa? - Ainda n�o.

- As pessoas est�o com medo. - Eu sei.

70% da economia desta ilha depende do turismo.

As receitas da balsa ca�ram 30%, neste fim-de-semana.

E as estadias em hot�is diminu�ram 20%.

As pessoas n�o est�o vindo para c�, Frank. Temos um problema grave,

que pode p�r em jogo a estabilidade financeira da comunidade.

Segundo me consta, o principal suspeito � o Peter Sanderson.

Quem lhe contou isso?

Digamos que tenho amigos, pessoas que se preocupam.

De vez em quando, d�o-me uma ou outra dica.

- E o Sanderson? - � apenas um suspeito.

Se for culpado, tem um c�mplice. N�o tenho provas suficientes para agir.

Deixe ver se me explico bem: N�o quero saber das provas,

nem de uma condena��o.

S� me interessa uma deten��o,

para os jornalistas me deixarem em paz e os turistas voltarem

com as suas carteiras.

Quer que eu prenda o Sr. Sanderson sem provas?

Eu sou Prefeita porque as pessoas confiam em mim.

Se essa confian�a vacilar, n�o serei reeleita.

Voc� sabe que o Chefe da Pol�cia � nomeado pelo Prefeito.

N�o sei...

Sou policial h� mais de 20 anos,

e ainda n�o sei se as pessoas que infringem as leis

s�o piores do que os palha�os que as ditam.

Enquanto eu for Chefe da Pol�cia, as deten��es baseiam-se em provas,

e n�o em quest�es pol�ticas. - Posso despedi-lo por causa disto.

E eu posso dizer aos jornais que est� disposta a infringir a lei

para vender mais uns coqueteis de camar�o!

Desejo-lhe um bom dia.

S� mais uma coisa, Prefeita, n�o gosto que me ameacem.

J� lidei com pol�ticos e manipuladores piores que voc�.

Quando isso estiver resolvido, pode ler discursos

e aparecer nas fotografias. Enquanto isso, deixe-me trabalhar.

- Bom dia. - Encontraram a terceira garota.

O nome dela � Lorraine Olson.

Acabei de chegar de l�.

Foi horr�vel.

Como algu�m pode fazer tal coisa?

- Tem uma bebida? - Claro. Sente-se.

Obrigada.

Relaxe.

Como, depois do que eu vi?

Sei que foi terr�vel.

S� poderia saber se estivesse l�.

Desculpe, n�o era isso que eu queria dizer.

- Eu sei que n�o. - Andy acha que � voc�.

- Isso n�o a assusta? - N�o.

- Por qu�? - Penso que ele est� enganado.

- Bom dia. - Bom dia.

Pronto para ir?

Devia ter trazido a vara de pescar.

� a chuva. Infiltra na estrutura.

- E ent�o? - Estamos preparados.

Todas as liga��es para o quarto do Sr. Sanderson

ser�o transferidas para a extens�o 611.

Al�?

Sabe o que eu estou fazendo agora, Peter?

Olhando para o nome da garota que vou matar hoje � noite.

Voc� a conhece?

- Na verdade, n�o. - Por que ela?

- Porque faz o meu tipo. - Disse que n�o a conhecia.

Eu sei.

Ela se parece muito com...

Com quem?

Pare de tentar me manobrar.

Isso me irrita e me insulta.

- O que � isso? - S�o as bombas d'�gua.

- S� estou tentando jogar o jogo. - N�o est� jogando bem.

Voc� n�o percebe as pistas � sua volta.

Se ficar tripudiando n�o vou ouvir.

H� pessoas interessadas em minha conversa.

- Ent�o, ligue para elas! - Ficou maluco?

Vamos ver o quanto ele quer jogar.

Por causa disso, n�o darei nenhuma pista hoje.

Por que est� fazendo isso?

Est� causando dor aos outros.

Dor?

A dor � s� um estado de esp�rito.

A gente aprende a viver com ela. Eu aprendi.

Quer que as garotas sintam sua dor?

Por favor...

n�o quero discutir os aspectos psicol�gicos dos meus atos.

Depreciaria o jogo.

- Como? - N�o diria melhor que Huxley.

Huxley tamb�m diz: "Seu jogo � sempre limpo e justo".

O meu tamb�m, dentro das minhas regras.

Como desliga o telefone no meio da investiga��o?

Acha que vai peg�-lo deste jeito?

Ele planeja tudo com anteced�ncia.

S� v�o peg�-lo se o fizerem cometer erros!

Isto nunca se sabe.

Peter tem raz�o.

Temos de for��-lo a cometer um erro.

N�o pedimos sua opini�o, Doutora.

- Deviam pedir. - N�o venha nos ensinar a investigar.

Ent�o v�o investigar sem mim!

J� terminaram?

O que tem a dizer, Kathy?

Vamos massagear o ego dele.

Quanto mais seguro, mais ele se arrisca.

E esse tal de Huxley?

Ele se referiu � uma cita��o de Thomas Huxley:

"O tabuleiro � o Mundo e as regras s�o a Natureza.

"O advers�rio est� escondido de n�s...

"mas sabemos que seu jogo � limpo, justo e paciente.

Tamb�m sabemos que ele n�o deixa passar nenhum erro."

N�o � f�cil se aproximar de voc�.

De mim? Sempre falamos de mim. E voc�?

Quer saber o qu�?

- N�o sei. Onde est� a m�e de Erica? - Morreu num acidente de carro.

Sinto muito...

Foi h� muito tempo.

Deve ter sido dif�cil para Erica.

Foi.

E para voc�?

Quer que eu me deite, doutora?

Por que n�o me pergunta o que quer saber?

Se eu amava Debi? N�o.

Se conheci muitas garotas iguais a ela? N�o � da sua conta.

Toda vez que falamos s�rio come�a com seus joguinhos.

- N�o estou jogando agora. - Est�... com as palavras.

- O que � isso? - S� quero conhec�-lo melhor.

- Me atacando? - Atacando voc�?

Voc� arma sua vida como num tabuleiro de xadrez...

� inacess�vel...

enreda-se em suas defesas, desliga-se de todos � sua volta.

Como assim? Voc� nem me conhece!

E quem conhece? Est� fugindo da raia?

N�o, s� n�o quero brigar com voc�.

Ent�o, mostre-me quem voc� �, Peter.

Estou sentindo coisas que h� muito n�o sinto.

Precisa enfrentar o que sente.

Que tal enfrentarmos o que n�s sentimos?

Voc� muda de assunto t�o facilmente...

- Ser� que isto � mais um jogo? - N�o.

- Estou com fome. - Chame o servi�o de quarto.

Odeio comida de hotel. Que tal uma pizza?

�timo.

O Rondi's � aqui perto.

Vou tomar um banho.

- Quer pizza com qu�? - Com voc�!

Ligou?

Ocupado, vou ligar de novo.

Aonde vai?

Buscar a pizza. N�o est�o entregando.

- Mas n�o estava ocupado? - Depois consegui falar.

- O que foi? - Nada.

Por que se afastou?

A lista telef�nica?

Procurava liga��es entre nomes e endere�os...

Alguma liga��o entre elas.

Voc� � t�o ruim quanto Andy.

Talvez pior.

- Peter, tem de admitir... - Admitir, o qu�?

Que estava certo a seu respeito na sauna?

Que faz tudo para descobrir o que quer?

Quer que eu saia para revistar o resto do quarto?

- Peter... - Como p�de pensar isso, Kathy?

Como p�de pensar?

Senhoras e senhores...

considerando que Sanderson lidera com nove vit�rias...

vindo a seguir Yurilivich com oito...

decidimos que os jogos restantes entre os dois

ser�o disputados separadamente. Obrigado.

Torre C2.

Sim.

- O que foi? - Mate em cinco lances.

Dama E3.

Ele n�o viu.

Xeque.

Papai?

Aqui.

Oi, papai.

Oi, querida.

Ele teve sorte. Voc� vai ganhar a pr�xima.

Com certeza.

- Quer dizer alguma coisa? - N�o quer conversar?

- Sobre o qu�? - O que tiver na cabe�a.

Quem disse que tenho algo na cabe�a?

O que v� aqui?

Eu sei. Mate em cinco lances.

- Por que jogou E3? - � �bvio: porque n�o vi.

� a Kathy?

- N�o, n�o � a Kathy. - Quem � Kathy?

Eu lhe disse para aproveitar a vida, mas n�o no meio de uma disputa.

N�o � por causa da Kathy.

Quem � Kathy?

Conhe�o-o muito bem, Peter.

Quem � Kathy?

EST�

Alan!

Voc� me assustou!

Ela havia rec�m-chegado de Seattle...

e decidimos dividir um apartamento.

Ela tinha namorado?

N�o.

O nome Peter Sanderson significa algo para voc�?

N�o.

Como algu�m pode fazer uma coisa dessas?

Capit�o, telefone.

- Quem �? - A Dra. Sheppard.

Sim, � o mesmo sapato.

N�o h� d�vidas.

- Havia mais algu�m no local? - Algumas pessoas.

Algu�m se sobressaiu?

Como "se sobressaiu"?

Algu�m pareceu suspeito? Pense!

Havia algu�m muito suspeito.

Como assim?

Estava segurando um cartaz que dizia: "Sou o assassino".

Senhorita!

Com licen�a.

Deixe-a comigo.

Disse que Mary Albert veio de Seattle.

H� quanto tempo?

H� alguns meses.

Como acharam o apartamento?

Atrav�s da imobili�ria.

Entendo. Obrigado.

E ent�o?

Debi alugou sua casa recentemente, certo?

Sim, por qu�?

Venha.

Voc� ajudou muito. Obrigado.

Todas as v�timas alugaram casas no ano passado, na...

Imobili�ria Roxbridge.

Voc� me d� dor de cabe�a...

IMOBILI�RIA ROXBRIDGE

Todo o nosso arquivo est� neste computador.

Quem mais trabalha aqui?

Uma garota. Meio expediente.

Mais algu�m tem acesso aos arquivos?

N�o.

Obrigado.

- Beco sem sa�da? - Desvio.

Ol�. Voc� deve ser Erica.

Eu sou Kathy.

- O seu pai est� em casa? - Deve estar chegando. Quer entrar?

Sim, por favor.

Obrigada.

Est� se divertindo, aqui na ilha?

Na verdade, estou entediada.

Entediada? Isto � porque voc� n�o sabe para onde ir.

Gosta de caminhadas?

De andar de barco?

- De pescar? - Que nojo! Nem pensar.

- Ent�o gosta de qu�? - De rapazes.

- Gosta do meu pai? - Claro que sim.

Quer saber se gosto dele dessa maneira?

- Eu sei que ele gosta muito de voc�. - � mesmo?

Como voc� sabe? Ele lhe disse?

N�o, mas eu percebi. As mulheres notam essas coisas.

- N�o quer acompanhar o Jeremy? - Est� bem.

- Prazer em conhec�-la. - Igualmente.

- Gosto dela. � simp�tica. - Est� bem. Pode ir.

- Al�? - Al�, Peter.

- Tem ideia de qual � a mensagem? - Se � assim t�o importante,

por que n�o me diz? - N�o posso.

Isso estragaria o jogo. Est� jogando bem agora.

- Gosta de se gabar, n�o �? - Tenho meus m�ritos.

N�o sou famoso como voc�.

Sou apenas um pobre rapaz, que n�o esteve em parte alguma...

mas estou derrotando voc�.

Por que procurou a Dra. Sheppard hoje?

- O qu�? - Voc� ouviu bem.

Por que foi ao instituto atr�s dela?

- Por que acha que estive l�? - N�o posso dizer...

- Isso estragaria o jogo. - Seu tempo est� acabando.

- J� n�o lhe resta muito tempo. - O seu � que est�.

Voc� come�ou a errar. E agora est� pensando: "Ele saber� o qu�?

Estar� perto da verdade?"

Estou bem perto, amigo, e vou peg�-lo!

Belo discurso, Peter!

Ensaiou ou foi de improviso?

H� uma pedra perto de um banco de madeira no jardim.

Embaixo dela h� uma mensagem.

Vejamos se � mesmo esperto.

"Peter, numa revista feroz, h� a pista para meu pr�ximo ato...

"imenso como voc� no mundo de pe�es e torres...

"voc� est� a anos-luz de me achar, invis�vel como o ar...

cem homens desesperados pedindo para parar, n�o podem me deslocar".

Por que separou esta linha?

- Para dar �nfase? - Exatamente.

� a chave.

O que significa "revista feroz"? Violenta?

Uma revista feroz... brutal, agressiva...

uma revista de guerra... terror... - Mad!

- O qu�? - A revista Mad.

- Onde est� a mensagem? - Escrevemos no quadro.

Quero o original.

- Est� aqui. - Talvez...

Os garotos da cl�nica adoram ler a Mad.

Se dobrar as p�ginas, o texto fica diferente.

"Peter, num pr�ximo ato feroz...

"imenso como torres,

"voc� est� leve como o ar...

cem homens n�o podem me deslocar".

- N�o faz sentido. - Porque n�o entendemos ainda.

- Cem homens podem desloc�-lo. - Ele n�o est� falando de si.

Ent�o, diga o que �?

Se soub�ssemos, desvendar�amos a resposta.

Ele est� dizendo onde vai matar hoje � noite...

e n�o estamos vendo.

Voltemos a examinar o que j� sabemos.

As garotas s�o do mesmo tipo, foram assassinadas � noite...

e mudaram-se no ano passado atrav�s da mesma firma...

A Imobili�ria Roxbridge.

Pensei que empacar�amos nisso.

N�o pode ser coincid�ncia. Algu�m tem acesso aos arquivos.

A dona da imobili�ria tem um filho. Estamos tentando localiz�-lo.

E estamos checando os empregados de limpeza.

Ele n�o para num lugar. Por qu�?

Escolhe as v�timas atrav�s da imobili�ria.

Vai para onde elas est�o.

Mas por que ele ataca em v�rios pontos da ilha?

Meu Deus!

N�o pode ser assim t�o simples!

O qu�?

O que est� fazendo?

Ele disse e deixamos passar!

Nunca foi a parte alguma. Esta ilha � o mundo para ele.

Na perspectiva dele, isto � o mapa do mundo.

Por isso citou Huxley: "O tabuleiro � o Mundo".

Vejam...

Ele est� usando o mapa como um tabuleiro de xadrez.

O filho da m�e est� jogando xadrez comigo!

Como pode estar jogando com voc�?

Voc� n�o jogou nenhum lance.

Talvez eu j� tenha jogado.

E2, E4.

D2, D4.

Deve ser uma abertura. Ele est� com as brancas.

B1, C3...

e C1, F4.

� a varia��o n�mero 2 da abertura de Tarakoss.

- David... - Sim.

Pode consultar os registros da Federa��o?

Temos uma liga��o com a base de dados em Nova York.

Pode levantar o registro dos torneios dos �ltimos 10 anos?

Sr. Sanderson, pode haver milhares de jogos.

S� queremos os nomes dos que jogaram contra o Sr. Sanderson.

- E agora? - Procure os que usaram essa abertura,

contra mim.

Devem ter sido poucos.

O primeiro foi em 1983. Lionel Baines, Boston...

N�o, ele morreu h� dois anos.

1985, Hans Korshaud.

N�o, ele tem 70 anos e mora na Holanda.

- O que foi? - Nova Iorque, 1986.

Viktor Yurilivich.

Ele est� repetindo nosso jogo, lance a lance, usando as garotas como pe�as.

Acharam todas as garotas em casa, exceto Christie Eastman...

achada atr�s de um dep�sito.

Ele mudou para esta �rea para repetir seus lances.

- Certo. D4. - � uma �rea comercial.

Ningu�m mora l�.

Foi onde ele teve que por o corpo para fazer o lance.

D� para saber qual ser� o pr�ximo lance dele?

Seu �ltimo foi C1-F4.

Meu pr�ximo ser� F8-G7.

O dele ser� F1-C4. Aqui!

Quer o qu�?

Que voc� ponha todas as ruas desta �rea no computador.

"Imenso como torres, voc� � leve como o ar...

mas cem homens n�o podem me deslocar".

� uma pergunta. O que eu sou?

- Um edif�cio. - N�o � leve como o ar.

O que � imenso, leve como o ar e n�o pode ser deslocado?

- "Imenso como torres". - Por que dizer "torres"...

se deve ser uma estrutura gen�rica?

Ele n�o vai dar dicas diretas. Vai dar voltas.

Ele usa "torres", no plural. E "me deslocar", no singular.

Por que n�o "nos deslocar"?

Uma sombra.

� imensa como uma torre, leve como o ar...

e nem cem homens a conseguem deslocar. A sombra da torre!

H� edif�cios com o nome "Torre" que lancem uma sombra grande...

H� um edif�cio naquela �rea chamado "Armas da Torre".

Deve ser esse.

A Imobili�ria nos deu o nome Laura Owens.

Mudou-se para um edif�cio em frente ao "Armas da Torre" h� uma semana.

Vamos mand�-la para a casa dos pais, em Seattle...

e a pol�cia de l� vai vigi�-la esta noite.

A agente Gordon vai passar a noite no apartamento dela.

Andy, v� para o hotel...

cole em Yurilivich durante o torneio e, quando acabar, siga-o. Certo?

Com sorte, esta noite resolveremos isso.

Pronta?

Quer me por para dormir?

Talvez, mais tarde.

- Todos em posi��o? - Tudo pronto.

- O que aconteceu? - Problemas no monitor.

Ficou louco.

Senhores, o computador pifou. Adiamos para amanh�?

Senhoras e senhores, levaremos horas para consertar o computador.

Queiram nos perdoar. At� amanh�. Obrigado.

Isso est� me cheirando mal.

Se Yurilivich tivesse agido, Andy j� teria nos ligado.

- Estaremos no lugar errado? - N�o, tem de ser aqui.

� o �nico edif�cio por aqui com o nome "Torre".

Por aqui.

- Como "por aqui"? - No outro lado da cidade,

tem o edif�cio "Torre da Coroa". - Por que n�o me avisaram?

Fica em outra �rea. Voc� disse que s� queria...

Eu pedi op��es, droga! O cara � um psicopata!

CUIDADOSAMENTE

Como ela est�?

- Vai ficar bem. - E voc�?

Nunca vi nada igual. E Yurilivich?

Fiquei o tempo todo com ele.

Vamos, subam! E o Sanderson?

Jeremy est� com a filha dele. Disse que ele saiu depois da partida,

e ainda n�o voltou. - Quero falar com ele.

- Oi. - Oi.

- Posso entrar? - Claro.

Obrigado.

Naquela noite, eu...

disse coisas que n�o devia ter dito.

Voc� me conhece h� pouco tempo,

mas entendo sua rea��o.

N�o quero desculpas, Peter.

Quando isto terminar, talvez possamos...

Quero algu�m de quem eu possa me sentir pr�xima.

Isso n�o � poss�vel com voc�.

- Ainda n�o viu meu lado bom. - Peter...

Lembra-se de que disse que eu me escondo atr�s do tabuleiro?

Desde que minha esposa morreu, eu...

tenho medo de me aproximar de algu�m de novo.

Tenho medo de perd�-la.

Sua esposa morreu. N�o deve se sentir respons�vel por isso.

N�o foi acidente!

Ela se jogou com o carro daquele penhasco.

A pol�cia disse que foi acidente, mas eu sabia que n�o tinha sido.

Eu tinha me fechado para ela.

E depois, quando achei a carta,

eu me fechei para o resto.

Vencer Yurilivich...

e ganhar o t�tulo era tudo em que eu pensava.

Mas tive um colapso no meio da partida e n�o pude continuar.

- Nunca a abri. - Por que n�o?

Porque sei o que est� escrito.

Voc� tem medo do que est� escrito a�.

Fique aqui, por favor.

"Peter, este mundo nos d� muitos desgostos,

"mas o pior deles � amar algu�m que nos afastou da sua vida.

"N�o sei quando � que as coisas mudaram,

"nem como � que nos afastamos dessa maneira,

"mas j� n�o posso suportar a dor e o vazio. Vou-me embora.

"Vou para um lugar onde a dor acabe, de vez.

"� a minha op��o, a minha fuga.

"S� pe�o que n�o revele a verdade � Erica,

e me perdoe pelo que vou fazer. Amo voc�. Jennifer."

Dra. Sheppard, o que se passa na mente de uma pessoa assim?

� uma pergunta muito ampla para eu responder.

- H� caracter�sticas comuns? - Sim...

todas tiveram uma inf�ncia traum�tica...

e foram maltratadas por uma figura feminina dominadora.

E o fato de que nenhuma garota foi estuprada...

nos leva a crer que ele seja impotente ou homossexual.

Ele est� interpretando uma fantasia vingativa...

que satisfaz alguma necessidade sexual doentia.

- Peter? - Oi, Jeremy.

- Onde est� Erica? - Foi � cidade com a Sra. Lutz.

- Ouviu isto? - Sim.

Quer treinar?

Tenho que encontrar meus amigos no calabou�o.

Jeremy, sei que este � seu sonho, tanto quanto meu.

Prometo que farei o melhor.

Sei disso...

Voc� vai vencer.

Onde esteve ontem � noite?

Por favor... Vai come�ar com isso de novo?

- Responda! - Eu sa�!

Foi aonde?

- Esteve na minha casa. - A que horas chegou l�?

- Meia-noite e 45 minutos. - Queremos saber onde esteve,

antes de chegar l�. - Estive na praia.

- N�o foi a Pine Road? - N�o.

- Est� mentindo. - Dane-se!

Estou cansado de suas acusa��es! Se querem me prender, me prendam!

Ou ent�o me deixem!

Isso � um jogo para voc�, n�o �? Um jogo doentio.

N�o sei se tem um c�mplice ou n�o, mas vamos descobrir.

Ontem � noite, voc� nos mandou para o lugar errado.

Mas Frank o impediu de terminar na Pine Road.

N�o vou ouvir isso.

- Vai, sim. - Largue-me!

Vamos!

Quer atirar em mim? Atire!

N�o vai atender?

Peter, por favor!

- Al�? - Ontem � noite foi excitante, n�o?

Descobriu o que estou fazendo?

Jogando a abertura Tarakoss.

Muito bom!

Seu �ltimo lance devia ter sido F1-C4.

Usei uma varia��o. Voc� devia ter previsto isso.

Descobriu a mensagem?

Que palavra deixou ontem?

- A pol�cia n�o lhe disse? - A pol�cia...

- Eles julgam que somos c�mplices. - � um conceito interessante.

N�o tinha pensado nisso.

Pense em como Anton Berger joga xadrez e voc� saber�.

Come�o a crer que n�o significa nada.

- "Lembre-se finalmente a vingan�a... " - Voc� � uma desgra�a! Nem sabe ler!

N�o aprendeu pontua��o na escola?

O jogo termina essa noite.

"Lembre-se", "finalmente",

"a vingan�a", "est�", "cuidadosamente"...

"Cuidadosamente" o qu�? Vamos mudar a ordem.

N�o vamos perder mais tempo com isso. Isso n�o significa nada!

� Sanderson.

N�o � ele.

Frank, voc� quis que eu opinasse

se ele seria capaz de fazer algo assim. - Voc� est� dormindo com o cara!

Perdeu a no��o das coisas. N�o age com imparcialidade.

Ele tem raz�o, Kathy.

E do que me acusa? De s� ver o que quero?

De proteger um assassino?

N�o podemos confiar no seu julgamento.

- Como assim? - Que voc� est� fora do caso.

N�o tenho escolha.

N�o posso comprometer os poucos dados que tenho

e as nossas futuras a��es,

dividindo informa��es com algu�m envolvido com o principal suspeito.

Dividindo informa��es...

E se ele estiver enganado? Se tivesse certeza,

j� teria prendido Peter. O assassino vai matar de novo...

e n�o deciframos a mensagem. - Vamos tentar depois.

�timo.

Que nojeira.

Houve cinco mortes e voc�s n�o descobriram nada!

Precisam culpar algu�m e escolheram Peter.

- � uma escolha l�gica. - N�o t�m provas!

Acharemos as provas!

Voc� n�o acha nem o seu p�nis!

� fina, a menina...

Mas que megera...

Wagner...

Ele disse que o jogo acaba hoje. A pr�xima palavra � a �ltima.

Pode ser qualquer uma.

"Lembre-se, finalmente a vingan�a est� cuidadosamente..."

Como sabia que era "cuidadosamente"?

- Frank me disse. - N�o disse nada.

O assassino me disse.

- Quando? - Quando ele disse...

"Pense em como Anton Berger joga xadrez".

Berger escreveu um famoso livro chamado...

"Princ�pios e T�ticas". No primeiro cap�tulo,

explica suas 3 regras para jogar bem: "Cuidadosamente,

cuidadosamente, cuidadosamente".

Isso n�o vai ser igual � lista telef�nica, vai?

N�o, claro que n�o.

Voc� vai esta noite?

Sim, vou mais tarde.

- Livraria Roxbridge. - Sara, � Kathy Sheppard.

Voc� tem um livro de xadrez chamado "Princ�pios e T�ticas",

de Anton Berger? - Vou ver. Espere um pouco.

Pode me ligar depois? 471-3829.

- Claro, Kathy. - Obrigada.

N�o devia ter falado aquilo de mim na TV.

Voc� n�o sabe o que eu sou!

- Peter... - Peter n�o est� mais aqui.

Socorro! Socorro!

Socorro!

- Viu o rosto dele? - Estava de m�scara.

Vi o corte no pulso. � Peter.

N�o posso prend�-lo por isso. Tem algu�m com quem possa ficar?

Tenho uma sala no Instituto. Posso ficar l�.

V� para l�. Veremos voc� mais tarde.

Rei base 1, aqui fala Rei 15.

- Wagner falando, prossiga. - � Harton, Andy.

Estou no p�er velho. Deviam vir at� aqui.

Deixe-me falar.

- Tomara que seja importante. - �, sim.

Ol�, capit�o.

Um pescador achou isso preso na grade...

junto com sua bengala e seus �culos.

"Peter, sinto muito, mas n�o posso mais...

fazer isso".

O que � isso?

Um modulador de voz.

Ele nunca estave presente nas liga��es.

Dava cobertura a Sanderson.

Quero um mandado de pris�o para Peter Sanderson.

Kathy, o que faz aqui?

Kathy...

O que foi?

Kathy...

Eu fui... uma idiota.

O que est� fazendo?

Est� louco?

Peter Sanderson, est� preso!

Tem o direito de ficar calado.

Tudo o que disser ser� usado contra voc�.

Pode contratar um advogado...

- Sente-se melhor? - N�o acredito...

N�o quer acreditar. � uma rea��o normal.

Como a pol�cia n�o tem arquivos de Peter?

Isto n�o aparece do nada.

Tem de ter uma hist�ria, certo?

Peguei o assassino!

Jeremy era meu melhor amigo! Ele nunca se mataria!

- Era como um pai para mim! - Cansou de encobrir voc�.

Voc� escaparia impune se n�o atacasse Kathy.

O qu�?

Sara, � Kathy Sheppard. Lembra-se do livro de xadrez?

Sim, Kathy. Ligamos, mas voc� n�o estava. Temos o livro.

Quero que me fa�a um favor.

No 1� cap�tulo o autor fala de tr�s regras para jogar xadrez.

Pode dizer quais s�o?

Claro.

Aqui est�o...

S�o todas iguais!

Quais s�o?

"Cuidadosamente, cuidadosamente, cuidadosamente".

Obrigada.

A Federa��o arranjou-lhe um advogado. Aqui est� o n�mero. Tem 3 minutos.

Ele est� pronto para o 2� round.

Isso ainda vai demorar bastante. Ele que sofra.

Al�? � Peter Sanderson. Quero falar com Richard Boyd.

Al�, Peter.

- Seu desgra�ado! - Voc� n�o sabe perder...

Cortar minha m�o como a sua foi um grande lance, n�o foi?

Se matar hoje, v�o saber que n�o sou eu.

O jogo j� ter� terminado.

De qualquer forma, j� decifrei a mensagem.

Decifrou nada! Mas n�o importa. Vai contar a quem?

A pol�cia n�o acredita em voc�. E desperdi�ou seu �nico telefonema!

Vamos, Peter! Pense, pense!

Kathy, estou ficando tonto de olhar para voc�.

Desculpe. Estou nervosa.

Est� segura. Ele n�o vir� aqui.

J� veio uma vez.

- Por qu�? - Por que o qu�?

- Por que veio aqui? - Para vigiar voc�.

� o que achamos.

E se ele veio por outro motivo?

N�o estou entendendo.

E se ele veio porque � um paciente?

Um paciente externo?

"Lembre-se", ponto.

Foi isso que ele quis dizer com pontua��o.

Mas lembrar de qu�?

Tudo para ele s�o jogos de palavras.

Vingan�a... planejada...

Merda!

- Decifrei a mensagem! - Sente-se, Sanderson!

Decifrei a mensagem!

- Pare! - Espere!

Ele vai matar minha filha!

Papai?

Papai?

Papai?

- Ele queria me afastar dela! - � mais um dos seus jogos...

Voc�s s�o idiotas, n�o veem o que est� na sua frente!

Andy...

Eu falo com ele.

Wagner!

Farei tudo o que quiserem...

Assino o que quiserem,

mas mande algu�m para o hotel, por favor!

Est� bem. Eu confesso.

Eu as matei! Eu matei todas elas!

Meu Deus!

Tranque-o. E o Wagner?

- Saiu. - Aonde foi?

- N�o sei. - Mande uma viatura, j�!

N�o! Acabou, Sanderson!

N�o se mexam!

D�-me a arma.

Vamos! Jogue no ch�o!

Chute-a para mim!

N�o se mexa.

Entrem na cela. Vamos!

Tranque a porta.

A chave das algemas. Vamos!

S� faltava essa!

Vamos...

Merda!

- Voc� me assustou. - Tem algu�m com voc�?

- N�o. - Venha comigo.

N�o posso. Vou esperar meu pai.

N�o tenho tempo para discutir, Erica.

Tire-nos daqui!

- Frank? - Kathy...

- � voc�? - Tire-nos daqui!

Erica!

Erica!

XEQUE

Meu Deus!

Meu Deus!

- Sim! - Parab�ns por sua fuga!

Por poucos segundos, n�o me encontrou. Xeque, Peter.

- Deixe-me falar com minha filha! - N�o posso.

S� queria que soubesse que ela n�o morreu ainda. Adeus, Peter.

- Por favor, espere! - O jogo acabou. Voc� perdeu.

- Voc� quer a mim. Solte-a! - N�o. Como sempre,

voc� errou. � ela que eu quero. Matar voc� seria f�cil.

Viver com as consequ�ncias da derrota ser� a derrota maior.

Isso n�o � esportivo. Lembra-se da frase de Huxley?

"Seu jogo � limpo e justo".

Voc� est� desesperado... Fui justo. � meu lance agora.

Dou-lhe o que quiser! Qualquer coisa! Por favor!

N�o implore, Peter. S� ganho se ela morrer!

Escute!

Por poucos segundos... ele est� bem perto.

O barulho...

Eu conhe�o aquele barulho...

Sei onde voc� est�, David.

Muito bom... Como descobriu?

A bomba d'�gua.

Excelente.

Mas n�o importa... Voc� perdeu.

Ela estar� morta antes de voc� chegar aqui.

Xeque-mate.

Largue a navalha!

Largue o telefone.

Espere!

Computadores...

Foi assim que acessou os arquivos da imobili�ria.

Voc� entra em qualquer coisa.

Sim... at� na sua mente.

Estou nela agora, n�o �, Peter?

Sempre estarei com voc�, n�o importa como isto acabe!

Voc� acha que eu o fiz sofrer muito!

N�o � nada comparado ao que voc� me causou.

Para voc�, eu era s� mais um garoto do interior...

para ser esmagado pelas botas do grande menino prod�gio.

Nada que eu tenha feito justifica o que voc� fez.

A dor � relativa, lembra-se? N�o pode julgar a minha.

- Fique onde est�! - Ainda n�o decifrou, n�o �?

Diga-me, Peter... voc� tem cicatrizes?

Cicatrizes!

Eu enfiei a caneta em voc�.

N�s �ramos crian�as.

Papai!

C�us!

Desgra�ado!

No por�o.

Papai!

N�o fa�a isso, papai!

N�o!

Papai, n�o!

Papai!

Papai!

Kathy! Kathy! Socorro!

Erica!

J� vamos, querida.

Frank!

Frank!

David! David!

Kathy!

David!

Se fizer isso, n�o vai ganhar! Vai perder de novo!

Voc� n�o entende por que tenho de fazer.

Entendo, sim! Achei sua ficha, David.

Mas isso n�o trar� sua m�e de volta.

Meu pai foi embora.

Depois, minha m�e.

Havia muito sangue.

- Cobriu tudo. - Sente-se culpado...

por n�o ter ajudado sua m�e, n�o �? - Eu devia ter ficado com ela.

Por isso fiquei com as outras.

Eu as lavei...

para ficarem bonitas quando fossem ver minha m�e.

Tenho certeza de que sua m�e sabe...

e compreende isso.

Crian�as cometem erros, David. Tudo bem.

David... Largue a navalha, por favor...

Largue a navalha.

David...

Largue a navalha, por favor.

N�o posso.

O jogo acabou.

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